Período de safra de frutas resulta em preços mais baratos na Nova Ceasa

Comerciantes listam que laranja, maçã e tangerina estão entre as frutas que registram queda de preço no último mês

28/07/2017 07:42h

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Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que os preços das principais frutas comercializadas nas centrais de abastecimento do país caíram em junho. No Piauí, os comerciantes também registraram queda nos valores de seus produtos, o que se torna um atrativo para os consumidores. 
De acordo com o comerciante Antônio Eurípedes, o período da safra é um dos fatores que contribui para a diminuição dos preços. Outro sinal que indica a queda é a entrada de muita mercadoria nos centros de distribuição. E Antônio explica: “vendo dois tipos de tangerina, ponkan e murcote, e uma delas vem em menor quantidade para a Ceasa. A primeira está em excesso no mercado e, por isso, já perde espaço em relação a murcote, que está custando R$ 4, o quilo. Antes da grande quantidade disponível, a tangerina ponkan custava R$ 4, o quilo; hoje, custa R$3”. 

Abdon revela que o quilo da laranja custa entre R$ 1,10 e R$ 1,30 (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)

“A tendência é preço da tangerina despencar mesmo daqui uns dias porque vai entrar mais. É provável que o tipo ponkan não venha mais, porque está muito maduro e estragando muito rápido. Então tem que vender logo”, completa o comerciante. 
Em relação à manga, ele comenta que, por ser popular no Estado, o preço varia com a época da fruta e sua safra na região. Antônio afirma que o custo da manga chegou a R$ 3,80, considerado valor alto para os feirantes; mas seu preço tem sofrido sucessivas quedas e hoje o quilo pode ser encontrado por até R$ 3 na Central de Abastecimento do Piauí (Nova Ceasa). 
Laranja e maçã 
Na Nova Ceasa, os permissionários também registraram queda no preço da laranja e da maçã; é o que informa Abdon Pereira. No varejo, o quilo da laranja varia entre R$ 1,10 a R$ 1,30; já para quem compra em grandes quantidades, pode encontrar cem unidades da fruta por R$ 30,25, que representa uma queda de 24,37% no valor anterior, que era R$ 40. Quando se fala em maçã, Abdon vende oito por R$ 5 e, segundo ele, é o preço normal do produto. 
“Os preços variam por dia. Têm dias que chega a R$ 1,50, têm dias que é R$ 1. A gente percebeu a redução na laranja há mais ou menos um mês. Quando o produto fica pouco e acaba a safra, é que aumenta os preços”, pontua. 
Qualidade 
No entanto, os comerciantes comentam que é preciso estar atento à qualidade das frutas vendidas, pois um dos fatores que as tornam mais baratas é a maturidade. “Todas as frutas estragam e, quando acontece isso, tem que jogar fora ou vender mais barato. Para não ter prejuízo por estar maduro demais, vendemos mais barato. Já vendi caixa de laranja por R$ 10”, destaca. 
Comerciantes versus clientes 
Apesar de os preços reduzidos atraírem a clientela, os comerciantes não comemoram tanto a redução dos valores. De acordo com Antônio Eurípedes, esse período torna o mercado comum, pois a maioria dos comerciantes têm as mesmas frutas. 
“Quando tem mais oferta, nós precisamos reduzir ainda mais os preços para atrair o cliente, porque ele procura o que for melhor para ele. Então, é melhor ter a venda, mesmo mais barato, do que perder o cliente”, frisa. 
Quem aproveita a queda de preços são os consumidores que avaliam qualquer desconto como benéfico devido à crise instalada no país. A professora Maria das Cruzes Barroso costuma ir à Ceapi por conta dos preços mais acessíveis do que nos supermercados e também pela maior oferta e qualidade das frutas. 
“Sempre venho aqui e é vantajoso porque dá para pechinchar com os comerciantes; quando a gente conversa, eles dão desconto. Têm frutas que não são tão comuns durante o ano, então também é uma oportunidade para encontrar esses produtos mais baratos”, comenta.
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Edição: Virgiane Passos
Por: Letícia Santos

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