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Notícias Economia

13 de maio de 2019

Em 11ª queda seguida, expectativa de crescimento do PIB vai a 1,45%

Em 11ª queda seguida, expectativa de crescimento do PIB vai a 1,45%

Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,49% para 1,45% este ano.

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 11ª vez seguida caiu a projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto). Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,49% para 1,45% este ano.

Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo BC (Banco Central). As informações são da Agência Brasil.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) permaneceu em 4,04%, este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para o mercado financeiro, a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

Já a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e em R$ 3,80 no fim de 2020.

Comissão que analisa reforma da Previdência ouve especialistas

Comissão que analisa reforma da Previdência ouve especialistas

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi recebido pela comissão especial para detalhar as informações da proposta e fez uma defesa enfática do sistema de capitalização

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara realiza nesta semana audiências temáticas sobre aposentadorias especiais, os regimes previdenciários dos estados e municípios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). De acordo com o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), serão realizadas audiências para discutir temas considerados “quase natimortos” da proposta enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional.

“Eu acho que tem três temas que praticamente estão fora: [trabalhadores] rurais, BPC e professores. Tem alguns temas sensíveis: a desconstitucionalização, capitalização e estados e municípios. [Já] a regra de transição, a comissão vai ter que discutir cada uma, considerando a especificidade de cada categoria. Agora, se começar a ceder para uma, vai ter que ceder para outra e quando vê não sobrou nada”, avaliou Ramos. 

Segundo o parlamentar, siglas como PR e MDB são contrários a mudança das regras de aposentadoria para professores e outros 13 partidos que anunciaram apoio à reforma também já se posicionaram pela retirada do BPC e da aposentadoria rural do texto.

“A decisão do meu partido [PR] é não mudar as regras atuais dos professores (homem se aposenta aos 55 anos e mulher, aos 50 anos). O meu partido e o MDB são contra qualquer alteração que mude as regras de aposentadoria dos professores, seja no Regime Geral ou nos Regimes Próprios”, afirmou o deputado.


Ministro da economia Paulo Guedes. Foto: Reprodução

Para o presidente da comissão especial, a capitalização proposta na reforma também encontrará resistência na Câmara. “Acho difícil pelo clima que existe aqui dentro”, disse. “[Capitalização] vai ser um tema sensível, vai ter pressão para tirar, mas tem um impacto fiscal significativo de R$ 170 bilhões”, completou.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi recebido pela comissão especial para detalhar as informações da proposta e fez uma defesa enfática do sistema de capitalização (poupança individual para cada trabalhador). Na conclusão de mais de oito horas de reunião, ele declarou que a capitalização para benefícios maiores que um salário mínimo amplia a inclusão financeira das camadas mais pobres.  “Queremos garantir que os pobres tenham sua poupança também e apliquem nos juros de mercado. Estamos fazendo isso com esse espírito”, disse o ministro ao fim da audiência.

Articulação

Marcelo Ramos argumentou também que o trabalho de articulação do governo pode não ser suficiente para reverter posições já tomadas por partidos na Câmara, o que pode comprometer a meta estabelecida. A economia prevista pelo governo com a reforma da Previdência pode chegar a R$ 1,236 trilhão, em 10 anos com o projeto original. 

“Eu vejo o governo com capacidade de articulação para aprovar uma proposta e uma proposta com impacto fiscal importante. Eu não vejo governo com articulação capaz de reverter posições já tomadas de alguns partidos. Ninguém tomou posição sobre transição, então vejo o governo com capacidade para dizer que não vai mexer nada de transição. Agora, o governo conseguir fazer um partido que já manifestou uma decisão sobre determinado tema, voltar atrás, tem que acontecer coisa muito extraordinária até o dia de decidir”, afirmou.

O parlamentar tem criticado governo e oposição sobre a articulação política e a falta de transparência na comunicação da reforma, respectivamente. Para ele, o Palácio do Planalto tem sido “inábil” no trato com o Congresso e líderes de partidos políticos contrários à medida tem faltado com a verdade ao negar o saldo negativo nas contas públicas provocado pelo desequilíbrio no pagamento das aposentadorias.

Audiências

Na terça-feira (14), às 14h30, a comissão debaterá o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União, dos Estados e dos Municípios. Serão ouvidos o secretário Adjunto de Previdência no Ministério da Economia, Narlon Gutierre Nogueira, e um representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM). 

A comissão discutirá o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), na quarta-feira (15), às 14h30 com o economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Fabio Giambiagi e o subsecretário do Regime Geral de Previdência Social da Secretaria de Previdência no Ministério da Economia, Rogerio Nagamine Constanzi. 

Na quinta-feira (16), às 9h30, a comissão discutirá aposentadorias de pessoa submetida a condições prejudiciais à saúde, aposentadoria da pessoa com deficiência e aposentadoria por invalidez. O colegiado ouvirá o diretor de programa na Secretaria Especial de Previdência e Trabalho no Ministério da Economia, Felipe Mêmolo Portela, e o coordenador-Geral de Assuntos Tributários na Procuradoria-Geral Adjunta de Consultoria Tributária e Previdenciária da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Mário Augusto Carboni. 

Entidades do sistema S avaliam ir à Justiça contra decreto do governo

Entidades do sistema S avaliam ir à Justiça contra decreto do governo

O governo Jair Bolsonaro deu o primeiro passo para abrir o que chama de caixa-preta do Sistema S.

Decreto assinado pelo presidente obriga as entidades a detalhar gastos com salários e serviços prestados à sociedade.

Pegas de surpresa, organizações do sistema reclamam da falta de diálogo. Três das nove entidades -Senai, Sesi e Sescoop- estudam questionar as normas na Justiça.

Com o decreto de Bolsonaro publicado na sexta-feira (3), elas terão de obedecer às mesmas regras de transparência do setor público impostas pela LAI (Lei de Acesso à Informação). As regras entram em vigor em 90 dias.

As entidades deverão apresentar, em seus sites, todas as informações antes mesmo de um pedido formal de esclarecimentos. Senai e Sesi, por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria), dizem que a medida é inconstitucional.

O decreto foi feito por orientação dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Wagner de Campos Rosário (Controladoria-Geral da União).

Auxiliares do presidente dizem acreditar que a abertura dos dados poderá revelar que algumas dessas entidades pagam salários muito elevados.

Essas remunerações são custeadas com contribuições compulsórias. Os tributos incidem sobre as folhas de pagamentos das empresas.

Guedes já avisou que pretende cortar parte desses encargos. Ele disse que é preciso "meter a faca" na Sistema S.

O Ministério da Economia trabalha na formulação de contratos de gestão para participar da administração desses recursos. Em 2018, a Receita Federal repassou R$ 17,1 bilhões às entidades.

Integrantes do governo afirmam que as organizações deveriam seguir os limites impostos aos órgãos públicos, como o teto do funcionalismo (R$ 39 mil) e a vedação de nepotismo.

A publicação do decreto é mais um capítulo da guerra travada entre a equipe econômica e as entidades.

Elas alegam que os recursos são privados, pagos pelas empresas a organizações que as representam. Especialistas, porém, discordam desse argumento e elogiam a iniciativa do governo.

"Óbvio que o dinheiro é público, o repasse é obrigatório. Há natureza tributária", diz Vanessa Canado, diretora do C.CiF (Centro de Cidadania Fiscal), pesquisadora do Insper e professora de direito tributário da FGV.

