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Notícias Mundo

19 de janeiro de 2018

Carro que teria sido de Hitler não atinge valor mínimo em leilão nos EUA

A casa de leilões Worldwide Auctioneers disse que os lances chegaram a US$ 7 milhões (R$ 22 milhões), abaixo do mínimo de US$ 10 milhões esperados.

Um carro Mercedes-Benz 1939 que teria sido usado pelo ditador alemão Adolf Hitler (1889-1945) foi colocado para venda em um leilão em Scottsdale, Arizona (EUA) nesta semana, mas os lances não atingiram o valor mínimo e veículo não foi vendido.

A casa de leilões Worldwide Auctioneers disse que os lances chegaram a US$ 7 milhões (R$ 22 milhões), abaixo do mínimo de US$ 10 milhões esperados. Mas "as negociações pós-leilão continuam", disse a Worldwide Auctioneers -ou seja, o carro ainda pode ser vendido.

O Mercedes-Benz 770K Grosser Offener Tourenwagen, fabricada em 1939, é um dos apenas cinco carros do tipo existentes. A casa de leilões afirma que o veículo foi encomendado por Hitler e usado por ele em desfiles durante seu governo. O veículo foi tomado pelo Exército norte-americano depois da vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial.

Mercedes-Benz 770K Grosser Offener Tourenwagen.(Foto: Reprodução)

Para a Worldwide Auctioneers, o carro tem valor histórico e é "um memorial definitivo da vitória dos Aliados sobre o mal". A casa de leilões sofreu críticas, porém, devido à venda do carro, com preocupações em relação à compra de artefatos nazistas por simpatizantes da ideologia.

Em resposta, a casa de leilões prometeu doar 10% do valor de venda do veículo ao Centro Simon Wiesenthal, uma organização não-governamental judaica de direitos humanos.

Mercedes-Benz 770K Grosser Offener Tourenwagen.(Foto: Reprodução)

Outros questionam o valor histórico do carro: "Há muitas Mercedes nas quais Hitler se sentou. Por isso, atribuir valor histórico a esse veículo só porque Hitler uma vez encostou seu 'derrière' nele...", disse o historiador Michael Rubinoff, da Universidade Estadual do Arizona, ao jornal "Arizona Republic".

18 de janeiro de 2018

Em resposta, Trump diz que não mudou de ideia sobre muro

"O muro é o muro, ele nunca mudou ou evoluiu desde o primeiro dia que concebi isso", escreveu Trump em uma rede social

O presidente americano Donald Trump disse nesta quinta-feira (18) que não mudou de ideia sobre o muro que ele quer construir na fronteira com o México.

A declaração é uma resposta à informação divulgada na quarta (17) pelo jornal "Washington Post" de que o próprio chefe de gabinete de Trump, John kelly, teria dito que o presidente estava "mal informado" quando prometeu criar uma barreira física entre os dois países, mas ele já teria "evoluído" desde a campanha.

"O muro é o muro, ele nunca mudou ou evoluiu desde o primeiro dia que concebi isso", escreveu Trump em uma rede social.

Para Kelly, a proposta de construir um muro de ponta a ponta na fronteira é praticamente impossível.

Trump, porém, discordou publicamente do general. "Nunca foi a intenção construir [o muro] em áreas em que há uma proteção natural, como montanhas, campos ou rios e águas de difícil acesso", disse o presidente.

Ele também voltou a dizer que pretende fazer o país vizinho pagar pela barreira. "O muro será pago direta ou indiretamente, ou por um reembolso a longo prazo, pelo México, que tem um ridículo superávit comercial de US$ 71 bilhões com os EUA", disse ele. "O muro de US$ 20 bilhões é uma 'mixaria' comparado com o que o México ganha dos EUA".

Durante o encontro com parlamentares na quarta, Kelly, um dos representantes da ala mais moderada do governo, teria dito a democratas que não acreditava ser possível cobrar do governo mexicano o dinheiro para financiar a construção do muro.

