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Artistas piauienses lamentam prejuízos causados pelo Covid-19

Muitos artistas piauienses tiveram seus shows e apresentações canceladas ou adiadas, o que está gerando transtornos, pois esta era a única fonte de renda

21/03/2020 09:48h - Atualizado em 22/03/2020 10:31h

Com o decreto do estado de calamidade pública no Piauí em decorrência da proliferação da Covid-19, a realização de eventos está suspensa no Estado, bem como ficou determinado o fechamento de bares, cinemas, restaurantes, shoppings, academias, casas de espetáculo, clínicas de estética e saúde bucal, públicas e privadas, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgência e emergência.

Foto: Divulgação / Internet. 

Assim, muitos artistas tiveram seus shows e apresentações canceladas ou adiadas, o que está gerando transtornos, pois esta era a única fonte de renda para muitos artistas. Para Noé Filho, idealizador do projeto de valorização da cultura piauiense, Geleia Total, a situação é difícil para os artistas de todas as categorias.

“Estou super preocupado. Nosso projeto se mantém por meio da renda que os eventos que promovemos nos traz. Então, realmente está sendo um período muito complicado pra gente e para todo o setor artístico. Artistas de rua, por exemplo, estão sofrendo muito também, porque o fluxo de pessoas já diminuiu e as pessoas não querem nem abrir o vidro do carro com medo de contaminação”, diz.

Bruna Soares, por exemplo, canta desde 2013, mas somente em 2017 fez do seu talento uma profissão. Atualmente, ela tem uma banda, a Gypsy Trio, ao lado de Milena Assunção e Priscila. A banda tem pouco tempo de formação, mas já possui uma agenda sólida. Para Bruna, essa situação é preocupante, pois os shows marcados eram uma renda extra.

 “A gente fica com preocupação de não cumprir os contratos, a vantagem é que todo mundo está tendo que parar. Pra mim que trabalho de casa, é mais tranquilo. Mas eu conheço gente que só tem a música para se manter; então, tem que tirar das reservas, felizmente a gente teve um fluxo bom de show e temos de reservar, e quem não pode guardar dinheiro?”, indaga.

A cantora lembra ainda que, mesmo em meio ao caos, a prioridade é a saúde dos componentes das bandas e dos fãs. E pede ainda que as pessoas ajudem os artistas locais.

“Eu peço que as pessoas que conhecem o trabalho de artistas que estão parados que os apoiem. Acompanhem as redes sociais, divulguem os artistas, ouçam as músicas nas plataformas. Esta é uma forma de apoiar de casa, consumindo o produto deles na internet e divulgando o nome deles para que, no momento que essa crise passar, as pessoas possam ter tido um alcance para retornar para os palcos, pois vai ser difícil e as pessoas vão ter prejuízo enormes”, finaliza.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Sandy Swamy, do Jornal O Dia

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