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14 de agosto de 2019

Itaipu: embaixadora acredita em entendimento entre Brasil e Paraguai

Itaipu: embaixadora acredita em entendimento entre Brasil e Paraguai

Por causa da falta do contrato, a empresa está impedida de emitir faturas desde o início do ano. O fato é inédito desde que a binacional começou a operar, em 5 de maio de 1984.

Maior geradora de energia elétrica do mundo e com 46 anos de existência, a Usina de Itaipu enfrenta um impasse causado pela inexistência de um contrato de compra de energia pela Administração Nacional de Eletricidade (Ande), empresa estatal de energia do Paraguai, e pela Eletrobras. Por causa da falta do contrato, a empresa está impedida de emitir faturas desde o início do ano. O fato é inédito desde que a binacional começou a operar, em 5 de maio de 1984.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a diretora do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Eugenia Barthelmess, disse que o problema pode ser resolvido por meio de um acerto técnico entre os dois países com vistas a definir um cronograma de contratação de suprimento de energia para a usina no período de 2019 a 2022.

A embaixadora Eugenia Barthelmess, diretora do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Para que haja acerto entre Brasil e Paraguai, é necessário porém que a Ande concorde em contratar a potência energética a ser utilizada a cada ano e que efetivamente pague por essa utilização. De acordo com a embaixadora, não é isso o que tem acontecido.

Nos últimos anos, a Ande estava adotando a prática de subdimensionar a previsão de sua demanda de energia de Itaipu. Como precisava a cada ano de mais energia do que efetivamente havia contratado, a empresa paraguaia acabava utilizando a cota de compra da Eletrobras. Isso provocou transtornos financeiros devido à necessidade de desembolso da empresa paraguaia.

Para tentar resolver o problema, Brasil e Paraguai assinaram uma ata, em 24 de maio de 2019, com o objetivo de definir o aumento gradual do volume de potência contratada pela Ande e assim amenizar o impacto do pagamento da energia pela empresa paraguaia. Mesmo com esse acerto, o país vizinho usou seu direito de renunciar aos termos do documento assinado e declarou a ata sem efeito. Porém, no mesmo documento, os dois países acertaram a continuidade das negociações.

A embaixadora Eugenia Barthelmess acredita no sucesso da continuidade dos negócios. Segundo ela, "a relação Brasil-Paraguai é de uma importância que transcende esse problemas específicos". Para a embaixadora, o Brasil tem a visão mais otimista da condução desse assunto no âmbito da relação bilateral. "Eu acredito que para o Paraguai também", disse.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com a embaixadora Eugenia Barthelmess:

Agência Brasil: Por que Brasil e Paraguai ainda não chegaram a um acordo sobre o fornecimento de energia de Itaipu?

Eugenia Barthelmess: A Itaipu é propriedade conjunta do governo paraguaio e do governo brasileiro. A energia que é produzida pela Usina de Itaipu é adquirida pela Eletrobras, no Brasil, e pela Ande, no Paraguai. Nos últimos anos, a Ande estava adotando a prática de subdimensionar a previsão de sua demanda de energia de Itaipu – a prática de subcontratar em relação à sua demanda efetiva. Para se ter uma ideia, nos últimos quatro anos, a potência que a Ande contratou de Itaipu aumentou 6,7%, não chegou a 7%. Nesses mesmos quatro anos, a energia que a Ande efetivamente usou de Itaipu aumentou em 41,4%. Então, o consumo real de energia aumentou 41,4%, nos últimos quatro anos, mas o volume de contratação pela Ande aumentou apenas 6,7%. Isso levou a um problema técnico na usina, porque, além de utilizar a parcela majoritária da energia excedente de Itaipu, a Ande chegou a consumir energia contratada pela Eletrobras, energia vinculada à potência contratada pela Eletrobras. Isso aconteceu em três ocasiões no ano passado. Em três meses do ano passado, a Ande consumiu energia contratada pela Eletrobras. Isso causou naturalmente um prejuízo à Eletrobras. A Eletrobras e a Ande passaram então a se dedicar a resolver esse problema técnico. A procurar definir um cronograma de contratação de potência. O Anexo C do acordo previu lá atrás, no ano de 1973, que esses cronogramas de contratação de potência deveriam ter 20 anos de extensão. Só que isso nunca foi feito. Depois houve um arranjo que os cronogramas deveriam ter 10 anos. Também nunca foi feito um cronograma de 10 anos. Depois os cronogramas deveriam ser anuais. O fato é que ultimamente não havia cronograma anual nem nada. Não havia uma programação do volume de energia que cada empresa compradora poderia contratatar. Então sentaram-se a Ande e a Eletrobras em um esforço de contornar esse problema técnico e definir um cronograma de potência mensal, que fosse, mas um cronograma para permitir uma mínima previsibilidade da potência a ser contratada. 

Agência Brasil: Qual a solução política buscada pelos dois países?

