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Notícias Mundo

22 de junho de 2018

21 de junho de 2018

Premiê é a 2ª chefe de governo à dar a luz no exercício do cargo

A primeira-ministra da Nova Zelândia se tornou a segunda chefe de governo nos últimos anos a ter um filho durante o exercício de seu mandato.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, 37 deu à luz a uma menina nesta quinta-feira (21) em um hospital de Auckland e se tornou a segunda chefe de governo nos últimos anos a ter um filho durante o exercício de seu mandato.

A criança é o primeiro filho de Ardern e seu marido, o jornalista Clarke Gayford, 40. A menina nasceu com 3,3 quilos. Em sua conta no Instagram, a premiê informou que ela e filha passam bem.

Premiê da Nova Zelândia dá à luz a uma menina no exercício do cargo. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ela é a segunda mulher a dar à luz enquanto exerce o principal cargo de um governo -a primeira foi Benazir Bhutto, primeira-ministra do Paquistão em 1990. 

Ardern, no entanto, minimizou o significado de ter um filho enquanto está no poder.

"Muitas pessoas fazem malabarismos em suas vidas pessoais e privadas, e não sou alheia a isto. Muitas mulheres realizaram múltiplas tarefas antes de mim e eu quero reconhecer isto", afirmou ao anunciar a gravidez em janeiro.

O plano de Ardern prevê que ela vai tirar seis semanas de licença-maternidade antes de voltar ao trabalho. Nesse período, o vice-primeiro-ministro, Winston Peters, responde pela função interinamente.

O acordo prevê que a primeira-ministra será consultada sobre as principais decisões, inclusive de segurança nacional.

Ela descobriu que estava grávida seis dias depois de conseguir o apoio do Parlamento para formar o novo governo neozelandês.

A Nova Zelândia tem um histórico de ideias progressistas: foi o primeiro país em que as mulheres tiveram o direito a voto, em 1983, e Ardern é a terceira primeira-ministra da história.

A primeira premiê, Helen Clark (1999-2008), parabenizou Ardern, por meio de uma rede social: "Que dia orgulho...qualidade de gênero em ação. Esta é a Nova Zelândia do século 21".

No início do mandato, Ardern ajudou a aprovar uma lei que estende a licença parental remunerada no país de 18 para 22 semanas, mas seu bebê nasceu antes de a lei entrar em vigor, em 1º de julho. A Nova Zelândia permite que os pais dividam o tempo de licença entre eles, como pretendem fazer Ardern e Gayford.

Gorila que se comunicava por linguagem de sinais morre aos 46 anos

Koko podia não só se comunicar com sinais como também expressava sentimentos e demonstrava ter senso de humor em suas conversas.

Conhecida por se comunicar com humanos por linguagem de sinais, a gorila Koko morreu nesta terça (19) aos 46 anos. A informação foi divulgada pela Gorilla Foundation, ONG criada pela psicóloga de animais Francine Petterson em homenagem à Koko. 

(Foto: Divulgação/Gorilla Foundation)

A gorila nasceu em 1971 no zoológico de São Francisco (EUA) e passou seus últimos dias de vida no centro de preservação da instituição em Woodside, na Califórnia. Separada de sua mãe ainda filhote para tratar uma doença intestinal, Koko foi adotada por Petterson, que investigava a capacidade de gorilas aprenderem a linguagem de sinais, um projeto da Universidade de Stanford. 

As duas começaram a criar laços familiares e Koko reconhecia a pesquisadora como mãe. Aos sete, a gorila foi capa da revista National Geographic, com uma foto tirada por ela mesma. Koko podia não só se comunicar com sinais como também expressava sentimentos e demonstrava ter senso de humor em suas conversas. 

(Foto: Divulgação/Gorilla Foundation)

Koko se tornou amiga de celebridades como o ator Robin Williams e Flea, o baixista do Red Hot Chili Peppers. Quando foi informada da morte do ator, em 2014, Koko ficou visivelmente triste. No comunicado divulgado pela Gorilla Foundation, a ONG disse que continuará honrando o legado de Koko.

"Vamos avançar em nossa missão com o projeto, incluindo os esforços pela preservação da Africa, o santuário [de gorilas] em Maui e o aplicativo de linguagem de sinais com a imagem de Koko que deve ajudar crianças e gorilas".

49 crianças brasileiras estão separadas de pais nos EUA, mostra nova lista

A lista foi atualizada na última sexta-feira (15) pelo Departamento de Saúde americano, que administra as instituições para menores.

Uma nova lista compilada pelo governo dos Estados Unidos e enviada a autoridades do Brasil mostra que pelo menos 49 crianças brasileiras estão em abrigos para menores pelo país, separadas dos pais.

O número é o sêxtuplo das oito ocorrências que eram de conhecimento do consulado brasileiro em Houston, como informado nesta quarta (20) pela Folha de S.Paulo. Um dos abrigos, que fica em Chicago, concentra 21 crianças brasileiras. Em outro, são oito. Mas, na maioria deles, há apenas uma ou duas crianças.

A lista foi atualizada na última sexta-feira (15) pelo Departamento de Saúde americano, que administra as instituições para menores. Mas não inclui os nomes das crianças, idades e nem mesmo a cidade ou estado em que fica o abrigo. "É uma lista muito precária, mas nós vamos correr atrás das crianças a partir dela", disse à reportagem o cônsul-geral-adjunto do Brasil em Houston, Felipe Costi Santarosa.

As crianças já identificadas têm entre 5 e 17 anos e estão espalhadas pelos EUA, em estados tão diversos quanto Arizona, Califórnia e Nova York.

A reportagem teve acesso ao documento e identificou a localização das 15 instituições que receberam os brasileiros. A maior parte das crianças está na região de Chicago, que concentra 29 delas. Oito estão no estado fronteiriço do Arizona, sete, no Texas, e duas, na Califórnia. Também há menores brasileiros em instituições da Flórida e de Nova York.

Os pais, por outro lado, estão em prisões federais próximas à fronteira -ou seja, a até 3.500 km de distância dos abrigos. Na maior parte dos casos, eles não sabiam do paradeiro das crianças até que o consulado brasileiro fizesse contato.

Crianças imigrantes têm sido separadas dos pais ao atravessarem a fronteira dos EUA, em decorrência da política de tolerância zero da administração de Donald Trump -que, em abril, passou a processar criminalmente os estrangeiros pelo crime de travessia ilegal, enviando-os a presídios federais.

Desde então, pelo menos 2.000 crianças foram apartadas dos pais e encaminhadas a abrigos, num período de seis semanas, segundo o governo americano. Nesta quarta, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva (equivalente a um decreto presidencial) determinando que os integrantes de famílias detidas na fronteira fiquem juntos enquanto transcorre o processo pela entrada ilegal.

A gestão de Donald Trump argumentava que estava cumprindo a lei, que não permite a permanência de um menor em um presídio federal.

Mas, diante das críticas, o presidente assinou nesta quarta (20) uma ordem executiva (equivalente a um decreto presidencial) determinando que os integrantes de famílias detidas na fronteira fiquem juntos enquanto transcorre o processo pela entrada ilegal.

O governo brasileiro, por meio dos consulados nos EUA, tem acompanhado os casos e tentado reconectar as famílias -que, na grande maioria das vezes, desconhecem o paradeiro dos menores.

Grande parte dos imigrantes não tem advogado, porque não consegue pagar por um. Como estão detidos, a maioria acaba demorando semanas para localizar o(s) filho(s).

