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Com greve, dez milhões de litros de combustíveis estão retidos em Teresina

Apenas 50 vagões tiveram entrada permitida pelos funcionários da empresa nos últimos sete dias

26/04/2012 19:51h

Os servidores da Transnordestina (TLSA) realizaram mais um dia de protestos no ramal ferroviário da Boa Esperança, localizado na zona Sudeste de Teresina. Os ferroviários estão em greve há sete dias. Desde a semana passada - quando os funcionários da empresa começaram a obstruir a linha férrea - 240 vagões foram impedidos de abastecer o terminal de petróleo da capital. Com isso, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Estado do Piauí, dez milhões de litros de combustíveis deixaram de ser transportados para os postos de combustível.

Diariamente, 40 vagões com capacidade de 42 mil litros são desabastecidos em Teresina. Com a greve dos ferroviários, apenas 50 tiveram entrada permitida pelos funcionários da empresa. Na manhã de hoje, a polícia militar teve que ser acionada para conter os ânimos dos grevistas. Um advogado da TLSA foi ao local para negociar a liberação dos trens de carga, porém não houve avanço.

Os grevistas reivindicam a reintegração de 12 funcionários demitidos recentemente, reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Segundo o sindicato, a lei determina jornada de 6 horas para ferroviárias, mas os funcionários da Transnordestina costumam trabalhar de 10 a 12 horas seguidas, e só recebem hora extra a partir da oitava hora. De acordo com a empresa, as demissões fazem parte do "movimento normal de rotatividade dentro da companhia e que todos os desligados receberão integralmente os direitos trabalhistas". Sobre a greve, a TLSA considera o movimento "desproporcional e inadequado".

Uma nova reunião de conciliação está marcada para esta segunda-feira (30). Na tarde de hoje, outra rodada de negociação envolvendo a empresa e os funcionários foi realizada. De acordo com Claudionor Ferreira, presidente do Stefepi, não houve avanço na pauta de negociação. Porém, houve um acordo na liberação dos vagões e a decisão de suspender o movimento nos próximos três dias. "Continuaremos acampados no local, mas vamos liberar algumas cargas para não prejudicar ainda mais o fornecimento de combustível. Vamos esperar até a reunião de segunda para deliberarmos a continuação do movimento grevista", explicou Claudionor.

A reportagem tentou contato com o presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis, Robert Athaíde, para explicações sobre o desabastecimento de combustível na capital e o possível aumento dos preços. No entanto, foi informada que ele estava viajando.

Por: Josiel Martins

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