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PI: a cada 100 litros de água produzidos, 48 são desperdiçados

Na capital, segundo a Águas de Teresina, empresa responsável pelo abastecimento, a perda é ainda maior, em torno de 55%.

05/06/2019 11:30h - Atualizado em 05/06/2019 15:10h

Dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Trata Brasil apontam que 48,12% da água produzida no Piauí é desperdiçada em problemas com vazamentos, ligações clandestinas e falhas de leitura de hidrômetros. O problema é alarmante se for considerado que, a cada 100 litros de água produzidos, 48 não são aproveitados. A porcentagem está acima da média nacional, que é de 38%.

Na capital, segundo a Águas de Teresina, empresa responsável pelo abastecimento, a perda é ainda maior, em torno de 55%. O gerente de Serviços da concessionária, Diogo Mochão, explica que 60% do volume de água perdido acontece em função de vazamentos e 40% devido ao sistema de medição, seja por falha em hidrômetros ou por ligações clandestinas.

De acordo com o gerente, algumas ações estão sendo tomadas pela concessionária para reduzir o desperdício, como a substituição das tubulações antigas por novas, controle de pressões e o combate ativo de vazamentos, este último se dá pela localização dos vazamentos antes deles serem visíveis. 

A cada 100 litros de água produzidos, 48 são desperdiçados no Piauí. (Foto: Reprodução)

“O nosso maior enfoque são os ramais, porque eles representam 90% dos vazamentos. Eles são compostos materiais de todas as naturezas, como PVC, ferro galvanizado e plástico de baixa qualidade. Então, nós substituímos pelo PEAD, um material que suporta muito mais pressão e que é de qualidade, inclusive é usado em países de primeiro mundo e tem uma vida útil de no mínimo 20 anos”, explica Diogo Mochão.

Em relação às perdas comerciais, o gerente esclarece que aproximadamente cinco mil hidrômetros estão sendo substituídos mensalmente e todos os imóveis da capital deverão ter o aparelho trocado dentro do prazo de três anos. Já sobre as ligações irregulares, está sendo feito um trabalho para regularizar os proprietários que ainda não são clientes e penalizar aqueles que cometem fraudes no hidrômetro.

“Se ele não é cliente, a ligação é eliminada, não há formas de punição porque entende-se que a pessoa não possuía sistema de abastecimento de agua disponível. Nós regularizamos o sistema, colocamos uma rede de abastecimento chegando até o imóvel e disponibilizamos uma ligação regular”, afirma.

A reportagem do O DIA entrou em contato com a Agespisa, mas até a publicação deste material a distribuidora não informou que medidas estão sendo adotadas para reduzir o desperdício de água nos municípios do interior. O espaço continua aberto para quaisquer esclarecimentos.

Por: Nathalia Amaral

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