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Notícias Mundo

21 de abril de 2018

Países comemoram suspensão de testes nucleares pela Coreia do Norte

A suspensão dos testes e a interrupção de lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais foram anunciadas ontem (20) pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

A Coreia do Sul, a China, os EUA e o Reino Unido foram algumas das potências mundiais que celebraram a decisão da Coreia do Norte de fechar seu centro de testes nucleares.

A suspensão dos testes e a interrupção de lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais foram anunciadas ontem (20) pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O anúncio foi veiculado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.


Kim Jong-un disse não haver mais necessidade de manter os testes nucleraes (Foto: NewsSky)

Neste sábado (21), o governo da Coreia do Sul classificou o anúncio de um “progresso significativo” para desnuclearização da Coreia do Norte. Em um comunicado enviado pelo gabinete presidencial sul-coreano, Seul considerou que "a decisão da Coreia do Norte é significativa para a desnuclearização da península coreana" e disse, além disso, que “ajudará a criar um ambiente muito positivo para o sucesso das próximas cúpulas intercoreana e entre o Norte e Estados Unidos”.

O governo chinês, por meio de um comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores, destacou que a “China acredita que a decisão da Coreia do Norte ajudará a melhorar a situação na Península”, por isso “dá boas-vindas” a este movimento.

O Ministério de Relações Exteriores britânico divulgou um comunicado neste sábado no qual considerou o anúncio da Coreia do Norte como "um passo positivo". O texto acrescenta que o Reino Unido segue "comprometido a trabalhar com seus parceiros internacionais" para atingir o objetivo "de uma desnuclearização completa, verificável e irreversível" da península da Coreia e fazer isso "através de meios pacíficos".

Já a Rússia qualificou de um "passo importante" para a distensão na península coreana, segundo informou o Ministério de Relações Exteriores em comunicado. Moscou disse esperar que a situação se desenvolva "de forma positiva" e "em consonância com o 'roteiro ' proposto pela Rússia e a China". A chancelaria lembrou que esse documento prevê a suspensão das atividades militares na região e o estabelecimento dos contatos diretos entre Pyongyang, Seul e Washington.

Por outro lado, Moscou pediu aos EUA e à Coreia do Sul que respondam com reciprocidade e tomem medidas "adequadas" para conseguir resultados mutuamente aceitáveis nas próximas cúpulas bilaterais.

EUA

Os comentários de Coreia do Sul, China e Reino Unido ocorrem após manifestações do presidente dos EUA, Donald Trump, que em uma rede social chamou o anúncio da Coreia do Norte de "muito boa notícia" e de "grande progresso" tanto para o país asiático como para o mundo.


Donald Trump disse que "é uma notícia muito boa" a suspensão dos testes nucleares pela Coreia do Norte (Foto: Boris Baldinger)

Dentro de uma semana, em 27 de abril, está previsto um encontro entre Kim Jong-un e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na militarizada fronteira entre as duas Coreias, no que será a primeira reunião entre governantes coreanos em 11 anos.

Está previsto também, para entre o final de maio e começo de junho, outra reunião de cúpula entre o líder norte-coreano e Trump, a primeira da história entre os líderes de Coreia do Norte e EUA.

Rainha Elizabeth 2ª comemora 92 anos com show de Sting e Kylie Minogue

O evento será realizado na casa de espetáculos Royal Albert Hall, em Londres, e contará com a participação de outros músicos, como Tom Jones e Craig David.

A rainha Elizabeth 2ª comemora seu aniversário de 92 anos, neste sábado (21), com um show de artistas britânicos, entre eles Sting e Kylie Minogue.

O evento será realizado na casa de espetáculos Royal Albert Hall, em Londres, e contará com a participação de outros músicos, como Tom Jones e Craig David.

O príncipe Harry deve fazer um discurso na comemoração, como embaixador da juventude da Commonwealth, associação de países que têm ligação histórica com a Coroa Britânica. Ele foi nomeado pela rainha para o papel na última segunda-feira (16).


Foto: Roger Harris/ UK Parliament

O concerto ocorre ao final de uma semana na qual líderes e dignitários de 53 países foram a Londres para a Cúpula de Chefes de Governo da Commonwealth. O show terá artistas do grupo formado majoritariamente por ex-colônias britânicas.

Nesta quinta, a rainha afirmou que espera que seu filho e herdeiro, o príncipe Charles, assuma a liderança da Commonwealth, respondendo a sugestões de que o cargo deveria ser alternado entre Estados- membros da organização.

"É meu desejo sincero que a Commonwealth continue a oferecer estabilidade e continuidade a gerações futuras e que decida um dia que o príncipe de Gales deve continuar o importante trabalho iniciado por meu pai em 1949", disse a rainha na abertura formal da reunião de chefes de governo da Comunidade Britânica.

Elizabeth 2ª comemora o aniversário duas vezes todos os anos. A verdadeira data de aniversário da monarca é 21 de abril, e ela costuma celebrar a ocasião de maneira privada com a família. Mas seu aniversário "oficial" é no segundo sábado de junho, quando ela comemora com um desfile militar em Londres.

Quatro palestinos morrem em protesto na fronteira de Gaza com Israel

Número de mortos desde 30 de março chega a 38; ao menos 440 ficaram feridos na quarta sexta-feira consecutiva de protestos.

Milhares de palestinos voltaram a protestar nesta sexta-feira (20) na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, onde quatro palestinos foram mortos por soldados israelenses, elevando a 38 o número de mortos desde 30 de março.

Os manifestantes queimaram pneus perto da fronteira e em alguns casos lançaram coquetéis molotov. É a quarta sexta-feira consecutiva de protestos. Centenas de palestinos ficaram feridos desde então.

Segundo fontes do Ministério da Saúde de Gaza, dois palestinos foram mortos a tiros nesta sexta por soldados israelenses. Um adolescente de 15 anos e dois homens de 24 e 25, respectivamente, foram mortos a tiros no norte do enclave. Um quarto palestino, de 29 anos, foi morto no sul da Faixa de Gaza. O Ministério indicou que 83 pessoas ficaram feridas.

Soldados israelenses atuando na área da Faixa de Gaza em 2014. Foto: Israel Defense Forces

"É escandaloso atirar em crianças [...], as crianças devem estar protegidos da violência, não expostas", publicou nesta sexta-feira no Twitter o enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov. O enviado solicitou que a morte do adolescente seja investigada.

Com isto, o balanço de palestinos mortos desde o início da onda de protestos aumentou para 38. Outras centenas ficaram feridas a tiros ou inalação de gás, segundo os serviços de resgate, inclusive mais de 440 nesta sexta-feira.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansur, voltou a pedir nesta sexta às Nações Unidas para abrir uma "investigação transparente e independente" sobre a violência na fronteira com Israel.

A Faixa de Gaza, localizada entre Israel, Egito e o Mediterrâneo, controlada pelo movimento islâmico Hamas, descrito como "terrorista" por Israel, registra desde o dia 30 de março grandes manifestações de palestinos.

Alguns se aproximam da fronteira para lançar projéteis ou queimar pneus na direção dos soldados israelenses posicionados ao longo da barreira de segurança. Estes soldados, por vezes, dispararam balas para evitar a entrada dos manifestantes em território israelense.

Coreia do Norte anuncia suspensão de testes nucleares e lançamento de mísseis

Decisão foi anunciada por agência estatal e passa a valer a partir deste sábado (21). País irá fechar base de testes nucleares no norte 'para provar sua decisão', segundo KCNA

O líder norte-coreano Kim Jong-un anunciou a suspensão de todos os testes nucleares e de mísseis do país e disse que uma base de testes nucleares no norte do país será fechada, de acordo com a agência sul-coreana Yonhap, que cita como fonte a agência estatal da Coreia do Norte.

"A partir de 21 de abril, a Coreia do Norte irá parar seus testes nucleares e o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais", anunciou a Agência de Notícias Central Coreana neste sábado (21, horário local).

"O Norte irá fechar sua base de testes nucleares no norte do país para provar sua decisão de suspender os testes nucleares", acrescentou o comunicado da KCNA.

Foto: Reprodução/KCNA

Ainda segundo a agência norte-coreana, a decisão foi tomada durante uma reunião em plenário do comitê central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte.

O anúncio acontece um dia depois de as duas Coreias reativarem uma linha de telefone direta entre seus governantes, uma semana antes de uma reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, na zona desmilitarizada que divide a península.

Além disso, o fato também foi divulgado semanas antes do provável encontro entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proposto por Kim. A reunião ainda não tem data e local definido, mas Trump disse esta semana, ao receber o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que avalia cinco opções para sediar o evento.

Pouco depois do anúncio da KCNA, Trump publicou no Twitter uma mensagem comemorando o fim dos testes norte-coreanos.

"A Coreia do Norte concordou em suspender todos os testes nucleares e fechar um grande local de testes. Esta é uma notícia muito boa para a Coreia do Norte e para mundo - grande progresso! Ansioso para nossa cúpula", escreveu.

O presidente dos EUA também informou esta semana que o atual chefe da CIA e próximo secretário de Estado, Mike Pompeo, já se reuniu com o líder norte-coreano há alguns dias e que a conversa "transcorreu muito bem".

"Mike Pompeo se reuniu com Kim Jong-un na Coreia do Norte na semana passada. A reunião transcorreu muito bem e uma boa relação foi estabelecida. Detalhes da Cúpula estão sendo trabalhados agora. A desnuclearização será uma grande coisa para o mundo, mas também para a Coreia do Norte!", declarou Trump no Twitter.

Além dos EUA, com quem o líder norte-coreano trocou constantes ameaças e ofensas ao longo de 2017, Kim também tem se reaproximado de seus vizinhos na Coreia do Sul e na China, participando de encontros com autoridades dos dois países e demonstrando intenção de restabelecer boas relações.

Foto: Reprodução/Facebook

Em março, foi confirmado que ele havia feito uma visita secreta a Pequim, acompanhado por sua mulher, Ri Sol Ju, na qual foram recebidos pelo presidente chinês Xi Jinping e pela primeira-dama Peng Liyuan. Na ocasião, Kim Jong-un disse que teve "conversas exitosas" com Xi Jinping e sinalizou a ele que está comprometido com a desnuclearização, segundo a agência chinesa Xinhua.

"A questão da 'desnuclearização' da península coreana pode ser resolvida se a Coreia do Sul e os Estados Unidos responderem aos nossos esforços com boa vontade, criarem uma atmosfera de paz e estabilidade, enquanto tomam medidas progressivas e simultâneas para a realização da paz", disse Kim durante a visita.

20 de abril de 2018

Em anotações, ex-diretor de FBI diz que Donald Trump pediu 'lealdade'

Mas os documentos são considerados uma parte fundamental da investigação sobre uma eventual obstrução de justiça por Trump, e devem provocar um frisson político nos EUA

O Departamento de Justiça americano entregou ao Congresso nesta quinta-feira (19) memorandos do ex-diretor do FBI, James Comey, sobre seu relacionamento com o presidente Donald Trump. O material não traz revelações que já não tenham vindo a público em depoimento de Comey aos congressistas, ou no livro recém-lançado pelo investigador, que foi demitido por Trump no ano passado.

