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Presidentes falam em aumentar participação do setor privado no crédito

Eles foram oficializados no cargo em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (7)

08/01/2019 09:05h - Atualizado em 08/01/2019 09:12h

Os presidentes dos bancos estatais trataram da venda de participações e da maior participação do setor privado no mercado de crédito em seus discursos de posse.

No comando do BNDES, Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda do governo de Dilma Rousseff (PT), afirmou que um novo ciclo vai começar com mais participação do setor privado.

"Não tenho dúvida que nós estamos na antessala de um novo ciclo de investimentos, de uma economia que vai ser mais aberta, com mais espaço para o setor privado e para os mercados de capital", afirmou.

Levy, assim como Guedes, é formado pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, considerada o berço do liberalismo.

Segundo ele, o papel do banco é de contribuir para o ambiente de negócios "desenvolvendo novas ferramentas, novas formas de trabalhar e em parceria com o mercado".

Como missão, o presidente do BNDES disse que pretende "continuar combatendo o patrimonialismo e as distorções que foram verificadas e são uma trava ao crescimento do pais, a justiça e equidade".

Ao receber o cargo, o novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que vai vender participação de empresas controladas pelo banco público.

Entre as áreas colocadas como prioritárias para venda estão as de seguros, cartões e loterias. Segundo ele, esse trabalho será iniciado já neste ano, com início do processo de venda em, pelo menos, duas dessas áreas.

De acordo com Guimarães, a Caixa terá foco no atendimento aos mais pobres. Entre os objetivos, está a ampliação do microcrédito e a redução das taxas de juros.

"Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a até 22% por mês", disse.

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse que o presidente Jair Bolsonaro tem a responsabilidade de reverter o quadro de dificuldades econômicas. 

Ele enumerou escândalos políticos nos últimos anos, como o mensalão e o petrolão, e afirmou que a sequência de episódios deixou a população brasileira desesperançosa. 

"Hoje temos uma responsabilidade enorme em reverter esse quadro e fazer com que os brasileiros voltem a se sentir honrados", disse.

Ele afirmou ainda que já teve a oportunidade de conhecer os funcionários da instituição, segundo o qual são "extremamente eficientes", e ressaltou que adotará como princípios a eficiência, transparência e honradez.

Fonte: Folhapress

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