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Notícias Esporte

03 de abril de 2020

São Paulo deve adotar decisão unilateral para a redução de salários

São Paulo deve adotar decisão unilateral para a redução de salários

A oferta foi recusada pelos atletas. Mesmo assim, o clube, segundo apurou a reportagem, está disposto a colocá-la em prática.

O São Paulo estuda maneiras para minimizar os efeitos da crise financeira causada pela paralisação das competições em decorrência da pandemia do coronavírus. Dentro de pacotes de possíveis medidas, o clube apresentou um plano de redução salarial para os jogadores de 50%, com teto de até R$ 50 mil -quem receber menos não teria esse corte. A oferta foi recusada pelos atletas. Mesmo assim, o clube, segundo apurou a reportagem, está disposto a colocá-la em prática.

Dirigentes discutem internamente qual seria o melhor caminho para seguir. A linha defendida pela maior parte dos diretores é a de impor o desejo do clube, como fez o Atlético-MG. No caso, a equipe de Belo Horizonte diminuiu os rendimentos dos atletas em até 25% sem que ele fossem ouvidos para ajustar a situação.
Já na situação do São Paulo, os jogadores preferiram entrar em férias de 20 dias para depois decidir qual caminho seguir. Assim, eles teriam um cenário mais bem definido de quando as competições devem ser retomadas.
Um questionamento feito pelos atletas é a existência de débitos em aberto. O clube deve, na maior parte dos casos, dois meses de direitos de imagem. O clube queria arcar com essas dívidas, mas não pagar em dia os direitos nos próximos três meses.
Vale destacar que o São Paulo já enfrentava uma crise financeira muito antes da pandemia. O clube fechou a temporada 2019 com um déficit de R$ 156 milhões em seu balanço.

01 de abril de 2020

Flamengo atinge receita recorde baseada em craques e ciclo virtuoso do futebol

Flamengo atinge receita recorde baseada em craques e ciclo virtuoso do futebol

O balanço financeiro do Flamengo divulgado pelo clube na terça-feira (31) revela que a aposta em abrir os cofres por um time competitivo gerou os resultados esperados em campo e também fora dele.

O balanço financeiro do Flamengo divulgado pelo clube na terça-feira (31) revela que a aposta em abrir os cofres por um time competitivo gerou os resultados esperados em campo e também fora dele.

Ao atingir uma receita operacional bruta recorde no futebol brasileiro, de R$ 950 milhões (R$ 899 mi gerados pelo futebol), e um superávit de R$ 63 milhões, o clube justificou os gastos, na casa de R$ 250 milhões, para a aquisição de atletas que formaram a espinha dorsal do time campeão da Libertadores e do Brasileiro de 2019.

A transferência de atletas equilibra essa balança, já que o clube embolsou R$ 299 milhões com as saídas de Paquetá, Jean Lucas, Leo Duarte, dentre outros. Com um time forte e a torcida no embalo das vitórias, outras receitas muito significativas se explicam pelo êxito em campo.

Apenas com participação em competições, exposições e premiações, o Flamengo somou ganhos de R$ 148,9 milhões. O dinheiro fixo das transmissões, por sua vez, representou "apenas" R$ 59,7 milhões, valor bem inferior aos R$ 78,8 milhões obtidos com patrocínios e publicidade.


Flamengo atinge receita recorde baseada em craques e ciclo virtuoso do futebol. Foto: Agência Brasil

À medida que Gabigol e companhia batiam adversários, os rubro-negros enchiam o Maracanã e seus cofres. Com a bilheteria das partidas em sua casa, o Flamengo somou R$ 109 milhões. Em 2018, este item rendeu R$ 44,7 milhões. Nesta mesma lógica, o programa de sócios foi uma fonte importante de recursos, já que trouxe R$ 61,6 milhões em 2019.

O endividamento líquido do clube saltou de R$ 287 milhões para R$ 338 mi, mas o Flamengo sustenta que "o clube vem consistentemente reduzido seu endividamento em relação à sua capacidade de pagamento".

"Enfim, consolidamos os alicerces do cenário do ciclo virtuoso e partimos agora para planejar e atingir novos patamares de competitividade e ambição global até o fim da década", afirmou o presidente Rodolfo Landim.

Em meio ao cenário da pandemia de Covid-19, o Flamengo afirma estar sólido para passar pelo período de crise. Em suas demonstrações financeiras, o clube afirma que traçou um cenário projetando uma interrupção do calendário do futebol por até três meses e "a conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações".


Após adiamento, chama olímpica ficará em exibição para o público no Japão

Após adiamento, chama olímpica ficará em exibição para o público no Japão

Guardada em uma espécie de lampião, a chama receberá japoneses e turistas, mas só se tomarem precauções com relação ao novo coronavírus.

A chama olímpica ficará exposta para o público até o fim de abril na cidade de Fukushima, no Japão, onde permanecerá até ser transportada para a capital japonesa.

Guardada em uma espécie de lampião, a chama receberá japoneses e turistas, mas só se tomarem precauções com relação ao novo coronavírus.

"Para ajudar a prevenir a disseminação da Covid-19, pedimos ao público que venha usando máscaras para visitar a instalação. Temos o direito de negar a entrada de quem não usar máscaras. Pedimos aos que não se sintam bem ou tenham sintomas da doença, como febre e tosse, que não venham. É preciso manter uma certa distância de outras pessoas para evitar o risco de infecção", diz uma nota da organização.


Após adiamento, chama olímpica ficará em exibição para o público no Japão. Foto: Agência Brasil

Fukushima foi a cidade escolhida para o início do revezamento da tocha olímpica, que culminaria na cerimônia de abertura em julho deste ano. Os Jogos, porém, foram adiados para 2021 em razão da pandemia do novo coronavírus, o que interrompeu também a tradição do revezamento.

A escolha de Fukushima se deu para celebrar a recuperação da região, que em 2011 sofreu com o desastre da destruição de uma usina nuclear após um tsunami e um terremoto afetarem a cidade.

Ao contrário da Europa, clubes no Brasil têm dificuldade de reduzir salários

Ao contrário da Europa, clubes no Brasil têm dificuldade de reduzir salários

Os clubes nordestinos e o gaúcho entraram em acordo com jogadores e o sindicato da categoria

Ceará, Fortaleza, Grêmio e Atlético-MG d


Ao contrário da Europa, clubes no Brasil têm dificuldade de reduzir salários. Foto:Agência Brasil

ecidiram reduzir os salários dos elencos durante a pandemia de coronavírus que paralisou o futebol brasileiro. Os clubes nordestinos e o gaúcho entraram em acordo com jogadores e o sindicato da categoria. O time mineiro, por sua vez, tomou decisão unilateral.

A maioria dos demais times da Série A do Campeonato Brasileiro, consultados pela reportagem, considera a possibilidade ou têm estudos em andamento para seguirem o mesmo caminho.

Das 20 equipes da elite nacional, apenas Coritiba e Red Bull Bragantino descartam, por ora, diminuir salários.

Ceará e Fortaleza vão pagar 75% do valor da carteira de trabalho referente a março no próximo dia 20 de abril. Os 75% de direitos de imagem, no último dia do mês. Os 25% restantes dos dois contratos serão parcelados a partir de julho.

O CEO do Grêmio, Carlos Amodeo, não revela o percentual, mas afirma que o clube já chegou a um acordo com o elenco para diminuir a folha salarial durante a paralisação. Ele afirma que o acordo é parte de um plano financeiro emergencial que estima prejuízo de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões se o futebol não retornar até 30 de junho. Se a paralisação durar mais, seriam de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões por mês.

O Atlético-MG decidiu reduzir em 25% os salários dos atletas profissionais, diretores e integrantes da comissão técnica.

"Se alguém estiver insatisfeito, a gente faz o desligamento", disse o presidente do clube, Sérgio Sette Câmara.

A decisão aconteceu depois de o lateral Guilherme Arana, contratado este ano pelo clube, ter se mostrado contrário à medida.

"Acho que não justifica. Eu acho que a gente, jogador, não tem nada a ver com isso. Temos que seguir as coisas que o pessoal vem passando na TV, o que os doutores falam. Essa redução de salário, na minha opinião, não convém, porque é o mundo que está paralisando", disse ele, na última quinta (26), à Fox Sports.


A Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais), entidade nacional dos jogadores, rejeitou a proposta da CNC (Comissão Nacional dos Clubes) de diminuir em 25% os salários de todos os jogadores. Houve equipes que partiram para acordos com sindicatos estaduais ou com os próprios integrantes dos elencos.


Em acordo com a CBF, os times deram 20 dias de férias coletivas para os jogadores, válidas a partir desta quarta (1º) e prorrogáveis por mais 10 dias. Se o futebol não tiver voltado no início de maio, os demais clubes da Série A estudam praticar as reduções salariais, enquanto a CBF se comprometeu a buscar com o governo federal um acordo quanto ao pagamento das prestações do Profut, o programa de parcelamento das dívidas das agremiações.


"Este mês de março vamos ter de negociar. Depois veremos o que será feito. [Negociar a redução de salários] É uma possibilidade. Ficou acertado que os clubes estão liberados para ter essa conversa com os jogadores individualmente. Não estamos com essa grana toda em caixa e vivemos no aperto, mas pagando em dia, com exceção do direito de imagem, que atrasou dois meses", afirma José Carlos Peres, presidente do Santos. 


Clubes com as maiores folhas de pagamentos do futebol nacional, Palmeiras e Flamengo afirmam que vão pagar os salários de março normalmente, mas que, se a situação não mudar, há estudos sobre o impacto financeiro da ausência de receitas a partir de maio. Um dos caminhos possíveis é negociar uma redução temporária.


