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Notícias Economia

30 de maio de 2019

Rede de fast food realiza Dia Drive em Teresina

Rede de fast food realiza Dia Drive em Teresina

Em sua terceira edição, a ação reforça a conveniência do serviço, que recebeu mais de 58 milhões de motoristas nos cerca de 430 restaurantes com Drive no país.

Sabia que o primeiro Drive-Thru do McDonald´s no Brasil foi inaugurado há 35 anos, em São Paulo? São mais de três décadas oferecendo o serviço de qualidade aos motoristas, que encontram conveniência, comodidade e seus sanduíches favoritos em um só lugar. Em 2019, a comemoração também vem associada à terceira edição do Dia Drive, que acontece nesta quinta-feira (30) com ações especiais: na compra de qualquer McOferta o cliente poderá levar um McFlurry por apenas R$ 2,90. Além disso, quem acessar o aplicativo conseguirá resgatar cupons de desconto para a compra de um McShake + McNuggets (6 unidades) por R$ 14,90*.

O #PassaNoDrive já é rotina para diversos motoristas. Em 2018, mais de 58 milhões de pessoas foram atendidas nos cerca de 430 restaurantes com Drive-Thru no país. O Drive campeão de visitas é do restaurante no Rio Grande do Sul, que fica na Rua São Manoel, em Porto Alegre – no ano passado, ele recebeu cerca de 340 mil veículos.

“Popularizamos o conceito Drive-Thru no Brasil e nossa operação mostra a grandiosidade do serviço hoje, pois atendemos o equivalente a 1/4 da população brasileira apenas no ano passado. Por isso, reforçar a conveniência que o Drive traz para o consumidor é muito importante para nós. Convidamos a todos a fazerem parte da ação em nossos restaurantes e desfrutarem de uma refeição com produtos de qualidade e, acima de tudo, sem abrir mão da comodidade”, declara Ricardo Guedes, Diretor Regional de Operações.

Conheça algumas curiosidades do Drive-Thru do McDonald’s:

  •   Nos últimos dois anos, o Drive da Avenida Silva Só, em Porto Alegre, foi o que recebeu mais veículos no país.
  •   Em outubro de 2018, McDonald´s e Sem Parar iniciaram uma parceria de sucesso. Por ela, os motoristas que possuem o sistema de pagamento automático instalado no carro conseguem realizar a compra de forma ainda mais rápida e prática. Todos os Drive-Thru da rede no estado de São Paulo já possuem essa comodidade. Em breve, a novidade deve chegar a outros mercados. É só aguardar!
  •   O maior Drive-Thru da América Latina, em área construída, é o da rua Henrique Schaumann, em São Paulo. O restaurante possui pista dupla e é uma opção para os clientes escaparem do trânsito da cidade para realizar seus pedidos de maneira ainda mais ágil. 

28 de maio de 2019

Economia preocupa porque 2º trimestre não começa bem

Economia preocupa porque 2º trimestre não começa bem

Membros da equipe do Itaú reforçam que os dados ainda são bastante preliminares, mas projetam, por enquanto, um ligeiro avanço de 01,% na atividade do período.

O Itaú Unibanco revisou recentemente sua expectativa de crescimento brasileiro em 2019, para 1%, projetando que o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, que será divulgado nesta quinta-feira (30), recue 0,2%. Mas a equipe econômica do banco já se preocupa também com o período subsequente.

"A preocupação nossa com 2019 não é só o primeiro trimestre ruim, é que o segundo trimestre não começa com uma cara muito boa", disse Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, a jornalista nesta terça-feira (28).

Membros da equipe do Itaú reforçam que os dados ainda são bastante preliminares, mas projetam, por enquanto, um ligeiro avanço de 01,% na atividade do período. 

O economista Luka Barbosa cita como exemplos negativos dados sobre a produção de açúcar na primeira quinzena de maio apontando para baixo e também o nível de confiança empresarial. As expectativas desse grupo para o futuro recuaram em abril, segundo indicador da FGV . 

"A visão do segundo trimestre ainda é preliminar, mas, aos poucos, os dados que já conseguimos ver estão indicando fraqueza", diz Barbosa.

Considerando a projeção do banco de queda para o PIB no primeiro trimestre , se o Brasil apresentar um crescimento trimestral anualizado já a partir do segundo período de 2% -ou seja, 0,5% por cada três meses seguintes-, o Itaú estima que o avanço do PIB neste ano seria de 0,9%, abaixo dos 1,1% de 2018.

"Está com cara que ficará abaixo desses 2%", afirmou Barbosa.

Caso o crescimento trimestral anualizado subisse para 3%, o PIB fecharia o ano com alta de 1,3%. "A economia teria que acelerar muito e muito rápido para chegar no 1,3%. Tirando a divulgação recente do Caged [que apontou criação de 129,6 mil vagas formais em abril], a maioria dos dados está sendo fraco", diz Mesquita.

Com a atividade fraca e uma inflação controlada ao longo do ano, o banco vê espaço para um corte na Selic (taxa básica de juros) já em 2019, dos atuais 6,5% ao ano para uma nova mínima histórica de 5,75%. 

Isso depende, no entanto, do encaminhamento da reforma da Previdência. O banco projeta que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) será aprovada no segundo semestre do ano com 50% a 75% do que foi proposto pelo governo -um economia em dez anos algo entre R$ 670 bilhões e R$ 900 bilhões, ante R$ 1,2 trilhão do projeto original.

"Dado o comportamento da inflação e a perspectiva, o Banco Central terá condições de reduzir a Selic de novo a partir de setembro. Não é isso que tem sido comunicado pelo BC, que vai mais no sinal de manutenção de taxa. Mas até setembro tem chão", diz Mesquita.

Mexer na Selic deve acontecer de forma gradual, aponta a equipe, porque seu patamar baixo tem deixado o câmbio mais sensível às movimentações dos juros.

Questionado sobre o pacto entre presidentes do Executivo, Legislativo e Judiciário, Mesquita afirmou que a medida terá impacto se for acompanhada por avanço na tramitação da reforma da Previdência. "Se for só um pacto...", disse.

Mais cedo, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) afirmou que os representantes dos três poderes assinariam uma espécie de pacto com metas e intenções  em resposta às reivindicações feiras durante as manifestações do final de semana.

Para Mesquita, além do pacto, o STF (Supremo Tribunal Federal) tem outras decisões importantes para a economia brasileira pela frente, relacionadas, por exemplo, a esclarecimentos de trâmites para privatizações e sobre a lei de responsabilidade fiscal. "Isso [o pacto] tem até potencial, claro que o entendimento, respeitando a separação dos poderes, é positivo. Mas o importante é que as coisas comecem a andar", afirmou.

O clima para aprovar mudanças na aposentadoria não dependeria apenas do apoio da população -que, segundo o Itaú, tem sido mais explícito-, mas também "da capacidade de articulação do governo, e aí tem uma curva de aprendizado", disse Mesquita.

Sobre o desempenho do governo neste início de ano, o economista-chefe disse não atribuir "por hora, nem o ônus, nem o bônus". "Tivemos algo positivo que foi a queda de alguns indicadores de violências e homicídio e, por outro lado, o desapontamento com o PIB. Ambos têm mais a ver com decisões tomadas antes do governo atual. Os efeitos das decisões deste governo serão vistos mais para o final deste ano ou início do próximo", afirmou.

Renegociação de dívidas da Caixa deixa de fora crédito imobiliário

Renegociação de dívidas da Caixa deixa de fora crédito imobiliário

As informações foram dadas pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, em entrevista coletiva.

 A renegociação de dívidas anunciada pela Caixa Econômica Federal  e que começa a vigorar nesta terça-feira (28) não incluirá débitos com garantia, como crédito habitacional, e também exigirá que o cliente tenha em mãos o dinheiro para pagar o valor acertado com o banco.

As informações foram dadas pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, em entrevista coletiva. Ele explicou que a escolha por contratos sem garantia se deu porque os atrelados a um bem, como imóveis, podem ser retomados pela instituição financeira.

A campanha vai durar 90 dias a contar a partir desta terça e abrangerá contratos lançados a prejuízo pela instituição financeira, ou seja, com atraso acima de 360 dias. As dívidas devem estar vencidas até quatro anos.

"Isso garante que a Caixa não tenha perda. Não vamos renegociar com quem ainda tem um período onde o crédito está no balanço. Todos os créditos renegociados estão fora do balanço", afirmou Guimarães, que ressaltou ainda que os contratos não podem ter suspeita de fraude.

Apesar de estarem de fora nessa primeira campanha, o crédito habitacional deve ganhar uma renegociação própria, que será anunciada pelo banco nas próximas semanas, segundo o presidente.

As dívidas têm valor entre R$ 50 e R$ 5 milhões. Segundo o banco, 69% dos clientes pessoas físicas possuem dívida até R$ 500. De R$ 500 a R$ 1.000 são mais 500 mil, enquanto 100 mil clientes devem de R$ 1.000 a R$ 2.000. São 2,629 milhões de pessoas físicas e 319.960 pessoas jurídicas. Até 60% dos clientes têm renda até R$ 1.500, e outros 23% têm renda de até R$ 3.000.

O banco vai oferecer desconto de 40% a 90% -o médio deve ficar em torno de 86%. O valor vai ser definido a partir do perfil do cliente -faixas com mais dificuldade de quitar a dívida receberão abatimento maior.

Pelas contas de Guimarães, se todos os clientes pagassem, o banco recuperaria R$ 4,1 bilhões. Mas ele trabalha com um número menor, de R$ 1 bilhão.

Inicialmente, o pagamento só poderá ser feito à vista, mas Guimarães afirma que, se perceber que os clientes estão com dificuldade de quitar em uma só vez a dívida, poderá pedir ao conselho de administração e à assembleia de acionistas autorização para oferecer o parcelamento do débito.

