• Canta
  • SOS Unimed
  • Fagner
  • Trilha das emoções
  • Novo app Jornal O Dia

Notícias Mundo

20 de abril de 2019

Fechamento da fronteira com a Venezuela completa dois meses

Fechamento da fronteira com a Venezuela completa dois meses

Venezuelanos se aventuram por rotas alternativas para chegar ao Brasil

O fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela completa dois meses neste domingo (21). Oficialmente, o tráfego de pessoas e veículos continua restrito. Na prática, contudo, venezuelanos têm se aventurado por rotas alternativas para transitar entre os dois países, carregando alimentos e outros produtos adquiridos do lado brasileiro. Ainda assim, os impactos econômicos e políticos são sentidos dos dois lados da fronteira terrestre.

Segundo Abraão Oliveira da Silva, secretário de Educação de Pacaraima (RR), município brasileiro fronteiriço, os filhos de brasileiros que vivem na cidade venezuelana de Santa Elena de Uiarén e que estudam em Pacaraima estão perdendo aulas porque, muitas vezes, não conseguem chegar às escolas.

“A fronteira continua fechada e isso tem alguns aspectos negativos para os dois lados. Com as restrições para locomoção, as pessoas têm buscado caminhos alternativos. Uma destas rotas, que já era usada antes, mas por bem pouca gente, é fechada do lado brasileiro todos os dias, às 18 horas, para facilitar o controle, pelos militares brasileiros, de eventuais atividades ilícitas”, contou o secretário municipal à Agência Brasil.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou que militares restringissem o fluxo de pedestres e veículos entre os dois países no dia 21 de fevereiro, dois dias após o governo brasileiro anunciar o envio de alimentos e remédios para a população venezuelana. Desde então, moradores de Santa Elena de Uiarén e de Pacaraima tiveram a rotinas alterada. Principalmente do lado venezuelano, onde a vigilância é constante para impedir a entrada do que o Brasil classifica como ajuda humanitária.

Foi após o governo brasileiro oferecer a doação de alimentos e remédios que o governo venezuelano decidiu fechar as fronteiras, não permitindo a distribuição dos donativos levados até os limites do território brasileiro a bordo de caminhões que deveriam cruzar a fronteira. A ideia do governo brasileiro era que cidadãos venezuelanos recolhessem os alimentos e os remédios próximos à fronteira, já do outro lado. Mas, com o fechamento das vias de acesso e o início de violentos confrontos entre militares e manifestantes contrários ao governo de Maduro, o Brasil determinou que os caminhões com ajuda humanitária voltassem a Pacaraima antes que os suprimentos fossem entregues.

Vendedora de uma loja de roupas a menos de 1 quilômetro do Monumento às Bandeiras, na fronteira, Luana Simão contou à Agência Brasil, por telefone, que, aos poucos, o movimento de clientes venezuelanos tem aumentado, mas ainda não se normalizou. “Nas duas primeiras semanas após o fechamento, as vendas caíram bastante. Tinha dias em que não fazíamos nem uma única venda. Ainda não voltou ao que era, mas, aos poucos, parece que os clientes estão voltando.”

Segundo Luana, os venezuelanos cruzam a fronteira por vias alternativas, de carro ou a pé. Vêm em busca dos produtos que não encontram em Santa Elena, principalmente de alimentos perecíveis. “Eles reclamam que, para passar da aduana em Santa Elena, têm que pagar aos guardas venezuelanos”, acrescentou a vendedora, reforçando a informação de que crianças de Santa Elena matriculadas em escolas de Pacaraima estão perdendo aulas devido às dificuldades de atravessar a fronteira. Assim como os brasileiros que, até há pouco tempo, iam ao país vizinho comprar roupas, maquiagens, combustível e outros produtos que não encontravam do lado brasileiro.

Caminhão usado para transportar ajuda humanitária é queimado na fronteira da Venezuela com a Colômbia (Foto: Reuters/Edgard Garrido/Arquivo)

Crise política

O fechamento da fronteira foi mais um episódio na crise política e humanitária que se instaurou na Venezuela, motivando milhões de venezuelanos a deixarem o país fugindo à falta de segurança, de alimentos e de remédios e aos problemas na prestação de serviços públicos. A maioria destes imigrantes buscou refúgio na Colômbia, país que, segundo algumas estimativas, já recebeu mais de 1,2 milhão de venezuelanos.

Muitos venezuelanos vieram para o Brasil, entrando por Roraima. De acordo com o escritório brasileiro da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), até março deste ano, mais de 240 mil venezuelanos ingressaram em território brasileiro alegando fugir da instabilidade política em busca de melhores condições de vida. Quase metade deste total seguiu viagem para outros países de língua hispânica ou simplesmente retornou ao seu país natal após algum tempo. Até março, o Brasil já havia concedido refúgio ou visto de residência temporária a cerca de 160 mil venezuelanos, de acordo com a Acnur.

Até o momento, não há previsão de quando o tráfego de veículos e de pessoas será normalizado. De acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados no Brasil, a Acnur, com o fechamento da fronteira, a entrada de venezuelanos no Brasil caiu bruscamente, baixando de uma média anterior de cerca de 600 pessoas por dia para menos de 100. Passadas as primeiras horas, a medida adotada pelo governo do país vizinho levou os venezuelanos a buscarem rotas alternativas, desviando-se dos pontos onde antes havia vigilância. Com o passar dos dias, o número de venezuelanos passando para o lado brasileiro já está quase alcançando o mesmo percentual de antes.

Acnur e militares do Exército brasileiro que coordenam a chamada Operação Acolhida, uma força-tarefa humanitária montada em Roraima para receber os venezuelanos, não acreditam em um impacto significativo na quantidade de pessoas cruzando a fronteira caso o governo venezuelano decida reabrir a fronteira.

Sede do Ministério de Informação do Afeganistão sofre ataque

Sede do Ministério de Informação do Afeganistão sofre ataque

Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque, e os talibãs negaram ter participado da ação.

Uma forte explosão seguida de um ataque a tiros atingiu neste sábado (20) o Ministério de Informação e Tecnologia, na capital do Afeganistão. Segundo a polícia, a ação foi realizada por três homens - dois foram mortos pelas forças de segurança.

