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Notícias Economia

23 de novembro de 2018

Área energética do governo defende revisão do programa de subvenção

O tema está parado no Palácio do Planalto, que chegou a estudar um modelo de transição no mês passado mas recuou com receio de novos protestos de caminhoneiros.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Décio Oddone, defenderam nesta sexta (23) a revisão do programa de subvenção ao preço do diesel, que vem caindo nas últimas semanas. 
O tema está parado no Palácio do Planalto, que chegou a estudar um modelo de transição no mês passado mas recuou com receio de novos protestos de caminhoneiros. Uma minuta de portaria sobre regras de transição para o fim do programa chegou a ser rascunhada, mas acabou engavetada.
Em entrevista após evento da ANP nesta quinta, Moreira Franco disse acreditar que está na hora de rever o subsídio, mas ressaltou que a definição é da área econômica. "O MME [Ministério de Minas e Energia] fornece informações, mas não tem poder nem sobre o transporte nem sobre a subvenção", afirmou.

Ministro das Minas e Energia, Moreira Franco (Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR)

A queda nas cotações internacionais do petróleo praticamente eliminou a necessidade de subvenção, que garantiu desconto de até R$ 0,30 por litro ao preço do diesel. Nesta sexta, o subsídio está praticamente zerado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Nas regiões Norte e Nordeste, é de R$ 0,05 e R$ 0,02 por litro, respectivamente.
O valor é calculado sobre um preço de referência estipulado pela ANP, que considera a cotação internacional e os custos de importação do combustível, simulando o valor de mercado do produto caso não houvesse tabelamento. 
"Na minha opinião pessoal, acredito que é o momento [de rever o subsídio]", disse o diretor-geral da ANP. "É uma oportunidade de, pelo menos, reduzir bastante o valor da subvenção."
No mês de outubro, o preço de referência do diesel caiu R$ 0,23 por litro. A proposta inicial era não repassar essa queda ao consumidor, mantendo a subvenção em R$ 0,07 para novembro. A ideia, porém, não foi aprovada pela Casa Civil e o preço de refinaria foi cortado em 10% no fim do mês.
Em novembro, a queda já chega perto dos R$ 0,30 por litro. Se a tendência se mantiver, haverá outro corte no dia 29, quando o preço tabelado será alterado - na fase atual da subvenção, o valor é revisto a cada 30 dias, com base no valor vigente no último dia da fase anterior.


Foto: Roberto Parizotti

Isso é, mantido o cenário, a queda será superior a 10% (no Sul, por exemplo, seriam 12%). Oddone diz que uma revisão do programa evitaria o risco de os preços caírem R$ 0,30 por litro no início de dezembro e subirem novamente R$ 0,30 por litro no fim do mês, quando o programa de subvenção será extinto.
"Não há desinformação [do governo] em relação a isso. É simplesmente uma avaliação política", disse o diretor-geral da ANP.
O governo separou R$ 9,5 bilhões para bancar o subsídio até o fim do ano, mas com a queda das cotações internacionais o valor não será totalmente usado. Desde que o formato atual do programa está em vigor, a partir de 8 de junho, o subsídio máximo de R$ 0,30 por litro só foi necessário em 39 dias, o equivalente a 23% do período.
Até o momento, a ANP autorizou o pagamento de cerca de R$ 2,7 bilhões para ressarcir as empresas que venderam 

Postos seguram repasse da queda da gasolina e aumentam lucro

Postos seguram repasse da queda da gasolina e aumentam lucro

Segundo a ANP, a fatia que fica com os postos chegou na semana passada a R$ 0,542 por litro.

A margem de lucro dos postos brasileiros com a venda de gasolina aumentou 27,2% desde que a Petrobras começou a reduzir o preço do combustível nas refinarias, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

O aumento é um dos fatores que vem impedindo o repasse total da queda da gasolina ao consumidor, ao lado dos impostos estaduais, que ainda não acompanharam a redução.

Segundo a ANP, a fatia que fica com os postos chegou na semana passada a R$ 0,542 por litro, o maior valor desde a virada de maio para junho, quando a paralisação dos caminhoneiros provocava problemas de abastecimento no país.

A alta ocorre em um momento em que a Petrobras pratica cortes sucessivos no preço da gasolina em suas refinarias, acompanhando o recuo da taxa de câmbio e das cotações internacionais. Entre 24 de setembro, quando a estatal iniciou o ciclo de cortes e sexta (16), a queda acumulada era de 28,5%, ou R$ 0,642 por litro.

No mesmo período, as distribuidoras, que compram gasolina pura da Petrobras e misturam ao etanol antes de revender os postos, reduziram seus preços em 4,64%, ou R$ 0,198 por litro. Nos postos, porém, a queda é de apenas 1,75%, ou R$ 0,08 por litro.

De acordo com a ANP, a margem dos postos cresceu R$ 0,11 por litro no mesmo período, em movimento contrário aos demais elos da cadeia. Na semana passada, a fatia da revenda representou 11,7% do preço final, contra 9,1% na semana de 24 de setembro.

Crítica da pesquisa de preços da ANP, A Fecombustíveis (federação que representa os donos de postos) questiona os dados e diz que a queda de preços ao consumidor depende também da velocidade dos repasses promovidos pelas distribuidoras de combustíveis.

"Esse processo demora um pouco porque as distribuidoras costumam trabalhar com estoques altos e normalmente demoram a repassar para a gente, porque vendem primeiro o estoque a preços mais altos", afirma o presidente da entidade, Paulo Miranda.

