Bebê morre por falta de UTI Neonatal em 2 maternidades de Teresina

Pais denunciam as maternidades Santa Fé e Evangelina Rosa

13/07/2013 11:07h - Atualizado em 13/07/2013 15:57h

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Complicações em um parto prematuro, realizado na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), durante a madrugada de hoje (13), resultaram no falecimento de um bebê. Para os pais da criança, Leonice Sâmia Nascimento e Sildane Silva, a perda da filha pode ter sido ocasionada por negligência médica.

O pai conta que sua esposa, grávida de sete meses, estava internada, desde a última terça-feira (9), na Clínica Santa Fé, para dar a luz a uma menina. Contudo, devido à falta de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI), que acolhesse a criança após o parto, Leonice foi transferida, na última sexta-feira (12), para a Evangelina Rosa. 

Sildane afirma que na Evangelina também não havia vaga na UTI Neonatal, indispensável para a criança no momento seguinte ao parto. Para ele, a demora e a ausência de atendimento médico na UTI Neonatal causaram a morte de sua filha. 

“Levamos a minha mulher da Clínica Santa Fé para a Evangelina Rosa. O bebê nasceu por volta das 5h desse sábado, mas praticamente em óbito. Quando ela nasceu, falaram que também não tinha vaga na UTI, e minha filha morreu”, explica o pai da criança, comentado que “todos estão abalados com a perda”. Sildane afirma ainda que irá processar a Clínica Santa Fé pela morte da filha. 

A equipe de reportagem do Jornal O DIA procurou a direção da Santa Fé, que informou que ainda não possuía informações sobre o atendimento e internação de Leonice Sâmia. O diretor da unidade, Valdir Brito, apenas relatou que o pai da criança o procurou na manhã de hoje para pedir pela transferência do bebê, mas este já havia falecido. 

“As nossas vagas de UTI estavam lotadas, não poderíamos atender além da capacidade. Crianças de 30 semanas são prematuras extremas e correm risco de vida”, disse Valdir Brito, comentando que “todo mundo tem o direito de reivindicar por seus direitos e que se o pai achar que deve abrir um processo contra a maternidade, ele tem direito”.

A reportagem de O DIA também tentou entrar em contato, durante toda a manhã de hoje, com a Evangelina Rosa. Contudo, não obteve retorno até o fechamento desta matéria. 

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Por: Carlienne Carpaso e Virgiane Passos - Jornal O Dia

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