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Notícias Economia

25 de setembro de 2018

Consignado com garantia do FGTS estará disponível a partir de amanhã

De acordo com o ministério, a nova linha de crédito estará disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

A partir de amanhã (26) os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito, o empréstimo consignado com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. Por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, segundo informou o Ministério do Trabalho. Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer agência do banco público.

De acordo com o ministério, a nova linha de crédito estará disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos).

O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.

Brasília - Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

O uso do FGTS como garantia de empréstimo será fornecido pela Caixa (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.

Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite realizar a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado.

“A Caixa informa que disponibilizou aos bancos um sistema que permite o envio e recebimento de informações sobre os créditos consignados, no intuito de realizar a reserva de valores da conta vinculada do fundo para garantia ao contrato consignado. O sistema já se encontra disponível para que toda instituição financeira que tenha interesse em operar possa encaminhar e receber informações sobre crédito consignado. Vários bancos estão se preparando para operar com o produto”, disse a Caixa, em nota, em agosto.

O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.

Segundo o ministério, além da Caixa, outros bancos também poderão disponibilizar a nova linha de crédito. “Basta seguirem as regras estabelecidas em lei”, diz o ministério.

Comitê deve decidir amanhã sobre fornecimento de energia para Roraima

FFornecimento que era feito pela estatal energética venezuelana Corpolec foi suspenso a pedido do governo brasileiro.

Integrantes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) podem definir amanhã (25), em mais uma reunião extraordinária do grupo este mês, se manterão os testes de fornecimento de energia térmica para Roraima a partir de quatro usinas locais. A medida está em prática há mais de uma semana, quando o fornecimento que até então era feito pela estatal energética venezuelana Corpolec foi suspenso a pedido do governo brasileiro.


Governo brasileiro pediu suspensão do fornecimento de energia da estatal energética venezuelana Corpolec para Roraima (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


Como é o único estado brasileiro desvinculado do sistema nacional, Roraima ainda depende energeticamente do país vizinho. Segundo o CMSE, a decisão de usar as térmicas foi pautada na intenção de debater os testes de autonomia, mas, recentemente, surgiram informações de que a Corpolec poderia suspender o serviço por causa de uma dívida da Eletronorte, que reconheceu que devia US$ 30 milhões à estatal vizinha.

Internamente, no Ministério de Minas e Energia, a quem o CMSE está ligado, as sinalizações apontam para uma prorrogação por mais alguns dias do uso das térmicas. Quando as primeiras reuniões sobre o assunto começaram a ser realizadas, representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) asseguraram que as usinas termelétricas de Roraima estavam preparadas para suprir eventual falha no fornecimento de energia elétrica pela Venezuela.

A Aneel alertou, porém, que a medida poderia aumentar custos e provocar alta no preço da conta de luz de todos os brasileiros. O MME não confirma a informação.

Rio de Janeiro tem o maior volume de dívida garantida pela União

Segundo relatório divulgado hoje (25) pelo Tesouro Nacional, o governo fluminense tem R$ 39,32 bilhões em operações de crédito garantidas pela União.

Em processo de recuperação fiscal, o estado do Rio de Janeiro é a unidade da Federação com maior saldo devedor garantido pela União. Segundo relatório divulgado hoje (25) pelo Tesouro Nacional, o governo fluminense tem R$ 39,32 bilhões em operações de crédito garantidas pela União, que podem ser cobertas pelo Tesouro caso o estado não pague os financiamentos.

De acordo com o Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas, do segundo quadrimestre, o saldo total devedor das garantias concedidas a operações de crédito é de R$ 270,38 bilhões.

As garantias representam os ativos oferecidos pelo Tesouro Nacional para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados e dos municípios com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios dos repasses dos fundos de Participação dos Estados e Municípios.

Sozinho, o Rio de Janeiro detém a maior parte do saldo devedor garantido pelo Tesouro, 14,5%. Em seguida vêm São Paulo, com R$ 33,52 bilhões (12,4%); Minas Gerais, com R$ 24,93 bilhões (9,2%); Bahia, com R$ 13,93 bilhões (5,2%); Santa Catarina, com R$ 10,72 bilhões (4%); Rio Grande do Sul, com R$ 10,52 bilhões (3,9%); Ceará, com R$ 10,22 bilhões(3,8%); e demais estados, com R$ 64,98 bilhões (24%).

As garantias às operações de crédito são concedidas pela União aos entes federados e também às entidades da administração indireta, das três esferas de governo. De acordo com o Tesouro, os estados concentram 77% dessas operações garantidas, com saldo devedor de R$ 208,19 bilhões. Em seguida estão os bancos e os municípios, com 8,2% (R$ 22,07 bilhões) e 6,6% (R$ 17,75 bilhões), respectivamente, do saldo devedor. As estatais federais detêm 5,4% (R$ 14,53 bilhões) e as entidades controladas, 2,9% (R$ 7,84 bilhões).

Do total de recursos garantidos, as operações internas apresentam saldo de R$ 117,28 bilhões e as externas, de R$ 153,10 bilhões.

Garantias honradas

De acordo com o relatório mensal de garantias honradas, divulgado este mês, a União já pagou R$ 2,825 bilhões de dívidas em atraso de estados e municípios em 2018. Desse valor, R$ 2,175 bilhões cabem ao estado do Rio; R$ 553,15 milhões a Minas Gerais; R$ 55,49 milhões ao Piauí; R$ 30,41 milhões a Roraima e R$ 10,94 milhões à prefeitura de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Em 2017, a União honrou dívidas referentes a contratos de responsabilidade de estados e municípios no montante de R$ 4,06 bilhões.

Além de as garantias serem descontadas dos repasses da União, os estados e municípios ficam impedidos de contrair financiamentos garantidos pelo Tesouro. Nesse caso, o estado de Minas Gerais está impedido até 8 de agosto de 2019, assim como Roraima; Piauí até 23 de julho de 2019; e a prefeitura de Natal até 23 de maio de 2019.

Apenas o estado do Rio de Janeiro, como está em regime de recuperação fiscal, poderá contratar novas operações de crédito com garantia da União voltadas, entre outros, para o financiamento de programa de desligamento voluntário de pessoal, auditoria da folha de pagamento de ativos e inativos, reestruturação de dívidas com o sistema financeiro e modernização da administração fazendária.

Confiança do empresário da construção cresce 0,9 ponto em setembro

A alta foi provocada principalmente pela percepção sobre a situação atual da carteira de contratos.

O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,9 ponto de agosto para setembro e chegou a 80,3 pontos em uma escala de zero a 200.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, subiu 0,7 ponto e atingiu 72,4 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (74,2 pontos).

A alta foi provocada principalmente pela percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que aumentou 1 ponto e chegou a 70,8, o maior nível desde julho de 2015 (71,2 pontos).

O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário em relação ao futuro, avançou 1,2 ponto em setembro, subindo para 88,7 pontos, mas ainda é insuficiente para recuperar as perdas sofridas no último mês.

Foto: Reprodução/Antônio Cruz/Agência Brasil

O crescimento foi influenciado, por exemplo, pela perspectiva mais otimista em relação a demanda para os próximos três meses, cujo indicador cresceu 2,3 pontos entre agosto e setembro.

O Nível de Utilização da Capacidade do setor subiu 1,4 ponto percentual, para 66,4%, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2016 (67%).

Segundo a FGV, as expectativas voltaram a crescer, mas sem conseguir recuperar o patamar de antes da greve dos caminhoneiros.

As empresas de infraestrutura, mais suscetíveis ao ambiente de incerteza atual, foram mais impactadas e ainda não mostram sinais de melhora na confiança.

Pessoas com deficiência têm dificuldade de ingresso no mercado de trabalho

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que menos de 1% deste público encontra-se empregado no Brasil.

Por lei, empresas com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a preencherem cargos com beneficiários reabilitados ou com algum tipo de deficiência. A Lei n° 8.213 existe desde 1991, mas até hoje há uma grande resistência por parte das empresas em contratar pessoas com deficiência.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 24% dos brasileiros (45 milhões de pessoas) possuem algum tipo de deficiência. Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016, solicitada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que apenas 418.521 destas pessoas com deficiência estão empregados, o que corresponde a menos de 1% do total deste público no Brasil.

Luiza Araújo, coordenadora do Setor de Pessoa com Deficiência, do Sistema Nacional de Empregos no Piauí (Sine-PI), explica que ainda há uma grande resistência por parte das empresas em preencher estas vagas. Ela cita que uma das principais alegações dadas é a dificuldade de encontrar candidatos capacitados. Contudo, a coordenadora pontua que há muitos candidatos qualificados, inclusive com curso superior.

“Infelizmente, quando é feita uma fiscalização, detectamos esses colaboradores alocados em trabalhos inferiores, como se eles não tivessem capacidade de exercer algo mais complexo, o que não é verdade. A quantidade de pessoas com deficiência tem crescido, principalmente aquelas adquiridas, como em casos de acidentes. Então, as empresas precisam se adequar a essa realidade”, frisa.

Luiza Araújo revela ainda que, muitas vezes, as empresas contratam pessoas com deficiência apenas para cumprir a cota exigida por lei, não priorizando o funcionário e/ou oferecendo condições adequadas de trabalho. Em alguns casos, a empresa não adéqua o prédio com banheiros adaptados, rampas para cadeirantes, elevador, corrimão, entre outros suportes.

Para combater esta realidade, o Ministério do Trabalho e Emprego tem sido atuante com relação à fiscalização e cumprimento da cota. “Há muita resistência por parte das empresas, então o Ministério do Trabalho dá um prazo e, se não for cumprido, a empresa é multada e o valor é bem alto. Existem empresas que têm até mais funcionários que a cota exige, algumas outras empresas empregam somente para não serem multadas”, disse.

24 de setembro de 2018

Gastos com viagens ao exterior caem quase 21% em agosto

No resultado acumulado de janeiro a agosto, os gastos somaram US$ 12,686 bilhões, com crescimento de 2,07% em relação aos oito meses do ano passado.

Com o dólar mais caro, os gastos de brasileiros em viagens ao exterior estão em desaceleração. Em agosto, essas despesas chegaram a US$ 1,382 bilhão, com redução de 20,8% em relação a agosto de 2017 (US$ 1,745 bilhão), informou hoje (24), em Brasília, o Banco Central (BC).