A barreira é uma das principais promessas de campanha de Trump, que tinha como um de seus maiores bordões durante a campanha a frase "América em primeiro lugar". Ele defende que o muro vai ajudar a controlar a imigração ilegal, a criminalidade e o tráfico de drogas e armas.

O debate acontece em um momento que o republicano Trump tenta negociar com os democratas um acordo para garantir US$ 18 bilhões (R$ 57,8 bilhões) no orçamento federal para financiar a construção do muro. Em troca, o presidente estaria disposto a aceitar um plano que garanta a permanência nos Estados Unidos dos "dreamers" (sonhadores), como são chamados os imigrantes que chegaram ao país quando ainda eram crianças.

A permanência deles nos EUA está sob risco depois que Trump revogou o programa que garantia seu status legal.

17 de janeiro de 2018

Conheça os Turpin,família que manteve os 13 filhos presos na Califórnia

Imagens que David Allen e Louise Anna Turpin exibiam nas redes sociais eram muito diferentes do que a polícia encontrou em sua casa; eles estão presos.

Tudo indicava que uma típica "família feliz" vivia no número 160 da via Muir Woods, em Perris, Califórnia.

Pelo menos era o que acreditavam muitos dos vizinhos e pessoas próximas a David Allen e Louise Anna Turpin, de 57 e 49 anos, respectivamente - os pais que mantiveram seus 13 filhos em cativeiro.

Uma das filhas, de 17 anos, conseguiu fugir no último domingo e chamar a polícia de um celular que encontrou dentro da casa, localizada a cerca de 95 quilômetros de Los Angeles.

Quando os agentes chegaram ao local, encontraram alguns dos irmãos, com idades entre dois e 29 anos, amarrados com correntes e cadeados.

De acordo com as autoridades, os filhos do casal estavam trancados "em um ambiente sombrio e com mau cheiro".

"As vítimas aparentavam estar desnutridas e muito sujas", afirmou a polícia.

Uma família sorridente

A cena encontrada pelos policiais contrasta com as fotos exibidas pela família nas redes sociais, nas quais aparecem visitando locais turísticos como a Disney ou Las Vegas.

Várias fotos mostram a família visitando a Disney (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

Em muitas dessas fotos, os filhos aparecem usando o mesmo tipo de roupa, como se fosse um uniforme. Todos parecem pálidos, mas sorridentes.

Os moradores das casas próximas agora se perguntam se deviam ter desconfiado de algo, afinal as crianças, adolescentes e adultos eram pouco vistos pela vizinhança.

O casal permanece detido sob fiança de US$ 9 milhões (cerca de R$ 29 milhões) cada. Eles são acusados de tortura e de colocarem menores de idade em situação de perigo.

Greg Fellows, chefe de polícia do condado de Riverside, explicou em uma entrevista a jornalistas o por quê de as autoridades estarem falando em tortura.

"Como vocês podem bem imaginar, ter 17 anos, mas aparentar 10, estar acorrentado a uma cama, estar desnutrido e ter lesões associadas a isso é o que eu chamaria de tortura."

Fellows acrescentou que não foram encontradas evidências de abuso sexual ou doença mental por enquanto, mas lembrou que a investigação acaba de começar.

"Não posso entrar nos detalhes da conversa, mas pareceu que a mãe ficou perplexa diante da razão pela qual estávamos na casa."

Problemas financeiros

De acordo com registros públicos, o casal viveu no Texas por muitos anos, se mudando para a Califórnia em 2010.

Anna Turpin, de acordo com esses documentos, trabalhava como dona de casa, sem renda, enquanto David Turpin aparece com um emprego relativamente bem remunerado como engenheiro da empresa Northrop Grumman, do setor de tecnologia de defesa.

Mas com tantos filhos e uma esposa sem trabalhar fora, os registros sugerem que as despesas excederam a renda de David, e ele teve que declarar falência duas vezes.

Imagem mostra um dos últimos momentos em família registrados no Facebook, em 2016; a polícia não sabe por quanto tempo a casa em que viviam funcionou como cativeiro (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

Documentos bancários mostram que ele ganhou mais de US$ 140 mil (cerca de R$ 451 mil) em 2011, mas as despesas da família excederam seu salário líquido em mais de US$ 1 mil (R$ 3,2 mil) por mês.