Segundo a assessoria de imprensa do São Paulo, "todos os caminhos são possíveis", mas o assunto está em análise. O mesmo vale para Botafogo e Fluminense -de acordo com o clube tricolor, diretores e gerentes reduziram seus salários em 15%.

O Bahia afirma que uma decisão será tomada nos próximos dias, enquanto o Corinthians diz apenas que o departamento de futebol profissional estará de férias até o dia 20. O Internacional diz que está analisando a situação para os próximos meses e que, por enquanto, a única definição foi dar férias aos atletas.

Atlético-GO e Goiás enviaram uma proposta conjunta ao sindicato dos atletas no estado de corte de 50% nos vencimentos, mas a oferta foi rejeitada e os clubes devem partir para negociações individuais. O Sport deseja que o assunto seja consenso do CNC (Conselho Nacional dos Clubes), mas pretende falar com o elenco.

"Sem comentários! Aguardamos pacientes [o fim da pandemia]", disse o presidente do Athletico-PR, Mario Celso Petraglia.

O Vasco não respondeu à consulta da reportagem.

"Para a redução, tem de haver um acordo. Se o Atlético-MG fizer isso individualmente, eles estão perdidos e sabem disso. A CBF tinha de abrir o cofre e ajudar os clubes. Ela é milionária", afirma a advogada Gislaine Nunes, especialista em legislação trabalhista e esportiva.

Segundo a Constituição, salários só podem ser reduzidos por meio de acordo com entidades sindicais. O governo federal planeja uma Medida Provisória autorizando redução de jornada de trabalho e salários em até 50% durante a pandemia. Esta entraria em vigor imediatamente, mas teria de ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para virar lei.

"Não dá para ser goela abaixo, só com acordo coletivo. Imposição a gente não topa. Se os clubes insistirem nisso, entraremos com ação e pode ficar mais caro para o clube por causa de multa. Tem de sentar para resolver", afirma Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo.

Na Europa, alguns dos principais clubes do continente já colocaram medidas em prática. A Juventus, por exemplo, cortou os salários de seus jogadores e do técnico Maurizio Sarri pelos próximos quatro meses. Com a medida, a equipe de Turim espera economizar 90 milhões de euros (R$ 514 milhões).

O Barcelona, após dias de negociação, conseguiu chegar a um acordo com os atletas para a redução dos salários em 70%, incluindo o de Lionel Messi.

Jogadores de Bayern de Munique e Borussia Dortmund também reduziram seus ganhos em trato com a diretoria. No caso do Dortmund, os atletas doaram parte dos salários para ajudarem a manter os empregos dos cerca de 850 funcionários do clube.

Há casos europeus, porém, em que a decisão foi vertical. Na Espanha, as diretorias de Atlético de Madrid e Espanyol colocarão em prática um instrumento legal chamado Erte (Expediente de Regulação de Emprego Temporal), que permite a uma empresa, diante de causas de força maior (como uma pandemia, que afeta o trabalho), reduzir ou suspender a jornada de funcionários e, consequentemente, seus salários.

O Tottenham também anunciou redução de 20% dos salários de 550 funcionários entre abril e maio, não incluindo jogadores e comissão técnica.

31 de março de 2020

Elenco do Barcelona faz acordo e reduz 70% de seu salário

Elenco do Barcelona faz acordo e reduz 70% de seu salário

Com isso, os atletas seguem o caminho feito por colegas de equipes de outras ligas.

Os jogadores do Barcelona anunciaram nesta segunda-feira (30) que entraram em acordo com a diretoria do clube catalão pela redução de 70% dos seus salários.

Com isso, os atletas seguem o caminho feito por colegas de equipes de outras ligas, como o elenco do Bayern de Munique (ALE), por exemplo, para evitar que a parada do futebol em razão da pandemia de coronavírus prejudique mais ainda as finanças do clube, que por sua vez poderia ter dificuldades para pagar seus demais funcionários.

O primeiro a fazer o anúncio foi o argentino Lionel Messi, 32, que informou a medida em sua conta no Instagram e depois foi seguido por outros companheiros de time.

Além da redução salarial, os jogadores do Barcelona também afirmaram que farão aportes financeiros para garantir que funcionários do clube recebam seus vencimentos de maneira integral.


Foto: Reprodução/Instagram

"Se o acordo demorou alguns dias é simplesmente porque estávamos buscando uma fórmula para ajudar o clube e também seus trabalhadores nesses momentos tão difíceis", diz parte do comunicado emitido na segunda.

Segundo o jornal espanhol Marca publicou na semana passada, o elenco do clube catalão havia recusado uma primeira proposta de redução salarial feita pela diretoria.

Elencos de outras equipes pelo mundo têm feito o mesmo. Os jogadores dos alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund aceitaram diminuir 20% de seus recebimentos. Na Itália, a Juventus economizará € 90 milhões (R$ 513 milhões) depois de os atletas aceitarem não receber no período entre março e junho.

Já na Suíça, o FC Sion demitiu nove jogadores que recusaram ter o salário diminuído.

No Brasil, clubes tentaram um acordo coletivo para redução de 25% dos salários dos atletas, mas sem sucesso. Os times colocaram os jogadores em férias coletivas de 20 dias e agora buscam negociar diretamente com eles. No Atlético-MG, a diretoria anunciou no último domingo (29) ter reduzido 25% do valor dos salários da equipe, comissão técnica e da própria direção.

Hulk e Oscar chegam à China 11 minutos antes de fechamento da fronteira

Hulk e Oscar chegam à China 11 minutos antes de fechamento da fronteira

Primeiro epicentro da pandemia do novo coronavírus, a China vai tentando voltar à normalidade depois de aparentemente superar os dias mais críticos.

Oscar e Hulk, jogadores brasileiros do Shanghai SIPG, retornaram à China muito perto do limite estabelecido para a entrada de estrangeiros no país. A janela se fechou à meia-noite local da sexta (27) para o sábado (28), e eles fizeram o desembarque no aeroporto de Pudong, em Xangai, às 23h49.

Primeiro epicentro da pandemia do novo coronavírus, a China vai tentando voltar à normalidade depois de aparentemente superar os dias mais críticos. Para evitar uma nova onda de contaminação, o governo determinou a proibição da entrada de estrangeiros no país a partir do dia 28. Há exceções previstas por "necessidades comerciais, científicas ou tecnológicas" ou por "razões humanitárias de emergência".

Por isso, o Shanghai SIPG organizou o retorno de alguns de seus jogadores antes que a limitação entrasse em vigor. Além dos conhecidos Oscar e Hulk, que disputaram Copa do Mundo pela seleção brasileira, estava no voo fretado que desembarcou pertinho do limite o atleta Ricardo Lopes, também brasileiro.


Hulk chegou com Oscar à China faltando 11 minutos para a fronteira do país fechar - Foto: Reprodução/Instagram

Eles agora terão de passar por um período obrigatório de isolamento, mesmo que não apresentem sintomas relacionados à Covid-19. Hulk deixou a família no Brasil. Já Oscar levou à China familiares, ao lado dos quais ficará nos 14 dias em que deverá permanecer recluso.

O Campeonato Chinês tinha início previsto para fevereiro, o que não foi possível pela expansão do coronavírus. Ainda não há um calendário estabelecido, mas a ideia é que a competição comece no final de abril.

Vários jogadores estrangeiros não retornaram dentro do prazo estabelecido e aguardam orientações sobre como devem proceder. É o caso de Paulinho, Renato Augusto, Róger Guedes e Alex Teixeira, que estão no Brasil fazendo trabalhos para manter a forma física.

29 de março de 2020

Atlético-MG mantém salários de time e Sampaoli em meio à crise

Atlético-MG mantém salários de time e Sampaoli em meio à crise

A folha salarial do Galo é de R$ 5,1 milhões, no entanto, o valor cresce quando computados os direitos de imagem.

A Comissão Nacional de Clubes (CNC) informou que os participantes da Série A do Campeonato Brasileiro negociarão individualmente com atletas e membros de comissão técnica sobre questões salariais durante a paralisação do futebol devido à pandemia do novo coronavírus. Os times aguardam também novas medidas do Governo Federal para discutir redução nas remunerações de seus funcionários.

Um dos entusiastas das negociações, o Atlético-MG sequer tocou no assunto com jogadores e integrantes do departamento de futebol. A reportagem apurou que os vencimentos do elenco e de Jorge Sampaoli permanecem os mesmos dos combinados antes da pausa no calendário do esporte no país.

(Foto: Reprodução)

A folha salarial do Galo é de R$ 5,1 milhões na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), conforme revelado pela coluna de Mauro Cézar Pereira no portal UOL. O valor cresce quando computados os direitos de imagem.

A diretoria não se manifesta de forma oficial e trata o assunto como algo interno. Entretanto, a reportagem consultou fontes ligadas a atletas e ao estafe de Sampaoli para ratificar a situação. Não houve qualquer menção do presidente Sérgio Sette Câmara ou do diretor de futebol Alexandre Mattos a membros do plantel para discutir uma redução salarial.

O Governo Federal permite que haja redução dos salários na CLT por meio da Medida Provisória 927, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

(Foto: Reprodução)

Na última semana, a CNC informou que estes assuntos, que eram tratados de forma coletiva com a Fenapaf (Federação Nacional de Atletas de Futebol) e o Sindicato dos Atletas, serão "negociados individualmente com seus atletas e demais funcionários do departamento de futebol no que tange a outras medidas que possam ser adotadas no período de paralisação".

Sobre a redução da remuneração, a nota diz que as equipes vão "aguardar novas medidas dos Governos Federal e Estaduais diante do estado de calamidade pública, para avaliar possíveis reduções em remunerações que possam ser estabelecidas".

Recentemente, em entrevista à Rádio 98, o presidente Sérgio Sette Câmara informou que os salários estão em dia na Cidade do Galo. Todavia, confirmou atraso no pagamento dos direitos de imagem.