No resultado acumulado de janeiro a agosto, os gastos somaram US$ 12,686 bilhões, com crescimento de 2,07% em relação aos oito meses do ano passado.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que a taxa média de câmbio passou de US$ 3,15 em agosto de 2017 para US$ 3,93 em agosto de 2018. Nessa comparação, a alta do dólar chegou a 24,8%.


Gastos de brasileiros em viagens ao exterior estão caindo. Em agosto, somaram US$ 1,382 bilhão, com redução de 20,8% em relação a agosto de 2017 (Arquivo/Agência Brasil)

“Numa conta rápida, ficou mais barato para o estrangeiro vir para o Brasil e ficou mais caro para o brasileiro gastar no exterior”, disse Rocha.

Ele acrescentou que, com a alta do dólar, os gastos se reduzem porque os brasileiros adiam viagens ou reduzem o orçamento para as despesas ou até cancelam os planos para ir ao exterior.

As receitas de estrangeiros no Brasil atingiram US$ 482 milhões em agosto, e US$ 4,139 bilhões nos oito meses de 2018, contra US$ 455 milhões e US$ 3,954 bilhões, em iguais períodos de 2017, respectivamente.

Com esses resultados de receitas e despesas, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 900 milhões em agosto, e em US$ 8,547 bilhões de janeiro a agosto deste ano, informou o Banco Central.

Dívida pública sobe 0,98% e atinge R$ 3,785 trilhões em agosto

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Luis Felipe Vital, as operações do mês de agosto foram marcadas pela volatilidade, tanto no cenário externo em relação aos emergentes.

Por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestados dos investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Luis Felipe Vital, as operações do mês de agosto foram marcadas pela volatilidade, tanto no cenário externo em relação aos emergentes, causados pelas crises da Argentina e Turquia, quanto no mercado doméstico, por causa do cenário eleitoral.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) – em circulação no mercado nacional, que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais – teve o estoque ampliado em 0,65%, ao passar de R$ 3,607 trilhões para R$ 3,630 trilhões, devido a apropriação positiva de juros, no valor de R$ 28,92 bilhões, compensada, em parte, pelo resgate líquido de R$ 5,56 bilhões.


Crescimento da dívida, segundo o Tesouro, ocorreu por conta da apropriação positiva de juros, no valor de R$ 42,71 bilhões, descontado parcialmente pelo resgate líquido de títulos, que somam R$ 5,88 bilhões (Foto: Agência Brasil)

A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), captada do mercado internacional, também teve aumento de 9,53% sobre o estoque apurado em julho, encerrando agosto em R$ 154,75 bilhões (US$ 37,42 bilhões), sendo R$ 140,29 bilhões (US$ 33,93 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 14,46 bilhões (US$ 3,50 bilhões), à dívida contratual.

A DPF já alcançou as previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,780 trilhões e R$ 3,980 trilhões.

Ainda segundo Vital, este ano o colchão da dívida pública (reserva de recursos financeiros) pode permitir ao Tesouro fazer uma rolagem da dívida (renovação dos títulos em vencimento) um pouco inferior a 100%. Em 2017, o percentual de rolagem foi de 120%.

Mercado financeiro aumenta estimativa de inflação para 4,28% este ano

Para 2019, a projeção da inflação também subiu: de 4,11% para 4,18%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,92% para 3,97%.

A estimativa de instituições financeiras para a inflação neste ano subiu pela segunda vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central, divulgada às segundas-feiras, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve ficar em 4,28%. Na semana passada, a projeção estava em 4,09%. As informações são da Agência Brasil.
Para 2019, a projeção da inflação também subiu: de 4,11% para 4,18%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,92% para 3,97%.
A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.
Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Taxa Básica
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.
De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.
Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.
Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.
A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.
Crescimento econômico
As instituições financeiras revisaram a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Para 2018, a previsão passou de 1,36% para 1,35% e, para o próximo ano, permanece em 2,5%.
CÂMBIO
A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,83 para R$ 3,90 no fim deste ano, e de R$ 3,75 para R$ 3,80, ao término de 2019.
Na última sexta-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 4,0477 para venda, com baixa de 0,59%.

Cotistas com menos de 60 anos têm última semana para sacar PIS/Pasep

Do público potencial de 28,5 milhões de pessoas que havia em 2017, mais de 15,5 milhões de trabalhadores já receberam os recursos.

Esta é a última semana para que todos os cotistas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) saquem o benefício fora dos critérios previstos em lei. O prazo termina na sexta-feira (28).

Conforme determina a Lei 13.677/2018, a partir do dia 29 de setembro os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas que atendam a um dos critérios habituais: pessoas com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas.

Cerca de R$ 17 bilhões já foram pagos aos trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 na iniciativa privada (com carteira assinada) ou no serviço público, desde o início do processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até agora. Do público potencial de 28,5 milhões de pessoas que havia em 2017, mais de 15,5 milhões de trabalhadores já receberam os recursos, ou seja, 55% do total.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As pessoas com menos de 60 anos representavam, em outubro de 2017, a maior parte dos cotistas do Fundo PIS/Pasep, somando 16,3 milhões de trabalhadores. De acordo com os últimos dados do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, até o último dia 16 cerca de 5,7 milhões de cotistas nessa faixa etária ainda não haviam se dirigido às agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil para buscar o benefício.

Divergências no cadastro

Dos R$ 17 bilhões já pagos aos cotistas, cerca de 8,5 R$ bilhões foram entregues aos trabalhadores por meio de depósito automático na conta corrente, ou seja, sem a necessidade de ir à agência bancária. De acordo com o Ministério do Planejamento, isso foi possível devido aos créditos feitos pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aos seus correntistas e a uma parceria envolvendo a Febraban, a Caixa, o Banco do Brasil e mais oito instituições: Bradesco, Itaú, Santander, Bancoob, Sicredi, Banestes, BRB e Mercantil.

Devido a questões de segurança e a divergências cadastrais, cerca de 5 milhões de cotistas com CPFs válidos não receberão os depósitos automáticos. Por isso, o ministério alerta que cotistas com menos de 60 anos, interessados em ter acesso imediato ao dinheiro, devem procurar as agências da Caixa e do Banco do Brasil até a próxima sexta-feira (28).

Quem tem direito

Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep. Para os cotistas do PIS, também é possível consultar a Caixa Econômica Federal no telefone 0800-726-0207 ou nos caixas eletrônicos da instituição, desde que o interessado tenha o Cartão Cidadão. No caso do Pasep, a consulta é feita ao Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 ou 0800-729-0001.

Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. As cotas são os rendimentos anuais depositados nas contas de trabalhadores, instituídas entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

23 de setembro de 2018

ANP vai fazer consulta para substituir GNL importado por gás doméstico

O prazo para contribuições vai até o dia 24 de outubro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) promovem de amanhã (24) até o dia 24 de outubro a Tomada Pública de Contribuições (TPC) sobre os mecanismos de substituição do Gás Natural Liquefeito (GNL) importado pelo gás natural de produção nacional (gás doméstico) nos contratos de fornecimento de gás.

Segundo nota da ANP, a tomada de contribuições tem por objetivo coletar dados, informações e evidências que contribuam para a análise da necessidade de mecanismos de substituição de GNL por gás doméstico. "Contribuir para a redução dos custos de geração de energia elétrica, incluindo eventuais benefícios econômicos aos consumidores de energia”, informa a agência reguladora no comunicado. Na última sexta-feira (21) a iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A TPC é um instrumento que tem o objetivo de tornar público determinado assunto e colher sugestões da sociedade e dos demais entes públicos a respeito de temas de grande relevância.

Ainda segundo a ANP, a consulta é aberta a órgãos e entidades dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, a todo mercado petrolífero, gaseífero e do setor elétrico, a consumidores, a segmentos técnicos, e aos diversos segmentos da sociedade civil.

Os documentos relacionados a esta TPC, assim como os procedimentos para participação estarão disponíveis, na íntegra, no site da ANP  e as contribuições deverão ser encaminhadas para o e-mail: [email protected]

Preço da gasolina bate recorde e chega ao maior valor em dez anos

Nesta semana, a gasolina foi vendida em média no Brasil a R$ 4,65 por litro, de acordo com dados da ANP.

O preço da gasolina nos postos brasileiros chega às vésperas da eleição no maior patamar dos últimos dez anos, aumentando a pressão sobre a política de reajustes instituída pela Petrobras durante o governo Michel Temer.

Entre os principais candidatos à Presidência da República, é quase consenso que o modelo deve sofrer algum tipo de mudança. Apenas Jair Bolsonaro (PSL) apresenta em sua proposta uma fórmula parecida com a atual.

Nesta semana, a gasolina foi vendida em média no Brasil a R$ 4,65 por litro, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), alta de 0,5% com relação à semana anterior.

Desconsiderando picos provocados pelo desabastecimento durante a greve dos caminhoneiros, é o maior valor desde janeiro de 2008 (corrigidos pela inflação), quando a cotação do petróleo se aproximava dos US$ 100 (R$ 400, na cotação atual) por barril. Em junho daquele ano, chegou a bater em US$ 140 por barril (R$ 560). Nesta sexta (21), o petróleo Brent fechou a US$ 78,80 (cerca de R$ 315).

Além do efeito da cotação do petróleo, a escalada dos preços em 2018 é fruto da valorização do dólar, uma vez que a política adotada pela Petrobras desde outubro 2016 determina que a venda do combustível no país deve acompanhar o valor do produto importado -o que inclui repassar a variação cambial.

No ano, o reajuste acumulado do preço da gasolina nas refinarias da estatal soma 29%, já descontada a inflação do período. Nas bombas, o aumento acumulado é de 10%, também descontada a inflação.

Quatro dos cinco candidatos com maiores intenções de votos segundo as pesquisas, defendem mudanças em relação ao modelo atual. A profundidade das mudanças varia, porém, de acordo com o posicionamento econômico das candidaturas.

Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) dizem que, se eleitos, manterão preços alinhados às cotações internacionais, mas propõem instrumentos para suavizar o repasse das variações ao consumidor.

"O mercado de petróleo e o câmbio são livres", disse, em nota, a campanha de Marina. "No entanto, a economia interna não deve estar sujeita à tanta volatilidade". Ela propõe a adoção de um sistema de médias móveis, que podem ser trimestrais.

Atualmente, a Petrobras usa sistema parecido na definição dos preços do gás de botijão de 13 quilos. A cada três meses, o valor é reajustado com base na variação das cotações internacionais e do câmbio nos doze meses anteriores.