Eugenia Barthelmess: Os dois países chegaram a um documento político que se chamou Ata Bilateral, que foi assinado em 24 de maio de 2019. Esse documento buscou evitar que aconteça novamente essa situação em que a Ande se apropia de energia contratada pela Eletrobras. Esse documento tentou definir aumento gradual do volume de potência contratada pelo Paraguai. Por que gradual? Porque, se fosse súbito, isso significaria um impacto talvez excessivo para os cofres da Ande. O pleito da Eletrobras era que houvesse um aumento único que correspondesse à defasagem verificada ao longo dos últimos anos. O resultado da negociação não foi esse. Foi a definição de aumento de contratação de potência pelo Paraguai gradual, a pedido do lado paraguaio, para não impactar subitamente os recursos da Ande. Gradual a uma razão de 12% ao ano, ao longo dos próximos quatro anos. No último dia da negociação, a Ande, na pessoa de um de seus engenheiros, propôs o seguinte: esse aumento gradual deveria ser feito na base de um gatilho. Esse gatilho funcionaria da seguinte maneira: vamos supor que, em um determinado ano, a Ande não tivesse o aumento de 12% em relação ao ano precedente. Vamos dizer que fosse menor. Então, não seriam cobrados os 12% naturalmente. Consumiu menos, paga menos. Mas, se consumisse mais de 12% em relação ao ano anterior, aí pagaria mais. No último dia da negociação, a Ande propôs, e o lado brasileiro acolheu, o seguinte pedido deles: um freio de 6%, que funcionaria para o patamar superior. Vamos supor que, em um ano X, a Ande gastou mais 12% de energia em relação ao ano anterior. Pagou 12%. Mas aí chega um momento em que a Ande gastou, vamos dizer, 30% a mais do que no ano anterior. No raciocínio do gatilho, pagaria 30%. No raciocínio que a Ande conseguiu fazer valer, pagaria os 12% mais 6%. Ou seja, nunca passaria de 18% a despesa que a Ande teria, independentemente do aumento real de consumo da Ande. Por que isso foi pedido pela Ande no último dia? Como mais uma maneira de preservar os interesses dos cofres da Ande. Vamos supor que, em um determinado ano de grande demanda paraguaia por energia, eles ultrapassassem os 12% numa proporção X, o pedido da Ande é que nunca seria maior essa variação para cima do que 12+6=18. Houve a maneira gradual, flexível, com que isso foi negociado pelo lado brasileiro, e a maneira hábil e eficiente com que isso foi negociado pelo lado paraguaio. O lado paraguaio defendeu seus interesses, o governo brasileiro flexibilizou os seus próprios interesses. Porque é do interesse do governo brasileiro manter uma relação positiva em Itaipu e com o governo paraguaio como um todo. É um país importante para nós. É uma relação bilaterial importante para nós. Nós temos uma série de projetos muito importantes com o Paraguai na área de combate ao crime transnacional, na área de integração da estrutura física, na área de saúde, nós temos o interesse mais amplo na relação bilateral do que em um determinado problema técnico em Itaipu. Mas esse problema tem de ser resolvido porque a empresa está sem faturar desde o início do ano. Alcançado esse acordo, era preciso traduzir o acordo em forma de contrato. No momento de transformar em contrato o compromisso político, os representantes da Ande passaram a propor a reabertura do compromisso político assumido pelas chancelarias. Restabeleceu-se um impasse.

Agência Brasil: O impasse gerado pelo lado paraguaio?

Eugenia Barthelmess: Eu não me atreveria a interpretar os acontecimentos do lado paraguaio ou a natureza da crise política que se manifestou no lado paraguaio. Mantendo sempre o foco na natureza do documento, construído para resolver um problema técnico, que é a ata de 24 de maio, com relação a esse documento, na imprensa paraguaia houve uma cobertura que não correspondia à real natureza do documento. Argumentou-se que teria havido uma negociação secreta, quando eu nunca participei de uma negociação secreta. Com tantos atores de cada lado, com tantos negociadores de cada lado, é difícil imaginar que a negociação pudesse ser de natureza secreta. Lemos, por exemplo, que teria havido um pleito paraguaio de que a ata devesse conter um elemento que permitisse à Ande a venda direta de energia no mercado brasileiro. Isso jamais foi objetivo de pleito paraguaio. Isso jamais esteve sobre a mesa de negociação pela razão de que isso não é permitido nos termos do Tratado de Itaipu. Essa negociação é voltada para resolver um problema técnico específico. A possibilidade de que uma determinada empresa pública ou privada pudesse vender energia da Ande no mercado brasileiro, e que essa empresa não fosse a Eletrobras, essa possibilidadde teria de decorrer de uma revisão do corpo do Tratado de Itaipu. O que seria uma negociação de uma importância, de uma complexidade, de um peso político tão extraordinário, e que seria certamente uma negociação que passaria pelo Congresso dos dois países. Não seria uma negociação para resolver um pequeno problema técnico circunscrito. Eu digo pequeno, no sentido de específico e circunstrito, porque na verdade está causando pela primeira vez na história da empresa um problema de caixa. A empresa não pode faturar os seus serviços. 

Agência Brasil: Como a senhora vê a decisão do Paraguai de ter renunciado a cumprir a Ata Bilateral?

Eugenia Barthelmess: Ocorre que o governo paraguaio, em um gesto a que tem todo o direito como Estado soberano, comunicou ao governo brasileiro, no dia 1º de agosto, que aquela ata de 24 de maio estava considerada sem efeito, do ponto de vista paraguaio. É um direito que assiste ao governo paraguaio. Que temos diante de nós? Naquele mesmo documento em que o governo paraguaio declarou unilateralmente que a ata de 24 de maio estava sem efeito, os dois governos instruíram as suas instâncias técnicas a continuar os entendimentos ou a retomar os entendimentos com vistas a equacionar esse problema de que é preciso definir um cronograma de contratação de potência para a usina no período de 2019 a 2022. É nesse ponto em que estamos.

Agência Brasil: A senhora acredita que haja um impasse nas negociações?

Eugenia Barthelmess: Não acredito nisso. Acredito que os dois países vão encontrar uma solução técnica, correta e politicamente aceitável para a usina, que é um bem comum aos dois países. Uma usina gigantesca, campeã mundial de energia limpa, de energia barata, energia renovável, que serve ao desenvolvimento aos dois países. Que é propriedade comunitária condominial dos dois países, que é uma agenda positiva, que  só traz benefícios aos dois países. O que nós temos aqui é uma questão pontual e técnica, que precisa ser resolvida. Acredito que vai ser resolvida em algum momento ao longo dos próximos meses. O problema tem solução. Acredito que a solução será alcançada porque a relação Brasil-Paraguai é de uma importância que transcende esse problemas específicos. O Brasil tem a visão mais otimista da condução desse assunto no âmbito da relação bilateral, que é muito importante para o Brasil, e eu acredito que para o Paraguai também. 

16 de julho de 2019

'13 Reasons Why' tem cena de suicídio alterada 2 anos após estreia

'13 Reasons Why' tem cena de suicídio alterada 2 anos após estreia

Anúncio foi feito em um comunicado postado no Twitter da Netflix, que informa que também irá tentar retirar do ar eventuais vídeos publicados com cena original na internet.

A Netflix anunciou nesta terça-feira (16) que alterou a cena do suicídio da personagem Hannah (Katherine Langford) na primeira temporada da série "13 Reasons Why". As imagens da morte da personagem geraram críticas desde a estreia da atração, em 2017. 

O anúncio foi feito em um comunicado postado no Twitter da empresa de streaming, que informa que também irá tentar retirar do ar eventuais vídeos publicados com a cena original na internet.

Na cena que gerou polêmica, Hannah entra em uma banheira e corta os pulsos. É esse o momento que foi editado pela Netflix. Agora, a estudante aparece no banheiro, olhando fixamente no espelho e posteriormente surge morta. O momento exato do suicídio foi cortado. 