"Nós estamos com nossos salários em dia aqui no Atlético. Temos apenas o atraso de duas folhas de direito de imagem, mas uma nós vamos acertar em breve. Estamos numa situação bastante razoável. Temos também alguma coisa de premiação, que não é salário, mas nós vamos honrar na medida do possível", comentou.

"Mas a situação do Atlético é uma das melhores no Brasil afora. A gente quer estar com tudo em dia, estávamos caminhando muito para isso, mas essa situação mudou tudo e vai nos exigir tomar atitudes inteligentes e duras", acrescentou.

René Simões testa positivo para o novo coronavírus

René Simões testa positivo para o novo coronavírus

Atualmente o ex-treinador se dedica à carreira de coaching esportivo

O ex-técnico René Simões divulgou por meio da sua conta no Instagram, que testou positivo para o novo coronavírus(covid-19). Ele apareceu em um vídeo fazendo embaixadinhas e conta que dia 16 de março sentiu os sintomas e realizou o exame. Porém, apenas nesse sábado (28) teve a confirmação que contraiu o vírus.

“Dia 16 de março senti os sintomas do covid-19. Fui ao hospital e me testaram. Por precaução, mesmo não sabendo o resultado, fiquei em isolamento no meu quarto. Não saí dele e tinha tudo separado para mim dentro de casa. Tudo era higienizado e ninguém entrava no quarto. Somente hoje recebi o resultado que foi positivo,“ disse.

Ex-técnico Renê Simões (Foto: Reprodução/Instagram)

René Simões teve destaque na seleção da Jamaica entre 1994 e 1998, e conquistou uma vaga para a Copa do Mundo da França(98), a única participação do país na competição. Comandou também a Seleção Brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia (2004) e encerrou a participação com a medalha de prata. Ele teve passagens por clubes brasileiros, entre outros, como: Bahia, Botafogo, Ceará, Coritiba, Figueirense, Flamengo, Fluminense e Santa Cruz. Com 67 anos, pertencente ao grupo de risco, aproveitou para alertar as pessoas sobre os cuidados que devem ter.

“Como o vírus demora a se manifestar, mesmo tendo mais de quatorze dias, seguirei na prevenção e só sairei no dia 30 do isolamento. Somente no primeiro dia tive algum sintoma e depois fiz tudo normalmente. Pensando em como daria a notícia, resolvi pegar a minha amada bola de futebol e fazer a comunicação juntos. Agradecendo a Deus por mais essa vitória. Fiquem bem e os em risco devem ser precavidos.”

COI confirma que vagas já conquistadas para Jogos de Tóquio serão mantidas

COI confirma que vagas já conquistadas para Jogos de Tóquio serão mantidas

Até agora, o Brasil já tem 178 atletas classificados para os Jogos.

Os atletas que já tinham garantido vaga para a Olimpíada de Tóquio continuarão classificados para o evento, que na última terça (24) foi adiado para 2021 por culpa da pandemia de coronavírus, confirmou o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach.

"Está claro que os atletas que se qualificaram para Tóquio-2020 permanecem qualificados. Isso é uma consequência do fato de que esses Jogos de Tóquio, em acordo com o Japão, continuarão sendo a 32ª edição dos Jogos Olímpicos", disse o dirigente alemão na conta de Twitter da entidade.

Após o adiamento da competição, o COI tem que redefinir quase tudo sobre o evento, como questões comerciais, logísticas e classificação -muitos torneios classificatórios foram adiados em razão da pandemia.

Na quarta (25), Bach disse que a Olimpíada deverá ser realizada até o verão (no hemisfério Norte) do próximo ano, mas que não está restrita a esse período. Poderia, por exemplo, ocorrer durante a primavera.

No mesmo dia, patrocinadores do evento, entre eles a Coca-Cola e a Intel, decidiram manter seu apoio aos Jogos mesmo com o adiamento.

Atletas também apoiaram a decisão do comitê internacional. Eles vinham pressionando os organizadores, já que a preparação para o evento, com a impossibilidade de uma rotina normal de treinos e a incerteza com relação a torneios classificatórios, estava sendo prejudicada.

Até agora, o Brasil já tem 178 atletas classificados para os Jogos.

Vasco recorre à torcida novamente para evitar danos diante do coronavírus

Vasco recorre à torcida novamente para evitar danos diante do coronavírus

É que, com a paralisação do futebol por conta da epidemia do coronavírus, o Vasco teme por uma debandada no plano de sócio-torcedores.

A torcida do Vasco já deu inúmeras provas de amor pelo clube nos últimos anos. Colocou o clube na liderança de planos de sócio-torcedor e fez a maior vaquinha do Brasil com o objetivo de contribuir com a construção de um centro de treinamento —R$ 4,4 milhões até fevereiro. Agora, os torcedores foram novamente convocados a ajudar.

É que, com a paralisação do futebol por conta da epidemia do coronavírus, o Vasco teme por uma debandada no plano de sócio-torcedores. O problema é que o dinheiro dos planos é fundamental para o clube neste período.

Após uma campanha fenomenal, o Vasco assumiu a liderança dos clubes brasileiros no ranking de sócios. Nos últimos três meses, no entanto, houve uma queda de aproximadamente seis mil vascaínos.

O orçamento do clube para essa temporada planejava arrecadar R$ 43.975.121,08 dos associados, além de R$ 4.578.993,38 com os sócios estatutários. Portanto, um corte na verba de sócios pode deixar ainda mais complicada a situação do clube, que tenta se reerguer financeiramente.

A diretoria pagou só em março o salário referente ao mês de dezembro aos jogadores, que ainda precisam receber férias, além de janeiro e fevereiro. Essas dívidas são referentes ao pagamento em carteira. Direitos de imagem estão ainda mais atrasados —alguns atletas não recebem desde setembro.

O clima interno não é dos melhores. Vale lembrar que os jogadores realizaram a "lei da mordaça" por várias semanas em protesto contra os salários atrasados. A torcida, inclusive, comprou a briga dos atletas nos últimos duelos antes da paralisação e criticou bastante o presidente Alexandre Campello.

27 de março de 2020

CT de Badminton pode ser usado como hospital de campanha

CT de Badminton pode ser usado como hospital de campanha

A partir dessa sexta-feira (27) o local começa a ser liberado para receber a devida estrutura.

O Centro de Badminton localizado na Universidade Federal do Piaui (UFPI) deve ser o primeiro espaço do esporte destinado a receber leitos em apoio aos possíveis pacientes com coronavírus. 

“A universidade federal está colocando à disposição a estrutura do Centro de Badminton, que é uma estrutura nova, moderna e uma atitude sem dúvida solidária daqueles que fazem o Badminton do Piauí, mas com certeza as condições aqui são as ideais”, afirmou Firmino Filho. 

A partir dessa sexta-feira (27) o local começa a ser liberado para receber a devida estrutura. Ao lado do ginásio Verdão, alguns espaços do esporte estão sendo procurados pela Prefeitura de Teresina e Governo do Piaui para receber a estrutura de hospitais de forma previa, antes do pico da doença na capital do Piauí.

“Em uma primeira impressão é um espaço muito adequado. Com ar-condicionado e bem dividido. Segundo nossos especialistas o local receberia cerca de 80 leitos. Vamos aguardar a resposta da FMS (Fundação Municipal de Saúde) para começar a instalação dos equipamentos necessários”, explicou o prefeito de Teresina, Firmino Filho.

O CT de badminton recebeu reformas recentes e é uma obra recém entregue. Foi investido cerca de R$ 5 milhões. O local tem salas é uma boa estrutura interna e nos últimos meses tem sido casa da seleção principal e seleção Júnior de badminton.

Sem acordo, clubes brasileiros decidem dar 20 dias de férias a atletas

Sem acordo, clubes brasileiros decidem dar 20 dias de férias a atletas

A situação será reavaliada no dia 15, com a possibilidade de extensão do período até o fim do mês.

Sem um acordo coletivo com os jogadores, os clubes das quatro divisões do Campeonato Brasileiro decidiram dar férias coletivas a eles de 1º a 20 de abril. A situação será reavaliada no dia 15, com a possibilidade de extensão do período até o fim do mês, algo que dependerá dos protocolos de isolamento para contenção da pandemia do novo coronavírus.

Os dirigentes da CNC (Comissão Nacional de Clubes) se reuniram por videoconferência, nesta quinta-feira (26), com representantes de 30 equipes para definir um rumo após o impasse na negociação com atletas em relação a corte de salário e um período maior de férias. Como não houve acerto coletivo, cada agremiação vai negociar individualmente com seu elenco.

A Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol) recusou a proposta feita pelos clubes, que desejavam uma redução de 25% dos salários. Já os clubes não aceitaram o pedido dos atletas, que queriam 30 dias de férias remuneradas agora, mais 10 dias no período das festas de fim de ano.

"Cada clube vai definir com seus jogadores. São realidades muito diferentes entre, por exemplo, um time da Série A e um da Série D", disse o secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Walter Feldman -a CNC é um órgão estatutário da CBF.

Na reunião realizada nesta quinta, os dirigentes dos clubes também demonstraram o desejo de manter as fórmulas de disputa das competições. Isso não será fácil, especialmente nas duas primeiras divisões, realizadas em sistema de pontos corridos, com turno e returno, com 20 equipes. São 38 rodadas.

A situação é ainda mais desafiadora se levado em conta o fato de que as competições estaduais estavam em andamento no momento da paralisação. O Campeonato Paulista, por exemplo, ainda tem pendentes duas rodadas da fase de classificação e quatro datas reservadas para os mata-matas.

Mesmo assim, a ideia dos clubes, ao menos neste momento, é completar os estaduais e manter o formato dos torneios nacionais. Eles temem que uma mudança nos regulamentos, com menos partidas, custe-lhes o dinheiro ligado a contratos de patrocínio e de exibição dos duelos pela televisão.

