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PIB do Piauí cresceu 10 vezes mais que o nacional, revela Cepro

Segundo o presidente da Fundação, José Antonio Medeiros, o Piauí cresceu 5%, enquanto o Brasil cresceu apenas 0,5% de 2013 para 2014

28/11/2016 10:49

Dados divulgados nesta segunda-feira (28) pela Fundação Cepro revelam que o Produto Interno Bruto do Piauí, que é a soma de todas as riquezas produzidas no Estado, cresceu dez vezes mais no Brasil. A comparação foi feita entre os anos 2013 e 2014. 

Segundo o presidente da Fundação, José Antonio Medeiros, o Piauí cresceu 5%, enquanto o Brasil cresceu apenas 0,5% naquele período. "São bons resultados. Isso fez com que o estado tivesse o maior crescimento do Nordeste e o segundo do Brasil", destaca Medeiros. 

O Piauí ocupa a 22ª posição no ranking das maiores economias do país, com participação de 0,7% no PIB nacional. O PIB per capita em 2014 foi de R$ 11.808,08, à frente apenas do Maranhão, que é de R$ 11.216,37.

A economia do Piauí está alicerçada no setor de serviços, com destaque para a administração pública e seguridade. "Mas houve o dinamismo que veio do agronegócio com uma novidade, que deve continuar, que é o crescimento da piscicultura. Esta cresceu 15%", informa o presidente da Cepro.

Uma explicação possível para que o Piauí não tenha sofrido tanto o impacto da crise mundial seria a pouca inserção no mercado internacional. 

Números

Em 2014 houve um incremento de 56,16% nas exportações, em relação ao ano anterior, atingindo o montante de US$ 255,9 milhões. Já as importações expandiram R$ 25,16%.

A arrecadação total de impostos (ICMS, FPE e IPVA) alcançou taxa de crescimento real. O imposto de mais peso no estado, o ICMS, cresceu 11,30%. A arrecadação de IPVA e FPE teve variação de 15,52% e 8,97%, respectivamente.

O número de postos de emprego também aumentou em 2014. O saldo é de 7.305 novas vagas com carteira assinada, o que representa o crescimento de 12,51%. O setor de comércio e serviços foi o que mais empregou, embora tenha perdido participação no  PIB. 

O setor de serviços caiu de 81,30% em 2013 para 76,67% do Valor Adicionado do PIB Estadual em 2014. Já o comércio caiu de 18,7% para 16,03%

Por: Nayara Felizardo e Ithyara Borges
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