Ela lembra que o Estado impôs a cobrança das contribuições. A maior parte das entidades foi criada nos anos 1940.

"Se o dinheiro fosse privado, as empresas teriam a liberdade de recolher ou não", afirma Canado. "A importância do decreto para a transparência é fundamental."

Por pressão do governo, o TCU (Tribunal de Contas da União) baixou, no dia 30 de abril, uma norma determinando que o Sistema S adote, em um ano, o padrão do serviço público em sua contabilidade.

As entidades alegam que já prestam contas, expõem seus dados, estão adequadas às decisões do tribunal e cumprem boa parte das regras contidas no decreto de Bolsonaro.

Consultor e especialista em transparência, Fabiano Angélico afirma, no entanto, que a divulgação de informações pode não ser suficiente.

"Existe uma confusão entre transparência e comunicação institucional, entre transparência e prestação de contas. Transparência é muito mais do que isso", diz Angélico.

Segundo ele, não basta publicar um relatório com balanços e atividades. "O conceito de transparência é aquilo que permite a um outsider [leigo] observar, controlar e compreender bem as ações de um insider [gestor]", explica.

Além de buscar mais publicidade para os recursos do Sistema S, a equipe do ministro Guedes pretende direcionar o trabalho dessas entidades e reduzir seu tamanho.

A ideia é fazer um corte de 30% nas contribuições das empresas. As entidades que não aderirem aos contratos de gestão poderão sofrer restrições maiores, de até 50%.

O governo quer aproveitar o acesso amplo às informações para mapear custos de serviços considerados essenciais, prestados pelas entidades.

A equipe econômica, com isso, pretende evitar que o corte afete a prestação de serviços e fique circunscrito ao que integrantes da equipe econômica chamam de gordura.

Pelo decreto, o Sistema S deverá apresentar informações sobre licitações realizadas e em andamento.

Será exigida a divulgação de editais, anexos e resultados. Terão de ser expostos ainda contratos e notas.

Além dos salários divulgados individualmente, também ficará mais fácil o acesso público a dados sobre auxílios, ajudas de custo, jetons e quaisquer vantagens financeiras.

As novas regras de enquadramento na LAI não isentarão as entidades de prestar contas aos órgãos de controle a que já estão submetidas, como a CGU e o TCU.

Segundo o decreto, um ato conjunto de Guedes e Rosário "disporá sobre o detalhamento mínimo exigido para a divulgação das informações previstas".


Transparência 

O Sistema S diz que tem informações transparentes, com amplo acesso à sociedade.

As entidades afirmam que publicam dados detalhados em seus portais da transparência, independentemente do novo decreto do presidente Jair Bolsonaro.

As organizações também dizem atender a leis e determinações da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União).

A CNI (Confederação Nacional da Indústria), que responde por Senai e Sesi, afirma, em nota, que já estão sob análise "medidas judiciais cabíveis" contra o decreto.

Segundo a confederação, o decreto é ilegal e fere a Constituição. A CNI, porém, diz que está aberta ao diálogo com o governo Bolsonaro.

Confederações podem ajuizar ações diretamente no STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a CNI, o decreto extrapola a regulamentação da LAI (Lei de Acesso à Informação) e "acaba por desrespeitar o princípio da separação dos Poderes", ao tratar de matéria reservada ao Legislativo.

O Sesi e o Senai, para a confederação, são entidades privadas e não pertencem à estrutura estatal. A CNI diz que seus recursos, apesar de compulsórios, não integram o Orçamento da União.

As duas entidades, "com a máxima transparência", diz a CNI, divulgam informações sobre orçamentos, receitas, execução de despesas, estrutura remuneratória, relação de empregados e dirigentes, licitações, contratos e balanços.

O Sescoop, ligado à OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), também estuda ações judiciais contra as novas regras. Segundo a entidade, não houve negociação para se debater o decreto.

"O mote da LAI é a transparência, é um dos princípios. Já cumprimos grande parte do que está no decreto", diz o assessor jurídico do Sescoop Aldo Guedes. Segundo ele, a entidade publica contratos, balanços e serviços prestados.

O Sest e o Senat (entidades da área dos transportes), em nota, dizem que, "em uma sociedade democrática, o cidadão tem direito à informação de interesse público".

"Todavia, o governo poderia ter estabelecido um diálogo aberto com as entidades envolvidas, justamente para sacramentar o aspecto democrático do decreto", afirmam.

Trimestralmente são atualizados dados sobre orçamento, gestão, demonstração contábil, transferências de recursos, licitações e editais, contratos (os dez maiores firmados no período), serviços gratuitos prestados, relação de membros, entre outros.

Apesar da crítica à falta de diálogo, Sest e Senat dizem que vão se esforçar para cumprir as novas regras.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio), que responde por Sesc e Senac, também diz que não foi consultada pelo governo Bolsonaro sobre a medida e ainda está analisando o assunto.

A entidade afirma que as instituições têm natureza privada e cumprem as exigências de prestação de contas. Segundo a CNC, as informações também estão sujeitas "a rigorosos controles internos dos conselhos fiscais e de auditorias".

O Sebrae (micro e pequena empresas) informa, em nota, que também não participou da discussão sobre o decreto. A entidade vai se ajustar às regras definidas pelo decreto.

"O Sebrae realizará estudos para identificar a melhor forma de disponibilizar as informações que ainda não são disponibilizadas, mas seguirá o que diz a lei", afirma.

A entidade diz ainda "adotar as melhores práticas de transparência e compliance, inclusive apoia os pequenos negócios neste sentido".

O Sistema S também é composto pelo Senar (agricultura), que não respondeu à reportagem. A entidade está ligada à CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

10 de maio de 2019

Inflação oficial fica em 0,57% em abril, diz IBGE

Inflação oficial fica em 0,57% em abril, diz IBGE

A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%).

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou taxa de 0,57% em abril deste ano. Apesar de ter ficado abaixo do 0,75% registrado em março, o IPCA de abril deste ano é maior do que o 0,22% de abril do ano passado e a maior taxa para o mês desde 2016 (0,61%).

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em 12 meses.

A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%).

As maiores altas de preço do segmento de saúde e cuidados pessoais veio dos remédios (2,25%), perfumes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, as principais contribuições vieram das passagens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%).

Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de produtos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%). O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evitaram uma inflação maior.

Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de preços), de 0,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pessoais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%).

Fonte: Agência Brasil

Mais de 2 milhões ainda não sacaram abono ano-base 2017

Mais de 2 milhões ainda não sacaram abono ano-base 2017

Valor a ser retirado totaliza R$ 1,53 bilhão

A menos de dois meses para o fim do prazo, cerca de 2,34 milhões de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos não sacaram o abono salarial ano-base de 2017. O prazo para a retirada acaba em 28 de junho. Quem não tiver feito o saque perderá o direito ao benefício.

Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o montante ainda não sacado soma R$ 1,53 bilhão. Os trabalhadores que não retiraram o benefício equivalem a 9,49% do total.

A maior parte dos benefícios não sacados está na Região Nordeste, onde 642.074 trabalhadores ainda não retiraram o abono. No entanto, o estado com o maior volume de esquecimentos é o Rio Grande do Sul, com 584,1 mil benefícios não retirados.