Ginásio Verdão deve abrigar Hospital de Campanha no combate à Covid-19

Ginásio Verdão deve abrigar Hospital de Campanha no combate à Covid-19

Governo está tratando com empresa responsável pela construção de estruturas semelhantes em outros estádios brasileiros. Unidade terá mais de 100 leitos.

Assim como está fazendo a Prefeitura de Teresina, o Governo do Estado também está estudando a utilização de estruturas já existentes para construir hospitais de campanha que possam reforçar a rede de combate ao Novo Coronavírus no Piauí. Na manhã de hoje (27), o governador Wellington Dias visitou o Ginásio Verdão, onde deve ser erguido uma unidade de atendimento com mais de 100 leitos.

Atualmente, o Verdão encontra-se administrado por uma parceria público-privada (PPP), mas Wellington Dias disse que o governo recebeu sinal positivo e que a concessionária responsável pelo espaço já tratou com mesma empresa que está construindo os hospitais de campanha em outros estádios de futebol brasileiros como o Pacaembu, em São Paulo, e o Estádio Limeira em Fortaleza.


“É uma empresa que já conhece na prática essa situação e está trabalhando agora aqui no nosso Verdão. Foi uma decisão que tomamos, a de que vamos trabalhar esta área para leitos clínicos, leitos de estabilização, leitos de UTI conforme definir a equipe técnica. Tudo isso para dar mais robustez à nossa luta contra o Coronavírus. E o Verdão, que sempre serviu à saúde na prática do esporte, agora vai poder servir para vencermos esse vírus”, finaliza o governador.

Além do Verdão, Dias visitou também o Hospital Universitário da Ufpi que irá disponibilizar mais 19 leitos de UTI, além de leitos clínicos para atender a população.

25 de março de 2020

Histórico de atleta não impediu campeão olímpico de sofrer com coronavírus

Histórico de atleta não impediu campeão olímpico de sofrer com coronavírus

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, seu "histórico de atleta" evitaria maiores problemas.

Em mais um pronunciamento no qual condenou o que chamou de "pânico e histeria" em torno da crise do novo coronavírus, Jair Bolsonaro, 65, disse que a Covid-19 não é uma ameaça à sua própria saúde. De acordo com o presidente, seu "histórico de atleta" evitaria maiores problemas.

"No meu caso particular, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido por uma gripezinha ou um resfriadinho", afirmou o chefe de Estado, que teve contato com várias pessoas infectadas.

Como mostra a expansão da doença pelo mundo, no entanto, o corpo de esportista não é necessariamente sinônimo de imunidade. Mesmo pessoas mais jovens, com um histórico de atleta profissional, podem sofrer com os sintomas.

O nadador Cameron van der Burgh, por exemplo, relatou dias difíceis após a infecção pelo coronavírus. O sul-africano de 31 anos, com uma capacidade pulmonar que lhe rendeu medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2012, disse estar com problemas para executar tarefas simples.

"É, de longe, o pior vírus que já encarei, apesar de ser um indivíduo saudável com pulmões fortes (não fumar/praticar esporte), viver um estilo de vida saudável e ser jovem", escreveu o nadador, em publicação nas redes sociais, na última segunda-feira (22).

"Ainda que os sintomas mais severos (febre alta) tenham diminuído, sinto ainda um forte cansaço e uma tosse residual da qual não consigo me livrar. Qualquer atividade física, como andar, acaba me deixando exausto por horas", acrescentou Van der Burgh, que concluiu: "A Covid-19 não é piada".

O sul-africano não é um caso isolado. O francês Earvin Ngapeth, 29, astro do vôlei, também teve diagnóstico de infecção pelo vírus. O campeão mundial afirmou ter passado "três dias complicados" e precisou ser internado.

Na Itália, é um homem de 38 anos o apontado como a primeira fonte da doença no país. Identificado como Mattia, ele corria maratonas e foi três vezes ao hospital, sentindo-se mal, até receber o diagnóstico que agora assombra os italianos.

Atletas celebram sensatez em adiamento da Olimpíada de Tóquio

Atletas celebram sensatez em adiamento da Olimpíada de Tóquio

Eles vinham pressionando os organizadores nos últimos dias.

O adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021, anunciado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelas autoridades japonesas nesta terça-feira (24), repercutiu positivamente entre atletas e comitês olímpicos nacionais.

Eles vinham pressionando os organizadores nos últimos dias, já que a preparação para o evento, com a impossibilidade de uma rotina normal de treinos e a incerteza com relação a torneios classificatórios, estava sendo muito prejudicada em razão da pandemia da Covid-19.

Bicampeão e maior medalhista olímpico da história do país (dois ouros, duas pratas e um bronze), o velejador Robert Scheidt, 46, comemorou o adiamento. Classificado para os Jogos, ele participará de sua sétima Olimpíada.

"A decisão de adiar os Jogos Olímpicos para 2021 é a decisão correta. Infelizmente, o mundo está vivendo um momento muito triste, e acho que a prioridade hoje é a saúde. Considerando a saúde dos atletas e a de todos os envolvidos na organização da Olimpíada, considerando também a possibilidade de se preparar de maneira igualitária, o caminho do adiamento é o caminho correto. Tenho certeza que Tóquio estará mais motivada que nunca para entregar uma grande Olimpíada", afirmou Scheidt.

Dono de 24 medalhas paraolímpicas, 14 delas de ouro, o nadador Daniel Dias, 31, também comemorou a mudança. O atleta nascido em Campinas fará em Tóquio sua quarta participação em Paraolimpíadas.

"Japão, te vejo em 2021! Obrigado COI pela sábia e sensata decisão. Fico mais tranquilo e motivado para participar destes Jogos em Tóquio", escreveu o atleta no Twitter.

Favorita a uma medalha no Japão, a skatista Pâmela Rosa, líder do ranking mundial na categoria street, fez coro à decisão pelo adiamento dos Jogos. O skate fará na Olimpíada de Tóquio a sua estreia no evento, com a atual campeã do mundo de street entre as favoritas na modalidade.

"Acho que foi a melhor decisão, adiar para 2021. A gente tem que pensar coletivo e o momento é esse, de ficar em casa e se cuidar. Esse coronavírus não é algo fácil de lidar. Sei que tudo isso vai passar", disse a skatista.

Pâmela, assim como vários outros atletas, estão procurando se adaptar a uma rotina de treinos distinta da que estava planejada para os meses que iriam anteceder a competição.

As diferentes recomendações governamentais de um país para outro poderiam criar desigualdade na preparação, favorecendo indiretamente uma equipe ou outra, de acordo com as limitações que cada nação está enfrentando durante a pandemia.

Foi justamente sob o argumento de uma melhor e mais justa preparação que a jogadora de handebol Duda Amorim comemorou o adiamento.

"Tinham muitos atletas pressionando e muitas federações. Primeiro é a parte da saúde e depois a parte da preparação, porque ninguém está conseguindo se preparar direito. Se fossem acontecer agora [em 2020], esses Jogos seriam apenas simbólicos", afirmou Duda, campeã do mundo com a seleção brasileira em 2013.

"Eu, por exemplo, já estou há uma semana e meia sem treinar. Tem atletas que já estão há muito mais tempo. É muito ruim para nós, que temos uma rotina de treinos de segunda a sábado, oito horas por dia", diz a ginasta Flávia Saraiva, que tem feito exercícios físicos em casa.

A notícia do adiamento também repercutiu entre atletas importantes de outros países, favoráveis à mudança nas datas do evento.

Pentacampeã olímpica, a jovem nadadora norte-americana Katie Ledecky, 23, comemorou o fato de que poderá perseguir novas medalhas em sua segunda Olimpíada, mas destacou o trabalho feito ao redor do mundo para tentar conter o coronavírus, motivo do adiamento dos Jogos de Tóquio.

"No momento em que estamos juntos para enfrentar os desafios de hoje, podemos sonhar com uma linda Olimpíada em um belo país. Agora é hora de apoiar todos os que estão trabalhando para curar os doentes e manter todos nós saudáveis", escreveu Ledecky no Twitter.

Com o anúncio em conjunto feito pelo COI e pelo governo japonês nesta terça, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) se pronunciou a respeito da medida adotada pelas autoridades e disse que recebeu a notícia com alívio.

“Sempre tivemos confiança de que o presidente Thomas Bach seria capaz de liderar com serenidade e segurança o Movimento Olímpico nesse momento histórico. Os atletas são o centro das preocupações do COB e do COI e, por isso, a comunidade olímpica do Brasil está bastante satisfeita com a decisão”, afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley, em nota.

Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, entidade que já na última sexta (20) havia se posicionado a favor do adiamento do evento, Mizael Conrado também celebrou a decisão tomada pelos organizadores dos Jogos.

"O Comitê Paralímpico Internacional, o Comitê Organizador dos Jogos e o primeiro-ministro japonês nos fazem sentir orgulho de pertencer ao movimento esportivo. Eles nos mostram que os valores do esporte são preservados, e o ser humano, de acordo com esses valores, está sempre em primeiro lugar", disse o dirigente.

O COI e o governo japonês ainda não estabeleceram uma data exata para a realização dos Jogos. A única sinalização das entidades é de que o evento deverá acontecer, no máximo, até o verão de 2021 no hemisfério norte (junho a setembro).

