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Orçamento deve ser estruturado com mapeamento de receitas e despesas

Economista dá dicas de como começar o ano se planejando melhor financeiramente

08/01/2020 10:39h

Ter mais equilíbrio financeiro é uma meta constante dentro do planejamento das pessoas em todo início de ano. Para alcançá-lo, mais que vontade, é necessário disciplina. Fazer um mapeamento das receitas e despesas é o que orienta o economista Fernando Galvão para que as pessoas possam lidar não só com os gastos do início do ano, mas também com o planejamento financeiro ao longo dos outros meses.

E, sem dúvidas, fazer isso no início do ano é fundamental, já que janeiro é um mês exigente quanto à organização. Tem IPTU, IPVA, material escolar, cartão de crédito com os gastos das festas e, muitas vezes, das férias para lidar. Por isso, Fernando Galvão orienta a criação de um mapeamento.

“É muito importante mapear todas as fontes de receitas e importante também mapear todos os gastos. No que deve ser pago, fazer uma classificação do que são gastos fixos, como a prestação do carro, a prestação da casa, a parcela da fatura do cartão e classificar, também, os que são variáveis, a exemplo do lazer”, considera.

A partir desses mapeamentos, de acordo com o especialista, se estabelecem as prioridades. O pagamento do cartão de crédito e a não utilização de recursos como o cheque especial devem, também, estar entre as preocupações. Isso porque os juros médios do cheque especial são de 12,25% ao mês. Do cartão de crédito, 12,89%. Por isso, Galvão orienta que, em caso de necessidade de recurso extra, é melhor recorrer a empréstimos em instituições financeiras, cujos juros circulam por volta de 4,2% com empréstimo pessoal e, do consignado, 2,1% ao mês.

“O consumidor deve procurar juros mais baixos. Se buscar um consignado ligado ao desconto em folha de pagamento, consegue-se reduzir mais ainda o juros; se for um servidor público, consegue mais baixos ainda, então, você faz esse empréstimo e vai canalizar pelo menos pra um único lugar essas despesas que podem estar a mais do orçamento”, destaca.

Poupar seis vezes mais que os rendimentos

Além de estabelecer um planejamento para gerenciar ganhos e gastos, pensar em poupar também é fundamental para a saúde financeira. “A poupança é a parte da renda que a gente não consome, a gente tem que formar um colchão financeiro, que é uma reserva para que eu não possa comprometer meus gastos. Isso servirá também para uma despesa médica de última hora ou algo urgente, mas a ideia é não mexer com essa reserva até juntar um patamar de dinheiro para fazer alguma aplicação financeira”, destaca Fernando.

Este patamar, segundo indicado pelo economista, é seis vezes o valor do rendimento total que a pessoa possua. No caso, se ela ganha um salário de R$ 2 mil, a reserva financeira indicada seria de 12 mil para, assim, começar a fazer investimentos.

Uma das opções de investimento mais conhecidas, o Tesouro Direto, é muito procurado por quem quer começar a investir. Na prática, ele funciona como um empréstimo: você empresta o dinheiro ao Governo e ele o devolve com juros.

Nessa modalidade, é possível investir a partir de R$ 30 e retirar o valor a qualquer momento em caso de necessidade. Trata-se de um investimento de renda fixa, ou seja, no momento da aplicação, o investidor consegue prever como será remunerado.


Edição: Virgiane Passos
Por: Glenda Uchôa

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