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Após um ano do assassinato, grupo faz ato em memória de Marielle Franco

Vereadora foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018.

14/03/2019 18:04h

Aconteceu na tarde desta quinta-feira (14), um ato em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ), brutalmente assassinada em 14 de março de 2018. Um ano após o crime, um grupo de pessoas se reuniu na Avenida Frei Serafim, no Centro de Teresina, para debater sobre o legado da vereadora e os desafios políticos enfrentados no país depois do duplo homicídio que também vitimou o motorista Anderson Gomes.

A roda de conversa organizada pela setorial de Mulheres do PSOL, partido ao qual a vereadora era filiada, iniciou por volta das 18h. Ainda pela manhã, uma faixa em homenagem à Marielle Franco já havia sido dependurada na Ponte Juscelino Kubitschek. A imagem chegou a ser compartilhada nas redes sociais pelo deputado federal Marcelo Freixo, amigo de Marielle e um dos principais nomes do PSOL.

Após um ano do assassinato, grupo faz ato em memória de Marielle Franco. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

"Depois do assassinato político, por tudo que ela representava, as pautas, as denúncias que ela fez de direitos humanos nas favelas do Rio de Janeiro, acredito que isso incomodou alguns grupos políticos como tem se comprovado agora com a importante descoberta dos executores", frisa a secretária do Setorial de Mulheres do PSOL, Letícia Lima. 

Para Letícia Lima, por estar em um espaço de poder como vereadora eleita, Marielle Franco deveria ter sido protegida pelo Estado. "Um estado que não protege seus agente políticos é um estágio que está com a sua democracia muito frágil. Temos feito esses atos porque logo após o assassinato foram inventadas muitas fake news destruindo o legado dela, a história e trajetória dela enquanto mulher negra, não-heterossexual, militante de direitos humanos, militante do PSOL, e é muito importante que a gente faça homenagens contando a real história de quem ela era, o que ela representou e porque para nós foi tão triste perder aquela militante", finaliza.


Após um ano do assassinato, grupo faz ato em memória de Marielle Franco. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Além do Piauí, outros estados promoveram atos em memória a Marielle Franco. Após a prisão dos principais suspeitos de terem cometido o assassinato, a frase "quem matou Marielle?" foi substituída pela pergunta "quem mandou matar Marielle?", para cobrar um desfecho das autoridades policiais sobre o caso.


Por: Nathalia Amaral

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