Alunos da Uespi restauram estação meteorológica desativada há 10 anos

Projeto foi executado em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A estação fica localizada no Parque Sete Cidades.

22/04/2019 10:44h

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Alunos do curso de Ciências da Computação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) restauraram uma antiga estação meteorológica localizada no Parque Nacional Sete Cidades. O local estava desativado há pelo menos 10 anos e com sua reativação será possível captar dados como temperatura ambiente, índice de umidade, pressão atmosférica e detectar fumaça, ou seja, monitorar a unidade de conservação como um todo.

A restauração da estação foi toda feita em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Além de reativar, tínhamos o interesse de fazer um sistema de monitoramento de incêndios, visto que o parque sofreu alguns nos últimos anos. Esse sistema é importante, pois os incêndios são mais facilmente combatidos quando estão em seu foco inicial”, é o que explica o professor Vigno Moura, idealizador do projeto e orientador dos alunos.


Foto: Divulgação

Segundo o docente, a estação trabalha da seguinte forma: primeiramente os dados são captados da própria estação, situada em uma determinada área da unidade de conservação. Em seguida, os dados captados são mandados para o Centro Administrativo do Parque para depois serem armazenados em um servidor, onde posteriormente serão exibidos em uma página na internet com informações em forma de gráficos. A estação é composta por um arduino, onde são acoplados os sensores de temperatura, umidade, pressão, altitude e gás. Os dados são transferidos através de rádios HC12. A alimentação desses componentes é feita com o auxílio de uma placa solar e uma bateria.

O próximo passo do projeto é fazer com que o sensor, além de detectar focos iniciais de incêndios e outros dados citados anteriormente, detecte, também, informações sobre a fauna, a flora e seus visitantes e brigadistas. “Temos o objetivo de transformar o Parque num sistema inteligente, sem comprometer sua fauna e flora, com impacto ambiental mínimo. Será importante, também, pois temos o interesse de implantar câmeras nos sensores, sendo fundamentais para denunciar atividades ilegais, como a caça”, finaliza o professor Vigno.

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Fonte: Universidade Estadual do Piauí

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