Pela 1ª vez em 14 anos, CMN reduz meta de inflação

É a primeira redução na meta de inflação em 14 anos. A partir de hoje o Governo vai começar a anunciar meta de inflação 3 anos antes.

29/06/2017 09:24h - Atualizado em 29/06/2017 09:30h

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O CMN (Conselho Monetário Nacional) estabeleceu nesta quinta-feira (29) que a meta de inflação, que desde 2005 está em 4,5%, será de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020. A banda, ou intervalo de tolerância, foi mantida em 1,5 ponto percentual.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. A partir de agora, a meta será fixada com três anos de antecedência, segundo decreto publicado no Diário Oficial da União.

"Estamos iniciando uma convergência aos padrões internacionais, que tendem a ter padrões mais longos", afirmou Meirelles, que citou o forte recuo da inflação desde 2016 para justificar a decisão.
"Estamos assegurando a continuada queda do desemprego para padrões históricos e internacionais".
As expectativas de inflação para 2019 e 2020 já estão em 4,25%, de acordo com projeções dos analistas do boletim Focus.

Neste ano, a expectativa dos analistas é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) será de 3,48%, abaixo do centro da meta, de 4,5%. A banda atual é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para 2018, a projeção é de uma inflação oficial de 4,3%.

EXPECTATIVAS

A avaliação de parte do mercado é de que, apesar de a meta ter sido reduzida, a decisão do CMN pode levar a quedas maiores nas taxas de juros.
Isso porque a mudança pode ajudar a reduzir as expectativas de juros para os próximos anos, permitindo ao Banco Central cortar mais a taxa básica.

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Fonte: Folhapress

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