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Notícias Mundo

19 de dezembro de 2018

Bolsonaro critica pacto de migração e critica vida na França

Ele lamentou que o atual governo tenha assinado um pacto de migração e disse que vai revogar a participação quando assumir o cargo.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta terça-feira (18) que a migração tornou "simplesmente insuportável" viver em algumas partes da França e voltou a falar em barrar imigrantes que queiram vir ao Brasil. Ele lamentou que o atual governo tenha assinado um pacto de migração e disse que vai revogar a participação quando assumir o cargo.

"Todo mundo sabe o que está acontecendo com a França. Está simplesmente insuportável viver em alguns locais da França. E a tendência é aumentar a intolerância. Os que foram para lá, o povo francês acolheu da melhor maneira possível. Mas vocês sabem da história dessa gente, né? Eles têm algo dentro de si que não abandonam as suas raízes e querem fazer valer a sua cultura, os seus direitos lá de trás, e os seus privilégios."

Bolsonaro deu as declarações durante transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook. Ele disse que a França "está sofrendo" com a situação. "Parte da população, parte das Forças Armadas, parte das instituições começam a reclamar no tocante a isso. Nós não queremos isso para o Brasil".

"Não somos contra imigrantes, mas, para entrar no Brasil, tem que ter um critério bastante rigoroso. Caso contrário, no que depender de mim, não entrarão", afirmou. 

Cuba e Venezuela

No vídeo, o presidente eleito também comentou a decisão de desconvidar para a posse os ditadores de Cuba e Venezuela e justificou afirmando que a cerimônia é uma festa "da democracia". Disse que não convidar o venezuelano Nicolás Maduro é a melhor forma de apoiar o povo do país vizinho.

Sobre Cuba, reclamou do modelo do programa Mais Médicos e fez acusações contra os participantes do acordo de cooperação com o Brasil.

"Pelo que sabemos os primeiros 200 que foram embora eram todos agentes cubanos ou integrantes do Exército cubano. Estavam aqui vigiando, tomando conta do trabalho escravo praticado por eles aqui dentro, com a conivência do PT e de outros partidos, e resolveram sair antes porque poderiam com toda certeza ser checados por nós agora em janeiro e ter a confirmação que não tinham nada a ver com a medicina."

18 de dezembro de 2018

Estados-membros da ONU aprovam pacto global sobre refugiados

O pacto global para a migração foi aprovado há uma semana durante uma conferência intergovernamental em Marrakech, no Marrocos.

As Nações Unidas aprovaram o pacto global sobre refugiados. Ao todo, 181 países votaram a favor do documento, enquanto Estados Unidos e Hungria foram contrários. República Dominicana, Eritreia e Líbia se abstiveram. Coordenado pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), com sede em Genebra e dirigido pelo italiano Filippo Grandi, o pacto global sobre refugiados, aprovado ontem (17), procura promover a resposta internacional adequada aos fluxos em massa e situações prolongadas de refugiados.

No final de 2017, existiam quase 25,4 milhões de refugiados em todo o mundo. Atualmente, apenas 10 países acolhem 60% das pessoas nessa situação. Só a Turquia abriga 3,5 milhões de refugiados, mais do que qualquer outro país.

Assim como o pacto global para a migração, aprovado na semana passada por representantes de 160 países, o pacto global sobre refugiados não tem valor vinculativo, e ambos derivam de um documento assinado em 2016 conhecido como Declaração de Nova York, adotada por unanimidade pelos 193 membros da ONU.

O pacto global sobre refugiados aponta quatro objetivos principais: aliviar a pressão sobre os países anfitriões, aumentar a autossuficiência dos refugiados, ampliar o acesso a soluções de países terceiros e ajudar a criar condições nos países de origem, para um regresso dos cidadãos em segurança e dignidade.

Foto: ONU News/Divulgação

Ao contrário do documento que trata dos migrantes, do qual os Estados Unidos sequer quiseram participar das negociações, o pacto para os refugiados chegou a contar com colaboração americana ao menos no período de conversas, que durou 18 meses.

Pacto para migração

O pacto global para a migração foi aprovado há uma semana durante uma conferência intergovernamental em Marrakech, no Marrocos. Na segunda-feira passada, 164 dos 193 Estados-membros da ONU (cerca de 85%), incluindo o Brasil, adotaram formalmente o documento, o primeiro desse gênero. No entanto, pouco depois da assinatura do acordo, o embaixador Ernesto Araújo, confirmado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, disse que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai se desassociar do pacto. Segundo ele, a imigração deve ser tratada de acordo com "a realidade e a soberania de cada país".

O Brasil não foi o único a anunciar que abandonaria o documento. O mesmo já havia sido feito pela Polônia, Hungria, República Tcheca, Chile a Áustria. O texto ainda deve passar por mais uma votação na próxima quarta-feira (19/12) na Assembleia Geral da ONU.

No domingo, o pacto voltou a ser objeto de defesa e de repúdio. O papa Francisco expressou o seu apoio apelando à comunidade internacional que trabalhe "com responsabilidade, solidariedade e compaixão" em relação aos migrantes.

No mesmo dia, mais de 5 mil manifestantes contrários ao acordo protestaram em Bruxelas. Houve confronto com a polícia, que teve que usar canhões d'água para dispersar os manifestantes. Quase cem pessoas foram presas. A manifestação, chamada "Marcha contra Marrakech", foi convocada em reação ao apoio do primeiro-ministro belga, Charles Michel, ao pacto.

17 de dezembro de 2018

Morte de imigrante de 7 anos reacende disputa Trump vs. democratas

Caso vem à tona no momento em que o presidente faz pressão para inclusão de 5 bilhões de dólares para muro no orçamento de 2019.

A morte de uma menina guatemalteca de sete anos sob custódia da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos reacendeu, neste fim de ano, os debates sobre as políticas migratórias do país. Ela foi detida no dia 6 de dezembro quando cruzava o estado americano do Novo México junto com o pai e um grupo de 160 3 pessoas. Pouco mais de 90 minutos depois, ainda no ônibus, a menina teve convulsões e foi levada a um hospital, onde morreu de desidratação e choque.

Agora sua família e as autoridades americanas travam uma disputa sobre as responsabilidades na morte. Segundo as autoridades afirmaram num comunicado no sábado, Jakelin Caal ficou dias sem água ou comida até ser encontrada pela patrulha de fronteiras. Advogados contratados pela família, porém, afirmam que ela estava em boa forma física quando foi capturada. Segundo seu pai, Nery Caal, o grupo em que a menina viajava não estava cruzando o deserto há dias, mas sim havia sido deixado na fronteira com o México, distante 90 minutos de caminhada do ponto onde foram capturados.

A história se complica porque o cônsul da Guatemala no Texas, Tekandi Paniagua, contou à rede CNN que Nery Caal lhe disse que não tinha reclamações sobre a forma como os patrulheiros trataram sua filha. Seu pai assinou um formulário confirmando que a filha estava em boa forma física quando foi capturada.

A morte de Jakelin se transformou numa das mais trágicas histórias da onda migratória que parte da América Central para os Estados Unidos. A vila de San Antonio Secortez, onde a menina morava com os pais e três irmãos, tem 420 habitantes e é considerada extremamente pobre.

A tragédia também apimentou as discussões na Congresso americano sobre a aprovação do orçamento de 2019, que precisa ser votado esta semana sob o risco de paralisar o governo. O presidente Donald Trump faz pressão para a inclusão de 5 bilhões de dólares para a construção de um muro na fronteira com o México, e diz que não vê problemas numa paralisia do governo. Democratas, que desde novembro são maioria no Congresso, afirmam que não aprovarão os gastos. Não há qualquer perspectiva de acordo. 

Em janeiro deste ano o bloqueio no orçamento também aconteceu, e durou três dias.

16 de dezembro de 2018

Crise na Nicarágua se agrava, diz secretário de comissão da OEA

Na Nicarágua os decretos proíbem protestos, as leis ameaçam os negócios privados e há cerceamento das organizações não governamentais.

O secretário executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), o brasileiro Paulo Abrão, usou as redes sociais para alertar sobre o agravamento da crise na Nicarágua. Segundo ele, é o início da quarta fase de "repressão" do governo do presidente nicaraguense, Daniel Ortega.

Segundo Abrão, na Nicarágua os decretos proíbem protestos, as leis ameaçam os negócios privados e há cerceamento das organizações não governamentais. Ele também citou casos de perseguição e criminalização da oposição. As informações são da Agência Brasil.