Essa metodologia foi adotada após a política anterior levar o preço do botijão às alturas e forçar 1,2 milhão de residências brasileiras a usar lenha e carvão para cozinhar.

Em 2018, após três reajustes, o preço do gás nas refinarias acumula queda de 8% em relação ao fim do ano anterior.

Alckmin defende reajustes com periodicidade fixa e alíquotas flexíveis para impostos federais e estaduais, medida que dependeria de acordo com os estados. "As alíquotas devem cair quando há alta no preço internacional ou desvalorização da moeda e subir no caso oposto", diz a campanha tucana.

Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) propõem mudanças no cálculo dos preços, reduzindo o peso das cotações internacionais e do câmbio. "A política de preços de combustíveis da Petrobras será reorientada", diz o programa de governo do petista.

"O mercado brasileiro é aberto a importações, mas isso não significa que o petróleo retirado no Brasil, aqui transportado e refinado, com custo bem menor que o internacional, seja vendido aos brasileiros segundo a nova política de preços da Petrobras do governo Temer", afirma o texto.

Em seu programa de governo, Ciro propõe "a estabilidade de preços importantes, como o petróleo, no mercado interno (sempre resguardando a rentabilidade das empresas produtoras desses bens)", mas não dá maiores detalhes.

Em entrevistas, o candidato tem dito que o cálculo dos preços deve considerar parcelas dos custos em real, ao invés das cotações internacionais em dólar. Sua campanha não respondeu ao pedido de entrevistas sobre o tema.

Já o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, defende em seu programa o alinhamento aos preços internacionais com mecanismos de proteção financeira -conhecidos com hedge- para suavizar as flutuações de curto prazo, proposta parecida ao modelo praticado pela Petrobras hoje.

Há duas semanas, a estatal anunciou a possibilidade de segurar os repasses por até 15 dias, usando mecanismos de hedge, que contemplam a compra e venda de contratos futuros de câmbio e combustíveis para se proteger das flutuações.

O preço da gasolina em suas refinarias está congelado há dez dias, em uma indicação de que o mecanismo está sendo usado no momento. A empresa, porém, não confirma. Procurada, não quis comentar as propostas de mudança na política de preços.

Em reuniões com representantes dos candidatos, porém, executivos da estatal têm defendido que a manutenção de preços alinhados ao mercado internacional é fundamental para o esforço de redução de seu endividamento.

Em uma tentativa de blindar a política atual, a gestão da companhia colocou em estatuto no fim de 2017 cláusulas que obrigam o governo a ressarci-la em caso de concessão de subsídios. A avaliação é que, assim, mudanças abruptas terão que passar por assembleia de acionistas.

21 de setembro de 2018

Alta da arrecadação, que vinha superando 10%, se reduz a 1,5% em agosto

No total, a receita somou R$ 110,1 bilhões no mês passado, número composto de dois dados: os recursos arrecadados com impostos e a arrecadação administrada por outros órgãos que não a Receita Federal.

Após alcançar picos de mais de 10% de alta, a taxa de crescimento da arrecadação federal se reduziu para 1,5% em agosto na comparação com mesmo mês do ano passado, mostram dados do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). 
No total, a receita somou R$ 110,1 bilhões no mês passado, número composto de dois dados: os recursos arrecadados com impostos, que representam a maior parte do bolo e que tiveram alta de 0,9%, e a arrecadação administrada por outros órgãos que não a Receita Federal (como royalties de petróleo), com crescimento de 31,9%.
Nos dois casos, a comparação é real, ou seja, desconta a inflação do período. 
O levantamento feito pelo instituto antecipa os dados da Receita, que serão divulgados nesta sexta-feira (21), a partir de pesquisas no Siafi, o sistema que acompanha as contas do governo em tempo real.
Segundo Vilma Pinto, pesquisadora do Ibre/ FGV responsável pelo levantamento, a forte desaceleração do crescimento está relacionada com a base de comparação mais forte do segundo semestre de 2017, quando a atividade econômica começou a crescer com mais força. 
"Nos meses anteriores, observamos variações muito elevadas, já que no primeiro semestre do ano passado, que é o período que usamos para comparar o desempenho, a arrecadação estava mais fraca", afirma ela.


Foto: Agência Brasil

Ou seja, sem a vantagem da comparação com um período em que a receita federal estava mais desaquecida, o crescimento desacelerou. 
Semana a semana, o mercado espera um crescimento menor para o comportamento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Há quatro semanas, a expectativa era de alta de 1,49%, percentual que se reduziu para 1,36% na última pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central. 
As maiores altas observadas no levantamento do Ibre foram em impostos vinculados à importação, como o próprio Imposto de Importação, que cresceu 25,8%. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) também apresentou crescimento de 35,8% na comparação com agosto do ano passado.
O IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) tiveram altas de 10,3% e 11%, respectivamente. 
"Isso aconteceu por causa das regras que endureceram as compensações", explica a pesquisadora.
Desde maio, a Receita endureceu a lei que rege a compensação, pelas empresas, de dívidas de IRPJ e CSLL com créditos tributários no regime de recolhimento por estimativa.
Um dos piores desempenhos foi do Imposto de Renda Retido na Fonte, que incide sobre rendimentos de capital, que teve queda de quase 19% na comparação com agosto do ano passado. A receita com esse imposto vem caindo por conta da queda na taxa de juros. 

ANP aprova medidas para retomada da produção de petróleo

As medidas aprovadas pela ANP estão pautadas nas políticas de Energia e Produção, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Derivados (ANP) aprovou ontem (20) medidas para incentivar a retomada das atividades terrestres e em águas rasas de produção de petróleo, como resultado de um grupo de trabalho da própria ANP  que determinou a avaliação do nível de investimentos necessários para atenuar a situação atual de queda da produção e de atividades nesses tipo de operação.

As medidas aprovadas pela ANP para incentivar a retomada de atividades nestas duas áreas estão pautadas nas políticas de Energia e Produção, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), incluindo a promoção da maximização do fator de recuperação e o incentivo à competitividade no setor. 

Foram aprovadas quatro medidas. Uma delas determina à Superintendência de Desenvolvimento e Produção a solicitação de prorrogação dos contratos dos campos terrestres e em águas rasas que forem de seu interesse. Outra medida é que, nos casos em que não houver interesse de prorrogação contratual ou aprovação da ANP, ou que for verificada a necessidade de alteração do Plano de Desenvolvimento para realização de investimentos adicionais, a Superintendência de Desenvolvimento e Produção deve tomar medidas administrativas para realização dos investimentos ou devolução das áreas.


Foto: Arquivo Agência Brasil/Agência Brasil

Uma terceira medida determina que os procedimentos para devolução das áreas poderão ser suspensos para permitir a alienação destas em tempo razoável, sendo que os processos de alienação já iniciados venham a ser concluídos até o primeiro semestre de 2019 ou sejam objeto de leilão a ser promovido pela Petrobras com apoio da ANP, em até 90 dias após o prazo de solicitação de prorrogação dos campos terrestres e em águas rasas.

A última medida aprovada pela ANP determina que a Superintendência de Defesa da Concorrência e Regulação Econômica, em conjunto com a Superintendência de Desenvolvimento e Produção,  solicite ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que avalie a existência de mercado monopsônio (com um único comprador) na comercialização, em especial na coleta, tratamento e escoamento do petróleo, o que poderia se configurar em barreira para a criação de um mercado diversificado e competitivo na atividade de exploração e produção terrestre e de águas rasas.

iPhone Xs e Xs Max começa a ser vendido em 30 países; preço chega a R$ 8.950

O Brasil não está na lista. A Apple ainda não tem data certa para o início das vendas nas lojas brasileiras, mas isso deve ocorrer até o final do ano.

O iPhone Xs e do iPhone Xs Max chegam às lojas dos EUA e dos países europeus nesta sexta-feira (21). Os aparelhos foram disponibilizados para pré-venda desde o dia 14 de setembro.
Ao todo, os novos modelos começam a ser vendidos em 30 países: Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Guernsey, Holanda, Hong Kong, Ilha de Man, Ilhas Virgens Americanas, Irlanda, Itália, Japão, Jersey, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Noruega, Porto Rico, Portugal, Reino Unido, Singapura, Suécia, Suíça e Taiwan.
O Brasil não está na lista. A Apple não tem data certa para o início das vendas nas lojas brasileiras, mas disse que deve ocorrer até o final do ano.
Com a recente alta do dólar e do euro, a versão mais completa do aparelho (iPhone Xs Max, com 512 gb de memória) pode chegar a custar quase R$ 10 mil. 


Foto: Divulgação/Apple

Aparelho dos EUA
Quem comprar o seu novo iPhone nos Estados Unidos pode ter problemas com a rede 4G brasileira. 
Desde o final de 2017, as empresas de telefonia passaram a distribuir a rede 4G por meio da frequência de 700 mega-hertz (conhecida como banda 28). Essa frequência, porém, não está disponível para a rede móvel nos EUA. 
Além da banda 28, no Brasil também há outras frequências usadas para internet móvel, porém, são mais lentas, como a de 2.600 megahertz, 1800 MHz, e 2.100MHz, que podem ser acessadas dos novos iPhones. 
Quem trouxer o iPhone dos Estados Unidos para usar no Brasil vai conseguir navegar na internet daqui, porém, não na frequência mais rápida.
Wilson Cardoso, diretor de tecnologia da Nokia na América Latina, aponta para outro detalhe. Os novos modelos têm uma funcionalidade chamada agregação de bandas. "A maioria dos telefones manda e recebe dados por uma única banda, na agregação de bandas, várias frequências funcionam ao mesmo tempo para fazer upload e download de informações", afirma.  
Por não ter acesso à banda 28, essa funcionalidade ficaria subutilizada nesses aparelhos vindos dos EUA. "É como ter cinco pistas de alta velocidade para trafegar com o carro, mas ser obrigado a andar por outra, que é mais lenta", explica Cardoso. 
De acordo com a Apple, o modelo vendido no Brasil será igual ao que está disponível nos países europeus. Quem quiser importar o aparelho da Europa, terá 100% das suas funcionalidades disponíveis e compatíveis com a rede de internet brasileira.
O Brasil optou por usar a banda 28 por ser aquela que já era utilizada pela TV, com a migração da TV analógica para a digital, essa frequência pode ser usada para a internet móvel. Isso aumentou a cobertura, sem que fosse preciso construir novas torres de transmissão nas cidades.