Ele diz que, em períodos de alta, os postos costumam segurar repasses diários, comprimindo duas margens, e o mesmo movimento pode estar acontecendo no ciclo de baixa. "Essa margem atual não está muito longe da margem histórica", afirmou.

Os dados da ANP mostram que as margens dos postos se situavam em 12% a 13% do preço final até o fim de 2017, quando se iniciou a escalada de preços nas refinarias em resposta ao aumento do dólar e das cotações internacionais.

Em março, caem abaixo de 10% pela primeira vez desde que a ANP passou a compilar os dados, em 2002.

Para o consultor Luiz Henrique Sanches, o movimento pode refletir recomposição de margens após um período de gasolina cara e forte competição com o etanol. "Os postos estão trabalhando com margens muito baixas", diz ele.

IMPOSTOS

A carga tributária sobre a gasolina também não acompanhou a queda do preço nas refinarias. Pelo contrário, o ICMS vem subindo na maior parte dos estados brasileiros, ajudando a segurar o repasse para o consumidor.

O ICMS é cobrado sobre um valor definido quinzenalmente pelas secretarias de Fazenda, conhecido como PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final). Sobre esse preço, incide a alíquota, que varia de 25% a 34%, dependendo do estado.

Desde a segunda quinzena de setembro, apenas dois estados não aumentaram o PMPF: Bahia e Pará. Todos os demais e o Distrito Federal elevaram o valor usado como referência para o recolhimento do imposto.

As maiores altas foram promovidas por Amapá e Ceará -10,97% e 10,31%, respectivamente. Em São Paulo, o PMPF foi elevado em 6,51% desde a segunda quinzena de setembro. Atualmente, o ICMS no estado é cobrado sobre o valor de R$ 4,499 por litro, acima do preço médio verificado pela ANP, de R$ 4,377.

Os estados alegam que definem os valores de acordo com pesquisa de preços nos postos. Ou seja, o ICMS só é alterado depois que os postos baixarem ou aumentarem seus preços. 

Esse modelo de cobrança é questionado pelo setor de combustíveis, por alavancar movimentos de alta e retardar movimentos de baixa. 

Consumidor pode levar reclamação de propaganda enganosa para Justiça

Para saber se aquele produto que está sendo ofertado realmente está com desconto, a dica era ficar atento aos valores cobrados pela mercadoria em meses anteriores.

Hoje, 23 de novembro, acontece a Black Friday, um dos dias mais esperados pelos consumidores que buscam descontos e promoções. Mas o que os consumidores devem observar antes de fazer sua compra e evitar frustrações? 

O advogado Alex Noronha, especialista em Direito do Consumir, recomenda que o consumir investigue os antecedentes do fornecedor antes de realizar qualquer compra, evitando assim adquirir um produto de um vendedor que não é confiável.

Já para saber se aquele produto que está sendo ofertado realmente está com desconto, a dica era ficar atento aos valores cobrados pela mercadoria em meses anteriores. “Outro comportamento do consumidor é acompanhar os preços antes desta semana, para que não seja levado a vantagens de preços enganosas, evitando maquiagem de promoções”, pontua.

Na internet, é comum o consumidor observar um produto sendo ofertado por um determinado valor, mas, ao acessar o site, a postagem apresentar um preço diferente do anúncio. Neste caso, o advogado Alex Noronha enfatiza que se deve juntar as provas necessárias para comprovar que a propaganda que estava sendo veiculada era enganosa.

Consumidor lesado

Caso o consumidor sinta-se lesado com o produto que adquiriu, o especialista garante que a compra poderá ser desenvolvida. “Nas compras feiras pela internet, o consumidor sempre tem sete dias para efetuar o direito ao arrependimento. Já nas compras feitas em loja, a troca ou devolução somente é feita em caso de vício ou defeito”, frisa.

Em situações na qual o consumidor não consiga solucionar diretamente com o vendedor e precise acionar órgãos de defesa do consumidor, Alex Noronha recomenda que seja procurado o Procon, para que a reclamação seja formalizada.

“Publicidade enganosa é um ato criminoso, podendo inclusive o consumidor apresentar uma notícia crime na delegacia especializada competente. Pode também o consumidor reclamar perante o Procon e, não chegando a um denominador comum, até mesmo chegar às vias judiciais para reparar os danos sofridos”, finaliza o especialista em Direito do Consumidor.

22 de novembro de 2018

Em um mês, Piauí perde quase 1 mil novas vagas de emprego

Ao todo, 7.325 pessoas foram admitidas no Piauí somente no mês de outubro, enquanto 7.076 postos de trabalho foram fechados.

Após nove meses procurando emprego, Rafael Albino, foi contratado para ser funcionário do comércio em Teresina. Assim como ele, outras 7.325 pessoas foram admitidas no Piauí somente no mês de outubro. Apesar de ser um bom número, o saldo positivo é de apenas 250 vagas. Isso porque, no último mês, o estado apresentou uma redução de 7.076 postos de trabalho. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho.

Em comparação ao mês de setembro, quando o Piauí registrou aumento de 1.219 vagas de emprego, a redução de vagas no estado é de 79%, ou seja, quase 1 mil vagas. O melhor desempenho no mês de outubro, em números absolutos, foi registrado pelo setor do comércio, com saldo positivo de 373 novos empregos. Neste setor, 2.134 trabalhadores foram admitidos e 1.761 foram demitidos. 

