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Presidente da Eletrobras continua para manter capitalização

Seu mandato termina em abril e será renovado depois de aprovação do conselho da estatal.

03/01/2019 08:09h

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, continuará na presidência da estatal para dar continuidade ao processo de capitalização que ele próprio conduzia. Seu mandato termina em abril e será renovado depois de aprovação do conselho da estatal. O executivo confirmou que aceitou o convite feito pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. "Ainda não está definido qual será o modelo de capitalização", disse.

No plano original, idealizado por ele, estava prevista a venda do controle da companhia de forma pulverizada. O executivo não soube dizer se esse modelo será mantido. "Temos uma reunião na semana que vem para saber o que o novo governo quer, para depois discutirmos os detalhes desse processo. Tudo isso ainda será negociado com o novo governo."

O executivo disse que também será preciso resolver como fica a situação das 14 usinas geradoras da Eletrobras que hoje operam com o regime de cotas. No processo de capitalização, está previsto o fim desse regime e a migração dos contratos para o livre mercado. Hoje, essa energia é subsidiada quando o preço da energia no mercado sobe devido aos riscos de geração.

No plano original, parte dos recursos da capitalização seria direcionada para compensar os consumidores por uma alta estimada de cerca de 7% nas contas de luz, impacto da migração dessas usinas para o esquema de mercado.

No final, a União poderia receber R$ 12 bilhões, que seriam usados para o cumprimento da meta de déficit fiscal estimada em R$ 139 bilhões para este ano. Ferreira Junior também terá de resolver com o ministro o que fazer com a proposta de venda de uma participação minoritária da Eletrobras em Angra 3 para um sócio estrangeiro.

Recentemente, Albuquerque disse que pretende retomar a construção da usina e que a produção de energia nuclear é estratégica. O ministro explicou que o país terá de pagar R$ 12 bilhões para abandonar a obra que já consumiu R$ 16 bilhões e que deve consumir cerca de R$ 17 bilhões para ser concluída.

Segundo Ferreira Junior, não há conflito na busca de um parceiro para Angra 3. Também disse que seria possível destinar parte dos recursos da capitalização da Eletrobras para concluir a obra.

Fonte: Folhapress

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