"Nós ouvimos de muitos jovens que '13 Reasons Why' os encorajou a começar a conversar sobre suas dificuldades em relação a temas como depressão e suicídio e passaram a pedir ajuda -muitas vezes pela primeira vez. Enquanto nos preparamos para lançar a terceira temporada neste verão [do Hemisfério Norte], ficamos cientes do debate sobre a série", diz o comunicado. 

"Então, com aconselhamento de especialistas médicos, entre eles Christine Moutier, médica-chefe da Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio, nós decidimos, com o criador Brian Yorkey e os produtores de '13 Reasons Why', editar a cena em que Hannah tira a própria vida na primeira temporada", encerra a nota. 

Estudos divulgados em maio indicaram que os números de pessoas que tiraram suas próprias vidas nos Estados Unidos aumentaram após a estreia da série -ainda que não seja possível relacionar diretamente o programa com as mortes.

"Nossa expectativa ao fazer '13 Reasons Why' era pôr em uma série de TV uma história que ajudasse os jovens a se sentirem vistos e encorajados a ter empatia, como o livro que o inspirou fez antes de nós", disse Yorkey, o criador da série, em comunicado ao site da revista The Hollywood Reporter.

"Nossa intenção criativa era dar um retrato da feia e dolorosa realidade do suicídio de um modo gráfico na primeira temporada, para contar a verdade sobre um ato tão horroroso, e garantir que ninguém tentasse repeti-lo. Mas, conforme estamos prestes a lançar a terceira temporada, tivemos preocupações. Nenhuma cena é mais importante que a vida da série e a mensagem que queremos passar é para que as pessoas cuidem umas das outras." 

03 de julho de 2019

Famosos aceitam desafio de abrir uma garrafa usando apenas o pé

Famosos aceitam desafio de abrir uma garrafa usando apenas o pé

Desafio consiste em encher uma garrafa com um líquido qualquer, fechar o recipiente e abri-lo com apenas um golpe usando os pés.

Estamos acostumados com o surgimento repentino de correntes ou desafios nas redes sociais que se espalham de forma tão rápida que, de uma hora para outra, todo mundo está fazendo sua versão e compartilhando com os amigos.

Depois do Harlem Shake, do balde com gelo e outros, nesta semana, famosos apareceram compartilhando vídeos em que eles abrem uma garrafa com apenas um golpe com o pé.

O chamado "Desafio da Tampa de Garrafa" – ou, em inglês, "Bottlecap Challenge" – consiste em encher uma garrafa com um líquido qualquer, fechar o recipiente e abri-lo com apenas um golpe usando os pés. Pode ser um golpe de judô, jiu-jitsu ou algo parecido. O que vale é atingir o objetivo final.


Famosos do mundo todo estão aderindo a esse desafio que já tem muitas versões espalhadas pelas redes sociais. A cantora Ellie Goulding, 32, foi uma delas. Ela fez sua versão e ainda aproveitou o espaço para falar sobre a importância para a natureza de se produzir menos plástico. "Parem de usar garrafas de plástico".

Usando uma blusa da Madonna, John Mayer, 41, foi certeiro e deixou gravado sua versão com o desafio da tampa de garrafa. Após acertar o golpe, ele encarou as câmeras, numa espécie de intimidação àqueles que o cantor desafiou para continuar a brincadeira.

Até quem está acostumado com momento de ação na vida real e nas telonas aderiu ao desafio. O ator Jason Statham, 51, que ficou conhecido por seu personagem de ação em filmes como "Adrenalina" e "Os Mercenários", realizou com o desafio com grande maestria e, no vídeo, é possível ver a tampa desrosqueando da garrafa lentamente.

08 de junho de 2019

Espere por mim, escreve tutor ao se despedir do cachorro Thanos

Espere por mim, escreve tutor ao se despedir do cachorro Thanos

Nem a doença nem a aparência impediram que o cachorro ganhasse uma casa e muito amor até o fim de seus dias.

Thanos tinha pouca expectativa de vida quando foi adotado, há dois meses. O veterinário estimava 40 dias, já que o câncer que desfigurava sua cabecinha já tinha se espalhado e atingido os pulmões.

Mas nem a doença nem a aparência impediram que o cachorro ganhasse uma casa e muito amor até o fim de seus dias.

O tutor, Luciano Karosas, 21, se despediu de Thanos na sexta (7). "Peço que espere por mim, e eu vou até você () Eu vou te amar para sempre", escreveu em rede social ao desejar "boa viagem" ao amigo.

Neste sábado (8), Luciano explicou que o cachorro foi levado "para dormir e agora está correndo em algum lugar". O jovem afirmou que o cão não sofreu e aproveitou até seus últimos momentos.

O tutor disse ainda esperar que Thanos tenha dado o recado sobre a importância de ajudar animais com alguma doença e em situação de rua. "Todos merecemos uma chance."

Amor à primeira vista

Thanos, que antes se chamava Coco, havia sido adotado e devolvido. Quando soube da história e da situação do animal, Luciano, que mora em Buenos Aires, não hesitou em levá-lo para casa.

Ao blog, no mês passado, Luciano contou que tomou a decisão para ajudar o cachorro e também porque morava sozinho, e ele era ótima companhia. "Eu digo que é o típico cachorro de filme. O cachorro ideal", afirmou.

No fim de maio, Thanos piorou, e o tutor chegou a dizer em rede social que seria a última noite dos dois juntos. Quase 24 horas depois, outro texto substituía o adeus. "Era uma despedida. Mas sua força de vontade e sua força de viver se superam dia a dia. Feliz estar mais um dia com você", escreveu na ocasião.

Ao comemorar, na semana passada, os dois meses ao lado do amigo, Luciano afirmou que não escolheu o nome Thanos por acaso. "Escolhi sabendo que é um personagem muito poderoso, capaz de lutar pelo que quer até o último momento e suportar grandes batalhas."

27 de maio de 2019

Como as garrafas explicam as procedências dos vinhos franceses

Como as garrafas explicam as procedências dos vinhos franceses

Tradição é dividir as vinícolas por formatos das embalagens; diferenças podem ser vistas em supermercados brasileiros

Nas gôndolas do mercado ou dentro de uma geladeira , elas parecem iguais: geralmente têm a mesma litragem, são altas, com ombros, rolhas e rótulos. Em alguns casos, as garrafas de vinho chamam atenção por adornos especiais, como brasões estampados no vidro, ou apenas porque são de safras realmente antigas. No entanto, qualquer francês poderia ensinar a um consumidor brasileiro como uma garrafa ajuda a entender as propriedades e o tipo de cada vinho.