Agora, a lista das 49 crianças será redistribuída aos consulados brasileiros nos EUA, a fim de identificar e conectar as famílias.

As condições dos abrigos visitados até aqui, destaca Santarosa, do consulado de Houston, é boa. As crianças conviviam com grupos da mesma idade, e eram bem tratadas.

A orientação do Itamaraty é que os consulados façam visitas regulares aos menores e mapeiem todos os abrigos nos EUA para a identificação de novos casos de brasileiros.

20 de junho de 2018

18 de junho de 2018

Separação de criança imigrante dos pais nos EUA é alvo de críticas

Até mesmo a atual primeira-dama, Melania Trump, disse em nota neste domingo que "detesta ver as crianças separadas de suas famílias".

A prática de separar crianças imigrantes de seus pais na fronteira dos EUA com o México, que já distanciou cerca de 2.000 famílias nas últimas semanas, tem provocado forte reação nos Estados Unidos, inclusive de aliados do presidente Donald Trump, e pode forçar o governo a voltar atrás.

Neste domingo (17), foi a ex-primeira-dama Laura Bush, mulher do republicano George W. Bush, que saiu em defesa das crianças. Em artigo no jornal Washington Post, ela afirmou que a separação das famílias "parte seu coração".

"Eu moro em um estado fronteiriço [Texas]. Eu aprecio a necessidade de cumprir a lei e proteger nossas fronteiras, mas essa política de tolerância zero é cruel. É imoral", escreveu.

Até mesmo a atual primeira-dama, Melania Trump, em um raríssimo pronunciamento, disse em nota neste domingo que "detesta ver as crianças separadas de suas famílias" e espera que "os dois lados possam finalmente se unir para obter uma reforma de imigração bem-sucedida".

Há cerca de dois meses, o governo Trump decidiu adotar uma política de "tolerância zero" contra quem cruza a fronteira ilegalmente. Com isso, adultos são processados criminalmente pela travessia ilegal, e encaminhados a presídios federais. As crianças, que por lei não podem permanecer nesses estabelecimentos, acabam sendo enviadas para abrigos mantidos pelo governo, e ficam sem contato com os pais.

Os abrigos estão quase lotados: atualmente, há pouco mais de 10 mil crianças imigrantes detidas, uma lotação de 95%.

"É um abuso inconcebível", disse o diretor do conselho de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Zeid Ra'ad al-Hussein, nesta segunda (18).

Antes, o governo americano optava por tratar dos casos em cortes de imigração, sem o indiciamento criminal, e as famílias eram mantidas unidas em centros de detenção para imigrantes.

Trump, por outro lado, tem culpado os democratas pelas leis que, segundo ele, determinam a separação das crianças -embora a remoção massiva seja uma prática recente de sua administração.

"MUDEM AS LEIS!", escreveu o presidente, em caixa alta, nas redes sociais nesta manhã. Segundo ele, a administração tem apenas cumprido as leis, uma prática que foi defendida pelo secretário de Justiça, Jeff Sessions, com uma citação bíblica, argumentando que "Deus consagrou os governantes para seu propósito".

"Eles [os pais] é que descumpriram a lei, eles é que colocaram suas próprias crianças em risco durante a jornada", afirmou Sessions, na última quinta (14).

Trump ainda argumentou que as crianças são usadas por "alguns dos piores criminosos da terra" como um meio de entrar no país.

A preocupação com tráfico humano é, de fato, um dos motivos pelos quais a separação de crianças foi historicamente adotada nos EUA. Em caso de suspeita de o suposto pai ou mãe ser, na verdade, um coiote ou traficante, as crianças são levadas a abrigo. Mas não é esse o caso da maioria dos 2.000 menores separados dos pais nas últimas semanas.

O presidente irá se reunir com deputados republicanos nesta terça-feira (19). Trump tem usado a controvérsia como forma de reforçar o apelo pela reforma das leis de imigração do país, que ele considera fracas.

Já alguns republicanos, incomodados com a repercussão negativa da separação das famílias, devem pressionar o presidente a voltar atrás em sua política de "tolerância zero".

Direitista Iván Duque, 41, vence eleição presidencial na Colômbia

Mesmo com Duque representando uma força política tradicional, o uribismo, vários analistas políticos chamaram a atenção para a renovação geracional que ele encarna.

O direitista Iván Duque, 41, venceu neste domingo (17) o segundo turno da eleição colombiana e assumirá em 7 de agosto como presidente do país, sucedendo Juan Manuel Santos (2010-18).

Afilhado político do ex-mandatário Álvaro Uribe (2002-10), Duque obteve 53,9% dos votos contra 41,8% de seu rival, o esquerdista, ex-prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro do M-19 Gustavo Petro, 58.

Esse era o placar da contagem do órgão eleitoral colombiano com 99,9% das mesas contabilizadas; portanto, já era considerado irreversível. Os votos em branco foram 4%.

Assim que o anúncio foi feito, começaram a ser ouvidas buzinas na região de classe média alta de Chapinero, em Bogotá. O comparecimento às urnas foi menor do que no primeiro turno, quando 52% dos registrados votaram, mas o número oficial não era conhecido até a conclusão desta edição, às 21h de domingo.

Iván Duque, ao lado de sua Vice-presidente Marta Lúcia Ramirez(Reprodução/Instagram)

A justificativa ouvida pela reportagem nos últimos dias da semana passada daqueles que não iriam votar no segundo turno era, essencialmente, a de que acreditavam que ambas as opções eram extremas.

"Eu considero que os dois são tragédias. Então voto em branco, porque assim não compactuo com nenhum dos dois desastres", disse o escritor antioquenho Hector Abad Faciolince.

Mesmo com Duque representando uma força política tradicional, o uribismo, vários analistas políticos chamaram a atenção para a renovação geracional que ele encarna.

"É preciso entender que essa eleição foi histórica apesar desse segundo turno polarizado. Até a passada, era impossível pensar num espaço de centro com votação elevada. Pois tivemos, no primeiro turno, 4,6 milhões de votos para Sergio Fajardo", observou o analista político e diretor do instituto Ipsos, Javier Restrepo.

"Também era impensável conceber um esquerdista e ex-guerrilheiro tão bem votado no segundo turno, como foi Petro. São sinais de uma Colômbia em transformação, apesar da predominância do uribismo", completou o especialista.

Houve movimentação nos centros de votação logo cedo. Depois, Bogotá parecia deserta, pelo menos durante os jogos da Copa do Mundo entre México x Alemanha e Brasil x Suíça.

Quando esse último terminou, ainda faltava uma hora para que fechassem as portas dos centros de votação, e muitas pessoas foram correndo para chegar às urnas a tempo.

No maior centro de votação da cidade, o Corferias, foram vistas filas de pessoas que acabaram ficando do lado de fora. Policiais continham os atrasados, e muitos ficaram com o nariz nas portas de vidro.

Ao votar, Duque afirmou: "Venho ratificar meu desejo de que a Colômbia seja governada por uma nova geração. Fizemos uma campanha de soluções, e não de agressões".

Já Petro apelou à superstição: "Se o México ganhou da Alemanha, é porque também é possível que nossa candidatura vença hoje", disse, bem-humorado.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, votou pela manhã em Bogotá e afirmou que essas eleições são históricas por serem as primeiras em muitas décadas em que se votou "com segurança, com transparência e com paz".

Prova disso, acrescentou o ex-delfim de Uribe, é que os dois finalistas "sempre foram meus opositores, mas nunca tiveram um enfrentamento sério comigo ou com meu governo, que sempre respeitou a oposição; e demos a ambos as garantias para que fossem candidatos com liberdade e segurança".