O ataque começou por volta das 11h40 do horário local (4h10 em Brasília) com uma primeira explosão, seguida por um tiroteio, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi. A ação foi cometida por pelo menos três insurgentes, que atacaram o edifício dos correios do complexo ministerial, "se aproveitando", segundo o porta-voz, de "um templo" que fica no local.

Rahimi ressaltou que dois dos responsáveis pelo ataque foram mortos pela polícia, que busca o terceiro criminoso e outros possíveis participantes. A explosão inicial deixou pelo menos seis pessoas feridas, que foram levadas a hospitais próximos, conforme disse o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Wahidullah Mayar, no Twitter.

O Ministério de Interior, em mensagem na mesma rede social, informou que as forças de segurança "esvaziaram com sucesso" dois edifícios do complexo ministerial. "Centenas de civis foram resgatados", informou a pasta.

Canais de televisão afegãos mostraram imagens de vários funcionários deixando um dos edifícios do Ministério pelas janelas e por meio de escadas disponibilizadas pelas forças de segurança.

Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque, e os talibãs, em mensagem divulgada pelo porta-voz Zabihullah Mujahid no Twitter, negaram ter participado da ação.

"O ataque de hoje em Cabul não tem nada a ver com os combatentes do Emirado Islâmico (como os talibãs se denominam)", disse Mujahid.

19 de abril de 2019

Kit Harington revela que usou salto alto em cena de batalha

Kit Harington revela que usou salto alto em cena de batalha

O ator também revelou que está ansioso para saber a repercussão da oitava e última temporada da série

Kit Harington, 32, o Jon Snow de "Game of Thrones", revelou que, por conta de sua altura, precisou gravar de salto alto nas cenas da Batalha dos Bastardos.
"Eu sou mais baixo, e eles precisavam que eu parecesse mais alto que as outras pessoas, então eu carreguei em torno de 22 kg nos pés", disse o ator em entrevista à revista Esquire. 
"Sophie [Turner] e Isaac [H. Wright] me passaram em altura! A cada ano, eles voltavam para as filmagens e estavam um pouco maiores. Eu falava com eles olhando para baixo, agora olho para cima. Eles me dão tapinhas na cabeça. Eu costumava dar tapinha na cabeça deles, bagunçar seus cabelos. Agora a Sophie faz isso", acrescentou.
"É estranho acompanhar o crescimento de alguém como Sophie, que conheci quando tinha 13, 14 anos, e agora ela tem 23 anos e está noiva", continuou, lembrando também que costumava ser advertido por ela por fumar: "Eles diziam para a gente não fumar. Então, conforme os anos passaram, eu flagrei a Sophie e a Maisie dividindo um cigarro quando elas tinham 15 anos, e eu disse: 'Ah, entendi!'".
O ator também revelou que está ansioso para saber a repercussão da oitava e última temporada da série, mas garantiu que não se importa com críticas e julgamentos.
"Eu sei o tamanho da pressão que as pessoas colocaram em si mesmas e eu sei quantas noites sem dormir, trabalhando, as pessoas passaram nesta série, porque elas se importavam tanto com a produção. Porque elas se importavam com os personagens. Porque elas se importavam com a história. Porque elas se importavam em não decepcionar os fãs", disse.
Harington disse ainda que, para conseguir o efeito de exaustão nos personagens, eles realmente foram cobrados até ficaram exaustos. Segundo ele, sua aparência nas primeiras e últimas gravações são completamente diferentes.

"Coletes amarelos" são proibidos de protestar na área da Notre-Dame

A polícia impôs uma proibição de manifestações para a Île de la Cité

Neste fim de semana, os "coletes amarelos" querem novamente protestar contra a política do governo francês. No 23º sábado consecutivo de protestos, no entanto, eles não poderão fazer manifestações nos arredores da Catedral de Notre-Dame, atingida por um incêndio nesta semana.

A polícia impôs uma proibição de manifestações para a Île de la Cité, onde se encontra a catedral, e para a margem esquerda adjacente do Sena. Por razões de segurança e para proteger a igreja danificada, nenhum protesto deve ocorrer dentro das barreiras de segurança, explicaram as autoridades.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, convocou a população a formar uma aliança dos franceses. "O período de reconstrução [de Notre-Dame] deve se tornar um momento de unidade", disse a política socialista em um discurso marcado pela emoção.

Os protestos dos "coletes amarelos", que acontecem há meses e que provocaram repetidos tumultos em Paris, revelaram a uma profunda divisão na sociedade francesa. As manifestações em massa também desencadearam a pior crise, até o momento, do mandato do presidente Emmanuel Macron.

Numa cerimônia em frente ao prédio da prefeitura de Paris, Hidalgo e o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, elogiaram os cerca de 500 bombeiros que estiveram em ação na luta contra o fogo. "Vocês arriscaram suas vidas para salvar a Notre-Dame", destacou Castaner. A catedral pertence ao mundo inteiro, afirmou o ministro. "Ela vai ficar de pé novamente."

No Palácio do Eliseu, o presidente Emmanuel Macron recebeu numerosos bombeiros, policiais, pessoal da Cruz Vermelha e da Defesa Civil. "Vocês nos deram um exemplo de como todos nós deveríamos ser." O mundo inteiro pôde assistir ao vivo na TV, com que esforço os salvadores evitaram que Notre-Dame desabasse na madrugada de terça-feira [9], disse Macron na ocasião.

A causa do incêndio ainda não foi esclarecida. Os investigadores acreditam, no entanto, que trabalhos de restauração provocaram a catástrofe. Sobre relatos da mídia de que o fogo teria sido causado por um curto-circuito, a Promotoria Pública francesa comentou que "atualmente nenhuma hipótese é descartada".

18 de abril de 2019

Brasil cai três posições em ranking mundial de liberdade de imprensa

Brasil cai três posições em ranking mundial de liberdade de imprensa

A queda do Brasil acompanha uma tendência geral de piora da liberdade de imprensa na América Latina, depois de uma ligeira melhora em 2018.

O Brasil caiu três colocações no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa divulgado nesta quinta (18) pela organização Repórteres Sem Fronteiras, em relação ao levantamento do ano passado – o país está agora na posição 105. A Noruega lidera o ranking, que mede a liberdade com a qual os jornalistas exercem a profissão e os casos de agressão a repórteres. O segundo e o terceiro lugares também ficam com países nórdicos -Finlândia e Suécia, respectivamente.