"Acelera-se a quarta fase de repressão na Nicarágua", disse Abrão, na sua conta no Twitter, em espanhol. "[Há] a consolidação de um Estado de Exceção com decretos policiais ou atos legislativos que tentam manter a 'aparência de legalidade' para medidas que restringem e afetam a essência dos direitos humanos."

De acordo com o brasileiro, a Polícia Nacional da Nicarágua impediu integrantes da comissão de entrar em suas instalações. "Não há uma verdadeira democracia sem sociedade civil livre, sem direito à livre associação e reunião", destacou.

Segundo Abrão, a redução dos espaços da sociedade civil se confirma por meio da repressão violenta aos protestos e da criminalização dos opositores. "Tenta-se oprimir e exterminar todas as vozes dissidentes. As democracias exigem pluralidade política."

Histórico

Os protestos se tornaram frequentes nas principais cidades da Nicarágua desde abril. Os manifestantes saem às ruas apelando para que Ortega deixe o poder, por mais liberdade e melhores condições econômicas.

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) responsabilizaram o governo por mais de 300 mortes.

As duas entidades denunciam ainda a existência de ações extrajudiciais, torturas, obstrução ao atendimento médico, prisões arbitrárias, sequestros e violência sexual.

Em julho,a estudante brasileira de medicina Rayneia Gabrielle Lima foi morta a tiros por um vigilante no caminho do hospital onde fazia residência para sua casa. O homem foi condenado a 15 anos de detenção na última semana.

China manda indireta para Brasil e EUA em discurso na Conferência do Clima

Trump e Bolsonaro têm criticado o sistema multilateral da ONU e privilegiam discursos nacionalistas, invocando a soberania nacional para justificar seus anúncios de saída do Acordo de Paris.

A conclusão do 'livro de regras' do Acordo de Paris durante a COP-24 "mostra o sucesso do multilateralismo, ao combinar os interesses nacionais e internacionais", afirmou Xie Zhenhua, negociador-chefe da China nas COPs do Clima. A afirmação foi feita na plenária de encerramento da conferência, na noite deste sábado (15), em Katowice, na Polônia.

A ascensão de governos nacionalistas e de ultradireita era uma das preocupações dos negociadores no início da COP-24, há duas semanas.

Além de já não contar com o engajamento dos Estados Unidos desde a eleição de Trump, a conferência começou neste ano com a incerteza sobre a manutenção do compromisso brasileiro. O país havia comunicado no início do mês sua desistência de sediar a próxima edição da COP, por pedido do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Trump e Bolsonaro têm criticado o sistema multilateral da ONU e privilegiam discursos nacionalistas, invocando a soberania nacional para justificar seus anúncios de saída do Acordo de Paris.

Trump chegou a dizer que as mudanças climáticas seriam uma invenção da China para tornar os Estados Unidos - maior emissor histórico de gases-estufa - menos competitivo. Bolsonaro tem seguido o discurso do americano e os dois presidentes têm proposto revisões nas relações comerciais com a China.

Embora a COP-24 tenha cumprido seu objetivo de regulamentar Paris, os discursos de encerramento mostraram frustração com a falta de ambição para fortalecer as metas nacionalmente determinadas para o acordo climático.

Com consenso sobre a urgência das mudanças climáticas, havia a expectativa de que os países poderiam anunciar um adiantamento na revisão das suas metas, com objetivos mais ambiciosos já em 2020 - quando o Acordo de Paris começa a ser implementado. No entanto, o prazo continuou o mesmo acordado na França: 2023.

As metas atuais levam o aquecimento global a um cenário de 3°C até o final do século. O novo relatório do IPCC, órgão científico da ONU, recomendava que o pico das emissões globais de gases-estufa acontecesse em 2020, como condição para limitar o aquecimento em 1,5°C e, assim, evitar a submersão dos países-ilhas. O mundo já aqueceu 1,1°C até hoje em relação aos níveis pré-industriais.

Representando organizações da sociedade civil nos discursos finais da conferência, o jovem Amalen Sathananthar, da The Artivist Network, disse que "ninguém esperava que a COP-24 salvasse o mundo, mas nós esperávamos mais. E nós merecíamos mais".

14 de dezembro de 2018

Miss EUA que criticou colegas do Miss Universo faz pedido de desculpas

Miss EUA que criticou colegas do Miss Universo faz pedido de desculpas

No comunicado, Sarah Rose Summers afirmou ainda que sua vida, amizades e carreira giram em torno de ela ser uma mulher "compassiva e empática"

Sarah Rose Summers, 23, a Miss EUA 2018 que entrou em polêmica nos últimos dias ao criticar outras misses porque elas não saberiam falar inglês, se desculpou via Instagram nesta quinta-feira (13).
"O Miss Universo é uma oportunidade para mulheres de todo o mundo aprenderem sobre as culturas, experiências de vida e pontos de vista de cada um. Todos nós viemos de diferentes origens e podemos crescer lado a lado ", escreveu Summers em sua rede social.
"Em um momento em que pretendia admirar a coragem de algumas de minhas irmãs, eu disse algo que agora percebo que pode ser percebido como desrespeitoso e peço desculpas."
Ela afirmou ainda que sua vida, amizades e carreira giram em torno de ela ser uma mulher "compassiva e empática". "Eu nunca pretendo machucar outro. Sou grata pelas oportunidades de falar com Nat, Miss Cambodia e H'Hen, Miss Vietnã, diretamente sobre essa experiência. Esses são os momentos que mais importam para mim", completou.


Sarah Rose Summers, Miss EUA 2018 (Foto: Parade)

Entenda o caso
Na manhã desta quinta (13), vazou um vídeo da americana Sarah Rose Summers, 23, candidata a Miss Universo 2018, fazendo comentários em um tom supostamente de deboche sobre as habilidades de se comunicar em inglês de algumas de suas concorrentes, como a Miss Camboja, Miss Vietnã e até a Miss Brasil, Mayra Dias, 27.
No vídeo, que está circulando pelas redes, Summers teceu suas impressões para as misses Austrália, Francesca Hung, 24, e Colômbia, Valeria Morales, 20, em uma suposta transmissão ao vivo de rede social. 
"A Miss Camboja não fala uma palavra em Inglês e não há outra pessoa aqui que fale sua língua. Francesca disse que ela deve se sentir muito isolada. Mas acho que ela deve se sentir confusa o tempo todo", declarou Summers em parte dos comentários.
Sobre a brasileira, quem levantou a bola foi Morales, afirmando que Dias não fala inglês, e Summers complementou que a Miss Portugal também falava português e que ambas poderiam conversar entre si.
A final do Miss Universo 2018 acontece neste domingo (16) em Bancoc, na Tailândia, e será transmitido no Brasil ao vivo a partir das 22h pela TNT e pela Band TV.

Após desistência do Brasil, Chile sediará Conferência do Clima da ONU

Após desistência do Brasil, Chile sediará Conferência do Clima da ONU

A desistência ocorreu após conversas com Bolsonaro e seu chanceler, Ernesto Araújo, que indicaram indisposição para receber a conferência.

O Grupo dos Países Latinoamericanos e Caribe (Grulac) comunicou nesta sexta (14) à ONU a indicação do Chile para sediar a próxima Conferência do Clima da ONU, a COP-25, que deve ocorrer no final de 2019.
A candidatura chilena substitui a brasileira -que já havia sido confirmada pelo Grulac em outubro, mas foi cancelada pelo Itamaraty no final de novembro. A desistência ocorreu após conversas com Bolsonaro e seu chanceler, Ernesto Araújo, que indicaram indisposição para receber a conferência.
Ao longo da COP-24 -que termina nesta sexta-feira (14) em Katowice, na Polônia- o Chile concorreu com a Costa Rica, que era forte candidata a presidir a próxima COP, mas alegou dificuldades de infraestrutura para receber o público de 20 a 30 mil pessoas que atende as conferências climáticas.
O Chile, por outro lado, chegou a enfrentar resistência da Venezuela -que também havia vetado a candidatura brasileira. A posição do governo de Maduro responde à falta de apoio dos vizinhos para o enfrentamento da crise venezuelana. No entanto, o país foi vencido nas negociações do Grulac.