O banco vai consultar o cliente para saber qual a melhor forma de enviar o boleto.

A iniciativa deve ajudar a melhorar as contas do banco, que tem adotado outras medidas para aumentar sua lucratividade, como o programa de demissão voluntária que deve cortar 3.500 postos de trabalho na Caixa.

É uma aposta também para ajudar a reativar a economia, em meio a uma enxurrada de notícias negativas para o governo no campo econômico e político. Nas últimas 13 semanas, analistas e economistas têm reduzido a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019 -começou o ano em 2,53%, mas já está em 1,23%.

Dois em cada dez usuários usa cheque especial todos os meses

Dois em cada dez usuários usa cheque especial todos os meses

O cheque especial é a linha mais cara do sistema financeiro nacional, com juro médio de 312,6% ao ano em 2018.

Quem cai no cheque especial pelo menos uma vez tende a voltar a usar a linha nos meses seguintes. O Banco Central apontou que, em 2018, quase 20% dos usuários do crédito, o mais caro do sistema financeiro, usaram o limite da conta-corrente todos os meses do ano.

Além disso, mais de 50% das pessoas que caíram no cheque especial usaram o crédito por pelo menos seis meses. Os dados fazem parte do Relatório de Economia Bancária do BC, divulgado anualmente.

Na média, a dívida no cheque especial era de R$ 1.310 em dezembro do ano passado, que gerava um gasto médio mensal de R$ 136.

O cheque especial é a linha mais cara do sistema financeiro nacional, com juro médio de 312,6% ao ano em 2018.

Apesar da queda da taxa Selic, a dívida de quem usa a linha ficou 5,9% mais cara em 12 meses.

O BC também mostrou que a maior fatia de usuários do cheque especial (44%) ganha até dois salários mínimos. Quando considerados os brasileiros que ganham até cinco salários, a fatia vai a 77,4%.

O Banco Central tentou encontrar uma relação entre uso do cheque especial e baixa escolaridade, apontando que o uso da linha se concentra entre os brasileiros com ensino médio completo (46,3%).

Entre as pessoas que usam o limite da conta-corrente, 12% tem a linha como a principal dívida. Apenas 7% tem como único crédito em aberto o cheque especial.

A inadimplência é uma das mais altas do sistema financeiro, superando 15,4%.

Para o BC, há espaço para a redução da taxa de juros da linha. Em um cálculo que considera custo do dinheiro, inadimplência e provisões para cobrir esses possíveis calotes, o órgão afirmou que "as taxas desse instrumento são elevadas".

Segundo BC, o cheque especial responde por menos de 1% de todos os empréstimos do sistema bancários, mas gera 10% da margem de juros (já descontada a provisão contra calotes) com empréstimos no sistema bancário. 

27 de maio de 2019

Contas externas têm saldo negativo de US$ 62 milhões em abril

Contas externas têm saldo negativo de US$ 62 milhões em abril

De janeiro a abril, o déficit chegou a US$ 8,225 bilhões, contra US$ 9,062 bilhões em igual período do ano passado.

O déficit em transações correntes —compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações— chegou a US$ 62 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (27), pelo Banco Central (BC).

O resultado ficou próximo do registrado em igual mês de 2018: déficit de US$ 61 milhões. As informações são da Agência Brasil.

De janeiro a abril, o déficit chegou a US$ 8,225 bilhões, contra US$ 9,062 bilhões em igual período do ano passado.

Entre os dados das contas externas está a balança comercial, que registrou superávit de US$ 5,539 bilhões, em abril e acumulou US$ 14,899 bilhões, nos quatro meses do ano.

Por outro lado, a conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 3,019 bilhões, em abril, e de US$ 9,707 bilhões, no primeiro quadrimestre.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 2,854 bilhões no mês passado e em US$ 14,324 bilhões, em quatro meses.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 272 milhões, em abril, e de US$ 906 milhões, em quatro meses.

Em abril, o resultado negativo para as contas externas foi totalmente coberto pelos IDPs (investimentos diretos no país). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 6,957 bilhões.

Em igual mês de 2018, esses investimentos chegaram a US$ 2,970 bilhões. No primeiro quadrimestre, esses investimentos totalizaram US$ 28,069 bilhões, contra US$ 23,892 bilhões em igual período do ano passado.

Inadimplência não cai, apesar de limite no rotativo do cartão

Inadimplência não cai, apesar de limite no rotativo do cartão

Há dois anos, instituições financeiras foram obrigadas pelo BC (Banco Central) a reduzir o tempo que deixavam consumidores rolando a dívida no cartão de crédito.

A regra do rotativo do cartão de crédito que limita o uso dessa linha por mais de um mês não foi suficiente para reduzir seu uso nem a inadimplência de consumidores.

Há dois anos, instituições financeiras foram obrigadas pelo BC (Banco Central) a reduzir o tempo que deixavam consumidores rolando a dívida no cartão de crédito. 

A expectativa era que a medida reduzisse o número de calotes e, por consequência, abrisse espaço para cortes nos taxas de juros cobradas.

Na época, o rotativo do cartão de crédito tinha o maior custo do sistema financeiro.

Os juros efetivamente passaram por uma redução. A taxa média caiu da faixa de 500% ao ano para os atuais 300%.

Mensalmente, porém, ingressa no rotativo o mesmo volume de recursos, ou seja, de pessoas que não têm dinheiro para quitar integralmente a fatura, pagam apenas uma parte da dívida e pedalam o saldo para o mês seguinte.

Também é parecido o volume que vai imediatamente para calote, quando o cliente não paga nem o valor mínimo.

"O rotativo tem essa característica de curtíssimo prazo. Não vejo como problema o fato de ele não ter caído, mas como oportunidade de explicar que clientes têm outras opções que podem ser escolhidas antes", diz Marcelo Kopel, diretor de cartões do Itaú.

Entrar no rotativo continua sendo um indicativo de que o consumidor terá dificuldade de quitar a dívida: a inadimplência segue ao redor de 35%, o mais alto percentual do mercado. É maior que o calotes do cheque especial (13%), que atualmente tem o juro mais elevado -322% ao ano.

Os bancos afirmam que parte do alto spread (a diferença entre o custo para captar recursos e o juro cobrado em empréstimos a clientes) se deve à necessidade de cobrir a elevada inadimplência.

Linhas com maiores perdas por calotes deveriam, portanto, ter juros mais caros.

A redução do juro do rotativo ocorreu descolada da inadimplência, logo após a adoção das novas regras.

"A medida do BC não foi feita para reduzir inadimplência. Foi feita com a expectativa de que a queda na inadimplência poderia levar à queda do juro", afirma Ricardo Vieira, presidente da Abecs (associação da indústria de cartões).

"Como houve uma migração forte para o parcelamento, que tem taxa e inadimplência menores, isso viabilizou a taxa de juros no patamar que está. Ela é a necessária para manter o equilíbrio", diz ele.

A migração forçada para o parcelamento fez o uso da linha dobrar em dois anos. Na prática, os bancos conseguem co- brar juros sobre um volume maior de crédito. Com isso, compensam a virtual perda de receita que era gerada sobre o rotativo, mesmo com calotes.

Também houve alta sistemática do juro médio cobrado de clientes que parcelam a fatura: fechou março com custo médio de 178% ao ano.

Os juros, também considerados elevados, contrastam com a inadimplência dessa linha, que é de apenas 3,2%. É a mesma registrada em financiamento a veículos, mas quem toma crédito para comprar um carro paga, em média, juros de 21,4% ao ano.

Vieira diz que a discrepância ocorre pela natureza do uso do cartão de crédito no país.

O banco oferece o limite de crédito para clientes no cartão, que só pagam juros sobre 25% do valor usado do limite. Os outros 75% são compras à vista, pagas no vencimento da fatura, e parcelamentos em 10 vezes sem juros. Em outros países, como Estados Unidos, a proporção é inversa.

"Se olhar 100% do volume transacionado, estamos falando de juro de 4,4% ao mês, mas só 25% é financiado", sustenta o executivo da Abecs.

Além da receita de juros, os bancos ganham ainda um percentual de cada compra feita  pelos consumidores e com a anuidade do cartão.

A indústria defende também que a estabilidade do uso do rotativo indicaria na verdade, proporcionalmente, uma redução do uso dessa modalidade, já que o uso do cartão de crédito está crescendo.

Nos resultados do primeiro trimestre deste ano, os quatro grandes bancos de capital aberto do país (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) mostraram alta nas concessões de crédito via cartão.

Isso indica que as instituições estão mais dispostas a financiar clientes pela linha, apesar de ser mais arriscada.

"Não se pode pensar que o cartão é usado para consumo de supérfluos. Hoje, de 80% a 90% da fatura são de coisas que têm para pagar do dia a dia", afirma Wellington Lopes de Souza, professor de finanças do Ibmec SP.

Inflação da construção cai para 0,09% em maio

Inflação da construção cai para 0,09% em maio

A taxa é menor que a de abril (0,49%). O INCC-M acumula 1,36% no ano e 4,09% em 12 meses.

Índice Nacional de Custo da Construção–M  (INCC-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) , registrou inflação de 0,09% em maio.

A taxa é menor que a de abril (0,49%). O INCC-M acumula 1,36% no ano e 4,09% em 12 meses.

A taxa referente aos materiais e equipamentos ficou em 0,2%. O item que mais influenciou o índice foi o material para pintura, com alta de preços de 0,63%. Já os serviços tiveram 0,09%.

A taxa referente à mão de obra variou apenas 0,01%. A mão de obra especializada foi a que registrou maior variação (0,04%).

Projeção de crescimento da economia em 2019 cai pela 13º vez seguida

Projeção de crescimento da economia em 2019 cai pela 13º vez seguida

O mercado financeiro segue reduzindo a estimativa de crescimento da economia este ano.