O Brasil aparece muito atrás dos vizinhos Chile (46), Argentina (57) e Paraguai (99). De acordo com o relatório, a imprensa brasileira está em uma "situação problemática", classificação que engloba também outros 65 países.

O agravante é que o Brasil está posicionado muito próximo à categoria inferior, denominada de "situação difícil". As eleições presidenciais do ano passado e o assassinato de quatro jornalistas foram os responsáveis pela queda. "A eleição de Jair Bolsonaro em outubro de 2018, após uma campanha marcada por discursos de ódio, desinformação, ataques à imprensa e desprezo pelos direitos humanos, é um prenúncio de um período sombrio para a democracia e a liberdade de expressão no país", diz o estudo.

O relatório destaca ainda o papel do WhatsApp no pleito brasileiro de 2018. Afirma que a plataforma de mensagens instantâneas foi "central" na campanha que elegeu Bolsonaro: 61% de seus eleitores tinham o aplicativo como principal fonte de informação, público que o relatório qualifica como "desconfiado" em relação à imprensa tradicional.

O Brasil está agora na posição 105. Foto: Reprodução

A queda do Brasil acompanha uma tendência geral de piora da liberdade de imprensa na América Latina, depois de uma ligeira melhora em 2018. As eleições em países da região, como México, Venezuela e El Salvador, "geraram um contexto que favoreceu o recrudescimento de ataques contra jornalistas, perpetrados, entre outros, pela classe política e autoridades públicas", aponta o estudo.

A Nicarágua, assolada há um ano por violentos protestos contra o governo de Daniel Ortega, caiu 24 posições. Foi a maior queda registrada na América Latina, devido à repressão do ditador contra a imprensa independente, que terminou em ameaças de morte e prisões de profissionais de imprensa. Os Estados Unidos continuam a tendência de declínio que começou em 2017, ocupando agora a posição 48º.

"Um clima cada vez mais hostil se instalou na esteira da postura do presidente Donald Trump frente aos meios de comunicação. Os jornalistas americanos nunca haviam sido alvos de tantas ameaças de morte", diz o estudo, citando em seguida o caso em que "um homem abriu fogo deli­beradamente na redação do diário local de Anápolis, The Capital Gazette", no estado de Maryland.

De maneira geral, o relatório diz que há "uma situação preocupante em nível global", já que a classificação é favorável ("boa" ou "relativamente boa") em apenas 24% dos países da lista. Os piores colocados são três estados autoritários: a Eritreia (178), a Coreia do Norte (179) e o Turcomenistão (180), ex-república soviética que ocupa o último lugar.

Divulgado anualmente desde 2002, o estudo se tornou uma referência para a diplomacia e por organizações internacionais como as Nações Unidas e o Banco Mundial. É elaborado com base em respostas a 87 perguntas, às quais somam-se os números de casos de violência contra jornalistas dentro do período estudado.

17 de abril de 2019

Censura chinesa corta cenas de sexo e violência de 'Game of Thrones'

Censura chinesa corta cenas de sexo e violência de 'Game of Thrones'

O capítulo, que no resto do mundo teve 54 minutos de duração, acabou ficando com 48 minutos na China.

Os fãs de "Game of Thrones" na China não ficaram felizes com a versão de "Winterfell", episódio de estreia da oitava e última temporada da série, exibida no país. Seis minutos foram cortados pelos censores chineses antes da disponibilização do episódio no serviço de streaming Tencent, que exibe a série por lá.
O capítulo, que no resto do mundo teve 54 minutos de duração, acabou ficando com 48 minutos na China. Cenas de sexo (como aquela em que Bronn aparece com três prostitutas) e violência (como o resgate de Yara pelo irmão Theon) foram cortadas pelos censores.
Nas redes sociais, fãs se enfureceram com a censura. "É um pouco desconfortável assistir a esta versão. Se as cenas cortadas não fossem importantes, por que o roteirista as escreveria? Por que o diretor as filmaria?", escreveu um espectador.
"As pessoas que assistem a 'Game of Thrones' não gostam da série pela pornografia ou pela violência, mas pelo todo da história. Eu não quero perder nenhum segundo dos episódios", completou.
Outro fã disse que entende o corte das cenas de sexo, observando que assiste à série com o seu pai, mas é contra a censura das partes violentas. "As cenas de luta também foram cortadas. Sem elas, por que devo assistir?", escreveu.
Um terceiro fã criticou diretamente o serviço de streaming que exibe a série na China. "Tencent está fazendo com que paguemos para assistir a uma versão 'castrada' de 'Game of Thrones'", provocou.

Macron diz que Notre-Dame pode ser reconstruída em até cinco anos

Macron diz que Notre-Dame pode ser reconstruída em até cinco anos

O presidente lembrou que a história do país é marcada por diversos episódios deste tipo e pelo esforço dos franceses em retomar esses patrimônios.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou por meio de sua conta na rede social Twitter que a reconstrução da Catedral de Notre-Dame poderá ocorrer em até cinco anos. Um incêndio destruiu parte da igreja ontem (15) e foi controlado antes que se alastrasse. Parte importante da construção, como a cobertura, a armação e a torre conhecida como flecha, não resistiu às chamas.

"Somos um povo de construtores. Temos muito a reconstruir. Então, vamos reconstruir a Catedral de Notre-Dame, ainda mais bonita, e espero que seja concluída em 5 anos, nós podemos”, afirmou em uma mensagem no Twitter.

O presidente lembrou que a história do país é marcada por diversos episódios deste tipo e pelo esforço dos franceses em retomar esses patrimônios. “Ao longo de nossa história, construímos cidades, portos e igrejas. Muitos foram queimados ou destruídos por guerras, revoluções e erros dos homens. E, a cada vez, os reconstruímos.”

Macron também ressaltou a reação à tragédia, que segundo ele demonstrou a capacidade de “mobilizar e unir” os franceses. O mandatário convocou uma campanha de doações que teve retorno imediato por grandes empresários e famílias com grande poder aquisitivo com ofertas milionárias.


Foto: Reprodução/Agência Brasil 

O secretário de Estado do Interior da França, Laurent Nuñez, informou hoje que a preocupação das autoridades é assegurar a segurança da construção e que foram encontrados “alguns pontos vulneráveis”. Em razão desses riscos, prédios vizinhos tiveram de ser evacuados de forma preventiva.