Tem direito ao abono salarial quem estava inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2017, recebendo até dois salários mínimos. Além disso, é preciso que os dados do trabalhador tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os empregados da iniciativa privada sacam o abono do PIS nas agências da Caixa Econômica Federal. Os servidores públicos e empregados de estatais devem fazer a retirada em qualquer agência do Banco do Brasil. O abono salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 26 de julho de 2018.

O valor a que cada pessoa tem direito depende do tempo trabalhado formalmente no ano-base. Quem trabalhou por apenas 30 dias em 2017 pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84, o equivalente a 1/12 do salário mínimo. A quantia sobe 1/12 por mês trabalhado até atingir um salário mínimo (R$ 998), para quem trabalhou durante todo o ano.

Fonte: Agência Brasil

09 de maio de 2019

Governo quer mudar regras de saque e elevar rentabilidade do FGTS

Governo quer mudar regras de saque e elevar rentabilidade do FGTS

O secretário sinalizou ainda com a possibilidade de mudanças nas alíquotas que garantem a arrecadação do fundo -hoje, o trabalhador paga 8% de seu salário.

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, disse nesta quinta (9) que o governo Jair Bolsonaro trabalha em revisões das regras do FGTS, entre as medidas para fomentar a retomada da economia.

Alguns dos objetivos são alterar regras para saques de recursos do fundo, hoje restritas a demissões sem justa causa e casos específicos, é ampliar a rentabilidade do fundo, que está abaixo da inflação.

"O FGTS vai sofrer reformatações, incluindo mudanças em sua governança, gestão e rentabilidade", disse o secretário, em entrevista após participar da abertura do 31º Fórum Nacional, no Rio. Hoje, a rentabilidade é 3% mais TR (taxa referencial, que está zerada).

"Em termos reais, descontada a inflação, [a rentabilidade] é negativa, funciona como um imposto sobre o cidadão", completou. Segundo ele, a ideia é garantir rentabilidade real, acima da inflação, ao fundo.

O secretário sinalizou ainda com a possibilidade de mudanças nas alíquotas que garantem a arrecadação do fundo -hoje, o trabalhador paga 8% de seu salário.

Rodrigues Júnior não detalhou quais as medidas em estudo e disse que a reforma do FGTS ficará para depois da liberação de recursos do PIS/Pasep, um dos planos de curto prazo para injetar dinheiro na economia.

Nesse caso, a ideia é permitir o saque, pelos trabalhadores, de algo entre R$ 21 bilhões e R$ 22 bilhões recolhidos nos fundos em até quatro meses.

O governo está avaliando mudanças em 228 fundos públicos que existem no país com o objetivo de melhorar a eficiência na gestão dos recursos. 

"O FGTS é um fundo com mais de R$ 500 bilhões em estoque. Então mudanças serão estudadas de forma super cautelosa", disse o secretário da Fazenda.

Toffoli alerta estados sobre custo de judicialização da saúde

Toffoli alerta estados sobre custo de judicialização da saúde

No próximo dia 22 serão julgados pelo plenário do STF três recursos.

Onze governadores e um vice se reuniram com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, na manhã desta quinta-feira (9), para discutir processos que tratam de temas de saúde e que podem impactar as contas dos estados.

Em um momento de crise, eles se queixaram do excessivo ônus que recai sobre os estados com a judicialização da saúde. Nos últimos meses, governadores têm visitado o Supremo com frequência para sensibilizar os ministros de que precisam de recursos.

No próximo dia 22 serão julgados pelo plenário do STF três recursos. Um deles trata da solidariedade entre União, estados e municípios para arcar com gastos de medicamentos. O segundo discute remédios de alto custo, e o último, remédios de alto custo não registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Vão julgar os três processos, que é a questão da universalização [da saúde], dos remédios de alto custo não registrados e os de alto custo registrados, de quem é a responsabilidade, se é estado, município ou União. Alguns casos a gente entende que são [do estado]. O problema é que hoje, pelo sistema jurídico, todas as demandas estão recaindo nos estados", disse o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Segundo ele, a judicialização da saúde no ano passado gerou custos de R$ 17 bilhões, segundo cálculos repassados aos governadores pelo governo federal.

Participaram da reunião no Supremo, além de Azambuja, os governadores Flávio Dino (PC do B-MA), Fátima Bezerra (PT-RN), Waldez Góes (PDT-AP), Camilo Santana (PT-CE), Ronaldo Caiado (DEM-GO), João Azevêdo (PSB-PB), Wilson Witzel (PSC-RJ), coronel Marcos Rocha (PSL-RO), Antonio Denarium (PSL-RR) e Mauro Carlesse (PHS-TO) e o vice-governador da Bahia, João Leão (PP).

A pedido dos governadores, o ministro Toffoli anunciou que retirou da pauta de julgamentos do dia 22 uma proposta de súmula vinculante que trata da solidariedade entre os entes federativos no atendimento de saúde.

Súmulas vinculantes são verbetes editados pelo STF, com base em várias decisões da corte sobre a matéria, que devem ser observados por todo o Judiciário e por toda a administração pública.

Comissão do Congresso tira Coaf do Ministério da Justiça

Comissão do Congresso tira Coaf do Ministério da Justiça

O resultado da votação reforçou no governo o entendimento de que será preciso se aproximar do centrão para aprovar a agenda de Jair Bolsonaro.e

Em derrota do governo e do ministro Sergio Moro, a comissão do Congresso que analisa a medida provisória da reforma administrativa decidiu nesta quinta-feira (9) tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) da pasta da Justiça, transferindo-a para o Ministério da Economia.

Apesar do discurso do governo de que a permanência do órgão na Justiça era fundamental para o combate à corrupção, venceu a pressão de integrantes do centrão e da oposição, em uma nova derrota que expõe a fragilidade da base aliada do governo federal no Congresso.

Depois de três dias de sessão, a votação foi nominal: foram 14 votos a favor da mudança e 11 contra. O governo esperava manter o conselho com Moro com ao menos 15 votos na comissão.

Votaram pela mudança representantes de PP, PR, PSD, DEM, MDB, PSDB, PT, PDT e PSB.

O resultado da votação reforçou no governo o entendimento de que será preciso se aproximar do centrão para aprovar a agenda de Jair Bolsonaro.

"O centrão faz parte do congresso nacional. Temos que nos relacionar com o centrão. São representantes legítimos do povo brasileiro. São partidos políticos organizados. Vamos acabar com preconceitos, com críticas. Isso foi assim com todos os governos", disse o líder do governo no Senado e relator da MP, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Criado em 1998, o Coaf é um órgão de inteligência financeira que investiga operações suspeitas. 

O Coaf recebe informações de setores que são obrigados por lei a informar transações suspeitas de lavagem de dinheiro, como bancos e corretoras. O conselho analisa amostras desses informes e, se detectar suspeita de crime, encaminha o caso para o Ministério Público.

Durante a crise do Mensalão, ofícios do Coaf entregues à CPI dos Correios indicaram, por exemplo, grande volume de saques em espécie por parte da SMPB, empresa de Marcos Valério, o operador que abasteceu o esquema de pagamentos a políticos da base do governo petista. 

