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Notícias Economia

19 de maio de 2018

Banco Central anuncia nova intervenção no mercado após alta do dólar

A nota do BC ressalta que sua atuação no mercado cambial é separada de da política monetária.

Após o dólar fechar em alta pelo sexto pregão consecutivo hoje (18), o Banco Central anunciou que fará uma oferta adicional de swap cambial, que equivale à venda de dólares no mercado futuro, a partir da semana que vem. Ao todo, serão leiloados 15 mil contratos na próxima segunda-feira (21), entre 9h30 e 9h40, informou a autoridade monetária, em nota.

A data de início dos contratos será no primeiro dia útil após a realização do leilão, informou o BC, que ainda ressaltou que "os montantes das ofertas adicionais de swap poderão ser revistos" e que o órgão "se reserva o direito de realizar atuações discricionárias, caso seja necessário". 

Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Publicas

Além do leilão adicional de swap, o Banco Central dará continuidade à rolagem integral dos contratos que vencem em 1º de junho. A medida já vinha sendo adotada ao longo dessa semana, em que o dólar acumulou alta de 3,85% frente ao real. 

A nota do BC ressalta que sua atuação no mercado cambial é separada de da política monetária, numa clara referência à decisão dessa semana do Conselho de Política Monetária de manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 6,5%. A medida foi interpretada como uma tentativa de evitar efeitos da inflação em decorrência da valorização do dólar, que pode encarecer produtos e serviços importados em moeda estrangeira. 

"O Banco Central reitera que eventuais impactos de choques externos sobre a política monetária são delimitados por seus efeitos secundários sobre a inflação (ou seja, pela propagação a preços da economia não diretamente afetados pelo choque)". De acordo com o BC, os efeitos da alta do dólar "tendem a ser mitigados pelo grau de ociosidade da economia e pelas expectativas e projeções de inflação ancoradas nas metas. Não há, portanto, relação mecânica entre o cenário externo e a política monetária", conclui a nota.

18 de maio de 2018

Fundo garantidor começa a pagar R$ 57 milhões a clientes do Banco Neon

O pagamento ocorrerá até o dia 17 de setembro de 2018. Após esse período, os credores remanescentes deverão solicitar o pagamento diretamente ao Banco Neon.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começou a pagar hoje (18) cerca de R$ 57 milhões a clientes do Banco Neon, afetados pela liquidação extrajudicial da instituição financeira. O pagamento ocorrerá até o dia 17 de setembro de 2018. Após esse período, os credores remanescentes deverão solicitar o pagamento diretamente ao Banco Neon. 


Após 17 de setembro, credores remanescentes deverão solicitar o pagamento diretamente ao Banco Neon


Segundo o fundo, há casos de clientes de outros bancos liquidados que deixaram de solicitar o pagamento da garantia. “Acontece frequentemente, especialmente em contas correntes com valores muito baixos. O cliente tem até três anos para reclamar a garantia junto ao FGC. Após esse período, ele deverá se dirigir ao banco liquidado, e nesse caso disputará o valor a ser recebido com outros credores registrados no quadro geral de credores”, afirmou o fundo.

No último dia 4, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Neon, por comprometimento da situação econômico-financeira da instituição. Segundo o BC, o Banco Neon, instituição financeira de pequeno porte, detinha 0,0038% dos ativos do sistema bancário e estava autorizado a operar como banco comercial. O banco tinha apenas uma agência, localizada em Belo Horizonte.

Na ocasião, o BC informou que a liquidação do banco não estava relacionada com a Neon Pagamentos, empresa de inovação no setor financeiro (fintech), que operava em parceria com o Banco Neon. Após a liquidação extrajudicial, a Neon Pagamentos fez uma parceira com o Banco Votoratim para continuar oferecendo os serviços.

Pagamento

Os clientes da Neon Pagamentos com investimentos no produto Objetivos, correspondente à aplicação em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Neon, deverão acessar o aplicativo da fintech a partir de hoje e seguir as instruções para que seja efetuado o pagamento da garantia. As informações no aplicativo estarão disponíveis até o dia 18 de junho deste ano.Para os demais clientes do Banco Neon, o pagamento da garantia será feito por intermédio das agências do banco Bradesco. A lista de agências está disponível no site do FGC. 

Para receber o dinheiro nas agências bancárias, os titulares dos créditos deverão apresentar documento de identidade (RG, CPF ou CNH) e cópia autenticada. O beneficiário da garantia poderá ainda designar procurador com poderes específicos para receber o pagamento da garantia pelo FGC.  No caso de empresas, o representante legal deverá comparecer a uma das agências bancárias e apresentar vias originais e cópias autenticadas dos documentos da pessoa jurídica, o documento comprobatório dos poderes de representação, e o documento de identidade do representante legal.

Fundo Garantidor de Crédito

Criado em 1995, o FGC é uma entidade privada que funciona como mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores. O fundo permite a recuperação dos depósitos ou dos créditos de até R$ 250 mil por correntista em caso de falência, insolvência ou liquidação extrajudicial.

Caged registra 336 mil novas vagas de emprego em quatro meses

Na comparação dos últimos 12 meses, o saldo na geração de emprego formal (com carteira assinada) também é positivo, com 283.118 postos de trabalho gerados.

O país fechou os quatro primeiros meses do ano com um saldo de 336.855 empregos criados. O mês de abril fechou com 115.898 postos de trabalho a mais do que em março. Esse é o melhor resultado para abril desde 2013, quando foram criadas 196.913 vagas.


Caged indica discreta melhoria na situação dos empregos no país (Foto: Agência Brasil)


Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentado hoje (18) pelo Ministério do Trabalho, ao longo de abril foram registradas 1.305.225 admissões e 1.189.237 desligamentos. O resultado foi comemorado pelo presidente Michel Temer, durante evento em São Paulo. 

Na comparação dos últimos 12 meses (ente maio de 2017 e abril de 2018), o saldo na geração de emprego formal (com carteira assinada) também é positivo, com 283.118 postos de trabalho gerados no período, um aumento de 0,75%.

Setores

O resultado positivo de abril foi sentido em todos os oito setores econômicos analisados pelo Caged, que tiveram expansão de vagas. O melhor desempenho foi no setor de serviços, que abriu 64.237 empregos, 0,38% a mais do que em março, com destaque para comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos, além de transportes, comunicações e serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação.

A segunda melhor performance foi sentia na indústria de transformação, que abriu 24.108 vagas, puxada pela indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (8.763) e a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (7.820 postos). Em seguida, vieram a construção Civil (14.394), comércio (9.287), agropecuária (1.591), administração pública (980), indústria extrativa mineral (720) e serviços industriais de utilidade pública (581).

Regiões e estados

As cinco regiões do país apresentaram saldo na geração de empregos em abril. O Sudeste abriu um total de 78.074 vagas, seguindo pelo Centro-Oeste, com 15.769, Sul, com 13.298, região Nordeste, com 4.447 e Norte, com 4.310. Das 27 unidades da federação, 22 também tiveram aumento de emprego no último mês.

O salário médio de admissão dos trabalhadores também subiu. O valor ficou em R$ 1.532,73 em abril, um aumento de 1,22% em relação a março. Houve aumento real de R$ 18,47. 

Reforma trabalhista

O Caged também informou que houve 12.256 demissões realizadas mediante acordo entre empregador e empregado em abril, uma nova modalidade de desligamento prevista pela reforma trabalhista, que entrou em vigor no fim do ano passado.

Na modalidade de trabalho intermitente, ocorreram 4.523 admissões e 922 desligamentos, gerando saldo de 3.601 empregos, envolvendo 1.166 estabelecimentos. Nessa modalidade de contrato, o empregado fica à disposição do empregador e recebe apenas quando é convocado a trabalhar.

Foram registradas 5.762 admissões em regime de tempo parcial e 3.208 desligamentos, gerando saldo de 2.554 empregos, envolvendo 3.533 estabelecimentos. No trabalho parcial, o empregado pode assinar dois tipos de contrato: 30 hora semanais, sem possibilidade hora extra, ou 26 horas semanais, admitindo-se no máximo 6 horas extras por semana.

Moreira Franco: preço da gasolina sobe demais e governo estuda medidas

Governo discute reduzir impostos, como ICMS, para preço cair.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse hoje (18) que é preciso discutir o preço dos combustíveis no país. Ele avaliou que o preço "está subindo demais", e revelou que medidas já estão em discussão, como a redução do PIS/Cofins e do ICMS. 

"Está subindo demais. Já tinha conversado anteriormente com o presidente [da Petrobras] Pedro Parente. Cheguei até, em determinado momento, a conversar com o presidente do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], porque havia alguma distorção que ninguém entendia e é fundamental que as pessoas entendam".

Preço da gasolina supera os R$ 4,29 em alguns postos do DF

Preço da gasolina supera os R$ 4,39 em alguns postos do DF (Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Segundo o ministro, a Petrobras pratica uma política de preços correta, mas é preciso entender que a composição do preço envolve outros fatores. "Então, temos que, juntos, entrar na discussão desses outros fatores, porque a gasolina, e o combustível de modo geral, sobretudo o gás de cozinha, não é um bem conspícuo".

PIS/Cofins e ICMS

Para o ministro, os impostos são muito elevados e, segundo ele, já está em discussão a possibilidade de reduzir o PIS/Cofins e o ICMS. A discussão sobre o preço dos combustíveis, na visão dele, também deve envolver a Petrobras, pela sua importância como fornecedora.

"É uma questão do governo, mas ela [a Petrobras] como elemento importante e fornecedora de um bem fundamental, tem que dar a sua experiência, contribuição e avaliação da realidade para que possamos ter uma politica de preço que seja justa".

Durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Moreira Franco também considerou que a carga tributária sobre a energia elétrica no Brasil é "absolutamente extorsiva". "Somos a quinta energia mais cara do mundo, o que é uma coisa muito preocupante. Isso se torna mais preocupante porque o cliente pega a sua conta e não entende como é a composição de preço da energia", disse, citando a cobrança do ICMS.

Cessão Onerosa

O ministro evitou comentar detalhes sobre a discussão em torno do contrato de cessão onerosa de reservas do pré-sal, que está sendo renegociado entre o governo e a Petrobras. Moreira Franco disse que a Petrobras "é credora" na renegociação, que ocorre de forma confidencial.

Em 2010, quando foi firmado o contrato original, a União cedeu à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural, por meio do sistema de exploração cessão onerosa, modelo pelo qual a contratação entre as partes é direta, e não por meio de leilão ou licitação. Em troca, a empresa pagou ao Tesouro Nacional R$ 74,8 bilhões. O governo e a Petrobras discutem agora a revisão desse valor, já previsto no contrato, considerando, por exemplo, variações do dólar e do preço do barril do petróleo.

Energias renováveis

O ministro disse durante a palestra para empresários fluminenses que está em estudo um programa para financiar a instalação de paineis solares em residências e empresas.

Para o ministro, as fontes renováveis poderão contribuir para a queda do preço final do combustível no país. Segundo Moreira Franco, até 2030, os investimentos em energias renováveis no país devem atingir R$ 125 bilhões.

Brasil criou 115,8 mil empregos em abril, anuncia Temer

Os dados do Caged foram adiantados em evento com empresários.

Em cerimônia, hoje (18), em São Paulo, o presidente Michel Temer anunciou que no mês de abril foram criados 115.898 novos postos de trabalho no país. O presidente antecipou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no discurso a representantes do setor empresarial.

Com o resultado, o saldo de empregos ficou positivo pelo quarto mês consecutivo no país e chega ao final do primeiro quadrimestre de 2018 com 336.855 empregos criados.

“Com o otimismo e com a certeza de que o Brasil saiu da recessão e vai caminhar é que digo, vamos em frente”, disse o presidente na cerimônia de encerramento do Fórum da Exame e Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.


Michel Temer durante a cerimônia de encerramento do Fórum Exame e CNI (Foto: Isac Nóbrega / PR)


Os dados do Caged foram divulgados pelo Ministério do Trabalho poucos minutos após o discurso de Temer e detalham que o resultado de abril é decorrente de 1.305.225 admissões e 1.189.327 desligamentos. O melhor desempenho foi do setor de serviços, que abriu 64.237 vagas, 0,38% a mais do que em março. A segunda melhor performance de abril ficou por conta da indústria de transformação, que abriu 24.108 postos.

Economia e inovação

Em seu discurso, Temer disse que é necessário “confiar no que está acontecendo no Brasil” e apontou que os dados do Caged são um sinal de que o país está saindo da recessão. O presidente comentou também a oscilação negativa ontem do Ibovespa, em 3,37%. Segundo ele, a variação não configura um quadro que possa justificar pessimismo porque foi pontual. “Uma variação na bolsa é mais do que natural. Ela não caiu, ela variou. Cair seria voltar aos padrões de dois anos atrás”, defendeu.

Aos empresários presentes, o presidente defendeu que a inovação tecnológica induz à busca de novas ideias, aperfeiçoamento e prosperidade. Temer comentou que em viagens para fora do país, tem sido sempre interpelado pela boa qualificação técnica na área do agronegócio em função das pesquisas em âmbito da Embrapa. Aproveitando o encontro, o presidente também disse que vai contratar um especialista em inovação para atuar em seu gabinete.

Em sua fala, Temer fez ainda uma defesa de projetos como a reforma trabalhista e as medidas de controle dos gastos públicos. “Fizemos uma coisa muito razoável, nada populista”.

Dólar sobe pelo 6º dia seguido e chega a bater R$ 3,77

Pela manhã, moeda dos EUA chegou a R$ 3,7760, levando o real para o pior desempenho diário dentre as moedas globais

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (18), pelo 6º dia seguido, chegando a se aproximar de R$ 3,80, após ter fechado na casa de R$ 3,70 na véspera, na maior cotação em mais de 2 anos. Às 12h04, a moeda dos EUA subia 1,28%, a R$ 3,7489. Na máxima da sessão até o momento chegou a R$ 3,776, levando o real para o pior desempenho diário dentre as moedas globais, segundo o Valor Online. O dólar turismo era negociado a R$ 3,92. 

A turbulência nos mercados provocou a interrupção da negociação de títulos públicos. As negociações com o Tesouro Direto foram suspensas "dada a volatilidade do mercado", segundo informou o Ministério da Fazenda. A previsão de retorno das negociações é às 12h, "sujeita a uma reavaliação das condições de mercado".

Nesta sexta-feira, o dólar seguia em alta também frente a moedas de outros países, ainda impulsionado pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em meio a expectativa de alta maior dos juros na maior economia do mundo.

Com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real. Desta forma, muitos investidores estão desmontando posições vendidas contra a moeda norte-americana. Numa lista de 33 divisas globais, o real brasileiro tem o pior desempenho diário, seguido do rand sul-africano e o peso colombiano, destaca o Valor Online.

A alta do dólar também era influenciada pela fraqueza do euro, que se encaminhava para sua quinta queda semanal consecutiva contra a moeda norte-americana por causa das incertezas políticas na Itália.

Na véspera, o dólar fechou a R$ 3,7015 na venda, maior valor desde março de 2016, com os investidores reagindo à decisão inesperada do Banco Central de manter a taxa Selic em 6,5%. O dólar turismo atingiu R$ 3,86 e nas casas de câmbio chegou a ser vendido a R$ 4,16 no cartão pré-pago, já incluindo o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

Foto: Reprodução

Mercado pede atuação mais firme do BC

Internamente, apesar da forte valorização da moeda norte-americanas nos últimos dias, que ajudou o Banco Central a se decidir por manter a Selic em 6,50% ao ano no seu encontro de política monetária desta semana, a autoridade monetária não promoveu mudanças em sua política de swaps. Nesta sessão, o BC já vendeu os 5 mil novos contratos de swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares -, totalizando US$ 1,250 bilhão em cinco dias de leilões.

O BC ainda realizará leilão de até 4.225 contratos de swaps para rolagem do vencimento de junho no total de US$ 5,650 bilhões. Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem.

Nos últimos dias, a pressão sobre o dólar levou alguns analistas a avaliarem que já seria hora de o BC reforçar a atuação para defender o real. "O discurso do BC de que o movimento do dólar está alinhado ao exterior tem um limite. Seria prudente atuar (com mais firmeza) para conter a volatilidade. O movimento de alta do dólar está muito rápido", avaliou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

“O que fica evidente é que o mercado vê que BC tem instrumentos, mas ainda não está usando”, acrescenta. Diante da ausência de atuação da autoridade monetária, o profissional aponta que “só tem comprador de dólar no mercado”.

Alta de mais de 11% no ano

No ano, até o fechamento da véspera, o dólar acumula alta de 11,71%. Na pesquisa Focus do Banco Central, há apostas de que o dólar chegará a R$ 3,81 em outubro, quando ocorrerão as eleições presidenciais. E essa estimativa está em alta. No começo de maio, por exemplo, a cotação máxima esperada para outubro não passava de R$ 3,70, destaca o Valor Online.

Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

O IBGE mostrou que pretos e pardos são maioria entre os que desistiram de procurar emprego, respondendo por 73,1% do contingente total

O desalento com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição -aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17).

Pelos parâmetros da pesquisa, o desalento se caracteriza pelo desânimo em procurar emprego. A pessoa nessa condição já não acredita que tem oportunidades profissionais. E quem desiste de buscar uma vaga deixa não apenas o mercado de trabalho -é excluído também das estatísticas de desemprego. São considerados desempregados apenas quem toma providências para conseguir trabalho.

Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação esteve em 13,1%, contra 13,7% de igual período de 2017. "A desocupação caiu sim, mas caiu em função de aumento do desalento e aumento da população subocupada", afirmou o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.

Ao longo do ano passado, o país experimentou a redução gradual das taxas de desemprego, baseada principalmente no aumento de trabalhos informais. O indicador, embora apresentasse melhora estatística, mostrava uma piora na qualidade dos postos de trabalho disponíveis no país, já que o emprego com carteira assinada atingiu níveis historicamente baixos. Havia também aumento da procura, o que ocorre neste ano ainda, mas em menor medida.

Se as pessoas que desistiram de procurar ainda estivessem em busca de oportunidade, a taxa de desemprego no país seria maior, explicou o analista da Tendências, Thiago Xavier.

No intervalo de um ano - entre o primeiro trimestre de 2017 e os três primeiros meses deste ano- 487 mil pessoas passaram à condição de desocupados. Esse contingente de pessoas engrossou, portanto, a fila de emprego em volume proporcional justamente ao das pessoas que deixaram de procurar trabalho (511 mil). O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 13,6 milhões desocupados. Desse total, 3,035 milhões estão na fila há dois anos ou mais.

"Quanto maior o tempo fora, maior a chance de a pessoa deixar o mercado. Existe o efeito psicológico, que emula bem a questão do desalento, que traduz uma ideia de frustração, mas também tem a questão dos custos, já que existe um nível de gasto para se procurar emprego, como condução, alimentação e impressão de currículos", explica Xavier.

O IBGE mostrou que pretos e pardos são maioria entre os que desistiram de procurar emprego, respondendo por 73,1% do contingente total. A maioria (23,4%) dos desalentados têm entre 18 e 24 anos e 38,4%, têm ensino fundamental incompleto.

Há ainda discrepâncias regionais. As regiões Sudeste e Nordeste bateram, no primeiro trimestre deste ano, recorde na série histórica de pessoas desalentadas. Contudo, os estados do Nordeste somaram 2,8 milhões de pessoas nessa condição, enquanto no Sudeste, são 922 mil.

SUBUTILIZADOS

A Pnad mostrou que a taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais aqueles que desistiram de buscar emprego, também bateu recorde: chegou a 24,7% no primeiro trimestre.

Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas nessas condições, o maior contingente desde o início da série, em 2012. Destes, 13,7 milhões procuraram emprego mas não encontraram. O restante são subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, que são pessoas que trabalham menos horas do que gostariam.

Para Xavier, apesar da melhora dos indicadores de desemprego no ano passado, o mercado ainda resistirá a apresentar melhora consistente. "As pessoas voltam a procurar emprego quando percebem que a economia está melhor. E para o desemprego melhorar de forma sustentável, precisamos criar vagas para quem está na fila e também para que deixou a fila ou vai ingressar nela em breve, o que não parece ser o cenário que temos à frente", disse.

Em crise financeira, Oi aprova pagamento de R$ 75 milhões à diretoria em 2018

A empresa diz ainda que o valor da remuneração recorrente, de R$ 35,4 milhões, que inclui benefícios e bonificações, é 29,4% menor que o aprovado para 2017

Em recuperação judicial, a Oi aprovou com seus acionistas um orçamento de R$ 74,6 milhões para remuneração de sua diretoria durante o ano de 2018. O valor é 73% maior do que o aprovado em 2017 e mais do que o dobro do de 2016, quando a empresa decidiu apelar à Justiça para tentar sobreviver ao elevado endividamento.

A proposta de remuneração, antecipada pelo jornal Valor Econômico, foi aprovada em assembleia em 30 de abril com voto contrário do BNDES, dono de uma fatia de 4,63% da Oi. O banco alegou que o valor proposto "é muito superior à remuneração média, por membro da administração, aplicada nos principais concorrentes da companhia". 

A Telefônica Vivo, por exemplo, aprovou orçamento de R$ 24,6 milhões para a remuneração dos administradores, incluindo membros do conselho de administração e fiscal.  No caso da Telefônica Brasil (Vivo), os diretores receberão, em média, R$ 1,8 milhão a título de salários em 2018. Na Oi, os salários anuais médios somam R$ 2,3 milhões, considerando uma média de 3,5 diretores durante o ano. 

A Oi diz que o valor global da remuneração proposto para seus diretores inclui pacote de remuneração extraordinária de R$ 39,2 milhões, relativo a indenizações por rescisão contratual de ex-executivos e de bônus por êxito no processo de recuperação judicial.

A empresa diz ainda que o valor da remuneração recorrente, de R$ 35,4 milhões, que inclui benefícios e bonificações, é 29,4% menor que o aprovado para 2017. Na proposta feita aos acionistas, a empresa frisa que não houve aumento salarial aos diretores.

Em nota, a companhia justifica o valor proposto como instrumento para "garantir o êxito da solução dos temas financeiros, como a redução do endividamento da companhia e também a geração de valor através de suas operações". "A remuneração global aprovada reflete o cenário de grande complexidade e agravamento dos riscos associados ao contexto do processo de recuperação judicial", diz empresa.

Solicitado pela companhia em junho de 2016, o processo de recuperação judicial da Oi é o maior da história do país, envolvendo uma dívida avaliada à época em R$ 65 bilhões.

17 de maio de 2018

Teresina terá combustível mais caro a partir de amanhã, alerta Sindipetro

O aumento anunciado é de 0,95% para o diesel e 1,80% para a gasolina. Novos valores começam a vigorar amanhã.

Com o anúncio feito pela Petrobras nesta quinta-feira (17), sobre o aumento do preço dos combustíveis nas refinarias, a expectativa é de que a partir de amanhã a gasolina e o diesel estejam mais caros em Teresina. O aumento anunciado pela Petrobras é de 0,95% para o diesel e 1,80% para a gasolina. De acordo com o Sindipetro, ainda não há previsão de quanto custará o combustível nas bombas a partir de amanhã, mas o aumento é dado como certo.

Na semana passada era possível comprar gasolina em alguns postos da capital pelo preço de R$ 4,17, em média. Hoje, o valor apontado nas bombas já ultrapassa a casa dos R$ 4,30, e a tendência é de que aumente ainda mais até o final do mês. Alguns consumidores relatam que em determinados postos o valor já ultrapassa os R$ 5. “Há poucos anos nós passávamos um ano sem ter aumento no preço, agora tem aumento praticamente todos os dias”, lamenta o tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Teresina (Sindipetro), José Couto.

Teresina terá combustível mais caro a partir de amanhã, alerta Sindipetro. (Foto: Arquivo O Dia)

Segundo ele, a nova política de preços da Petrobras está trazendo prejuízos não só para o consumidor, mas também para os donos de postos de combustíveis. “Nós tivemos queda nas vendas, porque se o dono do posto não aumentar, ele não tem condição de pagar a conta. A única pessoa que está satisfeita com essa política é a Petrobras”, afirma José Couto. 

Ainda não é possível fazer um balanço de quanto será o aumento para o consumidor final. No entanto, quem decidir abastecer amanhã nos postos da capital deve se deparar com preços bem mais altos do que os encontrados hoje. “Amanhã vamos analisar e ver quanto vai ficar, porque ainda não sabemos quantos centavos vai aumentar realmente. Quem comprar amanhã já deve pagar esse novo preço”, destaca.

Esse é o 4º reajuste anunciado pela Petrobras somente nesta semana. Ontem, a companhia já havia elevado o valor em 1,82% para a gasolina e 1,76% para o diesel nas refinarias. Segundo o Valor Online, desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula alta de 55,28% e o do diesel, valorização de 56,55%.

Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,7% no 1º trimestre, a maior da série histórica, iniciada em 2012. Número inclui trabalhadores desocupados, mas que poderiam trabalhar, e também aqueles que trabalham menos de 40 h por semana.

No Brasil, falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no 1º trimestre de 2018, a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 1º trimestre de 2018:

- 13,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;

- 6,2 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;

- 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

No 4º trimestre de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho tinha ficado em 23,6%, reunindo 26,4 milhões de pessoas. Já a taxa média anual para 2017 ficou em 23,8%.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, apontou que na comparação com o 1º trimestre do ano passado, o número de desocupados caiu em 487 mil pessoas, enquanto o de trabalhadores subutilizados aumentou em 1,1 milhão e o de desalentados aumentou em 512 mil. Segundo o pesquisador, esse quadro enfatiza o quanto a situação do mercado de trabalho brasileiro segue desfavorável.

"Tudo que acontece no mercado de trabalho é reflexo de um cenário econômico, de incerteza política", apontou Azeredo

A taxa de desemprego subiu para 13,1% no 1º trimestre, atingindo cerca de 13,7 milhões de brasileiros, segundo já havia sido divulgado anteriormente pelo IBGE.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%). Já as menores em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).

Na comparação com o 4º trimestre do ano passado, 16 das 27 unidades da federação registraram aumento da taxa de desemprego. Nenhum estado teve queda. Já na comparação com o 1º trimestre do ano passado, apenas dois estados registraram aumento da taxa – Amapá e Rondônia – enquanto oito tiveram queda: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Ceará, Pará, Espírito Santo, Goiás e Amazonas.

Número recorde de desalentados

O universo de desalentados (brasileiros sem emprego e que desistiram de procurar trabalho) passou de 4,3 milhões no último trimestre de 2017 para 4,6 milhões de pessoas no 1º trimestre. Também é o maior número da série histórica. Desde 2016, o número de brasileiros que desistiram de procurar trabalho triplicou no país. No 1º trimestre de 2016, eram 1,57 milhão de desalentados.

"A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga", explica o IBGE.

Do total de desalentados do país, 60,6% estavam no Nordeste (2,8 milhões e pessoas). Entre as unidades da federação, os maiores contingentes estavam na Bahia (805 mil) e Maranhão (430 mil).

Ao analisar o perfil dos desalentados, Azeredo destacou que tal condição atinge principalmente “a população jovem, feminina, preta ou parda e com baixa e escolaridade”. Do total de desalentados, 54,2% eram mulheres, 48,4% tinham entre 14 e 29 anos, 73,1% eram pretos ou pardos e 38,5% tinha ensino fundamental incompleto.

Carteira assinada em queda

No 1º trimestre, 75,4% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 1,2 ponto percentual a menos na comparação anual, uma redução de 408 mil pessoas. O contingente de 32,9 milhões trabalhadores também foi menor de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012. Em 4 das 5 regiões, houve queda. Em relação ao 1º trimestre de 2017, houve alta dessa estimativa apenas na região Norte (de 59,9% para 62,9%).

Já o rendimento médio real de todos os trabalhos ficou estável no 1º trimestre, segundo o IBGE, e foi estimado em R$ 2.169 por mês.

Desemprego é maior entre pretos, pardos e mulheres

A taxa de desemprego dos que se declararam brancos ficou em 10,5% no 1º trimestre, abaixo da média nacional (13,1%), enquanto a dos pretos (16,0%) e a dos pardos (15,1%) ficou acima. Atualmente, os pardos representavam 48,1% da população fora da força, seguidos pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%).

O desemprego também atinge mais as mulheres do que os homens, mesmo com o universo feminino sendo a maioria na população em idade de trabalhar (52,4%). A taxa de desocupação no 1º trimestre foi de 11,6% para homens e de 15% para mulheres. Segundo o IBGE, o nível da ocupação dos homens no 1º trimestre ficou em 63,6% e o das mulheres, em 44,5%.


BNDES anuncia edital para contratação de estudos para privatizar Eletrobras

A contratação inclui estudos econômicos, financeiros e jurídicos que irão subsidiar a modelagem e os parâmetros para o processo de venda da estatal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) avisou no Diário Oficial da União (DOU) que publicará ainda nesta quinta-feira, 17, o edital para a contratação dos serviços necessários à estruturação e definição do modelo de desestatização da Eletrobras. O documento poderá ser adquirido na internet e na sede do banco, no Rio de Janeiro, a partir das 10h.

De acordo com o aviso, as empresas interessadas poderão entregar suas propostas já a partir desta quinta-feira. A abertura das propostas ocorrerá no dia 12 de junho, às 10h30. Todo o processo se dará na forma de pregão eletrônico e deve ser feito pelo site www.comprasnet.gov.br

Foto: Reprodução

O anúncio do edital foi antecipado nesta quarta-feira (16),  que conversou com o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira. A contratação inclui estudos econômicos, financeiros e jurídicos que irão subsidiar a modelagem e os parâmetros para o processo de venda da estatal.

Dyogo explicou que, depois da alteração do texto do decreto sobre a privatização da Eletrobras, o edital vai prever que a contratação das empresas dos estudos será feita somente após a aprovação do projeto de lei (PL) que trata do tema pelo Congresso Nacional. Enquanto isso, disse Dyogo, é possível “ganhar tempo” com o avanço do processo.

O presidente do BNDES disse que, “com certeza”, o projeto de lei da Eletrobras será aprovado ainda este ano no Congresso, assim como serão finalizados em 2018 os estudos para o processo de capitalização.

“Uma série de etapas pode ser concluída neste ano. O que não dá para assegurar é que a gente conclua a última etapa, que é a oferta de ações ao mercado. Essa última etapa depende do momento em que o PL é aprovado”, disse ele nesta quarta ao chegar para o 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção, organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Florianópolis.

16 de maio de 2018

Aposentadoria por idade só poderá ser pedida por telefone ou internet

Salário-maternidade também não terá mais atendimento presencial; análise de pedidos será feita automaticamente pelo INSS.

A partir da próxima segunda-feira (21), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de agendar atendimento presencial para pedidos de aposentadoria por idade e salário-maternidade. Os dois benefícios só poderão ser solicitados por telefone ou internet.

A análise para concessão da aposentadoria por idade e do salário-maternidade já é feita automaticamente, com base nos dados disponíveis nos sistemas do INSS e do governo, desde setembro de 2017. Mas até então também era possível fazer o pedido pelo modelo de agendamento, que agora ficará indisponível.

Fachada de agência do INSS em Embu-Guaçu, em São Paulo (Foto: Previdência Social/Divulgação)

Os benefícios poderão ser solicitados no site do instituto ou pelo telefone 135. O segurado receberá um número de protocolo e só será chamado a uma agência do INSS em casos excepcionais, como na falta de documentos.

De acordo com o INSS, a mudança deve reduzir o tempo de análise dos pedidos. Segundo o órgão, outros benefícios também passarão a ser solicitados dessa forma "em breve".

Serviços agendados

A partir do dia 24, serviços antes atendidos por ordem de chegada nas agências poderão ser agendados pela internet e telefone.

São eles:

Alterar meio de pagamento

Atualizar dados cadastrais do beneficiário

Atualizar dados do Imposto de Renda – Atualização de dependentes

Atualizar dados do Imposto de Renda – Declaração de Saída Definitiva do País

Atualizar dados do Imposto de Renda – Retificação de DIRF

Cadastrar Declaração de Cárcere

Cadastrar ou atualizar dependentes para Salário-família

Cadastrar ou Renovar Procuração

Cadastrar ou Renovar Representante legal

Desbloqueio do Benefício para Empréstimo

Desistir de Aposentadoria

Emitir Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à

Pensão por Morte

Emitir Certidão para saque de PIS/PASEP/FGTS

Reativar Benefício

Reativar Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência suspenso por inclusão no mercado de trabalho

Renunciar cota de Pensão por Morte ou Auxílio-Reclusão

Solicitar Pagamento de Benefício não Recebido

Solicitar Valor não Recebido até a Data do Óbito do Beneficiário

Suspender Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para inclusão no mercado de trabalho

Transferir Benefício para outra Agência

Petróleo cai com perspectiva de demanda mais fraca dos EUA

Investidores continuam atentos a desdobramentos referentes ao Irã, depois que os EUA decidiram na semana passada abandonar o acordo nuclear de 2015 com Teerã

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após atingirem máximas em três anos e meio ontem, em meio a sinais de que o rali visto desde o começo do ano começa a afetar o ritmo de crescimento da demanda. Às 8h34 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para julho caía 0,69% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,89, depois de chegar a alcançar US$ 79,47 na sessão anterior, o maior patamar desde novembro de 2014. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para junho recuava 0,27%, a US$ 71,12 por barril.

Em relatório mensal divulgado mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de aumento na demanda global por petróleo este ano, de 1,5 milhão de barris por dia (bpd) para 1,4 milhão de bpd. Isso significa que a demanda em 2018 deverá ficar em 99,2 milhões de bpd.

“Nós alertamos sobre o impacto negativo que os preços mais altos do petróleo teria no crescimento da demanda por produtos”, comentou Olivier Jakob, diretor-gerente da consultoria suíça Petromatrix.

Neste ano, o Brent acumula valorização de cerca de 17%, impulsionado por cortes na oferta de grandes produtores e crescentes tensões geopolíticas. Investidores continuam atentos a desdobramentos referentes ao Irã, depois que os EUA decidiram na semana passada abandonar o acordo nuclear de 2015 com Teerã. Washington deverá restabelecer sanções ao Irã ao longo dos próximos seis meses. No passado, sanções chegaram a comprometer as exportações iranianas de petróleo em até 1 milhão de barris por dia.

O petróleo também está pressionado na esteira da última pesquisa do American Petroleum Institute (API). No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA aumentou 4,9 milhões de barris na semana passada. Por outro lado, o API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 3,4 milhões de barris, e de destilados, de 800 mil barris.

Nas próximas horas, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) publica o levantamento oficial sobre estoques dos EUA. Analistas estimam que o DoE mostrará queda de 400 mil barris nos estoques de petróleo bruto da última semana

Alta do dólar eleva em R$ 15 bilhões endividamento dos estados

Se os governos regionais com grandes volumes de dívida tivessem boa parte dela em moeda estrangeira, o estrago poderia ser muito maior.

Em meio à dificuldade para equacionar a delicada situação fiscal, alguns estados vão ter que encarar mais uma fonte de dor de cabeça: a forte valorização do dólar nas últimas semanas e os seus efeitos sobre o endividamento em moeda estrangeira. De janeiro até terça-feira (15), a dívida externa total dos estados cresceu R$ 15,1 bilhões. Ela saiu de R$ 97 bilhões e atingiu R$ 112,1 bilhões, segundo estimativas feitas com base em dados do Banco Central e no comportamento do dólar.

Apenas na terça-feira (15), dia em que o dólar chegou ao maior nível desde abril de 2016, cotado a R$ 3,66, o endividamento externo dos estados subiu R$ 1,2 bilhão. A nova fonte de tensão não atinge de maneira uniforme todos os estados, mas acerta justamente os governos menos endividados -pelo menos até o fim do ano passado. Se os governos regionais com grandes volumes de dívida tivessem boa parte dela em moeda estrangeira, o estrago poderia ser muito maior.

Entre os estados, o mais comprometido é o Amazonas, onde o endividamento externo cresceu 25 pontos percentuais entre 2016 e 2017, alcançando 50% da dívida consolidada de pouco mais de R$ 6,2 bilhões. O levantamento com base em dados do Tesouro foi feito por Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.


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Completam o grupo do estados mais endividados em dólar o Ceará (49% de uma dívida de quase R$ 12 bilhões); Pernambuco (43,5% da dívida de R$ 14,7 bilhões); Piauí (42,6% de uma dívida total de R$ 5 bilhões); e o Acre, com 40,8% da dívida em outras moedas. "Os números mostram que os estados mais expostos às flutuações da moeda americana são aqueles com baixo endividamento. Esse é o grupo que está vendo a dívida aumentar", diz Vilma Pinto.

Para ela, esses estados devem conseguir lidar melhor com o aumento justamente porque têm as suas contas um pouco mais em ordem. Por outro lado, os estados com as contas mais problemáticas devem sofrer menos os efeitos do dólar mais alto, pois reduziram o endividamento externo entre 2016 e 2017.

No Rio de Janeiro, a dívida em moeda estrangeira caiu mais de 20 pontos em 2017, ou apenas 8,6% da dívida consolidada, de R$ 137 bilhões. Minas Gerais seguiu o movimento: com queda de 12 pontos, a dívida externa caiu para 11% do endividamento total, de R$ 109 bilhões. Assim como no Rio Grande Sul, em que a dívida externa é 9,4% da dívida total, de R$ 76,7 bilhões -um recuo de 9 pontos.

O aparente paradoxo ocorre, segundo especialistas, porque os governos mais saudáveis vêm se aproveitando do movimento de expansão dos limites de financiamento de bancos internacionais para o Brasil desde 2011.

Isso conjugado ao ambiente de alta da liquidez externa fez com que estados e municípios substituíssem dívidas mais caras pelos juros mais baixos de empréstimos oferecidos pelo Banco Mundial ou pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Pernambuco, por exemplo, viu sua dívida externa subir mais de 13 pontos em 2017.

Mas mesmo com a alta do dólar, diz o secretário da Fazenda de Pernambuco, Marcelo Barros, o financiamento na moeda americana segue mais atraente devido às baixas taxas de juros externas. Além disso, diz, muitos contratos têm salvaguardas contra desvalorização de moedas que podem ser acionadas se o governo entender necessário.

Raul Velloso, economista especializado em finanças públicas, diz que, no desespero para obter recursos, o ponto de preocupação é que os estados não devem fazer análise muito sofisticada das operações afetadas pela câmbio. "Nos últimos anos, com a situação cambial mais tranquila e diante da fartura de recursos do exterior, esses estados se aproveitaram, mas não creio que eles, em especial os mais pobres, estejam preparados para lidar com isso", diz.

Para Velloso, diante dificuldade para equacionar o caixa, o endividamento em dólar deve ser o último problema a receber atenção dos estados.

15 de maio de 2018

Indicador de tendência econômica cai 0,8% em abril

O pesquisador da FGV Paulo Picchetti afirma que o recuo do índice em abril capta o sentimento de frustação em relação ao ritmo da retomada do crescimento.

