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Câmara busca solução para falta de acessibilidade nos terminais

Vereador da oposição organizou reunião em que entidades puderam discutir soluções para problemas identificados em terminais da capital.

09/05/2019 13:52h - Atualizado em 09/05/2019 15:11h

A Câmara Municipal de Teresina realizou, na manhã desta quinta-feira (9), uma audiência destinada a tratar sobre a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência nos terminais de ônibus da capital.

A reunião no Legislativo foi proposta pelo vereador Joaquim do Arroz, que, na semana passada, realizou uma fiscalização num dos terminais e constatou diversas irregularidades. O parlamentar visitou um terminal juntamente com o advogado Joaquim Santana, presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí (OAB-PI), e com alguns integrantes da Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina (Ascamte).

"Nós fizemos uma fiscalização no terminal do Parque Piauí, e lá nós verificamos duas situações que chamaram muita atenção. A dificuldade para os cadeirantes acessarem os ônibus, porque os ônibus ficavam em níveis diferentes dos da plataforma, e os cadeirantes dependiam da boa vontade dos motoristas de encostar o veículo na plataforma. Além disso, constatamos que os ônibus não eram os que foram licitados. Os ônibus que foram programados para aquele tipo de plataforma não eram os mesmos que estavam circulando no terminal", relata o vereador.

Reunião foi realizada na manhã desta quinta-feira

Segundo o parlamentar, ao ser confrontada com as irregularidades, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) teria buscado dividir a responsabilidade pelos problemas com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) e com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí (CAU-PI).

"Conversamos com o doutor Francisco Nogueira [diretor de Transportes Públicos da Strans], e toda vez que o indagávamos [sobre os problemas] ele se defendia dizendo que a responsabilidade também é do Crea, do Cau, por serem os órgãos fiscalizadores da obra, dizia que não poderia mexer com a adaptação dos ônibus, porque eles foram financiados pela Caixa Econômica, e a Caixa não autoriza mexer nos bens financiados, porque isso poderia mudar as características dos bens. E, com isso, chamei o doutor Joaquim Santana, e resolvemos fazer essa reunião [realizada nesta quinta-feira]", detalha Joaquim do Arroz.

Além do Crea-PI, do CAU-PI e da Ascamte, também foram convidados para a reunião o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI), a OAB-PI, o Ministério Público e a Caixa Econômica. Estas duas últimas instituições, porém, não compareceram à reunião. Da prefeitura, estiveram presentes o diretor Francisco Nogueira e representantes da Secretaria Municipal de Planejamento. 

"Um dos pontos mais graves identificados foram os banheiros, que não apropriados para as pessoas com deficiência. Para irem até a área reservada deles, é preciso passar pelo banheiro comum. Vamos imaginar uma situação em que uma mulher precise acompanhar o marido cadeirante até o banheiro, para auxiliá-lo. Essa mulher corre o risco de passar pelo constrangimento de ter que ver outros homens ao mictório", acrescenta o vereador, que também verificou problemas no terminal do bairro Bela Vista.

Reunião técnica será realizada na terça-feira

O vereador Joaquim do Arroz afirma que, na próxima terça-feira, será realizada uma reunião técnica, mais restrita, com representantes da Ascamte, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI), Crea, Cau, Superintendente Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e da Secretaria Municipal de Planejamento.

Por: Cícero Portela

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