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Professores devem ser preparados para aliar conhecimento e tecnologia

Para Valdiram Lopes, “não adianta ter tecnologia se não tenho uma pedagogia mediadora”

18/10/2018 08:40h

A 2ª Edição do Educar encerra o debate sobre a Geração Z trazendo a importância das instituições de ensino se adequarem à realidade atual, principalmente com o uso cada vez mais comum das tecnologias em sala de aula. O diretor do Colégio Alsiste, Valdiram Lopes, afirma que o uso da tecnologia por jovens dessa geração esbarra em alguns conflitos diários, principalmente no ambiente escolar, e que é necessário que professores e educadores estejam preparados para trabalhar com esses equipamentos. 

“Não basta a escola se preparar e oferecer tecnologia e não preparar o professor para que ele acompanhe esse aluno. Se ele não estiver preparado, o aluno pode não ter um bom aprendizado. A garantia é quando o professor é preparado, sabe lidar com aquele conhecimento e consegue chamar atenção do seu aluno para o que ele está ensinando”, comenta.

O diretor cita também que a Geração Z é nativa tecnologicamente, enquanto as demais pessoas, que compõem outras gerações, ainda estão tentando acompanhar todo esse aparato tecnológico. E esta mudança vem trazendo muitas preocupações para a escola. 

Foto: Jailson Soares

“Dentro da educação básica, somos professores do século XX, ensinando crianças do século XXI, com métodos do século XIX, porque a formação de professor não conseguiu avançar como a tecnologia avançou, o que muitas vezes gera uma dificuldade de compreensão e até interação, que pode ser refletida no comportamento e em alguns ambientes”, acrescenta.

Por isso, Valdiram Lopes enfatiza que tanto a escola como os pais devem dar exemplos para essa nova geração, de forma que eles saibam vivenciar as atividades do dia a dia de forma mais madura possível. O diretor diz que isso não tem acontecido e que muitos alunos ingressam na educação superior sem conhecer suas habilidades, vez que estavam isolados por conta dos aparelhos eletrônicos. 

“A escola não pode somente ter essa preocupação de repassar o conhecimento, ela vai mais além desse objetivo, ela interage e é no convívio da escola que esse relacionamento acontece e o aluno se fortalece. Isso vem de uma série de iniciativas ainda na educação básica, para que chegue ao ensino superior com seus valores e características próprias. A tecnologia é uma realidade e o aluno já leva para dentro da sala de aula; então, vai da criatividade e simpatia do professor saber utilizar aquele recurso para chamar atenção do aluno”, destaca. 

Valdiram Lopes pontua que, desde 2014, a Unesco e a ONU propõem a reformulação do currículo do professor, para que ele seja mais bem preparado nessa questão da tecnologia. Ele conta que o que era para ser uma ferramenta para os alunos em sala de aula tem se tornado diversão, distraindo esses jovens para absorver o conhecimento repassado pelos professores.

“O aluno pega o celular para tirar uma dúvida de uma conta e acaba desviando a atenção para fazer outras coisas. As escolas devem estar sempre preocupadas em agregar essa tecnologia para si apenas como uma ferramenta. Nós, professores, ainda somos a chave para essa mudança. Não adianta ter tecnologia se não tenho uma pedagogia mediadora. Os alunos querem velocidade e rapidez, ele quer perguntas e respostas rápidas e fazer algo apressado gera uma desconstrução do conhecimento. Por isso, temos que estar atentos a essa geração e explicar a diferença de fazer de forma rápida e de forma apressada”, finaliza o diretor.

Por: Isabela Lopes

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