Com o objetivo de aliar a tecnologia à utilidade pública para melhorar a mobilidade urbana, a Prefeitura de Teresina, através do Projeto Teresina Digital e da Strans, sediará, no próximo fim de semana, o I Hackaton Strans Integra. O evento é uma competição, onde desenvolvedores de softwares e programadores terão 24 horas para criar um protótipo de aplicativo que melhore a locomoção dos usuários de ônibus na Capital. Durante um dia, a Strans vai disponibilizar dados do sistema de transporte para serem usados na criação dos aplicativos.
O principal exemplo da inovação tecnológica criado no Hackaton é o Moovit, aplicativo disponível para Android e iOS, que traz um mapa das linhas, e horários de ônibus de várias cidades brasileiras. A ferramenta já é amplamente usada pelos teresinenses, mas o objetivo da Prefeitura é trazer uma plataforma totalmente local, desenvolvida por programadores daqui, que atendam outras demandas além do transporte coletivo em si.
É o que explica o coordenador do projeto, Joselé Eilas Martins: “Nós sabemos o quanto o Moovit é útil, mas sabemos também que podem haver ferramentas mais completas, que vão muito além de informar o horário das linhas de ônibus e qual o percurso do usuário. Estamos atrás de algo que permita ao passageiro avaliar a qualidade do transporte, interagir com outros usuários através de comentários e um feed de informações”, esclarece Joselé.
Foto: Moura Alves/O Dia

José Elias Martins, coordenador do I Hackaton Strans Integra
O I Hackaton Strans Integra vai avaliar os três melhores projetos, em termos de viabilidade, usabilidade e praticidade. Eles serão apresentados, posteriormente, à Prefeitura, que vai cuidar da implantação, através de seu TI. A equipe vencedora da competição receberá ainda um prêmio de R$ 5 mil, além de ter todos os direitos sobre o aplicativo garantidos.
Outros exemplos
Em uma competição realizada no ano passado em São Paulo, desenvolvedores de sistemas criaram vários aplicativos que permitem ao usuário, não só melhorar sua experiência com a malha urbana, mas também avaliar os serviços prestados pelo poder público e as empresas que operam no sistema.
Um deles, o InsPorte (junção dos nomes Inspetor e Transporte), permite ao passageiro se tornar fiscal do transporte coletivo, fazendo denúncias de abusos cometidos pelas empresas de ônibus, e informando eventuais problemas no sistema de trânsito da cidade, como falta de sinalização, por exemplo.
Por: Maria Clara Estrêla