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Pacientes esperam até 15 meses para tratar câncer de próstata

O período infringe a Lei dos 60 Dias, que determina que o paciente tem direito de iniciar o tratamento da doença em até 60 dias depois do diagnóstico

27/08/2019 11:55h

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, a pedido da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, revela que o intervalo médio identificado entre os primeiros sinais da doença, o diagnóstico e o começo do tratamento do câncer de próstata no Brasil, foi de 15 meses.

O período, que ultrapassa um ano, também infringe a Lei dos 60 Dias, que determina que o paciente oncológico tem direito de iniciar o tratamento da doença em até 60 dias depois de “firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica”.


“Estudos revelam que 20% dos pacientes demoram 60 dias entre a queixa e a feitura do diagnóstico clínico, outros 20% demoram entre o diagnóstico e a realização da biopsia, mais 20% entre a biopsia e o tratamento"


Todavia, na perspectiva do oncologista Fernando Maluf, este descumprimento não é intencional, mas sim resultado de uma rede que se inicia antes mesmo do diagnóstico da doença. " A lei fala que, depois do diagnóstico, tem que iniciar o tratamento em 60 dias, então, ela não é cumprida para esses 20%. Mas têm outra parte maior, entre 30 e 40%, que após os sintomas, demoram para marcação da consulta, demoram para fazer os exames. Então, na verdade, muitos serviços não cumprem a lei, não por maldade, mas por esses procedimentos. É muito mais o pré-biopsia, que o pós-biopsia”, pondera.

A pesquisa da Janssen entrevistou 200 homens acima dos 40 anos, diagnosticados com câncer de próstata há mais de dois anos, divididos em grupos de pacientes metastáticos e não metastáticos, em 13 capitais (Belém, Manaus, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasília e Goiânia).


Medicamento retarda surgimento da metástase do câncer de próstata

Após ser submetido à cirurgia ou à radioterapia para tratar o câncer de próstata em estágio inicial, 20 a 30% dos pacientes voltam a ter o PSA aumentado. E quando este antígeno começa a subir muito rápido, este homem tem o risco maior de apresentar a doença metastática – que é quando o câncer se espalha para outros órgãos e as chances de cura reduzem.

Neste intervalo, entre o aumento do PSA até o diagnóstico da metástase, e dependendo do caso, é possível iniciar um tratamento inovador, que já demonstrou diminuir em 72% o risco de progressão para metástase ou morte em pacientes com câncer de próstata, além de proporcionar mais de 40 meses de sobrevida livre de metástase (mediana), o que representa um ganho de dois anos quando comparado ao uso de um remédio placebo (mediana de 16,2 meses).

A pesquisa da Janssen entrevistou 200 homens acima dos 40 anos, diagnosticados com câncer de próstata há mais de dois anos

Desenvolvido pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, a apalutamida é um inibidor oral de receptor de andrógeno que bloqueia a via de sinalização dos andrógenos em células do câncer de próstata. O medicamento inibe o crescimento de células cancerosas de três formas: prevenindo a ligação de andrógenos ao seu receptor nas células; bloqueando a entrada dos receptores de andrógenos nas células cancerosas; e impedindo os receptores de se ligar ao DNA da célula maligna.

Além de postergar o agravamento da doença, a apalutamida também demonstrou ter um perfil favorável de segurança e tolerabilidade. Durante a realização do estudo clínico, grande parte dos pacientes não metastáticos e assintomáticos relataram manter a mesma qualidade de vida que tinham antes do uso do medicamento. Neste estudo, os principais eventos adversos de apalutamida foram fadiga, hipertensão e rash cutâneo.

“Quando oferecemos aos pacientes um medicamento que é capaz de evitar a piora de seu quadro sem trazer efeitos colaterais muito impactantes, podemos realmente dizer que ele terá a chance não apenas de prolongar sua vida, mas principalmente de seguir desfrutando dela com qualidade”, afirma Telma Santos, diretora médica da Janssen Brasil.


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Por: Virgiane Passos - Editora enviada à São Paulo

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