Mais recentemente, o Coaf identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 ao mesmo mês de 2017 -entraram em sua conta R$ 605 mil e saíram cerca de R$ 600 mil. A quantia foi considerada incompatível com o patrimônio do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. 


Entenda a reforma administrativa

Principais pontos

Corta de 29 para 16 o número de ministérios; cria quatro pastas com status ministerial —Casa Civil, Secretaria de Governo, Secretaria-Geral, GSI-  e dois cargos com status de ministro: advogado-Geral da União e presidente do Banco Central

Extingue o Ministério do Trabalho e distribui atribuições entre Economia, Justiça e Cidadania

Economia herda atribuições dos antigos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Cultura perde o status de ministério e vai para baixo do Ministério da Cidadania

Transfere para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas e quilombolas, antes sob Funai e Incra

Serviço Florestal Brasileiro, que fazia parte do Ministério do Meio Ambiente, vai para a gestão do Ministério da Agricultura

O que já caiu na comissão especial?

Coaf saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Economia

Funai saiu do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e foi para o Ministério da Justiça. A demarcação de terras indígenas, que estava no Incra, no Ministério da Agricultura, também foi para a Justiça

Fiscalização do governo sobre ONGs foi derrubada

Foram recriados os Ministérios da Integração Nacional e das Cidades

Foi incluído um jabuti (proposta que nada tem a ver com a MP) que limita a atuação de auditores da Receita Federal


Prazo da MP

Nessa comissão mista do Congresso, na qual participam deputados e senadores, o governo sofreu uma outra derrota nesta quinta-feira, além do caso do Coaf. O processo de demarcação de terras indígenas, que havia sido transferido para o Incra, no Ministério da Agricultura, voltará agora para a Funai, no Ministério da Justiça. A mudança foi aprovada pro 15 votos a 9.

O texto do relator da MP já estabelecia a devolução da Funai (Fundação Nacional do Índio) para o Ministério da Justiça. Pela reforma promovida por Bolsonaro no início da gestão, a fundação estava no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Ainda na comissão, foi mantido o jabuti (artigo que nada tem a ver com a matéria) que altera uma lei de 2002 e veda a investigação de crimes não fiscais por auditores fiscais. O jabuti foi incluído pelo relator a pedido do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). Foi mantido por 15 votos a 9.

"Três a zero", comemorou o líder do PP na Câmara Arthur Lira (PP-AL) ao falar com outros parlamentares sobre as três votações de destaques.

Um quarto destaque, que tirava da Secretaria de Governo o poder de monitorar a atividade de ONGs (organizações não governamentais), foi acatado pelo relator durante a sessão, sem necessidade de votação. A recriação dos Ministérios da Integração Nacional e das Cidades foi mantida.

Para que essa medida provisória não perca a validade e a reestruturação da Esplanada dos Ministérios promovida pelo presidente Bolsonaro no primeiro dia do ano seja desfeita, a MP precisa ser votada também nos plenários da Câmara e do Senado até 3 de junho -ou seja, a mudança do Coaf para a pasta da Economia, por exemplo, ainda precisa ser ratificada pelos plenários das Casas.

Integrantes de centrão, oposição e até o governo articulam na Câmara para que a MP seja votada ainda nesta quinta-feira.

"Somos favoráveis que o Coaf permaneça no Ministério da Justiça porque faz controle das atividades financeiras e é instrumento importantíssimo no combate à corrupção", disse o líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS).

Parlamentares contrários à permanência do órgão na Justiça argumentaram que manter o Coaf nas mãos de Moro poderia provocar uma superconcentração de poderes com o ex-juiz.

"Ele [Moro] conseguiu esta semana mudar uns dez votos. A mim ele não convenceu. Ele não me convenceu, como política de Estado, o que justificaria o Coaf ficar no Ministério da Justiça. Ele [o Coaf] funcionou muito bem até dezembro. De janeiro para cá, ele não funciona", disse o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (DEM-BA).

Parte do chamado centrão não quis atender ao pleito de Moro para a manutenção do Coaf no Ministério da Justiça. Líderes de partidos desse bloco chegaram a trocar integrantes que eram contra a mudança.

O centrão é formado por partidos que, apesar do discurso geral de apoio ao governo Bolsonaro, não têm se alinhado automaticamente ao presidente. São associados por bolsonaristas como a "velha política".

Inclui parlamentares de DEM, PP, PR, PTB, PRB, Pros, Podemos, Solidariedade, entre outras siglas menores —na Câmara, somam cerca de 200 dos 513 deputados federais.

"Em relação ao Coaf, nós tivemos alguns fujões, que tinham se comprometido a deixar o Coaf com o Moro e estranhamente mudaram de ideia e alguns partidos que trocaram membros para que votassem pela retirada do Coaf. Foi uma manobra que foi feita", disse a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

"Eu não consigo entender por que tanto temor de deixar o Coaf nas mãos do Ministério da Justiça. Esse temor excessivo me deixa com uma pulguenta atrás da orelha”, disse a deputada, que também afirmou que ainda é cedo para se falar em tentar virar o jogo em plenário.

Já o relator da matéria disse que o governo vai, sim, tentar reverter o placar, embora admita que será ainda mais difícil.

"Claro que [o governo] foi derrotado porque queríamos que o Coaf ficasse com o ministro Sergio Moro. Era uma matéria muito polêmica, dividia a comissão como vai dividir o plenário da Câmara e do Senado. A gente se esforçou. Tínhamos a expectativa de ter a maioria da comissão, mas acabou não ocorrendo", disse Bezerra Coelho após a sessão.

No Ministério da Economia, o entendimento é o de que a polêmica foi motivada por Moro que, desde o princípio, disse querer ter o Coaf sob seu guarda-chuva.

Moro topou largar a carreira de juiz federal, que lhe deu fama de herói pela condução da Lava Jato, para virar ministro da Justiça. Disse ter aceitado o convite de Jair Bolsonaro (PSL), entre outras coisas, por estar "cansado de tomar bola nas costas". Tomou posse com o discurso de que teria total autonomia e com status de superministro. Desde que assumiu, porém, acumula recuos e derrotas.

No mês passado, em entrevista a um jornal português, Moro comparou uma indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) a ganhar na loteria. “Seria [ir para o STF] como ganhar na loteria. Não é simples. O meu objetivo é apenas fazer o meu trabalho”, disse, ao ser questionado sobre essa possibilidade.

Questionado se o STF seria uma opção segura caso sua vida política acabe mal, Moro afirmou que atualmente “nem existem vagas” na corte. 

Pelo critério de aposentadoria compulsória aos 75 anos dos ministros do Supremo, as próximas vagas serão as de Celso de Mello, em novembro de 2020, e Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. 