Mas os documentos são considerados uma parte fundamental da investigação sobre uma eventual obstrução de justiça por Trump, e devem provocar um frisson político nos EUA. As 15 páginas de anotações e emails relatam reuniões e conversas de Comey com Trump, narradas e datadas pelo então diretor do FBI, que foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Barack Obama em 2013. 

Na maioria delas, o presidente se queixa da investigação em curso no órgão sobre a interferência russa nas eleições americanas de 2016 -na qual ele nega envolvimento. "Eles ficam trazendo a Rússia à tona como uma desculpa por terem perdido a eleição", disse o presidente, segundo uma das anotações, de abril do ano passado.

Foto: Reprodução

Comey liderava a investigação sobre a Rússia antes de ser demitido por Trump. Num jantar na Casa Branca, pouco depois da posse, Trump pediu a ele "lealdade" por diversas vezes, segundo as anotações do ex-diretor, e se queixou das investigações do órgão. "Ele disse que queria lealdade e esperava lealdade. Eu não respondi, nem balancei a cabeça ou mudei minha expressão facial", anotou Comey. 

No final do encontro, o presidente convidou o então diretor do FBI para que voltasse à Casa Branca com a família, para jantar. Comey disse ter ficado em silêncio. "Ou para um tour, o que achar apropriado", teria respondido o republicano.

Os relatos também falam do dossiê contra Trump pago pela campanha de Hillary Clinton, que era parte do inquérito do FBI. Algumas informações do material eram falsas ou jamais foram confirmadas, como a de que Trump saiu com prostitutas russas.

"Pode imaginar, prostitutas? Eu tenho uma linda esposa. E isso tem sido muito doloroso", disse o presidente, segundo Comey. "Isso é fake news [notícia falsa]."

Em outras ocasiões, Trump reclamou das acusações de assédio sexual contra ele, dizendo que eram mentirosas. Trump tem rebatido furiosamente as revelações de Comey: pelas redes sociais, afirmou que teve "a honra de demiti-lo", e o chamou de "gosmento, fraco e mentiroso".

O presidente nega envolvimento com agentes russos nas eleições e diz que a investigação do FBI é uma caça às bruxas. Os documentos foram entregues pelo Departamento de Justiça ao Congresso a pedido de três comissões que também apuram a influência russa nas eleições americanas.

Desnuclearização do Norte é só o início, diz embaixador sul-coreano

A assinatura de uma declaração sobre o fim da Guerra da Coreia pode servir como garantia de segurança, diz o embaixador

A cúpula entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, não será a solução derradeira, mas o início de um longo processo que deve culminar na reunificação pacífica da península Coreana, afirmou em entrevista nesta quinta (19) Jeong Gwan Lee, embaixador da Coreia do Sul no Brasil.

A reunião na zona de distensão entre as Coreias, em 27 de abril, será a primeira cúpula entre os dois países em mais de uma década. Ela antecede um esperado encontro entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, em data e local a serem definidos, ainda no primeiro semestre.

"Uma resolução sobre o programa nuclear norte-coreano não é nosso destino final, é um grande começo", afirma Lee. "Com a resolução dessa questão, então podemos seguir adiante com um tratado de paz, promover trocas e cooperação, e então poderemos chegar ao destino final, que é a paz permanente na península coreana, em acordo com os norte-coreanos."

Com a experiência de quem participou de negociações com o Norte na década de 1990, Lee se diz confiante. "Não será um processo fácil. Será trabalhoso. Mas podemos dizer com alguma confiança que não é impossível. É uma questão de tempo."

"Se olharmos para o fim do ano passado, ninguém poderia imaginar esse tipo de avanço. Falávamos então da possibilidade de uma guerra na península Coreana. É notável", afirma.


Foto: Reprodução 

Nesta quinta, o presidente Moon afirmou que Pyongyang manifestou disposição a abrir mão de sua exigência tradicional da retirada das tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul. "O Norte está expressando um desejo de total desnuclearização", disse Moon. 

"Eles não atrelaram isso a nenhuma condição que os EUA não possam aceitar, como a retirada das tropas americanas da Coreia do Sul. O que eles falam é do fim de políticas hostis, seguidas de uma garantia de segurança."

Trata-se de ponto crucial, pois a Coreia do Norte sempre viu os mais de 20 mil soldados posicionados no Sul como uma ameaça à sua segurança. A questão é, ficando esses soldados, que garantia dar aos norte-coreanos.

"Em encontro com enviados sul-coreanos em março, Kim disse que não se importa com a manutenção dos exercícios militares que as forças americanas e sul-coreanas fazem todos os anos. Isso indica que sua intenção é não pressionar demais e que ele pode ser flexível sobre esse tema", diz Lee.

A assinatura de uma declaração sobre o fim da Guerra da Coreia pode servir como garantia de segurança, diz o embaixador. As Coreias declararam um armistício em 1953, mas a guerra até hoje não terminou oficialmente. Outra opção é assegurar que as negociações para um tratado formal de paz sejam aceleradas.

De outro lado, Pyongyang quer assistência econômica. Podem ser colocadas sobre a mesa possibilidades de ajuda direta do Japão e de cooperações econômicas com o Sul e mesmo com os EUA. Uma área em que resultados tangíveis podem ser alcançados durante o encontro entre Kim e Moon tem a ver com medidas que beneficiem as populações civis dos dois países. "Podemos fazer isso sem prejudicar a pressão das sanções econômicas sobre a Coreia do Norte", diz Lee.

A retomada das viagens entre as Coreias violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU e portanto não está na mesa. Mas a reunificação de famílias separadas e a promoção de intercâmbio humanitário e cultural são possíveis.

Quaisquer compensações a serem oferecidas a Pyongyang terão de ser coordenadas entre uma série de países, como EUA, Japão, China, e possivelmente a Rússia. "Para impedir uma repetição dos fracassos do passado, talvez seja uma boa ideia colocar sobre a mesa várias ofertas e dizer 'nesta etapa posso dar isso e no estágio final aquilo', mesmo que seja no longo prazo. Assim eles [norte-coreanos] podem ter expectativas", afirma Lee.

Segundo o embaixador, essa é uma observação pessoal com a qual muitos dentro de seu governo concordam. Um temor é o de que Trump queira exigir primeiro o fim do programa nuclear para então oferecer algum incentivo. "Isso não é aplicável para o regime norte-coreano", disse.

19 de abril de 2018

'Primeira-dama', o novo papel da mulher do líder norte-coreano

Os veículos oficiais norte-coreanos noticiaram a medida, classificando Ri como "respeitada primeira-dama". É a primeira vez em 40 anos que se usa essa fórmula

O dirigente norte-coreano Kim Jong-un concedeu a sua mulher, Ri Sol-ju, o título de "primeira-dama", uma ascensão importante, na opinião dos analistas, antes das reuniões de cúpula com Coreia do Sul e com Estados Unidos. Embora Ri Sol-ju costume acompanhar o marido nos atos oficiais, no fim de semana ela fez sua primeira aparição pública sozinha para assistir a uma apresentação de balé de uma companhia chinesa.

Os veículos oficiais norte-coreanos noticiaram a medida, classificando Ri como "respeitada primeira-dama". É a primeira vez em 40 anos que se usa essa fórmula, com um adjetivo que normalmente está reservado para os dirigentes.

A conhecida apresentadora da Coreia do Norte, Ri Chun Hee, que costuma ter a honra de anunciar as grandes notícias, destacou o ato na televisão, o que reforçou o status de mulher de Kim.

Elegantemente vestida de rosa para a ocasião, Ri Sol-ju esteve acompanhada por funcionários do alto escalão norte-coreano, que aparecem, em geral, ao lado de Kim Jong-un. Entre eles, está sua irmã, Kim Yo-jong.

Os especialistas consideram Ri, que era cantora, como uma mulher de influência, ainda que até o momento seu papel tenha se limitado a ser a esposa elegante do líder de um país profundamente patriarcal.

Segundo os analistas, essa ascensão pode ser uma estratégia do país para parecer um "Estado normal" antes das cúpulas com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e com o americano, Donald Trump. Ambos devem estar com suas primeiras-damas, Kim Jung-sook e Melania Trump.

"A ascensão de Ri Sol-ju é a estratégia de marketing mais eficaz", comenta An Chan-il, desertor norte-coreano e pesquisador no Instituto Mundial de Estudos Norte-Coreanos.

Primeira-dama norte-coreana. Foto: Reprodução

 Trauma materno 

"A cúpula acontecerá entre iguais. Se Melania Trump estiver presente, Ri Sol Ju estará presente", diz An Cha-il.

O especialista lembra que Ri acompanhou o marido a Pequim, no mês passado, na primeira visita ao exterior do líder norte-coreano desde sua chegada ao poder no final de 2011.

Até agora, a imprensa oficial classificava Ri de "camarada". O título de "primeira-dama" foi usado pela última vez por Kim Song-ae, a segunda esposa do fundador da Coreia do Norte Kim Il-sung, em 1974.

A figura de Ri Sol-ju continua estando cercada de mistério. Ela teria 29 anos e teria tido três filhos, entre eles pelo menos uma menina. Segundo o serviço secreto sul-coreano, vem de uma família comum, de pai professor e mãe médica.

Ex-membro da orquestra Unhasu, Ri teve uma formação musical na China, segundo a imprensa. Fez parte do grupo de animadoras enviado para a Coreia do Sul em 2005 para uma competição esportiva internacional.

Nesse país minado pela pobreza crônica, a mulher de Kim é conhecida por usar roupas de luxo. Em uma ocasião, foi vista com uma bolsa da Dior. Alguns analistas consideram que Kim quer reforçar sua figura, devido ao papel marginal imposto a sua própria mãe, Ko Yong-hui.

Coreana do Japão, Ko teve três filhos com o pai e antecessor de Kim Jong-un, Kim Jong-il. Mas, ao longo de seus 28 anos de matrimônio, sempre foi relegada a um plano marginal.

Faleceu em 2004, de um câncer de mama, segundo a imprensa local. Foi tratada em Paris, e seus restos mortais foram repatriados em segredo para Pyongyang. Até 2012, não teve direito a um túmulo, após a chegada de Kim ao poder.

"Acredito que o trauma de Kim, de ter visto sua mãe viver na sombra, seja um fator", estima Shin Beom-chul, analista do Instituto Asan de Estudos Políticos. Isso pode estimulá-lo a reforçar o status de sua mulher", completou.

Diferentemente de seu pai e de seu avô, Kim Jong-un se viu, com frequência, acompanhado por mulheres, em especial Ri Sol-ju e Kim Yo-jong. Antes, as esposas, ou irmãs, dos dirigentes quase não apareciam em público.

Kim, por exemplo, enviou sua irmã para os Jogos Olímpicos de Inverno organizados este ano na Coreia do Sul para lançar uma estratégia de aproximação.

Ao menos 25 soldados sírios morrem em combate contra o EI

Uma fonte militar síria negou um ataque contra posições do exército na margem oeste do Eufrates

Ao menos 25 soldados e combatentes do regime sírio morreram em uma ofensiva de combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) perto da cidade de Mayadin, leste da Síria, anunciou nesta quinta-feira a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com o OSDH, 13 jihadistas morreram nos combates, iniciados na quarta-feira à tarde nas proximidades da cidade, que foi retomada pelas forças do regime há seis meses.