 Pela 13ª vez seguida, caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,24% para 1,23%. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC).


Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 4,07% este ano, em 4%, em 2020, e em 3,75%, em 2021 e 2022.

A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção permanece em 7,25% ao ano. Para o fim de 2021, a previsão foi mantida em 8% ao ano e para o final de 2022, segue em 7,50% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e de 2020.

26 de maio de 2019

Livro explora armadilhas de comportamento que levam a gasto por impulso

Livro explora armadilhas de comportamento que levam a gasto por impulso

O livro "A Psicologia do Dinheiro" deve chegar às livrarias na primeira semana de junho, mas já está em pré-venda.

Uma pessoa que tem uma ótima relação com o dinheiro é aquela que não é afetada por forças externas, que sabe exatamente o que quer para sua vida e que faz escolhas corretas pensando tanto no hoje quanto no amanhã. Essa pessoa não existe.

A afirmação é de Dan Ariely, professor de economia comportamental e psicologia na Universidade Duke e colunista do jornal Folha de S.Paulo. 

Em passagem por São Paulo, ele comentou alguns pontos do seu mais recente livro, "A Psicologia do Dinheiro", uma parceria com o comediante e especialista em finanças e política Jeff Kreisler. A obra deve chegar às livrarias na primeira semana de junho, mas já está em pré-venda.

No início da obra, Ariely e Kreisler afirmam que não a propõem como um guia de educação financeira, mas sim como um compilado sobre erros comuns na relação entre ser humano e dinheiro.

São situações que, em um primeiro instante, podem parecer triviais e óbvias, mas que, se olhadas por diferentes ângulos, permitem interpretações curiosas sobre como emoções inflam ou murcham valores.

É o caso do comportamento bastante comum de categorizar o dinheiro e fazer contas de cabeça para dar significados e justificativa a valores, o que os autores chamam de contabilidade mental.

Um exemplo dado por eles é o da perda de um ingresso de teatro que custou R$ 100. Se quem adquiriu o bilhete o perde e percebe isso só quando chega ao teatro, dificilmente vai pagar por uma nova entrada e desiste de ver a peça.

Porém, se uma pessoa decide ver uma peça, mas deixa para comprar o ingresso na hora e, ao abrir sua carteira, percebe que perdeu uma nota de R$ 100 dos R$ 200 que tinha, ela deixa de assistir ao espetáculo? Segundo os autores, a maioria das pessoas pagaria mesmo assim. "Afinal, o que perder uma nota tem a ver com ir ao teatro?", questionam os autores.

Apesar de as reações serem distintas, Ariely e Kreisler lembram que as situações são semelhantes: em ambas há um plano de assistir a um espetáculo e a perda de um papel no valor de R$ 100.

Casos reais ou "baseados em fatos reais" são apresentados  nos dez tópicos distribuídos ao longo de duas das três partes do livro (a última parte fica reservada a conselhos).

Um dos tópicos refere-se a custos de oportunidade -o que se deixa de lado ao comprar outra coisa-, que costumam ser ignorados diariamente nas transações.

Outro trata da questão das promoções e da relatividade dos preços -uma camisa de R$ 200 ter desconto de R$ 80 soa bem, mas é preciso considerar que seu preço de R$ 120 pode ser alto em relação a outras camisas, na explicação dos autores.

Engana-se, contudo, quem pensa que, ao ler a obra e conhecer os cenários que engatilham comportamentos errados, passará a ter ótima relação com o dinheiro. Para Ariely, isso não existe.

"O que faz dos nossos comportamentos melhores são as regras. Eu, por exemplo, tento usar um cartão de débito pré-pago para todos os meus gastos discricionários. Esse mecanismo me ajuda, mas isso não quer dizer que eu tenha ótima relação com o dinheiro."

Sobre o aumento de livros relacionados a finanças e economia comportamental nos últimos anos, Ariely diz que isso decorre do interesse despertado pela preocupação com o aumento da longevidade e dos sistemas de aposentadorias insustentáveis.

Mas, quando lhe foi perguntado se o aumento do interesse por educação financeira aprimoraria a relação das pessoas com o dinheiro, ele se mostrou pessimista.

"Acredito que só vai piorar. Porque a expectativa de vida vai continuar a crescer, e as seguranças de trabalho cairão com a indústria 4.0 roubando cada vez mais empregos. Então teremos vidas mais longas e mais desemprego: é isso que o futuro nos guarda."

25 de maio de 2019

Petróleo e dólar aliviam pressão sobre contas públicas brasileiras

Petróleo e dólar aliviam pressão sobre contas públicas brasileiras

Royalties sustentaram crescimento da arrecadação em abril.

Um dos principais fatores pressionando a inflação nos últimos meses também ajuda a aliviar as contas públicas. A alta do petróleo no mercado internacional e a valorização do dólar começaram a inflar as receitas do governo em meio à queda da arrecadação de alguns tributos.

Em abril, conforme informou a Receita Federal na última quinta-feira (23), a arrecadação federal cresceu 1,28% acima da inflação na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Esse crescimento, no entanto, foi inteiramente sustentado pelas receitas não administradas pelo Fisco, que renderam R$ 11,03 bilhões no mês passado, contra R$ 8,421 em abril de 2018.

Quase a totalidade desses recursos não administrados pelo Fisco compõe-se dos royalties de petróleo. Sem essas receitas extras, a arrecadação teria caído 0,34% em abril em relação a abril do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“A produção tem mostrado crescimento e o preço do barril de petróleo e o câmbio têm favorecido a elevação do pagamento das participações”, disse o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, ao explicar a arrecadação de abril.


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Alívio

A cotação do barril do petróleo do tipo Brent encerrou a última sexta-feira (24) em US$ 68,69, com alta de 36,1% desde 26 de dezembro do ano passado, quando estava em US$ 50,47 e atingiu o nível mais baixo desde agosto de 2017.

A valorização, que se reflete em preços mais altos dos combustíveis, tem ajudado o governo a reduzir o risco de descumprir as metas fiscais.

Divulgado na quarta-feira (22), o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, não incluiu a elevação do preço do petróleo nas estimativas oficiais de receita.

O relatório, revisado a cada dois meses, elevou o preço médio do barril de US$ 65,4 para US$ 65,5. A estimativa da arrecadação de royalties em 2019 saltou de R$ 61,7 bilhões para R$ 65,3 bilhões, mas a alta deve-se ao pagamento de uma dívida de R$ 3,6 bilhões da Petrobras para a União.

“Durante esta semana, a cotação do barril do tipo Brent chegou a US$ 71. Se o preço continuar assim até o fim do ano, podemos revisar para cima a estimativa de receitas”, disse o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Contingenciamento

Para evitar um novo contingenciamento em maio, o governo usou parte de uma reserva de emergência, liberando recursos para os Ministérios da Educação e do Meio Ambiente.

O secretário de Fazenda também lembrou que a cessão onerosa da Petrobras, que ainda não está incorporada ao relatório, deve render R$ 74,8 bilhões ao Tesouro Nacional, quantia que posteriormente será repartida com estados.

Ele, no entanto, lembrou que as receitas com o petróleo são atípicas e defendeu a aprovação da reforma da Previdência para garantir o cumprimento da meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões.

“Nossas estimativas são bem conservadoras. Ainda não está incluída a cessão onerosa [transação entre a Petrobras e o Tesouro por causa da descoberta de novos barris na camada pré-sal] nem as reformas estruturais. Quando a reforma da Previdência for aprovada, a gente vai refazer as projeções, com melhores números”, explicou Rodrigues ao detalhar o relatório.

BNDES firma acordo para modelagem técnica de privatizações no RS

BNDES firma acordo para modelagem técnica de privatizações no RS

A parceria foi firmada neste sábado (25), em Gramado (RS), durante encontro do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), fórum que reúne governadores do Sul e do Sudeste.

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), assinaram acordo de cooperação técnica para a implementação de projetos de desestatização no estado. 

A parceria foi firmada neste sábado (25), em Gramado (RS), durante encontro do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), fórum que reúne governadores do Sul e do Sudeste.

O secretário da Fazenda do RS, Marco Aurelio Cardoso, afirmou que o acordo não envolve financiamento direto do BNDES. O que o banco irá fazer é a contratação de consultores para fazer estudos e modelagem técnica para processos de privatizações, concessões e PPPs (arcerias público-privadas) para o estado.

"Não se trata de financiamento ao estado, mas sim de uma cooperação técnica, porque são processos bastantes complexos. Do ponto de vista técnico, o BNDES tem uma experiência enorme nessa área", disse.


Marco Aurélio Cardoso, secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul - Foto: Agência Brasil

No dia 7 de maio, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, em segundo turno, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que retira da Constituição estadual a obrigatoriedade da realização de plebiscito para a venda das companhias estatais de energia elétrica (CEEE), mineração (CRM) e gás (Sulgás).

A medida abre caminho para que o governador encaminhe um novo projeto pedindo autorização para a privatização das empresas, o que ainda não ocorreu.

Cardoso afirmou que o acordo com o BNDES irá auxiliar na modelagem dessas privatizações, além de contribuir para processos futuros.

"A cooperação não será somente nessas empresas, uma vez, é claro, aprovada a privatização pela assembleia, mas também para parcerias na área de saneamento, em que temos estudos para novas concessões, o que vai ser feito com o controle acionário da Corsan [Companhia Riograndense de Saneamento] do ponto de vista de uma abertura de capital, não de uma privatização, e também de novas concessões rodoviárias, metroviárias, na área de logística", afirmou.

Na cerimônia de assinatura, o governador disse que o acordo vai contribuir para que o estado consiga realizar projetos que ele considerou fundamentais para a retomada do desenvolvimento.

Levy, do BNDES, disse que o acordo demonstra o que o Rio Grande do Sul está interessado em implementar parcerias que valorizem seus ativos.

