Malala Yousafzai, ativista paquistanesa, se forma em Oxford

A jovem de 22 anos é conhecida por lutar contra os talibãs pelos direitos humanos e acesso à educação

19/06/2020 09:57h - Atualizado em 19/06/2020 10:17h

Compartilhar no

A ativista paquistanesa de 22 anos, Malala Yousafzai, anunciou na noite de ontem (18) em sua conta do Twitter que concluiu seus estudos em Filosofia, Política e Economia na Universidade de Oxford, no Reino Unidos, uma das instituições de ensino superior mais renomadas do Mundo.

(Fotos: Reprodução/Twitter)

Na postagem, ela divulgou uma foto na qual aparece com seus familiares comemorando a conquista com um bolo. Na legenda na foto ela disse que era “Difícil expressar minha alegria e gratidão agora, ao concluir meu curso de Filosofia, Política e Economia em Oxford. Eu não sei o que está por vir. Por enquanto, será o Netflix, lendo e dormindo”.

A publicação logo recebeu milhares de comentários de fãs e admiradores de Malala de todo o mundo. Em um dos comentários, uma seguidora diz que a formatura da ativista é um marco muito importante em toda a história de luta de Malala pela educação.

Em outro post, uma seguidora comenta que Malala lutou bravamente contra o Talibã para terminar seus estudos, mesmo após levar um tiro por defender os direitos das mulheres de estudarem.

Quem é Malala Yousafzai?

Malala Yousafzai é paquistanesa e tem apenas 22 anos. Ela é foi a pessoas mais jovem a ser laureada com um prêmio Nobel, em 2014, quando tinha apenas 17 anos. Ela foi anunciada a receber o Nobel da paz pelas sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação.

A ativista se denomina advogada pela educação de meninas e igualdade de mulheres. Além disso, Malala Yousafzai é mensageira da Paz da ONU e fundadora do Malala Funduma fundação que trabalha para um mundo melhor onde todas as meninas possam aprender e liderar seu medo.

Malala Yousafzai na Universidade de Oxford (Foto: Reprodução/Twitter)

Malala Yousafzai ficou conhecida, principalmente, por lutar pela defesa dos direitos humanos e das mulheres e do acesso à educação na sua região natal, Vale do Swat, no nordeste do Paquistão, onde os talibãs locais impedem as jovens de frequentarem a escola. 

Em 2012, a ativista foi atacada por um miliciano e foi baleada no crânio, onde precisou passar por uma cirurgia. Além de Malala, outras estudantes ficaram baleadas enquanto se dirigiam para a casa em um ônibus escolar. 

A jovem acumula mais de 15 premiações e honrarias e tem três livros publicados

Compartilhar no
Por: Isabela Lopes

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário


Notícias Relacionadas