Com chuvas, seis açudes piauienses atingem a capacidade máxima

Três deles são monitorados pelo Idepi e três pelo Dnocs. Em Valença, o açude Mesa de Pedra sangrou e alagou construções nas cercanias. Idepi diz que situação está sob controle.

26/03/2019 08:22h - Atualizado em 26/03/2019 08:48h

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Com chuvas acima da média e altos volumes de água se acumulando, sobretudo na região Norte, seis açudes piauienses já atingiram sua capacidade e pelo menos três deles começaram a sangrar. Os açudes com nível máximo de água são: Emparedado, em Campo Maior; Mesa de Pedra, em Valença; o açude de Piracuruca; o açude de Campo Maior; Anajás, em Piripiri e o Açude Caldeirão, também em Piripiri. Três deles são monitorados pelo Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e três pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Nesta segunda-feira (25) o açude Mesa de Pedra, em Valença, e o açude de Piracuruca sangraram. Em Valença, o volume de água excedente acabou alagando construções levantadas próximo à área de vazão. De acordo com o diretor geral do Idepi, Geraldo Magela, apesar de ter inundado alguns pontos, a situação no local é controlada e está dentro da normalidade. “O açude sangra em situação normal, conforme o projetado. O problema é que há construções em áreas indevidas e nós estamos pedindo que as pessoas se retirem daquele local”, pontuou Magela.


Todos os açudes que atingiram sua capacidade se encontram localizados em municípios da região Norte do Piauí. Quando se olha para a parte mais baixa do mapa do Estado, a situação que se observa já não é a mesma. Na região do semiárido, por exemplo, alguns açudes sequer atingem 50% de seu volume total de água. Este é o caso da barragem Algodões II, no município de Curimatá, que se encontra em uma zona do Piauí com baixo índice pluviométrico e que vem sendo assolado pela seca nos últimos anos.

O Idepi dá atenção especial à Barragem do Bezerro, em José de Freitas, onde, no ano passado, foram localizadas fissuras, pontos de erosão, infiltração e um risco de rompimento. De acordo com Geraldo Magela, há engenheiros fazendo vistorias diárias na estrutura da barragem e como o nível do sangradouro foi reduzido ainda em 2018, a água encontra-se longe de chegar ao nível crítico onde aconteceu a infiltração.

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Por: Maria Clara Estrêla

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