24 de maio de 2019

Abril tem a maior criação de emprego formal para o mês desde 2013

Abril tem a maior criação de emprego formal para o mês desde 2013

Serviços e indústria de transformação puxaram abertura de vagas

Beneficiada pelos serviços e pela indústria, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em abril, o maior nível para o mês em seis anos. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, 129.601 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em abril de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 196.913. A criação de empregos totaliza 313.835 de janeiro a abril e 477.896 nos últimos 12 meses.

Na divisão por ramos de atividade, todos os oito setores pesquisados criaram empregos formais em abril. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 66.290 postos, seguido pela indústria de transformação (20.470 postos). Em terceiro lugar, vem a construção civil (14.067 postos).

O nível de emprego aumentou na agropecuária (13.907 postos); no comércio (12.291 postos), na administração pública (1.241 postos); nos serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento (867 postos) e extrativismo mineral (454 postos).

Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em abril, por causa do início das safras e do aquecimento da indústria e dos serviços.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelos atendimentos médicos, odontológicos e veterinários, com a abertura de 20.589 postos formais; seguido pelo comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, com 13.023 vagas. Na indústria de transformação, a criação de empregos foi impulsionada pela indústria de produtos alimentícios e de bebidas (9.884 postos); pela indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (7.680 postos) e pela indústria têxtil (1.845 postos).

Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em abril. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 81.106 postos, seguido pelo Nordeste (15.593 vagas) e pelo Centro-Oeste (15.240 vagas), influenciado pela safra. O Sul criou 14.570 postos, e o Norte registrou 3.092 vagas a mais no mês passado.

Na divisão por estados, 23 unidades da Federação geraram empregos e quatro demitiram mais do que contrataram. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 50.168 postos), em Minas Gerais (22.348), no Paraná (10.653) e na Bahia (10.093). Os estados que registraram o fechamento de vagas formais foram Alagoas (-4.692 postos), Rio Grande do Sul (-2.498), Rio Grande do Norte (-501) e Pará (-25).

Preços de alimentos estabilizam e inflação cede, indica prévia

Preços de alimentos estabilizam e inflação cede, indica prévia

Os custos de alimentos, que respondem por cerca de 25% das despesas das famílias

O preço dos alimentos estabilizou em maio, dando espaço para a inflação desacelerar, indicou o IPCA-15  (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (24). 

Apesar de ser a maior alta para o mês de maio em três anos, o avanço de 0,35% da prévia da inflação indica um movimento retardado no crescimento. Em abril a alta foi de 0,72%, e em março, de 0,54%.

Os custos de alimentos, que respondem por cerca de 25% das despesas das famílias, perderam força após alta de 0,92% em abril, com quedas em feijão-carioca (-11,55%), frutas (-3,08%) e carnes (-0,52%).

Com recuos de itens que puxaram altas em meses anteriores, os alimentos agora, assim como a educação, ficaram estáveis. Já os artigos de residência e comunicação tiveram deflação. 

Os dois grupos que tiveram maior peso no comportamento positivo foram os transportes (0,65%) e saúde e cuidados pessoais (1,01%).

No acumulado em 12 meses, a alta fechou em 4,93%, ainda absorvendo efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

A projeção de economistas ouvidos pela Bloomberg era que a prévia ficasse em alta de 4,99% nos últimos 12 meses, e de 0,41% em maio sobre abril.

Depois de manter a taxa básica de juros em 6,5%, o BC apontou uma "probabilidade relevante" de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, e manteve o discurso de que precisa de tempo para analisar a fundo o quadro antes de eventual mudança na rota dos juros.

O BC destacou na ata de sua última reunião que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico no curto prazo, para depois recuar e fechar 2019 em torno da meta, enquanto o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, ressaltou que o BC não pode trocar inflação controlada por crescimento econômico.

A mais recente pesquisa Focus com economistas mostra que a expectativa dos economistas é de que a inflação termine este ano a 4,07%, indo a 4,0% em 2020.

23 de maio de 2019

Confiança do Consumidor cai 2,9 pontos durante o mês de maio

Confiança do Consumidor cai 2,9 pontos durante o mês de maio

Depois de quatro quedas consecutivas, o indicador acumula perda de 10 pontos e atingiu 86,6 pontos em uma escala de zero a 200.

O Índice de Confiança do Consumidor, da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 2,9 pontos na passagem de abril para maio.

Depois de quatro quedas consecutivas, o indicador acumula perda de 10 pontos e atingiu 86,6 pontos em uma escala de zero a 200. Esse é o menor patamar desde outubro do ano passado (85,4 pontos).

De abril para maio, a confiança dos consumidores caiu em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice de Situação Atual (ISA) diminuiu 3,7 pontos, indo para 73,4. Houve queda de 3 pontos em relação ao otimismo em relação à economia e de 4,4 pontos sobre a satisfação com as finanças familiares.


Consumidores se mostram mais cautelosos quando vão ao comércio (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Índice de Expectativas (IE) recuou 2,2 pontos, para 96,5 devido a quedas de 7,4 pontos em relação à evolução da economia e de 5,9 pontos no otimismo sobre a situação financeira familiar.

De acordo com a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt, entre fevereiro e abril a queda da confiança tinha sido associada à frustração de expectativas com o ritmo da recuperação econômica e com os reflexos disso no mercado de trabalho e na situação financeira das famílias.

Em maio, segundo ela, o resultado mostra um aumento expressivo da insatisfação dos consumidores com a situação atual, principalmente entre as famílias com renda mais baixa.

Ex-presidentes do Banco Central defendem reforma da Previdência

Ex-presidentes do Banco Central defendem reforma da Previdência

Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn participaram de um painel no XXI Seminário Anual de Metas para a Inflação.

Os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn defenderam a aprovação da reforma da Previdência para a retomada da economia brasileira, mas destacaram que ela precisa vir acompanhada de outras medidas, especialmente, na área fiscal. Os três participaram de um painel no XXI Seminário Anual de Metas para a Inflação, promovido pelo Banco Central, na sede da instituição no centro do Rio.

“Isso [a reforma da Previdência] criaria espaço para que as expectativas começassem a se reverter, mas precisaria avançar na área tributária, avançar na própria lei do Banco Central e em outras reformas. Isso seria uma primeira grande reforma, mas certamente não resolve o problema”, disse Armínio Fraga ao destacar o papel do Congresso Nacional: "Me dá esperança ver o Congresso encarando a sua responsabilidade, se comprometendo com a meta de R$ 1 trilhão em dez anos para a reforma da Previdência”.


Armínio Fraga - Foto: Agência Brasil

Fraga também defendeu uma revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal para resolver a situação econômica dos estados que classificou como "catastrófica": "Esse trabalho vai precisar ser refeito. A situação dos nossos estados é catastrófica. Não adianta tapar o sol com a peneira. Isso é muito decepcionante. Foi um trabalho dificílimo feito por equipes experientes, levou muito tempo para que isso acontecesse. Foi parcialmente blindado, pensávamos nós, pela Lei de Responsabilidade Fiscal e não aconteceu nada disso”, criticou.

De acordo com Ilan Goldfajn, a aprovação da reforma da Previdência vai tirar um peso de incertezas quanto ao futuro do país, mas é recomendável vir na esteira de outras medidas. “Não podemos esquecer um outro elemento. De certa forma, o Brasil se abrir mais para o resto do mundo em termos comerciais, pode de fato nos ajudar neste aspecto. A reforma previdenciária tira peso, mas não dá para gente não olhar para outros elementos”, indicou.


Ilan Goldfajn - Foto: Agência Brasil

São Paulo

Já para Henrique Meirelles, que atualmente, é secretário de Fazenda do estado de São Paulo, a reforma previdenciária dos estados tem que ser discutida junto com a do governo federal. Segundo Meirelles, caso isso não ocorra, São Paulo vai encaminhar à Assembleia Legislativa a sua proposta nesta área. “Esperamos que também seja feita a reforma da previdência dos estados quando se fizer a federal, incluindo os estados nas mesmas normas da federal. Essa é a melhor solução. Caso essa solução não seja endossada pelo Congresso, nós de São Paulo, pelo menos, vamos apresentar uma reforma de previdência estadual”,disse.

Meirelles acrescentou que não sabe a situação de outros estados, mas no caso de São Paulo, o governo conseguiria aprovar a reforma na Assembleia, caso seja necessário encaminhar à avaliação dos parlamentares estaduais. “Acreditamos que sim, temos condição de aprovar na Assembleia Legislativa”, contou, apesar de ponderar que a aprovação de uma reforma da previdência seja difícil em qualquer lugar do mundo, como foi na Alemanha.


Henrique Meirelles - Foto: Agência Brasil

Regime de metas

Para Armínio Franga, os 20 anos de implantação do regime de metas de inflação na economia brasileira comprovam que ele deu certo, mesmo tendo enfrentadocrises políticas e choques econômicos globais. “Uma grande vantagem do sistema é a sua simplicidade, a transparência que ele dá, a clareza para as pessoas de que essa é uma missão do governo, representado pelo Banco Central, com apoio de outras áreas, mas sobretudo uma coisa simples de entender”, disse o responsável pela implantação do regime de metas no Brasil.

Para Ilan Goldfajn, o regime de metas sobreviveu a três obstáculos: sua implementação; as mudanças de governos e os choques tanto no país como na economia mundial.

Roberto Campos Neto, que sucedeu Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central, agradeceu ao ex-presidente. “Queria especialmente agradecer ao ex-presidente Ilan porque deixou a casa muito arrumada. Foi uma excelente gestão", disse Campos Neto que comparou a situação da instituição a uma prova de salto com vara: "Toda vez que eu tenho uma entrevista ou alguma coisa, as pessoas perguntam, se a barra [se referindo a um sarrafo da prova de salto com vara] está muito alta, então, muito obrigada por deixar a barra muito alta”, disse Campos Neto que comandou o painel e foi logo respondido por Goldfajn em tom de brincadeira: “Desculpe”, disse sorrindo.