24 de março de 2020

Olimpíadas e Paraolimpíadas são adiadas para 2021; Piauienses ganham tempo

Olimpíadas e Paraolimpíadas são adiadas para 2021; Piauienses ganham tempo

A definição interessava diretamente há alguns atletas piauienses que ainda buscam vaga nas olímpiadas ou aos que estão classificados, mas parados das atividades devido à necessidade de isolamento pelo COV

Demorou, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) tomou à decisão de adiar os Jogos Olímpicos e Paralimpícos de Tóquio para o ano de 2021. Tudo por conta da pandemia gerada pelo coronavírus. A decisão ocorreu na manhã dessa terça-feira, 24, após uma teleconferência entre Thomas Bach, presidente do COI, e Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão, para resguardar a segurança de atletas, técnicos e de todos que participariam diretamente ou indiretamente das competições. A nota oficial não informa uma nova data para as competições, mas diz que deverão ocorrer até o verão de 2021. 

A definição interessava diretamente há alguns atletas piauienses que ainda buscam vaga nas olímpiadas ou aos que estão classificados, mas parados das atividades devido à necessidade de isolamento pelo COVID-19. A judoca Sarah Menezes busca sua terceira participação olímpica. A campeã Londres-12 estaria fora até então, mas com o adiamento ganhou tempo para seguir se recuperando da cirurgia no ombro, buscar pontos no ranking e por consequência à vaga. 

Foto: Reprodução Redes Sociais.

“Para mim foi de extrema importância para ganhar força e ganhar massa da minha lesão e me preparar melhor. Agora é esperar o calendário voltar ao normal e as coisas voltarem a funcionar diante dessa epidemia”, disse Sarah Menezes. 

Entre os piauienses classificados está o atleta da paracanoagem Luís Carlos Cardoso, que frisa a angustia que vivem todos os atletas até então, pois todos os centros de treinamentos estão fechados e as olimpíadas seguiam marcadas para acontecer neste ano de 2020. “Eu acredito que foi a melhor a decisão nesse momento, pois não existem formas de dar continuidade aos treinamentos de alto rendimento estando em quarentena. Estou aqui (São Paulo) com minha família que veio há duas semanas, mas não conseguiram infelizmente retornar ao Piauí devido aos voos cancelados, mas é isso o momento agora é de ficar em casa e criar rotinas para de alguma forma manter o equilíbrio psicológico”, declarou Luís Carlos. 

Outra modalidade que deve ter representantes do estado é o badminton. Os nomes de Fabrício Farias e Jaqueline Lima, Francielton Farias e Samia Lima são alguns do que se tem expectativa para representar o estado e com esse um a ano mais dentro do ciclo até fechar o ranking de classificados para as olimpíadas. Os jovens piauienses brigam por vaga no simples individual masculino e feminino e também nas duplas mistas. 

O orçamento de todos os Jogos de Tóquio precisará ser revisto. Há ainda a preocupação sobre como ficará a questão dos ingressos e devolução de dinheiro para quem não quiser mais ir aos Jogos. O evento, ainda que adiado para 2021,  vai permanecer com o mesmo nome: Tóquio 2020.

Em decisão inédita, Jogos Olímpicos de Tóquio são adiados para 2021

Em decisão inédita, Jogos Olímpicos de Tóquio são adiados para 2021

A próxima data ainda será confirmada, mas deve provavelmente ficar no verão do hemisfério norte, que vai de junho a setembro.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) se rendeu ao que parecia inevitável e anunciou que os Jogos Olímpicos de Tóquio não serão realizados nas datas planejadas.

A pandemia do coronavírus levou a entidade e o governo japonês a adiarem o evento para 2021, em data ainda a ser confirmada, provavelmente no verão do hemisfério norte (de junho a setembro).

Nesta terça-feira (24), o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conversou por telefone com o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, e anunciou o adiamento em entrevista coletiva. Na sequência, o COI se manifestou em nota confirmando a decisão.


Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês - Foto: Reprodução/Instagram

Essa é a primeira vez que uma edição dos Jogos muda de data em sua era moderna (desde 1896). Outras três foram canceladas (1916, 1940 e 1944) nesse meio tempo, em razão das Guerras Mundiais.

Pelo que havia sido estabelecido inicialmente, as competições em Tóquio teriam início em 22 de julho (com a cerimônia de abertura no dia 24) e se estenderiam até 9 de agosto, data prevista do encerramento.

"Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS [Organização Mundial da Saúde], o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional", afirma o comunicado do COI.


Foto: Reprodução/Instagram

Segundo a entidade, a primeira edição do evento que acontecerá em um ano ímpar continuará sendo chamado oficialmente de Tóquio-2020.

Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) passou a tratar como "pandemia" o surto de coronavírus, em 11 de março, eventos esportivos de todo o planeta vinham sendo paralisados. As principais competições do mundo foram interrompidas, sem prazo concreto para o retorno.

Havia alguma resistência, no entanto, por parte do COI, que até meados do mês não via pressa para "decisões drásticas". A entidade presidida por Bach mantinha a esperança de que a situação pudesse ser normalizada a tempo de a programação ser sustentada, algo que não se concretizou.

No último domingo (22), o comitê admitiu pela primeira vez a possibilidade de adiamento e estabeleceu um prazo de quatro semanas para uma definição sobre o tema, o que se mostrou tempo demais diante da pressão que passou a ser exercida por atletas e comitês olímpicos de países relevantes, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Alemanha.

Além de toda a preocupação em relação à transmissão da doença Covid-19, havia muitas dúvidas sobre a preparação dos atletas e até sobre a classificação deles à Olimpíada. Estão abertas ainda muitas vagas nos Jogos de Tóquio, cujas definições sairiam em torneios seletivos ainda não realizados.

De acordo com o COI, estão preenchidas 57% das vagas até agora. As outras 43% permanecem indefinidas e poderão ter seus critérios alterados nos próximos meses. Uma possibilidade ventilada antes da decisão sobre o adiamento foi utilizar rankings mundiais e resultados de competições já finalizadas, como os Jogos Pan-Americanos.

Mesmo os esportistas que já têm classificação assegurada se viam em situação complicada, com limitações nos treinamentos.

A nadadora espanhola Mireia Belmonte, ouro nos Jogos de 2016, sem acesso às piscinas de seu país, afirmou que não seria possível "fazer um papel digno" caso o calendário inicial fosse mantido. No Brasil, o nadador Bruno Fratus também fez duras críticas enquanto o comitê sustentava a manutenção da data original dos Jogos.

23 de março de 2020

COI já admite adiar Jogos e estabelece prazo de 4 semanas para decisão final

COI já admite adiar Jogos e estabelece prazo de 4 semanas para decisão final

É a primeira vez que a entidade fala abertamente em adiar os Jogos, cuja cerimônia de abertura está marcada para o dia 24 de julho deste ano.

O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, anunciou neste domingo (22), em carta endereçada aos atletas olímpicos, que a entidade deve se posicionar sobre um eventual adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio por causa da pandemia de coronavírus em quatro semanas.

É a primeira vez que a entidade fala abertamente em adiar os Jogos, cuja cerimônia de abertura está marcada para o dia 24 de julho deste ano.

"Começamos discussões para avaliar como se desenvolve a situação sanitária no mundo e o seu impacto na Olimpíada, considerando um cenário de adiamento. Trabalhamos duro para terminar essas discussões em até quatro semanas", diz um trecho da carta.

No comunicado, Bach também afirma que tomar uma decisão hoje seria uma atitude prematura, uma vez que a Olimpíada é um evento complexo e não seria possível definir uma nova data, já que o desenvolvimento da pandemia é incerto, com a situação melhorando em alguns países e piorando em outros.

Entre os obstáculos que teriam de ser superados para o adiamento dos Jogos, Bach citou a possibilidade de algumas instalações chave para a realização do evento não poderem mais ser utilizadas, a necessidade de reorganizar o calendário internacional de ao menos 33 modalidades olímpicas e o remanejamento de milhares de reservas de hotéis já realizadas, "entre muitos, muitos outros desafios mais".

Na mesma carta, o presidente do COI descartou o cancelamento dos Jogos, alegando que esse tipo de medida "não resolveria nenhum problema e não ajudaria ninguém".

"O cancelamento dos Jogos Olímpicos destruiria o sonho olímpico de 11 mil atletas de 206 comitês olímpicos nacionais, do time olímpico de refugiados, possivelmente dos atletas paraolímpicos e de todas as pessoas que estão dando suporte a vocês [atletas] como técnicos, médicos, dirigentes, parceiros de treino, amigos e família", diz Bach.


COI já admite adiar Jogos e estabelece prazo de 4 semanas para decisão final. Agência Brasil


O tom do comunicado, que começa enfatizando a necessidade da colaboração de todos para deter a pandemia, marca uma mudança de postura do comitê internacional. Em nota anterior, publicada na última terça-feira (17), o COI incentivava "todos os atletas a continuarem se preparando para os Jogos Olímpicos da melhor forma que puderem".
"Vidas humanas são mais importantes que tudo, inclusive a realização dos Jogos. O COI quer ser parte da solução. Portanto, nós tomamos como maior princípio garantir a segurança e a saúde de todos os envolvidos, e contribuir para conter o vírus", diz Bach no início da carta deste domingo.
Após o comunicado da última terça, comitês olímpicos nacionais, entidades esportivas e vários atletas pressionaram o órgão a adiar os Jogos por causa da pandemia.
Entre os órgãos que pressionaram o COI a adiar os Jogos estão os comitês olímpico e paraolímpico brasileiros, o Comitê Olímpico Espanhol, o Comitê Olímpico da Noruega e as federações americanas de natação e atletismo.
Logo depois da manifestação de Bach deste domingo, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) divulgou nota apoiando a decisão do COI.
"As próximas quatro semanas nos darão tempo para avaliar se a situação sanitária global melhora e para examinar diferentes cenários caso precisemos mudar a data dos Jogos", diz trecho do comunicado assinado pelo presidente do IPC, Andrew Parsons.

22 de março de 2020

Não há como realizar jogos de Tóquio, diz presidente do comitê

Não há como realizar jogos de Tóquio, diz presidente do comitê

Na terça (17), o COI disse que incentiva todos os atletas a continuarem se preparando "da melhor forma que puderem".

O centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, virou referência esportiva nacional nos últimos anos e era a base de alguns dos principais atletas do país na preparação para Tóquio-2020.

Isso até o começo desta semana, quando o local precisou fechar por causa das medidas adotadas pelas autoridades para tentar conter a propagação do novo coronavírus.

Mesmo com os principais eventos esportivos do mundo suspensos ou até mesmo adiados para 2021 (casos de Copa América e Eurocopa) em razão da pandemia, até o momento os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Japão estão mantidos nas datas originalmente previstas.

A Olimpíada, segundo sustenta o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, terá sua cerimônia de abertura no dia 24 de julho. A Paraolimpíada, esta de responsabilidade do IPC (Comitê Paralímpico Internacional), tem início marcado para 25 de agosto. Ambos os eventos estão sob o guarda-chuva do mesmo comitê organizador japonês.

Para o presidente do CPB, o ex-jogador de futebol de 5 (para pessoas com deficiência visual) Mizael Conrado, "não há qualquer condição" de manter os eventos neste ano.

Ele conta à reportagem como os atletas paraolímpicos estão sendo afetados pela impossibilidade de treinar e demonstra preocupação com os riscos que eles correm ao tentar manter o nível de preparação.

Na terça (17), o COI disse que incentiva todos os atletas a continuarem se preparando "da melhor forma que puderem".


Há condições de realizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio na data planejada?

MIZAEL CONRADO - Entendo que não há qualquer condição de realizar os Jogos neste ano. Meu entendimento é de que as datas [época do ano] tinham que ser mantidas, mas acontecendo em 2021. Não é fácil, quase oito anos de trabalho [dos japoneses] para realizar uma grande festa, entretanto a gente vive uma pandemia sem precedentes. O mundo está em estado de guerra. Não há como imaginar que o problema vai estar resolvido em julho. Entendo que não há condições, primeiro pela incerteza, depois pela impossibilidade de os atletas treinarem e terceiro porque não é razoável você imaginar a maior competição do ciclo acontecer em meio a uma pandemia e num momento de calamidade na saúde pública mundial. Em relação à nota do COI, entendo que foi na contramão da recomendação da Organização Mundial da Saúde. Ela pediu que as pessoas fiquem em casa, e o COI [está] encorajando os atletas a buscarem treinamentos. Acho que essas duas orientações não são compatíveis.

Você chegou a conversar com o Andrew Parsons [ex-presidente do CPB e atual presidente do IPC] sobre isso?

MC - Eu converso sempre com o Andrew, sobre vários assuntos. O IPC participa nesse contexto porque é organizador da Paralimpíada, mas o grande responsável por realizar o evento é o COI, ele que faz o contrato com o comitê organizador. Certamente o Andrew também está bastante preocupado com a segurança e a integridade dos atletas, mas essa decisão pertence ao Comitê Olímpico Internacional.

Como está o esporte paraolímpico do Brasil hoje?

MC - O Brasil teve um 2019 muito positivo em resultados. O ano pré-olímpico diz muito sobre o que vai ser a participação do país nos Jogos, e o Brasil foi vice-campeão do Mundial de atletismo, perdendo apenas para a China, o que para a gente é histórico. No Mundial de natação, apesar dos problemas que tivemos com a classificação [houve várias mudanças na classificação dos atletas de acordo com seu grau de deficiência], conseguimos cinco ouros com quatro atletas diferentes, o que foi muito positivo. Nossa expectativa, considerando um cenário normal, era fazer uma grande participação nos Jogos. Hoje, com o cenário incerto e não acreditando que eles acontecerão na data precisa, é impossível fazer prognóstico, porque todos deixaram de vir ao CT. Em alguns lugares do mundo, ainda se consegue treinar, mas, em boa parte dos países, isso não é mais possível.

Um detalhe importante é que paralisamos o CT desde segunda [16], mas, depois da declaração do COI, os atletas, por conta própria, estão começando a procurar outros lugares, a treinar na rua, ou seja, próximo a outras pessoas, o que aumenta o risco para eles. Por isso a gente entende que essa manifestação [do COI] não foi positiva.

Meu entendimento é de que as datas [época do ano] tinham que ser mantidas, mas acontecendo em 2021.

Qual é a recomendação do CPB para os atletas?

MC - Se puder, fique em casa. Se puder ter isolamento, melhor. A gente estará ao lado dos atletas seja lá qual for a consequência disso tudo. Assim que tiver a possibilidade de treinar com segurança, vamos estar junto deles. O ser humano sempre vai estar antes do atleta, temos muita preocupação com isso, para que a gente possa superar essa grande crise.

Qual é o impacto do fechamento do CT na preparação dos atletas?

MC - É muito grande. Para você ter ideia, o recesso de fim de ano foi de 15 dias, e eles voltaram à condição pré-recesso agora. Você demora quase três meses para recuperar 15 dias. Obviamente, é muito difícil dimensionar exatamente a perda, mas é muito grande. Agora estamos discutindo qual é a melhor coisa a fazer, porque eles não estão treinando aqui, mas estão se reunindo em outro lugar, e talvez menos seguro que o próprio CT. Vivemos um grande dilema sobre como podemos minimizar esses riscos.

Sem o CT, que assistência o comitê pode dar aos atletas? MC - Os técnicos estão tentando criar protocolos para as estruturas dos atletas em casa, nosso departamento médico [está] oferecendo orientações com bastante frequência. As bolsas pagas via comitê paralímpico não terão qualquer interferência ou interrupção.

O coronavírus oferece algum risco adicional para os atletas paraolímpicos?

MC - Em algumas modalidades temos atletas que, em razão da deficiência, têm imunidade mais baixa ou alguma dificuldade respiratória, com riscos adicionais. Por exemplo, os atletas com lesão medular.

Você, que é bicampeão paraolímpico, já passou por algum percalço desse tipo na preparação para os Jogos?

MC - Nada se assemelha. Óbvio que a realidade do esporte da minha época era muito diferente da que eles têm hoje. Eles são profissionais, têm uma estrutura no CT que acredito que muitos clubes de futebol profissional do país não ofereçam. Antes era muito mais amador. Felizmente, hoje as coisas melhoraram muito, e os atletas paralímpicos são o verdadeiro sentido da palavra. Mas nunca houve nada externo que pudesse impactar tanto na vida das pessoas.

Mizael Conrado, 42

Eleito o melhor jogador do mundo de futebol de 5 em 1998, fez parte dos dois primeiros ouros do Brasil no esporte, em Atenas-2004 e Pequim-2008. Graduado em direito, é advogado e mestre em administração pública pela FGV. Foi vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na gestão de Andrew Parsons (2009 a 2017) e desde 2017 preside a entidade.

Se puder, fique em casa. Se puder ter isolamento, melhor

COB defende adiamento da Olimpíada de Tóquio por um ano

COB defende adiamento da Olimpíada de Tóquio por um ano

Os comitês olímpicos da Espanha e da Noruega, assim como a USA Swimming (federação de natação dos EUA), também já se manifestaram oficialmente pelo adiamento.

O COB (Comitê Olímpico do Brasil) passou a defender, na manhã deste sábado (21), que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam adiados por um ano.

"A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia da Covid-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global", diz a nota oficial da entidade.

No fim da tarde de sexta, o comitê já havia manifestado sua preocupação com a doença e a dificuldade que atletas estão enfrentando para se "prepararem da melhor forma" para os Jogos, conforme recomendação dada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e seu presidente, Thomas Bach, na última quarta (18).

A entidade máxima do esporte olímpico defende que ainda é cedo para tomar o que chamou de "medidas drásticas" e por enquanto sustenta que a Olimpíada do Japão terá sua cerimônia de abertura no dia 24 de julho.

"Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que esse sonho seja realizado em sua plenitude", afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley.

O COB adota um tom diplomático para manifestar sua discordância com relação à posição do COI neste momento e "ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional".

"O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou-1980 e Los Angeles-1984", diz Paulo Wanderley. "Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade."

Na sexta, em entrevista à Folha, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, já havia defendido o adiamento por um ano dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio.

Entidades internacionais, como os comitês olímpicos da Espanha e da Noruega, assim como a USA Swimming (federação de natação dos EUA), também já se manifestaram oficialmente pelo adiamento.

19 de março de 2020

Cristiano Ronaldo sai para fazer compras em meio a pandemia de coronavírus

Cristiano Ronaldo sai para fazer compras em meio a pandemia de coronavírus

O jogador de futebol do clube italiano Juventus refugiou-se com sua família em um apartamento luxuoso em Funchal, na Ilha da Madeira.

Cristiano Ronaldo, 35, optou por não seguir as recomendações de permanecer em casa e saiu para fazer compras nos últimos dias com sua mulher, Georgina Rodríguez, em meio à pandemia de coronavírus.

O jogador de futebol do clube italiano Juventus refugiou-se com sua família em um apartamento luxuoso em Funchal, na Ilha da Madeira, após seu companheiro de equipe Rugani revelar ter resultado positivo para o coronavírus.

A atitude de não regressar à Itália já era criticada pelos italianos, segundo o jornal El País, mas nos últimos dias as reações aumentaram, após Cristiano Ronaldo ter sido fotografado fazendo compras em Funchal, enquanto os portugueses pedem para que todos procurem ficar em quarentena.

A soma de fatores fez com que o jogador fosse criticado nas redes sociais por internautas que consideram a atitude pouco favorável no momento que estão vivendo, e até um certo exibicionismo de sua situação privilegiada.