O trabalho nesses pontos mais vulneráveis deve continuar pelos próximos dois dias, acrescentou Nuñez. Depois disso, a expectativa das equipes é que seja possível entrar no local para resgatar as obras de arte. Segundo o secretário, parte delas não foi danificada. Amanhã (17), as 103 catedrais francesas prestarão uma homenagem à Notre-Dame tocando seus sinos no horário em que o incêndio começou, às 18h50 (13h50 no horário de Brasília).

A construção da Catedral de Notre-Dame na Île de la Cité, uma pequena ilha rodeada pelo Rio Sena, na capital, Paris, foi iniciada em 1163 e se estendeu até 1345. A catedral é o monumento mais visitado de Paris e da Europa, à frente de outras construções, como o Museu do Louvre e a Torre Eiffel – em 2018 foram mais de 13 milhões de visitas.

14 de abril de 2019

Hamilton supera companheiro e vence GP número mil da Fórmula 1

Hamilton supera companheiro e vence GP número mil da Fórmula 1

Hamilton surpreendeu ao ultrapassar Bottas, que sobrou nos treinos, ainda na primeira curva.

Cinco vezes campeão da Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton voltou a fazer história na madrugada deste domingo (14). No GP da China, o milésimo da história da categoria, o piloto da Mercedes ultrapassou seu companheiro Valtteri Bottas logo na largada e, sem sustos, garantiu a vitória na terceira corrida da temporada. Bottas, em segundo, e Sebastian Vettel, em terceiro, completaram o pódio.

Largando na segunda colocação, Hamilton, que teve problemas no carro durante o fim de semana, surpreendeu ao ultrapassar Bottas, que sobrou nos treinos, ainda na primeira curva. Logo atrás, na segunda fila, o jovem Charles Leclerc e o tetracampeão Sebastian Vettel também trocaram de lugar e travaram boa batalha em Xangai.

Com a vitória na China, Hamilton subiu no pódio da F1 em todas as três corridas da temporada. Na primeira prova do ano, Hamilton terminou na segunda colocação, já no Barein, o britânico terminou no lugar mais alto do pódio.

A Fórmula 1 volta no fim de semana do dia 28 de abril. A próxima parada é no GP do Azerbaijão, no Circuito da Cidade de Baku. A quarta corrida da categoria acontece às 09h10 (de Brasília).

FAVORITISMO

Com melhor rendimento nos testes da pré-temporada, a Ferrari chegou para o fim de semana na China com a expectativa de superar a Mercedes. No entanto, com os carros na pista em Xangai, a escuderia italiana apresentou rendimento abaixo do rival, e viu Hamilton e Bottas sobrarem na pista. Além da velocidade, as estratégias de Mercedes e Ferrari também destoaram neste domingo. Enquanto a Mercedes optou por realizar uma parada dupla com Hamilton e Bottas indo para os boxes ao mesmo tempo, a Ferrari se atrapalhou nas paradas de Leclerc, e fez com que o jovem piloto perdesse força na briga pelo pódio.

13 de abril de 2019

Trump cogita enviar imigrantes ilegais a 'cidades santuários'

Declaração é resultado da frustração do presidente com o crescente número de imigrantes ilegais que chegam à fronteira e com a recusa do Congresso em incluir no orçamento a construção de um muro na fronteira com o México.

Donald Trump afirmou na sexta-feira (12) que considera enviar imigrantes ilegais detidos para as chamadas "cidades santuários", locais comandados por democratas que se opõem às políticas de imigração do país.

A declaração é resultado da frustração do presidente americano com o crescente número de imigrantes ilegais que chegam à fronteira e com a recusa do Congresso em incluir no orçamento do país o financiamento da construção de um muro na fronteira com o México.

"Poderíamos arrumar isso se os democratas concordassem. Mas, se eles não concordam, podemos fazer o que eles dizem que querem. Vamos levar os imigrantes ilegais para 'cidades santuários' e deixar que essas áreas lidem com a questão", afirmou Trump.

Assim, em vez de esperarem na prisão a decisão da Justiça sobre seus casos, os imigrantes iriam para cidades cujos governantes não apoiam a política de Trump sobre o tema da imigração.

O presidente Donald Trump (Foto: Divulgação)

Representantes das "cidades santuários" dizem que a responsabilidade de fiscalizar não é deles e que a medida poderia prejudicar os esforços de policiamento dentro das comunidades.

Segundo o Washington Post, a Casa Branca já havia solicitado em novembro a diversas agências que os membros de uma caravana de imigrantes fossem presos na fronteira e enviados para "cidades santuários".

A administração federal teria dito à Agência de Imigração e Alfândegas que o plano era uma forma de aliviar os centros de detenção e enviar uma mensagem aos democratas.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, um especialista em imigração que pediu para não ser identificado disse que os imigrantes ilegais sob custódia federal podem estar em um dos vários estágios do processo de imigração e que Trump pode mandá-los para diferentes jurisdições de onde eles estão detidos.

A declaração do presidente ocorre um dia depois de o republicano Mitch McConnell dizer que queria iniciar negociações bipartidárias para buscar soluções para os problemas de imigração do país. Somente em março, 103.492 imigrantes ilegais foram colocados sob custódia. Muitos deles são de El Salvador, Honduras e Guatemala e buscam asilo nos Estados Unidos.

07 de abril de 2019

Milícia bombardeia capital da Líbia e ONU pede trégua humanitária

Milícia bombardeia capital da Líbia e ONU pede trégua humanitária

Ao menos 21 pessoas foram mortas desde que o líder rebelde iniciou sua ofensiva contra a capital

Milícias ligadas ao general Khalifa Haftar continuam avançando em direção a Trípoli, capital  da Líbia, e realizaram neste domingo (7) seu primeiro bombardeio contra a cidade, apesar dos pedidos da ONU para que os combates sejam interrompidos na região.

Ao menos 21 pessoas foram mortas desde que o líder rebelde iniciou sua ofensiva contra a capital, sede do GNA (o governo provisório do país), reconhecido pela maior parte da comunidade internacional.

Haftar e a milícia que ele comanda, o Exército Nacional Líbio (ENL), já capturaram três cidades próximas a Trípoli (Gharyan, Surman, e Aziziya) e afirmam também ter o controle do aeroporto que serve a capital, o que o GNA nega. 