22 de maio de 2019

Guedes: sistema de repartição causa mais suicídio que o de capitalização

Guedes: sistema de repartição causa mais suicídio que o de capitalização

A defesa das mudanças na aposentadoria foi feita em seminário realizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, em Brasília.

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quarta-feira (22) que o sistema de repartição da Previdência Social brasileira causa muito mais suicídio do que o de capitalização adotado no Chile.

A defesa das mudanças na aposentadoria foi feita em seminário realizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, em Brasília. Guedes rebatia críticas de que a adoção da capitalização pelo Chile levou a um aumento dos suicídios entre os idosos.

"Ah, mas no sistema chileno todo mundo se suicida...é mentira. Suicida-se mais no Brasil do que lá. O sistema de repartição causa mais suicídio do que o sistema de capitalização. Suicida-se mais aqui do que lá. E muito mais em Cuba, mais do que aqui e mais do que lá", afirmou o ministro.

Guedes também atacou o que chamou de lobby contrário à reforma, realizado, segundo ele, por aqueles que têm dinheiro e querem manter os privilégios do sistema atual.


Paulo Guedes, ministro da Economia - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"É evidente que o lobby contra está aqui em Brasília, em torno do prédio [do jornal]. Não é o Brasil que está contra reforma da Previdência, é Brasília que está contra a reforma da Previdência", afirmou. "E é importante entender isso. E tem dinheiro, tem dinheiro, muito dinheiro em publicidade contra, gente recebendo congressistas com faixa, mobilização para garantir privilégios usando os frágeis de escudo".

Segundo o ministro, o discurso de que a reforma busca tirar dinheiro dos pobres é fake news. Ele defendeu as alterações nas regras previdenciárias como uma forma de "abrir os portões para um novo mundo de crescimento econômico, recuperando 10, 15, 20 anos de estabilidade fiscal."

"Não há alternativa, o regime antigo quebrou, a Previdência antiga está condenada", disse. "Sem reforma da Previdência, não há futuro. Qualquer que seja o governo, não vai prosperar."

Ele cobrou um compromisso da sociedade para se sacrificar pelas gerações futuras. "Não pode encostar em ninguém no canto, nos militares, no Congresso", disse. "Ou os contemporâneos se sacrificam, ou nós estamos empurrando a conta para filhos e netos."

Total de domicílios alugados no Brasil cresce 5,3% em um ano

Total de domicílios alugados no Brasil cresce 5,3% em um ano

É o que revela pesquisa do IBGE divulgada hoje.

Dos 71 milhões de domicílios existentes no Brasil em 2018, 12,9 milhões eram alugados. Os números, que revelam um aumento de 5,3% na comparação com 2017, constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Divulgada hoje (22), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela reúne informações relacionadas a características gerais dos domicílios e moradores de todas as regiões do Brasil no ano de 2018 e compara os resultados com os de anos anteriores.

Entre 2017 e 2018, o aumento de residências alugadas foi observado em todo o país. A elevação mais expressiva foi de 5,8% na região Sudeste.

Atualmente, 20,5% de todos os domicílios situados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo são alugados.

Embora tenha tido registrado um avanço proporcionalmente menor em relação a 2017, o Centro-Oeste permaneceu como a região com o maior percentual de residências alugadas. Estão nesta situação 22,9% do total.

A quantidade de domicílios próprios, quitados ou ainda em pagamento, também cresceu em números absolutos entre 2017 e 2018.


Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo

Casas próprias

No entanto, houve leve queda proporcional no período. Em 2017, dos 69,5 milhões de domicílios, 51 milhões eram próprios, o que representa 73,3%. Já em 2018, as residências próprias eram 51,5 milhões das 71 milhões existentes, isto é, 72,5%.

A pesquisa do IBGE revela ainda que, em 2018, 31 milhões dos domicílios estavam situados no Sudeste, 18,5 milhões no Nordeste, 10,7 milhões no Sul, 5,5 milhões no Centro-Oeste e 5,3 milhões no Norte.

Na comparação com 2017, o maior aumento proporcional ocorreu no Norte, onde houve crescimento de 3,1% do total de residências. Em números absolutos, a expansão mais significativa se deu no Sudeste, com 762 mil novos domicílios.

O levantamento também apresenta um recorte em relação ao tipo das residências no país. Casas representam 86% e apartamentos 13,8%. O restante (0,2%) reúne habitações coletivas como cortiços ou cabeças de porco. O número de apartamentos, após uma redução de 3,1% de 2016 para 2017, acusou crescimento de 7,1% em 2018.

A pesquisa mostrou que, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o percentual de casas supera a média nacional: 92,7%, 90,9% e 89,0%, respectivamente.

Por outro lado, o Sudeste e o Sul registram respectivamente 18,4% e 14,3% de apartamentos. Ambas as regiões estão acima dos 13,8% observados no país.

Amostra

De acordo com o IBGE, os pesquisadores visitaram 168 mil domicílios. Além das características dos endereços, a Pnad Contínua investiga a composição populacional em termos de sexo, idade e raça, possibilitando análises em torno dos traços sociais e demográficos do país e dos aspectos do mercado de trabalho.

São publicados ainda relatórios mensais e trimestrais com informações conjunturais relacionadas à força de trabalho e suplementos com periodicidade variada que abordam outros temas pesquisados, como educação e imigração.

21 de maio de 2019

Clientes de baixa renda são os que mais reestruturam dívidas do cartão

Clientes de baixa renda são os que mais reestruturam dívidas do cartão

Saldo restruturado até três salários mínimos totalizou R$ 1,2 bilhão

Os clientes de bancos de baixa renda são os que mais recorrem à reestruturação de dívidas e a principal modalidade renegociada por essa parcela da população é o cartão de crédito, segundo estudo do Banco Central (BC), divulgado hoje (21).

A reestruturação de dívida ocorre nas situações em que o tomador de crédito “enfrenta dificuldades financeiras evidentes e, em geral, já tem parcelas em atraso”. É diferente da renegociação de dívida que costuma ocorrer por meio de alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento, obtenção de recursos adicionais, migração para outras modalidades de crédito, entre outras possibilidades, explicou o BC.

Segundo o BC, os tomadores de crédito com renda inferior a três salários mínimos correspondiam a 70% dos clientes que reestruturaram dívida, em dezembro de 2018.

“Sobressaem nessa faixa os clientes com renda de até dois salários mínimos, representando 53% do total. O saldo reestruturado na faixa até três salários mínimos totalizou R$ 1,2 bilhão, o equivalente a 43% da carteira ativa reestruturada e a 0,21% de toda a carteira ativa para essa faixa de valor”, diz o BC.

Por sua vez, os tomadores de alta renda (acima de dez salários mínimos) haviam reestruturado cerca de R$ 660 milhões de suas dívidas ou 23% do total da carteira reestruturada. O número desses tomadores também é bem menor, atingindo 5% dos clientes com dívidas reestruturadas.

Cartão de crédito

Segundo o BC, 27% dos clientes com dívidas reestruturadas era da modalidade cartão de crédito. Entretanto, as reestruturações nessa modalidade representaram apenas 6% do saldo total da carteira reestruturada.

O destaque do BC em relação a essa modalidade é para o número de clientes de baixa renda com dívidas renegociadas. Cerca de 70% das reestruturações de cartão são de clientes de baixa renda (inferior a três salários mínimos).

Dívidas abaixo de R$ 3 mil

Dos cerca de 278 mil tomadores que reestruturaram dívidas em dezembro de 2018, 178 mil tinham débitos em montantes inferiores a R$ 3 mil. O saldo total reestruturado nessa faixa de valor foi de R$ 220 milhões, ou seja, aproximadamente 65% dos tomadores reestruturaram dívidas que correspondiam a apenas 8% do saldo reestruturado total (R$ 2,9 bilhões).

Por outro lado, 63% do saldo da carteira reestruturada em dezembro de 2018 referia-se a dívidas acima de R$ 50 mil. O número de tomadores nessa faixa, contudo, é pequeno, correspondendo a 5% do total de devedores, diz o BC.

Crédito imobiliário

Em dezembro de 2018, cerca de 15 mil tomadores de crédito imobiliário recorreram à reestruturação de seus débitos. “Ainda que pouco representativa em relação ao número de tomadores com operações reestruturadas (cerca de 6%), essa modalidade de crédito atinge R$ 1,3 bilhão de saldo na carteira (46% da carteira reestruturada)”, destaca o BC.

Dos clientes com crédito imobiliário reestruturado, 67% têm renda inferior a três salários mínimos. “A maior parcela do saldo da carteira reestruturada (23% do total) é composta por tomadores dessa faixa de renda que financiaram imóveis com valores superiores a R$ 50 mil, um possível reflexo da recessão econômica de 2015 e 2016 sobre os clientes que operam nos limites de sua capacidade financeira”, diz o BC.

Inadimplência

Segundo o BC, um pouco menos da metade da dívida renegociada é paga em dia. Em dezembro de 2017, após 12 meses da reestruturação, 48% do saldo (45% dos tomadores) estava pago ou com pagamento em dia. Cerca de 23% da carteira estava com atraso inferior a 90 dias (considerados pré-inadimplente), 15% estava inadimplente ou havia sofrido nova reestruturação e 5% (18% dos tomadores) havia sido lançada como prejuízo para os bancos.

Entre as modalidades, o crédito imobiliário tinha 83% da carteira (84% dos clientes) paga, adimplente ou com atraso inferior a 90 dias. No caso do cartão de crédito, esse percentual cai para 55% da carteira reestruturada (49% dos clientes).

“As reestruturações de operações de crédito imobiliário foram mais efetivas do que as de cartão de crédito”, conclui o BC.