Recuos e derrotas do superministro Moro

Decreto das armas

Seu primeiro revés foi ainda em janeiro. O ministro tentou se desvincular da autoria da ideia de flexibilizar a posse de armas, dizendo nos bastidores estar apenas cumprindo ordens do presidente. Teve sua sugestão ignorada de limitar o registro por pessoa a duas armas -o decreto fixou o número em quatro

Laranjas 

No caso do escândalo de candidaturas de laranjas, enquanto Moro deu declarações evasivas, dizendo que a PF iria investigar se “houvesse necessidade” e que não sabia se havia consistência nas denúncias, Bolsonaro determinou dias depois, de forma enfática, a abertura de investigações para apurar o esquema

Caixa dois 

Por ordem do Palácio do Planalto, a proposta de criminalização do caixa dois, elaborada pelo ministro da Justiça, vai tramitar separadamente do restante do projeto anticrime

Ilona Szabó 

Moro teve de demitir a especialista em segurança pública por determinação do presidente, após repercussão negativa da nomeação. Ilona Szabó já se disse contrária ao afrouxamento das regras de acesso a armas e criticou a ideia de ampliação do direito à legítima defesa que está no projeto do ministro

Comerciantes esperam boas vendas para o Dia das Mães

Comerciantes esperam boas vendas para o Dia das Mães

Para atender os filhos que deixarão para fazer as compras de última hora, as lojas do Centro irão funcionar no sábado até às 18h

Uma das datas comemorativas que mais movimenta o comércio de Teresina é o Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio. E para aproximar os consumidores, muitas lojas estão investindo em promoções e atrativos, como preços baixos, descontos, facilidade de pagamento e variedade de produtos.

Simão Pedro, gerente de uma loja de confecção e variedade, enfatiza que as expectativas são as melhores possíveis, vez que o Dia das Mães remete à figura materna e muitos querem homenagear suas mães. “Temos uma boa expectativa de vendas para essa data, justamente por ser uma data que sensibiliza a todos e sempre tem aquele que quer presentar sua mãe com algo que possa trazer satisfação e prazer”, fala. 

Segundo o gerente, desde a semana passada, a loja tem se preparado com ofertas e promoções, além de ter abastecido o estoque de mercadorias, renovando os produtos. Dentre os itens mais procurados estão os de cama, mesa e banho, além de vestuário e caçados.

“Além das ofertas e promoções que colocamos nessas datas, facilitamos o pagamento. Isso atrai bastante o cliente porque todo mundo que levar alguma coisa e não é por preço ou crédito que vai deixar de levar o presente da sua mãe. Os consumidores ainda estão tímidos em comprar os produtos, mas a tendência é que a movimentação melhore na véspera do Dia das Mães”, fala, destacando que sábado, dia 11 de maio, as lojas do Centro irão funcionar até às 18h.

Quem também tem visto uma boa movimentação nas lojas é a vendedora Socorro Silva. Ela comenta que os consumidores costumam deixar as compras para última hora, mas que já tem percebido um aumento nas vendas. De acordo com ela, que trabalha em uma loja de confecção, blusas e shorts estão entre as peças mais procuradas.

“Geralmente, os filhos já sabem o gosto e estilo de suas mães, então eles vêm direito em busca do que querem. Também acontece do filho vir com a mãe, ela escolher e ele fazer o pagamento. As vendas estão melhorando, mas devem aumentar ainda mais na sexta e no sábado, porque as pessoas sempre deixam para a última hora e como o Centro vai funcionar até mais tarde, quem não comprou no meio da semana pode aproveitar”, pontua Socorro Silva.

A estudante Jéssica Fonseca conta que está pesquisando o que dar de presente para sua mãe. A jovem explica que os preços estão dentro do esperado, mas está aguardando as promoções na véspera para ter mais desconto. “Até que não estou achando o preço tão alto, mas como eles costumam fazer promoções quando chega mais perto, eu vou esperar”, finaliza a estudante.

08 de maio de 2019

Avanço da reforma da Previdência será mais lento do que o estimado, diz S&P

Avanço da reforma da Previdência será mais lento do que o estimado, diz S&P

A S&P cortou o rating soberano do Brasil de "BB" para "BB-" em janeiro do ano passado, citando o atraso na reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer.

 A agência de classificação de risco S&P Global Ratings trabalha com um cenário para o Brasil de aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre deste ano, mas o processo deve seguir em um ritmo mais lento do que o estimado inicialmente, afirmou nesta quarta-feira (8) Lisa Schineller, diretora-executiva e analista para o rating soberano brasileiro na S&P.

"Quando rebaixamos [a nota do Brasil] em 2018 foi tendo em vista um histórico de que a reforma da Previdência é complicada e difícil, independentemente de quem ganhasse a eleição", disse. "Esperamos que haverá progresso, mas mais devagar do que o estimado inicialmente."

A S&P cortou o rating soberano do Brasil de "BB" para "BB-" em janeiro do ano passado, citando o atraso na reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer.

Schineller disse que mudar o sistema de aposentadorias é tarefa árdua em qualquer lugar do mundo, mas, em um sistema com tantos partidos como o brasileiro, torna-se ainda mais importante a articulação entre governo e parlamento.

"Estamos nos estágios iniciais. Isso [aprovar a reforma] exige uma articulação política forte e bem cuidada. É uma equipe que está procurando construir alianças de um jeito diferente, o que envolve tempo e esforço", afirmou.

Ela evitou falar em valores de uma economia mínima aceitável para que o projeto tenha impacto significativo na situação fiscal do Brasil. O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em R$ 1 trilhão em dez anos, mas o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou que R$ 800 bilhões poderia ser o piso.

Schineller destacou, porém, que a agência não vai colocar na conta apenas o montante total a ser economizado, mas também os impactos da reforma no curto e no médio prazo, o que seria definido pela regra de transição aprovada.

"Vamos olhar como vai impactar as contas fiscais no longo prazo, mas também no curto, o que vai vir com as regras de transição. Isso vai ter um papel importante. Claro que, quanto maior a economia... mas se for em 20 anos, pode não ajudar nos problemas hoje", disse.

Por isso, aprovar ou não a reforma da Previdência não teria impacto imediato na nota do Brasil, sinalizou Schineller. A perspectiva atual da S&P para o rating do Brasil é estável.

A diretora-executiva acrescenta que outras medidas são necessárias para lidar com o quadro fiscal do país. Cita como exemplos questões envolvendo gastos significativos com folhas de pagamentos e a situação dos estados, que "também é muito complicada", diz.

Além da fraqueza fiscal, pesa negativamente para o rating do Brasil a baixa dinâmica de crescimento da economia. "O crescimento do Brasil é mais fraco do que se olharmos para países em desenvolvimento equivalentes", disse Schineller. "Nossa visão é de uma recuperação lenta."

Embora ela reconheça que a aprovação da reforma da Previdência não deva gerar crescimento econômico no curto prazo, a mudança nas aposentadorias pode levar a um rápido movimento de confiança entre investidores e empresários.

Nesse sentido, Schineller apontou que a área de infraestrutura é peça chave para a retomada e destacou a agenda de privatizações e concessões do governo.

Julyana Yokota, diretora sênior para ratings de infraestrutura da S&P, diz que não houve uma ruptura nos planos de licitações entre os quase dois anos de governo Temer e a nova gestão, o que permitiu que o país desse uma boa demonstração de concessões já nos cem primeiros dias de governo.

"Agora, esperamos umas desaceleradas no paço das concessões. As próximas que estão em fase de planejamento devem tomar mais tempo", afirma, acrescentando que isso não é necessariamente ruim se as licitações forem bem planejadas.

Sobre o bate-cabeça do governo em outras áreas não ligadas à economia, como educação, por exemplo, Schineller disse que "nem todas as decisões políticas terão impacto na nota do Brasil".

