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Volta às aulas: Feira de Livros Usados oferece descontos de até 70%

Espaço se populariza entre os pais que estão em busca de ofertas em relação ao preço cobrado pelos exemplares nas livrarias.

03/01/2019 07:21h

Quem passou pela Praça do Fripisa nos últimos dias certamente foi abordado por algum vendedor de livros que buscava chamar a atenção da clientela para os produtos. É que por lá já está em funcionamento a tradicional feira de livros usados, que segue até o dia 31 de abril, prometendo maior economia para os pais que estão em busca do material escolar de mais um ano letivo. Ao todo, são 118 estandes, com mais de 300 sócios.

Anderson Sousa, presidente da Associação dos Vendedores de Livros Usados, explica que os livros são adquiridos dos próprios pais, que revendem os exemplares ou efetuam a troca por aqueles da série atual dos filhos. “A nossa demanda é a venda de livros usados, com a qualidade que dá pra ser reaproveitada e com o diferencial do preço, com descontos de 50% a 70%”, enumera.


Anderson Sousa explica que os livros são adquiridos dos próprios pais, que revendem os exemplares ou efetuam a troca por aqueles da série atual dos filhos. Foto: Assis Fernandes/ODIA

Nesse sentido, a professora Jakeline Moura diz que vai à feira de livros usados todos os anos em busca de ofertas, visando a oportunidade de economizar entre duas a três vezes o valor do livro em relação ao cobrado nas livrarias por exemplares novos. Segundo Jakeline, nas livrarias, o preço de alguns livros pode chegar a R$ 170.

“Eu tenho dois filhos e [vir à feira] é uma possibilidade de comprar livros mais em conta, porque está muito caro. Se eu fosse direto para a livraria, eu gastaria, no mínimo, quase R$ 2 mil. Normalmente, eu venho logo para a feira, procurar o que tem por aqui porque a última possibilidade é ir para a livraria, porque lá eu já tenho a certeza que é quase o triplo do preço”, pontua.

Capas plásticas

Já Chagas Sousa trabalha com a produção de capas plásticas para livros há 13 anos. Na feira de livros usados, o serviço custa R$ 5. Não se trata do encapamento convencional, que cola o plástico na capa dos livros. A capa que Chagas confecciona é removível e pode ser usada em outros livros, desde que possuam a mesma espessura.

Anteriormente, ele trabalhava em uma livraria, quando algumas pessoas passaram a conhecer seu trabalho. Ele conta que já chegou a trabalhar até para faculdades do Maranhão, que solicitaram o serviço para proteger as capas dos livros das bibliotecas. O trabalho já incluiu até os familiares: a esposa e o filho são colaboradores para poder cumprir a demanda.

Uso de apostilas provoca queda de vendas


As escolas têm optado pelas apostilas e isso têm, de certa forma, prejudicado o comércio do livro usado, diz Chagas. Foto:Assis Fernandes/ODIA

Apesar do preço mais atrativo, algumas dificuldades surgem para os livreiros, que buscam driblar esses problemas para manter a atividade lucrativa. “As escolas têm optado pelas apostilas e isso têm, de certa forma, prejudicado o comércio do livro usado. E prejudica os pais também, porque a apostila só é usada um ano; no ano seguinte, o pai precisa comprar novamente e aquele material praticamente é descartado, já que ele não pode revender para comprar outros”, afirma.

Nos outros meses do ano, alguns livreiros possuem feira em outros pontos fixos e também trabalham com eventos no Piauí e em outros estados, a exemplo do Salão do Livro do Piauí (Salipi).

Edição: Virgiane Passos
Por: Ananda Oliveira

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