Segundo o BC, “esse comportamento pode estar relacionado com o fato de o crédito imobiliário ser de alto volume e envolver uma boa garantia, levando a um maior interesse tanto por parte do tomador quanto da instituição concedente em mantê-lo adimplente”.

“Porém, a permanência dos tomadores na modalidade cartão de crédito é preocupante dado seu alto custo, que tende a levar ao aumento da inadimplência. Essa análise é compatível com a participação do cartão de crédito na carteira inadimplente. Em dezembro de 2018, embora representasse 12% do saldo da carteira de crédito pessoa física, o cartão de crédito correspondia a 22% da carteira inadimplente”, diz o BC.

Saldo renegociado

O saldo da carteira reestruturada, em dezembro de 2018, chegou a R$ 2,9 bilhões. Esse estoque representa cerca de 0,15% do saldo dos empréstimos concedidos pelos bancos no país. O número de clientes com dívidas reestruturadas em relação ao total de tomadores é de aproximadamente 0,3%. Isso corresponde a uma média de 252 mil clientes com novas reestruturações a cada mês.

20 de maio de 2019

Feirão venderá produtos sem impostos em várias cidades do Brasil

Feirão venderá produtos sem impostos em várias cidades do Brasil

A iniciativa será realizada em mais de 150 cidades de 18 estados e terá como tema Menos é Mais.

Combustíveis, cervejas, suco de laranja e pão francês são alguns produtos que serão vendidos sem impostos em várias cidades brasileiras no próximo dia 25, definido como Dia D do Feirão do Imposto, campanha que empresários, liderados pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), promovem a partir de hoje.

A iniciativa será realizada em mais de 150 cidades de 18 estados e terá como tema Menos é Mais. A seleção dos produtos com imposto zero no ato da venda depende de parceria que os movimentos de jovens fazem com os varejistas de cada município.

Em Goiânia, o quilo do pão francês vai cair de R$ 16,80 para R$ 13,44 em uma padaria. Desconto de 20%.

Cinemas em várias localidades também integram a campanha. Em Nova Marabá (PA), um deles promete reduzir os preços dos ingressos de filmes 3D de R$ 24 para R$ 8 e de filmes 2D de R$ 20 para R$ 7 em todas as sessões do dia 24.

Também em Nova Marabá, um posto de combustível venderá gasolina mais barata, das 7h às 11h. O produto custará menos 30%. Serão vendidos 2,5 mil litros de gasolina, sendo que cada carro poderá abastecer 20 litros e motos, cinco litros.


Gasolina poderá ser comprada a preços sem impostos em algumas cidades - Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O preço da gasolina vai cair de R$ 5,05 para R$ 3,50, para pagamento em dinheiro.

Conscientização

O coordenador nacional do Feirão do Imposto pela Conaje, Eduardo Medeiros Pereira, disse à Agência Brasil que o objetivo principal é conscientizar e mobilizar a população sobre a alta carga tributária que se paga sobre produtos e serviços.

O Dia D do Feirão é referência ao Dia da Liberdade de Imposto (DLI), celebrado no dia 24 e que este ano coincidiu com a realização do feirão.

Medeiros Pereira disse que tem sido grande a adesão do comércio à campanha. "Eles (comerciantes) são bem solidários porque é uma causa que atinge diretamente o consumo. Todos nós sofremos com a alta carga tributária do Brasil e como esse imposto é mal gerido. Os comerciantes têm consciência disso",afirmou.

Segundo ele, vários shoppings e supermercados do país participarão da campanha. Cidades estão fazendo comercialização de produtos sem imposto. Em Maringá (PR), por exemplo, postos de combustíveis farão a venda sem imposto, durante a semana do feirão, informou.

Política e empreendedorismo

Em Maceió, o feirão foi aberto na última sexta-feira (17), com o painel Política e Empreendedorismo. No dia 25, estudantes farão panfletagem no Calçadão do Comércio, no centro da capital, para conscientizar a população sobre os altos impostos.

A ação acaba no domingo (26), com a Exposição Feirão do Imposto, na Avenida Sílvio Vianna, onde vários produtos estarão expostos com preços com e sem imposto.

Em Cuiabá (MT), a primeira atividade programada acontecerá no dia 21, na Associação Comercial de Cuiabá, das 19h às 22h. O secretário da Fazenda de Mato Grosso, Rogério Galo, e empresários conduzirão o painel de debate Política x Empreendedorismo.

Entre os dias 23 e 25, um shopping oferecerá produtos aos visitantes com e sem impostos. Uma panfletagem no centro de Cuiabá vai encerrar a programação no dia 25.

A partir do dia 21, os paraenses poderão participar das atividades gratuitas do Feirão do Imposto 2019. Abrindo a programação, haverá uma Blitz de Conscientização, no Centro Universitário da Amazônia. À noite, professores da universidade conduzirão a mesa redonda Tributação de Imposto, que mostrará como a alta carga tributária afeta os comerciantes.

Em Maringá (PR), a ação começa hoje (20), com a venda de cervejas artesanais, sem tributos, das 17h30 à meia-noite, em um estabelecimento.

Menos é Mais

Medeiros Pereira estima que de duas mil a três mil pessoas estão envolvidas na realização do Feirão do Imposto este ano. Segundo ele, o tema Menos é Mais faz uma referência à Curva de Laffer, teoria econômica desenvolvida pelo economista Arthur Laffer, segundo o qual a diminuição dos impostos cobrados das empresas pode aumentar a arrecadação governamental.

Além da venda de produtos isentos de tributos nas cidades participantes durante a semana do Feirão do Imposto, serão promovidas palestras em escolas e intervenções urbanas relacionadas ao tema, entre outras ações simultâneas.

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento pela 12ª vez

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento pela 12ª vez

Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 12ª vez seguida, caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,45% para 1,24% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC).

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124).

19 de maio de 2019

Previsões para o crescimento da economia estão cada vez menores

Previsões para o crescimento da economia estão cada vez menores

em a reforma da Previdência, o endividamento do governo aumenta e diminui a confiança dos investidores

Com a tramitação da reforma da Previdência em ritmo menor do que o esperado, o mercado financeiro tem reduzido cada vez mais a previsão para o crescimento da economia este ano. O fraco desempenho da economia foi apontado na última semana pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apresentou queda de 0,68% no primeiro trimestre deste ano.

No início do ano, a previsão de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), era de 2,5%. Agora, após 11 reduções consecutivas na pesquisa semanal, chega a 1,45%.

Economistas e o governo argumentam que, sem a reforma da Previdência, o endividamento do governo aumenta e diminui a confiança dos investidores sobre a capacidade de o país de honrar os pagamentos da dívida pública. Com isso, os investimentos são reduzidos e há comprometimento da capacidade de criar emprego e gerar crescimento econômico.

Reforma da Previdência

O professor de macroeconomia do Ibmec-RJ e economista da Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Alexandre Espírito Santo disse que, no final do ano passado e início de 2019, os analistas acreditavam que a reforma da Previdência, por ser considerado o principal problema fiscal do país, tramitaria de forma mais célere no Congresso Nacional. “Por ser mais ou menos um consenso na sociedade que é necessário fazer a reforma, acreditávamos que ia tramitar de maneira célere, que a gente teria no final do primeiro semestre a reforma encaminhada no Congresso Nacional com grandes chances de estar aprovada. Entretanto, depois que o governo começou, as coisas não fluíram dessa forma”.

Na visão do economista, o governo precisa focar na aprovação da reforma. “A articulação política é um problema até de alguma forma natural porque é um governo novo. Apesar de ter pessoas com experiência, governos quando são colocados pela primeira vez encontram dificuldades. Só que o país infelizmente está precisando de velocidade. A gente tem muito desemprego e crescimento pífio”, argumentou.

Para ele, há grande chance de a reforma ser “desidratada”. “Dependendo de quanto for desidratada é um problema, porque o país precisa dessa poupança. Os empresários que estavam querendo começar a investir adiaram os investimentos para quando efetivamente a reforma sair e a gente tiver efetivamente os números na mãos. E aí rapidamente as revisões [para o crescimento do PIB] aconteceram”, afirmou.

18 de maio de 2019

Bolsa de Valores atinge 1 milhão de investidores pessoa física

Bolsa de Valores atinge 1 milhão de investidores pessoa física

A pesquisa mostrou que um dos mitos dos investidores iniciantes sobre o mundo dos investimentos é a percepção de que, para iniciar suas aplicações, é necessária grande quantidade de dinheiro.

No mês de abril, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) alcançou mais de 1 milhão de investidores pessoa física no mercado de renda variável. Foram 1.046.244 investidores, mais de 63 mil novos CPFs quando comparado ao número de março. Em abril no ano passado, eram 663.270 investidores pessoa física.

De acordo com Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes Brasil da B3, não se pode ignorar que há uma mudança em curso no mercado financeiro. Além dos investimentos em produtos de bolsa, o Tesouro Direto também atingiu a marca de mais de 1 milhão de investidores. Já o Ibovespa, índice do mercado, atingiu os 100 mil pontos neste ano.

“Esse número é o resultado, em primeira instância, da questão do cenário macroeconômico; então, a questão da taxa de juros em um dígito, os contratos futuros apontando a manutenção dessa taxa de juros em um dígito, têm feito as pessoas que têm recursos em poupança a sair da zona de conforto, eles não têm mais aqueles rendimentos garantidos que tinham no passado, esse é um movimento constante”, disse Paiva.


Bolsa de Valores B3. Foto: Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

Para ele, as pessoas estão percebendo outros instrumentos financeiros que trazem retornos melhores do que a poupança, por exemplo. “O resultado de 1 milhão é muito positivo nesse sentido, de que está havendo uma mudança comportamental no país em relação a comprar investimentos”.

Paiva destaca que o crescimento é uma tendência e não apenas um fenômeno isolado. “Mês a mês, vem crescendo, então é uma tendência sim de crescimento no número de pessoas físicas, também em outros produtos, não só em bolsa”.