O Indicador Antecedente da Economia (Iace) recuou 0,8% entre março e abril, ficando em 116,9 pontos. Das oitos séries de componentes que formam o índice, cinco contribuíram para a queda do indicador. O Iace é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).


Índice agrega oito componentes que medem a atividade econômica do país (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)


O pesquisador da FGV Paulo Picchetti afirma que o recuo do índice em abril capta o sentimento de frustação em relação ao ritmo da retomada do crescimento. “Somando este resultado à quarta queda consecutiva do ICCE, a probabilidade associada a uma reversão do ciclo elevou-se ligeiramente. Por enquanto, um crescimento da atividade ao longo do ano continua a ser esperado, mas em menor intensidade”, disse o pesquisador.

Tendências

O Iace agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica do país. Cada um deles busca antecipar tendências econômicas e juntos filtram os chamados “ruídos”, colaborando para tendências econômicas mais efetivas.

Os oito componentes do IACE são formadas pela Taxa referencial de swaps DI pré-fixada, do Bando Central; pelo índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo; pelos índices de Expectativa da Indústria, dos Serviços e do Consumidor; todos da Ibre/FGV; pelo índice de produção física de bens de consumo duráveis, do IBGE; pelo índice de Termos de Troca, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) e pelo índice de quantum de exportações, da Funcex.

O índice foi lançado em julho de 2013 pela Fundação Getúlio Vargas e pelo The Conference Board, permitindo uma comparação dos ciclos econômicos do Brasil com outros 11 países: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

STF dá um passo na análise do ganho real da aposentadoria acima do mínimo

Para quem recebe mais do que um salário mínimo, a legislação determina a reposição da inflação medida pelo INP, do IBGE. É uma alternativa para manter o poder de compra dos beneficiários.

 O STF (Supremo Tribunal Federal) irá decidir se os benefícios do INSS podem ser revisados para receber reajustes anuais iguais aos aplicados ao salário mínimo, quando essa alternativa for a mais vantajosa para o segurado. Submetido ao plenário virtual pelo relator, ministro Marco Aurélio, o recurso extraordinário que trata do tema teve reconhecida o que juridicamente se chama de repercussão geral.

Ou seja, a decisão, quando for tomada, terá efeito sobre todas os processos com a mesma finalidade. Ainda não há data prevista para o julgamento que vai avaliar o tema, segundo informou nesta segunda-feira (14) o STF.

Atualmente, existem duas regras para reajuste dos benefícios da Previdência Social. Para quem recebe mais do que um salário mínimo, a legislação determina a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É uma alternativa para manter o poder de compra dos beneficiários.

Para aqueles que ganham o salário mínimo, que corresponde ao piso dos benefícios, deve ser aplicada regra que dá reajuste real. No caso do salário mínimo, o aumento anual leva em conta a inflação medida pelo INPC do ano mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Foto: Reprodução

Como aumento do mínimo foi mais vantajoso nos anos de crescimento econômico, aposentadorias e pensões acima do piso tiveram correções menores. Desde 2003, por exemplo, quando o país ingressou num período de crescimento, o salário mínimo, por causa de sua regra de reajuste, acumulou um ganho de quase 80% segundo cálculo do do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Quem ganha benefício acima do mínio e segue outra regra, tem resultado oposto. Desde de julho de 1994, quando o real passou a ser a moeda do país, beneficiários do INSS que ganham mais do que o piso viram sua renda perder 53% do valor, quando comparada ao salário mínimo, de acordo com o especialista em cálculos previdenciários Newton Conde.

Para Conde, porém, isso não significa que houve desvalorização dessas aposentadorias. "O benefício do INSS não está achatado, pelo contrário, se comparamos com o IPCA, que é a inflação oficial, teve um ganho real de 18,6%", afirma. Uma decisão favorável à correção mais vantajosa a todos os benefícios teria impacto "desastroso nas contas públicas", diz.

A decisão do Supremo de discutir o melhor reajuste para os benefícios é importante para aposentados e pensionistas, mas ainda não é hora de comemorar, diz o presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), Roberto de Carvalho Santos. O principal argumento a favor da revisão é regra que determina ao INSS o pagamento do melhor benefício ao qual o segurado tem direito. "É frágil", afirma.

Caixa fecha agências e vende imóveis em 2018 para perseguir lucro de R$ 9 bi

A meta foi aprovada pelo conselho de administração da instituição, que se reuniu na última quinta-feira (10)

 A Caixa aprovou uma meta de lucro para 2018 de R$ 9 bilhões, resultado que será alcançado graças a um corte de custos operacionais de R$ 2,6 bilhões. Boa parte desse enxugamento virá do fechamento de agências. Serão encerradas as atividades de cerca de 100 agências cujas operações são consideradas insustentáveis ou aquelas que disputam clientes em endereços muito próximos.

Com isso, o banco passará a possuir 4,1 mil agências, segundo pessoas que participam das conversas. A meta foi aprovada pelo conselho de administração da instituição, que se reuniu na última quinta-feira (10). A mudança de curso na Caixa rumo à profissionalização do banco será um dos temas de evento que a instituição organizará no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, nesta quarta-feira (16).

O encontro reunirá 6 mil gerentes de todo o país, com show de axé e o ex-jogador de futebol Cafu como palestrante motivacional, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo. A ideia é transmitir aos gestores que a instituição, daqui para a frente, terá que atuar com uma independência maior do governo federal. Para isso, o banco precisa ser eficiente e estar atento a riscos e retorno das operações.

A nova postura começa a incomodar funcionários. A Fenae (federação das associações de pessoal da Caixa) divulgou nota de repúdio ao que classificou como "desmonte" da instituição financeira. "Se debater medidas que significam o enfraquecimento da Caixa é inadmissível, fazê-lo em um megaevento financiado com dinheiro público chega a ser deboche", afirmou a entidade em nota.

Na mesma linha de redução de custos, a Caixa também aprovou o compartilhamento de compras e serviços com outras instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Foto: Reprodução

A avaliação no conselho do banco é que essas medidas são necessárias para corrigir os indicadores de eficiência da Caixa, que estão abaixo do restante do mercado. Recente auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, mostrou que a Caixa melhorou sua taxa de recuperação de empréstimos em atraso quando foi impedida pelo órgão de vender carteiras de crédito.

O tribunal tinha identificado que o banco desistia de cobrar dívidas onde ainda havia grande possibilidade de recebimento pela Caixa. Mas a instituição preferia vender esse crédito para outras empresas especializadas em cobrança.

Essa restruturação é parte de um processo maior para reforçar a musculatura do banco, que teve início no final do ano passado, com a aprovação de um novo estatuto que ampliou os poderes do conselho de administração.

Além de redução de custos, esse processo envolve também medidas para aumentar o capital do banco e atender a exigências internacionais de solidez bancária. Para isso, várias medidas foram aprovadas pelo conselho. Entre elas, a retenção de lucros, ou seja, o pagamento de apenas 25% do lucro na forma de dividendos à União nos próximos dois anos.

Também se bateu o martelo na venda de imóveis próprios, em uma medida que deve gerar outros R$ 500 milhões. Com o novo estatuto, que foi aprovado com aval do presidente da República, o conselho da Caixa ganhou mais poderes e, agora, tenta evitar que o próprio presidente da República, Michel Temer, interfira demais na gestão do banco.

A controvérsia do momento envolve a capitalização do banco por meio de operações de financiamento com recursos do FGTS para projetos habitacionais e de infraestrutura do Ministério das Cidades. Temer consultou o banco para saber se esses empréstimos poderiam ser feitos mas, pelo novo modelo de gestão, as operações só serão conduzidas se passarem pelo teste de "risco e rentabilidade".

Pelo novo modelo, nenhum negócio que comprometa o resultado será aprovado. A Caixa está, inclusive, implementando um sistema que avalia, com base em indicadores de risco e retorno, se uma operação deve ou não ser feita.

14 de maio de 2018

BNDES fechou primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,06 bilhões

O resultado líquido teve aumento de 453,4% em relação ao primeiro trimestre de 2017.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou o primeiro trimestre de 2018 com um lucro líquido de R$ 2,06 bilhões. O resultado, divulgado hoje (15), decorre da queda nas despesas com provisão e na inadimplência, além do crescimento de R$ 322 milhões do resultado com derivativos embutidos em debêntures. Também influenciaram o resultado o crescimento de R$ 209 milhões nas alienações de participações societárias e o aumento de R$ 183 milhões na receita com dividendos e juros sobre capital próprio.

Segundo a contadora do banco Evânia Borgerth, que ocupava o cargo de superintendente de Controladoria no primeiro trimestre e apresentou o demonstrativo financeiro, o resultado líquido teve aumento de 453,4% em relação ao primeiro trimestre de 2017. Para ela, o número é explicado pelo cenário que passou o Brasil no exercício de 2016.

Prédio do BNDES no Rio

BNDES registrou lucro de R$ 2,06 bilhões no trimestre (Arquivo / Agência Brasil)

“Em 2016 nós ainda tínhamos um nível de incerteza com relação à economia bastante elevado. Com isso, nossos indicadores de inadimplência em 2016 começaram a subir. Como historicamente a nossa inadimplência era baixa, então naquela época a gente começou a fazer provisões mais representativas e no primeiro trimestre de 2017 ainda estávamos nessa metodologia de aumentar o nosso provisionamento para risco de crédito”.

Evânia explicou que, no primeiro trimestre de 2017, o banco constituiu provisões de R$ 3,3 bilhões e, a partir de meados de 2017, o cenário econômico melhorou e houve redução de R$ 301 milhões da despesa com provisão para perdas em investimentos no trimestre fechado em março.

“A inflação começou a ficar controlada, a economia começou a mostrar sinais de recuperação, o investimento até a voltar. Com isso, a nossa necessidade de provisionamento caiu. Ao contrário, nesse primeiro trimestre a gente até conseguiu reverter parte de provisão que tinha feito no passado”, disse.

BNDESPAR

Outro fator para o balanço positivo foi a participação dos investimentos da BNDESPAR, subsidiária de participações acionárias do Sistema BNDES, que teve lucro líquido de R$ 570 milhões. “As bolsas também sofriam as mesmas incertezas que a gente, com relação ao provisionamento. Então para elas também o mercado melhorou, as posições, as cotações de mercado se elevaram. Com isso o banco conseguiu fazer alienações de forma muito mais rentável do que aquela verificada no primeiro trimestre de 2017”, explicou.

No primeiro trimestre de 2018, o lucro líquido da BNDESPAR teve queda de 46% diante do resultado de R$ 1,24 bilhão no primeiro trimestre de 2017. A queda ocorreu pela provisão para perdas na carteira de debêntures de R$ 1,31 bilhão. O resultado líquido com alienações de participações societárias foi de R$ 831 milhões e o principal desinvestimento realizado pela BNDESPAR foi a alienação de ações da Petrobras, que é responsável por mais de 90% do resultado com alienações.

Segundo o balanço, houve uma leve queda nos ativos totais, que passaram de R$ 867,5 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2017, para R$ 860,1 bilhões no período encerrado em março. Evânia destacou que o mais importante é o resultado do patrimônio líquido, que aumentou de R$ 62,8 bilhões em dezembro para R$ 74 bilhões em março.

Sobre a diminuição nas receitas com Operações de Crédito e Repasses , de R$ 12,8 bilhões no primeiro trimestre de 2017 para R$ 10,4 bilhões nesse, Evânia disse que a tendência de queda se mantém desde 2015. “Por tendência, a demanda por novos investimentos vêm caindo desde 2015, em função das incertezas do mercado. Então, com isso, a nossa carteira média cai, porque os clientes da carteira que já estão lá vão pagando os seus empréstimos e, o que era normal, que novos clientes entrassem ou que aqueles clientes tomassem novos empréstimos. Isso vem acontecendo num ritmo mais lento do que o pagamento, daí a nossa carteira média cai”.

Além disso, segundo ela, a queda no período das taxas médias de juros que incidem sobre a carteira de negócios do BNDES também contribuiu para essa queda da receita. Esse declínio da carteira média no período também influenciou o produto de intermediação financeira, que passou de R$ 4,51 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,57 bilhões no mesmo trimestre de 2018.

Apesar da inadimplência de 30 dias ter apresentado ligeiro crescimento, passando de 2,12%, em dezembro de 2017 para 2,24% em 31 de março, a taxa de inadimplência de 90 dias apresentou queda, passando de 2,08% em dezembro de 2017 para 1,62% em março de 2018.

Se não forem levadas em conta as operações que têm garantia da União, o índice de inadimplência do BNDES seria de 0,98% para 30 dias e de 0,36% para 90 dias. Já o índice de renegociação cresceu de 3,62% dezembro para 5,18% em março, principalmente por causa das dívidas dos estados.

Roupas e calçados lideram compras por impulso, diz pesquisa

As compras em supermercados representam 17%, perfumes e cosméticos, 14%, e bares e restaurantes, 13%.

Roupas, calçados e acessórios são os objetos do desejo dos consumistas por impulso. Pesquisa nas capitais do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revela que seis em cada dez consumidores aproveitam as facilidades do crédito para fazer compras não planejadas. Os três tipos de produtos lideram as compras, com 19% de preferência.

As compras em supermercados representam 17%, perfumes e cosméticos, 14%, e bares e restaurantes, 13%. A compra de peças de vestuário e acessórios são feitas na maior parte pela parcela feminina de entrevistados (23%), sendo a compra de produtos eletrônicos o destaque entre os homens (13%).

“A regra de bolso diz que o consumidor não deve comprometer mais do que 30% da própria renda com prestações. Dependendo da realidade financeira, essa porcentagem pode ser ainda menor em certos casos. Consumidores menos atentos podem ser iludidos pelos valores baixos das parcelas e pelos prazos a perder de vista. A falsa sensação de comprar sem pagar nada, que o crédito proporciona, tende a levar consumidores desinformados ao superendividamento e à inadimplência”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Compras pela internet

Para 33% dos entrevistados, as lojas online são o canal de venda que mais estimula a compra por cartão de crédito, sendo que 15% preferem o maior número de prestações possíveis na hora de acertar a compra. Eles também sentem facilidade ao dividir o pagamento em várias vezes em lojas de departamento (23%), supermercados (13%) e shopping centers (12%).

O cartão de crédito aparece como pagamento favorito na hora de parcelar, com 66% citações. O crediário vem em segundo lugar, mas com apenas 13% de menções. O financiamento aparece logo depois com somente 4% de preferência. O cheque pré-datado foi citado por 1% dos entrevistados.

A pesquisa também mostrou que mais da metade (53%) dos consumidores enfrentaram alguma situação em que o comerciante impôs dificuldades em aceitar certa modalidade de pagamento. Os meios que mais sofreram rejeição foram o crediário (33%) e o cheque pré-datado (29%).

Quando perguntados sobre como preferem fazer a maior parte dos pagamentos, um em cada dez (9%) consumidores disse que sempre prefere parcelar, independentemente das condições. Há ainda 14% que optam pelo parcelamento se as parcelas não pesarem no bolso. Outros 41% sempre pagam à vista, enquanto 34% só pagam em dinheiro ou cartão de débito se houver algum desconto vantajoso.

Parcelamento

No último mês de fevereiro, 38% dos brasileiros fizeram alguma compra parcelada, sendo que, na média, foram três compras a prazo por consumidor. Entre os que dividiram as compras, a média de prestações ficou entre cinco e seis. Se considerados os três meses anteriores à pesquisa, no entanto, 58% dos consumidores têm evitado se endividar com crédito, especialmente no cartão de crédito parcelado (29%) e no crediário (16%). 

A pesquisa ainda mostrou que, no último mês de fevereiro, 36% dos consumidores disseram ter recebido alguma oferta de desconto caso pagassem por uma determinada compra em dinheiro em vez do débito ou alguma modalidade a prazo. A maior parte (52%) dos consumidores, contudo, afirmou não ter recebido esse tipo de oferta.

A pesquisa ouviu 910 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais e acima de 18 anos nas 27 capitais do país.

Mesmo com atuação reforçada do BC, dólar sobe nesta segunda-feira

Dólar está em alta em todo o mundo por conta da expectativa de elevação mais rápida do que o previsto da taxa de juros dos Estados Unidos.

Mesmo com uma atuação mais forte do Banco Central por meio dos leilões de venda de dólares no mercado futuro (swaps cambiais), a moeda norte-americana está em alta. Às 12h40, o dólar estava cotado a R$ 3,625, com alta de 0,66%.

O professor de macroeconomia do Ibmec-RJ e economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo, lembra que o dólar está em alta em todo o mundo por conta da expectativa de elevação mais rápida do que o previsto da taxa de juros dos Estados Unidos. A alta da taxa de juros americana atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil. “Eventualmente os juros no ano que vem em torno de 3% já atrai o investidor estrangeiro para retornar”, disse.

Para Espírito Santo, a crise na Argentina acaba gerando efeitos para o Brasil também porque os investidores costumam avaliar todos os países emergentes como iguais: “a Argentina estressou nas últimas semanas por vários motivos e o dólar pressionou muito lá. E aí sempre existe aquilo de efeito contágio. Eu chamo de efeito tango.” 


Às 12h40, o dólar estava cotado a R$ 3,625, com alta de 0,66%


O economista destacou, entretanto, que o Brasil, diferentemente da Argentina, não vive crise em seu balanço de pagamentos. Ele lembrou que o déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo) do Brasil está baixo e é "financiável", com investimentos estrangeiros e empréstimos. “Temos uma questão fiscal em aberto. O país não fez o dever de casa, as reformas necessárias. Os investidores saem dos países que não fazem o dever de casa”, disse, referindo-se à reforma da Previdência.

Outro fator citado pelo economista é que muitos investidores estavam apostando na queda da moeda (posição vendida) e como começaram a ter prejuízos, agora estão zerando posições. Espírito Santo citou ainda as incertezas quanto ao cenário eleitoral deste ano. “Esse movimento não vai ter sustentação no médio prazo, a não ser uma questão política que referende isso mais a frente. Mas ainda está muito cedo”, disse.

Para o economista, ao reforçar os leilões, o BC está sinalizando que o atual patamar da moeda está alto: "o Banco Central está sinalizando que o preço está em patamar exagerado."

Na última sexta-feira (11), após o fechamento do mercado, o BC anunciou ajustes nos leilões de contratos de sawps cambiais, equivalentes à venda de dólares mercado futuro. O BC passou a fazer leilões com vencimento em junho e antecipou operações adicionais. Com os ajustes, hoje (14) o BC iniciou a oferta diária de rolagem integral de 4.225 contratos, com vencimento em junho. Além disso, o BC iniciou hoje (14) a oferta adicional de 5 mil novos contratos ao longo do mês e não apenas ao final como estava previsto.

Padilha: governo tem até dezembro para aprovar reforma da Previdência

O ministro da Casa Civil lembrou que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro impede a votação da reforma no Congresso Nacional

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (14) que “não está extinta” a possibilidade de o governo tentar aprovar ainda este ano a reforma da Previdência.

“Não conseguimos levar a cabo a reforma da Previdência. Por enquanto, pelo menos. Porque ainda temos ainda até 31 de dezembro e essa possibilidade não está extinta, em que pese tenhamos tido dificuldade. E essa é a reforma da reformas no que diz respeito ao ajuste fiscal”, disse em entrevista a jornalistas após participar de evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

O ministro da Casa Civil lembrou que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro impede a votação da reforma no Congresso Nacional, mas pode ser pactuada uma suspensão temporária para colocar a medida em votação.