Em um mês, Piauí perde quase 1 mil novas vagas de emprego. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas-PI), Tertulino Passos, as vagas abertas no comércio durante o ano têm sido, em parte, para preencher os postos de trabalho perdidos nos últimos anos. “Durante todo o ano de 2018, a gente vem falando que o lojista está mais animado, e essa animação não foi só pra venda, mas também para fazer contratações. Houve, na realidade, o preenchimento de vagas, e isso veio para contribuir para esse nível de emprego”, afirma, acrescentando que os próximos três meses devem ser positivos para a geração de novos postos de trabalho no estado.

Percentualmente, o setor agropecuário teve o desempenho mais expressivo ao longo do mês de outubro, com variação mensal de 1,42%. Ao todo, a agropecuária gerou 138 novas vagas, com 935 admissões e 797 demissões durante o mês. Já a queda no número de vagas foi puxada no estado pelo setor de serviços, que fechou o mês de outubro com redução de 317 postos de trabalho. No setor, o número de admissões é de 2.740, enquanto o índice de demissões foi de 3.057. Em números percentuais, o setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública registrou o maior saldo negativo no Piauí, com redução de 1,8% postos de trabalho.

O economista Fernando Galvão explica que, apesar da redução do número de vagas, o setor de serviços é um dos que mais se destaca na geração de empregos. (Foto: Folhapress)

O economista Fernando Galvão explica que, apesar da redução do número de vagas, o setor de serviços é um dos que mais se destaca na geração de empregos. “O setor de serviços teve um salto nesse terceiro trimestre que representa julho, agosto e setembro, com 958 empregos gerados”, pontua, acrescentando que, com o pagamento de 13º salário e férias, a expectativa é de que haja uma maior injeção de renda fazendo a economia responder positivamente no fim deste ano.

De acordo com o economista, a geração de emprego no mês passado representa a recuperação da crise econômica no país nos últimos três anos. “[A crise] teve um impacto avassalador no nível de empregos no Brasil. Em 2017 e 2018, a gente começa a ter uma pequena recuperação nesses indicadores de emprego”, finaliza. O economista destaca ainda que os setores de fármacos e cosméticos foram os únicos que não foram afetados pela crise, com aumento dos postos de trabalho.

BC simplifica regras dos compulsórios e prevê liberação de R$ 2,7 bi

O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em uma conta no BC.

O Banco Central informou, nesta quinta-feira (22), que simplificou as regras dos recolhimentos compulsórios e, com isso, deverá liberar no mercado R$ 2,7 bilhões. As alterações produzirão efeitos no final do ano.
O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em uma conta no BC e representa uma das ferramentas da autoridade monetária para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia. As informações são da Agência Brasil.
Em nota, o BC afirmou que fez ajustes nos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista (dinheiro disponível para saque pelo cliente a qualquer momento) e a prazo (quando o dinheiro fica parado no banco, rendendo por determinado período).


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

"As mudanças estão no âmbito do pilar Crédito mais Barato da Agenda BC+ [formada por medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente] e fazem parte do trabalho de simplificação das regras do recolhimento compulsório, permitindo uma redução dos custos para o sistema financeiro", diz o BC.
Segundo BC, foram editadas duas circulares que consolidaram regras antes dispersas em 17 documentos. Foi antecipado para dezembro de 2018 o fim de deduções nos compulsórios que acabariam no final de 2019.
Para compensar as alterações nas deduções, a alíquota sobre recursos a prazo foi reduzida de 34% para 33% e a sobre recursos à vista de 25% para 21%, gerando uma liberação residual da ordem de 0,6% do recolhimento total (R$ 435,906 bilhões).
Além disso, acrescenta o BC, foram atualizados os valores de algumas deduções como as baseadas no nível I do Patrimônio de Referência das instituições financeiras nos recolhimentos sobre recursos a prazo e como as que incidem sobre os valores médios do recolhimento compulsório sobre recursos à vista (sobe de R$ 200 milhões para R$ 500 milhões).
De acordo com o BC, as alterações nos compulsórios sobre recursos à vista e a prazo fazem com que oito instituições de menor porte passem a não ter mais obrigatoriedade desses recolhimentos.
Ainda segundo o BC, diminui também a exigência mínima diária de cumprimento da exigibilidade de 80% para 65% sobre os montantes de exigibilidade sobre recursos à vista, permitindo maior flexibilidade aos bancos e garantindo melhores condições de funcionamento do mercado monetário.

Guedes define Rubem Novaes para presidente do Banco do Brasil

Na Caixa Econômica Federal, o comando deverá ser confirmado nesta quinta (22) para Pedro Guimarães.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilO futuro ministro da Economia Paulo Guedes escolheu o economista Rubem Novaes para presidir o Banco do Brasil. Na Caixa Econômica Federal, o comando deverá ser confirmado nesta quinta (22) para Pedro Guimarães, como antecipou a Folha de S.Paulo.
Ambos os nomes serão submetidos a Jair Bolsonaro, que deverá fazer as indicações que vêm discutindo com ele desde o início da semana.
Novaes é amigo de Guedes desde os tempos em que estudaram na Universidade de Chicago (EUA), berço do liberlaismo econômico. É professor da Fundação Getúlio Vargas e foi diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Chegou a ser cotado para presidir o banco porque não queria deixar o Rio de Janeiro, onde mora.


O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para o Banco do Brasil, Guedes queria indicar inicialmente o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, mas sofreu forte resistência da ala política de Bolsonaro que não queria o executivo por ter trabalhado como diretor da estatal na gestão petista.
Novaes defende as privatizações e, à frente do Banco do Brasil, deve promover a venda do braço de investimento da instituição, seguindo a diretriz definida por Guedes de retirar os bancos públicos -BB e Caixa particularmente- de todos os negócios que não forem relacionados a políticas públicas.
Na presidência da Caixa, Guimarães deverá comandar a venda da área de cartões de crédito e de seguros.
Sócio do banco de investimento Brasil Plural, Guimarães possui mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro na gestão de ativos e reestruturação de empresas. Doutor em Economia pela Universidade de Rockester (EUA), especializou-se em privatizações.

