Agências de intercâmbio e turismo sugerem acordo com os ‘sem passaporte’

Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV- Nacional), Edmar Bull, explica que as regras das agências dependem dos fornecedores que são as companhias aéreas, hotéis, cruzeiros etc.

30/06/2017 09:51h

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Com a emissão de passaportes suspensa desde quarta-feira, 28, agências de viagem e de intercâmbio prometem negociar ajustes nos pacotes ou reembolsos para quem tem compromisso internacional marcado e não conseguiu tirar o documento. Em geral, mudanças nas viagem envolvem taxas de desistência e custos de remanejamento, previstas nos contratos, o que preocupa interessados.

Segundo Marcelo Melo, diretor financeiro da Belta (Associação das Agências de Intercâmbio), é possível negociar com as universidades um acordo para adiar os pacotes, se necessário. A possibilidade de problemas com esse grupo é menor, diz, porque geralmente orientam os clientes a preparar tudo com antecedência.

De acordo com o presidente da STB Student Travel Bureau, José Carlos Hauer, o intercambista que apresentar problemas na emissão do passaporte nesse período poderá prorrogar a viagem para outro momento, com reembolso do valor do curso, exceto as multas e taxas.

Estudante de Gestão Empresarial, Bruna Vitoriano, de 21 anos, gostaria de fazer intercâmbio no Canadá em janeiro de 2018, mas não sabe se terá o passaporte a tempo. “Estou apreensiva, esperando a decisão do retorno da emissão de passaportes. Tenho até outubro para ter em mãos o documento, senão vou adiar o intercâmbio para as outras férias da pós.”

Turismo

A CVC Viagens e Turismo informa que não teve queixas ainda. Se houver problema, diz, cada caso será avaliado segundo o contrato e as condições da companhia e do hotel. A agência diz orientar os passageiros com destino a outros países a providenciar a documentação necessária para realizar a viagem logo no fechamento do pacote, geralmente com 4 a 6 meses de antecedência.

Para Renato Previato, da Nix Travel Agência de Turismo, esse mercado pode sofrer se não houver solução rápida. “Se precisar prorrogar a viagem, prorrogaremos. Se precisar de reembolso, estudaremos os casos para que não haja ônus de multa.”

Se o passageiro estiver com algum problema na documentação, será possível remarcar ou pedir ressarcimento, mas cada caso precisa ser analisado individualmente”, diz Leandro Reis, gerente de vendas da operadora de viagens Agaxtur.

Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV- Nacional), Edmar Bull, explica que as regras das agências dependem dos fornecedores que são as companhias aéreas, hotéis, cruzeiros etc.

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Fonte: Isto É

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