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Empresários trocam sala de aula por imersão em polos de tecnologia no exterior

Empresários e profissionais de alto nível querem, cada vez mais, conhecer os centros de inovação pelo mundo de perto, e não só estudá-los em sala de aula.

30/04/2019 11:24h

Desde 2014, empresas como a Imersão Internacional de Negócios (IIN) e a StartSe promovem viagens (ou “imersões”) a destinos como Vale do Silício (EUA), China e Israel para atender a essa demanda.

Os participantes dessas imersões visitam startups, aceleradoras, incubadoras, corporações e companhias de todos os tamanhos, em busca do que há de novo na área de empreendedorismo.

Os custos para essas excursões, que duram em média cinco dias, começam em R$ 12 mil —valor que não inclui voo, hospedagem ou alimentação. A programação é intenso e geralmente se estende das 7h ou 8h às 19h ou 21h. Mais de 2.600 pessoas já participaram, e a procura não para de crescer.

No caso da IIN, cerca de 70% dos participantes são bancados por suas empresas e, no da StartSe, 60%. É comum que os próprios donos viajem e depois enviem seus sócios ou funcionários de primeiro e segundo escalão.

O tamanho dos grupos varia. A IIN trabalha com até 20 pessoas tanto em imersões específicas (por exemplo, voltadas a fintechs, startups na área de finanças) quanto gerais.

Já a StartSe oferece pacotes de 25 a 100 pessoas e possui programas com o objetivo de capacitar e treinar participantes que queiram criar suas próprias startups.

“As empresas do Vale do Silício têm métodos de gestão e criação de negócio que eu não vi nem na graduação, nem na pós, nem no MBA no Brasil”, afirma Maurício Benvenutti, um dos sócios da StartSe.

Para André Bianchi, fundador da IIN, o desafio nesse tipo de viagem é sair da “palestrinha” e trazer informações que depois possam ser úteis aos brasileiros.

“É lindo ouvir um gringo de alto escalão falar, mas a aplicação disso no mercado brasileiro nem sempre funciona, já que eles não compreendem a nossa realidade, a questão tributária, trabalhista etc.”, diz.

Por isso, afirma Bianchi, um dos focos das imersões é falar com executivos, diretores, fundadores e investidores brasileiros que trabalham no Vale do Silício. Para Bianchi, são eles que vão mostrar como a cultura americana de negócios e de empreendedorismo pode dialogar com a realidade brasileira.

Juliano Cornacchia, da empresa de serviços financeiros Vórtx, foi com o sócio para o Vale do Silício em abril de 2017 pela StartSe, com o objetivo de descobrir como poderia ampliar seu negócio. 

A vivência, diz, os ensinou técnicas de pitch (apresentação de um projeto de forma rápida a potenciais investidores) que resultaram, mais tarde, em oito grupos interessados em investir na Vórtx.

“Com o dinheiro para essa viagem, eu poderia ter feito um curso no Brasil, mas seria mais do mesmo. Lá, vemos um pouco como vai ser o futuro e podemos nos antecipar”, diz Cornacchia.

Nadia Bressan Hatakeyama, empresária do Mato Grosso que participou no início deste mês de uma imersão no Vale, também destacou o aspecto prático. “Já estamos há muito tempo na estrada para aguentar uma sala de aula com um monte de teoria. Lá, conversamos com pessoas que compartilharam conosco experiências práticas, que nos contaram o que deu e o que não deu certo para elas.”

Na mesma viagem de Nadia, estava a engenheira de alimentos e empresária Virgínia de Ávila Dias, da empresa Chocolife. Ela queria aprender como expandir sua marca fora do Brasil e aprimorar a gestão de pessoas.

Diz ter voltado da imersão não só com boas soluções para a internacionalização, mas também com a compreensão de que a troca de ideias entre colegas e a qualidade de vida dos funcionários estão entre as mais importantes moedas para qualquer negócio.

O contato com empresas estrangeiras é outro atrativo dessas experiências. O empresário Michel Sehn, diretor-executivo da startup 4VANTS, foi a Xangai e Hangzhou, na China, após sua empresa ganhar um prêmio de inovação da EDP (Energias de Portugal). 

A viagem lhe permitiu fazer contato com empresas locais, com quem hoje a 4VANTS está em negociação.

Nessa mesma viagem ,estava a gerente de inovação a Votorantim S.A. Gabriela Toribio. Para ela, uma das vantagens desse tipo de roteiro é que, além da programação geral, as agências organizadoras conversam com cada cliente para criar agendas individuais direcionadas.

Após a experiência, ela fechou parcerias pela Votorantim com quatro participantes de seu grupo.

Fonte: Folhapress

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