Quase 8 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes no último ano

Quase 8 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes no último ano

Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas mostram que a maior parte das ocorrências está ligada à clonagem de cartões de crédito.

Um estudo feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que 7,8 milhões de brasileiros foram vítimas de fraude nos últimos 12 meses. Os dados mostram que a maior parte das ocorrências (41%) está ligada à clonagem de cartões de crédito.

De acordo com o levantamento, outros golpes mais comuns envolvem o uso indevido do nome para contratação de empréstimos (12%), falsificação de documentos para abertura de crediário (10%) e pagamento de boletos falsos (10%), e há ainda pessoas que foram vítimas de clonagem de cartão de débito (7%), falsificação de cheque (7%) e clonagem da placa de veículo (7%).


Foto: Marcos Santos/USP Imagens

De acordo com o SPC Brasil, Além de prejuízos financeiros e constrangimento, o consumidor sofre com o tempo gasto para resolver os processos burocráticos para regularizar sua situação, como comprovar que não realizou compras indevidas ou resolver uma possível negativação do CPF.

Para auxiliar a população na proteção contra fraudes, o SPC Brasil disponibilizou a ferramenta “SPC Avisa”. Com o serviço, o consumidor receberá informações via e-mail sempre que seu nome for incluído, excluído ou sofrer alterações cadastrais no banco de dados da entidade.

A pesquisa ouviu 800 consumidores em setembro de 2018 com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, em 12 capitais das cinco regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Confiança do empresário industrial é a mais alta em oito anos

Com a alta de 9,5 pontos registrada em novembro na comparação com outubro, o índice está 9 pontos acima da média histórica, que é de 54,2 pontos.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 63,2 pontos em novembro de 2018, o maior valor para o índice desde setembro de 2010, quando registrou 63,3 pontos. Os dados foram divulgados hoje (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com a alta de 9,5 pontos registrada em novembro na comparação com outubro, o índice está 9 pontos acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança dos empresários.

Segundo a CNI, o aumento da confiança é generalizado entre os setores. O ICEI alcançou 65,7 pontos na indústria extrativa, ficou em 63,8 pontos na indústria de transformação e atingiu 60,7 pontos na construção. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI subiu para 63,9 pontos em novembro. Nas pequenas empresas, o índice ficou em 61,9 pontos e, nas médias, em 63 pontos.

“Conhecidos os resultados das eleições, há expectativas muito positivas em relação às mudanças que virão e às reformas que podem estimular o crescimento econômico e melhorar o ambiente de negócios”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, em nota. Ele explica que a recuperação da confiança é importante para a economia por indica maior disposição para investir, tomar riscos, contratar trabalhadores e comprar mais matérias-primas.

 A pesquisa foi feita entre 1º e 14 de novembro com 2.692 empresas, das quais 1.068 são de pequeno porte, 1.015 são médias e 609 são de grande porte.

BC simplifica recolhimento obrigatório e libera R$ 2,7 bilhões

Banco informou que fez ajustes nos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista (dinheiro disponível para saque pelo cliente a qualquer momento) e a prazo (quando o dinheiro fica parado no banco, rendendo por determinado período).

O Banco Central (BC) simplificou as regras dos recolhimentos compulsórios e, com isso, liberou no mercado R$ 2,7 bilhões. As alterações produzirão efeitos no final do ano. O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em uma conta no BC e representa uma das ferramentas da autoridade monetária para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia.

Em nota, o banco informou hoje (22) que fez ajustes nos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista (dinheiro disponível para saque pelo cliente a qualquer momento) e a prazo (quando o dinheiro fica parado no banco, rendendo por determinado período).


Segundo BC, mudanças integram uma série de medidas destinadas a modernizar a legislação, tornar o sistema financeiro mais eficiente e tornar o crédito mais barato (Foto: Agência Brasil)


“As mudanças estão no âmbito do pilar Crédito mais Barato da Agenda BC+ [formada por medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente] e fazem parte do trabalho de simplificação das regras do recolhimento compulsório, permitindo uma redução dos custos para o sistema financeiro”, diz o BC.

Segundo BC, foram editadas duas circulares que consolidaram regras antes dispersas em 17 documentos. Foi antecipado para dezembro de 2018 o fim de deduções nos compulsórios que acabariam no final de 2019.

Para compensar as alterações nas deduções, a alíquota sobre recursos a prazo foi reduzida de 34% para 33% e a sobre recursos à vista de 25% para 21%, gerando uma liberação residual da ordem de 0,6% do recolhimento total (R$ 435,906 bilhões).

Além disso, acrescenta o BC, foram atualizados os valores de algumas deduções como as baseadas no nível I do Patrimônio de Referência das instituições financeiras nos recolhimentos sobre recursos a prazo e como as que incidem sobre os valores médios do recolhimento compulsório sobre recursos à vista (sobe de R$ 200 milhões para R$ 500 milhões).

De acordo com o BC, as alterações nos compulsórios sobre recursos à vista e a prazo fazem com que oito instituições de menor porte passem a não ter mais obrigatoriedade desses recolhimentos.

Ainda segundo o BC, diminui também a exigência mínima diária de cumprimento da exigibilidade de 80% para 65% sobre os montantes de exigibilidade sobre recursos à vista, permitindo maior flexibilidade aos bancos e garantindo melhores condições de funcionamento do mercado monetário.

