Potós podem causar queimaduras de segundo grau

Os potós, como são chamados os Paederus irritans, já fazem suas vítimas indiscriminadamente, provocando queimaduras que podem chegar a ser de segundo grau, com um ácido por eles expelido.

29/07/2009 08:17h

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Um bichinho muito comum aos piauienses e estranhado pelas populações de muitos estados já coloca à mostra sua nada simpática habilidade de queimar peles por aí. Os potós, como são chamados os Paederus irritans, já fazem suas vítimas indiscriminadamente, provocando queimaduras que podem chegar a ser de segundo grau, com um ácido por eles expelido.

A publicitária Maria Clara Paz é uma das vítimas do pequeno bicho, que, não fosse pelas cores avermelhada e amarronzada intercaladas pelo corpo e o rabo arrebitado, mais pareceria uma formiga. Mesmo após uma semana do contato com o bichinho, ela ainda guarda cicatrizes do passeio do potó. Felizmente, o transtorno provocado pelo bicho à publicitária não foi dos piores e ela precisou conviver com as dores e o incômodo de dormir com a região do pescoço afetada apenas por três dias. Também não foi preciso procurar o médico nem tomar medicações. “Ainda pensei em procurar uma pomada que utilizei quando fui atacada por uma aranha, mas deixei para lá”, diz Maria.

Os ataques desses bichinhos nesta época do ano são bastante comuns. Eles costumam reaparecer quando cessam as chuvas e contribuem sobremaneira com o aumento das visitações a consultórios de dermatologia. O médico dermatologista Régio Girão observa que, apesar de receber pacientes vítimas do potó durante todo o ano, nos meses de maio a agosto costuma haver uma intensificação da procura. “Não lembro de há cinco anos receber pacientes durante o ano inteiro, o que observo agora. Mas realmente há um pico em junho e julho”, frisa.

Há cerca de seis meses, Amanda Soares foi levada à urgência do Hospital São Marcos por conta de um potó, que expeliu ácido no seu rosto, na área dos olhos e nariz, provocando um inchaço muito grande. “Meu caso foi resolvido rapidamente porque o médico foi muito ágil e logo passou uma pomada e anti-inflamatório de uso oral”, observa Amanda.

Procurar um médico é, sem dúvida, a melhor opção para quem detecta um caso grave de ataque de potó, que venha a atingir áreas delicadas, como os olhos, ou queimaduras de segundo grau, tão comuns e caracterizadas pelo aparecimento de bolhas, em grandes extensões do corpo. As áreas de dobra do corpo, como pescoço e dobras dos braços e dos joelhos costumam ser mais afetadas, porque a pessoa pode espalhar o ácido por outras partes e aumentar a extensão da queimadura.

Os sintomas da dermatite, irritação provocada pelo ácido, são irritação muito intensa, coceira, formação de bolhas e ardência. Caso a vítima do potó chegue a ver quando o inseto passa pela pele, lavar o local com bastante água evita a queimadura. “Porém, se a pessoa já estiver sentindo os sintomas, pode utilizar medicamentos tópicos prescrevidos por um médico”, afirma o dermatologista.

Uma alternativa caseira para casos menos graves é utilizar vinagre, que é um ácido mais leve e ajuda na cicatrização. A utilização de limão para reduzir os danos não é recomendada pelo dermatologista, tendo em vista que o limão é um ácido forte e pode agravar o quadro e provocar outras queimaduras.
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Fonte: Natália Vaz/ Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Por: Portal O Dia

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