A COP reúne países que integram as Nações Unidas (Foto: Débora Brito/Agência Brasil)

Chile e Costa Rica trabalharam juntos para garantir que a próxima COP acontecesse na América Latina. Caso o Grulac não decidisse por um país da região, a conferência voltaria à sede da agência da mudanças climáticas da ONU, em Bonn, na Alemanha. A decisão final do Grulac comunica que o Chile sediará a COP-25, enquanto a Costa Rica sediará o evento preparatório da conferência, em maio.
O Chile também foi confirmado como destino da primeira viagem presidencial de Bolsonaro, que deve visitar o país no começo de 2019. Em pronunciamento à imprensa em outubro, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o Chile é referência para a América Latina em renda, educação, tecnologia e comércio exterior.
Inconformados com a desistência do Brasil de sediar a próxima conferência climática, cerca de 20 jovens brasileiros que participam da COP-24 estão se mobilizando para organizar uma "COP Jovem" no Brasil no próximo ano, liderados pelas organizações Youth Climate Leaders e SDSN Youth Amazônia.

CBS pagou US$ 9,5 milhões para atriz se calar sobre assédio

As informações são do jornal The New York Times.

A emissora americana de televisão CBS pagou à atriz Eliza Dushku a quantia de US$ 9,5 milhões (ou o equivalente a R$ 37,1 milhões) em um acordo para que ela não se manifestasse sobre acusações de assédio sexual de que teria sido vítima. As informações são do jornal The New York Times.


Segundo a publicação, a atriz de "Buffy: A Caça Vampiros" foi contratada em 2017 para aparecer em três episódios da série "Bull", exibida no horário nobre na grade da CBS. Durante as filmagens, o ator principal da atração, Michael Weatherly, teria feito comentários sobre a aparência de Dushku, além de proferir piadas sobre estupro e sugerir sexo a três. Após confrontá-lo, ela teria sido dispensada da série.

Num processo interno e confidencial na CBS, a emissora ofereceu os US$ 9,5 milhões -quantia equivalente ao que ela teria recebido caso permanecesse no elenco de "Bull" por quatro temporadas.

O acordo só veio à tona porque, desde agosto, o canal de televisão vem passando por uma investigação interna proposta pela própria empresa. Um escritório de advocacia foi contratado para examinar acusações de assédio movidas contra Leslie Moonves, ex-presidente da CBS.

Moonves, que deixou o cargo em setembro após 15 anos, enfrenta queixas de pelo menos 12 mulheres que trabalharam com ele.

Segundo o relatório dos advogados, a que o New York times teve acesso, o caso de Dushku é "emblemático" de problemas em todos os níveis da CBS.

Papa remove dois cardeais ligados a escândalos sexuais

Os escândalos de abuso sexual, perpetrados ou ocultados pelo clero, levaram a Igreja Católica a uma crise sem precedentes na Europa, Estados Unidos, Chile e Austrália.

O papa Francisco removeu definitivamente de seu círculo de conselheiros mais próximos dois cardeais ligados a acusações de pedofilia, anunciou o Vaticano nesta quarta-feira (12). O cardeal George Pell, 77, foi condenado na Austrália de abusos sexuais e o arcebispo emérito de Santiago, no Chile, Francisco Javier Errázuriz, 85, é suspeito de ter acobertado pedofilia cometida por um padre no seu país.

Os dois altos líderes eclesiásticos faziam parte de um conselho de nove cardeais de todos os continentes, chamado C9, que aconselha o papa sobre a reforma da administração da Santa Sé. O papa escreveu aos cardeais que deixarão o conselho para agradecer-lhes "pelo trabalho que realizaram por cinco anos", afirmou o assessor de imprensa do Vaticano, Greg Burke.

Francisco já afastara Pell temporariamente há 18 meses, para que ele pudesse se defender das acusações de abusos sexuais na Justiça australiana. A imposição de segredo de justiça sobre o caso impediu que os detalhes da condenação fossem conhecidos, mas, segundo a polícia, os casos são antigos, alguns aconteceram há mais de 40 anos.

Pell permanece oficialmente à frente da Secretaria de Economia criada pelo papa para ordenar as finanças da Santa Sé. O mandato de cinco anos termina, a princípio, no final de fevereiro. Já o chileno Errázuriz é acusado por vítimas de abuso sexual de ter acobertado os atos de um padre pedófilo. 


Foto: Reprodução

Alguns apontam que Errázuriz prejudicou o papa ao aconselhá-lo a defender um cardeal chileno envolvido no escândalo do abuso sexual, o que teria complicado a viagem do sumo pontífice ao Chile em janeiro deste ano. Depois de um encontro no Vaticano com Francisco, o cardeal Errázuriz anunciou em novembro que estava se retirando do C9. "Não é uma renúncia. Eu me despedi no final do período para o qual fui nomeado", declarou à época.

Outro cardeal, o congolês Laurent Monsengwo, também deixará o conselho. Ele é uma importante figura da Igreja Católica africana que desempenhou um fundamental papel político na República Democrática do Congo, onde acaba de ceder seu posto como arcebispo de Kinshasa, aos 79 anos de idade. Os escândalos de abuso sexual, perpetrados ou ocultados pelo clero, levaram a Igreja Católica a uma crise sem precedentes na Europa, Estados Unidos, Chile e Austrália.

O papa tenta conter os dados e realiza, entre os dias 21 e 24 de fevereiro, uma cúpula que debaterá o tema com a presença dos presidentes das conferências episcopais do mundo todo, especialistas e vítimas de abusos sexuais cometidos por clérigos. "A reunião de fevereiro não resolverá todos os problemas, visto que há diversidade mundial demais na igreja. O episcopado americano, em pânico, opta por medidas radicais, enquanto os africanos não querem que se imponha nenhuma", resumiu uma fonte próxima ao papa, tentando diminuir as expectativas de avanço. 

"A 'omertá' [lei do silêncio] foi nossa cultura durante tempo demais. A reunião de fevereiro deve marcar um novo começo sobre a responsabilidade dos bispos, e inclusive sobre um novo instrumento de controle", descreveu. Até lá, a expectativa é que o papa mantenha posição dura contra os suspeitos de pedofilia.

12 de dezembro de 2018

Oprah tira do ar entrevista com João de Deus após acusações

Segundo O Globo, 12 mulheres denunciaram à imprensa que foram molestadas sexualmente pelo médium –seis delas foram ouvidas pelo jornal.

Um grupo de pessoas começou um movimento na internet para que chegasse aos ouvidos da americana Oprah Winfrey a notícia de que o médium João de Deus foi acusado por diversas mulheres de abuso sexual. A atriz e apresentadora americana veio ao Brasil em 2012 para conferir de perto os milagres de cura do médium. O pedido deu resultado, e a Oprah já apagou de seus arquivos a entrevista que fez com João de Deus na época.

Os vídeos de suas entrevistas estão no site oficial dela, e no seu canal no YouTube. Na época da visita a Abadiânia (GO), Oprah tomou passe, teve um mal-estar ao acompanhar uma cirurgia espiritual que envolve cortes e sangue e entrou na fila para comer o sopão servido tradicionalmente a mil pessoas todos os dias. 

Em entrevistas ao jornal O Globo e ao jornalista Pedro Bial no dia 8 de dezembro, mulheres  acusaram o médium João de Deus de abusos sexuais que teriam sido cometidos quando elas procuraram a cura espiritual na Casa de Dom Inácio de Loyola, onde ele atende milhares de brasileiros e estrangeiros todas as semanas.

Segundo O Globo, 12 mulheres denunciaram à imprensa que foram molestadas sexualmente pelo médium –seis delas foram ouvidas pelo jornal.  Ao todo, Bial e a redatora do programa Camila Appel - que também é autora do blog Morte sem Tabu, na Folha de S.Paulo - entrevistaram dez mulheres e ouviram relatos parecidos. O programa, no entanto, mostrou apenas quatro depoimentos por causa do tempo. 

O médium das estrelas sempre recebeu visitas de celebridades. Uma das mais recentes, foi da atriz Camila Pitanga, que ficou em choque após perder o amigo e ator Domingos Montagner durante a gravação da novela "Velho Chico".

O médium ainda foi fruto de um livro "João de Deus - Um Médium no Coração do Brasil" (R$ 34,90, 216 págs., Fontanar),  escrito por Maria Helena P. T. Machado, professora do departamento de história da USP (Universidade de São Paulo).  A obra, autorizada pelo médium, vem sendo considerada a biografia definitiva de João de Deus e contém detalhes assombrosos de como ele opera (incorporado por espírito de luz).