21 de novembro de 2018

Elo fecha parceria com Discover e assume cartões Diners no Brasil

Quem quiser continuar com a marca Diners terá de solicitar o cartão com a bandeira pelo Banco do Brasil ou pelo Bradesco.

O Diners não vai acabar mais no Brasil. Após o Itaú Unibanco notificar usuários sobre a descontinuidade do cartão no país, a Elo confirmou nesta quarta (21) uma parceria com a Discover, empresa de serviços bancários, para ter a marca Diners Club em seu portfólio. 

A parceria, porém, não altera o processo de substituição dos cartões Diners, emitidos pelo Itaú, para a bandeira Visa. Segundo o banco, a substituição dos cartões será automática. Até janeiro de 2019, o novo plástico será entregue no endereço já cadastrado pelo usuário, com nova senha e código de acesso à central de atendimento.

Quem quiser continuar com a marca Diners terá de solicitar o cartão com a bandeira pelo Banco do Brasil ou pelo Bradesco.

A Discover Financial Services é uma empresa de serviços bancários e pagamentos. A empresa emite o cartão Discover e oferece empréstimos estudantis, pessoais, imobiliários, bem como contas correntes e poupança e certificados de depósito por meio de seus negócios bancários diretos. 

DINERS NO BRASIL

Criada em 1950 nos EUA, após um advogado perceber, ao tentar pagar a conta em um restaurante, que esquecera sua carteira, a americana Diners Club International ("clube internacional do jantar") foi a primeira companhia de cartão de crédito independente do mundo.

No país, a marca pertencia ao Citibank, cuja área de varejo foi adquirida pelo Itaú em 2016.

No domingo (18), a Folha de S.Paulo divulgou que o Itaú vinha notificando usuários sobre o fim da bandeira no Brasil. 

Com a extinção da bandeira emitida pelo Itaú, os clientes Diners Club Internacional Multiplus virarão Multiplus Itaucard Gold Visa.

Quem tinha Diners Club Exclusive e Diners Club Internacional mudará para o Credicard Exclusive Platinum Visa -detentores destes cartões terão dois acessos às salas VIPs por um período de 12 meses, sem renovação.

Havia 172,1 mil cartões Diners ativos no fim de 2017, segundo análise da Boanerges com base em dados do BC. 

A substituição dos cartões será automática. Até janeiro de 2019, o novo plástico será entregue no endereço já cadastrado pelo usuário, com nova senha e código de acesso à central de atendimento.

O cartão deve ser desbloqueado nos canais do Citi: www.citi.com.br ou CitiPhone -4004-2484 (capital e região metropolitana) ou 0800 701 2484 (demais localidades). Depois, é preciso alterar as senhas.

Mesmo após o desbloqueio, os canais de atendimento permanecerão os do Citi por um tempo. A migração para os canais do Itaú será feita entre fevereiro e março de 2019.

Segundo o Itaú, a anuidade do Diners será mantida ao menos até a renovação do plano vigente. 

A forma de envio de faturas, por email ou correio, permanecerá a mesma. Após a substituição do cartão, faturas fechadas poderão ser consultadas pelo CitiPhone. No site só estarão disponíveis as faturas geradas depois da troca.

O Itaú diz que a migração não influencia a concessão de crédito, mas o limite poderá ser revisto mais adiante.

Lojas virtuais expandem centros logísticos para entregar mais rápido

Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza e B2W ampliaram em 42% a área que operam em condomínios logísticos para apoiar a distribuição de produtos vendidos no e-commerce.

Tendo como meta a entrega de produtos no mesmo dia ou no dia seguinte, as principais empresas de comércio eletrônico do mercado brasileiro vêm promovendo uma forte expansão de seus centros de distribuição.

Segundo dados da empresa de pesquisa do mercado imobiliário Buildings, Amazon, Mercado Livre, Magazine Luiza e B2W ampliaram em 42% a área que operam em condomínios logísticos para apoiar a distribuição de produtos vendidos no e-commerce.

A Amazon ocupava 12 mil m² de condomínio na idade de Barueri. Partiu desse para uma área para 48,5 mil m² na cidade de Cajamar.

Já o Mercado Livre partiu de área de 17 mil m² na cidade de Santana de Parnaíba (SP) para 51 m² na cidade de Louveira, no mesmo estado.

Movimentos do tipo também foram registrados em empresas como Magazine Luiza, que passou de 190 mil m² para 225 mil m² neste ano, segundo a Buildings, e na B2W (dona de Submarino e Americanas.com), que foi de 89 mil m² para 112 mil m².

Sem informar o crescimento anual, a Via Varejo também apontou avanço na área dedicada à logística para comércio eletrônico.

Segundo Fernando Didiziakas, sócio da Buildings, há em comum entre os investimentos o fato de serem feitos em espaços de alto padrão, com características como 12 metros de pé direito e capacidade de receber até cinco toneladas por metro quadrado (o que permite o empilhamento de grandes volumes) e perto de grandes centros comerciais.

Em sua avaliação, as companhias estão aproveitando momento de preços baixos no mercado imobiliário para se instalarem em locais que as permita melhorar o sistema de entregas de produtos.

Ele lembra que o estudo observou apenas condomínios logísticos, mas é possível que as empresas avaliadas tenham outros centros de distribuição menores e dentro das grandes cidades.

O plano das companhias do setor é mudar a lógica de como são feitas boa parte das entregas dos produtos vendidos no site das grandes varejistas da internet.

A maior parte dos itens expostos em seus sites vem de outras lojas ou de indústrias, no modelo conhecido como marketplace, em que o site mais visitado serve como vitrine para outras empresas.