20 de setembro de 2018

Empresário da indústria está menos confiante, diz CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do mês de setembro mostrou queda de 0,5 ponto em relação a agosto.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do mês de setembro mostrou queda de 0,5 ponto em relação a agosto. O índice fechou em 52,8 pontos e interrompe uma sequência de recuperação iniciada após a forte redução observada em junho por causa da greve dos caminhoneiros em maio. Naquele momento, a queda do Icei chegou a 5,9 pontos e os dois meses seguintes mostraram uma recuperação de 3,7 pontos. Os dados são da pesquisa divulgada hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dois índices que formam o Icei, condições atuais e o de expectativas, diminuíram em setembro, na comparação com agosto. O primeiro caiu 0,5 ponto, e foi de 47,2 para 46,7 pontos; e o segundo caiu 0,4 ponto, ficando em 55,9 pontos.


Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Apesar do recuo, o indicador continua acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Porém, está 1,3 ponto abaixo da média histórica, calculada com o valor médio do Icei de todas as observações realizadas desde 1999.

O Icei é um indicador que ajuda a entender as tendências da indústria e da economia. Empresários confiantes tendem a ampliar a produção e os investimentos, o que estimula o crescimento da economia, informou a CNI.

Nesta edição, a pesquisa foi realizada entre 3 e 13 de setembro com 2.806 empresas, sendo 1.112 pequenas, 1.059 médias e 635 de grande porte.

Ipea confirma tendência ao desalento no mercado de trabalho brasileiro

No 2º trimestre de 2018, 4,833 milhões de pessoas desocupadas deixaram de procurar trabalho, 203 mil mais do que no trimestre anterior.

As mulheres, parte da população da Região Nordeste, pessoas com baixa escolaridade, jovens adultos (de 18 a 24 anos) e pessoas que não são chefes de família são os grupos sociais que mais desistem de ingressar no mercado de trabalho ou retomar alguma ocupação para ter renda.
O fenômeno, chamado de desalento pelo IBGE, é confirmado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que publica nesta quinta-feira (20) estudo em que avalia os microdados extraídos da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua) relativos ao 2º trimestre de 2018. As informações são da Agência Brasil.
No período, 4,833 milhões de pessoas desocupadas deixaram de procurar trabalho, 203 mil mais do que no trimestre anterior. O Ipea observa que dessas, 59% moram no Nordeste, 54,3% são mulheres, 50% não concluíram o ensino fundamental e quase 70% não são chefes de família.
A taxa de desalento considera as pessoas que não procuraram emprego nos 30 dias antes de responder à Pnad. Apesar de menos afetados pelo desalento, a proporção de homens nessa condição aumentou em um ano, entre o 2º trimestre de 2017 (44,1%) e 2º trimestre de 2018 (45,3%).
Entre os dois períodos também cresceu a proporção de pessoas qualificadas que, apesar do desemprego, desistiram de buscar uma ocupação. Esse é o caso de quem tem nível superior (aumento da taxa de desalento de 4,8% para 5,3%) e de quem tem o ensino médio (de 21% para 22,8%).


Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini

Além da observação entre os períodos, o Ipea comparou o perfil das pessoas desalentadas com o perfil da população em idade ativa (PIA). "Pelo perfil etário, observa-se que, enquanto os jovens entre 18 e 24 anos representam 15% da PIA, eles correspondem a aproximadamente 25% dos desalentados", descreve o estudo.
Conjuntura estrutural
À reportagem, o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, assinalou que a redução das taxas de desalento e de desocupação dependem da retomada do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e também da melhor formação da força de trabalho.
Segundo Lozardo, a retomada do crescimento segue em aberto à espera da aprovação de reformas econômicas, como da Previdência Social e tributária. Ele lembra que as reformas equacionam um "problema conjuntural", o endividamento do Estado, incentivam investimentos empresariais que geram emprego e podem dar garantias para o financiamento público para áreas estratégicas, como a educação.
A educação é um "aspecto estrutural", lembra Lozardo ao descrever que a qualificação da mão de obra no Brasil tem em média quatro a cinco anos a menos de escolaridade em comparação a de outros países.
Conforme o presidente do Ipea, a qualidade do ensino público no país, acessado pela maioria da população, também afeta a empregabilidade. "A formação que receberam não se adequa às exigências do mercado de trabalho, quer na área de serviço, quer na área industrial. Isso é estrutural", explicou.

19 de setembro de 2018

Aneel descarta revisão de bandeira tarifária em conta de luz

Com variação entre verde, amarela e vermelha (em dois patamares) as bandeiras geram custos adicionais à conta de luz que vão de R$ 1 a R$ 5.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, descartou hoje (18) a possibilidade de revisão no valor das bandeiras tarifárias. Com variação entre verde, amarela e vermelha (em dois patamares) as bandeiras geram custos adicionais à conta de luz que vão de R$ 1 a R$ 5. Há quatro meses, está sendo cobrada a bandeira vermelha no segundo patamar, o que gera cobrança extra de R$ 5 a cada 100 kilowatts-hora consumidos.

“De forma alguma”, disse Pepitone ao responder questionamentos de jornalistas. De acordo com o diretor, não há, no momento, necessidade de mexer no valor das bandeiras.

As bandeiras são acionadas em período de escassez de chuvas, quando há redução no nível dos reservatórios nacionais. Nesses períodos há o acionamento de usinas térmicas, cujo custo de produção é mais alto.

A revisão do valor das bandeiras tem sido apontada pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee) como uma saída para enfrentar problemas de caixa com a compra de energia termelétrica mais cara no mercado para compensar uma menor geração das hidrelétricas.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil

Pepitone disse que “a princípio a Aneel não enxerga nenhum desequilíbrio nas contas”. De acordo com o diretor-geral da Aneel, possíveis descasamentos serão resolvidos durante os procedimentos de revisão tarifária das distribuidoras de energia.

Bandeira vermelha

Ao manter a bandeira vermelha no patamar 2 no quarto mês seguido, a Aneel apontou a baixa incidência de chuvas, também chamada de risco hidrológico, ao lado do preço da energia elétrica no mercado de curto prazo (Preço de Liquidação das Diferenças), como as principais variáveis que influenciaram a manutenção da cor da bandeira tarifária.

"Como consequência o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo (PLD) ficou próximo ao valor máximo estabelecido pela Aneesl, não se vislumbrando melhora significativa do risco hidrológico (GSF). O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada", disse a Aneel ao manter a bandeira vermelha no patamar 2, em setembro.

Por conta da estiagem e do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, os consumidores pagaram R$ 1,2 bilhão a mais nas contas de luz no primeiro semestre deste ano.

FGV: economia brasileira recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho

Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2017, no entanto, houve um crescimento de 0,5%.

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,5% no trimestre encerrado em julho, na comparação com o trimestre encerrado em abril. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2017, no entanto, houve um crescimento de 0,5%. Considerando-se apenas o mês de julho, houve altas de 0,4% na comparação com junho deste ano e de 2,2% em relação a junho do ano passado. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 1,5%, de acordo com a pesquisa da FGV.

A queda de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em abril foi puxada pela indústria (-1,9%) e pelos serviços (-0,4%). A agropecuária foi o único dos grandes setores produtivos com alta (2,8%).


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Na indústria, a queda foi influenciada por recuos de 2,8% na indústria da transformação, 1,3% na construção e 0,8% na extrativa mineral. O segmento de eletricidade cresceu 0,6%.

Nos serviços, houve quedas de 1,2% no comércio, 3,6% nos transportes, 0,7% em outros serviços e 0,1% em administração pública. Por outro lado, cresceram os segmentos de informação (0,8%), intermediação financeira (0,5%) e imobiliário (1,2%).

Sob a ótica da demanda, a queda do trimestre encerrado em abril para o trimestre encerrado em julho foi puxada pela formação bruta do capital fixo (os investimentos), que caiu 1,5%. O consumo das famílias manteve-se estável e o consumo do governo cresceu 0,6%. As exportações caíram 5,2%, enquanto as importações tiveram queda de 4,3%.

O cálculo oficial do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais de 30 mil agricultores renegociam dívidas no Piauí

Relatório do BNB aponta que no total, foram 31 mil operações que regularizaram R$ 1,235 bilhão no estado.

O Piauí foi o terceiro estado do Nordeste que mais renegociou as dívidas dos agricultores rurais e as dívidas com produtores rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Segundo o relatório do Banco do Nordeste, foram feitas 31.037 operações regularizando valores na ordem de R$ 1.235.341.011,00, atrás somente dos estados da Bahia e do Ceará.

Essa foi uma das lutas do coordenador da bancada do Nordeste, deputado federal Júlio César (PSD), para garantir que os pequenos agricultores do Nordeste pudessem renegociar as dívidas, sem ficarem inadimplentes junto aos bancos oficiais. Júlio César alegou que esses produtores já foram penalizados com a estiagem, que provocou a perda da safra. E sem produção, não puderam quitar seus débitos junto aos bancos.

“Essa lei é um marco para o setor da agricultura. É uma importante vitória para o homem do campo para garantir que os agricultores que sofreram com secas sucessivas, possam renegociar suas dívidas, permanecer trabalhando na terra e contribuindo para o desenvolvimento do Piauí e do Brasil”, afirmou o deputado Júlio César.

De acordo com o relatório encaminhado ao coordenador da bancada nordestina, deputado federal Júlio César (PSD), foram negociados no Piauí 28.851 operações com produtores rurais num total de R$ 1.132.256.258. Em relação às dívidas do Funrural foram 2.186 operações regularizando R$ 103.084.753,00.

Dentre os municípios piauiense que negociaram para regularizar os maiores valores estão 14: Avelino Lopes, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus, Canto do Buriti, Corrente, Gilbués, José de Freitas, Monte Alegre do Piauí, Oeiras, Piripiri, Regeneração, Teresina e Uruçuí.

As renegociações no Nordeste resultaram em 299.224 operações, que regularizaram R$ 10.276.255.031,00.

18 de setembro de 2018

Haddad diz que vai retomar política de preços da Petrobras da era Lula

O presidenciável disse que seguirá a política adotada de 2003 a 2012, nos governos Lula e em parte do período Dilma.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou a atual política de preços da Petrobras, em entrevista nesta terça-feira (18) à rádio CBN. O presidenciável se disse contrário a estratégia adotada durante o governo Dilma Rousseff (PT) de segurar reajustes nos combustíveis para controlar a inflação, mas afirmou que o maior erro foi cometido por Michel Temer (MDB).

