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Casos de dengue aumentam mais de 300% no Piauí, diz Sesapi

Registros de outra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti como chikungunya e zika também aumentaram no Estado ao comparar este ano com 2018.

20/11/2019 06:36h

O número de casos de dengue no Piauí aumentou 309,5%. O dado, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), é referente ao período de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019. No mesmo período em 2018 foram registados 1.641 casos no Estado, já em 2019 o número cresceu para 6.720.


Leia também: Casos confirmados de dengue aumentam 313% em 2019, diz Sesapi 


A chikungunya também teve aumento de casos, passando de 530 (em 2018) para 842 (em 2019), o que representa um acréscimo de 58,9%. Outro dado alarmante é sobre a zika, que quase dobrou o número de pessoas infectadas. Só em 2018 ocorreram 22 incidências e, em 2019, o número passou para 41.

O estudo aponta ainda que o número de casos notificados no ano de 2019 é ainda maior, com aumento de 332,7% dos casos. O período analisado, neste caso, é de 1º de janeiro a 9 de novembro.

“Podemos afirmar que esse aumento acontece por diversos fatores. Em 2018, tivemos um ano atípico para a questão de dengue. No ano inteiro só tivemos mil e poucos casos notificados, é quase que raro acontecer. O nosso padrão de casos notificados é em torno de 7 mil, quando considerado como tranquilo. Este ano, já estamos com 7.836 casos notificados, e ainda não chegamos no período chuvoso”, explica o supervisor de vigilância da Sesapi, Orcimar de Alencar.

Outra questão citada por Orcimar é que existem dois tipos de vírus da dengue circulando no Estado. Sendo o sorotipo 1 e 2, e que, quando o tipo 2 está circulando, há aumento de casos da doença em seres humanos.

“Além disso, as pessoas também podem estar interferindo, pois há um maior relaxamento com os cuidados em relação as águas paradas para o mosquito. Temos pesquisas que apontam que mais de 80% dos criadouros ocorrem em ambiente domiciliar. Então, nós temos a informação, mas somos relaxados em relação à prevenção, e ainda tem o quesito que os municípios tem deixado de lado, que é a questão da limpeza pública, que contribui para o aumento do mosquito e consequentemente das doenças”, comenta Orcimar de Alencar.

“Precisamos trabalhar para ter uma população pequena de mosquito, assim teremos menos casos de doenças em seres humanos. De uma semana para outra, o número é bem pequeno de notificações. Mas já começamos a nos preocupar que estamos nos aproximando do período chuvoso, então os municípios precisam se preocupar com a limpeza pública para não deixar criadouros com mosquito; a população precisa se preocupar com seus ambientes domiciliar e de trabalho, pois são doenças que não escolhem classe social, portanto é uma preocupação de todos”, conclui Orcimar de Alencar.

Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

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