A página do Facebook da família mostra várias fotos e vídeos deles, aparentemente felizes e sorridentes - com muitas postagens contendo comentários de familiares ou amigos.

As imagens indicam que os cônjuges renovaram seus votos de casamento várias vezes nos últimos anos, muitas delas com a presença dos filhos.

Em uma série de vídeos, o casal é visto na Capela de Elvis em Las Vegas, no qual David Turpin diz à esposa: "Eu te ofereço este anel como símbolo do meu amor, babe, babe".

As crianças riem na companhia de um imitador de Elvis Presley, e aplaudem quando o casal se beija.

Escola domiciliar

James e Betty Turpin, os avós das crianças, afirmaram à imprensa americana que seus netos eram "educados em casa".

No site do Departamento de Educação da Califórnia, David Turpin está registrado como o diretor da Sandcastle Day School, uma escola privada.

A escola abriu em março de 2011, de acordo com o site, e há seis estudantes matriculados lá, todos em diferentes séries.

Na Califórnia, as escolas privadas operam fora da jurisdição do Departamento de Educação.

Os alunos e seus pais ou responsáveis legais são diretamente encarregadas por essas escolas, e o Estado não tem autoridade para monitorá-las ou avaliá-las.

Professores também não precisam ter uma qualificação validada pelo Estado para atuar nelas.

Os avós asseguraram que os netos recebiam uma "educação escolar muito rigorosa em casa", e que tinham que memorizar longas passagens da Bíblia.

Apesar disso, a Sandcastle Day School figura nos registros públicos como uma escola "não religiosa".

Os avós afirmaram que acharam os netos "magros" quando visitaram a família pela última vez, mas que aparentavam fazer parte de uma "família feliz".

Mas disseram também que não viam a família havia quatro ou cinco anos, embora falassem com eles por telefone.

O casal assegurou que os Turpin eram vistos pela comunidade como uma "boa família cristã", e que "Deus os convocou" para ter tantos filhos.

Perfil do casal no Facebook tem dezenas de fotos da família entre os anos de 2010 e 2016 (Foto: David-Louise Turpin/Facebook)

O que pensam os vizinhos

No entanto, um dos vizinhos da casa dos Turpin disse à agência de notícias Reuters que a família "era uma daquelas sobre a qual realmente não se sabia nada".

"Olhando em retrospecto, jamais imaginaríamos algo assim, mas havia sinais de alerta. Não há como você nunca ver ou ouvir nove crianças", disse Kimberly Milligan.

Essa vizinha lembrou que, em uma ocasião, cumprimentou algumas da crianças enquanto elas colocavam decorações de Natal nos arredores da casa.

Ao vê-la, contou, os irmãos permaneceram imóveis, "como se quisessem ficar invisíveis".

Andrew Santillan, que também vive na vizinhança, disse à rede CBS que nem sabia que havia crianças e adolescentes na casa.

Nicole Gooding, que vive no bairro há três anos, disse à Reuters que viu a família a primeira vez dois meses atrás, quando mãe e filhos estavam limpando o jardim.

Um advogado que representou o casal em sua última declaração de falência, Ivan Trahan disse ao jornal Los Angeles Times que ele e a mulher sempre viram os Turpin como "pessoas muito agradáveis, que falavam muito bem de seus filhos".

16 de janeiro de 2018

Maduro acusa bispos que chamaram regime de corrupto de crime de ódio

No último domingo (14), Víctor Hugo Basabe, bispo de San Felipe, no Estado de Yaracuy, pediu a Nossa Senhora que livrasse o país "da peste da corrupção política que conduziu o país à ruína moral, econômica e social"

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta segunda-feira (15) que sejam investigados por crime de ódio dois bispos que chamaram o regime de corrupto na missas do Dia de Nossa Senhora Divina Pastora.

No último domingo (14), Víctor Hugo Basabe, bispo de San Felipe, no Estado de Yaracuy, pediu a Nossa Senhora que livrasse o país "da peste da corrupção política que conduziu o país à ruína moral, econômica e social".