Na França, as vinícolas só começaram a envasar seus vinhos em garrafas por volta do século XVIII, substituindo os tradicionais barris que ocupavam grandes espaços nos cafés e restaurantes das cidades. Foi por volta dessa época também que os fabricantes fixaram a quantidade em 750 ml ? um volume que é seguido à risca no país e que tem poucas alterações em outros mercados. Naquele século, as garrafas também foram adaptadas para sinalizar aos bebedores qual tipo de vinho elas possuíam ? em um tempo em que não havia rótulos. 

É por isso que as garrafas esguias indicam que seus vinhos são da região da Alsácia, na fronteira com a Suíça, ou que as mais altas e com "ombros" finos são de Borgonha. A única diferença entre elas se dava quando a bebida era fabricada nas terras de algum nobre, que costumava colocar o brasão da família em alguma parte do vasilhame.

Os vinho da região de Borgonha, por exemplo, têm garrafas altas, com ombros macios e pescoço fino, semelhante a um pequeno barril. Já os produzidos em Bordeaux ? muito famosos no Brasil ?, também conhecidos como vin frontignan, são tradicionalmente colocados em garrafas em formato de cone, hoje mais cilíndricos do que no século XVIII, quando o formato fazia com que fosse difícil manuseá-la. As garrafas bordelaises são comuns em outras regiões da França porque, na falta de tipos próprios, elas acabaram adotando o modelo considerado clássico. 

Parecida com a garrafa de Borgonha, apenas mais fina, os vinhos do Vale do Loire ficaram conhecidos no país por causa do brasão da região que se acostumou a gravar nos vinhos produzidos no território francês do antigo Império Angevino. Já os chamados provençais (nome dado por causa das vinícolas da região de Provença) usam duas formatações de garrafas: uma chamada de "flauta", com base estreita, semelhante a um espartilho de mulher, e uma muito parecida com a de Bordeaux, mas em um estilo mais clássico que, por isso, abriga vinhos mais caros. 

Flautas também dão o tipo das garrafas dos vinhos da Alsácia, cuja diferença é que são mais altas. O estilo é tão famoso que as vinícolas francesas conseguiram patenteá-la com exclusividade da região em um decreto assinado pelo governo francês em 1955. Geralmente as maiores garrafas das gôndolas dos supermercados da França, elas são parte da cultura vinícola do país e costumam ser consumidas especialmente para eventos especiais. 

Outra garrafa protegida por lei é a que envasilha os vinhos produzidos na região de Jura ? uma das raras que possuem uma litragem diferente: 620 ml. Chamado de clavelin ou vin jaune, esse vinho tem uma coloração amarela pelo seu método específico de produção: ele fica obrigatoriamente seis anos em um barril, sem nenhum tipo de manuseio, até que uma parte da bebida evapore.

Mas é possível identificar a procedência de um vinho apenas observando sua garrafa? Sim e não, porque a forma da garrafa não é uma patente que proíbe produtores de outros países de fabricarem embalagens semelhantes. É por isso que, apesar das diferenças, um supermercado brasileiro geralmente possui vinhos chilenos, argentinos ou até mesmo nacionais com a garrafa de Bordeaux, ou que os vinhos italianos geralmente sejam envasados em garrafas que, na França, são exclusivos de Borgonha. 

26 de maio de 2019

Hamilton sofre, mas vence em Mônaco, e punição tira Verstappen do pódio

Hamilton sofre, mas vence em Mônaco, e punição tira Verstappen do pódio

Pentacampeão venceu pela quarta vez na temporada e aumentou sua vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro Valtteri Bottas, que terminou em terceiro lugar hoje.

Mesmo correndo abaixo dos padrões da Mercedes e diante de dificuldades com pneus que geraram uma série de reclamações via rádio, o inglês Lewis Hamilton segurou seus adversários, liderou de ponta a ponta e venceu o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2019 da Fórmula 1. O pentacampeão venceu pela quarta vez na temporada e aumentou sua vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro Valtteri Bottas, que terminou em terceiro lugar hoje.

O finlandês só obteve essa posição porque Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing), que cruzou a linha de chegada em segundo em uma corrida de muita aproximação ao inglês, pagou uma punição de cinco segundos por passar Bottas de forma insegura nos boxes e foi deixado em quarto. Assim, Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) ficou com a vice-liderança no circuito de Monte Carlo.

Lewis Hamilton celebra mais uma vitória na temporada (Foto: Divulgação)

Hamilton, Bottas e Verstappen mantiveram as primeiras posições logo após a largada, e grandes mudanças ocorreram apenas nas últimas posições, como as ultrapassagens de Robert Kubica (POL/Willians) para cima de Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) e George Russell (ING/Williams). Inclusive, quando o italiano foi para cima do polonês para recuperar posição, na 16ª volta, uma leve batida deixou os dois carros, além da Ferrari de Leclerc, parados na pista.

Lewis Hamilton e Sebastian Vettel cumprimentam-se no GP de Mônaco; eles conquistaram a 1ª e 2ª posição no ranking, respectivamente (Foto: Divulgação Fórmula 1)

O monegasco, aliás, foi personagem marcante da corrida. Ele terminou o treino classificatório em 16º em razão de um erro de estratégia da Ferrari, mas largou uma posição à frente após punição de Giovinazzi. Na pista ele rapidamente tomou posições. Fez ótima ultrapassagem sobre Romain Grosjean (FRA/Haas) e chegou à 12ª colocação. Quando tentou passar Nico Hulkenberg (ALE/Renault) na Rascasse acabou batendo o pneu na proteção e furou o pneu. Sua corrida foi totalmente prejudicada. O pneu ficou destroçado e espalhou lixo pela pista até que ele chegasse aos boxes. Leclerc ainda parou duas vezes até abandonar a prova na volta 18.

O acidente que sepultou a prova de Charles Leclerc colocou o safety-car na pista durante a limpeza e vários pilotos foram aos boxes, que teve congestionamento na saída. Foi justamente no retorno à pista que Verstappen tocou no carro de Bottas e ganhou a segunda posição. Bottas ainda parou de novo para trocar pneus e perdeu mais uma posição. Após alguns minutos a organização confirmou punição de cinco segundos para Verstappen por deixar os boxes de maneira insegura.

