Comércio registra queda no preço de produtos básicos

Período de safra contribui para a diminuição dos valores, uma vez que a oferta de mercadoria cresce

27/06/2017 08:17h - Atualizado em 27/06/2017 08:24h

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Dados divulgados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) revelam que a maioria dos produtos alimentícios ficaram mais baratos do período entre maio e junho. A compra de alimentos representa 26% nas despesas familiares. Produtos adquiridos para consumo em casa chegaram a ficar 0,83% mais baratos, enquanto o grupo de alimentação e bebidas em geral registrou queda de 0,47%. 

O Mercado Central São José, popularmente conhecido como “Mercado Velho”, no centro de Teresina é o local onde é possível encontrar variedade de produtos. De acordo com a feirante Iolanda Carvalho, um dos primeiros sinais que indicam queda de preço em produtos é a entrada de muita mercadoria nos centros de distribuição de frutas, verduras e legumes. 

Amélia Santos é dona de restaurante e comemora a fase de preços mais baixos (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)
Segundo ela, o período da safra também é um fator que contribui para a diminuição dos valores, em que a grande oferta de mercadorias reduz drasticamente o preço de alimentos mais populares. Neste mês, Iolanda comenta que os produtos mais baratos são as frutas, especialmente melancia, banana e abacaxi. A dúzia de banana hoje custa R$ 6, diferença de R$ 2 no preço anterior; o quilo de melancia custa R$ 1; e o preço do abacaxi varia de acordo com seu tamanho e fica entre R$ 2 e R$ 5. 

“O tempo certo faz com que tenha mais produtos, por isso as pessoas procuram mais. Mesmo com preço mais alto, eles continuam buscando, mas muito menos. E também fica a expectativa de que os preços permaneçam baixos para que as pessoas procurem mais o mercado”, fala. 

Da mesma forma que frutas e verduras tiveram relativa queda em seu valor, alimentos básicos presentes diariamente no cardápio do brasileiro como arroz e feijão também tiveram redução. O comerciante Paulo César vende os produtos em sua banca no Mercado Central e conta que os clientes não se afastam do comércio, mas sim diminuem a quantidade dos produtos comprados. 

Além disso, Paulo ressalta que existem produtos que, de moro geral, não vendem muito e em período de altos preços a procura por eles é ínfima, como por exemplo, a fava, que custa cerca de R$ 18, o quilo. Mas os alimentos comuns continuam no topo da pesquisa e, atualmente, quem procurar arroz vai encontrar por R$ 3, o quilo, enquanto no mês de maio o produto custava R$ 3,50, é o que informa Paulo César. O feijão preto agora custa R$ 6, o que representa diminuição de 25% do preço anterior, que era R$ 8; já o feijão carioca chegou a R$ 12, e hoje está na faixa de R$ 6, com queda de 50%. 

“Quando preços diminuem, é benéfico para todos, tanto para gente como para os clientes. Compramos mais barato e vendemos mais barato e aumenta o lucro. Quando esta muito caro a gente fica ate sem jeito de botar aquele preço. A gente pensa como se fosse consumidor, como o preço também nos afeta”, conta o vendedor. 

Altos valores fazem os consumidores a procurarem soluções para não terem despesas muitos grandes que afetem o orçamento mensal. Amélia Ramos é dona de restaurante e comemora a baixa nos preços, mas conta que precisou diminuir as compras e procurar produtos com preços mais em conta para fazer substituição. Para a comerciante, arroz, feijão, macaxeira e batata doce são os alimentos que não podem faltar. 

“Eu deixava de comprar carne de R$18 para comprar de R$13, mas não com qualidade inferior. São substituições necessárias para não ter prejuízo. Mas com os preços menores eu espero que os preços fiquem da mesma forma e diminua mais, principalmente com os básicos”, diz

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Edição: Yuri Ribeiro
Por: Letícia Santos

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