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“Pedi ajuda”, diz mãe que enfrentou dificuldades para amamentar filhas

Mês de agosto é dedicado ao incentivo e à conscientização sobre a amamentação, importante não apenas para o bebê como para a mãe.

07/08/2019 07:03h

“Quando chegava a hora de amamentar, dava vontade de sair correndo, a lágrima escorria a cada sugada, a dor enraizava até o dente, o sangue descia, enxaqueca a cada final de mamada. Não conseguia falar, nem ouvir o que me falavam”. O desabafo de Carol Araújo, mãe de Alice de 4 anos e de Gabriela de 3 meses, descreve a realidade de muitas mães que estão no período de amamentação. Mas Carol também carrega uma história de superação. 

A mãe, que é consultora do Sebrae, lembra que, na primeira gestação, Alice só mamou até os 4 meses, pois teve uma inflamação no ouvido e não conseguia sugar o leite materno. “Já na gravidez de Gabi, eu repetia o tempo todo pra mim mesma, pro meu marido e pra algumas pessoas que não insistiria na amamentação, que não passaria por tudo que passei com Alice e que já ia levar as mamadeiras e a lata de leite pra maternidade”, conta. 

Porém, mesmo dizendo que não insistiria, Carol insistiu, mesmo com as dores e o histórico familiar de desistência de amamentação. “Pedi ajuda pra muita gente, no grupo de mães da minha igreja, inclusive, foi onde eu tive muita ajuda, muita orientação, até de especialista em amamentação. Percebi que a pega da Gabi era errada (igual a da irmã)”, explica. 

Hoje, Carol está aprendendo junto com a filha como é a pega correta do bico e, através da informação, ela pretende deixar a filha livre para decidir até quando quer o leite materno. “Só de ver aquela bebezinha linda, desesperada pra mamar, passando a mãozinha macia em mim, como se me pedisse calma, foi o que me fez suportar. E hoje, me encho de alegria em dizer que amamentar minha Gabriela me enche de prazer. As dores diminuíram muito (ainda não acabaram) e pretendo amamentá-la até quando for possível e Deus permitir”, confessa. 


Carol quer que filha mame até "quando for possível se Deus permitir" - Foto: Arquivo Pessoal 

Campanha 

Para incentivar e conscientizar a população sobre a importância da amamentação, foi criada a campanha Agosto Dourado que, este ano, tem como tema a rede de apoio durante a amamentação. 

“A mulher fica muito fragilizada no pós-parto, então se tem alguém que ela confia e a incentiva a amamentar, a mãe se sente mais segura. O marido não amamenta, mas pode dar apoio, assim como amigos e especialistas da atenção básica”, afirma a farmacêutica e consultora de aleitamento materno, Giselly Lopes. 

De acordo com ela, em torno da amamentação existem alguns mitos que dificultam a prática, como por exemplo que algumas mulheres não podem amamentar, ou que as dores não acabam e que o leite materno é fraco. São informações que não ajudam, pois, a maioria das dificuldades é de manejo clínico e questão cultural. 

“Às vezes, a mulher acha que é hereditário, se eu não consegui amamentar, minha filha não consegue, mas isso não é verdade. Outro ponto é que não existe leite fraco, todo leite materno é bom e adequado. Já sobre a criança que tem intolerância à lactose, é muito difícil diagnosticar no bebê, a alergia ao leite de vaca é possível, mas ao leite materno não”, assegura a consultora de aleitamento.

Por: Sandy Swamy - Jornal O Dia

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