“As tentativas do EI de avançar em direção de Mayadin continuam”, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, antes de indicar que esta é “a maior ofensiva do EI desde que perderam esta cidade”.

Foto: Civil Defense Idlib

Mayadin fica 40 km ao sudeste de Deir Ezzor (leste), na margem oeste do Eufrates. A cidade tem limite ao oeste e ao sul com o deserto de Badia.

Uma fonte militar síria negou um ataque contra posições do exército na margem oeste do Eufrates, mas disse que bombardeios intermitentes a partir da margem leste provocaram uma “resposta com armas adaptadas”.

Os combatentes do EI controlam algumas localidades na margem leste, que é controlada em grande parte pela aliança curdo-árabe das Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiada pelos Estados Unidos.

O grupo extremista perdeu quase todo o território que controlava durante seu “califado”, proclamado em 2014 em partes da Síria e do Iraque. O EI conserva, no entanto, alguns redutos na província de Deir Ezzor e ao sul de Damasco.

O regime sírio retomou a totalidade de Ghuta Oriental após dois meses de ofensiva que deixaram 1.700 civis mortos, segundo o OSDH. Agora aponta para os focos de resistência ao sul da capital síria.

As forças de Bashar al-Assad bombardearam pela terceira noite consecutiva o campo palestino de Yarmuk, sob controle do EI desde 2015, informou o OSDH. As tropas se concentram perto do local para uma possível ofensiva.

Yarmuk é o maior campo palestino da Síria. Quando a guerra começou no país, o local tinha 160.000 habitantes, incluindo sírios, mas agora restam apenas alguns milhares de refugiados.

Europa deve proibir frigoríficos brasileiros de exportar frango para região

Segundo a ABPA, a lista deverá impedir 20 unidades brasileiras de exportar para a Europa

A União Europeia deverá anunciar a proibição da exportação de frango por uma lista de frigoríficos brasileiros. A decisão deverá ser tomada em reunião nesta quinta-feira (19) da autoridade sanitária do bloco e já é esperada pelo ministério da Agricultura e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os produtores nacionais de aves.

Segundo a ABPA, a lista deverá impedir 20 unidades brasileiras de exportar para a Europa, sendo 12 da BRF, líder mundial de produção de frango e dona das marcas Sadia e Perdigão, e 8 de outras empresas brasileiras. A lista oficial ainda não foi divulgada.

"Ainda temos esperança que alguns países votem a favor do Brasil nessa comissão e essa medida não seja aprovada. Mas, se for adiante, vai impactar mais de 30% da exportação para a Europa", disse o vice-presidente de Mercados da ABPA.

Foto: ANPr/ SINDIAVIPAR

Impasse

Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Brasil vai recorrer à Organização Mundial de Comércio (OMC) contra as restrições à carne brasileira pela União Europeia. Segundo Maggi, a Europa está usando preocupações sanitárias para tomar medidas comerciais contra o Brasil.

Desde a deflagração da operação Carne Fraca, em março do ano passado, a União Europeia reforçou as medidas sanitárias contra o Brasil.

Com a deflagração de uma segunda fase da operação em março deste ano, a UE passou a avaliar a necessidade de novas medidas contra o frango brasileiro. Na ocasião, a BRF foi acusada de fraudar laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação em 4 unidades.

Para mitigar o problema, o próprio governo brasileiro suspendeu provisoriamente a exportação de 10 fábricas da BRF de frango para a Europa. No entanto, o ministério da Agricultura liberou nesta quarta-feira as unidades para exportar para UE, mesmo admitindo que elas poderão ser barradas pelo bloco econômico em seguida.

"A expectativa é que a Comissão Europeia inicie votação prevista de deslistamento das empresas, ainda nesta quarta-feira - processo que pode demorar dias para ser oficializado (publicado). Após isto, as unidades ficam impedidas de exportar ao bloco econômico", explicou o ministério, em nota. A BRF não comentou a questão.

UE é maior importador de frango brasileiro

O Brasil é o maior exportador de frango do mundo e a União Europeia é seu principal comprador. O bloco é responsável por 7,5% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e 11% em receita, segundo dados da ABPA.

18 de abril de 2018

Civil é indicado como único candidato a sucessor de Raúl Castro

Ele já era apontado como favorito, mas sucessão ainda precisa ser oficializada por votação na Assembleia Nacional.

Miguel Díaz-Canel foi indicado nesta quarta-feira (18) oficialmente como único candidato a sucessor de Raúl Castro na sessão da Assembleia Nacional em Havana.

A proposta está sujeita a uma votação no final do dia pela Assembleia e o resultado será formalmente anunciado na quinta. Questões como essa são geralmente aprovadas por unanimidade ou quase unanimidade.

Civil de 57 anos, Díaz-Canel já vinha sendo apontado como provável substituto de Raúl, o que deve ser oficializado até esta quinta pela Assembleia. O atual mandatário, irmão de Fidel Castro, não aparece na lista de nomes indicados para formar a cúpula do poder cubano.

A sessão começou por volta das 9h desta quarta (10h em Brasília).

Miguel Díaz-Canel foi indicado nesta quarta-feira. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Sucessor de Raul Castro começa a ser escolhido hoje

Pela primeira vez em quase 60 anos, Cuba será governada por uma pessoa de fora da família Castro. Mas, segundo a EFE, lideranças afirmam que o país não vive uma transição política, mas sim uma troca de geração na cúpula revolucionária.

Perfil

A trajetória de Díaz-Canel se deu dentro do Partido Comunista de Cuba e sob a tutela de Raúl Castro. Ele nasceu em 1960, um ano depois da Revolução, na província central de Villa Clara. Foi nomeado Ministro do Ensino Superior por Raúl Castro em 2009 e ficou no cargo durante três anos.

Antes, foi líder da união de Jovens Comunistas em sua província e chegou à liderança da juventude nacional do Partido Comunista de Cuba (PCC) em 1993.

Em março de 2012, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Ministros para a Ciência, Educação, Esportes e Cultura, dando início a uma atividade frenética nacional e internacional, muitas vezes na companhia ou em nome de Raúl Castro.

Tem dois filhos de seu primeiro casamento.

Alto e de cabelos grisalhos, ele agrada aos interlocutores por ser um "bom ouvinte" e "extremamente simples", de acordo com aqueles que o conhecem, e por parecer com o ator Richard Gere, segundo mulheres que se declaram admiradoras.

Veja como é o processo formal de escolha do novo líder cubano:

Nesta sessão, 605 deputados eleitos em março assumem a nova legislatura e elegem o presidente da Assembleia Nacional

Em seguida, os deputados elegem o Conselho de Estado, que é formado por: um presidente, um primeiro-vice-presidente, cinco vice-presidentes, um secretário e mais 23 membros

Cada deputado tem o direito de propor 31 nomes para a formação deste conselho. É proposta uma lista feita com base nos nomes apresentados, que então é submetida ao plenário, em voto aberto. Neste momento, os deputados podem sugerir modificações de nomes

Aprovada uma lista com voto aberto, ela é submetida novamente a votação – desta vez, secreta. Quando ocorre a aprovação com voto secreto, está escolhido o Conselho de Estado e, também, o seu presidente – cargo que até o momento é ocupado por Raúl Castro.

Diretor da CIA fez visita secreta a Kim Jong-un em Pyongyang

A Casa Branca não comentou a informação, mas, segundo a imprensa, Pompeo viajou para “preparar o terreno” para o histórico encontro entre o republicano e Kim, no qual será tratado temas delicados

O ainda diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) e possível próximo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, encontrou-se secretamente com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, informou nesta terça-feira (17) a imprensa local. De acordo com o jornal “Washington Post”, a visita de Pompeo a Pyongyang ocorreu no final de semana da Páscoa, por volta de 1º de abril, como parte dos esforços de aproximação realizado pelo governo de Donald Trump para iniciar um diálogo com o ditador norte-coreano.   

A Casa Branca não comentou a informação, mas, segundo a imprensa, Pompeo viajou para “preparar o terreno” para o histórico encontro entre o republicano e Kim, no qual será tratado temas delicados, como o programa de armas nucleares da Coreia do Norte e os testes de mísseis, a fim de “desnuclearizar” a Península.   

A revelação do jornal norte-americano ocorreu horas depois que Trump declarou que já tinha feito uma reunião de alto nível entre os dois países, enquanto recebia o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que faz uma visita oficial aos Estados Unidos.   

No mês passado, Pompeo foi anunciado por Trump para substituir o então secretário de Estado Rex Tillerson. China x Coreia do Norte Enquanto isso, o presidente chinês, Xi Jinping, está preparando uma visita a Pyongyang, segundo a “CNN”, citando uma fonte diplomática. O encontro seria a primeira visita de Xi à Coreia do Norte desde que ele foi nomeado chefe do Partido Comunista da China, em novembro de 2012.   

Segundo a fonte de alto escalão, a viagem planejada ocorrerá “em breve”, talvez após a cúpula entre Trump e Kim, que deve acontecer no fim de maio ou início de junho. Até o momento, segundo o republicano, cinco lugares estão sendo estudados para sediar a reunião histórica entre as duas nações.

17 de abril de 2018

Agentes de controle de armas químicas entram na cidade síria de Duma

Especialistas buscam constatar se houve um ataque químico na principal cidade de Guta Oriental. Ação motivou bombardeio de EUA, Reino Unido e França contra Damasco.

Agentes da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) conseguiram entrar nesta terça-feira (17) em Duma, principal cidade de Guta Oriental, região a leste de Damasco. A missão busca constatar se houve um ataque químico na região em 7 de abril.

Os especialistas da organização estão desde domingo em missão na Síria, mas ainda não tinha tido acesso a Duma porque as forças sírias e russas alegavam "problemas de segurança".

O suposto ataque com armas químicas, atribuído ao governo de Bashar Al-Assad, deixou 40 mortos e dezenas feridos em Duma.

O regime de Assad e a Rússia, sua principal aliada, negaram qualquer envolvimento, acusando os rebeldes de fazerem uma "encenação", e reivindicaram eles mesmo que uma missão da Opaq investigasse as "alegações".

O Departamento de Estado dos EUA disse ter provas com "um nível muito alto de confiança" de que o governo sírio usou armas químicas, mas ainda trabalhava para identificar a mistura de produtos químicos usados na ação.

Em retaliação à suposta ação de Damasco contra Duma, EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13) (horário de Brasília).

EUA, Reino Unido e França bombardeiam alvos na Síria (Foto: (Betta Jaworski/G1)

Em um contexto diplomático já sensível pelos ataques de sábado, os países ocidentais têm dúvidas quanto à possibilidade de se encontrar provas.

"Os russos podem ter visitado o local do ataque. Tememos que eles o tenham alterado na intenção de frustrar os esforços da missão da Opaq para fazer uma investigação eficaz", declarou o embaixador americano na Opaq, Ken Ward. "Isso ressalta sérias questões sobre a capacidade da missão de investigação de fazer seu trabalho", estimou.

Nestar terça, em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, a França também considerou "muito provável que provas e elementos essenciais tenham desaparecido".

Eliminação das armas químicas

A Opaq é a organização encarregada de controlar o cumprimento do tratado multilateral em que 191 países se comprometem a abrir mão de armas químicas.