"Não pode usar a política da empresa para manipular preços para combater inflação, mas não pode deixar de reconhecer o poder de monopólio da Petrobras", afirmou. Haddad disse que Temer errou ao atrelar o preço doméstico à cotação internacional dos produtos da Petrobras. O candidato também falou que discorda da forma como a política do diesel é feita atualmente.

O presidenciável disse que seguirá a política adotada de 2003 a 2012, nos governos Lula e em parte do período Dilma, que considerava o ambiente externo e os custos domésticos de produção. "Tivemos uma política de preços que, sim, levava em consideração a rentabilidade da empresa e os custos, e não só o valor em dólar do que ela produz", disse.

O petista, porém, negou que Dilma tenha alterado a política de preços da Petrobras para recuperar o valor de mercado da empresa, afetada por denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava Jato.

Haddad voltou a afirmar que foi a ex-presidente que afastou os diretores da empresa um ano antes das denúncias feitas pela operação, citando os nomes de Paulo Roberto Costa e Renato Duque. O candidato foi então contestado pelo apresentador, que disse que Duque pediu exoneração e recebeu um agradecimento pelos serviços prestados.

O ex-prefeito de São Paulo também negou que seja contra a Lava Jato, mas acusou os investigadores de agirem de forma seletiva. "Até 2016 ela foi seletiva, mas graças à pressão que foi feita se liberou as informações sobre os outros partidos", disse.

O candidato entrou num embate com o apresentador quando disse que a lista do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não tinha sido noticiada devidamente pela imprensa. "O foco até então era um só e com fins eleitorais", disse Haddad, pontuando que aquela era a opinião dele e começou a falar da diferença de tratamento dada aos tucanos pelos investigadores.

"O PSDB foi muito protegido. Muito protegido. Essa é a minha opinião. Você tem todo o direito de discordar, mas eu tenho todo direito de me afirmar aqui e dizer: eu acho que o PSDB só muito tardiamente passou a responder pelo que fez. E acho que aqui em São Paulo não responde até hoje. O que acontece no metrô, na Dersa, [o PSDB] não responde até hoje como deveria", declarou.

Haddad disse que não acredita no conteúdo das delações que envolvem o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que indicam favorecimento a empresas em empréstimos do BNDES em troca de propina.

"Essa fantasia que estão criando de achar que um ministro pode ligar para o BNDES e sacar milhões sem passar por nenhum comitê de crédito é não conhecer o funcionamento da máquina pública. É desconhecer totalmente o mecanismo de financiamento. Falam o que querem, mas depois tem que provar o que falaram."

O presidenciável ainda prometeu uma reforma bancária, para fazer com que empresas possam buscar empréstimos com outros bancos. 

CARTELIZAÇÃO DA MÍDIA

Haddad disse que governos petistas não fizeram a mudança no setor bancário porque nem sempre é fácil mexer num vespeiro, prometendo então também mexer na concentração de propriedade dos meios de comunicação.

Ele fez referência a uma ação movida por jornais contra sites de agências internacionais em operação no Brasil, defendendo a permanência desses canais.

"Nós não vamos permitir a cartelização dos meios de comunicação", disse.

Questionado se fará alguma regulação dos grupos digitais, o candidato se limitou a dizer que vai estudar a questão e que é preciso manter a neutralidade da rede colocada pelo marco civil da internet.

China anuncia retaliação e impõe sobretaxa a produtos dos EUA

A lista incluir desde desde gás natural liquefeito e minérios até café e vários tipos de óleos comestíveis, vegetais congelados, pó de cacau e químicos, entre outros.

A China decidiu retaliar os Estados Unidos após o governo de Donald Trump anunciar sobretaxas para mais US$ 200 bilhões em importações do país asiático.

Nesta terça-feira (18), Pequim anunciou a imposição de sobretaxas contra o equivalente a US$ 60 bilhões de importações em produtos americanos. As tarifas, de 5% e 10%, em vez de até 25%, taxa proposta anteriormente.

As medidas irão afetar 5.207 produtos americanos. A lista incluir desde desde gás natural liquefeito e minérios até café e vários tipos de óleos comestíveis, vegetais congelados, pó de cacau e químicos, entre outros.

Em comunicado, o Ministério das Finanças chinês afirmou que, se os EUA continuarem a impor ainda mais sobretaxas contra Pequim, a China irá contra-atacar.

"A China é forçada a responder ao unilateralismo e ao protecionismo comercial dos EUA, e não tem escolha senão responder com suas próprias tarifas", disse o ministério.

As sobretaxas anunciadas nesta terça entrarão em vigor na próxima segunda-feira (24), mesma dia em que as tarifas americanas passarão a valer.

A diferença em relação às sobretaxas anteriores que o governo Trump já havia anunciado é que a nova medida irá afetar consumidores diretamente e bem às vésperas da temporada de compras de fim de ano.

No caso dos EUA, as tarifas serão de 10% até 1º de janeiro, quando aumentarão para 25%.

A lista do USTR (Departamento de Comércio dos Estados Unidos) inclui desde frutos do mar até produtos eletrônicos, móveis e materiais de construção.

A China já havia anunciado mais cedo, nesta terça, que poderia retaliar os EUA. Em resposta, Trump, ameaçou adotar uma nova retaliação contra a China se Pequim atingir os trabalhadores agrícolas ou industriais americanos e acusou Pequim de tentar influenciar a eleição dos EUA para prejudicar agricultores, que ajudaram a elegê-lo.

Trump disse que a China está tentando usar o comércio para prejudicá-lo com seus apoiadores antes das eleições parlamentares, em 6 de novembro.

"A China declarou abertamente que está ativamente tentando impacta e mudar nossa eleição, atacando nossos agricultores, fazendeiros e trabalhadores industriais por causa de sua lealdade a mim", escreveu Trump.

Não ficou claro sobre qual declaração de Pequim o presidente estava se referindo em suas publicações.

"Haverá uma grande e rápida retaliação econômica contra a China se nossos agricultores, pecuaristas e/ou trabalhadores industriais forem prejudicados!", acrescentou o americano.

Segundo o Ministério das Finanças chinês, o país responderá mais e de forma adequada se os Estados Unidos insistirem em aumentar as tarifas.

Em julho, Pequim divulgou um pequeno vídeo em inglês apresentando um desenho animado falante de soja confirmando a importância do comércio. O desenho pontua que nove dos dez maiores Estados produtores de soja votaram em Trump nas eleições presidenciais de 2016.

"Então os eleitores vão apoiar Trump e os republicanos assim que forem atingidos em suas carteiras?", pergunta o grão.

Economista de Ciro Gomes fala em criar espécie de Copom do câmbio

Segundo Benevides, o câmbio seguiria flexível, mas a sua institucionalidade seguiria a gestão dos juros.

A volatilidade do câmbio vai ser operacionalizada por meio de um comitê semelhante ao Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, caso Ciro Gomes (PDT) seja eleito, afirmou nesta terça-feira (18) Mauro Benevides Filho, coordenador do programa econômico do pedetista.

"A palavra que eu uso é institucionalizar a definição da política cambial e não ficar dependente da vontade própria de quem quer que seja", disse Benevides, em seminário com economistas dos candidatos promovido pelo Estado de S. Paulo e pela FGV (Fundação Getulio Vargas). 

Segundo Benevides, o câmbio seguiria flexível, mas a sua institucionalidade seguiria a gestão dos juros. 

"Não estou desconfiando de ninguém, só acho que isso precisa ser melhor equacionado", disse. "Transparência não faz mal a ninguém". 

No mesmo evento, Jose Julio Senna, pesquisador da FGV, disse que o comitê seria contraproducente porque sinalizaria a intervenção no mercado de câmbio. 

Benevides disse ainda que as reformas prioritárias de um eventual governo Ciro são a tributária e a da Previdência. 

Os militares, no entanto, não entrariam na proposta. A negociação seria feita diretamente com o grupo e numa etapa posterior da reforma da Previdência. 

Ele defendeu a capitalização da Previdência, mas não entrou em detalhes de como ela seria implementada. 

SERASA E SPC 

Benevides destacou também o plano de ajudar cerca de 63 milhões de pessoas a retirar o nome de serviços de proteção ao crédito, como Serasa e SPC.

Segundo ele, a dívida média dos inadimplentes está em R$ 4,2 mil e a ideia é reduzi-la em cerca de 80%, trazendo-a para algo perto de R$ 1,1 mil via renegociação com os credores. 

O governo entraria no processo estimulando a renegociação dos juros e a forma de pagamento da dívida. 

Os serviços de proteção ao crédito repassariam a lista de devedores ao governo e um pool de devedores seria criado para garantir a dívida -um mecanismo chamado de aval solidário, em que um grupo de pessoas (de cinco a dez) garantiria a operação em caso de não pagamento. 

Os recursos para renegociar a dívida viriam de crédito bancário parcelado. O governo não usaria dinheiro na operação.

Guardia defende liberdade de preços para área de refino de combustível

Ministro disse que subsídio para o diesel foi medida emergencial.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (18) que é preciso uma saída para o atual sistema de subsídios ao diesel, criado após a crise gerada com a paralisação dos caminhoneiros, em maio último. “Precisamos de soluções mais estruturais para esse problema”, defendeu ao comentar os preços elevados dos combustíveis, uma das queixas do setor de transporte de cargas.

Como uma alternativa, Guardia propôs dar mair competição ao setor do refino, com mais liberdade de preços, e adotar um tributo como proteção, para absorver as variações do preço do petróleo no mercado internacional.

Os caminhoneiros protestaram durante 11 dias e, para acabar com a mobilização, o governo prometeu reduzir em R$ 0,46 o preço do diesel nas bombas, por meio de subsídio ao combustível e corte de impostos federais e estaduais. “É uma solução emergencial. Não aguentaríamos mais uma semana de greve e soluções precisavam ser apresentadas. Estamos arcando com os custos”, disse, acrescentando que os subsídios são temporários, e acabam em dezembro.


Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa do seminário Agenda de Governo no Setor de Energia na Esaf - José Cruz/Agência Brasil

O ministro participou hoje (18) da abertura do 1º Seminário Sefel de Energia. Durante todo o dia, especialistas do setor público, privado e regulatório vão debater a agenda de governo para o setor e seus aspectos regulatórios e concorrenciais.