Já Antonio López Castillo, arcebispo de Barquisimeto, no Estado de Lara, pediu que livrasse os venezuelanos da fome e da corrupção. "Não acreditamos na miséria. Já chega de fome", disse o monsenhor durante a missa.

Os dois foram aplaudidos pelos fiéis. Maduro encarou as declarações como ataques ao regime e solicitou à Justiça, ao Ministério Público, à Controladoria-Geral e à Defensoria do Povo -todos controlados por ele- a investigação.

"Ele [Basabe] chamou o povo chavista de peste, deveriam ver [...] se as palavras emitidas por alguns desses personagens não correspondem a verdadeiros delitos de ódio que pretendem gerar enfrentamentos", disse.

"Somos cristãos, já não acreditamos em intermediários e menos ainda nesses diabos de batina, amamos nosso Deus criador, nossa Divina Pastora, mas veio um diabo de batina a incitar ao enfrentamento entre venezuelanos."

Criada pela Assembleia Constituinte, totalmente composta por aliados do regime, a Lei Constitucional contra o Ódio, pela Convivência Pacífica e a Tolerância prevê penas de até 20 anos de prisão a quem promova o que a Justiça julgar como o ódio.

Também propõe a cassação do registro de partidos e o fechamento de organizações e meios de comunicação que o fizerem. A oposição acusa o chavismo de usar a lei para ilegalizar qualquer tipo de organização crítica.

Os primeiros a serem enquadrados na nova lei foram um homem e uma mulher que foram presos no último dia 3 em Naguanagua, no Estado de Carabobo, em uma manifestação contra a falta de comida na cidade.

Casal é preso por manter 13 filhos acorrentados nos EUA

Polícia foi alertada por uma das filhas que conseguiu escapar; autoridades confundiram filhos de até 29 anos com crianças, por causa da desnutrição

Uma mulher e um homem foram presos na noite desta segunda-feira (15) em Perris, na Califórnia, suspeitos de manterem os 13 filhos, com idades entre 2 e 29 anos, acorrentados, famintos e imersos na sujeira na casa dos pais.

Louise Anna Turpin e David Allen Turtpin foram presos depois que uma das filhas do casal, uma jovem de 17 anos, fugiu da casa no domingo (14) e chamou a polícia. A adolescente telefonou para o serviço de emergência 911 de um celular que encontrou na residência.

A adolescente, que estava "magérrima" e parecia ter apenas dez anos, segundo a polícia, "afirmou que seus doze irmãos e irmãs eram mantidos em cativeiro na casa por seus pais, detalhando que alguns estavam acorrentados".

Ainda não se sabe por quanto tempo os filhos foram mantidos em cativeiro.

A princípio, a polícia pensou que se tratava de 12 menores, "desnutridos e muito sujos", mas depois percebeu que havia sete adultos, com idades entre 18 e 29 anos.

Seis das 13 vítimas (incluindo a adolescente que fugiu) eram menores, e a mais nova tinha apenas dois anos.

As autoridades fixaram uma fiança de US$ 9 milhões para os pais, denunciados por tortura, cárcere privado e por colocar os filhos em risco.

Interrogados pela polícia, os pais não puderam "dar qualquer explicação razoável sobre por que motivo mantinham os filhos acorrentados".

As vítimas foram alimentadas e estão recebendo tratamento, enquanto os serviços de defesa da infância abriram uma investigação. Não há informações sobre o estado de saúde dos filhos do casal.

Vizinhança

Kimberly Milligan, vizinha dos Turpin, disse ao jornal "Los Angeles Times" que muitas coisas eram estranhas "naquela família": as crianças "eram muito pálidas, tinham o olhar vazio e nunca saíam para brincar, apesar de serem numerosas".

"Eu achava que eles estudavam em casa", algo relativamente frequente nos Estados Unidos, acrescentou Milligan. "Sentíamos que havia algo estranho mas não queríamos pensar mal daquela gente.

A Família

David Turpin aparece no registro do Diretório Escolar da Ca