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Saque do FGTS deve ser usado de acordo com perfil do investidor, diz consultora

Planejadora Financeira explica investimentos adequados para cada perfil econômico, desde quitar dívidas a aplicar no mercado financeiro.

02/09/2019 13:14h - Atualizado em 03/09/2019 12:31h

A Medida Provisória nº 889/2019, assinada pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, alterou as modalidades de saque do FGTS  (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que agora permitem ao trabalhador sacar o valor de R$ 500,00 tanto de forma imediata, quanto nas datas de seu aniversário (saque aniversário). 

A mudança representa um alívio para muitos brasileiros que se encontram em dificuldade financeira, porém ainda levanta muitas dúvidas, principalmente sobre o que fazer com o dinheiro. É um bom negócio sacar o dinheiro para quitar dívidas? Caso não tenha dívidas, seria uma boa opção realizar o saque da conta do FGTS  para aplicação financeira?

Para esclarecer as dúvidas, a Planejadora Financeira Vera Veras, certificada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), afirma que o destino do dinheiro, seja para quitar dívidas ou realizar investimentos de maior rentabilidade, deverá ser feito de acordo com a necessidade de cada pessoa.


Vera Veras, Planejadora Financeira certificada pela Planejar, em entrevista ao O Dia. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

“Não existe um investimento A ou B que possa ser o melhor investimento se ele não atende as necessidades do cliente, principalmente nos momentos em que ele mais necessitar”, afirma Vera.

A planejadora explica que no caso de dívidas, um bom uso para o dinheiro seria para quitar totalmente ou negociar um parcelamento. O valor sacado pode ser utilizada como entrada para inicio do pagamento em parcelas

“Muitas vezes o cliente pode aproveitar a oportunidade que os bancos oferecem para quitar as dívidas e essa é uma excelente oportunidade se com esse valor você quitar suas dívidas”, explica Vera.

Para que tenha eficácia, a Planejadora orienta o beneficiário a se informar junto a instituição em que deve as condições para quitar ou parcelar a dívida, já que em casos de dívida muito altas o valor do saque do FGTS torna-se irrisório.

Caso o beneficiário não tenha dívidas, outro bom destino que pode ser dado ao dinheiro do FGTS é como aplicação em reserva de emergência, que funciona como uma espécie de poupança, para ser utilizado em uma necessidade imediata (como capacitação profissional) ou em caso de imprevistos (tratamentos de saúde, acidentes...). 

A Planejadora Financeira Vera Veras afirma que uma boa reserva de emergência gira em torno de 6 a 12 vezes a média de gastos mensais, que garantem segurança ao investidor em caso de necessitar retirar o valor inteiro, possibilidade não tão acessível no caso do FGTS. A vantagem é que além da liquidez do valor, o beneficiário não precisa recorrer a empréstimos feitos com as taxas de juros bancários.

“O FGTS exige as condições especiais de saque, ou seja, não tem essa total liquidez para que na hora que você precise do recurso ele esteja lá a sua disposição, mais um fator pra ajuda da reserva de emergência”, explica a Planejadora.


Vera Veras explica formas de investir o dinheiro do saque do FGTS. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Para os mais cautelosos, que sempre tiram uma parte de sua renda para a reserva de emergência e não possuem dívidas, uma opção viável para o dinheiro é manter a quantia na conta do FGTS visto que com a distribuição de lucros, o rendimento total de 2018 ultrapassou os 6%. O incentivo na taxa de rendimento veio após a distribuição de lucros liberadas pelo Governo Federal para os cotistas do benefício. Vera explica que em muitos casos, essa opção pode ser mais rentável do que investimentos convencionais, como poupança, fundo DI. 

“Para aquele cliente mais conservador, que tenha receio de aplicar em investimentos que ele não conhece, deixar lá mesmo pois ele vai ter essa possibilidade de ganhos maiores”, orienta Vera Veras.

Outro fator que reforça esta opção são as constantes quedas nos rendimentos dos investimentos convencionais em função da redução da taxa Selic. A atenção, segundo a planejadora, é para que o cliente busque se informar bem sobre que investimento prosseguir antes de realizar os saques, sobretudo em caso de investimentos mais complexos, como mercado de ações, por exemplo.

Além disso, a busca por orientação de um profissional capacitado faz toda diferença na busca pelo melhor investimento. Para os cotistas de FGTS que preferem se aprofundar mais no assunto, o site da Planejar, associação gabaritada para formação de Planejadores Financeiros no Brasil, possui cursos e dicas para melhor aplicação dos recursos. Todas essas dicas devem levar em consideração a necessidade específica de cada pessoa.

“O melhor investimento não dá nem pra ser o que o mercado está dizendo que é melhor, se esse investimento não atender às necessidades daquele investidor”, finaliza Vera.

Sobre a Planejar

Há 19 anos fomentando a cultura do planejamento financeiro no país , a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, é a única entidade brasileira afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) e autorizada a conceder a Certificação CFP (Certified Financial Planner). Formada por mais de quatro mil associados, distribuídos pelas principais regiões do país, a instituição promove a conscientização sobre a importância da gestão da vida financeira por meio de objetivos de longo, médio e curto prazo. Mais informações no site www.planejar.org.br.

Por: Rodrigo Antunes

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