O advogado de João de Deus, Alberto Toron, afirmou que o médium recebeu com "indignação" a notícia de que é acusado de crime sexual e está à disposição das autoridades para esclarecimentos.

05 de dezembro de 2018

Mundo tem que reduzir consumo de carne para alimentar 10 bi em 2050

É o que diz o relatório lançado nesta quarta-feira (5) pelo WRI (World Resources Institute) na COP-24 do Clima, em Katowice , na Polônia.

Para alimentar uma população prevista para chegar a aproximadamente 10 bilhões de pessoas em 2050, o mundo precisará quadruplicar a produtividade da agropecuária e reduzir a demanda por carne entre seus maiores consumidores, entre eles o Brasil.

É o que diz o relatório lançado nesta quarta-feira (5) pelo WRI (World Resources Institute) na COP-24 do Clima, em Katowice , na Polônia.

"Como alimentar o mundo sem destruí-lo é a grande questão dessa metade do século", diz Craig Hanson, um dos principais autores do estudo e vice-presidente de Alimentos, Florestas, Água e Oceanos do WRI.

O estudo analisou soluções para responder a três desafios: a segurança alimentar de 10 bilhões de pessoas em 2050, a redução das emissões de gases-estufa e o controle da expansão das terras agrícolas sobre áreas de preservação.

Para tanto, o relatório recomenda um menu que inclui políticas públicas, iniciativas de mercado, avanços tecnológicos e mudanças no padrão de consumo de carne -já que ruminantes como boi, cordeiro e cabra requerem dois terços da terra agrícola global e contribuem com aproximadamente metade de todas as emissões da agricultura e da mudança de uso da terra, segundo o documento.

"O mundo não precisa se tornar vegetariano, mas deve moderar o consumo de carne", diz Hanson.

A recomendação do estudo visa evitar a projeção atual de crescimento de 88% na produção de carne de ruminantes até 2050, na comparação com 2010. Para isso, será necessário que os maiores consumidores de carne -20% da população mundial, especialmente em países como Brasil, Estados Unidos e Rússia- limite sua dieta a 40% do que costumava comer em 2010.

Além da redução do consumo, o relatório alerta para a necessidade de pelo menos dobrar ou até quadruplicar a produtividade agrícola, para evitar a expansão sobre áreas preservadas, evitando aumento das emissões de carbono e também de perdas na biodiversidade.

A recomendação parte de um novo diagnóstico, que alerta para maior ameaça às florestas tropicais do que se imaginava. "As áreas agrícolas não estão apenas se expandindo, mas mudando de uma região para outra, de áreas temperadas para os trópicos", afirma o documento, implicando o avanço da agricultura sobre as terras ricas em carbono e biodiversidade em grandes florestas tropicais.

O relatório não faz recomendações específicas aos países e não cita o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo. À reportagem, o autor do estudo afirmou que "o Brasil tem grande potencial de expandir sua produção no território já explorado, sem ameaçar a Amazônia. É possível e o Brasil pode fazer isso".

Para mudar essa trajetória, "é preciso criar programas de incentivo para ajudar a estruturar uma agricultura que preserva as florestas", diz a especialista em florestas do Pnud (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), Nicole DeSantis.

Outras recomendações incluem investimento tecnológico para o desenvolvimento agrícola, programas de aquicultura sustentável para a criação de peixes e incentivos à agricultura de baixo carbono. "O Brasil tem um bom começo com o programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono, do Governo Federal), essa direção precisa ser mais incentivada", afirma à reportagem o economista de agricultura do Banco Mundial, Tobias Baedeker.


02 de dezembro de 2018

Declaração final do G20 destaca irreversibilidade do Acordo de Paris

Os termos desse acordo enfrentam resistência de líderes de países como Estados Unidos, China e Índia.

Reunidos em Buenos Aires, os líderes do G20, grupo que engloba as maiores economias mundiais, aprovaram neste sábado (1º) a declaração final na qual destacam a irreversibilidade do Acordo de Paris, firmado por várias nações com o compromisso de adoção de medidas para atenuar os impactos do aquecimento global. Os termos desse acordo enfrentam resistência de líderes de países como Estados Unidos, China e Índia.

A declaração final traz ainda um apelo pela ajuda internacional aos países em situação de endividamento, ao cumprimento das regras fixadas internacionalmente nas negociações comerciais e detalham como prioridades o combate à fome e a implementação de medidas de igualdade de gênero. O texto sugere ainda mudanças no sistema da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Líder de grandes potências econômicas se reuniram em em Buenos Aires para tratar sobre o aquecimento global e outros temas (Fotos: Reuters)

O documento tem oito páginas e menciona os temas de forma ampla, evitando questões polêmicas na busca pelo consenso. Os pilares são o futuro do trabalho, a infraestrutura para o desenvolvimento, o futuro sustentável dos alimentos e uma estratégia de integração de gênero na agenda do G20.

Segurança financeira

Uma parte dos 25 pontos elencados no texto relaciona questões referentes à segurança financeira global. Nos parágrafos finais, os líderes destacam o apoio a um Fundo Monetário Internacional (FMI) “forte, baseado em cotas e com recursos adequados”. Para eles, é importante concluir a 15ª Revisão Geral de Cotas, incluindo mais uma.

As cotas são um componente central dos recursos financeiros do FMI. A cada país-membro é atribuída uma cota, de acordo com sua posição na economia mundial. Quanto mais forte o país, maior sua cota e seu poder de influência no fundo.

“Apelamos ao FMI e do Banco Mundial para trabalhar com os mutuários e credores para melhorar o registro, monitorização e relatórios transparentes das dívidas pública e privada. Aguardamos com expectativa a revisão da condicionalidade do programa pelo FMI e a revisão de sua política de limites de dívida.”

Dívidas internacionais

Na declaração, os líderes comprometem-se a tomar medidas para lidar com as vulnerabilidades da dívida em países de baixa renda, apoiando o fortalecimento da capacidade da dívida pública e da gestão financeira e fortalecendo as estruturas de políticas domésticas.

“Trabalharemos no sentido de aumentar a transparência e a sustentabilidade da dívida e melhorar as práticas de financiamento sustentável por mutuários e credores, tanto oficiais como privados, incluindo o financiamento de infraestrutura.”

Comércio internacional

Porém, o alerta é para as questões comerciais e as negociações entre os líderes dos países presentes na cúpula. O texto indica a preocupação com a instabilidade e a ausência de autonomia dos bancos centrais.

Indiretamente, o documento defende a atuação da Organização Mundial do Comércio (OMC), do respeito às regras e normas internacionais.

“Reafirmamos nossa promessa de usar todas as ferramentas de políticas para alcançar um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo e salvaguardar os riscos negativos, intensificando nosso diálogo e nossas ações para aumentar a confiança.”

O texto apoia o multilaralismo e a globalização, respeitando os limites de cada nação, pois de acordo com o texto, as respostas políticas e de cooperação internacional “ajudarão a garantir que os benefícios da transformação tecnológica sejam amplamente compartilhados” por todos.

Inclusão

O documento final defende ainda a inclusão no mercado de forma justa e sustentável, promovendo o “trabalho digno, a formação profissional e o desenvolvimento de competências, incluindo a requalificação profissional e a melhoria das condições laborais em todas as formas de emprego”.

De acordo com o texto, os líderes se comprometem a melhorar a situação dos jovens, adotando as metas do Objetivo Jovem G20 Antalya, buscando erradicar o trabalho infantil, o trabalho forçado, o tráfico de pessoas e a escravidão moderna. O apelo para investimentos em educação principalmente para as meninas.

 “O acesso à educação é um direito humano e uma área de política pública estratégica para o desenvolvimento de sociedades mais inclusivas, prósperas e pacíficas. Sublinhamos a importância da educação das meninas.”

Segurança digital

A declaração inclui ainda a preocupação com a segurança digital, de tal maneira que o fluxo de informações e a privacidade não sejam atingidos.

“Apoiamos o livre fluxo de informações, ideias e conhecimento, respeitando as estruturas legais aplicáveis ​​e trabalhando para construir a confiança do consumidor, a privacidade, a proteção de dados e a proteção dos direitos de propriedade intelectual.”