Em uma escalada das tensões, o governo provisório de Trípoli anunciou também uma contraofensiva contra as forças rebeldes em todo o país, em uma operação que chamou de  "Vulcão da Ira".  Com isso, alguns moradores da capital afirmaram que suas casas foram atingidas pelo fogo cruzado.

Chefe do governo interino, Fayez al Sarraj advertiu para uma "guerra sem vencedores", em discurso na televisão. "Estendemos nossas mãos para a paz, mas após a agressão de parte das forças pertencentes a Haftar, a única resposta será a força e a firmeza", disse ele ao anunciar a contraofensiva.

O país atualmente está dividido entre o GNA em Trípoli, que comanda a parte leste do país e tem o reconhecimento internacional, e o governo de Tobruk, que domina a região oeste e tem o apoio do ENL, a milícia de Haftar. Há ainda regiões controladas por grupos menores, além de uma área com atuação do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Na quinta (4), o general anunciou que daria início a uma ofensiva contra a capital, em uma tentativa de unificar o comando do país antes do início das negociações de paz patrocinadas pela ONU, marcadas para acontecer entre 14 e 16 de abril em Gadamés, no sudoeste do país. 

O enviado da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, disse no sábado (6) que a conferência se mantém, apesar da ofensiva contra Trípoli. 

Neste domingo, a ONU fez um "apelo urgente" para que os confrontos em Trípoli fossem interrompidos por duas horas para que os feridos e a população civil pudessem ser retirados, mas a trégua foi ignorada pelos dois lados e os combates continuaram a apenas 11 quilômetros do centro da capital.

Analistas afirmam que o real objetivo de Haftar é fortalecer seu próprio nome como o único capaz de acabar com o caso que a Líbia vive desde a derrubada do ditador Muammar Gaddafi, em 2011, na esteira da Primavera Árabe.

Desde então, milícias rivais disputam o poder. Os tumultos reduziram severamente a produção de petróleo, principal riqueza nacional, e criaram regiões de refúgio para militantes islâmicos, incluindo o EI.

O conflito entre rebeldes e o governo fez ainda com que os Estados Unidos anunciassem a retirada de suas tropas da Líbia.

Não há informações de quantos soldados americanos estavam no país ou quais atividades realizavam. Nos últimos três anos, forças americanas, além de francesas e inglesas, foram enviadas à Líbia para combater exatamente o EI. 

O  secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, disse que "não há justificativa para a ação do ENL conta Trípoli. "Nós vamos usar todos os canais para encorajar a calma e impedir um banho de sangue", afirmou ele. O governo italiano também disse estar preocupado com a situação no país.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Roma está irritada com o governo francês, que apoiou Haftar e os rebeldes. Neste domingo, o próprio Sarraj pediu explicações a embaixadora francesa na Líbia,  Béatrice du Helle, sobre a posição do país no conflito.

Os Emirados Árabes Unidos, que ao lado da Arábia Saudita e o Egito apoiam Haftar, também pediu que moderação de todos os lados no conflito.

06 de abril de 2019

Desastre é maior que em Brumadinho, diz brasileiro em Moçambique

Desastre é maior que em Brumadinho, diz brasileiro em Moçambique

A previsão inicial é que os brasileiros permaneçam durante 30 dias no local.

“Aqui, a extensão do desastre é muito maior que em Brumadinho, com uma extensão de aproximadamente 500 quilômetros de áreas atingidas. E ainda há muitas pessoas que precisam ser assistidas.” A declaração é do sargento Michel Santana, um dos integrantes da equipe de profissionais brasileiros que está em Moçambique para ajudar no resgate e salvamento dos afetados pelo Ciclone Idai, que devastou o país em 4 de março.

A previsão inicial é que os brasileiros permaneçam durante 30 dias no local. O grupo é composto por 20 bombeiros da equipe de busca e salvamento da Força Nacional de Segurança Pública e mais 20 militares mineiros que atuaram nos trabalhos de salvamento e resgate de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego Feijão em fevereiro, em Brumadinho (MG). As equipes viajaram em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), levando veículos, botes e outros equipamentos fornecidos pela Força Nacional e pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Ajuda a quem precisa

Em Moçambique, eles ajudam a quem precisa e abrem espaço para a atuação de centenas de funcionários de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) após a passagem do Idai. Os moçambicanos também receberam a ajuda das Forças Arnadas de países como Angola, África do Sul, Portugal e Israel. A emergência deixou mais de 3 milhões de pessoas desabrigadas e cerca de 750 mortos em Moçambique, no Maláui e no Zimbábue.


Tropas e bombeiros brasileiros chegam a Moçambique. Foto: Divugação/Força Aérea Brasileira

A missão das tropas e bombeiros brasileiros no país africano é bem-vinda para apoiar a muitos que ainda precisam, como defendeu a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Augusta Maíta, ao receber o grupo. “Nós precisamos acessar a parte da nossa população, que não é possível alcançar por via terrestre por via marítima.”

O país, o mais afetado pelo ciclone, confirmou 598 mortos. Segundo o embaixador do Brasil em Moçambique, Carlos Alfonso Puente, a operação de socorro ainda deve durar algum tempo. “Neste momento em que eles chegam, é o momento em que algumas das primeiras ajudas já partiram. E há muito o que fazer ainda,” disse.

Para o major Wagner da Silva, a experiência trazida de Brumadinho soma muito na atuação no país africano. “Boa parte dos que atuam aqui, na Força Nacional, atua em conjunto com outras agências e órgãos de segurança pública, na ação de recuperação de corpos e assistência no Brasil.”

De novo na lama

Os brasileiros chegaram em Moçambique para comandar a operação na região de Búzi, perto da cidade da Beira. A ameaça e os estragos das águas levaram a concentrar especial atenção às operações de salvamento das vítimas nessa vila. “Assim que desembarcamos aqui, pudemos ter uma noção melhor do que realmente estava acontecendo, pois a devastação, aliada à falta de estrutura e saneamento, acaba dificultando as ações de socorro e agravando a situação das vítimas”, conta o major Wagner da Silva.