Para Guardia, é uma oportunidade para discutir temas importantes, como a flexibilização na política de preços da Petrobras, o custo-benefício da venda direta de etanol dos produtores e os pesos e encargos na conta de energia elétrica.

O ministro da Fazenda defendeu ainda a agenda adotada pelo governo federal nos últimos dois anos e meio, de promover um ambiente econômico com regras mais claras, transparente e baseada no funcionamento do mercado. “Tudo que estamos falando de avanços no ambiente regulatório requerem manutenção do ambiente macro [econômico]”, disse, ressaltando a necessidade e continuidade de reformas para “aumentar a competitividade da economia brasileira”, como as reformas fiscais, da Previdência e a manutenção do teto de gastos.

Intenção de investimentos da indústria recua 3,1 pontos no trimestre

Apesar da queda, o indicador se mantém acima dos 100 pontos, nível em que a a proporção de empresas que preveem investir supera a parcela daquelas que pretendem investir menos.

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,1 pontos no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. Com a segunda queda consecutiva, o indicador atingiu 113 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível desde o terceiro trimestre do ano passado (105,1 pontos).

O indicador busca antecipar as tendências econômicas no país a partir da disseminação do ímpeto de investimento entre as indústrias.

Apesar da queda, o indicador se mantém acima dos 100 pontos, nível em que a proporção de empresas que preveem investir mais nos próximos 12 meses supera a parcela daquelas que pretendem investir menos.


Foto: EBC

Entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano, houve redução da proporção de empresas que preveem investir mais, de 28,9% para 28,3%, e aumento da proporção das que preveem investir menos, de 12,8% para 15,3%.
A proporção de empresas que têm certeza de que vão executar seu plano de investimentos foi de 27,5%, ficando abaixo da parcela de 31,9% de empresas que estão incertas.

De acordo com o economista Aloisio Campelo Jr., a redução do ímpeto de investimento das indústrias é mais um sinal da perda de fôlego da economia neste ano. “O resultado geral da pesquisa reforça o cenário de instabilidade que vinha se desenhando nos trimestres anteriores. Houve redução na intenção de realização de investimentos e aumento da incerteza”, diz nota da FGV.

17 de setembro de 2018

Benefício sem ida ao INSS já está disponível para 1 milhão

O atendimento a distância permitido pela digitalização é declaradamente a principal aposta do INSS para melhorar o serviço à população.

Um ano após o início do programa do INSS que autoriza instituições públicas e privadas a receberem pedidos de benefícios no estado de São Paulo, cerca de 1 milhão de potenciais beneficiários podem requisitar aposentadorias diretamente às empresas em que trabalham, sindicatos e entidades aos quais são associados e prefeituras.

Os acordos de cooperação técnica com entidades fazem parte do INSS Digital, como é chamada a estratégia de modernização do órgão.

Na prática, os documentos dos segurados são enviados pela internet ao instituto. É quase a mesma tecnologia que permite a requisição de benefícios pelo site meu.inss.gov.br, também parte do INSS Digital.

O atendimento a distância permitido pela digitalização é declaradamente a principal aposta do INSS para melhorar o serviço à população.

Os segurados, porém, preferem ir às agências: na capital paulista, só 20% dos usuários agendam o atendimento por site ou telefone antes de ir a um posto previdenciário.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Os critérios para acesso a serviços previdenciários em entidades que possuam acordos com o INSS podem estar condicionados à comprovação de vínculo com a instituição conveniada, como o registro de funcionário na empresa ou filiação ao sindicato. Em geral, o atendimento é estendido aos dependentes.

Para o atendimento nas prefeituras, é preciso morar no município.

Desde o lançamento do programa, porém, o resultado está longe de atingir a meta de 45 dias para receber aposentadorias por tempo de contribuição, devida a trabalhadores que completam o período de recolhimentos de 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem.

Hoje, esse benefício demora, no estado, pouco mais de três meses (105 dias, em média) para ser liberado. O número está significativamente abaixo dos cerca de cinco meses (165 dias) de espera registrados em 2017.

O tempo médio inclui o intervalo entre o agendamento do pedido do benefício até o dia em que foi ele confirmado.

Os prazos foram fornecidos pela assessoria de imprensa do INSS em São Paulo. A reportagem também obteve, por meio da Lei de Acesso à Informação, a espera mensal nas agências paulistas.

Em 15 das 23 gerências executivas do órgão no estado, o tempo médio passa de 100 dias. Na capital paulista, há quatro gerências -a menor espera fica na norte, que inclui Caieiras, na Grande SP. Nessa, o prazo passou de 5 meses em outubro, que foi o mês com a maior espera no período. Em maio, melhor mês, registrou média de 82 dias.

Na capital paulista, a agência centro, na rua Xavier de Toledo, tem longa espera: de 177 dias, em seu pior mês, e de 100, no de melhor resultado.

Entre as gerências do estado, a maior espera no período de agosto de 2017 a julho de 2018 está na gerência de São José dos Campos (97 km de São Paulo): 142 dias.

Já a região em que os segurados esperaram menos foi a da gerência de São Bernardo do Campo, no ABC, 80 dias. Outra diferença entre as duas regiões é o número de agências -a última tem quatro, enquanto a primeira atende seis.

O INSS informou que alguns municípios registram tempos médios de espera muito altos devido a casos específicos e pontuais. Um exemplo citado é a espera de 912 dias em Aparecida (180 km de SP) em julho deste ano.

Segundo o INSS, a espera foi "turbinada" por processos de concessão que tiveram recursos e, por isso, tramitavam desde 2014 e 2017. Em outra situação, em Batatais (352 km de SP), um segurado agendou o benefício em agosto de 2017, foi atendido em fevereiro de 2018 e só teve a concessão em julho do mesmo ano.

15 de setembro de 2018

Crise de 2008 resultou em desindustrialização e crise fiscal no Brasil

A desvalorização do dólar e medidas equivocadas de gestão da economia resultaram em desindustrialização e em rombo nas contas públicas brasileiras, segundo especialistas em economia internacional

A regulação no sistema financeiro que não existia na maioria dos países desenvolvidos inicialmente salvou o Brasil da pior crise financeira global desde a Segunda Grande Guerra. No entanto, a desvalorização do dólar e medidas equivocadas de gestão da economia resultaram em desindustrialização e em rombo nas contas públicas brasileiras, segundo especialistas em economia internacional ouvidos pela Agência Brasil.

Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV) Istvan Kasznar diz que o Brasil adotou um modelo de reação diferente do resto do mundo, na avaliação de especialistas em economia internacional. “Naquela época, o Brasil não foi afetado à primeira vista porque tinha atrasado a desregulação de aplicações econômico-financeiras”, diz. O principal problema, ressalta, ocorreu na introdução de renúncias fiscais enquanto outros países reduziram gastos e buscaram austeridade.

Para tentar manter a economia aquecida em meio à crise que tomou proporções mundiais, o governo brasileiro adotou uma série de medidas, como redução de impostos para estimular o consumo, congelou preços do petróleo, subsidiou as tarifas de energia elétrica e ampliou as desonerações. “Embora tenha havido uma política monetária austera e correta, a política fiscal é uma das piores heranças que temos hoje, decorrente de uma forma equivocada de se interpretar a evolução cíclica da economia”, afirma Kasznar.

Em meio à crise internacional, o governo anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção. Diante da escassez de crédito, houve redução dos depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de estímulo ao crédito por meio de bancos públicos.

Vulnerabilidades

A crise de 2008 desembocou no fim de uma das principais ajudas externas que alavancou o crescimento do Brasil nos anos 2000: o superciclo das commodities. A queda do preço internacional de produtos agrícolas e minerais expôs o país ao que o economista Reinaldo Gonçalves chama de “vulnerabilidade estrutural”. “Nos últimos 20 anos, o Brasil aprofundou o processo de reprimarização da sua economia, tornando-se um país ainda mais dependente [de produtos primários]”, argumenta.

O Brasil foi afetado pela crise com o fim do superciclo das commodities. Foto. arquivo/Agência Brasil

A queda do dólar decorrente das injeções monetárias nos países desenvolvidos complicou o quadro. Com a moeda norte-americana barata, os brasileiros passaram a viajar mais para o exterior e a importar mais, deixando a indústria nacional sem condições de competir com os produtos estrangeiros. O fechamento de fábricas aprofundou a desindustrialização do país e levou à dependência cada vez maior de commodities.

Segundo Gonçalves, isso explica a dificuldade de retomada da economia brasileira, mesmo com a situação internacional mais favorável que há alguns anos. Ele diz que não há solução de curto prazo e defende um projeto de desenvolvimento de longo prazo. Segundo o professor da UFRJ, se o país apostar numa tentativa de ajuste fiscal muito forte e rápida, com cortes de gastos públicos e privatizações de grandes estatais, o cenário econômico pode agravar-se ainda mais nos próximos dois anos.

“A pretexto de querer resolver uma série de problemas que demandam o longo prazo, como a Previdência e o teto de gastos, o que pode ocorrer é um efeito bumerangue, atingindo os segmentos sociais mais vulneráveis. Os ricos estão se protegendo mandando dinheiro para fora, mas as medidas de austeridade vão atingir o pequeno empresário, o burocrata, o trabalhador, o desempregado. Há um risco de aumentar muito mais a tensão social, que já está elevada”, observa Gonçalves.

Diversificação

Professor de macroeconomia e economia internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF) André Nassif diz que os impactos da desindustrialização ainda se manifestam sobre o Brasil. Ele reprova a política de desonerações para determinados setores praticada no primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ainda sob pretexto dos estímulos econômicos iniciados em 2009, que reduziu a arrecadação sem resultar em crescimento.

“Esse tipo de política funciona por algum tempo, mas, no longo prazo, gera inflação e baixo crescimento. Não há garantias de que o empresário pegue o dinheiro das desonerações para gerar empregos. A inflação aumenta porque a demanda sobe, sem que a produção acompanhe o crescimento. A solução para o Brasil seria mudar a estrutura da economia, diversificando a produção e recuperando a indústria nacional”, analisa.

Gonçalves, da UFRJ, concorda e acrescenta que a cartelização da economia brasileira prejudica a inovação e os investimentos. “Nenhum grande grupo econômico brasileiro é referência em inovação e tecnologia. Aqui predomina a exploração de recursos naturais e a gestão de carteis, isso vai dos bancos, passando pelos setores do agronegócio, da mineração até pelo mercado imobiliário”, critica.