Alimentação

Para os líderes presentes, os desafios comuns se concentram no enfrentamento à segurança alimentar. Daí a determinação de incentivar mais áreas rurais, manejo sustentável dos solos, das águas e dos rios com o apoio dos pequenos agricultores. “É crucial para alcançar um mundo livre da fome e de todas as formas de desnutrição.”

Porém, o texto é claro ao considerar fundamental a colaboração dos entes públicos e privados. As autoridades comprometeram-se a aumentar os esforços para envolver o setor privado e a comunidade científica.

Igualdade

A declaração informa que será lançado, no âmbito do G20, um documento definindo ações para o desenvolvimento da primeira infância com as meninas. O texto também menciona os esforços para buscar a igualdade de gênero como elemento fundamental para o crescimento econômico e desenvolvimento justo e sustentável.

O documento cita que a diferença de gênero nas taxas de participação da força de trabalho deve ficar em 25% até 2025. “Continuaremos a promover iniciativas destinadas a pôr fim a todas as formas de discriminação contra mulheres e meninas e à violência baseada em gênero. Comprometemo-nos à promoção do empoderamento econômico das mulheres.”

Saúde

A declaração destaca a necessidade de apoiar as ações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no desenvolvimento de medidas para atingir as metas fixadas para 2030, como a necessidade de sistemas de saúde mais fortes com segurança, qualidade e eficácia dos serviços.

As metas incluem abordagens para melhoria do sistema de saneamento, o fim da contaminação por HIV/AIDS e de doenças, como tuberculose e malária.

Refugiados

O documento menciona a preocupação comum com os “grandes movimentos de refugiados” e a necessidade de implementar “ações compartilhadas” para abordar as causas profundas do deslocamento e responder às crescentes necessidades humanitárias. Porém, o texto não detalha medidas, nem alerta sobre abusos.

A declaração vem à tona no momento em que os Estados Unidos enrijecem as leis anti-imigratórias e a Europa se fecha ao ingresso de imigrantes que tentam escapar da fome e da perseguição política e étnica. No Brasil e na América do Sul, as atenções estão voltadas para os venezuelanos e centro-americanos que buscam refúgio nos países vizinhos.

Clima

Às vésperas da conferência do clima (COP24), na Polônia, os líderes advertiram sobre os impactos do aquecimento global de 1,5 graus centígrados e a necessidade de apoio ao Acordo de Paris – conjunto de compromissos firmados por vários países na tentativa de minimizar os efeitos do aquecimento global no mundo.

“Os signatários do Acordo de Paris, que aderiram ao Plano de Ação de Hamburgo, reafirmam que o Acordo de Paris é irreversível e comprometem-se a implementá-lo integralmente, refletindo responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e respectivas capacidades, à luz de diferentes circunstâncias nacionais. Continuaremos a enfrentar as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico.”

Fontes de energia

O documento destaca também o “papel crucial da energia” para ajudar a moldar o futuro compartilhado. No entanto, a declaração apela para que a busca por novas alternativas de energia seja baseadas em “segurança, sustentabilidade, resiliência, eficiência, acessibilidade e estabilidade”.

01 de dezembro de 2018

Putin, Macron, Merkel e Gorbachev lamentam morte de Bush

O ex-presidente norte-americano morreu neste sábado (01), aos 94 anos.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, assim como a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, lamentaram hoje (01) a morte do ex-presidente norte-americano George H. W. Bush, de 94 anos. Eles destacaram as contribuições de Bush para a política internacional e, em particular, para cada região.

Putin enviou telegrama de condolências para George W. Bush, filho e também ex-presidente da República dos Estados Unidos. Segundo ele, Bush foi um "homem extraordinário, que durante toda sua vida serviu fielmente ao seu país; durante a guerra, com as armas na mão, e em tempos de paz, em cargos públicos de alta responsabilidade".

URSS

O último presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev disse que “muitas lembranças” o uniam a Bush. “Pudemos trabalhar juntos em anos de grandes mudanças. Foram tempos dramáticos, de grande responsabilidade. O resultado foi o fim da Guerra Fria e da corrida armamentista nuclear", declarou Gorbachev à agência russa Interfax.

O ex-líder soviético também destacou a "contribuição de George H.W. Bush para essa conquista histórica" e ressaltou que o ex-presidente americano foi um "autêntico parceiro".

França

Macron disse que Bush foi "um grande líder" e um "apoio firme da aliança com a Europa".

"Em nome do povo francês, transmito as minhas condolências à nação americana após a morte do ex-presidente George Bush pai. Era um grande líder e um apoio firme da aliança com a Europa. Nossos pensamentos estão com sua família e seus entes mais próximos", escreveu Macron em seu Twitter.

Alemanha

Em nome da chanceler Angela Merkel, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, ressaltou por meio das redes sociais que Bush foi fundamental para a reunificação da Alemanha – nos anos de 1990, até então o país era dividido em Alemanha Oriental e Ocidental.

"Guardamos luto pelo presidente George H.W. Bush, um amigo dos alemães. Nunca esqueceremos sua contribuição para nossa reunificação."

O ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, em comunicado, descreveu Bush como um "grande estadista" e um "amigo da Alemanha", que "aproveitou com valentia a oportunidade de acabar com a Guerra Fria" em 1989, quando o Muro de Berlim caiu e os blocos foram derrubados "após décadas de confronto".

Artista descobre fotos de soldados nazistas vestidos de mulher

Colecionador de fotografias de guerra, o artista berlinense Martin Dammann encontrou centenas de fotos de soldados do Terceiro Reich.

O regime nazista matou milhares de gays. Promoveu experimentos alegadamente científicos para tentar a "cura gay". Até correligionários abertamente homossexuais de Adolf Hitler foram eliminados após sua ascensão. Já homens que se vestiam de mulher, os crossdressers, não eram tão exceção assim no nazismo.

Colecionador de fotografias de guerra, o artista berlinense Martin Dammann encontrou centenas de fotos de soldados do Terceiro Reich com vestidos, saias, lingerie e bijuteria, muitos deles abraçados com colegas de farda.

(Foto: Reprodução)

É um tipo loiro de top e saião que parece improvisado com uma toalha de mesa branca admirado por colegas, que estampa a capa de seu livro "Soldier Studies" (ed. Hatje Cantz, 2018, 128 págs., 28 euros ou R$ 122).

Como explicar que, sob um sistema que oprimia de tal forma a sexualidade alemã, cenas como essa fossem toleráveis no seio das Forças Armadas? Há um potencial álibi para alguns dos retratos, segundo Dammann: foram tirados no Carnaval.

Mas só isso não basta para justificar o travestismo, já que parte dos registros se deu em outros contextos."Não acho que haja uma só explicação, pois não há uma motivação única para os casos retratados no livro, nem uma única orientação sexual", diz o artista à Folha de S.Paulo. "Está mais para um amálgama de muitos desejos e necessidades."

É verdade que, na coleção de Dammann, há também fotografias de soldados americanos e britânicos, nas duas Guerras Mundiais, com roupas femininas. "Tem até evidências de crossdressers desde as guerras napoleônicas." Mas, até onde ele pode averiguar, eram mais frequentes em tropas de Hitler.

Para o colecionador, oficiais superiores tinham bons motivos para fazer vista grossa para o hábito. "É preciso distinguir entre a ideologia nazista, que era homofóbica, e a lógica de líderes militares, que precisavam do maior número possível de soldados na melhor forma física e mental possível", afirma.

"Assim, os militares tinham interesse em todos os tipos de diversões, e o crossdressing era frequentemente, embora nem sempre, tolerado como um desses entretenimentos."

(Foto: Reprodução)

Fora que, em grupos que lutavam próximos ao fronte, a maioria dos que aparecerem na obra de Dammann, "o controle das autoridades era de qualquer jeito limitado". Mais fácil, pois, era para um recruta fazer o que bem entendesse sem o risco de represálias.

Suspeitas sobre uma possível homossexualidade de Hitler, latente ou ativa, o acompanharam por anos e aparecem em várias de suas biografias. Na comédia "Primavera para Hitler", de 1968, Mel Brooks faz dessa desconfiança sobre a orientação sexual do Führer uma piada, retratando-o como um tipo afeminado e histérico ("Keep It Gay" é uma das músicas na trilha).

Em "O Segredo de Hitler" (2001), o historiador alemão Lothar Machtan afirma que parte das políticas homofóbicas do Führer -como as "listas rosas" que a Gestapo mantinha para perseguir gays– era movida por seu temor de que questões sobre a própria sexualidade fossem reveladas.

