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Ações da Vale despencam após tragédia em Brumadinho

Por volta das 10h55, os papéis caíam 15,88%, a R$ 47,18.

28/01/2019 11:13h - Atualizado em 28/01/2019 11:20h

As ações da Vale começaram o dia em baixa ao redor de 18%, reflexo do rompimento da barragem da empresa em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte. Por volta das 10h55, os papéis caíam 15,88%, a R$ 47,18.

A Vale tem peso de 10,9% no Ibovespa, que também registra queda. O índice cedia 1,65%, a 96.063 pontos por volta das 11h.

É o primeiro pregão após a tragédia, que ocorreu na sexta-feira (25) à tarde, quando a Bolsa brasileira estava fechada pelo aniversário da cidade de São Paulo. Naquela tarde, os recibos de ações da Vale negociados na Bolsa de Nova York encerraram em queda de 8%.

Analistas consideram que o impacto do acidente sobre a produção da empresa será menor que os danos à imagem da mineradora. Até o momento, 60 pessoas morreram e mais de 200 estão desaparecidas.

Até o momento, a Vale teve R$ 11 bilhões bloqueados e foi multada em R$ 250 milhões pelo Ibama e em R$ 99,139 milhões pelo governo de Minas Gerais.

"Cálculos iniciais de seguradoras e resseguradoras dos prejuízos por conta do rompimento da barragem da Vale apontam para valores superiores ao do desastre da Samarco, ocorrido em Mariana, há três anos", escreveu a Guide corretora em relatório.

A Vale divulgou ainda a decisão do Conselho de Administração de suspender o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, programa de recompra de ações e também a remuneração variável de executivos.

Segundo a XP Investimentos, a mina Feijão, parte do complexo Paraopeba representa de 1,5 e 2,5% da produção de minério da Vale. Mesmo que uma parte maior da operação fique parada temporariamente, o impacto neste aspecto deve ser limitado.

Todo o sistema produz 7% do minério da Vale, segundo dados divulgados pela companhia no terceiro trimestre.

Em relatório, o banco UBS afirma que ainda não está claro qual será o impacto sobre a produção e a logística da companhia. 

O banco questiona ainda se as multas sobre a companhia serão maiores desta vez, considerando que é o segundo rompimento de barragem ligado à Vale. Em 2015, uma barragem da Samarco, companhia da qual a Vale é sócia, se rompeu.

O UBS não oferece respostas aos acionistas, mas manteve recomendação neutra para a companhia.

No sábado, a agência de classificação de risco Standard & Poor's afirmou no sábado que a nota da companhia pode ser rebaixada em consequência da tragédia. 

“Acreditamos que a Vale enfrenta vários riscos decorrentes do desastre. Suas obrigações financeiras para remediar e compensar as perdas podem ser substanciais, e a empresa pode ter de enfrentar escrutínios extensos e complexos de entidades ambientais e órgãos reguladores que resultariam em suspensões de licenças”, disse a S&P em comunicado no sábado (26).

A agência colocou a nota da empresa, que é BBB-, em observação, indicando que a mineradora pode ser rebaixada no curto prazo.

Fonte: Folhapress

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