Nas buscas, o momento de encontrar a próxima vítima soterrada é incerto. Para o subtenente Gilmar Viana, o esforço é pouco para beneficiar as comunidades afetadas: “A gente vê uma cidade praticamente devastada devido ao ciclone, mas dentro das possibilidades, como seres humanos que somos, tudo faremos para que o pouco que possamos fazer surta efeito na vida da população”.

“Nós tivemos Brumadinho em 2019 e, e combinando com a operação internacional em Moçambique, tudo isso nos proporciona um aproximar de planejamento e a execução, isso tem uma grande diferença porque nos permite nos adaptarmos mais rapidamente ao evento, à situação e à necessidade,” disse o sargento Michel Santana.

04 de abril de 2019

Crise na Venezuela leva a catástrofe no sistema de saúde, aponta ONG

Crise na Venezuela leva a catástrofe no sistema de saúde, aponta ONG

O texto afirma que as autoridades venezuelanas vêm se mostrando incapazes de conter a crise.

A ONG Human Rights Watch (HRW) pediu em relatório divulgado nesta quinta-feira (4) que o secretário-geral da ONU, António Guterres, seja mais enfático ao expressar a necessidade de que organismos e países estrangeiros entrem na Venezuela levando medicamentos e comida.

Segundo o relatório, a Venezuela sofre hoje de uma "emergência humanitária complexa", termo usado pela própria ONU e que "dá a Guterres autoridade para negociar a entrada no país por se tratar de uma urgência".

O estudo foi elaborado com dificuldades, já que o governo venezuelano não fornece estatísticas confiáveis há alguns anos.

Os dados recolhidos pela HRW, em parceria com pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, valeu-se de 150 entrevistas, a maioria com profissionais da área de saúde que deixaram o país e médicos que, sob anonimato, mandaram de Caracas e outras cidades dados sobre desnutrição, mortalidade materna e infantil, epidemias e outros problemas.

O texto afirma que as autoridades venezuelanas vêm se mostrando incapazes de conter a crise e até mesmo "a exacerbaram por meio de esforços para suprimir informações sobre a escala e a urgência dos problemas".

Tamara Taraciuk Broner, pesquisadora da HRW, disse que o relatório não trata a questão de forma política. "Não faz diferença nesse caso quem seja a autoridade no comando, a emergência humanitária é um problema grave que tem de ser atacado agora".

Em 23 de fevereiro, o ditador Nicolás Maduro impediu a entrada de toneladas de alimentos, remédios e itens de primeira necessidade enviados pelos EUA que chegariam ao país pelas fronteiras com o Brasil e a Colômbia. A operação havia sido articulada pelo oposicionista Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente interino do país.

O relatório documenta o aumento do número de mortes maternas e infantis, a disseminação de doenças que poderiam ser contidas com vacinas, como o sarampo, e o aumento dos casos de malária e tuberculose. Também chama a atenção para os altos níveis de níveis de insegurança alimentar entre adultos e para a desnutrição infantil.

"Não importa o quanto tentem, as autoridades venezuelanas não podem esconder a realidade", disse Shannon Doocy, professora de saúde internacional da Johns Hopkins. "O sistema de saúde da Venezuela está em colapso, o que, com a escassez de alimentos, está aumentando o sofrimento e colocando ainda mais venezuelanos em risco."

Segundo estimativas, 7 milhões de pessoas enfrentam necessidade imediata de atenção médica e alimentar.

Entre as medidas que a HRW pede que sejam tomadas pelo secretário-geral estão pressionar mais as autoridades venezuelanas para que concedam ao pessoal da ONU acesso total a estatísticas "oficiais sobre doenças, epidemiologia, segurança alimentar e nutrição".

Alguns dados coletados mostram o agravamento de certos problemas. Por exemplo, entre 2008 e 2015, havia sido registrado oficialmente apenas um caso de sarampo. De junho de 2017 para cá, já se acumulam mais de 9.300 casos.

Algo parecido ocorre com a difteria: entre 2006 e 2015, havia apenas um caso reportado. De julho de 2016 para cá, são mais de 1.500 ocorrências. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os casos de malária subiram de 36 mil em 2009 para 414 mil em 2017.

Dados do Ministério da Saúde da Venezuela indicam que a mortalidade materna aumentou 65% e a infantil, 30%, em relação a 2015.

O documento da HRW também aponta que a diáspora venezuelana, com seus mais de 3,4 milhões de refugiados, vem sobrecarregando sistemas de saúde de outros países nos últimos anos. Os que mais têm sofrido esse impacto são a Colômbia e, depois, o Brasil.

No caso da Colômbia, a área ao norte de Santander (onde fica a cidade fronteiriça de Cúcuta) teve uma forte alta no número de venezuelanos buscando tratamento para doenças infecciosas e partos. Em 2015, eram apenas 182, contra 5.094 no ano passado.

Segundo o governo colombiano, mais de 8.000 mulheres entraram no país para dar à luz. Como muitas das que chegam não tiveram acompanhamento pré-natal, há muitas mortes e crianças nascidas em más condições.

No caso do Brasil, o estudo aponta para um aumento dos casos de sarampo na região da fronteira. A HRW chama atenção para Roraima, onde o número de venezuelanos com malária mais que triplicou entre 2015 e 2018 –foi de 1.260 para 4.402.

Segundo médicos da região ouvidos pela ONG, "os venezuelanos já chegam muito doentes, e é mais difícil tratá-los por causa da má nutrição".

O relatório pede que a ONU acione "o alarme e comece a supervisionar um plano de assistência em grande escala para a Venezuela, que seja neutro, independente e imparcial", diz o médico Paul Spiegel, diretor do Centro de Saúde Humanitária Johns Hopkins.

Trabalhadores do sistema de saúde venezuelano que cruzaram as fronteiras dizem que as ajudas que já chegaram à Venezuela não são suficientes e que as autoridades do país colocam obstáculos para que elas cheguem a quem realmente precisa.

Um estudo de três universidades venezuelanas independentes do governo reporta que 80% das casas do país não possuem segurança alimentar, ou seja, não contam com a comida necessária para a sobrevivência da família. Em média, os venezuelanos emagreceram 11 kg desde 2017.

"As autoridades venezuelanas publicamente minimizam e suprimem informações sobre a crise, além de hostilizar os que coletam dados sobre a situação", diz José Miguel Vivanco, diretor da divisão das Américas da HRW.