IBGE: contingenciamento de recursos não atinge Censo 2020

IBGE: contingenciamento de recursos não atinge Censo 2020

A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Cordeiro Guerra, deu entrevista à Agência Brasil

A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Cordeiro Guerra, disse que o contingenciamento de recursos, que será aplicado ao órgão pelo Ministério da Economia, não vai atingir a preparação do Censo 2020. Em entrevista à Agência Brasil, ela ressaltou que o contingenciamento não significa cortes no orçamento do IBGE. “Contingenciamento não é corte. Houve esse anúncio, sim, mas eu tenho uma sinalização do ministério de que esse corte não procede para o IBGE no censo. O IBGE vai ter o contingenciamento de 22%, mas o censo, em si, não vai ter. Essa informação não procede”, afirmou.

“A medida é algo que acontece quando o governo libera os recursos aos poucos. O contingenciamento mais forte [feito pela área econômica] no início [do ano] é praxe do governo e é o que está acontecendo agora. Na questão do censo, tenho forte sinalização do Ministério da Economia de que ele vai ser poupado, então a operação segue o cronograma”, assegurou.

Para reforçar que a preparação do Censo 2020 não será comprometida pelo bloqueio na liberação de recursos orçamentários, a presidente lembrou que foram aprovadas contratações temporárias de profissionais. “São mais de 236 mil profissionais que tiveram as contratações aprovadas. Mais 400 também foram aprovados para entrar em setembro, então, a operação segue em curso e no cronograma normal de 2020”, disse Susana, acrescentando que entre os contratados estão recenseadores e supervisores em várias categorias, que compõem a operação censitária.

Exonerações

Susana Cordeiro Guerra garantiu que as exonerações dos diretores de Pesquisas, Cláudio Dutra Crespo, e de Informática, José Santana Beviláqua, não vão interferir no trabalho do Censo 2020. No lugar de Cláudio Crespo, vai assumir o demógrafo e economista Eduardo Rios-Neto. Para substituir José Santana Beviláqua, ela indicou o economista David Wu Tai. Segundo a presidente, as exonerações representam uma renovação na equipe com a qual vai trabalhar, especialmente na área de demografia. “São as duas primeiras pessoas que estou trazendo”, disse.

“O Eduardo Rios-Neto, poderia dizer que ele é de fora da casa, mas a vida inteira trabalhou em contato com o IBGE, tanto na vida acadêmica quanto na participação em comissões, inclusive na comissão do tempo. Ele participou da última, está inteiramente por dentro de todos os trabalhos e tem colaborado ativamente com a equipe técnica. A nomeação dele não vai comprometer de nenhuma forma o processo do censo”, garantiu.

Segundo o IBGE, o novo diretor de Pesquisas é professor titular aposentado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da instituição (Cedeplar/UFMG). Além disso, Rios-Neto presidiu a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) entre 1998 e 2002 e é membro titular da Academia Brasileira de Ciências. O professor também foi presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (2004-2010) e vice-presidente do comitê organizador da “Commission on Population and Development” do “Economic and Social Council” da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010. Rios-Neto é PhD em Demografia pela Universidade da Califórnia/Berkeley e pós-doutor pela Universidade do Texas-Austin.

Já o novo diretor de Informática, David Wu Tai, é funcionário do IBGE há 40 anos, onde ocupou os cargos de coordenador de Contas Consolidadas do Setor Público, Coordenador do Censo no Estado de São Paulo, chefe de Divisão de Coleta e delegado da Unidade Estadual de São Paulo. David Wu Tai foi ainda diretor-geral e coordenador operacional dos Censos e atuava como coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI). David Wu Tai preside o Comitê de Sigilo do IBGE e é graduado em Ciências Econômicas pela FAAP/SP e mestre em Administração aplicada à Economia pela FGV/SP.

A presidente nomeou ainda a atual assessora no Centro de Documentação e Disseminação de Informações, Marise Maria Ferreira, para o cargo de coordenadora-geral do CDDI.

Processo natural

Para Susana, as mudanças na equipe são um processo natural. “É uma renovação natural e faz parte de um movimento da gestão de fortalecer e potencializar o trabalho de excelência da equipe técnica do IBGE, que está em momento desafiador”, afirmou.

“Nós vamos, cada vez mais, caminhar para conseguir cumprir a missão do IBGE, da forma como ela sempre foi feita, aderindo às melhores práticas internacionais e conforme os rituais de excelência da casa. Nosso comprometimento é com a produtividade do IBGE.

07 de maio de 2019

Cartão Caminhoneiro será 'produto de mercado', diz presidente da BR

Cartão Caminhoneiro será 'produto de mercado', diz presidente da BR

A ideia inicial é permitir que os caminhoneiros comprem determinado volume de óleo diesel e possam abastecer em até 90 dias pelo mesmo preço pago na compra.

O presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, disse nesta terça (7) que o Cartão Caminhoneiro, anunciado pela Petrobras em meio à crescente insatisfação dos transportadores no início do ano, terá que ser "um produto de mercado". Segundo ele, a empresa se prepara para anunciar em breve o novo produto.

A ideia inicial é permitir que os caminhoneiros comprem determinado volume de óleo diesel e possam abastecer em até 90 dias pelo mesmo preço pago na compra. Para o governo, o produto garante maior previsibilidade na negociação de viagens pelo país.

"É produto de mercado, que tem competitividade implícita. Temos bastante certeza que vamos apresentar em breve uma proposta", disse Grisolia, em teleconferência com analistas para detalhar o lucro de R$ 477 milhões que a distribuidora registrou no primeiro trimestre.

O anúncio do Cartão Caminhoneiro, feito primeiro pela Petrobras e depois pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais, gerou temores de intervenção política na gestão da estatal. O produto foi anunciado ao mesmo tempo que a periodicidade mínima de 15 dias para reajustes no preço do diesel.

Naquele momento, uma série de rumores sobre nova paralisação dos caminhoneiros levou o governo a adotar medidas como a concessão de financiamento para caminhoneiros e o fim dos radares em rodovias federais. No início de abril, após telefonema de Bolsonaro, a Petrobras suspendeu reajuste de 5,7% no preço do diesel.

Aos analistas, o presidente da BR disse nesta terça que a companhia ainda avalia como será o funcionamento do cartão. Segundo ele, desde a greve que paralisou o país por duas semanas no fim de maio de 2018, o setor de combustíveis ficou "sensível" a demandas do setor.

"Desde a greve dos caminhoneiros, todos nós brasileiros ficamos sensíveis com relação a combustíveis e nós distribuidores de combustíveis ficamos sensíveis também. Temos a obrigação de explicar aos consumidores qual o nosso papel", afirmou.

A modelagem do cartão foi uma das principais preocupações dos analistas durante a teleconferência. Grisolia, porém, evitou antecipar detalhes. Ele acredita, porém, que a solução pode ser seguida por seus concorrentes. A BR é hoje a maior distribuidora de combustíveis do país.

A Petrobras estuda reduzir sua participação na BR, o que pode ser feito por nova oferta de ações no mercado. No fim de 2017, a estatal arrecadou R$ 5 bilhões com a transferência de 18,75% do capital da subsidiária a investidores privados.

Antes de assumir a BR, Grisolia era diretor financeiro da Petrobras. Em entrevista há três semanas, ele disse que o objetivo da estatal era reduzir sua fatia a menos de 50%. Nesta terça, ele não citou números, alegando que o processo ainda está em estudo.

