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Adiar o sonho de ser mãe requer mais cuidados com a saúde da mulher

Obstetra afirma que, após os 35 anos, a mulher deve passar por uma série de exames antes de engravidar.

11/05/2019 10:30h

O último censo demográfico do IBGE, realizado em 2010, demonstra que a mulher está optando pela gravidez tardia. A taxa de fecundidade no Brasil saiu de seis filhos por mulher, em 1960, para 1,9 em 2010, deixando o Brasil próximos de países europeus, como a Suíça e a Dinamarca. Muitas mulheres estão pensando na gravidez somente após alcançar certa estabilidade, sejam elas solteiras ou casadas. Esse momento, geralmente, chega depois dos 30 anos e, em alguns casos, até mesmo aos 40 anos.

"Muitas querem contrariar o que se convencionou chamar de relógio biológico. Dar atenção ao lado profissional é importante, e fazer isso para adiar a gravidez é bom, mas, na hora da decisão de ter o primeiro filho após os 30 anos, os cuidados devem começar. É importante ter um acompanhamento médico antes e depois de engravidar", explica a obstetra Jesca Villa Verde.

Os avanços na medicina ajudam as mulheres nessa decisão, mas o sistema reprodutor feminino também envelhece e isso pode dificultar a concretização de uma gravidez tardia, acrescenta a médica. Segundo a obstetra, também aumentam, com a idade, os riscos de desenvolver alguma síndrome no bebê. "Os riscos sempre serão menores quando a mulher é mais jovem, geralmente entre 20 e 30 anos, que é a fase mais fértil da vida da mulher”, afirma.

O problema da gravidez tardia, caracterizada após os 35 anos, pode ocasionar uma maior incidência de aborto, parto prematuro, fatores como a Síndrome de Down e o desenvolvimento de doenças, como hipertensão e diabetes. Por isso, a médica indica que mulheres que desejam engravidar nessa faixa etária passem por exames de avaliação da reserva ovariana e hormônio folículo-estimulante (FSH), ultrassonografia e o hormônio antimulleriano, que mostra ao médico o estoque de células germinativas e a qualidade dos óvulos estocados, mas nenhum vai mostrar qual o prazo limite para uma gestação.


A taxa de fecundidade no Brasil saiu de seis filhos por mulher, em 1960, para 1,9 em 2010 - Foto: Folhapress

Mães estudantes têm direitos assegurados por lei

Buscar novos caminhos para se manter atualizada e qualificada para o atual mercado de trabalho tem sido cada vez mais frequente frente às concorrências que existem no dia a dia. Além dos obstáculos da vida profissional, as mães estudantes ainda enfrentam a realidade de ter que conciliar a maternidade com os estudos.

A Lei 6.202/1979 ampara as mães estudantes, permitindo que elas obtenham suas notas avaliativas com os trabalhos realizados em casa e com a assistência da escola, a partir do oitavo mês de gestação e durante os três meses após o parto.

Para garantir o direito, a gestante deve apresentar atestado médico, cujas recomendações podem ampliar o período de repouso.

Embora seja direcionada às escolas, é possível ampliar a interpretação da Lei para abarcar as gestantes e mães – biológicas ou adotantes – que estejam cursando o ensino superior, já que não há uma norma específica para essa etapa do ensino.

“Conciliar os estudos com a maternidade implica grandes condicionantes e felizmente, a Lei concede um estatuto que garante proteção à maternidade e à infância. Sendo assim, considero que a Lei trouxe um avanço gigantesco e uma grande conquista para nós mulheres, pois protege a saúde da mãe ao conceder-lhe condições para que possa cuidar de seu filho recém-nascido e amamentá-lo de uma forma que não se afaste de suas atividades escolares em estado de puerpério e lactação. Propicia ainda a igualdade de condições e permanência na escola perante os outros estudantes”, esclareceu a Corregedora Geral da OAB Piauí, Nara Letícia Couto.

Conhecer os direitos é fundamental para lutar pela efetivação de cada um deles na prática. A OAB Piauí, por meio da Campanha #direitodesermãe vem com o papel social de auxiliar na disseminação das informações, além de promover eventos institucionais junto à sociedade piauiense.

Fonte: Jornal O Dia

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