Foto: Reprodução

Padilha citou que o déficit da Previdência no ano passado foi de R$ 268 bilhões e este ano deve ficar em torno de R$ 300 bilhões. Segundo ele, esse gasto crescente compromete os investimentos no país. “Na medida em que cresce a despesa com a Previdência, se reduzem os investimentos. Primeiro os investimentos em obras, mas daqui a pouco os investimentos na saúde, na educação. Coisa que é absolutamente inimaginável”, disse.

Questionado por jornalista se Temer pode procurar o candidato eleito para a presidência da República para tentar aprovar ainda este ano a reforma, Padilha respondeu que acha “possível”, mas não sabe se é “provável”. O ministro disse que não vê nos pré-candidatos muita vontade em discutir o tema da previdência.

Em entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no último dia 4, Temer disse que a reforma não saiu da pauta política do país e afirmou que “não é improvável que venhamos a pensar nela ainda no final deste ano”.

Balanço do governo

Ao fazer o balanço dos dois anos do governo Temer, completados no último dia 12, Padilha citou as reformas trabalhista e do ensino médio, aprovadas no Congresso, a queda da inflação e da taxa de juros.

“O presidente Michel Temer iniciou o governo dizendo que iria colocar o Brasil nos trilhos. Indiscutivelmente, o Brasil voltou aos trilhos”, afirmou.

Hidrelétricas pedem novos contratos ao BNDES

Na prática, o consumidor poderá pagar a conta. "É um efeito provável", disse Paulo Glício da Rocha, diretor da Abrage, associação que reúne geradoras de energia

Grandes hidrelétricas pediram ao governo a revisão dos contratos com o BNDES para tentar reverter perdas de ao menos R$ 1,25 bilhão em razão do aumento do juro do financiamento e à queda da inflação, que corrige os contratos de venda de energia. Embora essas empresas tenham assumido esse risco na assinatura dos contratos, o assunto virou um problema para o governo porque elas podem repassar o aumento de custo financeiro para os lances dos próximos leilões de energia.

Na prática, o consumidor poderá pagar a conta. "É um efeito provável", disse Paulo Glício da Rocha, diretor da Abrage, associação que reúne geradoras de energia. A situação afeta grandes hidrelétricas, como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, e também grupos que atuam com linhas de transmissão.

A maioria tomou empréstimos no BNDES no passado com juros subsidiados para que a tarifa ao consumidor fosse baixa. Esses contratos são corrigidos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), subsidiada pelo Tesouro Nacional para permitir investimentos. No governo Michel Temer, a TJLP foi substituída pela TLP, que é mais alinhada com taxas de mercado.

Na outra ponta, os contratos de venda de energia são corrigidos pela inflação medida pelo IPCA, índice oficial. Nenhum grupo enfrentou problema enquanto a inflação esteve mais alta do que a TJLP. Afinal, a receita era corrigida sempre acima do custo do financiamento.


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Mas, com o agravamento da recessão com Dilma Rousseff, a TJLP subiu até 7,5%, em 2016. Em 2017, permaneceu em 7%, e, em março deste ano, passou para 6,6%. Quando as empresas tomaram os empréstimos, a taxa estava em torno de 5%.

Pelo lado das receitas, houve redução no período porque o IPCA sofreu queda de 6,15%, no primeiro trimestre de 2014, para 2,68%, no primeiro trimestre deste ano. "Uma diferença desse tamanho não é sustentável no médio e longo prazo", afirmou Vítor Paranhos, presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dona da usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.

As empresas já visitaram autoridades dos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda para rever os contratos. Para elas, a saída é a renegociação das regras com o BNDES.

Carla Primavera, superintendente de Energia do banco, afirma que as empresas ainda não fizeram manifestações formais, mas indicou que poderia estudar o problema. Ela ressalta, porém, que a TJLP é fixada pelo governo.

Estudo recente feito pelo economista Richard Hochftetler do Instituto Acende Brasil com os cinco maiores projetos do setor mostrou que, só com o aumento da TJLP, as empresas pagaram R$ 429 milhões ao BNDES entre março e abril. "Se a TJLP fosse a mesma daquela vigente quando assinaram os contratos, esse pagamento teria sido de R$ 326 milhões", afirmou.

No estudo foram consideradas Belo Monte, Santo Antônio e Jirau e as linhas de Teles Pires e do Madeira. "A solução é trocar a TJLP pela nova taxa, mas com mais prazo de pagamento", disse Luiz Fernando Rolla, diretor da Norte Energia, controladora da Belo Monte (PA).

Governo afirma que criou empregos e cortou gastos

O governo informou ainda que "tem atuado para fechar acordos comerciais com outros países" como a China, Reino Unido e Chile

O governo federal apontou melhorias na política econômica ao fazer balanço de dois anos da gestão do presidente Michel Temer. Neste domingo, 13, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que sete dos 15 pontos do programa "Ponte para o Futuro" - lançado pelo MDB e usado como diretriz para a nova gestão - não foram cumpridos.

De acordo com o Planalto, o governo criou 56 mil empregos em março e que, acumulado do ano, já houve crescimento de 204.064 postos de trabalho, segundo o CAGED. A população ocupada - 92,1 milhões de pessoas - aumentou em 1,84 milhão no trimestre de outubro a dezembro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com dados são da PNAD Contínua, do IBGE.

"Estamos recuperando um passivo de mais de dez anos de uma política econômica equivocada e que levou o país à sua maior recessão da história", afirmou o governo, em nota.

O governo voltou a afirmar que a Reforma da Previdência não saiu da pauta do País e contestou a informação de que ela tenha sido engavetada por falta de apoio, apontando a intervenção do Rio como o fator que inviabilizou a votação no Congresso. Segundo o Planalto, o governo "segue aprovando projetos fundamentais para o país", citando a aprovação na Câmara do projeto que cria o Cadastro Positivo e do projeto para pagar dívidas de governos anteriores.

"O presidente assumiu o governo quando os ânimos estavam naturalmente exacerbados. Adotou a pregação de unificar o país e pacificar a nação, num gesto de conclamar a todos nesse sentido", diz a nota.

Cortes

Sobre a promessa não cumprida de priorizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o governo citou na necessidade de contingenciar gastos para justificar a redução do orçamento de Ciência e Tecnologia.

"Como, hoje, mais de 90% do Orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias, resta ao governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10%", disse. "Esse contingenciamento atingiu a todos os órgãos da União", acrescentou.

A nota diz que os trabalhos de pesquisa e inovação receberão aporte de US$ 1,5 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O governo informou ainda que "tem atuado para fechar acordos comerciais com outros países" como a China, Reino Unido e Chile. O texto diz que o Mercosul e a União Europeia estão "muito próximos" de assinar um acordo de livre comércio que está sendo negociado há mais de 20 anos, desde do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

11 de maio de 2018

Comércio varejista cresce 0,3% de fevereiro para março

Cinco dos oito segmentos do varejo pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento no volume de vendas. A maior alta ocorreu no setor de combustíveis e lubrificantes (1,4%).

O comércio varejista brasileiro teve uma alta de 0,3% no volume de vendas na passagem de fevereiro para março. O resultado veio depois da queda de 0,2% de janeiro para fevereiro. O dado, da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), foi divulgado hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, também foram registradas altas nos outros quatro tipos de comparação temporal: média móvel trimestral (0,3%) em relação a março de 2017 (6,5%), acumulado do ano (3,8%) e acumulado de 12 meses (3,7%).

Comércio

Após queda de 0,2%, vendas do comércio subiram 0,3% entre fevereiro e março (Foto: Arquivo / Agência Brasil)

De fevereiro para março, cinco dos oito segmentos do varejo pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento no volume de vendas. A maior alta ocorreu no setor de combustíveis e lubrificantes (1,4%).

Outros números da pesquisa

As demais altas foram observadas nos setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%), tecidos, vestuário e calçados (0,7%) e móveis e eletrodomésticos (0,1%)

Tiveram queda os segmentos de supermercados, alimentos e bebidas (-1,1%), livros, jornais e papelaria (-1,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5%).

O varejo ampliado, que considera também veículos e materiais de construção cresceu 1,1% de fevereiro para março. Os veículos, motos e peças tiveram expansão de 2,9%. Já os materiais de construção mantiveram o volume de vendas de fevereiro.

A receita nominal do comércio varejista teve altas de 0,4% em comparação com fevereiro deste ano, de 0,1% na média móvel trimestral, de 7,1% na comparação com março de 2017, de 4,1% no acumulado do ano e de 3,1% no acumulado de 12 meses.

Estatais melhoram 70% a performance de governança nos últimos 6 meses

Empresas disponibilizaram canais de denúncias internas e externas e vincularam a auditoria interna ao Conselho de Administração.

As empresas estatais melhoraram em 70% a performance de governança nos últimos seis meses, de acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Entre o primeiro ciclo, que se encerrou em novembro do ano passado, e esse ciclo, as empresas passaram de uma média geral de 4,08 para 6,93, superando a meta de crescimento, que era de um ponto.

A pasta divulgou hoje (11) a 2ª Certificação do Indicador de Governança IG-SEST, instrumento de acompanhamento contínuo da governança das empresas estatais federais de controle direto da União, ou seja, um selo de qualidade de gestão.

Ao todo, 46 empresas foram submetidas ao indicador. O aumento nas notas se deu, segundo o Planejamento, principalmente pela implementação da área de gestão de riscos, pela execução de práticas sistemáticas de controle interno e pela realização de treinamentos sobre código de conduta e integridade.

Todas as empresas avaliadas passaram a elaborar o Plano de Auditoria Interna e o Relatório de Anual de Atividades da Auditoria Interna, disponibilizaram canais de denúncias internas e externas e vincularam a auditoria interna ao Conselho de Administração.

"O fortalecimento das empresas estatais é importante não só para o governo. É importante para o país, é importante para os mercados, é importante para os funcionários que atuam lá", enfatizou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

A melhora na gestão foi puxada, nesse segundo ciclo, pela Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg); pela companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Correio (ECT), Infraero, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Portal Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que tiveram uma elevação de mais de quatro pontos em suas notas.

Avaliação

As empresas foram avaliadas em relação à gestão, controle e auditoria; transparência das informações; conselhos comitês e diretorias. Com base no desempenho nessas dimensões, foram classificadas em níveis de 1 a 4. Entre um ciclo e outro, foi reduzida a porcentagem de empresas no nível 4, o pior, passando de 29%, ou seja, 13 empresas; para 2%, apenas a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). No nível 1, o melhor, a porcentagem de empresas passou de um ciclo para o outro de 16%, 7 empresas, e para 34%, 16 empresas.

O objetivo do estudo do Ministério do Planejamento é apoiar e promover iniciativas para que todas as empresas possam atingir integralmente a Lei nº 13.303 de 2016, a Lei das Estatais. O prazo para que as empresas se enquadrem é o dia 30 de junho. Segundo a pasta, há a adequação de cerca de 80% das empresas. O Planejamento diz que está em contato com as empresas que ainda precisam se adequar as normas.

Para o terceiro ciclo do IG-SEST, a pasta informou que o foco será na efetividade, quando passará a ser analisado o funcionamento efetivo das estruturas de governança, exigindo comprovação da implementação das medidas. Serão necessários, por exemplo, comprovação de treinamentos, das reuniões do comitê de auditoria e da remuneração dos administradores, conselheiros fiscais, de forma detalhada e individual.

Empresa Brasil de Comunicação

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi uma das estatais avaliadas. Ela ficou no Nível 2, com uma média 7,3, acima da média geral, que foi de 6,93. A empresa ficou acima da média também em cada um dos critérios avaliados.

Atualmente, são 145 empresas estatais federais. Dessas, 47 são controladas diretamente pela União, sendo 18 dependentes e 29 não dependentes.

Embraer mantém prazos de entrega do KC-390, apesar de incidente

A empresa disse estudar “a possibilidade de transferir alguns testes para o protótipo 002 e também para as primeiras aeronaves de série que já se encontram em estágio avançado de montagem

A fabricante aeronáutica brasileira Embraer garantiu, nesta quinta-feira (10), que o incidente com um protótipo do KC-390 não atrasará a entrega do avião de transporte militar, o maior já construído no Brasil, prevista para o último trimestre de 2018.

Neste sábado, um protótipo desta aeronave saiu da pista durante testes em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, sem deixar vítimas, mas provocando “danos extensos nos três trens de pouso da aeronave além de avarias à parte estrutural da fuselagem”, admitiu a Embraer em nota.

A terceira maior construtora mundial de aviões anunciou a abertura de uma investigação para revelar as causas do incidente. “Análises iniciais apontam que a aeronave e todos os sistemas comportaram-se normalmente conforme as características de projeto”, destaca a empresa.

A Embraer também disse estudar “a possibilidade de transferir alguns testes para o protótipo 002 e também para as primeiras aeronaves de série que já se encontram em estágio avançado de montagem”.

Mas a empresa não alterou suas previsões para obter as certificações necessárias e para as entregas iniciais. Encomendado em 2009 pela Força Aérea Brasileira (FAB), o KC-290 deve medir 35,2 metros e ter capacidade de transporte que pode alcançar 23 toneladas.

Netflix abre 12 vagas de emprego para trabalhar em São Paulo

Há oportunidades para as áreas de marketing, produção e pós-produção, finanças e relações públicas.

A equipe brasileira da Netflix está em busca de profissionais para preencher as vagas abertas para trabalhar em Alphaville, região de Barueri, na Grande São Paulo. Há oportunidades para as áreas de marketing, produção e pós-produção, finanças e relações públicas. Os funcionários devem possuir nível de profeciência avançado em inglês, pois vão lidar cotidianamente com unidades da empresa em todo o mundo.


O serviço de streaming está com vagas abertas não só para o Brasil. Foto: Reprodução

As contratações não estão restritas à Netflix do Brasil: a unidade de Amsterdã está em busca de 50 profissionais, enquanto a Netflix de Los Angeles possui 175 vagas abertas. Aqui no Brasil, entretanto, já houve uma seleção em 2018 de profissionais para atuarem fazendo as legendas dos conteúdos. Os valores pagos anunciados na época eram de R$ 27 por minuto de conteúdo legendado em português com áudio original em inglês e R$ 71 com o áudio original em japonês.

O sonhado cargo que tem como atribuição assistir às novidades do catálogo e classificar o conteúdo antes que ele seja disponibilizado ao público não é uma das vagas atualmente abertas. Contudo, há vagas para engenheiro de confiabilidade do site, gerente financeiro de produções originais internacionais, produto integrado na América Latina, gerente de comunicação visual, gerente de eventos e coordenador em relações pessoais.

Para mais informações sobre as atribuições das vagas e os pré-requisitos que os candidatos devem ter, basta acessar o site de empregos da Netflix, que está em inglês.

PF deflagra 2ª fase da Panatenaico, contra fraudes de R$ 208 mi no BRT no DF

Nesta fase estão sendo cumpridos 15 mandados de buscas e apreensões, sendo 13 em Brasília, um em Ribeirão Preto (SP) e um em São Paulo.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 11, a 2ª fase 2 da Operação Panatenaico. A ação investiga um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e construtoras que atuavam em obras públicas no Distrito Federal. A polícia suspeita que o grupo criminoso realizou, como resultado de fraudes no processo licitatório das obras do BRT-Sul, o pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas.

Laudos da Polícia Federal constataram o direcionamento e a fraude no processo licitatório, enquanto auditorias do Tribunal de Contas do Distrito Federal e pela Controladoria Geral do DF apontaram um superfaturamento de aproximadamente R$ 208 milhões, cerca de 25% do custo total do empreendimento fraudado.

Em nota, a PF informou que os fatos investigados configuram, assim, a prática dos delitos de corrupção passiva e ativa (artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro), associação criminosa (artigo 288 do CPB), fraudes licitatórias (Lei 8.666/93) e lavagem de dinheiro (Lei 12.683/13).

Foto: Reprodução

Nesta fase estão sendo cumpridos 15 mandados de buscas e apreensões, sendo 13 em Brasília, um em Ribeirão Preto (SP) e um em São Paulo. Em razão da dimensão dos desvios investigados, da complexidade dos crimes e do volume de documentos que se projeta encontrar, a PF optou por utilizar na 2ª fase da Operação Panatenaico uma doutrina investigativa que dá maior ênfase à multiplicação das oportunidades para a investigação policial, realizando a análise da pertinência dos documentos e mídias, além de outros atos de apuração, nos próprios locais de busca, aumentando a agilidade, eficácia e a transparência do trabalho de investigação policial.

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos Jogos Olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira.

A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896.

1ª fase

Em agosto do ano passado, três meses após a deflagração da 1ª fase dessa operação, a Polícia Federal concluiu o inquérito relativo ao superfaturamento, em R$ 559 milhões, das obras do Estádio Nacional Mané Garrincha e indiciou 21 pessoas pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude licitatória.

Entre os indiciados, estavam os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).

IAs da Amazon, Apple e Google são controladas por frequências de som

Os aparelhos que utilizam essa tecnologia podem ser controlados por comando subsônicos, isto é, com frequências abaixo do que somos capazes de perceber

Alguém pode estar conversando com seu assistente pessoal sem que você ouça. Pelo menos é o que diz uma reportagem do New York Times. Os jornalistas do periódico norte-americano descobriram que tanto a Siri, da Apple; a Alexa, da Amazon; e o Assistente, da Google, são capazes de captar frequências de ondas inaudíveis ao ouvido humano.

Desta forma, os aparelhos que utilizam essa tecnologia podem ser controlados por comando subsônicos, isto é, com frequências abaixo do que somos capazes de perceber. Os jornalistas conseguiram fazer algumas funções simples com uma ligação, abrir sites, até ações mais complexas como compras e acessar acessórios de uma casa que estão ligados ao dispositivo. Isso poderia ser usado, por exemplo, para abrir uma porta trancada que tivesse conectada ao aparelho.

Foto: Reprodução/Canal Tech

Os jornalistas ainda fizeram um teste em que instruíram os aparelhos a tirarem fotos e mandarem mensagens mesmo a mais de sete metros de distância por uma janela. Pesquisadores da Universidade de Berkeley afirmaram que, com isso, poderiam alterar o tipo de som inteligível pelo aparelho para um outro qualquer que desejassem, tomando, assim, o controle do dispositivo.

Essa questão levanta alguns problemas para os aparelhos com comandos de voz, uma vez que a percepção de frequências de ondas inaudíveis pode ser tornar uma ameaça silenciosa ao usuário.

De acordo com o jornal, a Amazon garantiu que tem tomado todos as precauções para garantir que o Echo seja seguro. Já a Google informou que o Assistente tem ferramentas para mitigar comandos não detectáveis por humanos. Por fim, a Apple informou que os aparelhos dela têm precauções e limitações quanto aos comandos que podem ser feitos.

10 de maio de 2018

Regulamentação da produção de biocombustível entra em consulta pública

Segundo nota divulgada hoje (10) pela ANP, a minuta de resolução ficará em consulta pública durante 15 dias, e a audiência pública será no dia 5 de junho, às 9h30, no Rio de Janeiro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) coloca amanhã (11) em consulta pública a proposta que trata da regulamentação do processo de emissão do certificado de produção eficiente de combustíveis. A resolução inclui ainda os requisitos necessários para o credenciamento de firmas inspetoras, no âmbito do RenovaBio, programa federal cujo objetivo é a expansão da produção de biocombustíveis no país.

Segundo nota divulgada hoje (10) pela ANP, a minuta de resolução ficará em consulta pública durante 15 dias, e a audiência pública será no dia 5 de junho, às 9h30, no Rio de Janeiro.