Em sua última publicação no Instagram, Cristiano Ronaldo recebeu comentários sobre sua atitude, uma vez que ele havia pregado o completo oposto:

"O mundo está passando por um momento difícil que exige nosso maior cuidado e atenção. Hoje não falo como jogador de futebol, mas como filho, pai e ser humano, ciente dos eventos que estão afetando a todos. É importante que todos sigamos os avisos da OMS e das autoridades que lidam com essa situação. Proteger a vida humana está acima de outros interesses", afirmou ele na legenda da publicação, elogiando as ações dos médicos e funcionários de saúde.

Desde então, o jogador não fez novas publicações nas redes sociais. Veículos de informação do meio esportivo afirmam que ele desaprova a forma como sua equipe italiana administrou a crise de saúde, segundo o El País.

18 de março de 2020

Neymar volta ao Brasil após França endurecer combate a pandemia

Neymar volta ao Brasil após França endurecer combate a pandemia

Na última segunda-feira (16), o governo francês apertou as restrições com relação à circulação de pessoas nas ruas.

O atacante Neymar, 28, deixou a França e está de volta ao Brasil para iniciar no país um período de isolamento durante a pandemia do coronavírus.

A informação, publicada pelos jornais franceses L'Equipe e Le Parisien e pelo jornal catalão Sport, foi confirmada pela reportagem em contato com a assessoria do atacante do Paris Saint-Germain.

Na última segunda-feira (16), o governo francês apertou as restrições com relação à circulação de pessoas nas ruas. De acordo com o presidente Emmanuel Macron, haverá fiscalização e infrações caso a população quebre o protocolo adotado pelas autoridades.

"Sabemos de bares, restaurantes e lojas que não cumpriram nossa orientação de não funcionar, como se a vida afinal não houvesse mudado. Eu lhes digo que não só vocês não estão se protegendo como também estão colocando em risco seus amigos", disse Macron em pronunciamento na TV.

O governo ainda alertou sobre a proibição de passeios e reuniões familiares, reforçando que os deslocamentos fora de casa sejam feitos apenas em casos de necessidade.

O anúncio de medidas mais duras se seguiu a movimentos semelhantes feitos pela Alemanha e pelo Reino Unido, entre outros países.

De acordo com o L'Equipe, o zagueiro brasileiro Thiago Silva, 35, também retornou ao Brasil, e o defensor holandês Mitchel Bakker, 19, voltou ao seu país.

O atacante da seleção brasileira seguirá uma cartilha do PSG para treinos durante o período de suspensão dos campeonatos em razão do coronavírus.

Com a liga francesa suspensa, o Paris Saint-Germain, como vem ocorrendo nos últimos anos, lidera com tranquilidade -68 pontos, oito a mais que o vice-líder Olympique de Marselha e com um jogo a menos. Nas últimas sete temporadas, em seis delas o título ficou com o clube parisiense.

PSG, inclusive, é uma das quatro equipes que já garantiram classificação às quartas de final da Champions, sem saber se jogarão o restante da competição. As outras são RB Leipzig, Atalanta e Atlético de Madrid.

Nas oitavas de final da competição, Neymar marcou o gol do time na derrota para o Borussia Dortmund por 2 a 1, no jogo de ida, na Alemanha, e abriu o placar do triunfo por 2 a 0 em Paris, que colocou o clube na próxima fase.

F-1 antecipa parada para férias de agosto para março

F-1 antecipa parada para férias de agosto para março

A entidade vai adiantar este período para o dia 27 de março e estendê-lo por 21 dias.

Aproveitando o hiato no calendário criado pela suspensão de corridas em razão da epidemia do novo coronavírus, a Fórmula 1 optou por adiantar as férias que normalmente ocorrem no meio da temporada.

Tradicionalmente, em agosto, as equipes tem uma pausa de duas semanas na qual não podem trabalhar com seus carros nem realizar atividades a eles relacionadas. A entidade vai adiantar este período para o dia 27 de março e estendê-lo por 21 dias.

Na semana passado, o Grande Prêmio da Austrália foi cancelado. Já as provas do Bahrein, Vietnã e China foram adiadas. Casos positivos para o vírus ainda foram registrados nas equipes da McClaren e Pirelli. A expectativa é retomar a temporada em maio, mas nada foi oficializado.

Comitê da Espanha pede adiamento da Olimpíada devido ao coronavírus

Comitê da Espanha pede adiamento da Olimpíada devido ao coronavírus

A Olimpíada de Tóquio está previsto para iniciar no dia 24 de julho.

O Comitê Olímpico Espanhol (COE) pediu, durante videoconferência com outros comitês olímpicos na terça-feira (17), o adiamento da Olimpíada de Tóquio, com início previsto para 24 de julho, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o presidente da entidade espanhola, Alejandro Blanco, os atletas de seu país não podem entrar no evento em "condições desiguais" por não poderem treinar.

A Espanha teve quarentena decretada no último domingo (15) e já contabiliza 11 mil pessoas contaminadas com o vírus. O número de mortos é de quase 500. No país, a população só pode ir para as ruas para comprar mantimentos e ir a hospitais.

"As notícias que recebemos todos os dias são desconfortáveis para todos os países do mundo, mas, para nós, o mais importante é que nossos atletas não podem treinar e celebrar os Jogos em condições desiguais. Queremos que a Olimpíada aconteça, mas com segurança", afirma Blanco.

Após o anúncio de terça do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, de que não havia "necessidade de tomar decisões drásticas" nesse momento, mantendo a previsão inicial de abertura dos Jogos para 24 de julho, uma série de críticas surgiram no meio esportivo, tanto de esportistas quanto de ex-atletas e dirigentes.

A atleta grega Katerine Stefanidi, atual campeão olímpica do salto com vara, usou uma de suas redes sociais nesta quarta-feira (18) para reclamar da postura da entidade.

"Não é sobre como as coisas estarão em quatro meses. É sobre como as coisas estão agora. O COI está querendo que a gente se mantenha arriscando nossa saúde, a saúde da nossa família e a saúde pública treinando todos os dias? Estão nos colocando em perigo agora, hoje, não em quatro meses", escreveu.

Na terça, o Comitê Olímpico Internacional emitiu um comunicado para falar sobre a preparação dos atletas. "O COI incentiva todos os atletas a continuar se preparando para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 da melhor maneira possível."

Ainda no mesmo dia do pronunciamento da entidade olímpica, a ex-jogadora de hóquei no gelo Hayley Wickenheiser teceu críticas ao não adiamento de Tóquio-2020. Ela é um dos membros do comitê e disse ter sido voto vencido.

"Pensei bastante nisso [adiamento dos Jogos] nos últimos dias e a minha posição mudou. Votei representando o desejo dos atletas e a minha ideia de protegê-los. Como membro do COI, médica e participante de seis Olimpíadas, classifico como uma irresponsável a decisão de hoje [terça]", disse a tetracampeã olímpica pelo Canadá.

Após o comunicado do COI, o nadador brasileiro Bruno Fratus também protestou nas redes sociais. "A mensagem foi claríssima: os Jogos Olímpicos não são sobre esporte e muito menos sobre os atletas."

O início da seletiva olímpica da natação brasileira foi adiado nesta terça, de 20 de abril para 22 de junho.

Copa América e Eurocopa são adiadas para 2021 por causa do coronavírus

Copa América e Eurocopa são adiadas para 2021 por causa do coronavírus

As decisões foram tomadas em reuniões por videoconferência da Conmebol e da Uefa.

A Copa América de 2020, que seria disputada de junho a julho na Argentina e na Colômbia, foi adiada para 2021 em razão da pandemia de coronavírus.

A Eurocopa, o torneio de seleções europeias que estava previsto para o mesmo período da Copa América, também foi transferido para o ano que vem.

As decisões foram tomadas em reuniões por videoconferência da Conmebol (confederação sul-americana) e da Uefa (entidade que comanda o futebol europeu) com as federações dos países de seus respectivos continentes.

A possibilidade de transferir os eventos para o ano que vem ganhou força nos últimos dias, já que, com os torneios nacionais e continentais de clubes da Europa paralisados, não haveria tempo de terminar a temporada 2019/2020 até 12 de junho, data inicialmente marcada para o início tanto da Copa América quanto da Eurocopa.

Um grupo especial de trabalho foi montado pela confederação europeia para estudar de que forma as ligas nacionais e as competições continentais como a Champions League e a Liga Europa poderão ser finalizadas.

Essa força-tarefa é integrada por membros da Uefa, da Associação dos Clubes Europeus, da Associação das Ligas Europeias e da FifPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol). O grupo se comprometeu a tentar encerrar as competições até o dia 30 de junho deste ano, realocando partidas das ligas para os dias da semana e jogos da Champions e da Liga Europa para os fins de semana.

Na esteira dos adiamentos da Euro e da Copa América, a Fifa anunciou também nesta terça que o novo Mundial de Clubes, cuja primeira edição estava prevista para 2021, também precisará ser adiado, já que os torneios continentais da América do Sul e da Europa passaram para o ano que vem.

A decisão sobre o torneio foi anunciada em um comunicado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, que convocou uma reunião por videoconferência para esta quarta-feira (18) com representantes das confederações para discutir os adiamentos. Entre eles, o do Mundial, analisando a viabilidade de realizá-lo em 2021, 2022 ou 2023.

Na nota, Infantino também diz que espera poder readequar o calendário mundial do futebol até o fim de abril, "se as circunstâncias permitirem".

De acordo com a entidade máxima do futebol mundial, o novo torneio de clubes, que será disputado na China, reunirá 24 clubes, entre eles oito europeus e seis sul-americanos. Os critérios de classificação, porém, ainda não foram definidos.

A Eurocopa deste ano seria a primeira da história a ser realizada em mais de um ou dois países, com jogos espalhados por 12 cidades diferentes: Amsterdã, Baku, Bilbao, Bucareste, Budapeste, Copenhague, Dublin, Glasgow, Londres, Munique, Roma e São Petersburgo.

