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Serra e Haddad disputam segundo turno em São Paulo

Candidatos do PSDB e PT receberam maior número de votos

07/10/2012 21:33h

O segundo turno das eleições para prefeito de São Paulo será disputado entre os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Segundo a Justiça Eleitoral, com 99% dos votos apurados neste domingo (7), Serra teve 1.864.071 votos, o que corresponde a 30,80% dos votos válidos. Haddad recebeu 1.754.808 votos, o equivalente a 28,99%.

Serra foi governador do estado de São Paulo (2007 a 2010), prefeito da capital paulista (2005 e 2006), ministro do Planejamento (1995 e 1996) e da Saúde (1998 a 2002) no governo Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), senador (1995 a 2003), deputado federal (1987 a 1994) e candidato à presidência da República em 2002 e 2010.

Haddad foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças na gestão da prefeita Marta Suplicy em São Paulo e ministro da Educação entre 2005 e 2012, quando se licenciou para disputar a Prefeitura de São Paulo. O convite partiu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a escolha de Haddad em detrimento de nomes tradicionais do PT, como o de Marta.


Propostas

Haddad destacou durante sua campanha a ideia de criação de um Bilhete Único Mensal, no valor de R$ 140, que permitirá ao usuário de transporte na capital fazer um número ilimitado de viagens, a construção de 150 km de corredores de ônibus e a parceria com Metrô para novas estações. Ele prometeu extinguir a taxa de inspeção veicular. Na área de educação, promete construir 20 CEUs e abrir 150 mil vagas em creches em parceria com União e 100 mil no Pronatec.

Serra se comprometeu, na área da saúde, a interligar os sistemas estadual e municipal, que contam com mais de 1 mil unidades; criar mais 30 AMAs 24h e formar 100 mil cuidadores de idosos e deficientes. Para aumentar a segurança, prometeu colocar mais câmeras de vigilância, investir na GCM e dobrar a Operação Delegada, colocando mais 8 mil PMs nas ruas. Em educação, pretende criar escolas técnicas, ampliar vagas em creches, aumentar a carga horária nas escolas e valorizar professores.

Campanha

Ao longo da campanha, pesquisas chegaram a não apontar a disputa entre os dois candidatos no 2º turno. As primeiras pesquisas de intenção de voto após a definição dos candidatos apontavam a liderança isolada de Celso Russomanno, do PRB.

Nas duas semanas que antecederam a votação, candidatos usaram o horário eleitoral e entrevistas para apontar problemas nas propostas de Russomanno. Haddad concentrou as críticas no bilhete proporcional. Ele afirmou que a ideia do candidato do PRB resultaria em mais despesas para famílias pobres que moram mais longe e benefício para as famílias ricas, que moram perto do Centro.

Questões religiosas pautaram parte da campanha deste ano. O pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, havia publicado em seu blog em maio de 2011, um texto que associa o "kit anti-homofobia", que ficou conhecido como "kit gay", à influência da Igreja Católica. O texto voltou a circular durante a campanha e foi considerado pela Arquidiocese de São Paulo. Dom Odilo Scherer emitiu notas e chegou a realizar um encontro com Russomanno.

Nesta semana, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, divulgou em seu blog um texto contra Fernando Haddad. A mensagem, que associava o petista ao "kit gay", foi rebatida por Haddad. Pelo mesmo motivo, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, criticou Haddad ao declarar apoio a Serra.

Serra x Haddad

As polêmicas da disputa também envolveram os dois classificados para o segundo turno. Serra anunciou em fevereiro deste ano sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo em meio às prévias do PSDB para escolha entre outros quatro pré-candidatos do partido. Serra dedicou parte da campanha a explicar sua saída da Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do estado, segundo ele, um meio de não deixar São Paulo cair nas mãos do PT.

Em relação a Haddad, a campanha começou com a polêmica aliança do PT com o PP de Paulo Maluf, aliado no governo federal, mas adversário histórico em São Paulo. A foto de Lula apertando a mão de Maluf para celebrar a aliança irritou a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB), que diante do episódio desistiu de ser vice de Haddad, embora tenha permanecido na aliança.

Durante a campanha, Haddad também foi questionado sobre o impacto do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja ação afeta lideranças petistas.

A senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, que resistia a entrar na campanha de Haddad, foi convidada pela presidente Dilma Rousseff a assumir o Ministério da Cultura. Serra comentou diversas vezes sobre a indicação na campanha, pois considerou que houve uma contrapartida pelo apoio, sempre negada pelos petistas. Serra chegou a dizer que Dilma "vem aqui meter o bico em São Paulo". Em resposta, a presidente afirmou, em um comício de campanha de Haddad, que "não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico aqui em São Paulo".


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