Em nota, a ANP informa que os documentos relativos à consulta e à audiência públicas estão disponíveis na página da ANP na internet. No mesmo endereço, podem ser consultados os procedimentos para envio de comentários e sugestões no período de consulta e oara participação na audiência pública.

RenovaBio

O programa RenovaBio tem como parâmetro a previsibilidade e a sustentabilidade ambiental, econômica e social dos biocombustíveis em conformidade com o crescimento do mercado.

O objetivo é contribuir com previsibilidade para a participação competitiva dos diversos biocombustíveis no mercado nacional e para expandir a produção, com ênfase na regularidade do abastecimento. O RenovaBio visa ainda promover a adequada relação de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, na comercialização e no uso de biocombustíveis. Outra meta é contribuir para o atendimento dos compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A ANP destaca também a expectativa de que, em 2028, caia em mais de mais de 10% a intensidade de carbono comparada com a verificada em 2017.

IBGE estima safra de grãos de 230 milhões de toneladas

A área colhida não deve sofrer grande variação em relação a 2017, o que mostra uma perda de produtividade do setor.

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país deverá fechar o ano de 2018 em 230 milhões de toneladas, segundo a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso a estimativa se confirme, a safra será 4,4% menor do que a registrada em 2017, que foi de 240,6 milhões de toneladas.

A área colhida não deve sofrer grande variação em relação a 2017, o que mostra uma perda de produtividade do setor. O levantamento publicado hoje estima uma safra 0,3% maior do que a prevista na terceira estimativa, divulgada no mês passado.


Plantação de soja

IBGE estima que a soja deve fechar 2018 com alta de 0,6% na produção (Arquivo / Agência Brasil)

De acordo com a quarta estimativa, 2018 deve fechar com alta de 0,6% na produção da soja. Com a alta, a safra deverá chegar a 115,6 milhões de toneladas, um recorde histórico do grão.

As outras duas grandes lavouras de grãos, no entanto, devem registrar queda. A produção do milho deverá recuar 13%, enquanto a de arroz deverá cair 6,8%.

Apesar da queda total, 18 das 26 safras pesquisadas pelo IBGE deverão ter crescimento na produção, em relação a 2017, com destaque para a segunda safra do amendoim (400%) e a mamona (100,7%).

Outras safras que deverão ter crescimento são a de cevada (48%), trigo (32,5%), aveia (23,5%), café arábica (20,7%), café canephora (15,9%), algodão herbáceo (16,3%), feijão segunda safra (11,7%) e terceira safra (7,7%) e cana-de-açúcar (2,4%).

Oito produtos/safras deverão ter queda, entre eles a laranja (9,4%), cebola (4,2%) e as três safras de batata-inglesa (9,2%, 1,4% e 26,4%, respectivamente).

Disney estaria disposta a abrir mão de TV a cabo para fechar compra da Fox

Comcast tem muito interesse na Sky e prepara uma nova proposta

De acordo com o Hollywood Reporter, a Disney estaria disposta a abrir mão da empresa de TV por assinatura Sky para conseguir fechar o contrato de compra da Fox. O problema, segundo o site, é o grande interesse da Comcast na Sky. Enquanto a Disney fechou o acordo com a Fox por US$ 52.4 bilhões, a Comcast estaria disposta a oferecer US$ 60 bilhões pelo acordo todo e US$ 31 bilhões apenas pela Sky.

Isso coloca toda a negociação da Disney em risco e, para evitar isso, a empresa do Mickey estaria considerando deixar a Sky, embora Bob Iger tenha classificado a companhia anteriormente como a “joia da coroa” do acordo.

Para a Comcast, de acordo com o Hollywood Reporter, qualquer resultado seria positivo: adquirir partes da Fox, adquirir a Sky, ou mesmo fazer a Disney precisar aumentar o valor da negociação. Já outros analistas de Wall Street acreditam que a Sky ainda é muito importante para a Disney e a empresa não vai desistir tão cedo.

A The Walt Disney Company anunciou em dezembro a compra de algumas divisões da 21st Century Fox. No comunicado oficial, as empresas confirmam que o acordo inclui a Twentieth Century Fox Film, Fox Searchlight Pictures, Fox 2000, os estúdios de TV, junto com os negócios internacionais de TV a cabo. O valor aproximado da negociação é de US$ 52.4 bilhões. 

A Disney afirma no texto que a compra possibilitará a criação de mais conteúdos, possivelmente para seu serviço de streaming, que tem lançamento previsto para 2019. 

Mercosul e União Europeia podem fechar acordo de livre comércio

Os agricultores franceses têm sido um dos setores que mais opuseram resistência à celebração de um documento União Europeia-Mercosul, por temerem a concorrência da carne brasileira em solo europeu

O Mercosul e a União Europeia estão “muitos próximos” de assinar um acordo de livre comércio. O embaixador da União Europeia (EU) no Brasil, João Cravinho, disse acreditar que o acordo deve sair entre junho e julho deste ano. O fechamento do acordo, segundo ele, depende apenas que os dois lados superem algumas diferenças nos setores agroindustrial e industrial.

A declaração do embaixador foi feita em meio ao início em todo o Brasil da 14ª edição da Semana Europeia, que começou nesta quarta-feira (9), data de celebração do Dia da Europa.

Cravinho não quis entrar em detalhes sobre as diferenças que existem entre as propostas da União Europeia e as do Mercosul. “Isso faz parte do segredo do negócio”, argumentou. Admitiu, porém que as diferenças atrasam o processo de negociação, uma vez que “têm algum impacto e algum valor para o lado europeu e para o lado brasileiro, e o lado do Mercosul em geral”.


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O embaixador afirmou que, apesar das dificuldades em curso, tanto os consumidores europeus quanto os do Mercosul terão muitos benefícios com o acordo, lembrando que os produtores brasileiros poderão colocar café, carne e inúmeros outros artigos nas prateleiras do comércio varejista da Europa, de maneira mais fácil e barata.

“Quero também que o consumidor brasileiro possa beber um bom vinho europeu e comprar os produtos europeus em níveis [valores] muito mais baixos do que atualmente estão disponíveis”, disse Cravinho.

A União Europeia e o Mercosul negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão da resistência de setores industriais ou agrícolas dos dois lados. Os agricultores franceses têm sido um dos setores que mais opuseram resistência à celebração de um documento União Europeia-Mercosul, por temerem a concorrência da carne brasileira em solo europeu.

14ª Semana da Europa

A Semana da Europa é realizada Brasil desde 2004 com eventos, como exposição fotográfica, concerto e festival gastronômico, além do Festival de Cinema Europeu. Itinerante, a mostra começa em Curitiba e vai percorrer, até o início de julho, 11 capitais brasileiras. Os eventos são promovidos pela Associação dos Institutos Culturais, embaixadas e consulados de países membros da União Europeia (Eunic Brasil) e delegação da União Europeia no Brasil.

A Eunic é uma rede global formada por 36 instituições que representam todos os 28 países membros da UE e tem mais de duas mil filiais e milhares de parceiros locais em mais de 150 países do mundo.

Hidrelétrica de Santo Antônio diz estar em ‘risco de quebra’

A empresa explica que era alvo de cobrança de R$ 811 milhões pela CCEE, dívida ligada a garantias financeiras de operações de compra e venda de energia

Depois de consumir R$ 20 bilhões em investimentos para ser construída no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), a hidrelétrica de Santo Antônio, a quinta maior do País, está em colapso financeiro, com "risco iminente de quebra" em razão de dívidas que não consegue quitar. As palavras são da Santo Antônio Energia (Saesa), concessionária formada por Cemig, Saag Investimentos, Odebrecht Energia, Caixa FIP Amazônia e Furnas.

O jornal 'O Estado de S. Paulo' teve acesso a uma petição que a Saesa enviou à presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, no dia 3. A concessionária apresenta um pedido de "suspensão de segurança", para tentar negociar dívida de quase R$ 1 bilhão cobrada pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).

A empresa explica que era alvo de cobrança de R$ 811 milhões pela CCEE, dívida ligada a garantias financeiras de operações de compra e venda de energia. O valor está relacionado ao tempo de indisponibilidade das turbinas da usina, que teriam superado os limites estabelecidos em contrato. No dia 19 de abril, após a Saesa recorrer contra a cobrança, a CCEE revisou o valor para R$ 679 milhões, mas três dias redefiniu o débito para R$ 724,8 milhões.

A empresa, então, recorreu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), devido ao "inegável risco de colapso financeiro da Saesa com impacto sobre todos os consumidores e mercado". A Aneel deu prazo até a última quarta-feira, 9, para que a concessionária apresentasse proposta de pagamento da dívida e a renúncia da discussão judicial sobre o tema.

Ao STJ, a empresa pede novo prazo. "A Saesa, em estado de necessidade e risco iminente de quebra, será compelida a renunciar o direito que discute em juízo e propor uma forma de pagamento parcelado", declarou. "Ocorre que a Saesa possui apenas R$ 27 milhões em conta corrente, sendo que estes recursos já se encontram em grande parte comprometidos com o serviço da dívida que possui os recebíveis como garantia."

Segundo a concessionária, "a capacidade de aportes dos acionistas já se esvaiu. A previsão inicial de aportes era de R$ 4,2 bilhões, mas já foram aportados mais de R$ 9,3 bilhões".

A Saesa afirma que, caso entre em colapso, seus contratos de venda de energia serão rescindidos em apenas dois anos, com o custo adicional para os consumidores das distribuidoras e compradores de energia estimado em R$ 9,68 bilhões. Procurada pela reportagem, a Saesa apenas confirmou o teor das informações contidas na petição.

Viracopos obtém liminar na Justiça para suspender cobranças

A recessão que veio em seguida provou que os cálculos de demanda foram otimistas demais na ocasião do leilão. Foram previstos 18 milhões de passageiros para 2017, mas voaram só 9,3 milhões no ano

Dois dias após protocolar um pedido de recuperação judicial, a concessionária de Viracopos obteve nesta quarta-feira (9) uma liminar que suspende a execução de cobranças como multas administrativas e um processo que está em curso para a caducidade do contrato de concessão. A suspensão dura até o julgamento do pedido de recuperação judicial, que deve ocorrer nos próximos 30 dias. O pedido da liminar foi feito no texto da petição de recuperação judicial. A liminar foi concedida pela juíza Bruna Marchese e Silva, da 8ª Vara Cível de Campinas.

Formado pelas construtoras UTC, Triunfo e a minoritária Egis (com 51%), além da estatal Infraero (49%), o consórcio de Viracopos vinha tentando alternativas para contornar uma grave crise que se instalou no aeroporto nos anos seguintes ao leilão, em 2012, quando foi arrematado com ágio de 160%, por R$ 3,8 bilhões. A recessão que veio em seguida provou que os cálculos de demanda foram otimistas demais na ocasião do leilão. Foram previstos 18 milhões de passageiros para 2017, mas voaram só 9,3 milhões no ano. Em carga, a previsão eram 409 mil toneladas ao ano, mas em 2017 só 199 mil toneladas foram movimentadas.

Envolvida na Lava Jato, a UTC passou a enfrentar restrições de crédito. Endividada, a Infraero também não acompanhou o ritmo do investimento. A Triunfo ficou sobrecarregada, tendo de honrar compromissos no lugar dos sócios e também entrou em dificuldades. "Tais fatores contribuíram para frustrar a demanda de transporte de passageiros e de movimentação de cargas, o que foi traduzido em sucessivos prejuízos à companhia", disse a concessionária no pedido de recuperação judicial.


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Em meados do ano passado, o consórcio anunciou a decisão de devolver a concessão para o governo. Foi o primeiro pedido do tipo após a entrada em vigor da medida provisória que previa o distrato amigável de concessionárias em dificuldades. O governo aceitou o pedido, mas não deu andamento ao processo.

Também nesta quarta, na esteira do pedido de recuperação judicial, o governo anunciou um decreto para regulamentar o processo de relicitação de obras de infraestrutura. Outra alternativa, que vem sendo costurada pelo BNDES, maior credor de Viracopos, é a possibilidade de encontrar um sócio privado que pudesse comprar o empreendimento.

Procurada, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) disse que ainda não havia sido informada oficialmente da liminar. Em nota, a agência afirma que estipulou em fevereiro o valor de uma multa pelo não cumprimento do prazo de entrega de ampliações previstas no contrato de concessão do aeroporto de Viracopos, como obras em pátio, estacionamento e terminal de passageiros, na data estabelecida em contrato.

"A diretoria da Anac reconsiderou o entendimento de aspectos aferidos em decisão em primeira instância, fixando o valor da multa em R$ 60 milhões. Além dessa multa, a Anac aplicou multa diária (de no máximo 1% do referido valor) pela não entrega das infraestruturas previstas em contrato. A decisão foi final e, portanto, não cabe recurso", afirmou a agência.

09 de maio de 2018

Preço da cesta básica diminui em 16 capitais em abril, diz Diesse

Maiores quedas ocorreram em João Pessoa (4,02%), Recife (2,73%) e Fortaleza (2,58%) enquanto houve alta em Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%), Aracaju (0,77%) e Manaus (0,66%).

A cesta básica diminui em 16 capitais no mês de abril, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse). As maiores quedas ocorreram em João Pessoa (4,02%), Recife (2,73%) e Fortaleza (2,58%) enquanto houve alta em Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%), Aracaju (0,77%) e Manaus (0,66%).

A pesquisa apontou a cesta mais cara no Rio de Janeiro (R$ 440,06), seguida por São Paulo (R$ 434,80), Porto Alegre (R$ 430,29) e Florianópolis (R$ 426,73). Os menores valores foram encontrados em Salvador (R$ 325,42) e Recife (R$ 333,11).

supermercados

Entre março e abril de 2018, abaixaram os preços do açúcar, tomate e óleo de soja (Foto: Arquivo / Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Os preços médios caíram em todas as cidades considerando os últimos 12 meses, entre abril de 2017 e 2018, com destaque para João Pessoa ( 2,22%), Salvador ( 11,24%) e Fortaleza ( 10,42%). Nos quatro primeiros meses de 2018, todas as capitais mostraram elevação acumulada, com variações entre 0,29% em Recife, e 6,39% em Vitória.

Comportamento dos preços

Entre março e abril de 2018, abaixaram os preços do açúcar, tomate e óleo de soja. E aumentaram os preços do leite integral e do arroz. No mesmo período, o valor do quilo do açúcar refinado caiu em 16 cidades e aumentou em Belém (0,71%), Vitória (1,25%), Manaus (1,41%) e Goiânia (4,70%). As quedas variaram entre 11,45%, no Rio de Janeiro, e 0,50%, em Salvador. Em 12 meses, o valor do açúcar apresentou taxas negativas em todas as capitais, com destaque para Goiânia (39,06%), Salvador (34,53%) e Vitória (33,06%).

O preço do óleo de soja diminuiu em 15 capitais, entre março e abril. O valor ficou estável em Goiânia e Manaus e aumentou em Curitiba (0,53%), Recife (1,04%) e Belém
(5,41%). As quedas  ficaram entre 2,07% em Florianópolis e 0,27%, em João Pessoa. 

Em 12 meses, o produto apresentou queda em todas as cidades, em especial em Goiânia (24,79%), Aracaju (19,91%) e Belém (19,91%). O valor do litro de leite aumentou em 18 cidades, com altas entre 0,71%, em Belém, e 8,12%, em Belo Horizonte. As quedas ocorreram em Fortaleza (0,80%) e Salvador (0,29%). Em 12 meses, quase todas as cidades acumularam redução nas taxas, que variaram entre -19,33%, em Goiânia, e 1,17%, em Campo Grande. Houve elevação apenas em Curitiba (0,29%).

O preço do quilo do arroz aumentou em 12 capitais, entre março e abril, com taxas entre 0,37%, em Fortaleza, e 2,78%, em Brasília. As quedas mais acentuadas ocorreram em Natal (3,84%) e São Paulo (3,12%). Em 12 meses, houve redução de preços em todas as cidades, com taxas entre 21,49%, em Belém, e 2,91%, em Aracaju. 

A pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos Custo e variação da cesta básica é feita em 20 capitais.

Indicador de Clima Econômico do Brasil volta a cair, afirma FGV

O desempenho negativo foi puxado tanto pelo Indicador da Situação Atual, que mede a opinião dos especialistas em relação ao momento presente, quanto pelo Indicador de Expectativas

O Indicador de Clima Econômico no Brasil, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu de 4,3 pontos em janeiro para -11,4 pontos em abril. Ele é calculado em vários países, em parceria com instituto alemão Ifo, com base em informações prestadas por especialistas em economia. O indicador varia de -100 pontos a 100.

O desempenho negativo foi puxado tanto pelo Indicador da Situação Atual, que mede a opinião dos especialistas em relação ao momento presente, quanto pelo Indicador de Expectativas, que apura a opinião em relação ao futuro.

O Indicador da Situação Atual caiu de -53,6 pontos em janeiro para -56,5 pontos em abril. O Indicador de Expectativas, apesar de se manter positivo, recuou de 85,2 pontos para 47,8 pontos.

Brasil fica atrás do Chile

Dos 11 países latino-americanos pesquisados, o Brasil ficou em sétimo lugar, atrás do Chile (que teve o melhor desempenho, com 49,2 pontos), Paraguai (49,1), Uruguai (16,6), Argentina (10,7), Peru (2,5) e Colômbia (-0,6).

O Brasil ficou à frente da Venezuela (-88,2 pontos), Bolívia (-22,7), México (-21,9) e Equador (-16,3). A média da América Latina ficou em -5,2 pontos.

Em relação aos outros Brics (grupo de países reunindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil ficou melhor apenas que a Rússia (-25,9 pontos) e se situou abaixo da Índia (45,1), China (4,5) e África do Sul (21,5).

Outras grandes economias pesquisadas tiveram os seguintes desempenhos: União Europeia (25,2 pontos), Estados Unidos (23,9), Japão (13,2), Alemanha (48,6), França (25,7) e Reino Unido (-6,7).

Guerra comercial de Trump pode beneficiar acordo entre Mercosul e UE

Diante da ofensiva protecionista que Trump e a consequente cascata de represálias internacionais, acordo com o Mercosul pode se tornar estratégico para União Europeia.

Dois dias de negociações de alto nível entre representantes dos Estados Unidos e da China não bastaram para os países saírem do clima de guerra comercial, desde que o presidente americano, Donald Trump, decidiu diminuir à força o déficit comercial com o país asiático. Neste confronto entre as duas maiores economias do planeta, o resto do mundo assiste ao desfecho de camarote – e a países emergentes como o Brasil, não resta alternativa a não ser aproveitar os poucos efeitos positivos, mas limitados, desse combate.

Na reunião bilateral, ocorrida na semana passada em Pequim, americanos e chineses mantiveram profundas divergências, mas se comprometeram a intensificar a comunicação para tentar chegar a um entendimento. Intempestivo como de costume, Trump anunciou que, mesmo assim, decidira dobrar para US$ 200 bilhões o objetivo de redução do excedente comercial chinês com os Estados Unidos.

Enquanto isso, a metralhadora do imprevisível presidente americano segue apontada para diversos outros países. Ele joga com o tempo nas suas ameaças de barreiras tarifárias contra o alumínio e o aço europeu, canadense e mexicano.

Quanto ao Brasil, Trump teve menos piedade. Desde o dia 26 de abril, Washington impôs um ultimato a Brasília nesta questão: ou o país aceita o aumento das tarifas de importação para 10% e 25%, respectivamente, ou terá de se conformar com uma cota máxima de exportação dessas matérias-primas para os americanos.