A punição de Verstappen, que andava colado no carro de Lewis Hamilton, deu emoção ao GP de Mônaco. O próprio inglês admitiu à Mercedes, via rádio, que estava andando mais lentamente do que o normal em razão dos pneus, então só segurava os outros carros. O time manteve a estratégia, mesmo com o holandês da Red Bull próximo. Para aumentar as expectativas, foi neste momento em que a chuva começou a engrossar em Mônaco.

A chuva não foi capaz de mudar o curso da prova e as grandes disputas por posição ocorreram somente em posições intermediárias, como Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) tentando passar Lance Stroll (CAN/Racing Point) e Sergio Perez (MEX/Racing Point) partindo para cima de Kevin Magnussen (DIN/Haas). Enquanto isso, na liderança, Verstappen não tentou a ultrapassagem sobre Hamilton, que reclamava frequentemente sobre as condições de seu pneu dianteiro esquerdo. A Mercedes não tinha um pit-stop nos planos e manteve o inglês na pista.

Naquele momento, o excesso de reclamações de Hamilton causava discussão com os engenheiros da equipe via rádio. Ele considerava impossível segurar os carros com seu pneu naquelas condições, mas a equipe insistiu. A corrida chegou a um estágio em que Hamilton podia vencer se o carro mantivesse o ritmo, Vertappen podia vencer se ultrapassasse Hamilton e abrisse os cinco segundos de vantagem e até Vettel poderia vencer se os dois primeiros se embolassem.

A três voltas do fim, e com mais potência de motor, Verstappen fez a última aposta para passar Hamilton, mas o inglês defendeu bem a posição, os carros colidiram, e o cenário não se alterou. Mais uma vitória para o inglês em 2019.

Veja a classificação final do GP de Mônaco:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes)

2º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

3º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

4º - Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing)

5º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull Racing)

6º - Carlos Sainz Jr (ESP/McLaren)

7º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)

8º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso)

9º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

10º - Romain Grosjean (FRA/Haas)

11º - Lando Norris (ING/McLaren)

12º - Kevin Magnussen (DIN/Haas)

13º - Sergio Perez (MEX/Racing Point)

14º - Nico Hulkenberg (ALE/Renault)

15º - George Russell (ING/Williams)

16º - Lance Stroll (CAN/Racing Point)

17º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo)

18º - Robert Kubica (POL/Williams)

19º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo)

* Abandonou - Charles Leclerc (MON/Ferrari)

24 de maio de 2019

Primeira-ministra britânica, Theresa May anuncia renúncia

Primeira-ministra britânica, Theresa May anuncia renúncia

O processo de escolha de um novo líder deve começar na próxima semana. "Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído", disse.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) que vai deixar, no dia 7 de junho, a liderança do Partido Conservador e que o processo de escolha de um novo líder vai começar na próxima semana.

"Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído", disse Theresa May, em entrevista em sua residência oficial.

Ela argumentou que é dever dos políticos "implementar o que [o povo] decidiu",  referindo-se ao Brexit, aprovado há três anos. “Fiz tudo o que podia para convencer os deputados a apoiar o acordo de saída. Infelizmente, não consegui. É agora claro para mim que é do interesse do país que seja um novo primeiro-ministro a liderar esse esforço. Por isso, anuncio que irei me demitir do cargo de líder do Partido Conservador na sexta-feira, 7 de junho”, concluiu a primeira-ministra”.


Theresa May, primeira ministra britânica anunciou a renúncia - Foto: Reprodução/Instagram

“Será sempre uma matéria de grande arrependimento que não tenha conseguido cumprir o Brexit. Será função do meu sucessor procurar um caminho que honre o resultado do referendo. Para ser bem-sucedido, ele ou ela terá de encontrar um consenso no Parlamento, que eu não consegui. Esse consenso só pode ser atingido se ambas as partes em debate estiverem disponíveis para o compromisso”, afirmou May.

Visivelmente emocionada, ela acrescentou que foi a maior honra de sua vida vida ter sido a segunda mulher primeira-ministra no Reino Unido, “mas, certamente, não a última”, e ter servido ao país que ama.

20 de maio de 2019

Messi pode ser 1º a fazer mil gols sem contar amistosos

Messi pode ser 1º a fazer mil gols sem contar amistosos

Os dois gols marcados pelo argentino no último domingo (19), no empate em 2 a 2 com o Eibar, pelo Campeonato Espanhol, o fez chegar aos 667.

Romário e Túlio vão desviar o olhar para não lerem isso, mas Pelé é o único jogador que chegou, de forma incontestável, à marca de mil gols. Foram 1.282. Há outro atacante que também tem chance atingir o número até o fim da carreira: Lionel Messi.

Os dois gols marcados pelo argentino neste domingo (19), no empate em 2 a 2 com o Eibar, pelo Campeonato Espanhol, o fez chegar aos 667. Ele completa 32 anos no próximo dia 24 de junho.

Os defensores de Pelé podem argumentar que quando chegou a essa idade, o brasileiro já tinha marcado 1.143 vezes. Cada vez mais consciente do seu legado, ele também gosta de lembrar coisas assim.

Para chegar aos mil gols, argentino Lionel Messi, de 32, teria que manter a média de gols dos últimos anos até completar 39 (Foto: Divulgação)

"Tem gente que faz comparação com coisa que nem tem. Como pode fazer comparação de um cara que cabeceia bem, chuta com a esquerda, chuta com a direita, com outro que só chuta com uma perna, só tem uma habilidade, não cabeceia bem? Como pode comparar? Para comparar com o Pelé tinha de ser alguém que chutasse bem com a esquerda, chutasse bem com a direita, fizesse gol de cabeça", disse ele em entrevista à Folha em dezembro do ano passado, falando sobre o capitão do Barcelona.

Mas quem defende a ideia de que, apesar da ausência de títulos mundiais com a seleção, Messi é o melhor de todos os tempos, tem argumentos. Um deles é que o argentino pode ser o primeiro jogador da história a atingir mil gols em partidas oficiais.

Dos 1.282 de Pelé, 515 aconteceram em amistosos e 767 em jogos oficiais. Dos 665 anotados por Messi, apenas 30 foram em amistosos. Todos pela seleção argentina.

Neste ano ele tem 29 gols feitos, mas a temporada europeia termina neste mês e volta apenas em agosto. O atacante deve ser chamado para atuar pela Argentina na Copa América. Ele não tem nenhum título de expressão pelo seu país, algo que o diferencia de Pelé de forma negativa.