A chamada Convenção de Armas Químicas (CAQ) foi assinada em 1993, em Paris, e está em vigor desde abril de 1997. Seus membros equivalem a 98% da população mundial.

Quatro países - Coreia do Norte, Angola, Egito e Sudão do Sul - não assinaram nem ratificaram a convenção, embora o último já tenha manifestado interesse em fazê-lo. Israel assinou em 1993, mas não ratificou (aprovou no parlamento).

Em 2013, após um ataque de gás sarin em Guta Oriental, que deixou centenas de mortos segundo os países ocidentais, o governo Assad acabou aderindo à Opaq, sob pressão internacional, e assumiu o compromisso formal de declarar todas as suas reservas e não usar mais armas químicas. Em 2014, a organização afirmou que a Síria havia se livrado de suas armas químicas.

Em 2017, porém, uma missão conjunta da ONU com a Opaq concluiu que Damasco usou gás sarin contra a cidade de Khan Sheikhun (noroeste). Pelo menos 80 pessoas morreram nesse episódio.

Para o embaixador francês em Haia, Philippe Lalliot, a Síria conservou um programa químico clandestino desde 2013. Para os franceses, a prioridade no momento é o desmantelamento total do programa químico sírio

New York Times e New Yorker dividem Pulitzer por denúncias de assédio sexual

Pulitzer premiou na categoria "serviço público" uma série de reportagens do jornal e da revista sobre relatos de assédio sexual

O jornal The New York Times e a revista The New Yorker venceram juntos o principal prêmio Pulitzer pelas denúncias de assédio sexual e estupro contra figurões norte-americanos, como o produtor de cinema Harvey Weinstein.

Em sua edição 2018, o Pulitzer premiou na categoria "serviço público" uma série de reportagens do jornal e da revista sobre relatos de assédio sexual e até estupro contra nomes fortes da imprensa e do cinema.

Entre as principais acusações, a premiação destacou reportagem do jornal sobre Bill O'Reilly, ex-âncora da Fox News, e as reportagens do jornal e da revista sobre Weinstein, até então um poderosíssimo produtor de Hollywood, responsável por filmes como "Pulp Fiction".

Foto: Divulgação/Pulitzer

As reportagens fomentaram onda de denúncias que, ao fim de 2017, desaguaram no movimento #MeToo (#eutambém), que, por sua vez, motivou inúmeras mulheres em todo o mundo a relatarem episódios de abuso em seus ambientes de trabalho.

Mais reportagens foram premiadas em outras categorias.

A Redação do jornal The Press-Democrat, em Santa Rosa, na Califórnia, foi premiada na categoria "notícias urgentes" pela cobertura em texto, vídeo e fotografia dos incêndios florestais que atingiram a região em 2017.

Já a Redação do The Washington Post foi premiada na categoria "reportagem investigativa" graças aos trabalhos de uma equipe de dez jornalistas que revelaram histórico de abusos sexuais do republicano Roy Moore contra garotas adolescentes.

Candidato republicano ao Senado pelo Estado do Alabama, ele desistiu da disputa após as revelações -não sem antes tentar intimidar e ameaçar profissionais do jornal.

Já o prêmio para melhor fotografia foi conferido a Ryan Kelly, do jornal The Daily Progress. Ele clicou o momento em que um carro atropelou pessoas em Charlottesville, na Virgínia, EUA, em protesto contra um ato, dias antes, de supremacistas raciais.

Chamada de "arrepiante", a imagem foi creditada pelo júri aos "reflexos e à concentração" do profissional.

The New York Times e The Washington Post dividiram ainda um prêmio na categoria "reportagem nacional", por reportagens sobre a extensão e os efeitos da influência russa sobre as eleições norte-americanas de 2016.

Criado em 1917 sob doações do magnata de imprensa húngaro-americano Joseph Pulitzer (1847-1911), o Pulitzer destaca anualmente coberturas da imprensa em língua inglesa nos Estados Unidos.

São reconhecidos trabalhos em 21 categorias, todos com prêmios em dinheiro de US$ 15 mil (R$ 51,3 mil), à exceção do prêmio principal de "serviço público", que confere aos laureados uma medalha de ouro.

Brasileiro de 19 anos é morto esfaqueado em universidade dos EUA

O jovem chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos

Um brasileiro de 19 anos foi morto, na noite deste domingo (15), na universidade americana de Binghamton, no estado de Nova York. Um suspeito foi preso.

João Souza estava no primeiro ano do curso de engenharia e foi esfaqueado em seu dormitório por volta das 22h30 (horário local), segundo informações da universidade.

Universidade divulgou imagem do suspeito de esfaquear o brasileiro João Souza (Foto: Reprodução/Facebook/Universidade de Binghampton)

O jovem chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Câmeras de segurança flagraram o suspeito, que foi detido já no fim da madrugada desta segunda (16). Ainda de acordo com a universidade, a polícia suspeita que o ataque não foi aleatório e que Souza era alvo do criminoso.

A imprensa local afirma que o brasileiro se formou no ensino médio no ano passado em um colégio também do estado de Nova York, onde era conhecido como uma estrela do futebol.

"Infelizmente, vivemos numa época em que a violência faz parte da sociedade e, numa universidade de mais de 17 mil alunos e vários milhares de professores e funcionários, há ocasiões em que a violência invade nosso campus", afirmou, em nota, o presidente da universidade, Harvey G. Stenger.

Segundo jornais locais, essa é a segunda morte envolvendo alunos da universidade de Binghamton neste ano. Uma estudante de enfermagem de 22 anos foi encontrada estrangulada em março. O suspeito é um colega de curso que teria fugido para a Nicarágua.

16 de abril de 2018

EUA adiam retirada de tropas da Síria

No sábado, 14, os EUA, França e Inglaterra lançaram 105 mísseis contra três instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria

Declarações dadas neste domingo, 15, por autoridades dos EUA e da França indicam que tropas americanas deverão permanecer na Síria além do prazo de seis meses sugerido pelo presidente Donald Trump para seu retorno.

"Nosso trabalho na Síria não terminou", disse a embaixadora de Washington na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, em entrevista à Fox News. Em Paris, o presidente Emmanuel Macron, disse ter "convencido" Trump a abandonar a ideia de retirar os soldados. "Eu asseguro, nós o convencemos de que é preciso permanecer por enquanto", declarou o líder francês à emissora BFMTV. À noite, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que os planos de Trump continuavam sendo de retirar as tropas "o quanto antes", sem precisar uma data.

No sábado, 14, os EUA, França e Inglaterra lançaram 105 mísseis contra três instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria. Em entrevistas no dia seguinte, representantes do Pentágono afirmaram que o principal objetivo dos EUA na Síria era derrotar o Estado Islâmico. No domingo, Haley ampliou o leque para incluir a proibição do uso de armas químicas e a contenção da presença do Irã na Síria.

Ao lado de Moscou, Teerã é o maior aliado externo de Assad e participa da guerra civil com milícias e integrantes da Guarda Revolucionária iraniana. A crescente presença do país xiita na Síria é vista com apreensão por Israel, principal parceiro dos EUA no Oriente Médio e contrário à saída de tropas americanas do país. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que um novo ataque do Ocidente à Síria levaria "caos" ao mundo.

Foto: Reprodução

Haley mencionou que o cumprimento de três metas é necessário antes da saída dos 2 mil militares americanos da Síria: garantir que as armas químicas não sejam usadas, que o Estado Islâmico seja derrotado e que iranianos não ampliem sua presença no terreno. "O Irã é uma ameaça aos interesses americanos", afirmou. "Nós não vamos voltar para casa até que saibamos que alcançamos esses objetivos." Mas a embaixadora ressaltou que um novo ataque à Síria só ocorrerá se Assad voltar a usar armas químicas. Segundo ela, o bombardeiro provocou um "golpe" no programa de armas químicas de Assad. Trump causou controvérsia ao usar no sábado o termo "missão cumprida" para elogiar a operação. A expressão foi usada em intervenções militares contestadas, como a invasão do Iraque.

Ofensiva diplomática

Enquanto mantêm a presença militar, os EUA deverão intensificar os esforços na busca de uma saída diplomática para a crise síria e aumentar a pressão sobre a Rússia, com a imposição de novas sanções ao país. As penalidades serão anunciadas hoje e terão como alvo empresas russas relacionadas à produção de armas químicas por Assad.

Os EUA também estão interessados nas negociações de paz de Genebra e na busca de uma solução política para a Síria, afirmou Haley. Criado em 2015, o processo está paralisado em razão da decisão de Assad de não participar das conversas.

O mecanismo prevê a transição de poder na Síria, com a convocação de eleições e aprovação de uma nova Constituição. O problema é que grande parte da oposição síria foi dizimada na guerra civil e não está claro quem poderia ser uma alternativa a Assad.

A ofensiva na Síria contraria a retórica adotada por Trump durante a campanha eleitoral, quando criticou as intervenções militares no Oriente Médio patrocinadas por George W. Bush. Segundo ele, os EUA deveriam retirar tropas da região e focar em seus problemas domésticos. Mas o presidente também prometeu acabar com o Estado Islâmico e tem celebrado o recuo do grupo terrorista na Síria. 

Trump é "moralmente inapto" para ser presidente, diz Comey

Ao ser questionado se o presidente tentou obstruir a Justiça ao sugerir que o FBI abandonasse o inquérito envolvendo o ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn, Comey disse que "possivelmente" sim

Em entrevista antes do lançamento oficial de livro de memórias, ex-diretor do FBI afirma que o presidente dos Estados Unidos "mente constantemente" e que suas atitudes não refletem os valores americanos.O ex-diretor do FBI James Comey lançou novas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de "moralmente inapto" para ocupar o cargo mais alto do país, em entrevista à emissora ABC News neste domingo (15).

"Alguém que vê equivalência moral em Charlottesville [em referência aos atos de violência numa marcha de supremacistas brancos], que se refere e trata as mulheres como se fossem pedaços de carne, que mente constantemente sobre assuntos de grande e pequena importância e insiste que a população americana acredite nele - essa pessoa não está apta para ser o presidente dos EUA, sob a ótica moral", disse Comey, que foi demitido por Trump no ano passado.

Ao ser questionado se o presidente tentou obstruir a Justiça ao sugerir que o FBI abandonasse o inquérito envolvendo o ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn, Comey disse que "possivelmente" sim.


Foto: Reprodução/ Michael Vadon/Fotos Públicas

"Valores são importantes", disse Comey à ABC News. "Este presidente não reflete os valores desse país." Ele avaliou que Trump vai "manchar todos ao seu redor", ao se referir aos que trabalham na Casa Branca. "A questão é: o quanto serão manchados e o quanto isso os deixará incapacitados de atingir o objetivo de proteger e servir o país?"

Comey, porém, disse que não deseja que o presidente seja alvo de um processo de um impeachment, uma vez que isso tiraria da população o poder de decidir sobre o futuro político do país. "As pessoas têm que ir para as cabines de votação e votar a favor de seus valores", afirmou.

Polêmica em torno de livro

O livro de memórias de Comey "A higher loyalty" (Uma lealdade superior, em tradução livre), que será lançado oficialmente nesta terça-feira, traz detalhes sobre suas interações com o presidente, que, segundo afirma, age como um chefe da máfia. O título do livro faz referência à "lealdade" que Comey afirma ter sido pedida por Trump antes de demiti-lo, há quase um ano. O ex-diretor do FBI diz ter sido afastado em razão das investigações sobre uma possível interferência russa nas eleições de 2016.