14 de setembro de 2018

Renda das mulheres é 42,7% menor que a dos homens, diz Pnud

Um dos dados divulgados pelo Pnud aponta que o Brasil é o país da região onde há menor divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres.

Apesar de as mulheres apresentarem melhor desempenho na educação e terem maior expectativa de vida no Brasil, a renda delas é 42,7% menor que a dos homens (10,073 para mulheres contra 17,566 para homens), segundo dados divulgados hoje (13) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A média de renda per capita do país é de 13,755.

Ao apresentar o novo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e do mundo, o órgão destacou a desigualdade de gênero na taxa que considera o acesso da população à educação, saúde e perspectivas econômicas.

De acordo com o levantamento, no Brasil, enquanto o IDH dos homens é de 0,761, na escala que varia de 0 a 1 ponto, o das mulheres é de 0,755 – quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. A expectativa de vida das brasileiras é de 79,3 anos contra 72,1 anos dos homens. No quesito educação, a projeção de uma menina que entra no ensino em idade regular é permanecer estudando por 15,9 anos e ter uma média de estudo de 8 anos, contra, respectivamente, 14,9 e 7,7 para os meninos.

Países como Uruguai, Venezuela e Argentina mantêm padrões muito mais equitativos entre homens e mulheres, ainda que todos eles sustentem a disparidade econômica por gênero de quase 50% entre a renda de um e outro.

Índice de desigualdade de gênero 

Parte da justificativa pode estar no menor tempo que a mulher dispõe para o mercado de trabalho formal. Um dos dados divulgados pelo Pnud aponta que o Brasil é o país da região onde há menor divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres. De acordo com o levantamento, elas gastam 13,3% mais do tempo em atividades não remuneradas dentro de casa, trabalhando 4,3 vezes mais nestas funções do que os brasileiros. O número ainda pode ser maior, considerando a subnotificação, neste levantamento, do tempo disposto para cuidar de filhos, idosos e familiares doentes.

Com relação à participação política, as mulheres ocupam 11,3% das cadeiras do Congresso Nacional. O número representa o pior resultado da América do Sul e o terceiro pior da América Latina, atrás somente de Belize (11,1%) e das Ilhas Marshall (9,1%). O país com menor IDH do mundo, Níger, tem mais mulheres com assento no Parlamento (17%) do que o Brasil.

Em dois meses, preço de massas e pães subiu 10% no país

A principal explicação para a inflação dos alimentos à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto.

Desde julho, os preços de produtos à base de trigo, como massas alimentícias, pães e biscoitos, além da própria farinha de trigo, já aumentaram em até 10%, segundo estimativas de entidades que representam a indústria do setor no país. O percentual representa cerca de 40 vezes a variação da inflação média dos últimos dois meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,24% entre julho e agosto.

A principal explicação para a inflação dos alimentos à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto combinada com as recentes oscilações do dólar e do preço do produto no mercado internacional. O trigo é um dos poucos grãos que o Brasil tem que importar de outros países para abastecer o mercado doméstico. 

Pelos dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve produzir 5,2 milhões de toneladas de trigo em 2018 e comprar do exterior mais 6,3 milhões de toneladas, a maior parte oriunda da Argentina, seguida de países como Estados Unidos, Paraguai, Uruguai e Rússia.

Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Oscilação de preço

Economistas confirmam o cenário descrito pelos produtores do setor. "No caso do trigo, o Brasil importa mais da metade da demanda interna. Assim, maiores taxas de câmbios terão impacto direto sobre os mercados atacadista e varejista. Além disso, no primeiro semestre de 2018, os preços internacionais subiram, diante da menor oferta mundial. O Brasil também foi impactado pelos maiores preços na Argentina, diante das incertezas quanto ao tamanho da safra desta temporada", explica o professor Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepe), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP).

O preço do trigo, que é um dos principais produtos negociados na Bolsa de Chicago (CME Group), nos EUA, chegou a atingir US$ 197,80 (R$ 819) por tonelada em agosto, o maior valor desde julho de 2015. Na parcial de setembro, o preço caiu um pouco, para US$ 181 (R$ 749,34), mas ainda bem superior à média do início do ano (US$ 158,91/ton em janeiro).   

Além disso, como o preço internacional do produto é calculado em dólar, a desvalorização do real aumenta seu custo de importação. No ano, o dólar se valorizou ante ao real em 22,86%, no acumulado até agosto. Somente no mês passado, essa valorização foi de 8,45%.

Preço por produto

De acordo com Cláudio Zanão, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos industrializados (Abimapi), os maiores aumentos acumulados desde julho afetam principalmente o macarrão e o pão de forma, que tiveram cerca de 10% de aumento no período. Esses alimentos foram os mais afetados porque o volume da farinha de trigo empregada na produção representa entre 60% e 70% do custo final do produto.

No caso do biscoito, cuja farinha de trigo representa cerca de 30% do custo, o aumento no preço foi de cerca de 5% nesse período, de acordo com Zanão. Segundo ele, esses aumentos foram, em média, o repasse da indústria e dos supermercados para o consumidor final no varejo. O dirigente também afirmou que a elevação do preço do trigo ainda não se estabilizou.

“Infelizmente, a má notícia é essa. O trigo aumentou, mas não quer dizer que [o aumento] já acabou. Se o mercado internacional continuar oscilando e o câmbio também continuar oscilando para cima, os preços tendem a aumentar mais”, acrescenta Zanão, para quem esses aumentos já devem estar repercutindo no bolso do consumidor. “Quando você aumenta preço no varejo, diminui o consumo, por isso que supermercado não gosta de aumentar preço, mas já foram reduzidas todas as margens e o repasse começa a ser inevitável”.

O repasse da alta do trigo ao consumidor também está sendo absorvido, em parte, pelos moinhos. “Houve um pequeno repasse no custo do trigo para o mercado interno, mas é difícil porque impacta no consumo e a economia ainda está desacelerada”, reconhece Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

O empresário diz ainda que só não houve uma disparada maior nos preços porque este mês começa a colheita da safra brasileira do produto nos estados Paraná e no Rio Grande do Sul, que são os dois principais produtores do país.

Outros custos

Para o setor de padarias, que comercializa o tradicional pãozinho francês, a oscilação no preço do trigo, apesar de importante, não é a principal preocupação no momento. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o gasto com mão de obra representa atualmente 40,6% do custo do setor. Gastos com energia elétrica (14,4%) e impostos (15,2%) também são apontados como fatores de custo relevantes nos últimos anos.

A Abip diz ainda que não orienta o repasse de nenhum tipo de aumento de preço ao consumidor final, já que essa decisão cabe exclusivamente aos donos de padaria. Ainda segundo a entidade, mais de 41 milhões de pessoas passam pelas 70 mil padarias do país, diariamente. O segmento emprega 2,6 milhões de trabalhadores direta e indiretamente.

Crise na Argentina

Outro fator que preocupa a indústria brasileira é o agravamento da crise econômica na Argentina, que vive superdesvalorização de sua moeda, o peso, o que fez com o que o governo de lá decidisse aplicar um imposto de exportação ao setor agrícola. Mais de 80% do trigo importado pelo Brasil vêm justamente do país vizinho.

“A situação continua incerta. Até dois dias atrás, ainda não estava certo se os contratos que tinham sido negociados antes dessas medidas do governo argentino seriam afetados ou não”, aponta Rubens Barbosa, da Abitrigo.

Na semana passada, o presidente da Argentina, Maurício Macri anunciou a criação de um novo imposto aos exportadores de produtos primários, como grão e minérios, que deverão pagar ao governo quatro pesos para cada dólar vendido. Os exportadores dos demais produtos pagarão uma taxa menor, de três pesos para cada dólar obtido.

Tabela do frete

Além da crise na Argentina, os impactos da nova tabela do frete (Lei nº 13.703/2018) ainda podem ampliar a inflação dos produtos à base de trigo. “O pessoal não está correlacionando muito isso, mas a nova tabela pode ter impacto no preço do trigo também”, aponta Barbosa.

Segundo o professor Lucílio Alves, da Esalq/USP, "as incertezas sobre o impacto que a nova tabela terá sobre os custos da produção travaram as negociações em praticamente todo o mercado de grãos e fibras, impactando também os preços no atacado e varejo".

13 de setembro de 2018

Oito em dez brasileiros acham que automação agravará desigualdade

Brasileiros aparecem em terceiro lugar entre os mais preocupados com o aumento da desigualdade em decorrência da eliminação de empregos com a adoção das máquinas.

Oito em dez brasileiros acham que a entrada de robôs e computadores no mercado de trabalho vai agravar ainda mais as desigualdades entre ricos e pobres no país. A conclusão é de um estudo do centro de pesquisas Pew Research Center divulgado nesta quinta-feira (13).

Além do Brasil, o levantamento do Pew foi feito a partir de dados de outros nove países: Grécia, Japão, Canadá, Argentina, Polônia, África do Sul, Itália, Hungria e EUA. 

Os brasileiros aparecem em terceiro lugar entre os mais preocupados com o aumento da desigualdade em decorrência da eliminação de empregos com a adoção das máquinas. Eles ficam atrás de gregos (87%) e argentinos (86%).

O pessimismo também fica claro na avaliação de que as pessoas teriam mais dificuldade de encontrar emprego. De novo, o Brasil surge na terceira posição, com 83%. Grécia e Argentina lideram nesse quesito.

Para a maioria, muito do trabalho que hoje é realizado por humanos vai ser feito por robôs e computadores nos próximos 50 anos. Nesse sentido, os brasileiros estão entre os que menos veem esse cenário: só 18% acham que definitivamente isso vai ocorrer. Para 61%, a substituição é uma probabilidade.

Em contraste, metade dos gregos (52%) avalia que máquinas definitivamente farão o trabalho de humanos dentro de meio século, percentual bem parecido com o de sul-africanos (45%).

Os brasileiros mais jovens se mostram significativamente mais preocupados que as gerações mais velhas com o impacto da automação no mercado de trabalho. Segundo o Pew, 90% dos que têm entre 18 e 29 anos acham que a automação vai definitivamente acontecer, contra 77% dos que têm entre 30 e 49 anos e 73% dos acima de 50 anos.