Movimentação de carga no Porto de Maceió. Foto: Porto de Maceió/Divulgação

O cenário desagrada Brasília, que se vê com pouquíssima margem de manobra: o país é, incontestavelmente, o lado fraco da disputa. “O Brasil não tem muito o que fazer. Em briga de dois elefantes, somos a grama”, ressalta o atual vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Pedro Camargo Neto.

Vácuos na agricultura – mas por pouco tempo

Temporariamente, a briga entre Washington e Pequim tem gerado alguns efeitos positivos para a agricultura brasileira. Graças à retaliação imposta aos americanos, os chineses têm importado mais de outros países. Os preços de carne suína, por exemplo, subiram, e a soja do Brasil poderá se beneficiar do espaço deixado pelos americanos no mercado chinês.

“Ninguém sabe se eles vão entrar em acordo, e nessa guerra o Brasil pode ser beneficiário, com preços melhores. Mas é um enorme risco, porque no dia em que eles entrarem em acordo, os preços voltam ao normal”, nota Camargo Neto. “Às vezes, o Brasil faz investimentos para atender ao preço maior, mas depois esse valor não existirá mais. O Brasil tem competitividade para vender para a China independentemente dessa guerra, e o que queremos é ser um supridor de longo prazo e estável.”

Outro ponto que pode ser favorável ao país é mais indireto. Diante da ofensiva protecionista que Trump e a consequente cascata de represálias internacionais, o acordo comercial com o Mercosul pode se tornar estratégico para União Europeia. A finalização das negociações, que já duram quase 20 anos, seria uma resposta não só comercial, como política às investidas do presidente americano.

“O colapso do acordo Transatlântico (Tafta), devido à postura de Trump, e a necessidade da União Europeia de aprofundar alguns mecanismos do seu processo político – que também está em crise e é questionado pelos populismos europeus – fazem com que se abra uma oportunidade muito particular, favorável a um acordo com os latino-americanos. Com todas as resistências e o custo que têm esse tratado, não se pode perder de vista que há uma oportunidade que pode ser limitada no tempo”, avalia Carlos Winograd, professor da Paris School of Economics, de Paris. “Neste momento, há incentivos muito fortes para negociar o melhor acordo possível.”

China na OMC: o calcanhar de Aquiles de Trump

Experiente nas negociações internacionais agrícolas e nas disputas comerciais envolvendo o Brasil, Camargo Neto avalia que, no fundo, Trump quer rever as condições que marcaram a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), há 17 anos. Desde então, Pequim se transformou em uma máquina exportadora, quase impossível de controlar.

“O que Trump contesta hoje são iniciativas que foram lideradas pelos Estados Unidos. Quando a China entrou na Organização Mundial do Comércio, em 2001, eu achei que o acordo estava bom demais para a China, que passaria a ter acesso a tanta coisa. Me questionei por que os Estados Unidos aceitaram um acordo excessivamente benéfico para os chineses, mas acho que hoje eles se arrependeram”, comenta o empresário.

O momento, complementa Winograd, é de uma discussão profunda da dinâmica do comércio internacional no futuro. Neste contexto, a relevância da própria OMC está à prova.

“O que se observa é uma mudança estrutural entre o modelo industrial do século 20 e um novo modelo de serviços de tecnologia no qual alguns setores e regiões clássicos do emprego nos Estados Unidos estão em queda e parcelas da população se sentem ameaçadas. E não só nos Estados Unidos, como em todas as economias desenvolvidas”, afirma o economista.

STF julga o primeiro processo contra a reforma trabalhista nesta quarta

A reforma trabalhista incluiu uma regra na CLT que só permite que a reclamante entre com uma nova ação contra o empregador caso quite o pagamento das custas

O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), com jurisdição na Grande São Paulo, condenou uma trabalhadora beneficiada pela Justiça gratuita a pagar custas processuais, após ela faltar à primeira audiência de uma ação trabalhista sem apresentar justificativa. A reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, ordena o pagamento de custas no valor de 2% da causa.

O artigo, porém, foi considerado inconstitucional pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob alegação de dificultar o acesso à Justiça gratuita e vai a julgamento nesta quarta-feira (9) no STF (Supremo Tribunal Federal). É a primeira vez que a corte vai analisar uma ação contra a reforma. A trabalhadora de Guarulhos foi condenada a pagar R$ 592,96, por decisão do juiz Wassily Buchalowicz, da 11ª Vara do Trabalho. O caso foi arquivado. No julgamento do recurso, o TRT manteve a decisão.

A reforma trabalhista incluiu uma regra na CLT que só permite que a reclamante entre com uma nova ação contra o empregador caso quite o pagamento das custas. O advogado da funcionária não foi encontrado para comentar.


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"No presente caso, ainda que o reclamante faça jus ao benefício da Justiça gratuita, ante a apresentação de declaração de hipossuficiência [pobreza], a sua concessão é irrelevante, ou inócua, pois a atual redação do texto celetista é cristalina ao firmar que o reclamante injustificadamente ausente à audiência arcará com o pagamento das custas processuais", escreveu a relatora do acórdão, Maria José Bighetti Ordoño Rebello.

O professor de direito do trabalho da FGV Mauricio Tanabe, sócio do escritório Campos Mello, diz que a decisão é objetiva. "A maioria das decisões é favorável ao trabalhador. Hoje, há momento de instabilidade. Os tribunais estão controversos, mas o TRT de São Paulo é mais técnico."

Na ação direta de inconstitucionalidade ajuizada em agosto de 2017, a PGR, sob comando de Rodrigo Janot, diz que a regra "padece de vício de proporcionalidade e de isonomia, por impor restrição desmedida a direitos fundamentais".

"A reforma tornou o processo mais oneroso para o empregado, e o acesso à Justiça gratuita, mais trabalhoso, mas também mais justo, porque o trabalhador tem de comprovar que tem dificuldade para pagar", diz Luiz Marcelo Góis, sócio da área de direito trabalhista do escritório BMA.

Para o professor de direito do trabalho da USP Flávio Roberto Batista, a nova regra instala clima de medo. "O trabalhador comum não sabe avaliar se a condenação em pagar as custas teve ou não teve motivo e qual foi. O que chega a ele é que esse risco existe e isso, por si só, desestimula o ingresso no Judiciário", afirma.

Batista ressalta que razões variadas podem explicar uma ausência, como problema de saúde sem atendimento médico ou falta de recursos para o transporte público.

08 de maio de 2018

Inflação pelo IGP-DI sobe quase 1% de março para abril

O índice foi divulgado hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou abril em 0,93%, alta de 0,37 ponto percentual em relação a março. Assim, o IGP-DI acumula variação de 2,24% nos primeiros quatro meses do ano.

O índice foi divulgado hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Com o resultado de abril, o IGP-DI dos últimos doze meses é de 2,97%. Em abril do ano passado, o índice havia fechado com deflação (inflação negativa) de 1,24%.

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Preços de alimentos subiram de -0,02% para 0,29% de março para abril  (Arquivo/Agência Brasil)

O resultado de abril, segundo a FGV, reflete avanço de preços em todos os três de seus subíndices, com destaque para o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% na composição do IGP-DI, e avançou 0,49 ponto percentual, ao passar de 0,77% em março para 1,26% em abril.

Dos grupos, apenas o item Bens Finais fechou em queda, indo de 0,76% de março para 0,21% em abril. O índice do grupo Bens Intermediários subiu 2% em abril, contra 0,85% no mês anterior, enquanto o das Matérias-Primas Brutas passou de 0,68% para 1,68% de março para abril.

Variação

Com peso de 30% na composição do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,34% em abril, ante 0,17% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,42% para 1,12%).

Também apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Alimentação (-0,02% para 0,29%), Educação, Leitura e Recreação (-0,09% para 0,12%), Comunicação (-0,09% para 0,07%), Despesas Diversas (0,05% para 0,13%) e Vestuário (0,57% para 0,60%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) (peso de 10%) registrou alta de 0,29% em abril, contra 0,24% de março. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,31%. No mês anterior, havia subido 0,50%. O índice que representa o custo da Mão de Obra teve variação de 0,27%, ante 0,03% no mês anterior.

Vendas do Dia das Mães devem ser as mais altas dos últimos cinco anos

De acordo com a projeção, os consumidores devem injetar aproximadamente R$ 17,05 bilhões nos setores do comércio e serviços, segundo a SPC e CNDL.

A menos de uma semana para o Dia das Mães, o comércio estima a maior alta das vendas dos últimos cinco anos. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) calculam que 111,5 milhões de consumidores irão às compras no próximo domingo. O valor médio do presente deve ser R$ 152,98.

De acordo com a projeção, os consumidores devem injetar aproximadamente R$ 17,05 bilhões nos setores do comércio e serviços, segundo a SPC e CNDL. Pelos dados, a maior parte dos presente será paga à vista - em 3% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 24%, no cartão de débito. O cartão de crédito parcelado será usado por 28% dos entrevistados.


Shopping é o local mais procurado para comprar o presente de Dia das Mães (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)


Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), SPC e CNDL mostra que os presentes favoritos são roupas, perfumes, calçados e cosméticos. Para maioria dos consumidores, a escolha do presente leva em consideração características pessoais, perfil e, por fim, o preço da compra.

O principal local de compra ainda será o shopping center. SPC e CNDL fizeram pesquisas com consumidores nas quais quatro em cada cinco entrevistados afirmaram que pretendem comprar o presente pagando sozinhos. Já 8% pretendem dividir o valor integral com outras pessoas e 4% disseram que vão pagar sozinhos parte do presente, porém o restante será rateado com outras pessoas.

No caso dos que pretendem dividir o valor do presente, a maior parte afirma que vai pagar em conjunto com os irmãos, 24% com o cônjuge ou companheiro, 22% com outros familiares e 18% vão dividir com o pai.

Os empresários pretendem contratar cerca de 21,1 mil trabalhadores temporários superando o número de contratações de 2017, que foi de 20,4 mil. O salário médio de admissão deve ficar em torno de R$ 1.220, o equivalente a 3% acima do valor médio pago no ano passado.

BNDES reduz spread de risco e cria área de projetos

O anúncio foi feito na manhã de hoje (8) pelo presidente da instituição, Dyogo Oliveira, em café da manhã com a imprensa.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai reduzir todas as taxas de spreads de risco, exceto para os entes públicos. Os spreads de risco fazem parte da estrutura de preços das operações do Sistema BNDES e cumprem a função de cobrir a perda esperada com inadimplências.

O anúncio foi feito na manhã de hoje (8) pelo presidente da instituição, Dyogo Oliveira, em café da manhã com a imprensa. Segundo ele, a nova norma de Precificação de Risco de Crédito será aprovada na tarde de hoje (8), dentro da política de revisões periódicas na metodologia das taxas cobradas pelo banco, feita pelo menos uma vez por ano.

Brasília - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)


Presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, anuncia a redução no spread de risco (Arquivo/Agência Brasil)


“Isso tudo é derivado da revisão das metodologias de análise de risco de crédito. A principal mudança é a incorporação da probabilidade de recuperação do crédito. O que a gente está vendo é uma queda geral da inadimplência no país. Isso impacta na metodologia porque você tem um risco mais baixo de inadimplência para cada nível de risco. Então, isso é um reflexo de uma melhora geral da avaliação de risco nas operações do banco”.

Segundo Dyogo Oliveira, a inadimplência no BNDES hoje está em 2%, “sendo que metade disso é do Rio de Janeiro, que tem garantia do Tesouro, então quer dizer que a inadimplência é de 1%”.

Para as operações diretas, onde o risco é mais elevado, o spread será reduzido de 25% a 50%, de acordo com o risco do cliente. “Uma empresa nível C, pegaria 3,5%; o triplo A fica por volta de 1%. Vai cair dependendo da avaliação da empresa”, explicou.

Para as operações indiretas, a taxa passa de 0,23% para 0,15% ao ano. Já a taxa para operações de fiança bancária feitas pelo BNDES passa de 0,4% para 0,25%.

Reestruturação

Como parte da reestruturação pela qual o BNDES está passando, com redirecionamento do foco de negócios para pequenas e médias empresas, Dyogo Oliveira disse que a intenção é “ocupar espaços onde o mercado não quer ou não tem condições de atuar”, de forma a atuar “de maneira sempre complementar e de maneira inclusive a fomentar o desenvolvimento do mercado de capitais”.

“Vamos usar cada vez mais instrumentos de mercado de capitais, como debêntures, participações em fundos de investimento, aquisição de cotas de fundos existentes. São instrumentos que permitem ao banco assumir uma posição no projeto durante a fase de construção, que tem maior nível de risco e menor apetite do mercado financeiro, para logo em seguida, à medida que o projeto se desenvolva e esteja amadurecido, o banco poder vender esse projeto no mercado”.

Dyogo Oliveira destacou que essas medidas reestruturantes também vão contribuir para a captação de funding (captação de recursos para investimento), no mercado internacional. “À medida que o banco atua dessa maneira, em um formato de crédito que seja securitizável, que seja possível de revender ao mercado, a gente consegue, com a reciclagem do dinheiro, manter o banco fazendo operação e financiando os projetos importantes para o país”.

O presidente do BNDES anunciou a criação da área de Reestruturação de Projetos e Desestatização, dentro da Diretoria de Mercado de Capitais. Hoje, já atuam no setor 30 técnicos e está previsto o aumento em 50%. “Essa área vai cumprir o papel de desenvolver os projetos de infraestrutura. Nós vamos contratar empresas de projetos, consultorias, e isso vai ficar na prateleira. À medida que nós formos selecionando junto com os governos federal, estadual, municipal, uma carteira de projetos prioritários, esses projetos imediatamente passam a ser desenvolvidos utilizando as empresas contratadas pelo banco. Então o banco vai assumir o papel que hoje não tem ninguém fazendo”.

Segundo ele, atualmente não há “nenhuma coordenação intragovernamental ou nacional” responsável por desenvolver projetos, “fazer os estudos de engenharia, jurídico, financeiro, que vão dar base para uma licitação, uma concessão, uma PPP”. O modelo adotado será o que já vem sendo usado pelo BNDES nos estudos sobre a privatização das empresas estaduais de saneamento.

“O banco vai assumir essa função que, a nosso ver, esta relegado. Hoje nós temos falta de projetos. Nos encontros que fazemos com investidores estrangeiros, eles têm apetite para investir no Brasil, mas são poucos projetos. São quantas rodovias para concessão, quantos portos, quantos aeroportos? Então, há uma percepção de que faltam projetos, e é a realidade, e o próprio banco tem dificuldades em aplicar recursos, porque faltam projetos”.

Dyogo Oliveira informou que este ano o BNDES dispõe de R$ 54 bilhões para financiar projetos de infraestrutura nos setores de saneamento, resíduo sólido, iluminação pública, estradas estaduais e presídios.

Microsoft vai investir US$ 25 mi em acessibilidade nos próximos 5 anos

Entre as preocupações da empresa estão garantir que pessoas consigam tanto ver e ouvir, quanto apreender e ainda ter capacidades motoras para utilizar as ferramentas da empresa

A Microsoft está investindo em tecnologias de acessibilidade para seus produtos. A empresa anunciou nesta segunda-feira (7) que reservou US$ 25 milhões para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial para projetos de acessibilidade. "Em todo o mundo, apenas uma em cada dez pessoas com deficiência tem acesso a tecnologias e produtos assistivos", escreveu o presidente da Microsoft, Brad Smith, em post oficial. "Ao tornar as soluções de inteligência artificial mais amplamente disponíveis, acreditamos que a tecnologia pode ter um amplo impacto sobre essa importante comunidade".

O programa terá um total de cinco anos de desenvolvimento com expectativa de impacto em mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência em todo o mundo. Entre as preocupações da empresa estão garantir que pessoas consigam tanto ver e ouvir, quanto apreender e ainda ter capacidades motoras para utilizar as ferramentas da empresa.


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As pesquisas serão baseadas em experiências de usuários com deficiência; o objetivo é que elas possam ir além em três cenários: trabalho, vida moderna e relações humanas. Com isso, o programa chamado IA para Acessibilidade vai ser iniciado em três parâmetros. O primeiro deles, segundo Smith, é o de firmar parcerias com desenvolvedores, universidades, ONGs e inventores para propiciar ferramentas de inclusão na sociedade, no trabalho e nas relações humanas.

Com o desenvolvimento de novas propostas, a ideia é utilizar o sistema de inteligência artificial da Microsoft para produção dessas tecnologias de forma escalável. Por fim, a empresa trabalharia com parceiros para inclusão dessas tecnologias, com o propósito de incentivar mais companhias a se adequarem uma postura de acessibilidade.

Recentemente, a Microsoft apresentou o Translator, ferramenta que permite a tradução e descrição em tempo real de fala sem necessidade de internet e que pode ser usada por pessoas sem ou com baixa audição.

Área de energias renováveis tem mais de 10 milhões de empregos

A energia limpa, que representa mais de 18% da combinação energética mundial, empregava 10,3 milhões de pessoas no fim de 2017, incluindo as grandes centrais hidrelétricas, 5,3% a mais que no anterior, afirma estudo

O setor em alta das energias renováveis criou no ano passado 500.000 novos empregos e superou a barreira dos 10 milhões pela primeira vez, anunciou nesta terça-feira a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), com sede em Abu Dhabi.

A energia limpa, que representa mais de 18% da combinação energética mundial, empregava 10,3 milhões de pessoas no fim de 2017, incluindo as grandes centrais hidrelétricas, 5,3% a mais que no anterior, afirmou a Irena em um estudo anual sobre energias renováveis e emprego. China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão lideram o setor com 70% dos empregos, de acordo com um relatório.


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O número total de empregos representa um salto significativo de 47% na comparação com o 2012, com mais de 60% dos postos de trabalho concentrados na Ásia, sobretudo na China. “As energias renováveis se tornaram um pilar de crescimento econômico de baixa emissão de carbono para os governos de todo o mundo, como demonstra o crescente número de empregos criados”, declarou Adnan Amin, diretor geral da Irena.

A expansão do setor de energias renováveis é essencial para alcançar os objetivos do acordo assinado em 2015 em Paris, que pretende manter o aumento da temperatura a no máximo dois graus Celsius. As energias renováveis ficaram mais baratas com os recentes desenvolvimentos tecnológicos, recordou a agência intergovernamental fundada em 2009.

07 de maio de 2018

Nestlé investe US$ 7,15 bilhões em licenças de produtos Starbucks

A transação, que precisa da aprovação das autoridades de regulamentação, será finalizada ainda em 2018

A empresa suíça Nestlé anunciou a assinatura de um contrato de licença de produtos do grupo americano Starbucks por 7,15 bilhões de dólares. O acordo permitirá a Nestlé, proprietária das marcas Nescafé e Nespresso, vender produtos com a marca Starbucks e reforçar sua atividade nos Estados Unidos, afirma um comunicado da empresa.

As atividades incluídas no acordo geram atualmente um faturamento de dois bilhões de dólares por ano. A transação, que precisa da aprovação das autoridades de regulamentação, será finalizada ainda em 2018. O acordo engloba produtos comercializados em todo o mundo fora da rede de cafés Starbucks, mas exclui as bebidas de consumo imediato.


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As duas empresas trabalharão em conjunto na inovação e estratégias de comunicação. Quase 500 funcionários da Starbucks devem ser integrados ao quadro de funcionários do grupo suíço.

“Esta transação é uma etapa importante para nossas atividades de café, a categoria de maior crescimento da Nestlé”, declarou Mark Schneider, diretor geral do grupo suíço, citado no comunicado.

O café é uma das quatro categorias de produtos que Schneider estimula para recuperar o crescimento da Nestlé. Desde que Schneider assumiu o comando da empresa, a Nestlé fez vários investimentos no setor do café nos Estados Unidos, incluindo a entrada no capital do Blue Bottle Coffee em setembro.