Mas defendeu que o controle estatal impõe amarras à BR, citando especificamente o esforço para redução de despesas de vendas, gerais e administrativas, um dos principais focos de sua gestão.

O lucro da BR no primeiro trimestre foi 93% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo pagamento de dívidas de distribuidoras que eram controladas pela Eletrobras, item que contribuiu com R$ 181 milhões para o resultado final.

Grisolia disse que, como todas as distribuidoras de combustíveis do país, a BR terá que avaliar as oportunidades geradas pela venda de oito refinarias da Petrobras, anunciada no fim de abril. "É claro que um distribuidor tem o dever de olhar", comentou, ao ser perguntado sobre o tema.

Grande bancos briram 2,5 milhões de contas pelo celular em 2018

Grande bancos briram 2,5 milhões de contas pelo celular em 2018

Em 2018, foram abertas 2,5 milhões de contas via celular por dez bancos tradicionais, segundo a pesquisa de tecnologia bancária da Febraban.

O levantamento, que representa o uso dos canais bancários nas grandes instituições financeiras, não alcança as fintechs, que passaram por expansão acelerada no ano passado.

Só o Banco Inter abriu mais de 600 mil contas no ano passado. O Nubank, fechou 2018 com 2,5 milhões, abertura de cerca de 1 milhão no período. Atuam ainda no segmento outros bancos digitais, como o Original e o Neon.

"Eu ofereço a conta digital e várias outras contas", disse o diretor de tecnologia bancária da Febraban, Gustavo Fosse, sobre o ritmo de abertura de contas digitais dos grandes bancos.

O ano fechou com 155 milhões de contas-correntes, segundo a entidade.

Segundo a Febraban, foram efetuadas 78,9 bilhões de transações bancárias em 2018, sendo 31,3 bilhões por smartphones. 

Desse volume movimentado, apenas 3 bilhões foram efetivamente transações financeiras, como pagamentos e transferências. A grande maioria do uso de celular é para consultas.

Apenas no recorte de pagamento de contas, foram feitas 1,6 bilhões de operações, alta de 80%. Além disso, 862 milhões de transferência foram feitas pelo celular, alta de 119%.

O crescimento é menor na contratação de serviços: foram 359 milhões de operações de crédito, alta de 60% em um ano, e 14 milhões de investimentos (+36%).

No caso dos investimentos, clientes ainda utilizam mais o internet banking: em 2018, foram 94 milhões de aplicações, alta de 63%.

Outro segmento que patina na contratação digital é o de seguros: foram 1,4 bilhões de contratos fechados em 2018, apenas 4% desse montante foi por canais digitais.

Os bancos investiram R$ 19,6 bilhões em tecnologia bancária, alta de 3%. Desse montante, R$ 5,7 é considerado efetivamente investimento, sendo a maior parte enquadrado nos balanços como despesa (como profissionais especializados).

O número de agências pouco se modificou entre 2017 e 2018: fecharam o ano em 21,6 mil postos.

"O que a gente observa é que os bancos estão mantendo o número de agências, e há uma mudança muito forte no que o cliente busca na agência. Clientes estão buscando agência para operação estruturada", afirma Fosse, da Febraban.

Setores de drones movimenta R$ 1.5 bilhões em 2019

Setores de drones movimenta R$ 1.5 bilhões em 2019

Estimativa é da MundoGeo, que promove as duas maiores feiras do setor: DroneShow e Mundo GEO Connect, que acontecem no mês de junho em São Paulo

Os serviços proporcionados por diversas plataformas de coleta se informações, incluindo os drones e pela geolocalização impactam milhares de pessoas, empresas e governos auxiliando nas tomadas de decisões. Um bom exemplo disso são os aplicativos de localização, comuns nos smartphones, que ajudam bilhões de pessoas diariamente. Juntos, estes setores movimentarão no Brasil em 2019, R$ 1,5 bilhões com a geração de mais de 100 mil empregos, de acordo com dados da MundoGeo, que promove as duas maiores feiras do setor da América Latina: DroneShow e Mundo GEO Connect, que acontecem de 25 a 27 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Os drones estão cada vez mais presentes em diversos setores, como infraestrutura, transporte, agricultura, mapeamento, mineração, segurança, resgate, mídia e entretenimento, telecomunicações, inspeções industriais e prediais e muito mais. Dados da Frost & Sullivan apontam um crescimento anual mundial do mercado de 33% até 2020 – com destaque para a África e América Latina que devem apresentar um crescimento ainda maior. Segundo a consultoria PwC, o mercado global de drones pode chegar a 127 bilhões de dólares, valor que representa os setores de infraestrutura (41%); agricultura (26%); logística (10%); segurança (8%); entretenimento (7%); seguros (5%) e mineração (3%). No Brasil não tem sido diferente, destacando-se a liderança da agricultura. “O mercado de drones movimentará no país R$ 500 milhões, incluindo a receita gerada por toda cadeira produtiva do setor, formada pela comercialização dos equipamentos, tecnologia embarcada e a prestação de serviços. Essa projeção de crescimento está baseada em pesquisas do mercado local da MundoGEO, cruzadas com dados globais e comparações com números da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que registrou em 2018 um crescimento de 100% na quantidade de solicitações de registros de drones para uso profissional. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) também teve um aumento no número de solicitações de operações com drones, passando de 13 mil em 2017 para 80 mil em 2018”, explica Emerson Granemann, diretor geral da DroneShow.

Por outro lado as geotecnologias envolvendo os sistemas de posicionamento por satélite como o GPS, os diversos satélites e aviões que monitoram a terra constantemente, as plataformas de coleta de dados e análise das informações, bem como a prestação de serviços geram mais de 1 bilhão de reais em faturamento anual segundo projeções da MundoGEO baseados em dados globais do setor e pesquisas de mercado no Brasil. Um estudo global foi feito em 2013 pela consultoria Oxera encomendada pelo Google estimou um faturamento mundial do setor entre 150 e 270 bilhões de dólares.  Um recente levantamento realizado pela indiana Geospatial World, estimou que o potencial econômico deste setor no mundo pode chegar a US$ 500 bi.

“A revolução industrial 4.0 está impactando muito estes setores, criando ciclos cada vez mais rápidos de inovação, o que dificulta fazer previsões em relação ao futuro. No processamento e análise das informações existem muitas soluções que incorporam conceitos de inteligência artificial, machine learning, BigData, mobilidade autônoma e podem ser visualizadas no formato 3D via realidade virtual, como em projetos de Smart Cities, monitoramento de barragens de mineração, infraestrutura e agricultura de precisão”, diz Granemann.

Estima-se ainda que mais de 100 mil pessoas atuem no setor de drones e geotecnologia de forma direta, em funções como captura das informações – que pode ser feita por drones, satélites, aviões, estações terrestres e móveis –, processamento, visualização e análise das informações. Nesta legião de envolvidos, destacam-se geógrafos, agrimensores, cartógrafos, e muitos outros profissionais que atuam diretamente na produção da tecnologia, na coleta, processamento e principalmente na análise das informações.