Hitler, segundo Machtan, "se sentiu muito vulnerável devido a esse passado e sempre tentou escondê-lo".Daí a execução, em 1934, do aliado de longa data Ernest Röhm.

Chefe de uma tropa paramilitar do nazismo, ele era um gay avesso a armários. Há menções a orgias pouco discretas que promoveu, que "despertaram tempestades de protestos dentro do próprio movimento nazista", de acordo com um livro de 1939, "Hitler is No Fool" (Hitler não é nenhum bobo), de Karl Billinger, um opositor que passou meses num campo de concentração antes de ir para os EUA.

Estima-se que o acossamento de homossexuais na Alemanha sob jugo do Terceiro Reich vitimou 10 mil pessoas. Há desdobramentos perversos dessa política homofóbica, como um médico nazista da Dinamarca, Carl Værnet, que conduziu experimentos médicos em prisioneiros de campos de concentração. A intenção era "curá-los" da homossexualidade.

Ele teve autorização de Heinrich Himmler, um dos oficiais mais graduados do nazismo, que já se referiu ao gosto por pessoas do mesmo sexo como "uma infecção" e pedia "a exterminação dessa existência anormal".

Værnet chegou a injetar hormônios artificiais na virilha de alguns detentos. Com o tratamento, ao menos dois homens morreram de infecção.

Para Dammann, as fotografias de soldados muitas vezes há anos longe de casa, talvez sedentos por uma "fuga temporária", escancaram um "sentimentalismo" pouco associado à imagem carrancuda do nazismo.

O que mais lhe impressionou foi a "ausência de qualquer sinal de alienação entre as várias orientações sexuais nos retratos".

E também que, "mesmo uma sociedade que enfatizava a masculinidade heroica" encontrou suas maneiras "de expressar um lado diferente".

Morre aos 94 George Bush, último presidente dos EUA na Guerra Fria

George Herbert Walker Bush foi o último presidente dos EUA a ter lutado na Segunda Guerra Mundial.

O ex-presidente americano George Herbert Walker Bush morreu no início da madrugada deste sábado (1º), aos 94 anos. O anúncio foi feito pelo porta-voz da família, Jim McGrath, às agências de notícias internacionais.

"Jeb, Neil, Marvin, Doro e eu estamos tristes em anunciar que, após 94 extraordinários anos, nosso querido pai morreu", disse seu filho, o 43º presidente dos Estados Unidos George W. Bush, na nota divulgado por McGrath.

"George HW Bush era um homem do mais alto caráter e o melhor pai que um filho ou filha poderia pedir. Toda a família Bush está profundamente grata pela vida e amor do 41º, pela compaixão daqueles que se preocuparam e oraram pelo papai, e pelas condolências dos nossos amigos e parceiros cidadãos."

George Herbert Walker Bush foi o último presidente dos EUA a ter lutado na Segunda Guerra Mundial, a mais popular da história do país, e um dos cinco no século 20 que perderam a reeleição. 

Seu governo registra uma grande vitória militar em 1990, a operação "Tempestade no Deserto", que pôs fim à ocupação militar do Kuait pelo Iraque, e contou com grande respaldo da comunidade internacional e da opinião pública americana.

Foi também na sua administração que terminou a Guerra Fria, com a queda do Muro de Berlim em 1989, seguida da dissolução da União Soviética e do estabelecimento por Bush e Mikhail Gorbachev da parceria estratégica entre Rússia e EUA, em 1991, destroçada ao longo desta década.

Em grande parte devido a esses fatos, Bush registrou na primeira metade de seu único mandato altíssimos níveis de popularidade, comparáveis aos que seu filho, George W. Bush, obteria logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Mesmo assim, perdeu a reeleição em 1992 para Bill Clinton, e teve por muito tempo de se explicar pela decisão de, na sequência da "Tempestade no Deserto", não ter mandado suas tropas até Bagdá para derrubar o presidente Saddam Hussein, algo que seu filho faria em 2002.

Ele disse em 2008 que derrubar Saddam teria "acarretado incalculáveis custos humanos e políticos... e seríamos obrigados, de fato, a governar o Iraque".  Sábia avaliação, como os fatos demonstrariam no século 21.

A debacle americana no Iraque a partir de 2003 foi um dos fatores para a reavaliação pública da figura do 41º presidente americano, que nos 20 anos seguintes à sua maior derrota eleitoral gozou de crescente prestígio.

Bush nasceu em 12 de junho de 1924 em família abastada e influente da elite da Nova Inglaterra. O pai, Prescott, foi banqueiro e senador. Frequentou excelentes escolas, e se formou em economia por Yale.

No dia seguinte ao ataque japonês a Pearl Harbor, com 18 anos, alistou-se na aviação da Marinha.

Realizou dezenas de missões como piloto no Pacífico. Em uma delas, foi abatido em voo, mas um submarino o resgatou.

De volta à pátria, casou-se com Barbara Pierce (com quem teve seis filhos, uma das quais morreu de leucemia aos quatro anos) e resolveu se iniciar na vida empresarial, no negócio de petróleo no Texas, onde também começou a fazer política.

Tornou-se dirigente do Partido Republicano no Texas, candidatou-se ao Senado federal em 1964, e perdeu. Dois anos depois, elegeu-se para a Câmara dos Representantes. 

Em 1970, deixou-se convencer pelo então presidente Richard Nixon a tentar o Senado de novo, e foi outra vez derrotado.

Como recompensa pelo sacrifício, Nixon o nomeou embaixador dos EUA junto às Nações Unidas.

Em 1972, ainda sob a proteção de Nixon, tornou-se presidente do diretório nacional do Partido Republicano; nesta condição, ajudou a negociar a renúncia de seu protetor antes do impeachment no caso Watergate.

Bush tentou ser o companheiro de chapa de Gerald Ford, o sucessor de Nixon, mas não conseguiu. 

Ford lhe ofereceu a Embaixada em Paris, mas Bush diz ter pedido a China ("porque lá está o futuro"), e se tornou o primeiro representante dos EUA com status de embaixador em Beijing.

Outra posição importante que Ford lhe deu foi a direção da CIA, quando ela sofria crise de prestígio, suspeita de atividades ilegais. Bush se saiu bem neste cargo, o que fez subir sua influência no Partido Republicano.

Assim, em 1980, ele se lançou candidato à Presidência. Mas perdeu as primárias para Ronald Reagan, que o convidou para compor a chapa com ele.

Nas duas administrações de Reagan, Bush foi discreto vice-presidente. Sua única missão de maior envergadura foi coordenar esforços para diminuir a entrada ilegal de drogas no país.

Com as bênçãos do popularíssimo Reagan, ganhou com facilidade a indicação do Partido Republicano para concorrer à Casa Branca em 1988 contra o eleitoralmente fraco Michael Dukakis. Venceu com 53,4% dos votos populares e 426 dos 538 do Colégio Eleitoral.

Na campanha, entretanto, Bush disse uma frase que o ajudou a ganhar votos, mas, depois, contribuiu muito para sua derrota em 1992: "Leiam os meus lábios: mais impostos, não", uma promessa não cumprida, como seus adversários quatro anos depois exaustivamente lembrariam.

Parte da herança de Reagan foi um déficit orçamentário gigantesco, que Bush tentou conter por meio de um acordo com os democratas do qual constou aumento de impostos, além de cortes de despesas públicas.

Isso lhe custou intensa impopularidade, especialmente entre os grupos mais conservadores, tradicionais apoiadores do Partido Republicano.

Além disso, boa parte do governo Bush transcorreu com a economia em crescimento modesto ou recessão moderada, e a maioria da população em 1992 não estava otimista quanto ao futuro.

Suas conquistas sociais (surpreendentes, se observadas da perspectiva atual), como leis de inclusão para deficientes físicos, para facilitar a entrada de imigrantes legais nos EUA e contra a poluição do ar, não foram suficientes para animar o eleitorado a seu favor.

Outras decisões importantes de seu governo, como a intensificação das negociações para criar o Nafta, acordo de livre-comércio com México e Canadá, a invasão do Panamá para prender o presidente Manuel Noriega, acusado de ajudar o tráfico de drogas, e a indicação do primeiro negro para a Suprema Corte, Clarence Thomas, tampouco o ajudaram eleitoralmente.