Paralelamente à questão humanitária, vêm aumentando no país o assédio, as detenções e deportações de jornalistas na Venezuela. Apenas neste ano, foram 39 casos. Em 2018, 22.

Um deles foi o jornalista Cody Weddle, detido e deportado em 11 de março, depois de estar vivendo havia quatro anos no país. Foi torturado e acusado de ser um espião da CIA.

Muitas detenções duram apenas um dia, outras resultam em deportações ou alertas. Um dos jornalistas mais famosos da imprensa hispano-americana, o mexicano Jorge Ramos, foi deportado com toda sua equipe em fevereiro último.

Até agora, nenhuma das câmeras e outros aparelhos confiscados foram devolvidos.

03 de abril de 2019

ANM interdita 56 barragens por problemas de estabilidade

ANM interdita 56 barragens por problemas de estabilidade

Inicialmente, a agência apontou que 64 empreendimentos seriam interditados, mas depois informou que revisaria o número.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que interditou 56 de barragens por problemas de estabilidade. Desse total, 39 foram interditadas por falta de documentação e 17 devido ao fato de que as informações encaminhadas à agência reguladora pelas empresas apontaram falta de estabilidade nos empreendimentos. A decisão foi tomada na noite de ontem (1º).

Ainda na segunda-feira, a ANM disse que iria interditar as barragens. Inicialmente, a agência apontou que 64 empreendimentos seriam interditados, mas depois informou que revisaria o número. A maioria das barragens interditadas estão localizadas em Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, próximo a Brumadinho. Das barragens interditadas em Minas, 23 foram por falta de documentação e 13 devido às informações apontarem falta de estabilidade. 


Foto: Reprodução Google Maps/Direitos reservados

As demais barragens interditadas por problemas na documentação estão localizadas em São Paulo (6), no Mato Grosso (4), no Rio Grande do Sul (2), em Goiás (2), no Pará (1) e no Amapá (1). As barragens interditas porque as informações apontaram falta de estabilidade estão localizadas no Pará (2) e no Paraná (1).

A decisão foi tomada atendendo ao que é determinado na Declaração de Condição de Estabilidade, cujas informações devem ser encaminhadas anualmente. Em fevereiro, após o rompimento da barragem em Brumadinho, a agência reguladora estabeleceu um prazo de 30 dias para o encaminhamento das informações sobre as barragens do tipo a montante.

02 de abril de 2019

Maior feira de armas da América Latina registra furto de pistola

Maior feira de armas da América Latina registra furto de pistola

O incidente ocorreu pouco antes de o evento ser aberto pelo general Hamilton Mourão, presidente interino.

Uma pistola foi furtada na manhã desta terça-feira (2) antes da abertura da maior feira militar da América Latina, a LAAD, no centro de convenções Riocentro.

A arma estava sem parte de seu sistema de disparo, portanto não é capaz de atirar. Ela estava no estande da BDT, empresa italiana que une marcas famosas de armamentos como a Beretta e a Benelli. Não foi divulgado qual modelo foi furtado. Segundo o Exército, que controla a entrada dos armamentos no local, não foi possível ainda localizar o criminoso.

Não é a primeira vez que o evento, bienal, sofre um ataque do tipo. Na edição de 2013, dois homens foram presos ao tentar furtar duas submetralhadoras.

O incidente ocorreu pouco antes de o evento ser aberto pelo general Hamilton Mourão, presidente interino. Ele estava acompanhado do ministro da Defesa, general da reserva Fernando Azevedo, e dos três comandantes militares do país. Eles estavam em um pavilhão diferente daquele em que o furto aconteceu.

Mourão falou na abertura, em um evento no qual a Marinha assinou a compra de quatro corvetas e, depois, fez um pronunciamento à imprensa. Não respondeu a nenhuma pergunta de jornalistas, mantendo-se longe das polêmicas da hora do entorno de seu chefe: o recuo na mudança da embaixada brasileira para Jerusalém, o vídeo celebrando a ditadura militar divulgado pelo Planalto e a concepção do chanceler Ernesto Araújo de que o nazismo foi um movimento de esquerda.

Em seu discurso no evento, Mourão elogiou os ganhos potenciais do investimento na indústria da defesa. "A arte da guerra foi e continua sendo a política continuada por outros meios, como disse [o estrategista militar prussiano Claus von] Clausewitz [1780-1831]", disse.

Ele disse que o governo fará o possível para manter o nível de investimento das forças, que é dos mais baixos nos últimos anos. Em 2018, pouco mais de 10% dos R$ 102 bilhões destinados ao Ministério da Defesa foram aplicados em equipamentos. O grosso, 80%, ficou com pessoal e aposentadorias.

Mourão aproveitou para defender que o governo Jair Bolsonaro está empenhado em reformas estruturais. "Temos elevada expectativa que o Parlamento aprove a Nova Previdência e a reforma tributária."

Para afastar rumores sobre sua evidência na ausência do chefe, Mourão disse duas vezes estar lá apenas representando Bolsonaro. Saudou o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, que já havia sio aplaudido como "exemplo" pelo pedreiro do Rio, Marcelo Crivella.

Um dos mais respeitados militares do país, o general da reserva sofre de grave doença degenerativa que o mantém em uma cadeira de rodas com a respiração assistida. Hoje é assessor no Planalto.

01 de abril de 2019

Japão anuncia que nova era imperial vai se chamar Reiwa

Japão anuncia que nova era imperial vai se chamar Reiwa

Os dois ideogramas que formam o nome da nova era podem significar "agradável" ou "ordem" e "harmonia" ou "paz".

O governo japonês anunciou nesta segunda-feira (1º) que o nome da nova era que acompanhará o reinado do imperador Naruhito é Reiwa.

A nova era começará no dia 1º de maio, quando Naruhito assumirá o trono no lugar do pai, Akihito, o primeiro imperador a abdicar em mais de 200 anos no país.

Segundo a tradição japonesa, o reinado de cada imperador recebe um nome diferente. Foi assim quando Akihito assumiu o poder em janeiro de 1989 após a morte do pai (Hirohito), dando início à era Heisei ("a paz prevalece em todas as partes"), que agora sera substituída pela Reiwa. 

Os dois ideogramas que formam o nome da nova era podem significar "agradável" ou "ordem" e "harmonia" ou "paz".