O conteúdo do livro enfureceu Trump. Em uma série de comentários no Twitter, o presidente negou a versão de Comey sobre as interações entre ambos e chegou a afirmar que ele foi o pior diretor da história do FBI.

Trump refutou a afirmação de Comey de que teria lhe pedido lealdade durante um jantar em janeiro de 2017. "Eu nem bem conhecia esse cara. Isso é apenas mais uma de suas muitas mentiras", rebateu, defendendo que o ex-diretor deveria ser preso por ter supostamente vazado informações confidenciais e mentido durante seu depoimento no Senado.

Putin fala em 'caos' mundial se Ocidente voltar a atacar Síria

Presidente russo fez a afirmação em conversa com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, que disse que EUA não querem a estabilidade na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou neste domingo (15) que mais ataques ocidentais contra a Síria trariam o caos aos assuntos mundiais.

Putin fez as declarações em uma conversa por telefone com seu colega iraniano, Hassan Rouhani, depois que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mísseis contra a Síria no sábado, por suspeita de um ataque com gás venenoso.

Foto: Kremlin

Em comunicado, o Kremlin disse que Putin e Rouhani concordaram que as ações ocidentais prejudicaram as chances de se chegar a uma solução política para o conflito de sete anos que já matou pelo menos meio milhão de pessoas.

"Vladimir Putin, em particular, enfatizou que, se tais ações cometidas em violação à Carta da ONU continuarem, isso inevitavelmente levará ao caos nas relações internacionais", diz o texto.

Os mísseis atingiram o coração do programa de armas químicas da Síria, disse Washington, em retaliação a um suspeito ataque com gás venenoso há uma semana. Os três países insistiram que o ataques não visavam derrubar o presidente Bashar al-Assad ou intervir no conflito.

Os atentados, saudados pelo presidente dos EUA, Donald Trump como um sucesso, mas denunciados por Damasco e seus aliados como um ato de agressão, marcaram a maior intervenção dos países ocidentais contra Assad e a Rússia. Os ataques foram considerados pelo ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, "inaceitáveis ​​e sem lei".

Os comentários de Putin foram publicados logo após o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, divulgar uma nota mais conciliatória dizendo que Moscou faria todos os esforços para melhorar as relações políticas com o Ocidente.

14 de abril de 2018

Resolução russa contra ataque na Síria é derrotada no Conselho de Segurança

Só Rússia, China e Bolívia votaram com o Kremlin, enquanto oito países foram contra e outros quatro se abstiveram da decisão -a medida precisava de nove votos para aprovação

Em reunião no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no dia seguinte à ofensiva aérea contra a Síria liderada pelos Estados Unidos, a embaixadora americana no órgão internacional, Nikki Haley, disse que seu país "está armado e pronto para disparar" caso o regime do ditador Bashar al-Assad continue a usar armas químicas.

Lembrando o discurso do presidente Donald Trump, na véspera, ela disse que seu país está "preparado para manter a pressão" sobre a Síria caso seu suposto uso de armas químicas continue. "Quando o nosso presidente estabelece uma linha vermelha, ele respeita essa linha", afirmou.

O encontro na manhã seguinte ao ataque foi convocado a pedido de Moscou, que queria aprovar uma resolução no órgão condenando o ataque coordenado por Washington, Londres e Paris como violação da lei internacional e dos estatutos da ONU.

No final do encontro, a resolução defendida por Moscou foi derrotada no Conselho de Segurança. Só Rússia, China e Bolívia votaram com o Kremlin, enquanto oito países foram contra e outros quatro se abstiveram da decisão -a medida precisava de nove votos para aprovação.

O ataque à infraestrutura de produção de armas químicas da Síria envolveu os EUA, o Reino Unido e a França, que alegam terem provas de que Assad, de fato, usou armas químicas contra civis numa operação militar em Duma, um subúrbio de Damasco, no início deste mês, que acabou com a morte de 42 pessoas.


O presidente dos EUA ordenou na noite desta sexta (13) o ataque a Siria Foto: Reprodução/Facebook

Há semanas, os membros do Conselho de Segurança da ONU vêm discutindo o uso de armas químicas pela Síria, mas a Rússia, que também integra o órgão, vetou tentativas de investigar se Assad usava ou não essas armas.

O embaixador russo no órgão internacional, Vassily Nebenzia, abriu a reunião dizendo que os EUA agiram sem provas e que "choram lágrimas de crocodilo" pelos civis, acrescentando que a ação militar teve um "desdém cínico" pelas normas internacionais.

"Os Estados Unidos pioram uma situação já catastrófica para os civis e agradam terroristas", disse o representante russo. "A atual escalada pode levar a uma nova espiral de violência na Síria e em todo o Oriente Médio."

Haley, a embaixadora americana, rebateu as afirmações russas logo na sequência, dizendo que Moscou faz uma "campanha de desinformação", mas seus "atos desesperados não podem mudar os fatos". Ela disse ainda que os EUA foram forçados a agir porque os russos bloquearam esforços por via diplomática.

Ela também usou palavras semelhantes às usadas pelo Pentágono na descrição do ataque, lembrando que a estratégia americana na Síria não mudou. Esse foi, nas palavras dela, um "ataque justo, legítimo e proporcional".

Karen Pierce, a embaixadora britânica na ONU, também usou termos semelhantes e condenou os repetidos bloqueios da Rússia a tentativas de usar canais diplomáticos para combater o uso de armas químicas pela Síria.

Embaixada do Brasil diz que clima em Damasco é de 'aparente normalidade'

Há cerca de 1.300 brasileiros registrados na embaixada brasileira na Síria, mas nem todos estão morando em Damasco

O chefe da Embaixada do Brasil na Síria, Achilles Zaluar Neto, disse neste sábado (14) que, apesar da tensão, há um clima de "aparente normalidade" em Damasco, depois da ofensiva aérea liderada por Washington em represália ao suposto ataque químico que matou 40 pessoas na semana passada.  "Estou olhando da minha janela agora, aqui na embaixada, e vejo crianças e famílias brincando no parque", disse o embaixador Zaluar, que é encarregado de negócios na embaixada, que está sem embaixador.

Segundo Donald Trump, o lançamento de 58 mísseis teve como objetivo destruir cerca de um quinto da Força Aérea síria. A ação teve participação de militares do Reino Unido e da França.  No centro da capital, há uma pequena passeata de sírios pró-regime do ditador Bashar al-Assad, com bandeiras do país. "Claro que as pessoas estão apreensivas, mas o povo sírio é estoico", diz. Segundo Zaluar, não há vítimas brasileiras.

Há cerca de 1.300 brasileiros registrados na embaixada brasileira na Síria, mas nem todos estão morando em Damasco –alguns se dividem entre Líbano e Síria, ou Brasil e Síria.

Os ataques foram em três áreas, em instalações militares. Segundo Zaluar, o governo brasileiro não orientou os brasileiros a deixar o país. Mas recomenda que os brasileiros na Síria limitem seus deslocamentos no país e façam estoques de alimentos e água.

Segundo o embaixador, um grupo de operários brasileiros que trabalham em uma siderúrgica na Síria foi transferido para o Líbano. O embaixador estava em Beirute no horário dos ataques, entre as 4h e as 5h. Mas foi para Damasco logo após o ataque e está lá no momento.

A embaixada estará aberta para todos os brasileiros que precisarem retirar documentos para sair do país. Funcionários da embaixada relataram ter ouvido muito barulho no momento do ataque, que foi nos arredores de Damasco. "Mas o barulho mais alto eram dos mísseis antiaéreos do governo sírio", afirmou Zaluar.

Embaixador russo nos EUA diz que 'haverá consequências' por ataque na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse por declaração que o ataque foi um "ato de agressão dos EUA e seus aliados".

O embaixador da Rússia nos EUA, Anatoly Antonov, disse neste sábado (14) que o ataque liderado por EUA, Reino Unido e França contra alvos na Síria "não ficará sem consequências" e que "insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse por declaração que o ataque foi um "ato de agressão dos EUA e seus aliados" e que os russos "estão ajudando a legitimar um governo que luta contra o terrorismo" na Síria. Ele também diz que o ataque irá "piorar a catástrofe humanitária" no país.

Segundo Donald Trump, os bombardeios atingiram instalações de produção de agentes tóxicos e foram uma represália ao suposto ataque químico que matou 40 pessoas na semana passada na Síria. Mais cedo, o Kremlin já havia dito que as imagens do suposto ataque com armas químicas na Síria foram forjadas. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirma ter "dados irrefutáveis que o episódio foi uma montagem criada pelo serviço secreto de países que estão na dianteira de uma campanha anti-Rússia".


Vladimir Putin classificou o ataque dos EUA à Síria como agressão a aliados (Foto Kremlin)

Condenações

Os ataques também foram alvo de críticas de outros países. O aiatolá Ali Khamenei, do Irã, disse que os líderes dos EUA, França e Reino Unido "são criminosos". No Reino Unido, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que ataques aéreos não resolvem a situação na Síria e que a política externa britânica deve ser definida pelo parlamento, não pelo presidente dos EUA. Já Jeremy Corbyn, líder do partido trabalhista britânico, disse que o ataque aéreo é "questionável legalmente".

13 de abril de 2018

Sexta-feira 13, superstições ainda alimentam o imaginário popular

A data deve ser recebida como um dia normal, com pensamentos positivos, segundo a taróloga Naína Fortes

Hoje é um dia incomum para os supersticiosos. Isto porque a data coincide com o dia 13 do calendário, alimentando o imaginário popular sobre agouros que algumas atitudes realizadas ao longo do dia podem trazer. Elizangela Maria Lima, instrumentadora cirúrgica, revela que, na data, evita chinelos emborcados e roupas do lado avesso, além de outros comportamentos.

“É algo que me traz um certo medo, pois sou um pouco supersticiosa. Para algumas pessoas, isso não é nada, mas, no meu caso, eu fico receosa de algumas situações, principalmente em uma sexta-feira 13”, relata a instrumentadora. Já a professora Thaís Linhares não acredita muito nas superstições da sexta-feira 13, mas se preocupa com a data. Dona de um gato preto, ela tem receio que a crendice popular coloque em risco a segurança do seu animal de estimação.

“Existe um grande número de gatos pretos maltratados, envenenados e utilizados em rituais nessa data, infelizmente. Por conta disso, eu mantenho minha gata preta dentro de casa, para preservá-la dessas situações”, revela Thaís.

O trabalhador autônomo Francisco das Chagas Ferreira é uma das pessoas que não se preocupa com a ocasião. Para ele, não há motivo para qualquer ressalva quanto a sexta-feira 13. “É um dia como outro qualquer, não acredito em superstições. O que vale pra mim é a fé nas coisas boas”, declara.


Foto: Valéria Noronha/ODIA

Desmistificação

A taróloga e terapeuta holística Naína Fortes explica que existem várias versões de lendas e mitologias relacionadas à sexta-feira 13, mas destaca que não há qualquer evidência de que a data esteja relacionada a acontecimentos negativos e à má sorte. “A data deve ser recebida e encarada como um dia normal, devemos manter sempre pensamentos positivos, buscando a conexão Divina, isso irá nos trazer harmonia, equilíbrio para todos os dias”, afirma a taróloga.