Nestlé investe US$ 7,15 bilhões em licenças de produtos Starbucks

A transação, que precisa da aprovação das autoridades de regulamentação, será finalizada ainda em 2018

A empresa suíça Nestlé anunciou a assinatura de um contrato de licença de produtos do grupo americano Starbucks por 7,15 bilhões de dólares. O acordo permitirá a Nestlé, proprietária das marcas Nescafé e Nespresso, vender produtos com a marca Starbucks e reforçar sua atividade nos Estados Unidos, afirma um comunicado da empresa.

As atividades incluídas no acordo geram atualmente um faturamento de dois bilhões de dólares por ano. A transação, que precisa da aprovação das autoridades de regulamentação, será finalizada ainda em 2018. O acordo engloba produtos comercializados em todo o mundo fora da rede de cafés Starbucks, mas exclui as bebidas de consumo imediato.

As duas empresas trabalharão em conjunto na inovação e estratégias de comunicação. Quase 500 funcionários da Starbucks devem ser integrados ao quadro de funcionários do grupo suíço.

“Esta transação é uma etapa importante para nossas atividades de café, a categoria de maior crescimento da Nestlé”, declarou Mark Schneider, diretor geral do grupo suíço, citado no comunicado.

O café é uma das quatro categorias de produtos que Schneider estimula para recuperar o crescimento da Nestlé. Desde que Schneider assumiu o comando da empresa, a Nestlé fez vários investimentos no setor do café nos Estados Unidos, incluindo a entrada no capital do Blue Bottle Coffee em setembro.

Fraudes põem em risco aposentadoria de servidores de 200 municípios do País

Nas prefeituras envolvidas em fraudes, os valores são repassados a empresas de fachada, que investem em títulos podres. O administrador, em troca de comissão, esconde a real situação do investimento

A aposentadoria de servidores de até 200 municípios brasileiros pode estar em risco. A estimativa é do próprio Ministério da Previdência, a partir de investigações que vêm sendo realizadas pela Polícia Federal desde 2013. Somente a mais recente operação da PF relacionada ao tema – a Encilhamento, deflagrada no último mês de abril – identificou irregularidades em 28 institutos de Previdência de Estados e municípios. Ao longo dos últimos cinco anos, a PF conseguiu mapear o modelo de ação do esquema, que envolve gestoras financeiras e, em certos casos, as próprias prefeituras.

As investigações se referem aos regimes próprios de Previdência municipais, que são chamados de RPPS. Dos 5.570 municípios brasileiros, 2.089 mantêm esses programas de aposentadoria. Cada cidade nomeia um administrador para buscar a melhor forma de investir o dinheiro do servidor. Nas prefeituras envolvidas em fraudes, os valores são repassados a empresas de fachada, que investem em títulos podres. O administrador, em troca de comissão, esconde a real situação do investimento.

O município mineiro de Uberlândia é o caso mais emblemático entre os apurados pela PF. Dos cerca de R$ 760 milhões do fundo da cidade, R$ 360 milhões estariam em risco, segundo o vereador Juliano Modesto, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o caso. “O servidor, infelizmente, vai ter de aumentar a contribuição.” Mas a cidade não está sozinha: Paulínia (SP) pode ter perdido R$ 192,3 milhões e Campos de Goytacazes (RJ), R$ 118 milhões, segundo dados da PF.


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O subsecretário dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência, Narlon Gutierre, disse que os RPPS concentram hoje um total R$ 254 bilhões. Deste valor, cerca de R$ 140 bilhões estão investidos em aplicações de renda fixa – o alvo das fraudes.

Fontes próximas às investigações dizem que cerca de R$ 15 bilhões das aplicações em renda fixa podem estar hoje em títulos podres. O ministério não confirma o dado, mas Gutierre estima que entre 100 e 200 municípios estão envolvidos em fraudes. A estimativa é baseada nas apurações da PF e em auditorias do próprio governo.

Além da Encilhamento, as operações Fundo Perdido, Miqueias, Imprevidência e Naum também detectaram fraudes na Previdência de Estados e municípios. A PF não comenta.

Alerta

Alvo de investigação da Polícia Federal, as fraudes afetam municípios como Uberlândia (MG), Paulínia (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ). Gilmar Machado, ex-prefeito da cidade mineira, chegou a ser preso na esteira da operação Encilhamento, deflagrada pela PF em abril.

Pegos de surpresa, servidores afetados temem ser obrigados a ampliar contribuições para ter o acesso ao benefício que consideravam garantido. Nessa situação está José Santos, 46 anos, que trabalha há 23 anos na prefeitura de Uberlândia. Ele soube pelos jornais que o fundo de pensão que contribui está envolvido em fraude. “Essa história de investimento podre me preocupou. Foi um choque”, disse. Com renda mensal de R$ 8 mil, Santos espera que a situação se reverta e não tenha que aumentar a contribuição, de 11% do seu salário.

Também de Uberlândia, a educadora Cláudia Nunes, 36 anos, trabalha para evitar perdas. “Mobilizei um grupo e cobramos dos vereadores uma solução. A CPI (aberta na Câmara de Vereadores de Uberlândia) comprovou que havia irregularidades. Quero ver o que vai dar.”

Esquema

Na Operação Encilhamento, a Polícia Federal identificou que fundos de investimento foram criados para desviar recursos de previdências de municípios e Estados. Foram identificados administradores, gestores e intermediadores que convenciam os institutos de Previdência a investir em empresas de fachada ou à beira da recuperação judicial – apostas com grande chance de calote.

A PF identificou oito fundos com essas características, além de listar 13 instituições que faziam a gestão e a administração das carteiras – como Gradual, Bridge e FMD. Essas empresas se revezavam nos papéis de gestor e fiscalizador do dinheiro – dessa forma, as práticas fraudulentas eram facilitadas.

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Em alguns casos, os gestores dos fundos de Previdência nos municípios são suspeitos de participar do esquema. Em outros, de ter entregado os recursos por incapacidade de avaliar a qualidade das aplicações.

A Encilhamento aponta movimentação de, no mínimo, R$ 1,3 bilhão em títulos podres. Mas perdas das instituições de Previdência podem ultrapassar R$ 15 bilhões, conforme dados de outras operações realizadas desde 2013 pela PF, apurou a reportagem.

Casos

Um dos casos investigados é o da relação entre as gestoras Incentivo e Gradual. Fontes próximas às investigações disseram que a Incentivo teria denunciado à PF que, sem seu conhecimento, a Gradual teria investido R$ 10 milhões de um de seus fundos com recursos previdenciários municipais na [email protected], empresa do marido da dona da Gradual, Fernanda de Lima.

A Incentivo teria dito que, além do conflito de interesses, a [email protected] era inativa e tinha o mesmo endereço da Gradual. A suspeita da PF é que a Gradual tenha usado o dinheiro para maquiar prejuízos de sua atividade de corretagem.

Operação semelhante envolveu a capitalização da ATG, empresa que pretendia lançar uma nova bolsa no Brasil, rival da B3, que nunca saiu do papel. A ATG foi criada por Arthur Machado, sócio da Bridge Investimentos, também apontada pela PF como parte no esquema para lesar previdências municipais.

O outro sócio da Bridge é José Carlos Oliveira, que comandou o BNY Mellon no Brasil por 15 anos, até 2013, quando foi desligado pelo banco. Machado e Oliveira já foram detidos em outras operações da PF relacionadas a fundos de pensão.

A Gradual, segundo as investigações, também teria usado dinheiro de aposentadorias para pagar uma dívida com a Bridge. Em 2015, a Bridge anunciou a compra da Gradual, mas desistiu do negócio. A Encilhamento aponta ainda que outra empresa possivelmente ligada à Gradual, a OAK, seria o novo nome da Solo, que cuidava do FIP Viaja Brasil, do doleiro Alberto Youssef, pivô da Lava Jato.

Ao identificar uma repetição dos atores envolvidos, a PF passou a apurar uma rede de desvio de recursos. E concluiu que a figura central, que faz a ponte entre os municípios e os gestores, seria Renato DeMatteo, hoje foragido. Ele é dono da gestora FMD, que chegou a gerir R$ 590 milhões em recursos dos RPPS. As investigações apontam que ele tinha contatos para acessar os responsáveis pelas aposentadorias de municípios e convencê-los a fazer investimentos arriscados.

Defesas

A Gradual não quis dar entrevista. Fontes próximas à empresa, porém, dizem que a Incentivo concordou com a compra das debêntures da [email protected], mas teria pedido comissão em troca, que ela teria se recusado a pagar.

Procurada, a Incentivo não quis comentar, pois as investigações sobre o pedido de inquérito feito por ela em 2016 estão em curso. A PF deve investigar todas as acusações, apurou a reportagem, embora a Encilhamento não tenha apontado irregularidades da Incentivo. A Bridge não quis se manifestar. A defesa de Machado nega as acusações. Renato de Matteo não foi encontrado. A PF não deu entrevista.

Em nota, Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia, disse que todas as aplicações foram feitas pelo gestor da época e fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

06 de maio de 2018

CBF tem queda de 14% na arrecadação antes da Copa da Rússia

De acordo com o balanço da confederação, a queda de faturamento com os patrocinadores se deve à redução do câmbio no mesmo período.

A CBF arrecadou 14% a menos com patrocínios em 2017, um ano antes da Copa do Mundo na Rússia.

A entidade fechou o último balanço financeiro da administração de Marco Polo Del Nero com R$ 353 milhões arrecadados de parceiros comerciais. No ano anterior, havia registrado R$ 410 milhões.

De acordo com o balanço da confederação, a queda de faturamento com os patrocinadores se deve à redução do câmbio no mesmo período.

A maior parte dos contratos da CBF com seus parceiros é atrelada ao dólar, que no mesmo período despencou 19%.

A queda de cerca de R$ 57 milhões na receita com os anunciantes é maior do que todo o montante arrecadado pelo São Paulo em patrocínios no ano passado.

Segundo o balanço, o clube obteve R$ 56,6 milhões com os seus parceiros em 2017. O São Paulo é o time do coração de Rogério Caboclo, eleito presidente da CBF em abril.


Foto: CBF

Apenas três clubes do futebol brasileiro (Palmeiras, Corinthians e Flamengo) arrecadaram com seus anunciantes valor maior que a perda registrada pela CBF. Em 2017, a seleção teve dez patrocinadores e três parceiros.

É a segunda vez que a confederação registra queda na arrecadação de patrocínios nesta década. A outra foi em 2015, ano que José Maria Marin foi preso numa operação do FBI na Suíça.

Naquela época, a queda foi menor: 5,5 %. Caiu de R$ 359,4 milhões em 2014 para R$ 339,6 milhões. Em números absolutos, perda de R$ 19,8 milhões.

Marin foi preso em maio de 2015, um mês após deixar o comando da CBF para Del Nero.

Os dois são acusados de receber propina na venda de direitos de transmissão de torneios no Brasil e no exterior.

Marin foi condenado no ano passado nos EUA. Del Nero foi banido do futebol pela Fifa na semana passada pelas mesmas acusações.

Naquele ano, a CBF perdeu cinco patrocinadores.

O dinheiro arrecadado com as empresas que exploram a imagem da seleção é a maior fonte de recursos da CBF.

Até o balanço de 2012, ano que Ricardo Teixeira renunciou e entregou o poder a Marin, a entidade discriminava os valores recebidos de cada companhia. A partir daí, nunca mais informou os valores depositados.

A Nike é a mais antiga patrocinadora da CBF e responsável pelo maior contrato. Em 2012, o acordo da multinacional era fixado em US$ 35,5 milhões anuais (R$"125,3 milhões em valores atuais). A quantia varia em virtude das flutuações da moeda norte-americana.

Se levar em conta a cotação do dólar usado pela CBF no último balanço (R$ 3,27), a Nike pagou R$ 116 milhões para vestir os jogadores do time nacional nos amistosos e eliminatórias em 2017.


Foto: CBF

A entidade também registrou queda de recursos com "Direitos de Transmissão e Comerciais". Em 2017, recebeu R$ 95 milhões. No ano anterior, declarou ter ganho R$ 117 milhões. Uma queda de 18,8 % em apenas um ano.

Apesar de amargar receitas menores de patrocínio e da TV, a CBF fechou 2017 com superávit de R$ 50,7 milhões -16% acima do ano anterior. Em 2016, tinha obtido um lucro de R$"43,7 milhões.

A última vez que a CBF fechou no vermelho foi em 2006, ano de disputa da Copa do Mundo na Alemanha. Naquela ocasião, a entidade teve um prejuízo recorde de R$ 22,1 milhões.

Entre 2010 e 2017 o ativo total da confederação aumentou em 287%, um incremento de R$ 656,53 milhões ante uma a inflação de aproximadamente 63% do período.

05 de maio de 2018

Jovens aprendizes ocupam mais de 124 mil vagas no primeiro trimestre

O estado que mais contratou jovens foi São Paulo (36,1 mil), seguido de Santa Catarina (12,6 mil), Minas Gerais (11,4 mil), Rio de Janeiro (11,3 mil) e Rio Grande do Sul (10,9 mil).

Balanço do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (4), mostra que 124.730 jovens foram contratados como aprendizes de janeiro a março deste ano. O estado que mais contratou jovens nesse período foi São Paulo (36,1 mil), seguido de Santa Catarina (12,6 mil), Minas Gerais (11,4 mil), Rio de Janeiro (11,3 mil) e Rio Grande do Sul (10,9 mil).

De acordo com a Lei de Aprendizagem Profissional (Lei 10.097/2000), todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seus quadros de funcionários adolescentes e jovens ba faixa de 14 a 24 anos (exceto para aprendizes com deficiência, para os quais não há limite máximo de idade), na modalidade aprendiz, com cotas que variam de 5% a 15% por estabelecimento.

No total, o Brasil registra mais de 3,3 milhões de aprendizes contratados desde 2005, quando a norma foi regulamentada. É obrigatório que os jovens contratados estejam frequentando o ensino regular, caso não tenham concluído o ensino médio, e matriculados em algum programa de aprendizagem profissional. A remuneração tem como base o salário mínimo, atualmente em R$ 954, mas é proporcional ao número de horas cumpridas.

Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores. “O Brasil vem tendo um aumento na aprendizagem profissional desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores. Ainda é um desafio convencer os empregadores de que contratar aprendiz pode ser vantajoso para as empresas”, disse Vieira.

Setores e ocupações

Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro trimestre do ano estão a indústria da transformação, com 41.098 admissões, e o comércio, com 27.556.

As ocupações nas quais os jovens tiveram mais oportunidade foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas. Tiveram destaque também as funções de mecânico de manutenção de máquinas, vendedor do comércio varejista e repositor de mercadoria.

Feirão da Casa Própria negocia 202 mil imóveis em 15 cidades

Caixa espera atingir R$ 15 bilhões em negócios.

Começou nesta sexta-feira (4) o Feirão da Casa Própria, promovido pela Caixa Econômica Federal (CEF). O evento, que vai até o dia 27 de maio, será realizado em 15 cidades e prevê a oferta de 202 mil imóveis. No primeiro final de semana, de 4 a 6, o Feirão ocorre em São Paulo, Porto Alegre e Salvador. Nos finais de semana seguintes, as vendas serão feitas nas cidades de Belo Horizonte, Goiânia, Rio de Janeiro, São Luís, Uberlândia, Belém, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Recife e Fortaleza.

Considerado o maior evento do setor de imóveis no país, o Feirão envolve a participação de 559 construtoras, 422 correspondentes imobiliários da Caixa e 124 imobiliárias. Estarão disponíveis para venda, ao todo, 179 mil imóveis novos e 23 mil usados. A expetativa é gerar R$ 15 bilhões em negócios, valor superior aos R$ 13 bilhões do ano passado. Segundo a Caixa, um total de 1.600 empregados do banco participam no evento.

A 10ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria acontece no Riocentro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Feirão prossegue até domingo em São Paulo, Porto Alegre e Salvador (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Líder no segmento de crédito habitacional no país, respondendo por 70% das operações, a Caixa tem R$ 82,1 bilhões para financiar a compra de imóveis em 2018. Cerca de 11 mil imóveis da própria instituição estarão disponíveis para venda, por meio de licitação aberta, venda direta e leilão. Um estande específico para esses imóveis será montado durante o evento para atender os interessados.

Redução de juros

Para requerer aprovação de crédito habitacional pela Caixa, o interessado precisa apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de renda e residência atualizados. O Feirão ocorre  menos de um mês depois de a Caixa anunciar redução dos juros para financiamento da casa própria. As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% para 11,25%, no SFI.

Cotas de financiamento

Além disso, o banco diminuiu as condições de financiamento de imóveis para pessoa física. O limite da cota de financiamento do imóvel usado aumentou de 50% para 70%. Em setembro do ano passado, a Caixa tinha reduzido para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. Os prazos para quitação do financiamento permanecem entre 156 para 420 meses no caso do SFH e 120 a 420 meses, no caso SFI.

MCMV

Além das linhas de crédito do SFH e do SFI, a Caixa vai oferecer todas as outras modalidades de financiamento, inclusive do programa Minha Casa Minha Vida nas faixas 1,5 (para quem tem renda bruta até R$ 2.600 mensais), 2 e 3 (para quem tem renda bruta máxima de R$ 7.000 mensais). Neste caso, as taxas de juros variam de 4,59% a 8,47% ao ano, com prazo de financiamento mínimo de 120 e máximo de 360 meses. Também estarão disponíveis as modalidades pró-cotista e carta de crédito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

04 de maio de 2018

Conselho aprova 5ª Rodada de Licitação de Blocos do Pré-sal

O leilão se dará no regime de partilha da produção, modalidade usada em áreas do pré-sal que prevê que parte da produção seja entregue à União.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou hoje (4) a realização da 5ª Rodada de Licitação de Blocos do Pré-sal. De acordo com o órgão do Ministério de Minas e Energia (MME), a previsão é que o certame ocorra no dia 28 de setembro, mas ainda precisa da aprovação da Presidência da República.

O leilão se dará no regime de partilha da produção, modalidade usada em áreas do pré-sal que prevê que parte da produção seja entregue à União.

Plataforma de petróleo

Áreas ofertadas no 5º leilão do pré-sal estão nas bacias de Campos e Santos (Arquivo/Agência Brasil)

Pela legislação em vigor, a Petrobras deverá se manifestar, em até 30 dias após a publicação da resolução no CNPE no Diário Oficial da União (DOU), seu interesse em atuar como operadora das áreas indicadas para oferta no regime de partilha de produção, visando a continuidade da preparação do certame.

Serão ofertados os blocos denominados Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizados nas bacias de Campos e Santos, dentro do Polígono do Pré-sal, e em área declarada estratégica.

Inicialmente prevista para ser licitada na 4ª rodada de leilão do pré-sal, em junho, o bloco de Saturno foi retirado após recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com o MME, no dia 7 de junho está mantida a 4º Rodada de Partilha de Produção, que vai ofertar áreas denominadas Itaimbezinho, Três Marias, Dois Irmãos, Uirapuru nas bacias de Campos e Santos.

Caixa volta a descartar FGTS para executar plano de negócios

Em nota oficial conjunta, o banco e o Ministério da Fazenda informaram que a instituição financeira tomou todas as precauções para atender às políticas públicas previstas.

A Caixa Econômica Federal não precisará pegar emprestado recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reforçar o capital. Em nota oficial conjunta, o banco e o Ministério da Fazenda informaram que a instituição financeira tomou todas as precauções para atender às políticas públicas previstas e executar o plano de negócios sem a necessidade de aportes externos.

