Nordestino está em último na área de sexo

Um ponto positivo é que no Nordeste foi registrado o maior uso de camisinhas.

19/08/2009 09:27h

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Os jargões e piadas infames dizem que o nordestino tem uma incrível vitalidade sexual e que a terra quente é habitada por cabra macho. Isso é o que eles dizem. Entretanto, a maior pesquisa já realizada sobre comportamento sexual do brasileiro aponta que as coisas não são exatamente assim.

Segundo o relatório, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, os indivíduos da região Nordeste estão em último lugar no quadro dos mais sexualmente ativos em comparação às demais e que apresenta o segundo maior índice de relacionamento homossexual. Porém, o estudo mostra que a região é a mais informada quando se trata de uso da camisinha para prevenir a AIDS.

A pesquisa foi realizada entre os meses de setembro e novembro de 2008, em que foram entrevistados 8 mil homens e mulheres entre 15 e 64 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a análise das informações auxiliará na execução e na avaliação da política para a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o estudo, 77% dessa população (66,7 milhões) tiveram relações sexuais nos 12 meses que antecederam a pesquisa.

Segundo o levantamento, os indivíduos das regiões Sul (82,8%) e Centro-Oeste (81,1%) são mais sexualmente ativos do que os das demais regiões: no Norte 79%, no Sudeste 76,5% e no Nordeste 74%.

Além disso, a pesquisa mostra que o maior índice de relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo é da região Sudeste com 8,4%, seguido respectivamente das regiões Nordeste (7,2%), Norte (7%), Sul (6,8%) e Centro-Oeste (5,6%).

Os dados mostram ainda que pouco mais da metade dos jovens nordestinos com idade entre 15 a 24 anos se protege durante as relações. O uso do preservativo varia de quase 70% no Sul a 52% no Nordeste (no Sudeste 64,6%, no Centro-Oeste 64,4% e no Norte 56,1%). Com relação a informação, os nordestinos são os mais sábios quanto a proteção, já que 97,4% das pessoas sabem que o uso da camisinha é a melhor forma de prevenir a infecção pelo HIV. A média nacional fica pouco abaixo (96,6%).

Com relação aos dados nacionais, a pesquisa mostra que ainda há muitas diferenças de comportamento entre homens e mulheres. Entre eles, 13,2% tiveram mais de cinco parceiros casuais no ano anterior à pesquisa; entre elas, esse índice é três vezes menor (4,1%). 10% deles tiveram, pelo menos, um parceiro do mesmo sexo na vida, enquanto só 5,2% delas já fizeram sexo com outras mulheres. A vida sexual deles também começa mais cedo – 36,9% deles tiveram relações sexuais antes dos 15 anos; entre elas esse índice cai para menos da metade, 17%.
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Fonte: Diego Iglesias/ Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Por: Portal O Dia

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