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'O Palco é Deles': dançar também é levar conhecimento para todos

Dos palcos à docência: como professores, dançarinos levam a arte da dança para quem quer aprender independente de sexo e idade.

21/09/2019 08:36h - Atualizado em 21/09/2019 08:59h

A dança mudou a vida de Marcus Vinícius e Rudson Plácido. Hoje, eles são professores e querem levar a dança a todos que tenham o desejo de aprender, independente do sexo ou da idade. O que antes começou como uma diversão, hoje se tornou uma profissão e motivo de orgulho.


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“No começo, eu pensei em desistir do balé, pois eu tinha a dança como forma de diversão. Depois que entrei no projeto Adimó e vi que a dança não era somente diversão e que era algo além, eu fui tendo outros pontos de vista. Passei a estudar o que realmente é a dança, como a dança surgiu, o porquê, o que acontece no mundo da dança e depois de ter conhecimento, eu me interessava cada vez mais, estudava mais e com isso eu tive interesse em fazer parte de grandes companhias, de participar de festivais de dança, de mostrar meu talento para o mundo”, pontua Marcus Vinícius.

E para Rudson Plácido não foi diferente. Hoje, além de ser professor no Balé da Cidade de Teresina, onde ministra aulas de dança contemporânea e improviso, ele também integra o Cordão Grupo de Dança, onde sua carreira iniciou. Para ele, mais do que uma profissão, a dança tem um significado maior em sua vida: de conquista e realização de sonho.


Marcus Vinicius é professor de dança e quer levar seu conhecimento para todos - Foto: Arquivo Pessoal

“A dança é o resumo de tudo, é o que faz a gente querer estar lá, como artistas. A gente passa por tanta coisa, tantos desafios e, se hoje eu sou o que sou, recebo meu dinheiro e tenho uma vida é por conta da dança, pois eu recebo para fazer isso. Foi algo que eu busquei, me especializei e corri atrás para chegar onde estou hoje. Se hoje eu tenho uma profissão, se tenho uma moradia, consigo pagar minhas contas e viver, é por conta da dança. Ela sempre esteve relacionada diretamente comigo”, comemora.

O professor destaca que Teresina ainda é uma cidade que, para a dança, deixa a desejar. Segundo ele, atualmente só existe uma companhia profissional que remunera os bailarinos, que é o Balé da Cidade. “Nessa companhia só tem 14 bailarinos e eu estou entre eles, então, para mim, isso é tudo que eu busquei, pelo menos para dentro da cidade”, frisa.

Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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