“A Caixa busca sempre uma alocação eficiente de seus recursos, com adequada gestão de risco e respeito às melhores práticas bancárias. A atual estrutura de capital permite, na avaliação do Ministério da Fazenda e do comando da Caixa, a execução do plano de negócios previsto para o ano, sem a necessidade de capitalização mediante a utilização do FGTS”, destacou o texto.

Nas últimas semanas, a Caixa reduziu os juros do crédito imobiliário e para capital de giro. O banco também liberou empréstimos para estados e municípios. Segundo a nota conjunta, tanto a Fazenda como o banco têm promovido medidas para adequar a estrutura de capital da empresa ao momento atual.

O comunicado de hoje reafirma o plano de negócios divulgado pelo Conselho de Administração da Caixa no começo do ano. A partir de 2019, o banco terá de cumprir exigências mais elevadas de segurança financeira e precisará deixar mais capital imobilizado (parado) para se adequar aos padrões internacionais.

De acordo com a Caixa, o banco venderá carteiras de crédito a outras instituições financeiras, emitirá instrumentos de dívida perpétua (tipo de mecanismo financeiro que aumenta o capital da instituição) no mercado internacional e poderá abrir mão de repassar os dividendos (parcela dos lucros que cabem aos acionistas) ao Tesouro Nacional para reinvesti-los no banco. O Conselho de Administração da Caixa é presidido pela secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Neon

BC constatou comprometimento da situação econômico-financeira e a existência de graves violações às normas legais

O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira, 4, a liquidação extrajudicial do Banco Neon, entidade com sede em Belo Horizonte. A supervisão do BC constatou o comprometimento da situação econômico-financeira, bem como a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição.

O Neon, instituição financeira de pequeno porte, detém 0,0038% dos ativos do sistema bancário e está autorizado a operar como banco comercial. Possui apenas uma agência, localizada em Belo Horizonte.

Em nota, a autoridade monetária disse que está adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, em observância às suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. Os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição estão indisponíveis.


Foto: divulgação

“Cabe registrar que as irregularidades encontradas no Banco Neon não estão relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos para estruturação de plataforma de banco digital integrada com a gestão de contas de pagamento”, diz a nota do BC.

Segundo a instituição, o liquidante adotará as providências necessárias para o levantamento dos saldos dos cartões pré-pagos para a devida restituição, bem como dos valores relativos às coberturas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a celeridade possível. Os demais credores serão informados pelo liquidante a respeito das providências para habilitação de seus créditos.

O Neon, que foi criado há dois anos e meio, tem cerca de 600 mil clientes e a meta, segundo o fundador Pedro Conrade, era chegar a 1 milhão de clientes até o fim deste ano. Uma das vantagens anunciadas pelo banco era que nem a conta corrente nem o cartão de crédito, lançado no início de abril, tinha cobrança de tarifas ou mensalidade. 

Governo intervém por 90 dias em principal banco privado da Venezuela

O governo nomeou uma junta administrativa dirigida pela vice-ministra das Finanças, Yomana Koteich, que "garantirá a todo momento os direitos dos usuários", durante os três meses de intervenção

O governo da Venezuela decidiu nesta quinta-feira intervir por 90 dias no Banesco, o principal banco privado do país, após a detenção de 11 altos diretores por suposta cumplicidade em operações especulativas contra a moeda local. "Esta ação de proteção ao povo venezuelano terá uma aplicação por um prazo de 90 dias, durante os quais se espera reconduzir a administração do banco, saneando-o e retirando-o de toda aquela atividade ilícita", segundo um comunicado oficial.

O governo nomeou uma junta administrativa dirigida pela vice-ministra das Finanças, Yomana Koteich, que "garantirá a todo momento os direitos dos usuários", durante os três meses de intervenção, acrescentou.

Óscar Doval, presidente executivo, foi preso depois de depor na quarta-feira à Direção de Contra-inteligência Militar (Dgcim), que o havia citado junto com outros funcionários da entidade financeira, que tem presença nos Estados Unidos, Panamá, República Dominicana e Espanha.

Além de Doval, foram presos um consultor jurídico, quatro vice-presidentes, um diretor, dois gerentes e dois oficiais de serviço, informou à imprensa o procurador-geral, Tarek William Saab.

Saab revelou que eles são suspeitos de facilitar ou acobertar "ataques" contra o bolívar com a saída de papel moeda para outros países e de especular com o preço do dólar no mercado paralelo.

O presidente de Banesco Grupo Financeiro Internacional, Juan Carlos Escotet, anunciou nesta quinta-feira que nas próximas horas viajará de Portugal para a Venezuela para "socorrer" seus companheiros.

03 de maio de 2018

Transações financeiras por aplicativos cresceram 70% em 2017

Os clientes bancários realizaram 25,6 bilhões de transações por mobile no último ano, uma alta de 38% em relação a 2016.

O cliente bancário está cada vez mais migrando para os serviços de mobile banking (aplicativos de celular). Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), divulgada hoje (3), apontou um crescimento de 70% nas transações financeiras por aplicativos de celular no ano passado, impulsionado pelo pagamento de contas (85%), transferências/DOC/TED (45%), contratação de crédito (141%) e investimentos/aplicações (42%).

Os clientes bancários realizaram 25,6 bilhões de transações por mobile no último ano, uma alta de 38% em relação a 2016. A modalidade equivale a 35% do total de 71,8 bilhões de operações bancárias no ano passado.


Pesquisa da Febraban apontou um crescimento de 70% nas transações financeiras por aplicativos de celular (Arquivo/Agência Brasil)


A participação do mobile no total das transações bancárias cresceu 3,5 vezes em relação a 2011, confirmando como a opção preferida para realizar operações bancárias. A internet banking, por exemplo, não apresentou o mesmo crescimento significativo das operações por celular. Foram realizadas 15,8 bilhões de transações (2%) por esse meio. O número de transações com movimentação financeira aumentou 6%, de 3,4 bilhões de operações em 2016 para 3,6 bilhões em 2017.

Juntos, mobile e internet banking contabilizam 5,3 bilhões de operações com movimentação financeira em 2017. No geral, os dois canais representam 58% de participação no total das operações (com ou sem movimentação financeira).

De acordo com a Febraban, os investimentos e despesas em tecnologia feitos pelo setor financeiro somaram R$ 19,5 bilhões em 2017, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O setor financeiro divide a liderança dos investimentos em tecnologia com o governo, que, historicamente, lidera os investimentos no segmento.

As transações bancárias em 2017 somaram 71,8 bilhões, com alta de 10% para os 65,4 bilhões de 2016. Os investimentos com software, que avançaram 15% em relação a 2016, representam metade do orçamento dos bancos em tecnologia. Hardware consumiu 32% dos investimentos, e telecom, 18%.

Redução de agências

Em 2017, o número de agências tradicionais teve uma ligeira queda. A pesquisa Febraban apontou que a redução ocorre pelas recentes aquisições, com as consequentes eliminações de agências por conta das sobreposições existentes na rede. O número de postos especializados de atendimento bancário (PABs) teve um aumento de 3% em 2017, enquanto o número de postos de atendimento eletrônico (PAEs) teve um movimento oposto, com uma queda de 6%.

A pesquisa é realizada há 26 anos e contou com a participação de 24 bancos.

Com dólar em alta, BC inicia renovação de contratos no mercado futuro

O estoque de contratos de swap cambial do Banco Central equivale a cerca de US$ 23,8 bilhões, dos quais US$ 5,65 bilhões vencem em 1º de junho de 2018.

O Banco Central (BC) iniciou hoje (3) a renovação de vencimentos de contratos de swap cambial, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. Ontem, o BC anunciou para esta quinta-feira o início da rolagem de 113 mil contratos com vencimento em 1º de junho de 2018.

O estoque de contratos de swap cambial do Banco Central equivale a cerca de US$ 23,8 bilhões, dos quais US$ 5,65 bilhões vencem em 1º de junho de 2018.

“Com o objetivo de suavizar movimentos no mercado de câmbio, o BC vai ofertar quantidade de contratos superior à necessária para a rolagem integral desse vencimento”, disse o BC, em nota, ontem.

No leilão de hoje, foram ofertados 8.900 contratos de swap. As novas datas de vencimento são 1º de agosto de 2018, com 8 mil contratos, e 1º de novembro deste ano, com 900. Não foi aceita nenhuma proposta para a data de vencimento do dia 2 de janeiro de 2019.

Ontem, em dia de turbulências nos mercados globais, a moeda norte-americana teve forte alta e voltou a fechar no maior valor em quase dois anos. O dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,549, com alta de R$ 0,046 (+1,3%). A cotação ficou no valor mais alto desde 2 de junho de 2016 (R$ 3,588).

Hoje, o dólar continuou em alta. Por volta das 12h30, o dólar comercial estava cotado para venda a R$ 3,56.

Por meio das operações de swap cambial, o Banco Central vende contratos em reais no mercado futuro para conter a volatilidade do câmbio e reduzir a demanda por dólar. O Banco Central aposta que a divisa subirá mais que os juros futuros. Os investidores apostam que os juros aumentarão mais que a moeda norte-americana. No fim do contrato, as duas partes trocam os rendimentos.

* Colaborou Wellton Máximo

Vendas do comércio da construção civil crescem 4%, indica pesquisa

Quando a comparação é com março deste ano, o comércio amarga queda de 4%.

As vendas do comércio varejista da construção civil no país fecharam os quatro primeiros meses do ano (janeiro a abril) com crescimento acumulado de 4% na relação com os quatro primeiros meses de 2017. Quando comparado a abril do ano passado, abril deste ano também acusa crescimento de 4%.

Os dados fazem parte de pesquisa sobre o setor, divulgada hoje (3), no Rio de Janeiro, pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Quando a comparação é com março deste ano, o comércio amarga queda de 4%.


Vendas do comércio varejista da construção civil registraram de janeiro a abril expansão de 4%   (Antônio Cruz/Agência Brasil)


Para o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, mesmo com os dados mostrando que as empresas “estão se recuperando do ponto de vista do faturamento, uma vez que o crescimento é nominal, para se ter uma melhor avaliação do setor é importante a verificação dos dados levando-se em conta a inflação dos produtos comercializados”.

Para ele, “reformas e expansão de imóveis dependem de confiança e espaço para investimentos de médio e longo prazo, cujas condições de juros e financiamentos para a compra da casa própria começam a ser oferecidas abaixo dos 10% ao ano''.

Queda em todo o país

Uma análise da pesquisa feita pelo índice dessazonalizado (mês comparativamente ao mês anterior) o estudo anotou desempenhos negativos em todas as regiões do país. No Nordeste, as vendas caíram 16%; no Norte, 11%; no Sudeste 10%; no Centro-Oeste 9% e no Sul, 2%.

A pesquisa ouviu 530 lojistas de todo o país entre 24 e 27 de abril. A partir do levantamento, a associação constatou que os lojistas, apesar da queda no índice dessazonalizado, acreditam que irão recuperar parte das vendas em maio.

Cerca de 62% dos entrevistados esperam que as vendas cresçam 10% nos próximos 30 dias. A pesquisa apurou também que 42% das lojas pretendem fazer investimentos nos próximos 12 meses e que cerca de 18% das entrevistadas têm intenção de contratar funcionários ainda este mês.

Piauí registra 237.317 declarações de imposto de renda enviadas no prazo

A Declaração depois do prazo deve ser apresentada pela internet, utilizando o PGD IRPF 2018 ou o serviço “Meu Imposto de Renda”, ou em mídia removível, nas unidades da Receita Federal

Encerrado o prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda das Pessoas Físicas 2018, os sistemas da Receita Federal registraram 29.269.987 declarações até as 23h59m59s de segunda-feira, 30 de abril. Desse total, 237.317 mil foram enviadas por contribuintes piauienses. 

Entrega em atraso – Quem não entregou a declaração do IRPF 2018 dentro do prazo, poderá fazê-lo a partir de 2 de maio, mas já estará sujeito a multa de 1% do imposto devido, limitada a 20%, ou o mínimo de R$ 165,70. 

Contribuintes em malha fiscal – 10.318 declarações em malha. 

Apresentação depois do prazo – A Declaração depois do prazo deve ser apresentada pela internet, utilizando o PGD IRPF 2018 ou o serviço “Meu Imposto de Renda”, ou em mídia removível, nas unidades da Receita Federal, durante o seu horário de expediente. 

Da Declaração Retificadora – A pessoa física, caso constate que cometeu erros, omissões ou inexatidões em Declaração já entregue, poderá apresentar declaração retificadora pela Internet, a qualquer tempo desde que dentro do prazo decadencial, mediante a utilização do PGD IRPF 2018 ou do serviço “Retificação online”, ou em mídia removível, nas unidades da RFB, durante o horário de expediente, a partir de 2 de maio de 2018 e dentro do prazo decadencial. 


Foto: Reprodução

Para a elaboração e a transmissão de Declaração retificadora deve ser informado o número constante no recibo de entrega da última declaração apresentada, relativa ao mesmo ano-calendário. 

A Declaração de Ajuste Anual retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e a substitui integralmente, e deve conter todas as informações anteriormente declaradas com as alterações e exclusões necessárias, e as informações adicionais, se for o caso. 

Importante: após 30 de abril de 2018, não é admitida a retificação que tenha por objetivo a troca de opção por outra forma de tributação (desconto simplificado ou todas as deduções legais). 

Acompanhe o processamento da sua declaração – A Receita Federal disponibiliza na internet o extrato da declaração de Imposto de Renda, o que permite aos contribuintes acompanharem de forma detalhada como seus documentos estão sendo processados. Assim, é possível identificar de forma mais rápida, eventuais problemas na declaração e fazer as correções antes de cair na malha fina e ser chamado para dar explicações. 

Para consultar seu extrato, você precisa estar cadastrado no portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) e ter um código de acesso.  A Receita Federal disponibiliza um passo-a-passo para gerar o código de acesso. Confira no site: https://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/atendimento-virtual/arquivos-e-imagens/passo-a-passocodigodeacesso.pdf 

Calote de Moçambique e Venezuela será bancado com R$ 1 bi do seguro-desemprego

Alguns dos contratos deixaram de ser pagos pelos países contratantes e a conta recaiu sobre o contribuinte brasileiro, por meio do governo federal

O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (2) um remanejamento de R$ 1,16 bilhão no Orçamento federal para cobrir calotes dados por Moçambique e Venezuela em obras e serviços financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Credit Suisse. Os recursos que serão destinados a essa finalidade serão retirados do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), no programa seguro-desemprego.

Durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, empréstimos do BNDES permitiram uma expansão da presença na África e na América Latina de empreiteiras brasileiras -companhias que acabaram envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato. 

Alguns dos contratos deixaram de ser pagos pelos países contratantes e a conta recaiu sobre o contribuinte brasileiro, por meio do governo federal. Isso porque os financiamentos têm seguro do FGE (Fundo de Garantia à Exportação). Em caso de calote, o pagamento fica a cargo do governo.

Ilustrativa. Foto: Reprodução

De acordo com o Ministério da Fazenda, que controla o FGE, Moçambique tem uma parcela de US$ 7,3 milhões (R$ 26 milhões) em atraso que terá que ser honrada pelo Brasil. O débito não pago pela Venezuela até o momento é de aproximadamente US$ 275 milhões (cerca de R$ 970 milhões). Esse pagamento precisa ser feito pelo governo brasileiro até a próxima terça-feira (8). Caso contrário, o Brasil se tornará inadimplente.

Pressionado pelo calendário apertado, o governo teve que aceitar a marcação de uma sessão do Congresso para votar a proposta em uma semana de feriado, que normalmente tem baixa presença de parlamentares em Brasília. Ainda assim, após apelos do Palácio do Planalto, o número mínimo de deputados e senadores exigido para a votação foi atingido, e o projeto, aprovado.

CULPA DO PT

Durante a sessão, parlamentares aliados ao Planalto afirmaram que a política do PT foi a responsável pelo prejuízo que terá que ser arcado pelo governo. O líder do PSDB, Nilson Leitão (MT), disse que o Congresso não foi consultado quando as gestões anteriores autorizaram os financiamentos. "O dinheiro público brasileiro vai ter que pagar essa conta da obra na Venezuela ou em Moçambique. Olhem o absurdo a que nós chegamos", disse.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), disse que o governo foi pouco transparente e apresentou um valor para o remanejamento sem detalhar as dívidas, os contratos e os prazos de vencimento. A oposição tentou obstruir a votação, mas não teve sucesso.

Apesar das críticas, os governistas trabalharam pela aprovação do texto. O deputado Hildo Rocha (PMDB-MA) argumentou que, justos ou não, os empréstimos foram feitos dentro da lei. "Nós não podemos ficar com o símbolo de maus pagadores. [...] Estamos votando aqui, mostrando que este Congresso tem responsabilidade em abrir um crédito para que o Brasil possa honrar seus compromissos", disse. 

Leilão da Eletropaulo é adiado para 4 de junho sob forte disputa

Até agora, três empresas enviaram propostas: Enel, Neoenergia e Energisa. Essas três ofertantes poderão elevar seus preços até o dia 24 de maio, 10 dias antes do leilão

 A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) definiu, nesta quarta-feira (2), que o leilão da distribuidora de energia Eletropaulo será realizado no dia 4 de junho, na sede da B3, em São Paulo. O colegiado do órgão se reuniu para definir as regras do certame, após questionamentos da Neoenergia.  Controlada pela espanhola Iberdrola, a Neoenergia tem travado uma dura disputa com a italiana Enel pela Eletropaulo, com uma escalada de ofertas e até mesmo queixas em relação ao comportamento da empresa à Comissão Europeia. 

Até agora, três empresas enviaram propostas: Enel, Neoenergia e Energisa. Essas três ofertantes poderão elevar seus preços até o dia 24 de maio, 10 dias antes do leilão.  Outras ofertas de diferentes concorrentes poderão chegar até o dia 14 de maio, a 20 dias do certame. 

O colegiado também decidiu que poderá haver interferência compradora na data da concorrência. Ou seja, durante o leilão, poderá aparecer um novo ofertante com uma proposta. Esse novo ator deverá se manifestar até o dia 24 de maio, mas poderá apresentar seu lance apenas no dia do certame. 

Foto: Reprodução

Caso a nova proposta seja superior à dos demais concorrentes, os três poderão elevar seus lances.  A decisão foi tomada para garantir que um eventual novo concorrente não tivesse condição favorecida perante os demais -isso porque uma regra dava brecha para o entendimento de que as empresas que já tivessem dado seus lances antes do leilão não poderiam cobrir uma eventual nova oferta. 

No entanto, isso só poderá ocorrer na eventualidade de essa oferta nova surgir na data. Caso contrário, as empresas que já tiverem feito lances anteriormente não poderão aumentar mais suas ofertas, que serão conhecidas até 24 de maio.

A disputa estava marcada para 18 de maio, mas foi adiada para haver um prazo de ao menos 30 dias após a decisão do colegiado.  Até agora, a maior oferta apresentada foi da italiana Enel, de R$ 32,20 por ação, que já representa um desembolso de R$ 53,9 bilhões pela totalidade das ações da Eletropaulo. 

Quem vencer a concorrência pela compra da Eletropaulo deverá se consolidar como líder em distribuição de eletricidade no Brasil, posto hoje ocupado pela CPFL, comprada pela chinesa State Grid. A disputa beneficia também o governo federal, que detém cerca de 26% do capital da Eletropaulo, por meio de investimentos diretos da União e do BNDES. A companhia americana AES é dona de 16,84% do capital da empresa.