Simbologia do número

A taróloga também explica que a carta 13 no tarô é representada pelo Arcano Maior - ou A Carta da Morte - que assusta, mas que nem sempre corresponde a algum mal. “Essa carta não simboliza perder a vida, ela está ligada ao renascimento, momento de finalizar e findar questões, e padrões repetitivos em nossas vidas, representa mudança”, explica.

Numerologia

Naína Fortes destaca ainda que, na numerologia, o número 1 representa coragem, inovação, liderança, liberdade e autonomia; e o 3 significa inspiração, alegria, realização e liberdade. “A junção desses dois números 1 e 3, que formam o número 13, tem o significado de movimento, transformação e mudanças internas e externas em nossas vidas”, diz.

Rússia é perigo para EUA, afirma futuro secretário de Estado

A estratégia de segurança nacional de Trump identifica a Rússia como um "perigo para o país"

Os tentáculos da Rússia nas eleições americanas e dúvidas sobre a relação suspeita de Donald Trump com o Kremlin dominaram a sabatina de Mike Pompeo, indicado pelo presidente para assumir o comando da chancelaria do país, em Washington.

Diretor da CIA, o serviço de inteligência americano, Pompeo disse antes das primeiras perguntas dos senadores que "a lista de ações desta administração para aumentar os obstáculos para Vladimir Putin é longa" e que os Estados Unidos expulsaram mais diplomatas e agentes russos do país sob Trump do que em qualquer outro momento desde a Guerra Fria.

Foto: Dan Scavino/ White House

Ele acrescentou que a estratégia de segurança nacional de Trump identifica a Rússia como um "perigo para o nosso país". Mais tarde, também disse acreditar que Moscou interferiu nas eleições americanas.

Leal a Trump, afirmou que o presidente nunca pediu que ele fizesse nada "inapropriado", mas admitiu ter conversado com Robert Mueller, o procurador especial responsável pela investigação sobre as relações do republicano com a Rússia.

A demissão do procurador vem sendo discutida pelo presidente reservadamente e se tornou uma possibilidade mais palpável quando Mueller autorizou operação de busca e apreensão no escritório de Michael Cohen, advogado pessoal do republicano.

Pompeo não quis comentar se Trump teria ou não autoridade para mandar Mueller embora.

Rússia e Síria

Sobre a relação conturbada entre Washington e Moscou, o futuro secretário de Estado disse que os problemas são causados pelo "mau comportamento" dos russos, e não por americanos. Segundo ele, os EUA devem ajudar a Ucrânia, que teve uma parte de seu território anexada pela Rússia, a preservar sua soberania.

O candidato ao comando da chancelaria, criticado por alguns senadores por ter um "histórico antimuçulmano", também comentou os planos dos EUA para a Síria um dia depois de o presidente ter ameaçado atacar a região com "mísseis espertos".

Pompeo afirmou que o "objetivo é chegar a uma solução diplomática para que haja mais estabilidade", vislumbrando uma "Síria pós-Assad algum dia", confirmando o interesse americano em derrubar o ditador no comando do país em guerra há sete anos.

Apesar de defender uma saída diplomática no Oriente Médio, Pompeo não descartou a possibilidade de uma intervenção militar na Coreia do Norte, sinalizando que os EUA poderão ir além da diplomacia contra o regime de Kim Jong-un.

"O presidente já deixou claro, e concordo com ele, que pode chegar o dia em que eles tenham um arsenal nuclear capaz de atingir os Estados Unidos da América", disse. "Sua intenção é evitar que isso aconteça e, nesse sentido, ferramentas diplomáticas poderão fracassar."

Sobre a possibilidade de um encontro entre Trump e Kim, anunciado há um mês, Pompeo afirmou que a "Coreia do Norte não deve esperar recompensas de conversas com os Estados Unidos até que dê passos irreversíveis para desistir de ter armas nucleares".

12 de abril de 2018

Trump diz que nunca anunciou quando o ataque contra a Síria iria ocorrer

Declaração acontece um dia após ter o presidente americano ter subido o tom com a Rússia, principal aliada do governo de Bashar Al-Assad

O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (12) que nunca disse quando o ataque contra a Síria iria ocorrer. A declaração acontece um dia após ter o chefe de estado americano ter subido o tom com a Rússia, principal aliada do governo de Bashar Al-Assad, dizendo que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estavam chegando à Síria.

"Nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria. Poderia ser muito em breve ou não! De qualquer forma, os Estados Unidos, sob minha administração, fizeram um ótimo trabalho livrando a região do ISIS [Estado Islâmico]. Onde está o nosso "Obrigado América?", afirmou Trump no Twitter.

Foto:Joyce N. Boghosian

Para o presidente sírio, qualquer ação das potências ocidentais poderia desestabilizar ainda mais a região.

"Com todas as vitórias alcançadas no campo, as vozes de alguns estados ocidentais se levantam e as ações se intensificam em uma tentativa de mudar o curso dos acontecimentos. Essas vozes e qualquer ação possível contribuirão apenas com um aumento na instabilidade na região, ameaçando a paz e a segurança internacional", declarou Bashar Al-Assad, segundo relato da TV estatal síria.

Quando Assad menciona vitórias no campo, ele se refere ao avanço do exército sírio na cidade de Duma, em Guta Oriental. Embora o governo sírio não tenha anunciado oficialmente, rebeldes entregaram as armas e deixaram a cidade na quarta-feira, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Ameaça americana

Trump vem ameaçando há dias dar uma resposta ao suposto ataque químico na cidade de Duma, em Guta Oriental, que é um enclave rebelde nos arredores de Damasco. Para o governo americano, o governo sírio voltou a usar armas químicas contra os rebeldes.

Já no domingo (8), em uma mensagem no Twitter, Trump afirmou que Rússia e Irã eram responsáveis por apoiar o “animal” Assad e que haveria um “grande preço” a pagar.

Na segunda-feira (9), o presidente americano anunciou que tomaria uma “decisão importante” sobre o assunto. "Estamos estudando a situação e falando com líderes militares, e tomaremos alguma decisão importante nas próximas 24 a 48 horas", afirmou.

A tensão na região aumentou e na quarta-feira, quando o prazo para a importante decisão expirou, Trump voltou às redes sociais para ameaçar a Rússia.

“A Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque eles estão chegando, bacanas, novos e 'inteligentes'! Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que usa gás para matar o seu povo e gosta disso”, afirmou Trump no Twitter, fazendo referência ao ataque ocorrido no sábado (7).

Pouco depois do post em tom de ameaça, Trump faz um novo comentário mais ameno.

"Nosso relacionamento com a Rússia é pior agora do que nunca, e isso inclui a Guerra Fria. Não há razão para isso. A Rússia precisa de nos ajudar com sua economia, algo que seria muito fácil de fazer, e precisamos que todas as nações trabalhem juntas. Vamos parar a corrida armamentista?", escreveu ainda o americano, num outro post no Twitter.

Brasileiro é condenado por ligação com "Estado Islâmico"

Guimarães foi sentenciado a oito anos de prisão pelo crime de formação de organização terrorista

A Justiça da Espanha sentencia Kayke Guimarães, detido desde 2014, a oito anos de prisão. Ele foi acusado de se associar com outros extremistas e tentar se unir a grupo extremista na Síria.A Justiça espanhola condenou nesta terça-feira (10/04) dez membros de uma célula jihadista ligada ao grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI), entre eles o brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães.

Guimarães foi sentenciado a oito anos de prisão pelo crime de formação de organização terrorista. Os outros membros da célula, entre eles espanhóis e marroquinos, foram condenados a penas que variam de oito a 12 anos de prisão. Ele foi preso em dezembro de 2014, quando tentava atravessar a fronteira entre a Bulgária e a Turquia. Segundo a Justiça espanhola, ele pretendia se juntar ao EI na Síria. Um mês depois, ele foi deportado para a Espanha.

Nascido em Formosa, em Goiânia, ele vivia em Terrasa, um subúrbio de Barcelona. À época da prisão ele tinha 18 anos e vivia há dez anos na Espanha. Segundo declaração da família do goiano para diversos veículos da imprensa brasileira, Guimarães havia viajado à Turquia para passar férias.

No entanto, a Justiça espanhola aponta que ele havia se aproximado de radicais islâmicos quando passou a frequentar uma mesquita em Terrasa. De acordo com a sentença, ele se juntou a uma célula terrorista chamada "Fraternidade Islâmica", que convencia seus membros a se juntarem ao EI na Síria ou a planejar atentados em solo espanhol. Ele teria então mudado informalmente seu nome de batismo para Hakim.

Antes mesmo de chegar à Bulgária, Guimarães e outros membros do grupo já eram monitorados por agentes da polícia da Catalunha. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a polícia encontrou na casa do brasileiro manuais extremistas, incluindo uma publicação produzida pela rede Al Qaeda, que descreve técnicas de táticas terroristas e propagandeia a jihad, ou guerra santa. Na casa de outro membro da célula, um espanhol, foram encontrados documentos que descreviam como produzir bombas.

Segundo a sentença, pelo menos um dos membros da célula, Abdellatif Chahmout, conseguiu chegar à Síria. Ele posteriormente morreu em combate no Iraque em 2015.

Ainda segundo a sentença, vários membros da célula planejavam organizar atentados em Barcelona, na mesma linha do que ocorreu em agosto de 2017, que deixou 16 mortos na capital da Catalunha, ou ainda sequestrar uma pessoa e filmar a execução dela.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Guimarães segue sendo um dos únicos casos conhecidos de brasileiros que se juntaram ao EI ou tentaram fazê-lo.

Em 2013, o belga Brian de Mulder, filho de uma brasileira que vive na Bélgica, recebeu destaque na imprensa do Brasil após partir para a Síria. Ele, no entanto, não possuía nacionalidade brasileira. Mulder acabou sendo condenado a cinco anos de cadeia in absentia por uma corte belga. Segundo a família, ele morreu na Síria em 2015.

Califórnia acata ordem de Trump e envia tropas à fronteira com México

Segundo o governador da cidade, os 400 soldados enviados não farão o papel de polícia migratória, respeitando a lei estadual do "santuário"

A Califórnia enviará membros de sua Guarda Nacional à fronteira com o México, acatando a ordem do presidente Donald Trump, mas estas tropas não farão o papel de polícia migratória, respeitando a lei estadual do “santuário”. O governador Jerry Brown comunicou nesta quarta-feira sua decisão de enviar 400 homens à secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, e ao secretário de Defesa, Jim Mattis.

“Sejamos bem transparentes: Esta não será uma missão para construir o muro, não será uma missão para perseguir mulheres e crianças ou deter pessoas fugindo da violência em busca de uma vida melhor. A Guarda Nacional da Califórnia não executará as leis federais de imigração”, destacou Brown em seu comunicado sobre o envio da tropa.

A Califórnia se proclamou em outubro passado como estado “santuário”, no qual as polícias locais não colaboram com as autoridades federais na detenção de imigrantes ilegais.

