Calor contribui para praga de potós e especialista aconselha troca de lâmpadas

Insetos aparecem principalmente no mês de agosto, as queimaduras são mais comuns nas dobras do corpo, como pescoço e braços

01/09/2013 09:01h - Atualizado em 01/09/2013 11:32h

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Eles fazem parte da família dos besouros e causam pavor a todos nessa época do ano. O Paederus irritans, conhecido popularmente como potó, causa grandes estragos na pele humana, provocando lesões ou queimaduras. E logo após o período chuvoso, principalmente no mês de agosto, eles costumam aparecer, sobretudo no Norte e Nordeste do país.

O clima quente de Teresina favorece a proliferação dos potós, que se reproduzem com maior facilidade no calor. “Normalmente eles procuram dobras do corpo humano, principalmente no pescoço, junções dos braços e das pernas”, afirma a bióloga Mariana Chandaliê, que recomenda a quem ver ou sentir o inseto em seu corpo deve esmagá-lo contra a pele, não sendo indicada a “leve batidinha”, como é feito costumeiramente.

Os locais onde possuem maior área de vegetação favorece a proliferação do potó. Prova disso é o conjunto João Emílio Falcão, zona sul de Teresina, que por haver um grande terreno ao lado tem surgido inúmeros casos de moradores que estão queimados por potó. Prova disso, é a Samantha Araújo, 22 anos, que afirma: “Nós não podíamos sentar no chão e nem mesmo na cama que eles apareciam em grande quantidade”, Ela está com “queimaduras” no pescoço e nas costas provocadas pela toxina do besouro.

A bióloga Mariana Chandaliê recomenda, também, que nesse período mais quente do ano seja feita a troca das luzes da área externa das residências. Ela afirma ainda que as luzes de coloração mais amareladas atraem menos os potós. “Por ser um inseto sazonal, que aparece somente em algumas épocas do ano, é sugerido que seja feita desinsetização para expulsar os potós das residências”, alerta a bióloga que afirma que a praga será minimizada até três meses.

Custos

O processo de desinsetização e controle de pragas como o potó e a muriçoca deve ser feito por empresas especializadas no serviço. O valor para tal manutenção custa aproximadamente R$ 150 a cada 100m², e recomenda-se manter crianças longe da área por cerca de 24 horas, após o procedimento realizado.

“Não é preciso que o morador da casa ou do apartamento retire os móveis do lugar”, recomenda Edilson Andrade, que é proprietário de uma empresa especializada em controle de pragas. Ainda de acordo com ele, um gel-baratecida tem facilitado todo esse processo, se tornando mais prático exterminar insetos, sem que seja necessária a mudança da mobília de local. “O veneno é colocado nas paredes, ralos de pias e chuveiros, bueiros, rodapés e frechas de portas”, explica o especialista.

Em estabelecimentos comerciais a dedetização deve ser feita no máximo a cada três meses. “Nas padarias, por exemplo, há uma grande proliferação de pragas, sendo necessário que se desinsentize todos os meses”, alerta Edilson Andrade.

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Por: Beto Marques - Jornal ODIA

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