15 de junho de 2018

Portugal aprova uso da maconha para fins medicinais

A nova lei entra em vigor no dia 1º de julho e prevê que a cannabis poderá ser vendida com receita médica e comprada em farmácias.

O parlamento português aprovou hoje (15) o uso da maconha (cannabis) com finalidade medicinal. O cultivo para uso próprio fica proibido.

A iniciativa, originada de dois projetos de lei, um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), contou com o apoio do Partido Socialista (PS) e recebeu votos favoráveis de quase todos os outros partidos, exceto do Partido Popular (CDS-PP) que se absteve.

A nova lei entra em vigor no dia 1º de julho e prevê que a cannabis só poderá ser consumida de forma medicinal, com receita médica e comprada em farmácias.

Os medicamentos, para serem comercializados, precisarão de autorização prévia da Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). O Estado fica autorizado a produzir medicamentos, através do Laboratório Militar. A lei normatiza que o Estado deve estimular a investigação científica nessa área.

Carta aberta

Em janeiro deste ano, uma carta aberta assinada por uma centena de médicos, enfermeiros, psicólogos, investigadores e autoridades da área da saúde pedia a legalização do uso terapêutico da maconha. O documento defendia que a "planta da cannabis tem inúmeros efeitos medicinais que podem e devem ser colocados ao serviço das pessoas. A legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde".

O texto do projeto de lei do Bloco de Esquerda ressalta a eficácia da cannabis em situações de tratamento da dor, diminuição da náusea e vômitos associados à quimioterapia e estimulação do apetite. Além disso, cita a eficiência da utilização "no caso da doença de Alzheimer, na esclerose lateral amiotrófica, no glaucoma, no diabetes, nos distúrbios alimentares, na distonia, na epilepsia, na epilepsia infantil, na fibromialgia, nos distúrbios gastrointestinais, nos gliomas, na hepatite C, no VIH, na doença de Huntington, na incontinência, na esclerose múltipla, na osteoporose, na doença de Parkinson, no stress pós-traumático, na artrite reumatóide, na apneia do sono", entre outras.

14 de junho de 2018

Putin quer usar a Copa para mostrar que não está isolado do Ocidente

Copa do Mundo chama a atenção para o país como potência global fora da esfera dos conflitos armados internacionais.

Após ser reeleito em uma eleição contestada, o presidente Vladimir Putin quer usar a Copa do Mundo para melhorar sua imagem internacional e mostrar que não está isolado do Ocidente.

Um trabalho gigantesco foi colocado em prática para a realização do mundial. Além dos estádios, novos terminais de aeroportos foram construídos, como em Saransk. Calçadas foram refeitas. O metrô recebeu placas em inglês para orientar os turistas que, até então, eram obrigados a se orientar em cirílico pelo complexo sistema metroviário.

Nada deve perturbar a competição, o líder do Kremlin deixou claro objetivo nacional: mostrar ao mundo a melhor face do país, de acordo com o jornal francês “Le Monde”. As medidas de segurança são bastante rigorosas, uma vez que o Estado Islâmico fez uma série de ameaças contra o mundial.

Na quarta-feira (13), um dia antes do início da competição, Putin agradeceu à Fifa por separar a política do esporte. Mas isso é possível?

Foto: Reprodução/Kremlin

A Copa do Mundo, assim como os Jogos Olímpicos de Sochi, chama a atenção para a Rússia como potência global fora da esfera dos conflitos armados internacionais.

Embora os russos não sejam fãs do futebol e sua seleção não tenha esperanças de estar entre as finalistas, o evento pode ajudar a promover o orgulho nacional e a neutralizar a impressão de que o Ocidente isolou a Rússia por meio de sanções internacionais e expulsões diplomáticas.

Na avaliação de Gleb Pavlovsky, analista político e ex-consultor do Kremlin, ouvido pelo “New York Times”, o país está passando por um período de isolamento. “É importante para a Rússia mostrar que ainda somos membros do clube de grandes potências”, afirma.

A abertura da competição, o confronto de Rússia contra Arábia Saudita, nesta quinta-feira (14) no estádio Luzhniki, em Moscou, contará com a presença do príncipe herdeiro saudita, Mohammed Ben Salman, que é um dos poucos líderes estrangeiros a se deslocar até lá.

Porém, a polêmica com o Reino Unido por causa do envenenamento do ex-espião russo Serguei em território britânico, que terminou com uma tensão diplomática com vários países do mundo, fez com que líderes políticos ingleses e a família real desistissem de comparecer ao evento.

Eleição

O chefe de estado russo mantém sua popularidade apoiado no trauma da crise após o fim da União Soviética e por manter a economia nos eixos desde sua primeira eleição, em 1999.

Putin conseguiu em março deste ano mais um mandato para ficar no poder até 2024. Favorito desde o início, seu principal opositor, Alexei Navalny, foi proibido de concorrer.

Estados Unidos querem avanço com Kim Jong-un até fim de 2020

Trump e o lider norte coreano se encontraram na última terça-feira (12) para discutir a desnuclearização da Coreia do Norte.

Os EUA esperam avançar na desnuclearização da Coreia do Norte, promessa resultante da inédita cúpula entre o presidente do país e o ditador norte-coreano realizada nesta semana, até o final de 2020, quando Donald Trump conclui seu atual mandato na Casa Branca.

"Nós esperamos conseguir atingir um significativo desarmamento nos próximos dois anos e meio ou algo próximo disso", afirmou o secretário de Estado Mike Pompeo nesta quarta-feira (13).

É a primeira menção a um prazo para o fim das armas nucleares no país, estabelecido em declaração conjunta assinada por Kim Jong-un e Trump na terça (12).

O histórico encontro enfraquece as chances de um conflito nuclear e diminui a tensão após um ano marcado pela troca de ofensas e ameaças entre os dois mandatários.

Mas a declaração final da reunião foi considerada vaga demais por especialistas, por repetir promessas descumpridas no passado e não estabelecer prazos nem um cronograma de verificação para que a prometida desnuclearização total da península Coreana seja levada a cabo.

Pompeo defendeu o documento e disse que muito do que foi negociado e acordado com os norte-coreanos não foi incluído na versão final - como, por exemplo, o consenso de que as armas nucleares do país serão verificadas e fiscalizadas "em profundidade" por observadores internacionais.

Esse é um passo fundamental para a desnuclearização. "Nós temos trabalhado nisso há meses, e estou confiante de que o processo vai se mover muito rapidamente daqui em diante", afirmou o secretário.

O Presidente Trump e o Presidente Kim Jong-un se encontraram em Singapura para debater questões sobre o desarmamento nuclear. (Foto: Reprodução/White House)

Se cumprido o prazo, sua coincidência com o fim do mandato de Trump pode embalá-lo em uma provável tentativa de reeleição.

Pesquisa divulgada nesta quarta pela Reuters, feita em parceria com a Ipsos, mostr que 51% dos entrevistados aprovam o modo como o republicano lidou com a Coreia do Norte nas negociações.

"Provavelmente vai haver um solavanco [nos índices]", afirmou à reportagem o pesquisador John Zogby, fundador de um dos principais institutos de pesquisas presidenciais nos EUA. "É um tema que está dominando a mídia, e Trump sabe como fazê-lo e como ser o foco das atenções."

Uma das formas, diz, é pelas redes sociais - como aconteceu nesta quarta (13), quando, ao chegar em Washington, o presidente disparou: "Antes de eu assumir, as pessoas achavam que iríamos para a guerra com a Coreia do Norte. O presidente [Barack] Obama disse que ela era nosso problema mais perigoso. Não é mais - durmam tranquilos nesta noite".