Por exemplo, uma loja de instrumentos musicais pode expor seus produtos em um site desses, em troca de uma comissão de cerca de 10% por venda.

Quando uma compra é fechada em um site desses, o responsável pelo frete, via de regra, é a empresa dona dos instrumentos, não a loja virtual onde a compra foi fechada.

A ideia é mudar isso e adotar modelo no qual a loja virtual passa a armazenar os itens de terceiros e cuidar de toda a logística para a entrega deles, no caso os violões ou pandeiros, até a casa do consumidor. 

Pedro Guasti, consultor de negócios especialista em comércio eletrônico da Ebit|Nielsen, diz que a adoção desse modelo, conhecido internacionalmente como Fullfilment e tendo a Amazon como pioneira nos Estados Unidos, indica uma evolução no mercado brasileiro.

Leandro Bassoi, diretor do Mercado Envios (unidade de logística do Mercado Livre), diz que a colocação de produtos no centro de distribuição da empresa permitiu a redução do tempo de entrega para um terço do que tinha sendo obtido no modelo tradicional. A companhia passou a oferecer o modelo em setembro do ano passado.

Paulo Madureira, diretor de marketplace da Via Varejodiz, diz que a empresa deve fechar o ano com dezenas de companhias que vendem em seus sites usando centro de distribuição. Espera que sejam centenas no próximo ano e milhares no seguinte.

Segundo ele, a empresa tem mais de 100 mil m² reservados para estocagem de itens do comércio eletrônico.

A empresa vem expandindo sua área dedicada ao segmento aproveitando áreas disponíveis em sete centros de distribuição que já existiam para atender o varejo físico.

Passagens aéreas nem sempre barateiam na Black Friday

Pesquisa mostra que apenas três destinos estavam mais baratos na campanha do ano passado.

Em plena semana da Black Friday, um setor específico pode não ser tão atrativo para quem espera encontrar as famosas promoções: o de passagens aéreas. Segundo um levantamento recente do site Kayak, uma ferramenta de buscas de viagens, as passagens aéreas nem sempre ficam mais baratas nesse período.

De acordo com a pesquisa, que utiliza dados da Black Friday 2017 e conta com uma lista dos 15 destinos mais buscados pelos brasileiros, em apenas três deles (São Paulo, Fortaleza e Orlando) as passagens estavam mais baratas na campanha se comparadas com as semanas anteriores e a semana seguinte da Black Friday.

“O estudo revela que nem todos os atores do mercado de turismo aderiram à Black Friday ainda. Portanto, é importante se planejar e acompanhar os preços de passagens aéreas com bastante antecedência para encontrar as melhores ofertas. (...) Apostar todas as fichas na Black Friday, especialmente para viagens de final de ano, pode não ser uma boa escolha”, afirma Eduardo Fleury, Líder de Operações do Kayak no Brasil.


Esperar exclusivamente pela Black Friday para comprar passagens pode não ser tão vantajoso, é o que alerta especialista. Foto: Reprodução

Alta temporada x baixa temporada

A partir deste levantamento, o Jornal O DIA procurou saber: porque isso acontece? Em contato com a reportagem, Rosana Barros, que é gerente de uma agência de viagens em Teresina, conta que as pessoas normalmente esperam encontrar descontos nesse período, mas que as companhias aéreas não costumam oferecer esse tipo de vantagem para destinos mais procurados na alta temporada.

Segundo ela, isso é “fato do mercado” e o que ocorre, em geral, é que as companhias oferecem descontos para a baixa temporada. Com o aumento da demanda no fim de ano, não é atrativo para as companhias aéreas oferecer promoções. Conforme explica Rosana, as promoções e descontos são geralmente ofertados quando há baixa procura por um determinado trecho.

Por isso, mesmo sabendo que as companhias não costumam reduzir os preços, é interessante ficar atento ao período da Black Friday, especialmente se a pessoa já está se programando para uma viagem no ano que vem.

“A pessoa pode aproveitar o período da Black Friday pra se planejar para o ano que vem. Se a pessoa já tiver uma programação e quiser dar uma olhada [é interessante]. Para a alta temporada, geralmente são oferecidos descontos singelos”, afirma Rosana Barros.

Mercado instável

Sobre a Black Friday, Rosana afirma que a agência de viagens que ela trabalha não costuma organizar esse tipo de evento, mas que acompanha o que é realizado pelas companhias aéreas, por exemplo.

“Não trabalhamos especificamente com a Black Friday. Intermediamos o que existe no mercado de turismo, o que as empresas oferecerem, a gente oferece também”, destaca.

Rosana explica, ainda, que esse é um setor bastante instável em razão das mudanças na moeda de outros países (alta e baixa do dólar, por exemplo) e no comportamento das pessoas em relação às viagens. Tudo isso também influencia no valor das passagens e em possibilidade de existirem ou não promoções em um determinado período.

“Com a alta do dólar, as pessoas ficam com receio de viajar pra fora. A mudança cambial, de comportamento, tudo isso influencia. A Inglaterra saiu da União Europeia, por exemplo, e isso pode mudar os preços das passagens [e condições das viagens]”, finaliza.

Black Friday é “esquenta” para o Natal e comércio funciona até mais tarde

Alguns estabelecimentos já estão oferecendo descontos de até 70%.

A Black Friday ocorre nesta sexta-feira (23), mas as lojas de Teresina já estão decoradas e participando da campanha para capturar a atenção do cliente que passa diariamente pelo Centro da cidade. Em várias vitrines, já é possível ver o nome da ação em destaque e placas com descontos de até 70%.

