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“Na formação territorial poucos tiveram direito ao título de posse”

Historiador explica que os primeiros registros quanto a configuração do território piauiense datam do período colonial

19/10/2019 08:44h - Atualizado em 20/10/2019 12:49h

O processo de territorialização, como explica o historiador Fonseca Neto, professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), é caracterizado por uma série de elementos, como a ocupação ordenada de um determinado nos marcos de normas jurídicas e do estabelecimento de uma ordem política social e econômica.

Ele explica que os primeiros registros quanto à configuração da territorialidade piauiense são ainda do período colonial, quando do loteamento do litoral brasileiro em capitanias hereditárias, depois expandido pela ocupação econômica que seguiu o curso dos principais rios do Estado, mas ressalta que, historicamente, poucas pessoas tiveram direito sobre o título de posse dessas terras.

Professor Fonseca Neto (Foto: Elias Fontenele/ODia)

“Piauí originalmente foi doado para cinco pessoas, passamos 20 anos tendo esse território que hoje se entende como Piauí pertencendo a cinco pessoas, aliás, a quase uma, porque elas pertenciam praticamente à mesma empresa, a famosa Casa da Torre da Bahia, que ocupou esse território e que depois passou a ser uma parte da dos padres jesuítas. Outras partes foram fracionadas para outras pessoas”, esclarece o professor.

Fonseca ainda menciona que todo este processo foi marcado pelo massacre de populações indígenas nativas, que terminaram dizimadas por colonizadores interessados em explorar o então território piauiense, ou tendo que migrar para outras regiões. “Essa população, que ocupava as ribeiras, foi radicalmente atacada”, pontua.


Edição: João Magalhães
Por: Breno Cavalcante

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