Atualmente, os índices de aprovação de Trump se estabilizaram acima dos 40%. São de 42%, segundo o instituto Gallup, e 49%, na Rasmussen. Está longe de ser fantástica, mas é mais confortável do que os índices do ano passado, quando bateu em 35%.

Para Zogby, Trump pode tirar vantagem do encontro e ganhar "um par de pontos" de aprovação. Apoiadores do republicano já começaram a bombar a imagem pública do presidente após a cúpula.

"Homens de negócio como Trump não temem negociações difíceis", disse o governador do Maine, Paul LePage. "A América está de volta ao centro do palco global", celebrou o deputado Todd Rokita.

Mas Zogby não vê o ponteiro subindo muito acima dos 50%. Primeiro, porque o republicano ainda é um presidente que divide o país. Enquanto 49% dos entrevistados pela Rasmussen o aprovam, 49% o desaprovam - e, entre esses, a maioria o faz "fortemente".

"O país está tão polarizado que, se você gosta de Trump, acha que a cúpúla foi a melhor coisa do mundo; se não, avalia que foi um acordo terrível", comenta Gary Nordlinger, professor da George Washington University.

Segundo, porque não se sabe qual será o desfecho das negociações com os norte-coreanos, alvo de desconfiança da população. A mesma pesquisa divulgada pela Reuters aponta que só 1 em cada 4 entrevistados diz acreditar que a cúpula levará à desnuclearização da península Coreana.

Para 40%, os países descumprirão as promessas. Pompeo inicia na semana que vem reuniões com os norte-coreanos para definir os passos do processo.

12 de junho de 2018

Trump diz que sanções à Coreia do Norte estão mantidas por enquanto

Após compromisso de Kim Jong-un com o fim da produção de armas nucleares, Trump se comprometeu a suspender os exercícios militares com Seul. Direitos humanos também foram discutidos durante encontro histórico em Singapura.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) após o encontro com Kim Jong-un, que a Coreia do Norte "já está destruindo seus principais centros de testes nucleares", mas que as sanções econômicas serão mantidas por enquanto.

Durante este 1º encontro, em Singapura, os dois líderes assinaram um documento com o compromisso da Coreia do Norte com a desnuclearização completa da península coreana. O engajamento com o fim da produção de armas nucleares era uma condição imposta pelos EUA para a realização da histórica cúpula.

Esse compromisso já consta na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril. No entanto, os dois acordos não estabelecem metas ou detalhes de como a decisão será colocada em prática para que o abandono da produção seja feito de forma completa, irreversível e verificável, como pedem os Estados Unidos.

O Presidente Donald J. Trump e líder norte-Coreano Kim Jong un, caminham juntos para a reunião bilateral expandida, terça-feira, 12 de junho de 2018, no Hotel Capella em Singapura. (foto oficial da casa branca por shealah craighead)

Em 2017 e no início de 2018, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções econômicas contra a Coreia do Norte, visando setores como do ferro, carvão, pesca, têxtil, do petróleo e derivados. As medidas restritivas, amplamente defendidas por Washington, foram aprovadas com o objetivo de pressionar Pyongyang a reduzir seus programas nuclear e armamentista.

Nesta terça, Trump afirmou que vai pressionar a Coreia do Norte a abandonar a produção de armas nucleares o mais rápido que puder, mas reconheceu que esse processo pode levar um tempo.

Trump disse que as sanções serão removidas "quando tivermos certeza de que as armas nucleares não são mais um fator [de risco]". "Eu realmente estou ansioso para retirá-las [as sanções]", garantiu.

'Jogos de guerra'

O presidente americano também anunciou a suspensão dos "jogos de guerra" na península coreana, fazendo referência aos exercícios militares feitos pelos EUA em conjunto com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte considera as manobras militares uma provocação.

Na avaliação de Trump, as manobras são caras e se tornaram inapropriadas face à nova relação estabelecida pelos Estados Unidos com a Coreia do Norte.

Até o momento, as forças de segurança dos EUA na Coreia do Sul não receberam uma orientação formal para a suspensão dos exercícios militares conjuntos, de acordo com Reuters, citando um comunicado da tenente-coronel Jennifer Lovett.

Trump disse que espera eventualmente retirar as forças dos EUA da Coreia do Sul, mas disse que essa medida não está sendo discutida no momento. Atualmente, 28 mil soldados americanos estão no país.

"Eu quero retirar os nossos soldados. Quero trazer nossos soldados de volta para casa. Mas isso não faz parte da equação agora. Espero que isso eventualmente aconteça", afirmou.

O Presidente Donald J. Trump e líder norte-Coreano Kim Jong un, participam da  reunião bilateral, terça-feira, 12 de junho de 2018, no Hotel Capella em Singapura. (foto oficial da casa branca por shealah craighead)

Na avaliação do chefe de estado americano, as negociações com Kim foram "francas, diretas e produtivas".

O presidente americano afirmou que Kim aceitou o seu convite para visitar a Casa Branca e que ele pretende visitar Pyongyang "em um certo momento".

Direitos humanos

Trump ainda afirmou que abordou a questão dos direitos humanos durante o encontro. “Nós discutimos e discutiremos mais no futuro.”

Em especial o caso do estudante americano Otto Warmbier, que morreu após ter ficado preso na Coreia do Norte. “Foi uma coisa terrível, brutal. Otto foi alguém que não morreu em vão”, afirmou.

Encontro

O documento assinado por Trump e Kim possui quatro pontos:

EUA e Coreia do Norte se comprometem a estabelecer relações de acordo com o desejo de seus povos pela paz e prosperidade;

Os dois países irão unir seus esforços para construir um regime de paz estável e duradouro na península coreana;

Reafirmando a Declaração de Panmunjon, de 27 de abril de 2018, a Coreia do Norte se compromete a trabalhar em direção à completa desnuclearização da península coreana;

Os EUA e a Coreia do Norte se comprometem a recuperar os restos mortais de prisioneiros de guerra, incluindo a imediata repatriação daqueles já identificados.

Encontro inédito

Pela primeira vez na história, líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se encontraram pessoalmente para tentar chegar a um consenso sobre o desmonte do programa nuclear e balístico da fechada ditadura comunista.

Os dois tiveram um primeiro encontro privado e depois promoveram uma reunião ao lado de seus assessores. Em seguida, participaram de um almoço ao lado de suas respectivas comitivas.

O Presidente Donald J. Trump e líder norte-Coreano Kim Jong un, apertam as mãos em encontro pela primeira vez, terça-feira, 12 de junho de 2018, no Hotel Capella em Singapura. (foto oficial da casa branca por shealah craighead)

Após este evento, os dois líderes caminharam juntos e Trump, em uma breve declaração a jornalistas, disse que o encontro estava sendo "melhor do que qualquer um poderia esperar".

Em seguida, ele mostrou sua limusine ao norte-coreano e manteve o que pareceu ser uma conversa bastante amistosa durante alguns minutos, antes de os dois se separarem e seguirem em direções opostas. Eles se reencontraram depois na sala onde assinaram a declaração.

O local do encontro foi o luxuoso hotel Capella, na ilha de Sentosa, famosa por suas praias turísticas e seus campos de golfe espetaculares. Singapura designou partes de sua região central como uma "zona especial", onde os procedimentos de segurança estão mais rigorosos. O espaço aéreo sobre a rica cidade-Estado está temporariamente restrito durante partes dos dias 11, 12 e 13 de junho.