No início deste mês, a B3 apresentou o resultado de uma pesquisa que fez com mais de mil pessoas sobre “Ecossistema do Investidor Brasileiro”. A bolsa ressalta que os dados coletados retratam a relação que os investidores brasileiros estabelecem com os variados produtos financeiros e ajudam os agentes financeiros - corretoras e bancos -, além da B3, a identificar oportunidades na prestação de serviços para os diferentes perfis e comportamentos.

A pesquisa mostrou que um dos mitos dos investidores iniciantes sobre o mundo dos investimentos é a percepção de que, para iniciar suas aplicações, é necessária grande quantidade de dinheiro. Nesse ponto, a B3 identificou que é preciso aumentar o nível de conhecimento das pessoas sobre o tema. “Assim, é possível entender que começar a investir com pouco, diversificar logo no início e aplicar além da poupança são pontos imprescindíveis para a jornada do investidor”, divulgou a B3.

Os resultados indicam que a decisão sobre quais investimentos comprar segue tendências, ou seja, produtos que estão em alta são aqueles atrativos ao investidor que tem a intenção de diversificar sua carteira de investimentos, ou mesmo para iniciantes. Foram citados pelo público o Tesouro Direto, a LCI e LCA, as ações, os fundos de investimento, a previdência privada e até os bitcoins.

Apesar de haver ainda, segundo o estudo da B3, um déficit muito grande em relação aos investimentos, existe uma parcela das pessoas (51% dos entrevistados) que admite que gostaria de ter algum expert em investimentos apoiando suas decisões.

Para Paiva, a pesquisa comprova que as pessoas estão mudando a forma de encarar investimentos, por isso seria o momento de aproveitar para desmistificar as crenças em torno do assunto.

BC leiloará US$ 3,75 bilhões das reservas para conter alta do dólar

BC leiloará US$ 3,75 bilhões das reservas para conter alta do dólar

Desde o fim de março, a autoridade monetária não fazia esse tipo de operação

Para conter a volatilidade no mercado de câmbio, o Banco Central (BC) leiloará na segunda (20), terça (21) e quarta-feira (22) US$ 3 bilhões das reservas internacionais com o compromisso de comprar o dinheiro daqui a alguns meses. Desde o fim de março, a autoridade monetária não fazia esse tipo de operação.

Cada operação ocorrerá em duas etapas, das 12h15 às 12h20 e das 12h35 às 12h40. Esse será o 11º leilão desse tipo no ano. Em 2019, o Banco Central injetou US$ 7,925 bilhões das reservas internacionais no mercado.

Nos últimos dias, o dólar tem enfrentado fortes oscilações num cenário de instabilidade na economia internacional e de tensões domésticas com a revisão para baixo do crescimento econômico e as negociações em torno da reforma da Previdência. Hoje, o dólar comercial encerrou em R$ 4,102 com alta de 1,62%. A divisa está no maior nível em oito meses.

17 de maio de 2019

Ministério da Economia prepara hipoteca especial para idosos

Ministério da Economia prepara hipoteca especial para idosos

Modalidade é comum em países desenvolvidos.

Os idosos com a casa própria quitada poderão pegar empréstimos dando o imóvel como garantia, mas sem terem de sair da residência. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia informou hoje (16) que está preparando a legalização da hipoteca reversa no Brasil.

Segundo a SPE, essa modalidade está consolidada em países desenvolvidos e ajudará a fortalecer o mercado de crédito e garantir mais opções de empréstimos aos consumidores. Em nota, o órgão informou que a hipoteca reversa pode despertar interesse no país num cenário de envelhecimento da sociedade brasileira.

Por meio da hipoteca reversa, o mutuário com casa própria quitada pode pegar empréstimos dando o imóvel como garantia, mas sem deixar de habitá-lo. O contrato só se encerra em três situações: com a morte do contratante, caso o contratante deseje se mudar da residência e pague a dívida e por vontade própria do contratante em quitar a dívida e concluir o contrato.

As instituições financeiras executam a garantia somente ao fim do acordo. Segundo o Ministério da Economia, a grande vantagem da hipoteca reversa consiste em desobrigar o mutuário do pagamento do principal e de juros durante a vigência do contrato, sem comprometer a renda ou parte da aposentadoria, como nas modalidades tradicionais. O mutuário continuará morando no imóvel durante todo o período.


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Economia explicou que a hipoteca reversa ocorre de maneira oposta à hipoteca tradicional. Em financiamentos imobiliários tradicionais, a dívida do mutuário é alta no início e diminui ao longo do tempo até zerar, com a casa passando integralmente para as mãos do contratante. No sistema reverso, o débito é baixo, e o patrimônio começa pertencendo integralmente ao contratante. Somente no fim do contrato, a dívida é paga, com a instituição financeira tomando a casa.

Segundo o Ministério da Economia, as instituições podem pagar o contratante do empréstimo de diversas maneiras. Por meio de parcelas fixas mensais, de combinações de um valor inicial e posteriores parcelas mensais, de aportes mais vultosos de tempos em tempos ou até com linhas especiais acessadas apenas em momentos de necessidade.

Para a SPE, a modalidade permite que idosos com problemas de rendimento na terceira idade que conquistaram uma boa residência usufruam financeiramente de um patrimônio que ficava imobilizado. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) de 2017, há no Brasil 5,7 milhões de residências próprias avaliadas em R$ 800 bilhões ocupadas por um idoso que mora sozinho ou com cônjuge também idoso.

Embora o marco regulatório em estudo pela SPE preveja que as instituições financeiras fiquem livres para definir a idade do público-alvo, as experiências internacionais mostram que a hipoteca reversa funcionam bem para a terceira idade, principalmente no caso de idosos sem herdeiros. O órgão estima que a modalidade tenha potencial de movimentar de R$ 1,5 bilhão a R$ 3,5 bilhões na economia.

16 de maio de 2019

Reforma da Previdência: Brasil continuará com déficit até 2025

Reforma da Previdência: Brasil continuará com déficit até 2025

Resultados negativos continuarão, mesmo com reforma da Previdência

Mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, o país continuará a registrar déficits primários – resultado das contas públicas desconsiderando os juros da dívida – até 2025, só voltando a ter resultados positivos em 2026. A conclusão consta de relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado, divulgado hoje (15).

O relatório também apontou alto risco de descumprimento do teto de gastos – que limita o crescimento das despesas federais à inflação – a partir de 2022. Para 2019 e 2020, a IFI considera baixas as chances de os gastos estourarem o teto, mas vê risco moderado em 2021.

O principal fator para a revisão das projeções foi a piora nas previsões de crescimento econômico e na arrecadação do governo no curto prazo. A IFI reduziu de 2,3% para 1,8% a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) para 2019. Para 2020, a instituição revisou a estimativa de crescimento de 2,36% para 2,24%.

Segundo a IFI, o acionamento de gatilhos para o teto de gastos a partir de 2023 reduziria o gasto com pessoal em quase dois pontos do PIB: de 4,2% para 2,5% do PIB entre 2020 e 2030. Apesar disso, os gatilhos seriam insuficientes para que o governo tivesse margem para executar as despesas necessárias para o funcionamento da máquina pública.

O menor crescimento adiará a estabilização da dívida pública. No cenário base, o mais provável, a projeção da dívida bruta do Governo Geral para o fim de 2019 passou de 77,8% para 79,6% do PIB. O endividamento continuaria a crescer até atingir o pico de 85,5% do PIB em 2025 e começando a cair gradualmente, até chegar a 82,6% do PIB em 2030. No relatório anterior, a dívida atingiria o ponto mais alto de 82,7% do PIB em 2023 e 2024, caindo para 72,2% até 2030.

No cenário mais pessimista, que não considera a aprovação de nenhuma reforma, a dívida bruta do Governo Geral atingiria 100% do PIB em 2026, e não em 2030, como anteriormente estimado.


Perda de fôlego

O relatório destaca a perda de fôlego da indústria e a manutenção das incertezas domésticas como fatores principais para a revisão para baixo do crescimento econômico. A IFI cita o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) como fator de impacto na indústria extrativa. Na indústria de transformação, os principais responsáveis pela desaceleração foram o enfraquecimento da demanda argentina, principal destino das mercadorias manufaturadas brasileiras, e a demanda doméstica mais fraca.

Em relação ao varejo, o relatório informa que o desemprego ainda alto impede a recuperação do consumo interno de bens e de serviços. No entanto, a IFI pondera que as projeções para o PIB de 2019 podem ser revistas para cima caso o governo consiga aprovar ações para equilibrar as contas públicas e incentivar a produtividade.

Criada em dezembro de 2016 por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.

Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre do ano

Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre do ano

A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego. Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%). Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

A taxa de subutilização (os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego) do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.


Foto: Reprodução

Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).

As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.

Ministro pede abertura de capital estrangeiro para companhias aéreas

Ministro pede abertura de capital estrangeiro para companhias aéreas

Marcelo Álvaro reforça importância da aprovação da matéria no Senado.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, voltou a destacar a importância de aprovar, no Senado, a matéria que prevê abertura de capital das companhias aéreas para investidores de outros países. “Sabemos que a competitividade entre as empresas é o que vai realmente trazer a redução de preço nas tarifas aéreas brasileiras”, afirmou durante a abertura do 1º Fórum Internacional de Investimentos em Turismo, em Foz do Iguaçu.

A matéria faz parte de um projeto de lei que reformula dispositivos da Política Nacional do Turismo (PL 2724/15) e tramita agora no Senado junto com a Medida Provisória 863/18, que trata apenas da abertura das companhias aéreas para o capital estrangeiro. Segundo o ministro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assumiu o compromisso de dar encaminhamento nas matérias o mais breve possível.