Para os lojistas, esta é a oportunidade de fazer o “esquenta” para o Natal, já que muitos clientes aproveitam as promoções para comprar os presentes das festas de fim de ano, além de ser um atrativo para quem já estava buscando ofertas com preços reduzidos. Neste sábado (24), por exemplo, as lojas irão estender o horário de funcionamento, ficando abertas até às 18h.

Elisângela Santos foi até o Centro buscando calçados e se deparou com as promoções, mas ela resolveu pesquisar os melhores preços. “Pelo menos as propagandas são grandes, dizem que os preços são bons, mas a gente precisa vir pra ver”, conta.

Por ser uma data com promessa de alta rentabilidade, há lojas que inclusive reinventam o conceito. Ao invés de Black Friday – funcionando apenas na sexta-feira, como ocorre originalmente nos Estados Unidos, tem loja apostando no “Black November”, como é o caso de uma loja de confecções e calçados no Centro da Capital. Istalany Mística é chefe de setor da loja e conta que essa é uma das datas do ano mais esperadas.


No sábado, as lojas do Centro funcionarão até às 18h para atender a demanda. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

“O povo toda hora está perguntando quando vai começar, já chega falando na Black Friday. A gente está no clima, [a decoração] já está em preto e amarelo. A procura é grande, principalmente no setor feminino. As pessoas procuram muito calça feminina e sandália”, afirma.

Segundo Istalany, o período funciona como “uma mistura de Natal com Black Friday”. Isto porque é preciso organizar a loja para esses eventos, que acabam se encontrando durante essa época. “As pessoas já querem comprar as peças em promoção para usar no Natal ou dar presentes. [No Black November], estamos oferecendo até 70% de desconto nos produtos. Também têm outros produtos [que já vinham com preços promocionais], como aqueles que custam R$ 19,90, R$ 39,99”, pontua.

Elisandra Carvalho é gerente de uma loja de calçados no Centro de Teresina e conta que a Black Friday começou, em seu estabelecimento, já na semana passada e vai se estender até o final do mês de novembro.

“Estamos com promoção na parte infantil, masculino e principalmente feminino, que é o nosso forte. Estamos com muitas promoções, preços bem variados. A expectativa é de melhora e que os clientes comprem na nossa promoção porque está bastante atrativa. A campanha é anual e tem bastante procura”, conta.

Lojistas acreditam em incremento de até 15%

Em uma loja de roupas de Teresina, o gerente Valdemir Ferreira explica que a Black Friday já ocorre a partir de hoje (21) e se estende até o sábado (24). A expectativa de crescimento das vendas é de 12% a 15%, em comparação a 2017.

“Nós vamos trabalhar com 20%, 30% e 40% de desconto, além de melhorar o nosso plano de pagamento, com a campanha de 1º pagamento em janeiro. [Esses descontos serão ofertados] em alguns produtos, que nós vamos selecionar e colocar em destaque na loja, com uma sinalização. A Black Friday no ano passado deu um bom resultado e nesse ano a gente espera que vai ser bem melhor”, avalia.

Por outro lado, tem gente que olha este momento com desconfiança. Uma cliente que preferiu não se identificar afirmou ao O DIA que “não vê vantagem” na data e não costuma comprar nesse período, já que não sabe se os produtos estão em boas condições e têm qualidade. Além disso, para ela, a economia está “incerta” pela transição do governo e ela prefere não contrair dívidas no momento.

Sindilojas

Para a Black Friday 2018, o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Teresina (Sindilojas) espera um aumento de 8% nas vendas. Segundo a entidade, a cada ano, aumenta o número de lojas participando da campanha, o que oferece mais opções para o teresinense. Os descontos praticados pelas lojas são de 40%, em média, mas podem chegar a 60% de acordo com o Sindicato.

O Sindilojas informou ainda que existem dois tipos de condições de compra na Black Friday: todos os setores em promoção ou com condições de pagamento especiais.

20 de novembro de 2018

Nordeste é única região com retração econômica em 12 meses, diz BC

A autoridade monetária divulgou o Boletim Regional, que traz, entre outros pontos, o índice de atividade econômica de cada região.

Apesar da retomada da atividade após a paralisação dos caminhoneiros deste ano, o Nordeste foi a única região do país a registrar retração econômica no período de 12 meses encerrados em setembro, informou o BC (Banco Central) nesta terça-feira (20).

A autoridade monetária divulgou o Boletim Regional, que traz, entre outros pontos, o índice de atividade econômica de cada região.

No período de 12 meses, o Nordeste apresentou um índice negativo de 0,2%. O número ainda reflete o impacto gerado pela paralisação dos caminhoneiros, em maio deste ano.

No dado apresentado nesta terça, relativo ao terceiro trimestre, é possível observar uma retomada, com alta de 1,5% na atividade econômica do Nordeste. Entretanto, o número não foi suficiente para recompor perdas do período da greve, no segundo trimestre, quando a retração foi de 2,1%.

De acordo com o BC, o desempenho recente da economia na região mostram uma recuperação gradual da atividade. A redução no ritmo de crescimento também é observada no restante do país.

"A atividade econômica nas diversas regiões permanece em recuperação, mas em ritmo mais gradual do que o esperado no início do ano", informa o Banco Central.

No período de 12 meses encerrados em setembro, a maior expansão econômica foi registrada na região Norte, com alta de 2,6% da atividade. Apesar do nível elevado, a atividade registrou recuo no segundo trimestre (-0,9%) e no terceiro trimestre (-0,3%).