Superando obstáculos

Quando se sentou ao lado de Kim pela primeira vez, Trump disse ter esperança de que a cúpula seria "tremendamente bem-sucedida". "Teremos um ótimo relacionamento pela frente", acrescentou. O ditador norte-coreano disse em seguida que havia enfrentado uma série de "obstáculos" para o encontro. "Nós superamos todos eles e estamos aqui hoje", disse a repórteres, por meio de um tradutor.

A reunião teve como tema o fim do programa de armas nucleares e balísticas da Coreia do Norte, cujas ambições têm sido uma fonte de tensão há décadas. Além do encontro de Trump e Kim, estavam previstas diversas reuniões entre representantes dos dois países ao longo de cinco dias.

Antes do diálogo, provocações

O inédito encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte ocorre, paradoxalmente, poucos meses depois do acirramento das tensões entre os dois países.

Somente em 2017, primeiro ano de Trump na Casa Branca, os norte-coreanos lançaram 23 mísseis. Em um deles, em novembro, a Coreia do Norte anunciou ter testado um projétil capaz de alcançar "todo o território dos Estados Unidos", segundo a emissora de TV estatal KCTV.

Em resposta, Trump anunciou sanções contra 56 empresas da Coreia do Norte, que, segundo ele, significavam "as mais importantes" já impostas a Pyongyang.

Trump também usou o Twitter para rebater as ações e os discursos de Kim Jong-un. Após o ditador da Coreia do Norte dizer que tem sempre à mesa um botão nuclear, o presidente dos Estados Unidos rebateu: "Eu também tenho um botão nuclear, mas é um muito maior e mais poderoso que o dele. E o meu botão funciona!"

Kim Jong-un se compromete com desnuclearização após encontro

Esta é a 1ª vez que líderes dos EUA e Coreia do Norte se reúnem. Acordo com quatro itens foi assinado e Trump disse que 'certamente' convidará Kim para uma visita à Casa Branca.

A Coreia do Norte se comprometeu com a desnuclearização completa da península coreana nesta terça-feira (12), durante o encontro de seu líder, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump. Os dois países "decidiram deixar o passado para trás" e "o mundo verá uma grande mudança", segundo Kim, que assinou uma declaração de quatro itens ao lado de Trump.

Em um dos quatro itens do documento, o líder norte-coreano se compromete a trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana, reafirmando o que foi determinado pela Declaração de Panmunjon, assinada em 27 de abril de 2018 pelas duas Coreias.

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead/Reprodução

O conteúdo do documento foi considerado "bastante completo" por Trump, que diz que os países estabeleceram uma ligação especial após a assinatura. O presidente americano afirmou, inclusive, que irá "certamente" convidar Kim a visitar a Casa Branca.

"Aprendi que ele é um homem muito talentoso que ama muito seu país. É um negociador de valor, que negocia em benefício de seu povo", elogiou.

O documento assinado por Trump e Kim possui quatro pontos:

  • EUA e Coreia do Norte se comprometem a estabelecer relações de acordo com o desejo de seus povos pela paz e prosperidade;
  • Os dois países irão unir seus esforços para construir um regime de paz estável e duradouro na península coreana;
  • Reafirmando a Declaração de Panmunjon, de 27 de abril de 2018, a Coreia do Norte se compromete a trabalhar em direção à completa desnuclearização da península coreana;
  • Os EUA e a Coreia do Norte se comprometem a recuperar os restos mortais de prisioneiros de guerra, incluindo a imediata repatriação daqueles já identificados.

Encontro inédito

Pela primeira vez na história, líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se encontraram pessoalmente para tentar chegar a um consenso sobre o desmonte do programa nuclear e balístico da fechada ditadura comunista, em troca de alívio econômico para o país hoje afetado por duras sanções. O esperado e histórico encontro de Donald Trump e Kim Jong-un aconteceu na manhã de terça-feira (12, horário local), em Singapura.

Os dois tiveram um primeiro encontro privado e depois promoveram uma reunião ao lado de seus assessores. Em seguida, participaram de um almoço ao lado de suas respectivas comitivas.

Após este evento, os dois líderes caminharam juntos e Trump, em uma breve declaração a jornalistas, disse que o encontro estava sendo "melhor do que qualquer um poderia esperar". Em seguida, ele mostrou sua limusine ao norte-coreano e manteve o que pareceu ser uma conversa bastante amistosa durante alguns minutos, antes de os dois se separarem e seguirem em direções opostas. Eles se reencontraram depois na sala onde assinaram a declaração.

O local do encontro foi o luxuoso hotel Capella, na ilha de Sentosa, famosa por suas praias turísticas e seus campos de golfe espetaculares. Singapura designou partes de sua região central como uma "zona especial", onde os procedimentos de segurança estão mais rigorosos. O espaço aéreo sobre a rica cidade-Estado está temporariamente restrito durante partes dos dias 11, 12 e 13 de junho.

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead/Reprodução

Quando se sentou ao lado de Kim pela primeira vez, Trump disse ter esperança de que a cúpula seria "tremendamente bem-sucedida". "Teremos um ótimo relacionamento pela frente", acrescentou. O ditador norte-coreano disse em seguida que havia enfrentado uma série de "obstáculos" para o encontro. "Nós superamos todos eles e estamos aqui hoje", disse a repórteres, por meio de um tradutor.

A reunião teve como tema o fim do programa de armas nucleares e balísticas da Coreia do Norte, cujas ambições têm sido uma fonte de tensão há décadas. Além do encontro de Trump e Kim, estavam previstas diversas reuniões entre representantes dos dois países ao longo de cinco dias.

Os EUA, temendo o desenvolvimento de mísseis nucleares que poderiam atingir o país, pedem a desnuclearização "completa, verificável e irreversível" da Coreia do Norte. Como resultado, a Coreia do Norte pode comprometer-se a apresentar um relatório sobre o atual arsenal e permitir uma verificação internacional completa.

De sua parte, Kim Jong-un parece tentar salvar a economia norte-coreana que vem sofrendo o impacto das sanções impostas pelos EUA e pela ONU. Ele disse que deseja "avançar para uma desnuclearização da península coreana", mas por meio de um processo "passo a passo", com garantias de segurança e incentivos diplomáticos e econômicos.

Antes do diálogo, provocações

O inédito encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte ocorre, paradoxalmente, poucos meses depois do acirramento das tensões entre os dois países.

Somente em 2017, primeiro ano de Trump na Casa Branca, os norte-coreanos lançaram 23 mísseis. Em um deles, em novembro, a Coreia do Norte anunciou ter testado um projétil capaz de alcançar "todo o território dos Estados Unidos", segundo a emissora de TV estatal KCTV.

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead/Reprodução

Em resposta, Trump anunciou sanções contra 56 empresas da Coreia do Norte, que, segundo ele, significavam "as mais importantes" já impostas a Pyongyang.

Trump também usou o Twitter para rebater as ações e os discursos de Kim Jong-un. Após o ditador da Coreia do Norte dizer que tem sempre à mesa um botão nuclear, o presidente dos Estados Unidos rebateu: "Eu também tenho um botão nuclear, mas é um muito maior e mais poderoso que o dele. E o meu botão funciona!"

Tensões se dissiparam

A tentativa de aproximação entre as coreias do Sul e do Norte — aquecida, inclusive, pela união dos dois países na abertura da Olimpíada de Inverno — levou, em abril, os líderes das nações separadas a um encontro histórico em que ambos os lados discutiram a desnuclearização da península.