"Significa o nascimento de uma civilização na qual reina uma harmonia entre os seres", explicou em uma entrevista coletiva o primeiro-ministro Shinzo Abe. Ainda não foi anunciada de maneira oficial a versão no alfabeto latino para o novo nome. 

O especialista em literatura japonesa Ryan Shaldjian Morrison, da Universidade de Nagoya, propõe como tradução "venerável harmonia".

O termo foi baseado em uma antologia de poemas japoneses chamada "Manyoshu", que tem 1.200 anos. "É a primeira vez que se usa um termo procedente de textos japoneses e não chineses", afirmou Abe.

O nome de uma era obedece regras rígidas: deve estar composto apenas por dois "kanjis", ser fácil de ler e escrever, e não deve utilizar nomes comuns nem o primeiro caractere de nenhuma das últimas quatro eras: Heisei, Showa, Taisho e Meiji. 

Para evitar vazamentos, o painel responsável pela escolha do nome permaneceu trancado em uma sala especial do gabinete do primeiro-ministro e os telefones foram confiscados.

Nesta segunda-feira (1º) foram ouvidas, em uma última etapa, as opiniões dos presidentes e vice-presidentes das duas Câmaras do Parlamento, antes da decisão final de um conselho extraordinário de ministros.

Esta foi a segunda vez na história que o governo decidiu o nome da era, seguindo o que define a Constituição de 1947, na qual tudo que envolve a Casa Imperial é determinado pelo governo e o monarca tem apenas o papel de "símbolo do Estado e de unidade do povo".

Os canais de TV exibiram programas especiais e os jornais prepararam edições extras dedicadas ao acontecimento histórico.

Akihito, 85 anos, abdicará quase três anos depois de ter anunciado a intenção de deixar a função em vida, em agosto de 2016. A lei sobre a Casa Imperial não prevê a abdicação e apenas a morte do imperador abre o caminho para a sucessão.

Por isso, foi aprovada uma lei excepcional para permitir a abdicação de Akihito e o governo decidiu que o nome da era seria anunciado um mês antes, em uma tentativa de facilitar a transição.

Governo não descarta visita de Bolsonaro a territórios palestinos

Governo não descarta visita de Bolsonaro a territórios palestinos

Porta-voz deu declaração à imprensa em Israel.

Ao ser indagado hoje (31) sobre uma eventual visita do presidente Jair Bolsonaro aos territórios palestinos, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que a possibilidade existe, ainda mais em um contexto de ida do presidente a “vários países”.

“Nós temos relações diplomáticas com vários países e, dentro desse aspecto, é óbvio que nós temos possiblidade de visitá-los quando convidados e quando há interesse em visitá-los”, disse Rêgo Barros, sem citar nominalmente os territórios palestinos, ao ser questionado por jornalistas brasileiros em Israel sobre convites feitos especificamente por autoridades palestinas.


Foto: Reprodução/Alan Santos/PR

Sobre o que seriam queixas de autoridades palestinas a convites não respondidos, Rêgo Barros disse que o Ministério das Relações Exteriores "vai buscar esse contato para aclarar algumas dúvidas e colocar-se à disposição para estabelecer um link para futuras viagens a esses países e a outros países”.

Após ressaltar que a abertura de um escritório do Brasil em Tel Aviv, anunciada mais cedo, não significa um reconhecimento por parte do Brasil de Jerusalém como capital de Israel, Rêgo Barros disse que Bolsonaro ainda não descartou a possiblidade, inclusive com a transferência da embaixada brasileira para a cidade. “O nosso presidente continua avaliando essa possibilidade, mas no momento isso não foi colocado para apreciação e não foi colocado à mesa”, disse o porta-voz. 

31 de março de 2019

Hamilton conta com a sorte para vencer o GP do Bahrein

Hamilton conta com a sorte para vencer o GP do Bahrein

A corrida empolgante terminou de forma melancólica, com safety car na pista por causa de problemas com Nico Hulkenberg, da Renault, na penúltima volta.

Lewis Hamilton contou com a sorte para vencer o GP do Bahrein neste domingo (31). Depois de dominar a prova desde o início, Charles Leclerc viu um problema no motor atrapalhar o que seria sua primeira conquista da carreira na Fórmula 1. O piloto da Ferrari ficou com a 3ª colocação, Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, ficou em 2º.

A corrida empolgante terminou de forma melancólica, com safety car na pista por causa de problemas com Nico Hulkenberg, da Renault, na penúltima volta. O carro de segurança seguiu na pista até a última volta e só entrou nos boxes para Hamilton receber a bandeirada da vitória. "Decepcionante para o Charles Leclerc, ele fez uma grande corrida", disse o britânico no rádio após sua vitória.

As primeiras colocações da prova foram definidas por falha mecânica. Faltando pouco mais de 10 voltas para acabar a corrida, Charles Leclerc comunicou à Ferrari que seu carro estava estranho. A recuperação de energia do carro da Ferrari falhou e o piloto de 21 anos não pôde fazer nada para impedir a ultrapassagem do rival da Mercedes. Faltou potência e o britânico simplesmente passou Leclerc.

"Ai meu Deus, eu vou tentar", disse o Leclerc ao lamentar o problema em seu carro, ainda na corrida. A Ferrari pediu calma ao jovem de 21 anos, que apenas respondeu um "vou tentar" desanimado. O clima na Ferrari foi de frustração.

Leclerc tinha tudo para fazer uma corrida perfeita. Recuperou a primeira colocação na sexta volta em cima de Vettel e ali ficou até a 47ª volta, quando seu carro falhou. Sebastian Vettel, também da Ferrari, ficou longe do pódio, em 5º, depois de ser ultrapassado por Hamilton e rodar na pista.

DUELO

O duelo mais empolgante da corrida foi entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. Se na 23ª volta o piloto da Ferrari nem precisou fazer muito esforço para deixar o britânico para trás, na 37ª quem levou a melhor foi Hamilton. Vettel se segurou contra Hamilton, que continuou atacando e mais rápido até que foi ultrapassado. Para piorar, o piloto da Ferrari ainda rodou e despencou na classificação, chegando a ser o 8º após o incidente, que o obrigou a trocar a asa de seu carro.

ONG alerta que 10% do plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

ONG alerta que 10% do plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

São os equipamentos de pesca abandonados que ameaçam as espécies.

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.