Para chegar aos mil, Messi terá de manter a mesma produção ofensiva dos últimos anos. Considerados os 51 que marcou em 2018, precisaria de mais seis anos e meio para atingir a marca. Teria de seguir no mesmo ritmo até 2025, quando estará com 39 anos.

Mas se for levado em conta o melhor ano da carreira do atacante (2012, quando balançou a rede 91 vezes), seriam necessários pouco mais de três anos e meio. Ele poderia bater os mil gols aos 35, no final de 2022 ou começo de 2023.

As contas de gols marcados por jogadores históricos costumam ser controversas. Romário fez a matemática que o colocou no caminho do milésimo, que teria sido marcado em 2007, pelo Vasco, em São Januário, de pênalti.

Para defender seu feito, o hoje senador diz que a conta de Pelé também contém gols que podem não ser considerados "sérios". Como amistosos pela seleção das Forças Armadas ou partidas festivas. Romário somou gols anotados como amador nas categorias de base e em jogos-treinos arranjados apenas para que ele engordasse seus números.

Túlio jura ter chegado aos quatro dígitos e o milésimo gol teria saído em 2014, pelo Araxá, na segunda divisão do Campeonato Mineiro.

"Podem falar o que quiserem. Eu sou o pai da criança. A conta dos gols é minha mesmo!", defende o centroavante, sobre a marca contestada.

Há o caso de Arthur Friedenreich, brasileiro que atuou como profissional entre 1909 e 1935 e teria feito 1.329 gols, mas não há registro.

É o mesmo para outros artilheiros do passado na Europa, como o húngaro Ferenc Puskás, integrante da seleção vice-campeã na Copa do Mundo de 1954 e o austríaco Josef Bican, que atuou em clubes de seu país natal e da República Tcheca entre 1928 e 1953. Mesmo sem documentação, há sites de dados que contabilizam 1.468 gols para Bican.

Mas só Messi poderá chegar aos mil com registros em vídeo de todos eles e súmulas que atestam o feito, garantindo a ele argumentos mais do que sólidos para que jamais contestem a sua marca.

19 de maio de 2019

18 de maio de 2019

Papa diz que liberdade de imprensa é vital

Papa diz que liberdade de imprensa é vital

Neste sábado (18), o papa Francisco homenageou jornalistas mortos em exercício da profissão.

O papa Francisco fez homenagens, neste sábado (18), a jornalistas assassinados no exercício da profissão, afirmando que liberdade de imprensa é um indicador-chave da saúde de um país.

Em discurso à Associação de Imprensa Estrangeira na Itália, ele pediu que jornalistas evitassem notícias falsas e continuassem a relatar a situação difícil de pessoas que não estavam mais aparecendo nas manchetes, mas continuavam sofrendo, mencionando especificamente as etnias Rohingya, minoria muçulmana apátrida de Mianmar, e Yazidi, iraquianos perseguidos pelo grupo extremista Estado Islâmico.“Ouvi sofrendo as estatísticas sobre seus colegas mortos enquanto faziam seus trabalhos com coragem e dedicação em tantos países, relatando o que estava acontecendo em guerras e outras situações dramáticas nas quais tantos irmãos e irmãs do mundo vivem”, disse.

Francisco havia acabado de ouvir a presidente da associação, Patricia Thomas, da televisão da Associated Press, falar sobre jornalistas assassinados, presos, feridos ou ameaçados pelo trabalho que fazem. Ela mencionou Lyra McKee, morta a tiros cobrindo uma manifestação na Irlanda do Norte, a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, morta em um carro-bomba em 2017, além do colunista do Washington Post Jamal Khashoggi, assassinado no consulado saudita de Istambul no ano passado.

16 de maio de 2019

Mick Jagger publica vídeo dançando um mês após cirurgia

Mick Jagger publica vídeo dançando um mês após cirurgia

Roqueiro ainda anunciou as primeiras datas da turnê americana dos Rolling Stones, "No Filter", que teve de ser adiada justamente por causa da cirurgia de Jagger.

Apenas um mês após passar por uma cirurgia cardíaca, o roqueiro Mick Jagger, 75, postou uma aula de dança em sua conta do Instagram. O vocalista dos Rolling Stones não economizou nos movimentos já bem conhecidos e mostrou completa boa forma. 

"Uau" foi a palavra mais comentada no vídeo, incluindo do filho dele, Lucas Jagger, e do apresentador Marcos Mion que escreveu, em inglês "Inacreditável". 

Na sequência, o roqueiro ainda anunciou as primeiras datas da turnê americana dos Rolling Stones, "No Filter", que teve de ser adiada justamente por causa da cirurgia de Jagger. Eles farão shows também no Canadá. 

Tudo indica que o roqueiro está mais do que preparado para o primeiro show, marcado para o dia 21 de junho, em Chicago e passará ainda por mais 14 cidades.

O anúncio da cirurgia assustou os fãs da banda, e o músico usou a sua conta no Twitter para tranquilizar o público. "Estou me sentindo muito melhor agora e em recuperação", afirmou o músico.

Jagger, que também agradeceu à equipe médica, foi submetido a uma substituição da válvula aórtica em um procedimento pouco invasivo, segundo a revista Billboard. Para evitar a cirurgia de coração aberto, muito mais arriscada, os médicos implantaram a válvula pela artéria femoral na coxa, sem remover a válvula danificada. 

15 de maio de 2019

Europa deve se unir para enfrentar China, Rússia e EUA, diz Merkel

Europa deve se unir para enfrentar China, Rússia e EUA, diz Merkel

Para chanceler, união é necessária para a Europa encarar problemas como interferência russa em eleições, a concorrência econômica da China e o monopólio americano de serviços digitais.

A Europa deve se reposicionar para enfrentar seus três grandes rivais globais, China, Rússia e Estados Unidos, e buscar um poder político proporcional à força econômica do bloco, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira (15) pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung em parceria com o britânico The Guardian, Merkel disse que a Europa precisa se unir mais para encarar problemas como interferência russa em eleições, a concorrência econômica da China e o monopólio americano de serviços digitais.

"Não há dúvida de que a Europa precisa se reposicionar em um mundo que mudou", disse, em seu gabinete em Berlim. "As velhas certezas da ordem do pós-guerra não se aplicam mais."