Enquanto ocorriam as negociações para o encontro coreano. Trump surpreendeu ao dizer que Kim Jong-un o havia convidado para reunião — e que ele havia aceitado o convite.

Trump, que não participou do anúncio, comentou no Twitter. "Kim Jong Un falou sobre a desnuclearização com os representantes sul-coreanos, não apenas um congelamento. Além disso, nenhum teste de mísseis pela Coreia do Norte durante esse período. Grandes progressos estão sendo feitos, mas as sanções permanecerão até que um acordo seja alcançado. Reunião sendo planejada!", escreveu.

Pouco tempo depois, o então diretor da CIA e atual secretário de Estado americano, Mike Pompeo, viajou para a Coreia do Norte, onde teve um encontro secreto com Kim Jong-un, mostrando um avanço nas relações entre os dois países. Ele voltou de lá com três americanos que tinham sido detidos por Pyongyang por suspeita de atividades anti-estatais.

Na carta divulgada nesta quinta, Trump agradece pela libertação dos americanos: "Quero agradecê-lo pela libertação dos detidos que agora estão em casa com suas famílias. Aquele foi um bonito gesto e foi muito apreciado", afirma o presidente na carta.

Encontro quase não ocorreu

Porém, em maio, a Coreia do Norte suspendeu as conversações de alto nível com a Coreia do Sul, citando como motivo exercícios militares conjuntos de Seul com os EUA. O governo norte-coreano vê os exercícios como um treino de invasão do seu terrritório e uma provocação em meio à melhora de relações entre as duas Coreias.

O regime de Kim Jong-un já tinha colocado em dúvida realização da cúpula prevista com Trump. E, em 21 de maio, Trump disse que o encontro histórico poderia atrasar ou não acontecer caso certas condições não sejam cumpridas - embora não tenha explicados que condições seriam estas.

Trump, então, chegou a cancelar a reunião. "Estava muito ansioso para me encontrar com você", disse o presidente dos Estados Unidos em uma carta dirigida ao líder norte-coreano, que foi divulgada pela Casa Branca.

"Infelizmente, com base na enorme raiva e hostilidade aberta exibida em sua declaração mais recente, sinto que é inadequado, neste momento, ter essa reunião planejada há muito tempo", afirmou.

A pressão dos Estados Unidos surtiu efeito. Menos de duas semanas depois de cancelar o encontro, Trump voltou a confirmar a reunião para 12 de junho, em Singapura. O anúncio ocorreu após uma reunião entre o republicano e o braço-direito de Kim Jong-un, Kim Yong-chol, na residência oficial americana.

11 de junho de 2018

Trump e Kim se reunirão a sós no começo da cúpula

Depois desse encontro inicial entre os dois dirigentes, cuja duração se desconhece, haverá uma reunião na qual participarão as respectivas delegações de ambos os países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se reunirão a sós durante um tempo - ainda indeterminado - ao começo da sua cúpula desta terça-feira (segunda, 11, no Brasil) em Singapura, informou a Casa Branca.

"Esperamos uma reunião a sós no começo", disse um funcionário do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, que pediu o anonimato, em declarações a jornalistas em Singapura.

Depois desse encontro inicial entre os dois dirigentes, cuja duração se desconhece, haverá uma reunião na qual participarão as respectivas delegações de ambos os países.

Foto: Montagem/Joyce N. Boghosian/Corpo de Imprensa da Cúpula Inter-Coreana

Trump avaliou sua cúpula com Kim como uma oportunidade de criar uma relação com um líder ao qual definiu como uma "personalidade desconhecida", e há dois dias afirmou que no "primeiro minuto" da reunião já saberá se o dirigente norte-coreano é confiável quando falar da sua vontade de desnuclearização.

Donald Trump chega em Singapura para encontro com o lider Norte Coreano Kim Jong Un (Foto: Divulgação/State Department)

O citado funcionário americano considerou, além disso, um "sinal para o otimismo" as últimas informações dos veículos de imprensa norte-coreanos em relação à cúpula, nas quais falam de uma "nova era" de relações entre ambos os países.

A agência estatal "KCNA" e o jornal "Rodong" informaram que os dois líderes falarão de "estabelecer novas relações" entre EUA e Coreia do Norte, além de "a construção de uma paz permanente".

Kim Jong Un, presidente da Coréia do Norte , chegou à República de Cingapura para encontro com Donald Trump (Foto: Reprodução/KCNA)

Os veículos de imprensa de Pyongyang informam, além disso, que o encontro servirá para buscar "a implementação da desnuclearização na península coreana e outros assuntos de mútuo interesse como requer esta nova era".

10 de junho de 2018

França reage à decisão de Trump de retirar apoio a carta do G7

Presidente dos Estados Unidos retirou no sábado (9) sua assinatura do acordo conjunto do G7, que aconteceu em Quebec, no Canadá.

A França reage à guinada do presidente americano, Donald Trump, sobre o comunicado conjunto do G7. "A cooperação internacional não pode depender de ataques de raiva e palavras mesquinhas: sejamos sérios e dignos de nossos povos", diz uma nota do Palácio do Eliseu divulgada neste domingo (10).

Em mais uma série de tuítes imprevisíveis, o presidente dos Estados Unidos retirou no sábado (9) sua assinatura do acordo final que havia aprovado poucas horas antes de deixar o Canadá, onde os líderes do G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido e Itália) se reuniram durante dois dias para discutir principalmente a tensão comercial com Washington.

Em mais uma reviravolta daquelas que ninguém esperava, Trump retomou as ameaças de guerra comercial, chamou Justin Trudeau, o líder canadense que presidiu a reunião, de desonesto e surpreendeu os aliados do G7.

"Baseado nas falsas declarações de Justin em sua coletiva de imprensa e no fato que o Canadá cobra tarifas enormes de nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, ordenei a nossos representantes para não apoiarem o comunicado", tuitou Trump do avião que o leva a Singapura. Ele também reiterou a ameaça de impor tarifas "aos carros que inundam o mercado americano", em uma decisão que aponta inicialmente para a Alemanha.

Trump atacou duramente Trudeau, que como anfitrião da cúpula assumiu a condução das deliberações e divulgou seus resultados. Ele disse que Trudeau foi "submisso e dócil" durante as negociações para depois dizer na coletiva que não havia sido pressionado. Trump qualificou também Trudeau de "muito desonesto e fraco" e acrescentou que as recentes tarifas dos Estados Unidos ao aço e ao alumínio do Canadá foram uma resposta às sobretaxas que o Canadá impôs aos produtos lácteos dos Estados Unidos.

Os tuítes de Trump foram divulgados horas depois do fim da cúpula do G7, quando os participantes começavam a ir embora do Canadá. O presidente francês, Emmanuel Macron, soube da guinada quando já estava no avião para retornar à França.

O gabinete de Trudeau informou que as críticas do primeiro-ministro canadense a Trump na coletiva foram apenas uma reiteração do que ele já tinha dito ao americano pessoalmente. "Estamos concentrados em tudo o que conquistamos aqui na cúpula do G7", afirma um comunicado do gabinete de Trudeau divulgado no Twitter. "O primeiro-ministro não disse nada que não tivesse dito antes – tanto em público quanto em conversas privadas com o presidente Trump", acrescenta.

