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Vendas de artigos para festas movimenta o comércio em Teresina

A procura nas lojas de Teresina é diversificada e vai dos confetes aos fogos de artifício.

27/12/2018 07:37h

Não é novidade que as festas de fim de ano levam muitas pessoas às compras para ter tudo organizado. No entanto, com a recessão econômica que afeta o país há alguns anos, lucros maiores são sempre incertos para os comerciantes. Diante disso, eles apostam em novidades e produtos diversificados para chamar a atenção da clientela, que também não deixa de pechinchar para comemorar o novo ano sem gastar tanto.

A professora Ana Sousa foi até o Centro em busca de objetos decorativos para a festa de fim de ano na igreja onde ela se congrega. Ela conta que percorreu diversas lojas buscando boas opções de produtos e promoções. Não apenas nesse período, mas durante todo ano costumam fazer comemorações e Ana explica que a decoração é feita por conta própria.

“Tem bastante opção. Estou buscando mais balões e leds, acho que fica mais bonito e é o que mais está mais caro também. Vamos fazer uma confraternização com as mulheres e o culto de Ano Novo e estamos pesquisando para levar artigos para as duas festas. Andando dá pra ver muita diferença [de preços]”, relata.


Uma tradição forte no Réveillon e que permanece ano após ano é a queima de fogos. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Alguns produtos que têm grande saída, segundo a vendedora Helena Vaz, são os óculos 2019, plumas, tiaras e coroas, além do lança confete. Augusto Vieira, que é gerente de uma loja no Centro de Teresina, e conta que o estabelecimento se prepara para o Réveillon, cuja comemoração já ocorre na segunda (31). No local estão disponíveis os mais variados tipos de artigos, desde decoração até alimentação e vestuário.

“São mais de 30 mil itens para ofertar para os clientes. A gente tem a parte de decoração, tudo isso faz parte do pacote para o final de ano. Inclusive, o [balão] ‘Feliz 2019’ já tem saído muito”, destaca.

Outro segmento que tem bastante saída é dos copos plásticos. Além do tradicionais copos e taças com mensagens sobre o Ano Novo, também estão disponíveis no mercado os copos de LED, que acendem uma luz cada vez que se adiciona algum tipo de líquido.

Além disso, uma tradição forte no Réveillon e que permanece ano após ano é a queima de fogos. Em outras cidades do país, a exemplo do Rio de Janeiro, esse momento se tornou um verdadeiro evento e parte do calendário das festas. Por aqui, muitos teresinenses também não deixam o momento passar em branco. 

Oneide Carvalho é proprietária de uma loja de fogos no Centro de Teresina e diz que as vendas de fogos para a virada estão começando a aquecer agora. “Espero em Deus que daqui para sábado a gente venda pelo menos um terço do que tem. Tenho todos os tipos que você possa imaginar”, diz.

Foco sempre é o que existe de lançamento


Estabelecimentos comerciais se preparam para o Réveillon com decoração especial. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

Um dos tipos de fogos de artifício que tem grande saída é o “chorão”. Oneide explica que é o fogo de artifício que se transforma em buquê no ar e está disponível em diversas cores, como dourado, prata e colorido. A média de preço varia entre R$ 15 e R$ 28.

De acordo com a empresária, o foco sempre é o que existe de lançamento no mercado, buscando oferecer uma gama variada de produtos ao cliente. “Eu tenho uma meta de compras, se eu vender ótimo, se não vender fica no armazém. Eu não faço o que fiz no ano passado. Se aparece novidade eu compro novidades, não o que eu tinha no ano passado, mas tenho o mais antigo e o atual”, diz.

Sobre o manuseio do produto, que é arriscado e demanda atenção, Oneide relata que a maioria dos clientes sabe como manejá-lo. Mesmo assim, ela conta que costuma explicar como funciona e sugere a observação do rótulo, que também contém as instruções.

“Na caixa vem uma peça para ter segurança maior, é uma base colocado no chão para que a pessoa não precise segurar o objeto. Pode ser também amarrado na vara com um arame, que não queima, e solta os fogos mais longe do corpo”, conclui.

Edição: Biá Boakari
Por: Ananda Oliveira

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