Mais do que tudo, a presença no pleito de terceiro candidato forte, Ross Perot, que recebeu 20% dos votos populares, quase todos de conservadores que provavelmente teriam votado em Bush, deu a vitória a Bill Clinton.

Bush foi durante a maior parte do tempo um ex-presidente tão discreto quanto havia sido vice, mesmo nos dois governos do filho. 

Mas a simples comparação entre os dois presidentes Bush fez com que a imagem do mais velho se sobressaísse positivamente: no exercício do poder ele sempre dissera querer construir um país "mais gentil e mais bondoso", algo que se tornou especialmente relevante após as atrocidades no Iraque e em Guantánamo cometidas na gestão do mais novo.

Aos poucos, na liderança de missões humanitárias nos EUA e em outros países, algumas das quais ao lado de Bill Clinton, de quem se tornou amigo, ganhou exposição positiva e reconhecimento bipartidário.

Em 2013, o presidente Barack Obama o homenageou na Fundação "Points of Light", que Bush fundou em 1990 com um nome que se refere a uma frase por ele usada em um dos poucos discursos seus lembrados como exemplo de boa retórica política, ao aceitar a indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência em 1988. 

Além de Obama e Clinton, outros adversários políticos históricos dos Bush o homenagearam nos últimos anos de vida, como a família Kennedy, que lhe concedeu a medalha "Perfil de Coragem" de 2014, pela sua decisão em 1990 de aumentar impostos para equilibrar o Orçamento federal. 

Por muito tempo, manteve boa forma física. Comemorou 85 anos com um célebre salto de paraquedas. Repetiu a façanha aos completar 90 anos.

A partir de 2012, no entanto, acometido por uma forma de mal de Parkinson, teve suas atividades físicas muito limitadas e passou a ser visto em público em cadeira de rodas, mas sempre com aparente bom humor.

Perguntado sobre qual o ato de seu governo mais seria lembrado na história, disse que seria a inauguração do avião presidencial jumbo que virou até tema de filme de sucesso. 

Frequentemente pescava e navegava na costa de Kennebunkport, no estado de Maine, o lugar de que mais gostava e onde dizia querer passar os últimos dias de sua vida.

30 de novembro de 2018

Final é só um entre tantos casos da Libertadores mais atribulada de todas

Um marco da série de episódios ilustres desta edição do torneio continental aconteceu já nas oitavas de final no duelo entre Santos e Independiente (ARG).

Em seus 58 anos de história, a Libertadores da América acumula causos e confusões das mais diversas envolvendo sua falta de organização, mas nenhuma edição, ao menos entre as mais recentes, foi tão problemática quanto a atual. Imagem que ficou escancarada com o adiamento da final em Buenos Aires e sua transferência para Madri.

Um marco da série de episódios ilustres desta edição do torneio continental aconteceu já nas oitavas de final no duelo entre Santos e Independiente (ARG).

As equipes empataram em 0 a 0 na Argentina. Contudo, houve a suspeita de que o clube paulista poderia ter escalado o uruguaio Carlos Sánchez, que chegou ao Santos no meio do ano, de forma irregular por um cartão vermelho pelo River Plate (ARG), em 2015, cuja suspensão não havia sido cumprida.

O Independiente entrou com o pedido dos pontos da partida na Conmebol, e a entidade entendeu que Sánchez estava de fato irregular, mesmo estando apto segundo o Comet, sistema de registro de atletas mantido pela própria confederação e no qual o Santos se baseou para escalar o meio-campista.

Antes do jogo de volta, a entidade que comanda o futebol sul-americano julgou o caso e decretou vitória por 3 a 0 aos argentinos na partida de ida. No Pacaembu, precisando reverter a vantagem e com Carlos Sánchez em campo (liberado pela Conmebol), o duelo terminou aos 35 minutos do segundo tempo em razão da invasão de santistas no gramado e confusão nas arquibancadas do estádio.

Uma das tentativas de defesa do Santos foi o argumento de que Sánchez não era o único jogador irregular na competição. Bruno Zuculini, do River, também tinha suspensão a cumprir no torneio por antecedentes quando ainda era atleta do Racing (ARG).

O que a Conmebol alegou na ocasião foi "falta de denúncia", e por isso não puniu o clube. Também reconheceu que o River havia consultado a entidade no início do ano, e que o clube recebera sinal verde para escalá-lo. Zuculini teve de cumprir a suspensão durante a competição.

O mesmo aconteceu com o centroavante Wanchope Ábila, do Boca Juniors (ARG). Ábila foi outro atleta que atuou na Libertadores com jogos a cumprir por uma expulsão na final da Copa Sul-Americana de 2015, quando defendia o Huracán (ARG). O Libertad (PAR), adversário do Boca nas oitavas de final, entrou com o pedido de anulação do jogo na Conmebol. Mas a confederação aplicou o mesmo procedimento de Zuculini. Por atraso na denúncia dos paraguaios -o pedido deve ser feito em até 24 horas após a partida-, a confederação não declarou o Boca culpado.

Na fase seguinte, a Conmebol voltou a mostrar sua falta de critério e padrão nas decisões.

No jogo de ida das quartas de final entre Boca e Cruzeiro, na Bombonera, o zagueiro Dedé acertou uma cabeçada, imprudente mas sem intenção de machucar, no rosto goleiro argentino Andrada. Ambos disputavam uma bola pelo alto.

Depois de revisar o lance no VAR, o árbitro paraguaio Eber Aquino considerou que a ação foi violenta e expulsou Dedé.

Para o jogo de volta, no Mineirão, o Cruzeiro entrou com pedido no tribunal da Conmebol pela anulação da expulsão do zagueiro cruzeirense. E conseguiu.

Apto para a partida, Dedé enfrentou os argentinos em Belo Horizonte, mas voltaria a receber o cartão vermelho e o Cruzeiro seria eliminado da competição.

Na semifinal do torneio, a Conmebol voltou a mostrar-se em meio a um imbróglio com a visita do técnico do River, Marcelo Gallardo, ao vestiário do time no intervalo do jogo de volta contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Gallardo estava suspenso pela confederação pelo atraso da equipe na volta para o segundo tempo na partida de Buenos Aires. A Conmebol o puniu com um jogo.

Diante do Grêmio, o treinador se comunicou com o auxiliar Matías Biscay por rádio, mas no intervalo desceu ao vestiário, sem a autorização da entidade, para falar com os atletas. Gallardo voltou a ser punido, dessa vez para a decisão do torneio. No primeiro jogo entre River e Boca na final, na Bombonera, ele não pôde ir nem ao estádio.

O clube gaúcho pediu os pontos do duelo à Conmebol, mas sem sucesso.

O ápice dos problemas nesta Copa Libertadores chegaria na final do torneio entre Boca Juniors e River Plate, que fazem o maior clássico do futebol argentino e, possivelmente, do futebol sul-americano. O que era para ser a maior decisão da história da competição acabou se transformando em um episódio vergonhoso de repercussão internacional.

No duelo de ida, na Bombonera, a partida que ocorreria no sábado (10) precisou ser adiada pela tempestade que castigou Buenos Aires naquele dia e alagou o gramado. Foi provavelmente a única ocasião em que a Conmebol foi vítima e não responsável pelo transtorno.

O jogo foi disputado no dia seguinte, domingo, e acabou empatado em 2 a 2.

Duas semanas depois, o Monumental de Nuñez receberia a grande decisão com casa cheia -só de torcedores do River, já que na Argentina o público visitante está proibido nos clássicos da primeira divisão desde 2013.

Contudo, um ataque ao ônibus que levava a delegação do Boca ao estádio fez com que o jogo não começasse na hora programada, às 18h (de Brasília) do último sábado (24).

Na tentativa de conter o tumulto, a polícia argentina utilizou gás de pimenta. A substância entrou pelas janelas quebradas do ônibus e afetou os atletas, que passaram mal na chegada ao Monumental.

O volante e capitão da equipe Pablo Pérez precisou ser levado a uma clínica para tratar um corte no braço e um problema no olho, ambos causados pelos estilhaços de vidro do ônibus.

O Boca afirmou que não entraria em campo para a final. A Conmebol anunciou mais dois adiamentos até o fim do sábado, mas o clube manteve sua decisão de não pisar no gramado e a partida foi adiada para o dia seguinte.