Foto: Reprodução/Câmara dos deputados 

De acordo com Marcelo Álvaro, o principal objetivo da pasta é a melhoria do ambiente de negócios, com a desburocratização e a modernização da regulamentação do turismo no Brasil. Segundo ele, esse é o caminho que pode elevar o turismo brasileiro a um patamar nunca visto antes.

O mercado de turismo injetou US$ 163 bilhões na economia brasileira, em 2017, o equivalente a 7,9% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo ano, quando a Polícia Federal registrou a entrada de 6,6 milhões de turistas estrangeiros. Foi o recorde já registrado no país.

As atuais projeções do Ministério do Turismo indicam que, em 2018, esse recorde será superado com o registro de 6,8 milhões de turistas estrangeiros em visita ao Brasil. A meta anunciada pelo ministro é de praticamente dobrar o número de visitas estrangeiras ao Brasil e atingir o número de 12 milhões de acessos ao país até 2022.

O 1º Fórum Brasileiro de Investimentos no Turismo cmeçou nesta quarta-feira (15), em Foz do Iguaçu, onde estão reunidos empresários, investidores, financiadores e gestores públicos para debater diretrizes, planos e estratégias do setor. O principal objetivo do encontro, que ocorre até sexta-feira (17), é definir ações que permitam potencializar o turismo como ferramenta para o desenvolvimento do país.

BC aponta recuou do PIB no 1º trimestre, e economistas cortam projeções

BC aponta recuou do PIB no 1º trimestre, e economistas cortam projeções

Economistas previam queda mensal de 0,20% e de 2,2% na comparação interanual, de acordo com projeções da agência Bloomberg.

O indicador do Banco Central que mede a atividade econômica brasileira caiu 0,68% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com os três últimos meses de 2018. O movimento reforçou a previsão entre economistas de que o início deste ano foi mais negativo do que se esperava inicialmente. Em relação a fevereiro, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC) de março, divulgado nesta quarta-feira (15), recuou 0,28% e emendou o terceiro resultado mensal negativo. Na comparação com igual mês de 2018, o indicador caiu 2,52%.

Economistas previam queda mensal de 0,20% e de 2,2% na comparação interanual, de acordo com projeções da agência Bloomberg. O trimestre foi marcado pelo desempenho ruim sobretudo da indústria e do setor de serviços. Segundo o IBGE, a produção industrial fechou o período com queda de 0,7% ante o quarto trimestre de 2018, enquanto o segmento de serviços teve retração de 0,6%.

O comércio, apesar de encerrar o com alta de 0,2%, fechou apenas março 6,1% abaixo do pico atingido pelo setor nos meses de outubro e novembro de 2014. "Os serviços foram muito fracos e pode ter aí um efeito do Carnaval também. A indústria sofreu com a contínua queda da extrativa mineral. E o comércio foi positivo, mas ainda fraco, à exceção dos automóveis", diz Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset no Brasil.

Na terça-feira (14), o próprio Banco Central apontou, na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), uma "probabilidade relevante" de que a economia brasileira tenha recuado no primeiro trimestre deste ano.


Foto: Reprodução

O banco suíço UBS revisou sua projeção para o período de um ligeiro avanço de 0,1% em relação ao último trimestre de 2018 para uma queda de 0,1%. "Expectativas de crescimento para 2019 caíram desde fevereiro e desde março esse movimento se intensificou", diz o relatório. Além dos indicadores fracos, o UBS cita problemas do lado da oferta e o baque na produção de minério de ferro, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

O americano Goldman Sachs também reviu sua projeção para o primeiro trimestre de uma alta de 0,2% para uma queda de 0,1%. Além disso, rebaixou sua expectativa para o crescimento do PIB em 2019, de 1,7% para 1,2%.

Os números oficiais da economia no início de 2019 serão divulgados pelo IBGE no dia 30 de maio. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,1% sobre os três meses anteriores e terminou 2018 com expansão de 1,1%. "Havia uma expectativa de que, depois da desacelerada da economia no último trimestre do ano passado, com a redução da incerteza eleitoral e os juros começando a ceder um pouco, o primeiro trimestre deste ano poderia ter um desempenho melhor", diz Flávio Serrano, economista sênior do banco de investimentos Haitong.

As expectativas foram se alterando, segundo ele, conforme mudou a percepção de quando e como a reforma da Previdência será aprovada. "É uma incerteza importante e que acaba segurando parte dos investimentos." As preliminares do desempenho econômico do Brasil em 2019 já vinham fazendo o mercado revisar nas últimas semanas suas projeções de crescimento para o ano.

Nesta segunda-feira (13), economistas ouvidos pelo Banco Central reajustaram para baixo pela 11ª semana seguida a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Segundo a pesquisa Focus, a expectativa agora é que o crescimento fique em 1,45%. Na mesma data, o Itaú Unibanco projetou que o desempenho da economia brasileira neste ano não deve ser superior ao do ano passado, que foi de 1,1%. A previsão anterior, divulgada há um mês pelo banco, era de avanço de 1,3%.

Já o Bradesco havia cortado sua estimativa para 1,1% na semana passada, consolidando a expectativa de que a economia terá mais um ano perdido. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (14), que a economia brasileira está no "fundo do poço", ao comentar que as projeções já indicam um crescimento de 1,5% do PIB neste ano.

14 de maio de 2019

Processo de recuperação gradual da economia foi interrompido, diz BC

Processo de recuperação gradual da economia foi interrompido, diz BC

Segundo ata da reunião do Copom, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019.

O processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante. Essa é a conclusão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidiu na última quarta-feira (8) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano.

Segundo ata da reunião do Copom, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. “Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento.

O Copom acrescenta que os indicadores do primeiro trimestre induziram revisões substantivas nas projeções de instituições financeiras para o crescimento do PIB em 2019. “Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o “carregamento estatístico” [herança do que ocorreu no ano anterior], mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”, destacou.

Nesse cenário, o Copom avaliou que seria necessário manter a Selic em 6,5% ao ano.

“O comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta”, diz a ata. O Copom acrescentou que essa avaliação sobre o desempenho da economia demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. “O comitê ressalta que os próximos passos da política monetária [definição da taxa Selic] continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, afirmou.


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Inflação

Na ata, o Copom destaca ainda que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico no curto prazo para, em seguida, recuar e encerrar 2019 em torno da meta. Para 2019, a meta de inflação é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O comitê ressalta, entretanto, que “a consolidação desse cenário favorável, com inflação nas metas no médio e longo prazos, depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, que são fundamentais para a manutenção do ambiente com expectativas de inflação ancoradas”.

O Copom fez projeções para a inflação de acordo com dois cenários. Na hipótese de a Selic terminar 2019 em 6,5% ao ano e ser elevada a 7,5% ao ano em 2020, com taxa de câmbio que termina 2019 em R$ 3,75 e 2020 em R$ 3,80, a inflação fica em torno de 4,1% para neste ano e 3,8% para 2020. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados (controlados pelo governo, como gás, energia e gasolina) são de 5,3% para 2019 e 5% para 2020.

No cenário com taxas contantes - Selic em 6,50% ao ano e de câmbio em R$ 3,95 -, as projeções para a inflação do Copom ficam em torno de 4,3% para 2019 e 4% para 2020. A estimativa para a inflação de preços administrados são de 5,6% para 2019 e 5,1% para 2020.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. Quando mantém o juros básicos, o comitê considera que alterações anteriores na taxa foram suficientes para alcançar a meta de inflação.

Azul oferece US$ 145 milhões para comprar parte da Avianca

Azul oferece US$ 145 milhões para comprar parte da Avianca

Em nota, a empresa informou que requereu junto ao juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo uma autorização específica para a compra de uma "nova Unidade Produtiva Isolada

A companhia aérea Azul informou, hoje (13), que protocolou na Justiça uma nova proposta para comprar parte das operações da Avianca Brasil, empresa que passa por recuperação judicial e cancelou diversos voos no último mês.

Em nota, a empresa informou que requereu junto ao juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, onde se processa a recuperação judicial da Avianca Brasil, uma autorização específica para a compra de uma "nova Unidade Produtiva Isolada (Nova UPI)", espécie de empresa que seria criada a partir do desmembramento da Avianca, no valor mínimo de US$ 145 milhões.

A proposta é maior do que a ofertada em março, quando a Azul ofereceu US$ 105 milhões para a compra de parte das operações da Avianca Brasil. A oferta da Azul prevê a compra de 21 slots (autorizações de pouso e decolagem), que a Avianca detém atualmente no Aeroporto de Congonhas; 14, no Santos Dumont, e 7 no aeroporto de Brasília.


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"A Azul acredita que o pedido formulado ao juízo da RJ para alienação judicial da Nova UPI confere à Avianca Brasil, seus empregados, consumidores, credores e demais interessados uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização, o uso continuado de bens e a preservação de atividades, as quais correm grave risco de paralisação e rápida deterioração das atividades da companhia, no melhor interesse do mercado de aviação e todos os envolvidos", disse a empresa em comunicado ao mercado.

A empresa aérea justificou o pedido de compra com o argumento de que a medida oferece uma alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea Rio-São Paulo. A Azul disse ainda que a proposta de nova UPI "não invalida o procedimento de alienação judicial das 7 unidades produtivas isoladas", previstos para ser leiloados na semana passada.

O leilão, que deveria ter acontecido na última terça-feira (7), foi suspenso pela Justiça de São Paulo a pedido da Swissport Brasil, empresa que atua com serviços de logística em aeroportos. A Swissport argumentou, no pedido, que a transferência de slots, prevista no plano de recuperação da Avianca, é proibida por lei. A Avianca recorreu da suspensão, defendendo a legalidade de seu plano de recuperação.

"A alienação de UPIs, com a destinação dos recursos recebidos para o pagamento de credores, é inequivocamente um meio legítimo de recuperação", disse a empresa no recurso.