Para 2024, a competição voltará a ser realizada em sede única, na Alemanha.

De acordo com a Uefa, o torneio será disputado de 11 de junho e 11 de julho de 2021, mesma data anunciada pela Conmebol para a realização da Copa América, que apesar de ter sido disputada no ano passado, com o Brasil campeão, ganhou nova edição em 2020 para se alinhar ao calendário da Euro.

Os presidentes das duas entidades destacaram a colaboração entre as confederações para a readequação dos torneios.

"Eu gostaria de agradecer a Alejandro Domínguez e à Conmebol, que concordaram em adiar a Copa América de 2020. Esses esforços conjuntos e especialmente essa ação coordenada e responsável são profundamente apreciadas por toda a comunidade europeia do futebol", disse Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, em comunicado.

"Gostaríamos de agradecer especialmente os senhores presidentes da República Argentina, Dom Alberto Fernández, e da República da Colômbia, Dom Iván Duque, por toda cordialidade e colaboração permanentes pela organização deste grande campeonato. Agradecemos também à Uefa e seu presidente, Aleksander Ceferin, pelo trabalho conjunto e pela decisão coordenada de postergar a Eurocopa 2020 em benefício de toda a família do futebol", afirmou Alejandro Domínguez, mandatário da Conmebol, também em nota.

FIFA anuncia medidas para lidar com coronavírus e doação à OMS

FIFA anuncia medidas para lidar com coronavírus e doação à OMS

Infaitno diz que espera ver a situação normalizada antes do final de abril.

A FIFA anunciou nesta terça-feira (17) algumas ações para lidar com a pandemia do novo coronavírus. Em um comunicado, o presidente Gianni Infantino anunciou uma série de ações em meio aos adiamentos e mudanças nos calendários.


"Vou me reunir amanhã com os conselheiros da FIFA e vou sugeris os seguintes próximos passos: - aceitar os adiamentos da Copa América e da Eurocopa para junho e julho de 2021; - decidir mais para frente — quando houver mais clareza da situação — para quando remarcar o Mundial de Clube da Fifa, se mais tarde em 2021, 2022 ou 2023; - discutir com a federação chinesa e o governo chinês o adiamento do Mundial de Clubes de 2021 de forma a minimizar o impacto negativo e; - discutir o impacto destas mudanças com as confederações, membros associados e outros envolvidos no calendário internacional de forma a achar soluções apropriadas para todos".

Infaitno diz que espera ver a situação normalizada antes do final de abril.

A FIFA também anunciou medidas para ajudar clubes e a OMS (Organização Mundial de Saúde). Vai doar US$ 10 milhões para o fundo solidário da OMS para a covid-19 e vai avaliar a possibilidade de estabelecer um fundo de assistência global para o futebol de forma a ajudar profissionais afetados pela crise.

"A FIFA manterá contato regular com todos os membros da comunidade do futebol durante este período difícil. Como afirmei ontem, circunstâncias desafiadoras oferecem oportunidades para as pessoas se unirem, mostrarem o que podem fazer em espírito coletivo e emergirem mais fortes e melhor preparadas para o futuro. E é isso que a FIFA pretende fazer aqui", finalizou Infantino.

16 de março de 2020

Jorge Jesus testa positivo para coronavírus; técnico aguarda contraprova

Jorge Jesus testa positivo para coronavírus; técnico aguarda contraprova

Jesus já está sob os cuidados do departamento médico flamenguista e, de acordo com a equipe, apresenta quadro estável de saúde.

O técnico do Flamengo, Jorge Jesus, 65, realizou um primeiro teste de coronavírus e o resultado foi "positivo fraco ou inconclusivo", segundo o clube carioca. O português agora aguarda o resultado da contraprova.

Jesus já está sob os cuidados do departamento médico flamenguista e, de acordo com a equipe, apresenta quadro estável de saúde.

Jorge Jesus testou positivo fraco para o coronavírus e espera a contraprova - Ricardo Moraes/Reuters

Jogadores, o restante da comissão técnica e integrantes do departamento de futebol testaram negativo. A equipe profissional, assim como as categorias de base, foram dispensadas dos treinos desta semana depois que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão por 15 dias do campeonato estadual.

O elenco do Flamengo fez testes para coronavírus depois que Maurício Mattos, dirigente do clube, apresentou sintomas semelhantes aos da doença –o diagnóstico foi confirmado.

Após a vitória sobre a Portuguesa-RJ por 2 a 1 no último sábado (14), no Maracanã, Jesus revelou em entrevista à TV oficial do Flamengo (não houve entrevista coletiva como medida de precaução) que perdeu um amigo em Portugal, vítima da Covid-19, a doença causada pelo coronavírus.

"Isso do coronavírus, o teste na equipe, as preocupações que a gente pode ter, a nossa família, isso está sendo um problema muito grande dentro da estrutura da família. Sou português sei o que está passando em Portugal, eu perdi um amigo", afirmou o treinador.

Depois, Jesus esclareceu que havia recebido "informações desencontradas" sobre a morte do amigo, que na verdade estava em estado grave.

Nesta segunda-feira (16), Mário Veríssimo, que era massagista do Estrela da Amadora e trabalhou com o técnico no passado, se transformou no primeiro caso de morte pelo Covid-19 em Portugal. Ele tinha 81 anos.

Aos 65, Jorge Jesus integra o chamado grupo de risco pelo fato de ser idoso. A literatura disponível sobre o coronavírus mostra, segundo o infectologista Esper Kallás, professor da USP, que o vírus causa o adoecimento principalmente em pessoas acima de 40 anos de idade. A proporção aumenta com o avanço da idade.

Atletas protestam, e CBF suspende seus torneios por causa do coronavírus

Atletas protestam, e CBF suspende seus torneios por causa do coronavírus

O motivo é a pandemia de coronavírus. Entram nessa lista Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou neste domingo (15) que decidiu suspender, a partir desta segunda-feira (16) e por prazo indeterminado, as competições nacionais sob sua coordenação que estão em andamento.

O motivo é a pandemia de coronavírus. Entram nessa lista Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.

"Em relação aos campeonatos estaduais, as Federações Estaduais de futebol, entidades organizadoras, terão deliberações específicas para cada competição, sendo respeitada a sua autonomia local", afirma o documento da CBF.

A Federação Paulista de Futebol já marcou uma reunião para a manhã desta segunda-feira em que discutirá com presidentes dos clubes a continuidade das séries A1, A2 e A3.

Neste fim de semana, em que várias partidas dos estaduais pelo país foram disputadas com portões fechados, alguns times protestaram contra a não paralisação total das competições, já que os jogadores continuam correndo riscos.

Os atletas do Grêmio, além dos membros da comissão técnica tricolor, entraram em campo neste domingo (15) em Porto Alegre, para jogo do Campeonato Gaúcho contra o São Luiz, com máscaras protetoras.


Atletas protestam, e CBF suspende seus torneios por causa do coronavírus. Reprodução

Os gremistas, porém, querem a suspensão do torneio e usaram as máscaras como forma de protesto.

"Essa manifestação dos atletas entrarem de máscara deixa implícito nosso apoio [ao fato] de que o campeonato precisa ser paralisado para as coisas ficarem claras. Os países que estão controlando a situação são aqueles que tomaram atitudes duras. Temos que priorizar a vida", disse Paulo Luz, vice-presidente de futebol do clube.

Após a partida, o técnico Renato Gaúcho, que também usou máscara na entrada do time, afirmou que o objetivo foi alertar as autoridades e que vários atletas da sua equipe estão assustados.

"Quero saber de quem vai ser a responsabilidade, caso alguma coisa mais grave aconteça. Ou será que as pessoas não estão ligadas nisso? Será que o futebol brasileiro não tem que parar? O mundo inteiro está parado. Vamos precisar fazer uma greve? Será que precisaremos chegar a esse ponto? Acho que não precisamos chegar a isso", declarou o treinador.

Medina lamenta adiamento no surfe e torce por Olimpíadas

Medina lamenta adiamento no surfe e torce por Olimpíadas

Em entrevista à Globo, o atleta disse que o mundo vive um pesadelo neste momento e lamentou não poder competir.

 Um dos principais surfistas brasileiros, Gabriel Medina ficou triste com o adiamento do começo do Mundial de Surfe, que estava marcado para março. Em entrevista à Globo, o atleta disse que o mundo vive um pesadelo neste momento e lamentou não poder competir.

"Torcer para tudo isso passar logo, porque está sendo um pesadelo, a gente tá vivendo um pesadelo. ainda mais a gente que vive do esporte, não pode viajar competir, estar no ambiente que gostamos. Isso é muito triste", disse.

A Liga Mundial de Surfe (WSL) anunciou o cancelamento de todas as etapas no mês de março. A situação prejudicou a preparação dos atletas para o início da temporada.

Infelizmente cancelaram a etapa do Mundial agora na Austrália por conta do coronavírus. Muito triste para nós atletas, que nos preparamos, que temos vivido bastante essa rotina de treinamentos para estarmos prontos para esse momento e isso não acontecer", disse Medina.


Medina lamenta adiamento no surfe e torce por Olimpíadas. Reprodução

O surfista é um dos nomes brasileiros confirmados na Olimpíada de Tóquio. Focado na competição, ele espera que a pandemia não atrapalhe a realização do evento.

"O foco é nas Olimpíadas, que é em julho. Espero que aconteçam as Olimpíadas e que esse vírus passe logo. É isso, foco nos treinos, continuar nessa pegada. Torcer para tudo isso passar logo, porque está sendo um pesadelo, a gente tá vivendo um pesadelo. Ainda mais a gente que vive do esporte, não poder estar viajando, competindo no ambiente que a gente tanto gosta. Isso é muito triste, mas espero que isso vá logo e volte tudo ao normal", analisou.

15 de março de 2020