O governador democrata não precisou se os 400 guardas serão enviados exatamente à fronteira com o México, mas declarou que estarão concentrados em “apoiar operações contra grupos de criminosos internacionais, traficantes de pessoas e contrabandistas de armas e drogas na fronteira e ao longo de todo o estado”.

A Guarda Nacional é uma força de reserva vinculada aos estados americanos. Califórnia se une assim aos outros dois estados da fronteira sul, Texas e Arizona, que já anunciaram o envio de homens da Guarda Nacional. O Texas enviará mais de mil guardas, iniciando com um contingente de 550 militares já ativados, enquanto o Arizona mobilizou 225 homens.

O secretário Jim Mattis assinou uma ordem para mobilizar “até 4.000 efetivos da Guarda Nacional” na fronteira sul até 30 de setembro de 2018. Trump disse que as tropas da Guarda Nacional “provavelmente” permanecerão nessa atividade até que o país construa um muro na fronteira.

A Guarda Nacional foi enviada anteriormente à fronteira com o México em três oportunidades: em 2006 e 2008 com o presidente George W. Bush, e em 2010 com Barack Obama. Nesses três casos, a mobilização se manteve por aproximadamente um ano.

11 de abril de 2018

Síria reage a ameaças e diz que ataque dos EUA seria imprudente e irracional

O posicionamento vem após EUA e Rússia se manifestarem sobre uma possível resposta militar ao suposto ataque químico de sábado, 7, que tanto os sírios quanto os russos dizem que não aconteceu

O Ministério das Relações Exteriores da Síria divulgou nesta quarta-feira, 11, uma resposta às ameaças emitidas por Donald Trump de enviar mísseis ao país. A declaração caracterizou a fala do presidente americano como "imprudente", que demonstra falta de "sabedoria e lógica" e ainda coloca em risco a paz e segurança internacionais.

O posicionamento vem após EUA e Rússia se manifestarem sobre uma possível resposta militar ao suposto ataque químico de sábado, 7, que tanto os sírios quanto os russos dizem que não aconteceu. O presidente Trump utilizou o Twitter para ameaçar uma retaliação, o que desencadeou declarações dos adversários.

O Ministério sírio apontou que Washington está utilizando o suposto ataque como pretexto para atacar o país. "Não estamos surpresos com esta escalada imprudente de um regime como o dos Estados Unidos, que tem patrocinado o terrorismo na Síria". A declaração foi divulgada pela mídia estatal. O governo sírio considera todos os grupos de oposição ao regime como terroristas e aponta que os americanos financiam tais grupos, incluindo o Estado Islâmico.

"O pretexto de um ataque químico tornou-se conhecido por todos e é uma desculpa frágil e sem fundamento", diz a declaração oficial, que avalia as ameaças de retaliação dos EUA, França e Grã-Bretanha como "delirantes", caso seu objetivo seja impedir que Damasco continue a combater o terrorismo.

"O estado sírio continuará a lutar contra o terrorismo, não importa qual seja a reação deles", ressaltou o documento. O posicionamento ainda argumenta que o convite feito a investigadores especializados em armas químicas comprova a inocência das forças de Bashar al-Assad. 

Brasileiro acusado de se unir ao Estado Islâmico é condenado na Espanha

O jovem, à época com 18 anos, havia abandonado o nome de nascimento e se chamava de Hakim

O brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães, 22, acusado de tentar viajar à Síria para se unir à facção radical Estado Islâmico, foi condenado nesta terça-feira (10) pela Justiça espanhola a oito anos de prisão pelo crime de formação de organização terrorista.

A sentença chega após mais de dois anos desde sua detenção em dezembro de 2015 pelo governo búlgaro, em um dos casos mais emblemáticos de radicalização no território espanhol. Guimarães diz que estava a caminho da Turquia para passar as férias com amigos, versão repetida pela família, que entrará com um recurso.

Na sentença, obtida pela reportagem com as autoridades espanholas, o juiz afirma que a polícia encontrou na casa de Guimarães cópias de manuais extremistas, incluindo um guia produzido pela Al Qaeda. Um dos textos descreve em detalhes as táticas terroristas, enquanto o outro expõe a ideia de guerra santa.

O goiano Guimarães vivia na cidade de Terrassa, na região da Catalunha. Quando uma reportagem da Folha de S.Paulo esteve ali, após sua detenção, ouviu de colegas de mesquita que ele vinha se radicalizando após se unir a um grupo local de radicais. O jovem, à época com 18 anos, havia abandonado o nome de nascimento e se chamava de Hakim.

Outros nove membros de sua cédula também foram condenados, e suas penas chegam a 12 anos de prisão. Há entre eles espanhóis e marroquinos, para além do brasileiro. Havia, segundo a Justiça espanhola, planos de organizar um ataque a Barcelona -como aquele realizado em agosto de 2017, que deixou 16 mortos.

10 de abril de 2018

Terremoto atinge centro da Itália, provoca danos em prédios e fecha escolas

Tremor desta terça atingiu magnitude 4,7. Serviço ferroviário foi suspenso por precaução

Um terremoto causou pequenos danos em alguns edifícios do centro da Itália e obrigou o fechamento de várias escolas nesta terça-feira (10). Não há informação sobre feridos. O tremor atingiu magnitude 4,7, segundo o serviço geológico dos EUA (USGS).

A circulação em algumas rotas ferroviárias também foi suspensa como medida de precaução, já que se trata de uma região que registra habitualmente uma grande atividade sísmica.

O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) italiano informou que o tremor aconteceu às 5h11 (horário local, 3h11 de Brasília) com epicentro a 2 km da cidade de Muccia, na província de Macerata, e a uma profundidade de 9 km.

Também foi sentido nas cidades vizinhas como Pieve Torina e Pievebovigliana, e em geral nas regiões centrais de Marcas e Úmbria.

"Hoje fechamos as escolas. É preciso ver se não há danos antes de permitir a entrada das crianças", disse o prefeito de Pieve Torina, Alessandro Gentilucci.

Gentilucci confirmou que as equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão verificando se houve danos nas casas e também nos abrigos de emergência que o governo entregou para as pessoas que tiveram que deixar seus lares após o forte terremoto que atingiu Amatrice. Em dia 24 de agosto de 2016, esse tremor que atingiu o centro do país deixou 299 mortos.

No município de Muccia, caiu o pequeno campanário da igreja do século XVII de Santa Maria di Varano, informou o prefeito, Mario Baroni, e acrescentou que as verificações pertinentes estão sendo realizadas para determinar se alguma estrutura tem risco de desabamento.

Gianluca Pasqui, prefeito da pequena cidade de Camerino, já fortemente abalada pelo terremoto de agosto de 2016, proibiu aos cidadãos de entrar na área que foi então reduzida a escombros e explicou que agora se está constatando que não haja danos também nas casas afastadas do centro que ficaram em pé.

Desde que aconteceu o terremoto, o INGV registrou mais de vinte réplicas acima de magnitude 2.

O instituto explicou que este terremoto está enquadrado "na sequência que foi ativada no dia 24 de agosto de 2016", data do terremoto que além de devastar Amatrice, provocou a destruição do centro histórico de cidades como Pescara del Tronto e Arquata del Tronto.

09 de abril de 2018

Coreia do Norte diz estar disposta a discutir desnuclearização com EUA

A garantia norte-coreana não significa que as negociações serão necessariamente bem-sucedidas

Autoridades da Coreia do Norte disseram ao governo dos Estados Unidos que Kim Jong-un está pronto para discutir a desnuclearização, uma garantia que poderia abrir o caminho para uma reunião com o presidente Donald Trump, informou a imprensa americana neste domingo.

É a primeira vez que a oferta foi feita diretamente a Washington, depois de ter sido transmitida previamente pelo consultor sul-coreano de segurança nacional Chung Eui-yong. “Os EUA confirmaram que Kim Jong-un está disposto a discutir a desnuclearização da Península Coreana”, disse um funcionário do governo Trump ao The Wall Street Journal e ao Washington Post neste domingo.

Washington surpreendeu os observadores quando anunciou no mês passado que havia concordado com um primeiro encontro histórico entre Trump e Kim, a ser realizado no final de maio. Mas Pyongyang não havia falado com Washington desde então, o que o jornal sugeriu que pode indicar que Seul exagerou a disposição do Norte para negociar seu próprio arsenal nuclear.

A garantia norte-coreana não significa que as negociações serão necessariamente bem-sucedidas. Pyongyang indicou que o progresso em direção à desnuclearização deve prosseguir em fases sincronizadas com as concessões diplomáticas e econômicas do lado americano. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a data ou local da reunião proposta.

O possível encontro vai acontecer depois de um ano muito tenso entre os dois líderes, no qual a Coreia do Norte fez vários testes de mísseis balísticos, ao que Trump respondeu com duras advertências e se referindo a Kim com termos depreciativos como “pequeno homem foguete”. Kim, por sua vez, desafiou as advertências da comunidade internacional para deter seus testes nucleares e chamou Trump de “idiota”

Homem que matou duas pessoas e feriu mais de 20 na Alemanha agiu sozinho

O homem tinha antecedentes na polícia por fazer ameaças, danificar propriedade, fraude e acidente de trânsito

O homem que matou duas pessoas e feriu mais de 20 após atropelar uma multidão no sábado (7) em Münster, no noroeste da Alemanha, agiu sozinho.

"Agora sabemos que foi com toda probabilidade um perpetrador solitário", disse neste domingo (8) Herbert Reul, ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália.

"Há muitos indícios de que a pessoa em questão tinha anormalidades psicológicas", continuou o ministro. "Isso precisa ser investigado." Segundo Reul, não há evidências de motivação política ou passado islâmico.

O suspeito de 48 anos, identificado pela imprensa alemã como Jens R., nasceu no estado do Sarre, era designer industrial e morava em Münster há anos. O jornal Süddeutsche Zeitung relatou que R. passou por tratamento psiquiátrico entre 2014 e 2016.

Segundo o promotor de Münster, Elke Adomeit, o homem tinha antecedentes na polícia por fazer ameaças, danificar propriedade privada, fraude e um acidente de trânsito.

O chefe da polícia, Hans-Joachim Kuhlisch, disse que quatro apartamentos em nome do suspeito foram revistados na noite de sábado. Em um deles, foi encontrada uma submetralhadora inutilizada.

Nas buscas iniciais não foram encontrados sinais de motivação política. Mas Kuhlisch descartou uma conclusão imediata. "Vocês vão entender que, com quatro apartamentos, dois em Münster e dois no leste da Alemanha, não podemos dizer agora de forma conclusiva que não encontraremos nada."

Vizinhos do suspeito ouvidos pela revista Der Spiegel relataram que ele desenvolveu uma paranoia após cair da escada em um acidente anos atrás. "Ele pensava que havia uma conspiração contra ele", disse um deles.

Os investigadores, segundo o tabloide Bild, apuram se esse foi um caso de "suicídio prolongado", como o do piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião alemão em 2015 nos Alpes franceses matando 150 pessoas.

Maratona

A polícia alemã prendeu quatro homens sob a suspeita de planejarem ataques com faca durante a meia-maratona de Berlim neste domingo, reportou o jornal Die Welt.

Segundo o diário, os homens eram ligados a Anis Amri, tunisiano que atropelou uma multidão em um mercado de Natal de Berlim e matou 12 pessoas em dezembro de 2016. A polícia não comentou o relato.