"Eles [China, Rússia e EUA] estão nos forçando, a todo momento, a encontrar posições comuns. Isso geralmente é difícil dados nossos diferentes interesses. Mas nós temos que conseguir chegar nisso - pense, por exemplo, em nossa política relativa ao conflito na Ucrânia", afirmou.

Ela também citou estratégias comuns do bloco para a África, algo que "há alguns anos seria impensável". "Então, nós continuamos dando um passo após o outro. Entretanto, nosso poder político ainda não é proporcional à nossa força econômica."

Merkel afirmou que seus pares têm que parar de acenar com gestos populistas, criticou a agenda de políticos europeus de ultradireita e disse que "este é um momento em que precisamos lutar por nossos valores e princípios fundamentais".

"Muitas pessoas estão preocupadas com a Europa, incluindo eu. Isso significa que eu me sinto ainda mais comprometida a me unir aos demais para garantir que a Europa tenha um futuro."

Segundo a chanceler, sua "maior preocupação" é gerar riqueza econômica suficiente para enfrentar a crise ambiental. Ela afirmou que a Alemanha quer se tornar neutra em carbono até 2050, um "desafio tremendo".

Falou também sobre o brexit, que considera o maior ponto de virada europeu nos últimos anos, mas acrescentou que a bola agora está com o parlamento do Reino Unido.

12 de maio de 2019

City é bicampeão inglês e Guardiola amplia hegemonia nacional na Europa

City é bicampeão inglês e Guardiola amplia hegemonia nacional na Europa

Conquista do Campeonato Inglês amplia o domínio do técnico Pep Guardiola nas ligas nacionais da Europa.

Pela primeira vez em sua história, o Manchester City é bicampeão inglês. Neste domingo (12), o clube venceu o Brighton fora de casa, de virada, por 4 a 1, e garantiu o título da Premier League.

Uma campanha não tão brilhante quanto a da temporada passada, na qual somou 100 pontos, mas suficientemente melhor que a do Liverpool, que venceu o Wolverhampton por 2 a 0 e, mesmo com 97 pontos no campeonato, ficou com o vice, um ponto atrás do City.

Com essa pontuação, o time do técnico Jürgen Klopp seria campeão em 25 das 26 temporadas da Premier League, disputada desde 1992/1993. O que só valoriza a campanha da equipe de Manchester: 32 vitórias, dois empates e quatro derrotas. 

A conquista do Campeonato Inglês também amplia o domínio do técnico Pep Guardiola nas ligas nacionais da Europa.

Desde que se tornou treinador, assumindo o comando do Barcelona B na temporada 2007/2008, o catalão venceu 9 dos 11 campeonatos nacionais que disputou.

Pelo time B do clube espanhol, debutou levantando a taça da Terceira Divisão do país. A partir da temporada seguinte, já no profissional do Barcelona, empilhou três torneios seguidos, sendo interrompido somente pelo título do Real Madrid com José Mourinho em 2011/2012.

Entre a saída do Barcelona, em 2012, e a chegada ao Bayern de Munique (ALE), Guardiola passou um ano sabático em Nova York.

Iniciado o trabalho com os alemães, engatou nova sequência de conquistas nacionais. Foram três Bundesligas entre 2013 e 2016 antes de se despedir do clube bávaro.

A segunda liga da carreira que Pep Guardiola disputou e não ganhou foi justamente em sua primeira temporada com o Manchester City (2016/2017). O técnico assistiu ao Chelsea de Antonio Conte conquistar a Premier League.

Sem o tão ansiado título inglês, a diretoria fez forte investimento em atletas que se mostrariam importantes para o bicampeonato. Só no trio Kyle Walker, Bernardo Silva e Ederson, peças imprescindíveis no grupo comandado pelo treinador, o clube desembolsou há dois anos cerca de 157 milhões de libras (aproximadamente R$ 807 milhões em valores atuais).

Autores de dois gols da equipe diante do Brighton, o zagueiro francês Aymeric Laporte e o atacante argelino Riyad Mahrez chegaram ao City em 2018 em um valor somado de 135 milhões de euros (R$ 600 milhões).

Neste domingo, a confirmação da conquista da Premier League veio após susto inicial. Sadio Mané já havia aberto o placar para o Liverpool sobre o Wolverhampton quando o centroavante Glenn Murray colocou o Brighton na frente no Amex Stadium. A combinação de resultados dava ao time de Jürgen Klopp o título.

Mas o susto durou pouco. 83 segundos depois de sofrer o gol, o argentino Kun Agüero, maior artilheiro da história do Manchester City e autor de 21 gols nesta Premier League, deixou tudo igual.

Ainda no primeiro tempo, Laporte subiu sozinho de cabeça em cobrança de escanteio e virou a partida. Na etapa final, Mahrez, com um golaço de fora da área, e Gundogan, em grande cobrança de falta, definiram a vitória do bicampeonato.

O Manchester City, que já é campeão da Copa da Liga, ainda pode faturar a a Copa da Inglaterra nesta temporada. Na decisão do torneio, o time enfrentará o Watford, no próximo sábado (18), em Wembley. Chance para a conquista de uma tríplice coroa local.

Carta que acusa papa de heresia intensifica 'guerra santa' na Igreja

Carta que acusa papa de heresia intensifica 'guerra santa' na Igreja

Carta é a 3ª de uma série produzida por acadêmicos católicos desde 2016 com críticas à atuação de Jorge Mario Bergoglio, mas até agora ela não foi endossada publicamente por nenhum cardeal ou bispo.

A guerra entre conservadores e reformistas no Vaticano ganhou um novo capítulo com uma carta assinada por dezenas de acadêmicos que acusam o papa Francisco de heresia, um dos mais graves desvios no direito canônico da Igreja Católica.

Recorrendo a uma acusação que remete à Santa Inquisição da Idade Média, os autores, católicos ultratradicionalistas, divulgaram o documento no final de abril com um objetivo claro, segundo contou à Folha o professor italiano Claudio Pierantoni, um dos 81 signatários: forçar a saída do pontífice do cargo.

A carta é a terceira de uma série produzida por acadêmicos católicos desde 2016 com críticas à atuação de Jorge Mario Bergoglio, mas até agora ela não foi endossada publicamente por nenhum cardeal ou bispo, nem mesmo pelos mais estridentes opositores.

A maioria das acusações de heresia se refere a um dos eventos mais polêmicos dos seis anos de pontificado de Francisco: o sínodo da família, realizado entre 2014 e 2015 para discutir mudanças na relação da Igreja, especialmente com os divorciados e os gays, abertura nunca digerida pela ala conservadora.

