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Pesquisa testará canabidiol para tratar dependência química

Se for comprovado que o tratamento a base de canabidiol tem mais eficácia que o ofertado pelo SUS, o estudo vai ser ampliado e incluirá novos voluntários.

18/08/2019 13:00h

Foram três longos anos até que pesquisadores da UnB, Universidade de Brasília, conseguissem um feito inédito: conquistar junto a Anvisa, Agência de Vigilância Sanitária, a autorização para importar o canabidiol, substância derivada da maconha, para fins de pesquisa. 

E os resultados desse estudo podem revolucionar o tratamento de dependentes de crack e outras drogas. Isso porque ele será pioneiro em testar os efeitos do CBD – o canabidiol - na recuperação desse tipo de vício.

Uma esperança para mães como a que vamos chamar de Margarete, que tem um filho de 28 anos de idade usuário de crack há 13 anos. 

“Fui deixar as coisas lá pra ele, né? Aí veio surtado dentro do carro, pedindo pelo amor de Deus R$20 e que eu deixasse ele na praça pra ele comprar uma pedra. Chegou aqui na casa dele descalço, vendeu o tênis dele no meio da rua. Uma situação muito difícil. Eu estou muito arrasada, estou descrente mesmo, chateada demais, não sei o que eu vou fazer”.

A pesquisa vai selecionar 80 pessoas, com idades entre 18 e 65 anos e que sejam usuários de crack há pelo menos 12 meses.

Os voluntários serão tratados por onze semanas, dentro da rotina deles – sem a necessidade de internação. A ideia é que se possa avaliar a relação dos usuários com o crack depois de iniciado o estudo, se haverá redução da ansiedade, fissura, síndrome de abstinência e até a diminuição da procura pela droga.

Os selecionados serão divididos em dois grupos: um deles vai receber o tratamento convencional, já ofertado pelo SUS. E o outro, será tratado com o CBD – sem que os pacientes saibam qual medicamento estão tomando.

Outro ponto é observar de perto os efeitos do canabidiol, como explica a professora da UnB e responsável pela pesquisa, Andreia Galassi. "Nosso grande objetivo é tentar verificar se esse medicamento, que tem pouco efeito colateral e baixa toxicidade ele pode ser efetivo. E aí imaginar que ele possa ser um medicamento que se seja efetivo não só para a dependência de crack, mas de alcool ou de qualquer outra droga.”.

Se for comprovado que o tratamento a base de canabidiol tem mais eficácia que o ofertado pelo SUS, o estudo vai ser ampliado e incluirá novos voluntários.

Fonte: Agência Brasil

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