“A escola tem que ser um espaço de felicidade”, destaca especialista

Em 2018, o índice de evasão na rede municipal de Teresina foi de 1,46%, o que representava 1.210 alunos fora das salas de aula. Neste ano, o índice chegou a 1%.

27/04/2019 09:16h

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A rede municipal de educação, em Teresina, atualmente é composta por 309 centros de ensino responsáveis por garantir o acesso à educação em nível de ensino fundamental. Os alunos que se evadiram das salas de aula este ano representam apenas 1% do total de pessoas atendidas por toda a rede. 

Apesar do baixo índice, para a gerente de Assistência ao Educando, Madalena Leal, cada um dos 900 alunos tem de importar para o sistema. “Nesta faixa etária, é fundamental que essas pessoas permaneçam na escola. A escola tem que ser um espaço de felicidade, tem que ser mais atraente que as drogas”, destaca.


A escola tem que ser um espaço de felicidade, tem que ser mais atraente que as drogas”, destaca.


Além das próprias instituições de ensino, Madalena explica que há uma rede integrada que atua para enfrentar e prevenir o abandono e a evasão escolar. “Quando temos que começar a intervir? No momento do abandono. Por isso, trabalhamos em duas frentes: na prevenção, onde a escola é orientada e capacitada e, no momento que o aluno começar a faltar, ela deve informar ao Conselho Tutelar, essa lei está no Estatuto da Criança e Adolescentes, ou aos órgãos cometentes a ausência desse aluno”, explica. 

Segundo Madalena, para não só judicializar o acontecimento, a escola também deve acionar a Secretaria de Educação. “Tudo que eles mandam para o Conselho Tutelar, eles mandam pra gente. Aqui temos uma equipe multidisciplinar, quatro assistentes sociais e cada uma cuida de uma zona, temos psicopedagogas, temos pessoas ligadas ao esporte e, para essas situações, a gente faz as intervenções. Caso necessite de uma visita domiciliar, a gente faz, identifica a situação naquele aluno e faz os encaminhamentos necessários, identifica com o Creas, com o Ministério Público, e age se a situação for drogadição, vulnerabilidade, violência e demais fatores”, relata.


Foto: Jailson Soares/O Dia

Segundo a especialista, a escola tem interesse que o aluno permaneça na rede, já que os resultados da instituição em avaliações, como nas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), são considerados o índice de evasão. “Uma escola que tem índice grande não é beneficiada com determinadas políticas. Não é de interesse nem da escola e nem da Secretaria que o aluno saia, como diz o secretário, aluno também é dinheiro, pois o município recebe pela quantidade de alunos matriculados”, explica.

Em 2018, o índice de evasão na rede municipal foi de 1,46%, o que representava 1.210 alunos fora das salas de aula. Neste ano, o índice chegou a 1%.

Tecnologias contribuem para enfrentar problema

Busca Ativa Escolar. Esse é o nome da plataforma gratuita para ajudar os municípios a combater a exclusão escolar, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Instituto TIM.

A intenção é apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. A plataforma reúne representantes de diferentes áreas – Educação, Saúde, Assistência Social, Planejamento – dentro de uma mesma plataforma. 

Cada pessoa ou grupo tem um papel específico, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola até a tomada das providências necessárias para a matrícula e a permanência do aluno na escola. 

Todo o processo é feito pela internet e a ferramenta pode ser acessada em qualquer dispositivo como computadores de mesa, computadores portáteis, tablets, celulares (SMS) ou celulares (smartphones).

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Por: Glenda Uchôa - Jornal O Dia

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