Banco do Nordeste reduz juros do capital de giro

Banco do Nordeste reduz juros do capital de giro

Produto passa a ser ofertado com taxas a partir de 0,45% ao mês e até 36 meses de prazo

Com foco na realização de novos negócios e disponibilização de produtos cada vez mais competitivos, o Banco do Nordeste reduziu juros para capital de giro. A instituição passa a praticar taxas a partir de 0,45% ao mês para o produto FNE Giro, beneficiando empresas de todos os portes. Pequenas e médias empresas contam com 100% de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) nas operações de crédito, o que garante as taxas de juros mais baixas do mercado.

“Esse movimento torna nosso capital de giro ainda mais atrativo para as empresas de todos os portes em nossa área de atuação. Os empreendedores podem utilizar o recurso pagando os menores juros do mercado, com prazo de até 36 meses para quitar o empréstimo e carência de até três meses”, destaca o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim.

O crédito financia aquisição de mercadorias destinadas à constituição de estoques no comércio, aquisição de matérias-primas e insumos utilizados no processo produtivo por prestadoras de serviços e indústrias e gastos gerais para o funcionamento dos empreendimentos. Também está disponível para agroindústrias e empresas turísticas. A garantia da operação pode ser aval, fiança ou hipoteca.

Para empreendimentos que faturam até R$ 16 milhões por ano, 100% do capital de giro oferecido pelo Banco tem como fonte o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pela instituição. Para empresas de maior porte, pelo menos 80% dos recursos são do FNE.

Petrobras Distribuidora elevou em 93% lucro líquido no 1º trimestre

Petrobras Distribuidora elevou em 93% lucro líquido no 1º trimestre

Empresa avançou na busca por eficiência, reduzindo custos em SG&A e suprimentos e aperfeiçoando sua estratégia de pricing com foco na rentabilidade, recuperação de volumes e market share

Em resultado divulgado ao mercado, a Petrobras Distribuidora registrou um lucro líquido de R$ 477 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 93% sobre o mesmo período de 2018.

A margem EBITDA ajustada atingiu R$ 86/m3 (ou R$ 841 milhões), alta de 12,5% em relação à registrada em 1T18 de R$ 76/m3 (ou R$ 773 milhões), refletindo o empenho da companhia na busca pela melhoria na performance em seus negócios.

Já em relação ao lucro bruto, observaram-se acréscimos de 4,8% e 5,7% na comparação com o 1T18 e 4T18, respectivamente, em decorrência de maiores margens médias de comercialização, destacando a estratégia adotada pela companhia com maior foco na rentabilidade.

A companhia apresentou neste trimestre a receita líquida de R$ 22,432 bilhões, em linha com o 1T18 e 11,1% abaixo na comparação com o 4T18. Essa variação em relação ao 4T18 é explicada pela redução no volume de vendas (diesel e ciclo otto).

O endividamento bruto consolidado da BR alcançou no 1T19 o montante de R$ 6.375 milhões. Na comparação com o 1T18 a dívida bruta aumentou em 36,5% em razão principalmente do efeito do IFRS 16, com um reconhecimento de passivos, no trimestre, de R$ 875 milhões. Encerramos o 1T19 com dívida líquida de R$ 2.376 milhões. Na comparação com 1T18, a dívida líquida foi 30,5% inferior, devido principalmente a grande geração de caixa livre no ano e aos recebimentos relacionados aos instrumentos de confissão de dívidas firmados com as subsidiárias da Eletrobras.


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Empresa realiza seleção de profissionais em Teresina

Empresa realiza seleção de profissionais em Teresina

Os interessados devem comparecer ao Balcão do Trabalhador nesta quarta e quinta-feira, dias 8 e 9, de 7h30 a 13h30 .

O Balcão do Trabalhador está intermediando a seleção de profissionais para uma grande empresa do ramo hortifruti sediada na capital. As oportunidades são para analista comercial, assistente comercial, auxiliar de depósito, conferente, estoquista, fiscal de prevenção de perdas e gerente comercial. Os interessados devem comparecer ao Balcão do Trabalhador nesta quarta e quinta-feira, dias 8 e 9, de 7h30 a 13h30 e apresentar os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de escolaridade, comprovante de endereço com CEP e currículo atualizado.

O Balcão do Trabalhador fica localizado na Rua Firmino Pires, número 379, Centro Sul, no Edifício Saraiva Center (mesmo prédio do IPMT). Para informações, os interessados também podem ligar para o telefone 3215-7814.

“Estamos realizando, através do Balcão do Trabalhador, mais uma seleção de profissionais. Dessa vez, uma grande empresa do ramo hortifrutigranjeiro está contratando e o trabalhador teresinense não pode perder essa oportunidade”, pontua o presidente da Fundação Wall Ferraz, Scheyvan Lima.

Criado em 2014, o Balcão do Trabalhador é um projeto da Fundação Wall Ferraz, que tem como objetivo prestar orientação profissional e intermediar vagas de emprego junto ao empresariado para a população teresinense. Através de parcerias com empresas privadas já encaminhou centenas de pessoas para o mercado de trabalho, além de realizar atendimento e orientação profissional para os alunos, com palestras, cursos e workshops.

Pré-requisitos:

Analista Comercial

- Ensino superior em Administração, Contabilidade ou áreas afins;

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

- Conhecimentos: processos comerciais, marketing, nota fiscal e excel avançado;

Assistente comercial

- Ensino superior em Administração ou áreas afins;

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

- Conhecimentos: processos comerciais, nota fiscal e excel avançado;

Auxiliar de depósito

- Ensino médio completo;

- Conhecimentos: armazenagem, estoque, conferência, contagem e separação de mercadorias e produtos;

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

Conferente

- Ensino médio completo;     

- Conhecimentos: conferência, contagem e separação de mercadorias e produtos;

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

Estoquista

- Ensino médio completo; 

- Conhecimentos: armazenagem, estoque e depósito;                     

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

Fiscal de prevenção de perdas

- Ensino médio completo;                 

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

Gerente comercial

- Ensino superior em Administração, Gestão comercial ou áreas afins;

- Conhecimentos: gerenciamento de vendas e gestão de equipes;

- Experiência desejável de no mínimo 6 meses na função solicitada;

04 de maio de 2019

Motoristas de aplicativo poderão inscrever-se como microempreendedor

Motoristas de aplicativo poderão inscrever-se como microempreendedor

Ministério da Economia confirmou que medida está em estudo

O Ministério da Economia confirmou hoje (3) que estuda um decreto para regulamentar a exigência de inscrição de motoristas de aplicativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Lei 13.640, do ano passado, que regulamentou a profissão, servirá como base para os estudos.

A pasta pretende abrir a possibilidade de que o motorista autônomo se inscreva como microempreendedor individual (MEI), que paga alíquota menor, de 5% do salário mínimo. Nesse caso, ele receberá um benefício menor, limitado a um salário mínimo, desde que contribua por pelo menos 15 anos e tenha idade mínima de 60 anos (mulheres) e 65 anos (homens).

O motorista de aplicativo também pode escolher pagar alíquotas de 20% sobre o faturamento como contribuinte individual. Nesse caso, o profissional autônomo terá direito a um benefício maior que o salário mínimo.

Nas duas situações, o motorista não receberá apenas a aposentadoria, mas terá direito a outros benefícios, como auxílio-doença, licença maternidade (para motoristas mulheres), aposentadoria por invalidez e auxílio-reclusão. Apenas o seguro-desemprego está fora da lista porque o trabalhador contribuirá como autônomo, não como funcionário de uma empresa.