"Os principais indicadores econômicos da região Norte evidenciaram acomodação no recuo da atividade, ainda sobre efeitos da paralisação do setor de transporte de cargas", diz o documento.

A região Sul teve, em 12 meses, uma alta de 1,8% na atividade econômica. O Sudeste, por sua vez, registrou alta de 1,4%.

"No Sudeste, a economia retomou o nível de atividade prévio à paralisação dos caminhoneiros, retornando à trajetória de crescimento gradual", afirma o BC.

No Centro-Oeste, o crescimento foi de 0,9%. O Banco Central avalia que a região vive cenário de relativa estabilidade, refletindo a redução da produção agrícola, após safra recorde em 2017.

Na última semana, o Banco Central divulgou o dado nacional relativo à atividade econômica. No terceiro trimestre, a economia brasileira cresceu 1,74%, em relação aos três meses anteriores.

Foco da Petrobras será ampliar exploração do pré-sal, diz Castello Branco

O futuro presidente da petroleira evitou comentar quais os segmentos da empresa podem passar por privatização.

Escolhido para presidir a Petrobras no governo de Jair Bolsonaro (PSL), Roberto Castello Branco afirmou nesta terça-feira (20) que a estatal terá como prioridade a exploração do pré-sal.

"O foco da Petrobras deve ser na aceleração da exploração do pré-sal", disse ao deixar o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funciona o gabinete do governo de transição.

O futuro presidente da petroleira evitou comentar quais os segmentos da empresa podem passar por privatização. Segundo ele, o modelo a ser adotado ainda está em discussão.

"Ao longo de novembro, dezembro [se definirá o modelo] para chegar em janeiro pronto para enfrentar os desafios. Agora é a pré-temporada, o campeonato só começa em janeiro." 

Ele evitou falar sobre o projeto da cessão onerosa, cuja votação está prevista para esta terça no Senado. "Está em discussão ainda", disse.

O projeto de lei em discussão no Congresso autoriza a Petrobras a abrir mão da exclusividade da exploração de petróleo em áreas sobressalentes da região chamada de cessão onerosa, hoje exclusiva da estatal. 

Segundo cálculos da equipe econômica, os leilões poderiam gerar R$ 100 bilhões em receitas para a União. Já o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que se comprometeu com o próximo governo a dar celeridade ao projeto, disse que o valor a ser arrecadado pode ser ainda maior e chegar a R$ 120 bilhões, R$ 130 bilhões.

Questionado sobre o compromisso de partilhar os recursos da cessão onerosa com Estados e municípios, assumida pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, Castello Branco disse que essa é uma atribuição do governo.

"Isso não é função da Petrobras. Isso é uma questão do governo. Decisão do Executivo, não é da empresa", afirmou.

Indiferença afeta contratação de negros, afirma especialista

Os negros são 64,2% dos desempregados no Brasil, embora representem 55,7% do total da população, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A dificuldade de inserir os negros no mercado de trabalho tem nome: indiferença à questão, diz a diretora-adjunta do Instituto Ethos, Ana Lúcia de Melo Custódio.

O problema, afirma, passa por aquilo que o recrutador pensa ser o candidato ideal para a vaga em determinada empresa -e, de acordo com esse imaginário, esse futuro funcionário não é negro.

Os negros são 64,2% dos desempregados no Brasil, embora representem 55,7% do total da população, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A participação de pretos e pardos entre os desocupados cresce desde o início da série, iniciada em 2012.

Haveria falta de talentos para ocupar vagas? "É exatamente o contrário", diz Custódio. "Quando a gente ignora uma parte da população que não entra ou não ascende nas empresas, estamos desperdiçando talentos", diz.

Segundo ela, há vieses inconscientes que coexistem com o difícil enfrentamento do racismo -uma questão brasileira, em sua avaliação.

No último levantamento do Ethos, em 2016, quando questionados se a participação dos negros nos diferentes níveis da empresa era adequada, os gestores respondiam que sim. "Tem-se a percepção de que as coisas vão bem, mas os dados dizem outra coisa".

Avanços, no entanto, vem ocorrendo. As empresas, em especial as de grande porte, preocupam-se em reverter o quadro de ausência de negros em seus escritórios e fábricas.

Um projeto do Ethos foi lançando em maio de 2017 com 20 empresas que buscam incrementar o número de negros em sua força de trabalho. Hoje, o grupo reúne 36 companhias, do porte de Itaú, Coca-Cola, Avon, Carrefour, Bayer e McDonald's.

Dados da Rais, a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho, apontam que, em 2017, a contratação de pretos e pardos com nível superior cresceu num ritmo mais rápido do que entre os brancos.

A alta foi de 8,6% (pretos) e 2,9% (pardos). Entre os brancos, na mesma faixa de escolaridade, a alta foi de 0,1%.

Basta olhar para o lado nos escritórios, porém, para reconhecer que as diferenças ainda persistem.

Na região metropolitana de São Paulo, a taxa desemprego entre os negros é maior do que a verificada entre os brancos (20,8% em comparação a 15,9% em 2017). Além disso, os negros receberam, em média, 69,3% do rendimento dos não negros no período.

A maior participação de negros no ensino superior, fenômeno decorrente das políticas de cotas, ainda não se reflete nas contratações.

Segundo pesquisa do Ethos, os negros ocupavam 6,3% dos cargos de gerência, 4,9% dos cargos em conselhos de administração e apenas 4,7% do quadro executivo em 2016.

Questionada se vê riscos de retrocesso com um futuro governo que já se posicionou contras as cotas, Custódio diz que pode existir regressão em políticas públicas, mas acha menos provável que isso ocorra nas empresas.





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