O documento "Amoris Laetitia", fruto do encontro, sinalizou que seria possível comungar divorciados que se casaram novamente –desde que haja discernimento e uma preparação. À época, cardeais questionaram o teor do documento do papa sobre o sínodo.

Segundo vaticanistas, a oposição ao pontífice escancarada naquele encontro foi a mais clamorosa desde o concílio Vaticano 2º, realizado na primeira metade dos anos 1960 também para modernizar a igreja.

Divulgada pelo site católico dos EUA LifeSiteNews, porta-voz do conservadorismo clerical, a carta que acusa o pontífice de heresia reproduz declarações de Francisco para apontá-lo como um papa que "acredita que a atividade homossexual não é gravemente pecaminosa", que não se opõe ao aborto e que aproximou o Vaticano de protestantes e muçulmanos.

O texto menciona a palavra homossexual 22 vezes e diz que o sexo dentro do casamento é o único aceitável.

Em Roma, o entendimento é de que se trata de um documento superficial e estritamente político. Segundo o padre francês Bernard Ardura, presidente do Comitê de Ciência Histórica do Vaticano, a heresia é um dos temas mais difíceis de serem analisados –o último pontífice a enfrentar tal acusação foi João 22, no longínquo século 14.

É provável que a carta nem seja submetida à Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por julgar os delitos contra a doutrina. De acordo com um ex-auxiliar de Francisco ainda atuante no Vaticano, trata-se de uma grande bobagem.

O que é inequívoco é a escalada das investidas contra o papa e a agenda reformista que ele implementa desde 2013, quando substituiu o conservador Bento 16 após renúncia.

Além de abrir a igreja para mudanças comportamentais, Bergoglio deseja reformar a estrutura do Vaticano e aproximá-lo da vida dos fiéis.

Durante os papados de João Paulo 2º e Bento 16, temas como os tratados no sínodo da família eram considerados "princípios inegociáveis".

Já o argentino, que renega símbolos do poder papal, como indumentárias de ouro, disse que jamais poderia julgar um gay, sinalizou que a igreja deve acolher crianças de casais do mesmo sexo e já recebeu transexuais e defensores do aborto em audiências.

Para Pierantoni, que leciona filosofia medieval na Universidade do Chile, Francisco e seu grupo estão "inclinados a apoiar a chamada ética da situação", que invalida proibições como adultério e aborto.

"O papa se sente mais livre para agir e falar como uma pessoa qualquer, e ainda seguindo uma agenda política e ideológica. Ele diminuiu muito sua credibilidade", afirmou.

Indagado se a mensagem aos bispos, da qual é signatário, não sugere um golpe contra o argentino, Pierantoni preferiu não responder.

Na carta, também há acusações de que o argentino protege subordinados acusados de abuso sexual, outro tema que agita o Vaticano. Na última quinta-feira (9), o papa publicou um decreto que obriga religiosos a denunciarem casos do tipo, sob pena de também serem responsabilizados.

A maneira de enfrentar os abusos também provoca celeumas. Uma das principais discordâncias tornou-se pública no mês passado, quando outro site conservador americano publicou um texto escrito pelo papa emérito Bento 16 sobre a crise de pedofilia entre os clérigos.

Para Joseph Ratzinger, 92, a revolução sexual nos anos 1960 resultou nos abusos dentro da Igreja, pois a "liberdade sexual total" provocou um colapso mental. "Ratzinger indica a ética da situação como o mais perigoso erro da teologia moral dos últimos 60 anos. É justamente esse erro que inspira as heresias que contestamos ao papa", diz Pierantoni.

"A carta é muito superficial e ignora os resultados do sínodo da família", disse o padre Giuseppe Ruggieri, professor emérito de teologia da Universidade de Catania, na Sicília, e defensor da agenda de Bergoglio.

Ruggieri afirma que os ataques da direita conservadora com raízes na igreja são organizados e cita Steve Bannon –ex-estrategista de Donald Trump, atualmente criando raízes entre os partidos conservadores europeus– como um dos "encorajadores" do movimento contra o papa.

Francisco nunca respondeu aos detratores –um auxiliar disse que ele prefere falar pelo silêncio. Na semana passada, o pontífice comentou que estes são tempos em que os insultos se tornaram normais.

"Um político insulta o outro, um vizinho insulta o outro, também nas famílias um insulta o outro. Não sei dizer se há uma cultura do insulto, mas o insulto é uma arma na mão."

Guaidó busca ajuda do Pentágono para resolver crise na Venezuela

Guaidó busca ajuda do Pentágono para resolver crise na Venezuela

Ele discursou para dezenas de pessoas na zona leste de Caracas

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, pediu ontem (11/05) que seu representante diplomático nos Estados Unidos, Carlos Vecchio, se reúna com o Comando Sul – setor do Departamento de Defesa dos EUA responsável pela América Latina –, para uma possível cooperação para resolver a crise venezuelana.

Guaidó discursou para dezenas de pessoas em uma praça da zona leste de Caracas e reiterou que mantém com governos aliados, liderados pelos Estados Unidos, "todas as opções" sobre a mesa na busca de uma solução para seu país e que inclua a saída de Nicolás Maduro do poder. O líder oposicionista, que preside a Assembleia Nacional (Parlamento) da Venezuela, explicou que com a reunião também pretende "conseguir a pressão necessária" para acabar com a Revolução Bolivariana, no poder desde 1999.

"O tempo todo falei de cooperação (porque) a intervenção na Venezuela já existe", disse, ao denunciar a suposta participação de cubanos na Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e a presença da guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) no país.

As declarações de Guaidó são feitas 48 horas depois de o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Craig Faller, publicar uma mensagem no Twitter oferecendo ajuda ao opositor venezuelano.

"Quando Guaidó e o governo legítimo da Venezuela convidarem, vamos falar sobre o nosso apoio aos líderes da FANB para que tomem a decisão certa, que respeitem os venezuelanos primeiro, e seja restaurada a ordem constitucional. Estamos prontos", afirmou o oficial do Pentágono.

O presidente do Parlamento venezuelano, reconhecido como chefe de governo por mais de 50 países, disse na quinta-feira que o seu país já passou da "linha vermelha" para pedir cooperação militar estrangeira, mas destacou que o mecanismo depende dos países que decidam prestar assistência nesse quesito.