"Incoerência e inconsistência"

A nota do palácio do Eliseu denuncia a "incoerência" e a "inconsistência" de Trump. "Nós passamos dois dias negociando para concluir um texto e compromissos. Vamos permanecer ligados a ele, e qualquer um que der as costas [ao comunicado conjunto] mostra sua incoerência e inconsistência", afirma o Palácio do Eliseu em seu comunicado. "A França e a Europa continuam a apoiar este comunicado, como esperamos de todos os membros signatários", concluiu a presidência.

Especialistas franceses veem na atitude imprevisível de Trump um jeito dele reforçar seu cacife e exibir força para a cúpula de Singapura com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, além de rebaixar os aliados.

O presidente norte-coreano chegou à cidade-Estado asiática algumas horas antes do republicano. Antes do encontro com Trump, na terça-feira (12), na pequena ilha de Sentosa, Kim reúne-se hoje com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong. Mas Kim já advertiu que pretende deixar Singapura cinco horas depois do início da reunião com Trump.

08 de junho de 2018

Trump diz que pode conceder perdão póstumo a Muhammad Ali

Campeão dos pesos pesados foi condenado na década de 1960 depois de se recusar lutar no Vietnã.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (8) que avalia a possibilidade de perdoar postumamente o boxeador Muhammad Ali, que foi condenado na década de 1960 depois de se recusar lutar no Vietnã.

"Estou pensando em Muhammad Ali. Estou pensando muito a sério e em alguns outros", disse ele, na Casa Branca, pouco antes de partir para a cúpula do Grupo dos Sete.

Considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos, Ali morreu em 4 e junho de 2016, aos 74 anos, em Phoenix, no Arizona. Ele sofria de Mal de Parkinson, que alguns atribuíam aos golpes recebidos durante a carreira do campeão dos pesos pesados.

Em 1967, Ali se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã e criticou o envio de militares para o conflito. Acabou perdendo o título mundial e ficou afastado do boxe por três anos.

O lutador Muhammad Ali. (Foto: Reprodução)

Ali nasceu em Louisville, Kentucky, em 17 de janeiro de 1942, como Cassius Marcellus Clay Jr. Mais tarde, ele mudou seu nome para Muhammad Ali, após se converter ao Islã.

Ele foi o primeiro boxeador a ganhar o mundial dos pesados três vezes. No ringue, foram 57 vitórias, sendo 37 delas por nocaute, e 5 derrotas.

Como amador, conquistou a medalha de ouro olímpica aos 18 anos, nas Olimpíadas de Tóquio, mas vítima de racismo em um restaurante nos EUA, jogou a medalha no Rio Ohio.

Perdão

Nesta semana, o presidente concedeu o perdão à Alice Marie Johnson, de 63 anos, que havia sido condenada à prisão perpétua por acusações relacionadas a uma operação de tráfico de cocaína em Memphis. Ela, que era ré primária na época da condenção, passou décadas na cadeia.

Alice Marie deixou a prisão no Alabama após a celibridade Kim Kardashian se encontrar com Trump na Casa Branca com o objetivo de o sensibilizar para o drama da então detenta.

Em primeira votação, Senado do Canadá aprova legalização da maconha

As próximas votações serão seguidas de debates no Parlamento. A previsão é que a lei final seja aprovada no final deste ano.

O Senado do Canadá aprovou nesta quinta-feira (7) em primeira votação a legalização da maconha no país, embora tenha feito emendas que levarão a medida a segundas votações na Câmara dos Comuns e na Casa. A iniciativa foi aprovada por 56 votos a favor, em sua maioria de aliados do primeiro-ministro Justin Trudeau, que é favorável à medida. Os 30 votos contrários vieram da bancada conservadora. Os legisladores fizeram 29 alterações ao original.

As mais importantes são dar às províncias a responsabilidade de decidir sobre permitir o cultivo doméstico da erva e restringir as companhias canábicas de promover suas marcas em acessórios como bonés e camisetas.

Também foi incluída a possibilidade de multa ou medida socioeducativa a adultos que deem até cinco gramas da droga a adolescentes até dois anos mais novos que eles e a pais que a dividirem com os filhos adolescentes.

Foto: Reprodução/Pixabay

As próximas votações serão seguidas de debates no Parlamento, que devem levar semanas e serão interrompidas pelo recesso legislativo de verão, de julho a setembro. A previsão é que a lei final seja aprovada no final deste ano.

A ministra da Saúde canadense, Ginette Petitpas Taylor, disse que será necessária uma preparação de dois a três meses de adaptação da estrutura do comércio para permitir a venda da maconha em todas as regiões do país.

A decisão foi tomada após seis horas de debate no Senado. O conservador Dennis Patterson se mostrou preocupado com a disponibilidade da erva para comunidades indígenas, onde o índice de usuários supera a média da população.

"Eu acredito, e espero estar errado, que nós vamos pagar um preço intolerável que vamos nos arrepender depois. Haverá vítimas. Haverá doenças mentais. Haverá danos cerebrais. Haverá mortes.", disse o parlamentar. Já o independente Andre Pratte defendeu a regulação da cânabis em vez da continuidade da guerra às drogas. 

"Nós vamos respirar profundamente, fechar nossos olhos e continuar com uma abordagem proibicionista provadamente fracassada, hipócrita e pouco saudável do passado ou vamos olhar para frente e escolher a alternativa?"

07 de junho de 2018

Novo premiê da Espanha nomeia gabinete com maioria de mulheres

É a 1ª vez na história do país que as mulheres assumem a maioria dos postos de comando do governo.

O novo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, nomeou seu gabinete nesta quarta-feira (7), com mulheres assumindo a maioria dos postos no topo do governo pela 1ª vez na história do país. São, ao todo, 11 mulheres e 6 homens no gabinete.

O socialista Sánchez chegou ao poder na sexta-feira após uma improvável aliança de partidos nacionalistas e antiausteridade apoiar sua tentativa de destituir o conservador Mariano Rajoy por conta de um escândalo de corrupção envolvendo o Partido Popular.

O Partido Socialista possui somente 84 dos 350 assentos no Parlamento, mas, ainda assim, Sánchez fez suas nomeações predominantemente de dentro de seu próprio partido Psoe.

Ele rejeitou, por exemplo, os pedidos para ceder espaço no governo para o partido de extrema-esquerda Podemos, que com 67 assentos e que foi um apoiador-chave da moção de desconfiança contra Rajoy.

“[O novo gabinete] é pró-igualdade de gênero, intergeracional, aberto ao mundo, mas ancorado na União Europeia”, afirmou Sánchez.

Entre as mulheres de alto escalão nomeadas estão a leal socialista Carmen Calvo, que se torna vice-primeira-ministra; a diretora-geral orçamentária da Comissão Europeia, Nadia Calvino, nomeada ministra da Economia; e a procuradora estadual Dolores Delgado, que se torna ministra da Justiça.

Profissões variadas

Sánchez escolheu de uma ampla variedade de profissões. Ele selecionou um astronauta como ministro da Ciência, uma procuradora estadual especializada na acusação de ataques jihadistas como ministra da Justiça e um negociador do tratado de mudanças climáticas como ministro do Meio Ambiente.

“Todos são altamente qualificados e trazem uma vocação para serviço público e refletem o melhor da Espanha”, disse Sánchez a repórteres nesta quarta-feira.

Desafios do novo governo

Com o Parlamento fragmentado, grandes mudanças políticas serão difíceis de ser alcançadas por Sánchez, mas vitórias rápidas sobre propostas populares e consensuais podem permitir que ele continue no cargo ou possivelmente vença uma eleição antecipada se o governo não conseguir durar até o final de seu mandato planejado, em 2020.