Ataque deixa mortos aeroporto sírio; governo Assad acusa Israel

O ataque e a acusação contra os EUA da parte do governo sírio ocorrerem após o presidente americano, Donald Trump, acusar o governo de Bashar Al-Assad de ter feito um ataque químico na cidade de Duma

Quatorze militares sírios e combatentes aliados morreram nesta segunda-feira (9) em um ataque com mísseis contra o aeroporto militar sírio de Taifur, na província de Homs, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O governo de Bashar al-Assad e a Rússia responsabilizaram Israel pelo bombardeio.

A ONG diz que dois mísseis atingiram a base, que abriga tropas do exército sírio, do Hezbollah e forças iranianas.

O ataque acontece quase um dia após ataques aéreos do governo sírio na cidade de Douma, na Síria (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via G1)

A Sana, agência oficial de notícias do regime sírio, afirmou que "a agressão israelense no aeroporto T-4 foi realizada por aviões F-15 que lançaram vários mísseis". Inicialmente, a agência tinha acusado o governo dos Estados Unidos. "Neste momento, o Departamento de Defesa não está conduzindo ataques aéreos na Síria", negou o Pentágono em um comunicado, de acordo com a Efe.

O ministério russo da Defesa afirmou que dois aviões F-15 do exército israelense atacaram a base aérea entre 3h25 e 3h53 horário de Moscou (21h25 e 21h53 de Brasília, de domingo) com a ajuda de oito mísseis teleguiados a partir do território libanês, sem penetrar no espaço aéreo sírio", segundo a France Presse.

Israel advertiu em várias oportunidades que não aceitará que o Irã, seu grande inimigo, estabeleça trincheiras militares na Síria e bombardeou alvos iranianos neste país.

Tensão com os EUA

O ataque e a acusação contra os EUA da parte do governo sírio ocorrerem após o presidente americano, Donald Trump, acusar o governo de Bashar Al-Assad de ter feito um ataque químico na cidade de Duma, na região de Guta Oriental.

No Twitter, Trump afirmou que haverá "um preço alto a ser pago". "Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças, em um ataque químico absurdo na Síria. A área da atrocidade está cercada pelas forças sírias, deixando-a inacessível para o resto do mundo", escreveu.

08 de abril de 2018

Ataque químico deixa dezenas de mortos na Síria, dizem ONGs

Diferentes organizações, como o Observatório Sírio para os Direitos Humanos e os Capacetes Brancos, falam em mais de 40 mortos em Douma, cidade no subúrbio de Damasco.

Dezenas de pessoas morreram em um suposto ataque químico em Douma, cidade controlada pelos rebeldes perto da capital Damasco, afirmaram ativistas, equipes de resgate e médicos sírios neste domingo (8).

Comunicado conjunto divulgado pela Sociedade Médica Sírio-Americana (SAMS, na sigla em inglês) e a Defesa Civil síria (ONG mais conhecida como Capacetes Brancos) cita 49 mortos.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora a guerra civil do país, disse que ao menos 80 pessoas foram mortas em Douma ontem, incluindo cerca de 40 que morreram de sufocamento.

A acusação do suposto ataque químico, que ocorreu no final do sábado, partiu do grupo rebelde sírio Jaish al-Islam. Eles acusam o regime de Assad de lançar um barril-bomba com substâncias químicas venenosas contra civis em meio a uma ofensiva das forças do governo sírio a Douma.

Fumaça é vista após ataques aéreos do governo sírio na cidade de Douma, no leste de Ghouta, na Síria, no sábado (7) (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via G1)

Os Capacetes Brancos, socorristas ligados à oposição, relataram que famílias inteiras foram encontradas sufocadas em suas casas e abrigos.

O OSDH disse que não podia confirmar se armas químicas foram usadas no ataque. As agências de notícias também não conseguiram verificar os relatos de forma independente.

Douma fica no subúrbio de Damasco, na região conhecida como Ghouta Oriental, que vem sendo alvo do regime sírio por concentrar opositores perto da capital.

Crianças são atendidas após suposto ataque químico na Síria (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via G1)

Regime sírio nega

A mídia estatal síria negou o lançamento de ataques químicos assim que as notícias começaram a circular. "Os terroristas do Jaish al-Islam estão em colapso e seus meios de comunicação estão fabricando ataques químicos em uma tentativa fracassada de obstruir os avanços do Exército Árabe Sírio", afirmou a agência de notícias estatal Sana.

Neste domingo, a televisão estatal síria informou que o governo do ditador Bashar Al-Assad "está pronto para iniciar negociações" com os rebeldes.

Homem é atendido após ataque na Síria (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via G1)

Os Estados Unidos pediram à Rússia que retirem o apoio a Assad após o suposto ataque químico. O Departamento de Estado dos EUA disse que relatos de vítimas em massa de um suposto ataque de armas químicas em Douma foram "horripilantes" e que, se confirmados, "exigem uma resposta imediata da comunidade internacional".

Mas o governo russo negou o uso de armas químicas na ofensiva. "Nós negamos categoricamente essa informação", afirmou o general Yuri Yevtushenko, chefe do centro russo de reconciliação na Síria.

Ofensiva contra rebeldes

Forças do governo sírio retomaram na sexta (6) à tarde sua ofensiva contra Douma, cidade controlada por rebeldes, após uma trégua de dez dias entrar em colapso devido a um desacordo sobre a evacuação de combatentes da oposição.

A violência recomeçou dias depois que centenas de combatentes da oposição e seus parentes deixaram Douma em direção às áreas controladas pelos rebeldes no norte da Síria. Douma é a última fortaleza rebelde no leste de Ghouta.

Assad já recuperou o controle de quase toda a região, em uma campanha militar apoiada pelos russos que começou em fevereiro, deixando apenas Douma em mãos rebeldes. Após um período de calmaria de alguns dias, as forças do governo voltaram a bombardear Douma na sexta.

Ataques químicos

O suposto ataque de gás em Douma ocorre quase um ano após um outro supósto ataque químico, na cidade de Khan Sheikoun, no norte da Síria. Dezenas de pessoas morreram, e o ataque levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ordenar uma ofensiva com mísseis contra uma base aérea síria.

Na época, os governos sírio e russo também negaram a autoria do ocorrido.

Um outro ataque químico no leste de Ghouta, em 2013, matou centenas de pessoas e também foi atribuído às forças do governo sírio. Na ocasião, os EUA ameaçaram uma ação militar no país, mas recuaram.

A Síria nega ter usado armas químicas durante os sete anos de guerra civil e diz que eliminou seu arsenal químico em 2013, sob um acordo intermediado pelos EUA e pela Rússia.

07 de abril de 2018

Confronto entre palestinos e israelenses deixam mortos entre Gaza e Israel

Sete palestinos morreram e mais de mil ficaram feridos no confronto desta sexta-feira, de acordo com autoridades palestinas

Manifestantes palestinos e soldados israelenses voltaram a se enfrentar nesta sexta-feira (6) perto do muro que separa a Faixa de Gaza e Israel. Autoridades do departamento de saúde de Gaza afirmaram que 7 palestinos morreram e mais de 1.000 ficaram feridos. Com o anúncio das mortes desta sexta, já passa de 29 o número de palestinos mortos nesta região desde a semana passada.

Centenas de palestinos se reuniram em diferentes lugares ao longo da fronteira de Gaza nesta sexta. No início da manhã, palestinos incendiaram pneus e lançaram pedras nos soldados israelenses, que responderam com gás lacrimogêneo e tiros, segundo a France Presse.

O ministério da Saúde de Gaza afirmou que dentre os 1.070 feridos nesta sexta, há 12 mulheres e 48 menores. Além disso, 293 foram vítimas de fogo e 25 estão em condições sérias.

Onda de protestos

Esse é o 2º confronto desde a convocação, feita pela sociedade civil e apoiada pelo Hamas, de seis semanas de manifestações contra o bloqueio fronteiriço do enclave palestino. Os palestinos participam da "marcha do retorno", para exigir o "direito de retorno" de cerca de 700 mil palestinos expulsos de suas terras, ou que fugiram durante a guerra que se seguiu à criação de Israel em 14 de maio de 1948.

Israel já acusou o grupo militante islâmico de usar os protestos como cobertura para atacar a sua fronteira e declarou que aqueles que se aproximam da cerca colocam suas vidas em risco.

Na última sexta (30), confrontos deixaram 19 mortos e mais de 1,1 mil palestinos feridos. O Exército israelense afirmou que o conflito começou quando palestinos se aproximaram da cerca na fronteira de Israel. O Ministério de Saúde de Gaza, por sua vez, culpou soldados israelenses por atirar em dois agricultores palestinos de Khan Yunis, matando um deles.

O clima de tensão tem aumentado na região. Em meados de maio, deve se concretizar a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, após o presidente Donald Trump reconhecer que a cidade é a capital do estado de Israel – medida que desagradou profundamente os palestinos. Em maio também completará 70 anos da criação do estado de Israel.

06 de abril de 2018

Trump diz não saber de acordo de advogado com atriz pornô para ocultar caso

A atriz pornô abriu um processo contra o advogado do presidente para ser liberada do acordo de confidencialidade

O presidente dos EUA, Donald Trump, falou pela primeira vez sobre seu suposto caso com a atriz pornô Stephanie Clifford, a Stormy Daniels, negando saber do pagamento de US$ 130 mil para que ela omitisse a relação.

Ao ser questionado nesta quinta-feira (5) sobre se ele tinha conhecimento do acordo, disse que não. Na sequência, os jornalistas perguntaram o porquê de seu advogado dar o dinheiro à atriz se as acusações dela são falsas.

Foto: Fórum Econômico Mundial / Faruk Pinjo

Trump afirmou. "Vocês têm que perguntar a Michael Cohen. Ele é o meu advogado". O presidente também negaria saber qual a origem do dinheiro que seu defensor usou no acordo -Cohen afirma tê-lo tirado do próprio bolso.

No mês passado, a atriz pornô abriu um processo contra o advogado do presidente para ser liberada do acordo de confidencialidade sobre o suposto caso. Ele foi assinado em outubro de 2016, a dias da eleição presidencial.

Cohen admitiu a existência do contrato e, por isso, considera que a atriz violou a confidencialidade. Por sua vez, a defesa de Clifford argumenta que o acordo carece de validade por não ter a assinatura do presidente.

Na semana passada, ela afirmou, em entrevista à rede de televisão CBS, que transou com Trump sem camisinha e bateu em suas nádegas durante a relação sexual, que teria ocorrido em hotel de Beverly Hills, em 2006.

Segundo a atriz, os dois mantiveram contato depois disso. Na época, o hoje mandatário havia completado um ano de casado com a atual primeira-dama, Melania, e o filho do casal, Barron, era recém-nacido.

O advogado de Clifford, Michael Avenatti, disse que a negativa de Trump reforçou a defesa de sua cliente. "Como a história nos ensina, uma coisa é enganar a imprensa, e outra muito diferente é fazer isso sob juramento."

Além de Clifford, a ex-modelo da revista Playboy Karen McDougal disse que teve um caso extraconjugal de dez meses com o republicano, também em 2006. A Casa Branca disse que Trump nega as duas relações.