No domingo (25), o Boca nem compareceu ao Monumental de Nuñez e permaneceu no hotel da concentração. Com a manutenção do pedido do clube de não jogar, o confronto foi suspenso e as duas equipes, convocadas a uma reunião na Conmebol para definir os passos a seguir.

Na última terça-feira (27), Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e os mandatários de Boca e River, Daniel Angelici e Rodolfo D'Onofrio, respectivamente, se reuniram na sede da entidade, no Paraguai.

A primeira resolução do encontro foi anunciar que a final seria jogada longe da Argentina, o que desagradou o River Plate, que insista no Monumental como palco do jogo. A preferência da Conmebol era por Doha, no Qatar.

O Boca Juniors mantinha sua postura de não querer entrar em campo, conquistando os pontos no tribunal e sagrando-se campeão.

Nesta quinta-feira (29), a entidade deu sua última cartada na tentativa de fazer o jogo acontecer. Ou o que parece ser o desfecho tardio desta Copa Libertadores.

Por sugestão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, River e Boca se enfrentarão no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, no próximo dia 9. Será a primeira final de Libertadores fora do continente, justamente no ano em que a Conmebol mostrou ao mundo sua falta de capacidade para organizar os próprio torneios.

26 de novembro de 2018

Temendo perder seus direitos, casais homoafetivos antecipam casamento

O resultado das eleições para a Presidência da República foi o motivo para a decisão tomada.

O dia do ‘sim’ da advogada Mishelle Coelho e de sua companheira precisou ser antecipado para um mês antes. Elas pretendiam oficializar a união de quatro anos em dezembro, mas seus planos mudaram após o resultado das eleições presidenciais. Elas afirmam temer que seus direitos à união estável e ao casamento civil fossem perdidos com a posse do novo presidente.

Estes direitos matrimoniais só foram concedidos aos casais LGBTs em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou a regra do Código Civil e entendeu que família não era formada apenas pela união de um homem e uma mulher. Mas, somente em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estendeu o benefício e determinou que os cartórios celebrem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.


Mishelle Coelho ressalta a agressão que pessoas homoafetivas sofreram, durante o pleito eleitoral. Foto: Assis Fernandes/ODIA

“Em 2015, quando começaram as primeiras iniciativas de que o presidente eleito iria se candidatar e que seus discursos contra a população LGBT passaram a ser disseminados, passamos a ficar com medo. Saiu uma publicação de uma conselheira da OAB nacional dos Direitos Homoafetivos informando que os casais que vivem em relacionamentos homoafetivos e, que quisessem regularizar suas situações, que fizessem até este ano, porque o presidente eleito, em diversas entrevistas que já concedeu, disse que vai editar uma medida provisória que vai revogar a resolução do CNJ, que não é lei; sendo que o casamento homoafetivo é um direito adquirido por conta da Resolução n° 175”, explica Mishelle Coelho.

Para a jovem, o casamento é a realização de um sonho antigo e que, de acordo com ela, era algo inviável em anos anteriores à Resolução. “Eu sempre sonhei em casar e constituir família, mas devido à minha condição homoafetiva, provavelmente, jamais iria me casar. Mas quando saiu a resolução do CNJ, percebi que poderia realizar meu sonho e ter minha união registrada e reconhecida. Têm pessoas que pensam que é exagero da nossa parte, mas vimos muitas pessoas sendo perseguidas e agredidas por serem homossexuais durante o período de eleição. Eu me enquadro em uma série de minorias, tanto por ser mulher, por ser homoafetiva e pela minha cor. Tudo isso me torna uma pessoa inaceitável para essas pessoas que são intolerantes”, finaliza.

24 de novembro de 2018

Ex-presidente Raúl Castro recebe 201 médicos cubanos que saíram do Brasil

A saída ocorre após anúncio de rompimento com o programa, feito pelo Ministério da Saúde de Cuba, em resposta às exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro

O ex-presidente e líder do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, recebeu 201 profissionais cubanos que integravam o programa Mais Médicos no Brasil e que chegaram a Havana. Acompanhado do segundo do partido, José Ramón Machado, e de um grupo de líderes políticos, Castro foi até o avião para cumprimentar os profissionais.

No último dia 14, o Ministério da Saúde de Cuba anunciou o rompimento do acordo com o Mais Médicos. O governo cubano informou discordar das exigências feitas pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e também sinalizou incômodo com as críticas feitas por ele. Desde então, profissionais cubanos deixam o Brasil.

A estimativa é que, de forma escalonada, até dezembro, os outros 8.332 profissionais de Cuba vinculados ao Mais Médicos regressem ao país de origem.

O diretor da Unidade Central de Colaboração Médica de Cuba, Jorge Delgado, reiterou que o processo de retirada dos profissionais da saúde do Brasil será "ordenado, seguro e digno".

"Os médicos estão muito dispersos, em mais de 2.500 municípios na grande extensão territorial do gigante sul-americano, razão pela qual há vários dias começaram a transferir-se de seus locais de residência até as cidades de onde partirão os voos para a Ilha", afirmou Delgado referindo-se ao retorno para Cuba.

O primeiro grupo de 205 colaboradores sanitários que retornou ao país foi recebido pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que ressaltou o "desinteresse, altruísmo e entrega plena" com que cumpriram sua missão nos lugares mais necessitados de assistência sanitária no Brasil.

PROGRAMA

O Mais Médicos foi criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff com o objetivo de garantir a assistência médica a comunidades desfavorecidas nas comunidades e regiões remotas do Brasil.

A presença cubana nessa iniciativa foi estipulada por meio de um convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e representava mais da metade dos profissionais contratados pelo programa.

De acordo com levantamento do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes de prevenção com a saída de profissionais cubanos.

O Ministério da Saúde abriu nesta semana edital para seleção de profissionais que substituirão os cubanos que deixarão o Brasil. As inscrições ficam abertas até o dia 7 de dezembro.

23 de novembro de 2018

Hillary Clinton exalta família em mensagem para Dia de Ação de Graças

Na mensagem, Hillary deseja "Um Feliz Dia de Ação de Graças, da nossa família para a sua".

Hillary Clinton, 71, publicou uma foto antiga de família nesta quinta-feira (22) em seu Instagram para celebrar o Dia de Ação de Graças. No retrato, ela está ao lado do marido Bill Clinton, 72, e da filha ainda criança, Chelsea Clinton, que hoje tem 38 anos. O casal está junto há 43 anos. 

Na mensagem, Hillary deseja "Um Feliz Dia de Ação de Graças, da nossa família para a sua". O ex-presidente americano e a ex-senadora e secretária de estado dedicaram a vida inteira à política. Nas últimas eleições presidenciais, Hillary perdeu para Donald Trump. Ao longo desses mais de 40 anos, eles enfrentaram diversas crises pessoais e políticas. Nem traições, nem tragédias familiares abalaram o romance ou a vida familiar dos dois.


Hillary e Bill Clinton em foto publicada no Instagram para celebrar a data. Foto: Reprodução/Instagram/hillaryclinton 

Eles se casaram nos anos 1970, época em que Bill Clinton já era governador do Arkansas, e Hillary, sócia de um importante escritório de advocacia. Em 1980, o casal teve sua única filha, Chelsea, a integrante da família que nunca se viu envolvida em polêmicas públicas. O casal, no entanto, enfrentou muitas delas.

O meio-irmão de Bill, Roger, passou 18 meses preso por porte de cocaína na década de 1980 e o governador não interferiu para ajudá-lo. Em 1993, Clinton foi eleito presidente dos Estados Unidos. Roger provocou pequenos constrangimentos ao irmão-presidente, mas parece ter assentado depois que, há dois anos, teve um filho, Tyler.

Nessa época, Hillary tentou ter um papel de destaque no governo de seu marido como coordenadora das mudanças radicais que ele queria impor ao sistema nacional de saúde, mas o projeto foi rechaçado pelo Congresso e pela opinião pública. Acossada pelas acusações do caso Whitewater, ela se retraiu e tem desempenhado funções mais tradicionais de primeira-dama.

Mesmo após o escândalo envolvendo a estagiária de Bill Clinton, Monica Lewinski, e a denúncia de várias mulheres que declararam relações extraconjugais com Bill, Hillary permaneceu publicamente solidária ao marido nas tormentas de suas infidelidades.  Em  1998, ele foi absolvido no Senado em processo de impeachment, acusado de ter mentido em juízo sobre o escândalo Monica Lewinski, a estagiária com quem ele teria se envolvido sexualmente. 





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