Um de seus maiores desafios será a reconstrução de relações com a região da Catalunha, no nordeste do país, que realizou um referendo separatista sobre independência no ano passado que culminou na imposição de governo direto por Madri.

Sánchez deve permanecer firme no apoio de seu partido à unidade espanhola, considerando a Constituição do país, mas mesmo assim abrir linhas de comunicação para reparar relações com o governo renomeado da região, que permanece ferozmente pró-independência.

Ele nomeou dois catalães para cargos no gabinete, embora sua escolha do vocal pró-unidade ex-presidente do Parlamento Europeu Josep Borrell como ministro das Relações Exteriores tenha irritado separatistas.

06 de junho de 2018

Israel acusa Argentina de ceder ao ódio após cancelamento de amistoso

Jogo, previsto para sábado em Jerusalém, seria o último da preparação da Argentina para a Copa do Mundo da Rússia-2018.

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, acusou a Argentina de ter cedido aos que "pregam o ódio contra Israel" ao cancelar o amistoso de futebol previsto para acontecer em Jerusalém entre as seleções dos dois países.

"É lamentável que a elite do futebol argentino não tenha resistido às pressões dos que pregam o ódio contra Israel e que tem como único objetivo violar o direito fundamental de nos defendermos e destruir Israel", escreveu Lieberman no Twitter.

A embaixada de Israel em Buenos Aires anunciou na terça-feira (4) a "suspensão" da partida pelas "ameaças e provocações" contra Lionel Messi, "que logicamente resultaram na solidariedade de seus colegas".

Esta foi a primeira reação de um ministro israelense após o anúncio. Pouco antes das declarações de Lieberman, o ministério israelense dos Esportes não descartou a possibilidade da partida ser disputada.

"Esperamos uma decisão final. Ainda tenho uma esperança de que a decisão final pode ser diferente", declarou o diretor geral do ministério dos Esportes, Yossie Sharabi.

O jogo, previsto para sábado em Jerusalém, seria o último da preparação da Argentina para a Copa do Mundo da Rússia-2018. O país estreia no Mundial em 16 de junho contra a Islândia.

Nos últimos dias, os palestinos pediram a Messi que participasse na partida, que chamavam de ação política de Israel.

Na terça-feira, militantes palestinos se reuniram nas proximidades do local em que a seleção argentina treinava, em Barcelona, com um uniforme da equipe repleto de sangue. Eles gritaram para que os jogadores não disputassem a partida.

05 de junho de 2018

Arábia Saudita começa a expedir carteira de motorista para mulheres

Dez sauditas que já tinham permissão para dirigir em outros países recebem habilitação e poderão pegar o volante a partir de 24 de junho. País era o único do mundo que ainda proibia mulheres de conduzir automóveis.

A Arábia Saudita começou nesta segunda-feira (4) a expedir carteiras de motorista para mulheres que poderão dirigir em seu território a partir de 24 de junho. O país era o único do mundo que ainda proibia mulheres de conduzir automóveis.

Em comunicado, o governo afirmou que expediu a carteira para dez mulheres que já tinham permissão de dirigir em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido, Líbano e Canadá. Antes de receber a habilitação emitida pelo órgão responsável, na capital Riad, elas fizeram uma prova prática e teste de visão.

Imagem divulgada pelo governo saudita mostra Esraa Albuti, diretora da agência Ernst & Young, recebendio sua carteira de motorista saudita (Foto: Ministério da Informação da Arábia Saudita)

"A Direção Geral de Tráfego começou a substituir as permissões internacionais reconhecidas pelo reino por permissões sauditas, em preparação para o dia 24 de junho, quando será efetivada a decisão de permitir que mulheres dirijam automóveis na Arábia Saudita", informou a repartição à agência de notícias oficial SPA.

Várias mulheres estão fazendo curso de motorista em todas as regiões do país, a fim de tirar a habilitação. Algumas já expressaram o desejo de se tornar motoristas de empresas como a Uber. O governo calcula que 2 mil tirarão carteira nas próximas semanas.

"Dirigir para mim representa ter uma escolha, a escolha do movimento independente. Agora temos essa opção", explicou à SPA Rema Jawdat, uma das primeiras a receberem a carteira de motorista.

Em setembro de 2017, o rei saudita, Salman bin Abdulaziz al-Saud, anunciou o fim da proibição de dirigir para mulheres. O anúncio veio depois de anos de resistência de ativistas dos direitos das mulheres contra o impedimento.

O país era o único do mundo que impedia mulheres de dirigir. Para se locomover de carro, elas precisavam contar com um motorista particular ou um familiar homem que as ajudasse. Ativistas dos direitos das mulheres fizeram campanhas durante anos para acabar com a proibição, e dezenas de sauditas foram presas por se atreverem a dirigir como forma de protesto.

Essa medida é uma das reformas para a modernização da sociedade saudita liderada pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Nos últimos dois anos, o dirigente reduziu as restrições da segregação por gênero e a proibição de presença feminina em shows, além de reabrir os cinemas no país. Na início de junho, a Arábia Saudita também aprovou um projeto de lei que criminaliza o assédio sexual.

Entretanto tais reformas correm o risco de ser eclipsadas pelas recentes detenções de 17 ativistas de direitos humanos, entre eles mulheres identificadas como defensoras do direito feminino de dirigir. Os detidos foram acusados de minar a segurança do país.

Segundo as autoridades, apenas nove suspeitos permanecem presos, entre os quais quatro mulheres. Eles teriam confessado uma série de acusações, como contato com "organizações hostis”.

04 de junho de 2018

Trump defende direito de se 'autoperdoar', mas diz que não fez nada errado

A declaração repete o argumento apresentado pelos advogados do presidente em um documento enviado ao procurador especial que está investigando suspeita de ligação com a Rússia.

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (4) mas que tem o poder de conceder o perdão legal a si mesmo,  mas que não o fará porque não cometeu nenhuma irregularidade. 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que tem o direito de se perdoar (Foto: Divulgação)


A declaração repete o argumento apresentado pelos advogados do presidente em um documento enviado ao procurador especial que está investigando suspeita de ligação com a Rússia.

"Como já foi dito por diversos juristas, eu tenho total direito de conceder o perdão a mim, mas por que eu faria isso quando eu não fiz nada de errado?", escreveu Trump nas redes sociais.

Ele também afirmou, mais uma vez, que é alvo de uma campanha para prejudicar o seu governo, que incluiria a investigação do envolvimento russo nas eleições de 2016. "A interminável caça às bruxas liderada por 13 democratas muito irritados e confusos (e outros) continua até as eleições", disse. 

Aparentemente esta é a primeira vez que que Trump se refere diretamente ao direito de perdoar a si mesmo, apesar de seus advogados terem explicado de maneira bem clara as prerrogativas presidenciais, incluindo o direito ao perdão.

Um dos advogados de Trump, o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, afirmou no domingo (3) que o presidente "provavelmente" teria o poder de perdoar a si mesmo ante qualquer acusação resultante da investigação sobre a interferência russa.

Mas garantiu que o presidente não tinha intenção de fazer isso. "Perdoar outras pessoas é uma coisa. Perdoar a si mesmo é outra", afirmou Giuliani, que disse que a medida poderia acabar levando ao impeachment do presidente. 

No sábado (2), o jornal The New York Times revelou uma carta de janeiro enviada pelos advogados de Trump a Robert Mueller, o procurador especial que investiga o caso russo.

Nela, a equipe legal do presidente argumenta que Trump "poderia, se quisesse, acabar com a investigação ou inclusive exercer seu poder de perdão se assim o desejasse".





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