O estudo identificou ainda um ceticismo em relação ao benefício econômico trazido pela automação. Em sete dos dez países avaliados, mais da metade da população não acha que a utilização de robôs e computadores em postos de trabalho vai tornar a economia mais eficiente. No Brasil, a fatia é de 47%.

Em nenhum dos países analisados a maioria da população considera que a aplicação de robôs e computadores no mercado de trabalho vai gerar novos empregos e melhorar os salários. 

Os canadenses são os mais otimistas quanto a isso, e só 47% acreditam na associação positiva entre automação e mais trabalho e salário. Os brasileiros empatam com os poloneses em segundo lugar, com 37%.

No recorte por gênero, as brasileiras são mais céticas que os brasileiros: só 32% delas acham que a substituição vai gerar mais emprego e melhores salários, diz o Pew.

O Pew avaliou que a visão mais otimista entre automação e melhora no mercado de trabalho é mais forte entre os que acham que a economia de seus países vai bem. Isso foi observado entre os 42% dos argentinos que avaliam que o país vai bem, e entre os 54% de brasileiros que têm visão positiva da economia.

Já a população mais jovem está significativamente mais preocupada que as gerações mais velhas com o impacto da automação sobre o mercado de trabalho. Segundo o Pew, a inquietação com o tema é mais forte entre brasileiros com idades entre 18 e 29 anos.

O centro também perguntou de quem é a responsabilidade de preparar a força de trabalho para o futuro. Sete em dez brasileiros (74%) acham que o governo deveria compartilhar essa responsabilidade e garantir que eles tenham as habilidades para serem bem-sucedidos. 

Para 73% dos brasileiros, as escolas deveriam desempenhar esse papel, enquanto só 71% acham que eles mesmos são responsáveis por se preparar para o futuro. Por último, 66% atribuem ao empregador essa função.

A OCDE (Organização para o Desenvolvimento Econômico e Social) estima que 14% dos empregos em economias avançadas poderiam estar suscetíveis à automação, e outros 32% poderiam substancialmente ser mudados, afetando as vidas de milhões de trabalhadores.

A Coreia do Sul é um dos países com maior nível de automação, com 600 robôs industriais instalados para cada dez mil trabalhadores em unidades fabris. No Japão, a proporção cai para 300, e nos EUA, para quase 200.

Zona Franca de Manaus consome R$ 24 bi em renúncia fiscal

A recessão acelerou a ocupação desordenada de Manaus, que, com a implantação da ZFM, há 51 anos, viu os 311 mil habitantes que tinha em 1970 superarem os 2 milhões.

Francineide de Souza, 37, foi demitida em 2013 da fábrica de videogames na Zona Franca de Manaus onde trabalhava havia oito anos. Sem emprego fixo desde então, participou, em agosto deste ano, da invasão de um terreno do Distrito Industrial 2, inicialmente destinado a uma empresa. Sua esperança agora, como muitos ali, é conseguir um lote e fugir do aluguel.

Criado no regime militar, o polo industrial amazônico vê os empregos minguarem e a infraestrutura se deteriorar ou nem sequer sair do campo das promessas, processo acelerado pela crise dos últimos seis anos.

"As pessoas ganhavam muito dinheiro, mas sabemos que o distrito industrial caiu", diz Souza, que recentemente se formou em serviço social, vende roupas e cosméticos para sustentar os três filhos. "Na minha família, está todo mundo desempregado."

A crise econômica atingiu em cheio as fábricas da Zona Franca de Manaus, que fecharam cerca de 43 mil postos de trabalho desde 2012 -ou 1 de cada 3 existentes.

No segundo trimestre do ano, a taxa de desocupação na capital amazonense chegou a 17,2%, acima da média nacional de 12,4%. Os dados são do IBGE.

Vista aérea da Zona Franca de Manaus. (Foto: Reprodução/Suframa)

A recessão acelerou a ocupação desordenada de Manaus, que, com a implantação da ZFM, há 51 anos, viu os 311 mil habitantes que tinha em 1970 superarem os 2 milhões.

Vindos sobretudo do interior da Amazônia, os primeiros trabalhadores não tinham onde morar e acabavam tomando terrenos próximos das fábricas. Algumas invasões ganharam nome de empresas da ZFM, como Sharp, e outras, de políticos locais, uma estratégia para ganhar respaldo contra ações de despejo.

"Ficam sem saneamento, sem escola. Fica um povo abandonado pelo poder público", afirma o ex-operário Luis Odilo Reis, presidente do Iaci (Instituto Amazônico da Cidadania), que denuncia casos de corrupção envolvendo a administração pública.

Localizado na zona leste, o Distrito Industrial 2 segue esse tipo de ocupação. A região, uma das mais pobres e violentas da capital amazonense, tem centenas de barracos construídos em áreas invadidas, muitas delas da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), erguidos ao lado de galpões fechados.

A invasão onde está Souza, João Paulo 2º Quarta Etapa, começou no início de agosto. Em dias, o terreno foi todo recortado em lotes –parte deles, à custa de um fragmento de floresta que resistia ali.

A assessoria da Suframa não informou o total de áreas invadidas existente em Manaus.

Resultado do crescimento desordenado, Manaus tem o terceiro pior serviço de esgoto entre as capitais, com apenas 10,2% de cobertura em 2016. Na contramão do país, é um problema que cresce: em 2012, o percentual era de 27,5%, segundo o Instituto Trata Brasil.

Os gargalos de infraestrutura não poupam nem as avenidas que circundam a Honda, a maior fábrica da ZFM, com 5.500 funcionários diretos (no auge, em 2011, eram 12 mil).

Por causa de uma controvérsia entre a Suframa e a Prefeitura sobre a responsabilidade da manutenção, as vias apresentam buracos e rachaduras. Com os diversos galpões vazios, compõem uma imagem de abandono e decadência.

"Ao mesmo tempo em que ganhamos benefícios fiscais para ficar aqui, não tivemos a melhoria esperada em infraestrutura de logística", diz Paulo Takeuchi, diretor de relações institucionais da Honda.

O executivo afirma que a estrutura do porto é a mesma de 42 anos atrás, quando a empresa se instalou na ZFM. Esse e outros entraves, como a falta de pavimentação da BR-319 (que liga Manaus a Porto Velho), fazem com que o tempo de viagem por barco para o Sudeste continue o mesmo, 15 dias, explica Takeuchi.

"Temos uma planta que investe para se modernizar e se tornar mais produtiva, mas não temos a compensação de toda a infraestrutura ainda. O futuro da região se tornará crítico se nós tivermos essa constante redução do benefício sem a contrapartida das melhorias de infraestrutura."

Outra tarefa incompleta da ZFM, que neste ano terá R$ 24 bilhões em isenção fiscal, é o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), aberto em 2002 e mantido pela Suframa.

Dezesseis anos depois, o prédio de 12 mil m? é subutilizado, com áreas como alojamento para pesquisadores e incubadoras desativadas.

O CBA conta apenas com pesquisadores-bolsistas, cujos contratos precisam ser renovados anualmente. São 45 hoje, mas a instituição já chegou a contar com cerca de 120.

Coordenador do CBA, José Luiz Zanirato afirma que há pesquisas importantes em andamento, mas entraves jurídicos têm impedido a assinatura de acordos e a implantação de cadeias produtivas.

Segundo Zanirato, o quadro deve melhorar com o processo de transformação do CBA em organização social (OS), com mais autonomia. Atualmente, o orçamento anual é de cerca de R$ 6 milhões, em parte devolvido ao governo federal sem execução.

Em entrevista à Folha durante passagem por Manaus, o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge, disse que serão investidos R$ 150 milhões na recuperação e revitalização do Pólo Industrial de Manaus. As obras serão executas pela prefeitura.

"O déficit dos últimos anos se combate com planejamento para atrair novos investimentos. Já temos aprovado investimentos, que estão retornando", afirmou o ministro.

"A partir do momento em que você ataca problemas de infraestrutura, de ambiente de negócios e de segurança jurídica do CBA, que tem um papel fundamental de indutor de inovação, isso traz mais segurança para os empresários."

A prefeitura informou que, após a disputa judicial com a Suframa, assumiu a responsabilidade de manter as vias do polo industrial e que realiza a licitação para as obras.

A reportagem procurou o superintendente da Suframa, Appio Tolentino, mas o pedido de entrevista não foi atendido. No cargo há 15 meses, Tolentino é indicado político do senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato a governador.

12 de setembro de 2018

Produção e produtividade de soja batem recordes no Piauí, diz Conab

Segundo a Conab, a produção e a produtividade alcançaram aumentos de mais 20%.

A safra de soja no Piauí traz este ano números considerados recordes para a cultura no estado. Os números do último levantamento da safra 2017/18 de grãos, divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), destaca que a produção e a produtividade alcançaram aumentos de mais 20%.

Nesta safra, a produção total de grãos no Piauí também foi recorde, chegando pela primeira vez a 4 milhões de toneladas. O aumento foi de 17%, com participação de produtos como milho (1,4 milhão t), arroz (118,2 mil t), feijão (93,6 mil t) e caroço de algodão (15,8 mil t).

A colheita de soja, maior responsável pelos bons resultados, deve alcançar mais de 2,5 milhões de toneladas, com crescimento de 23,9%, e produtividade de 3.573 kg/ha, com elevação de 21% em comparação com 2016/17. Também a área cresceu 2,4%, alcançando a marca de 710 mil hectares.

As razões para esses incrementos devem-se ao retorno de áreas antes ocupadas pelo milho na safra passada. As lavouras também apresentaram boa qualidade dos grãos, mesmo com a diminuição do acumulado de chuva nas regiões no período de plantio. 

Segundo o levantamento da Conab, houve ainda pouca incidência de pragas e doenças, permitindo controle relativamente fácil nas aplicações dos defensivos, além da utilização plena de tecnologia no cultivo. A lavoura da leguminosa já está finalizada em todo o estado.

11 de setembro de 2018

Receita regulamenta Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física

Esse cadastro é exigido como forma de controle das contribuições previdenciárias, resultado da atividade econômica de pessoas físicas, ou seja, que não têm Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

A Receita Federal regulamentou o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (Caepef). A Instrução Normativa nº 1828/2018 da Receita foi publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União.

O Caepf substitui o Cadastro Específico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), chamado de CEI.

Esse cadastro é exigido como forma de controle das contribuições previdenciárias, resultado da atividade econômica de pessoas físicas, ou seja, que não têm Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Segundo a Receita Federal, o cadastro entrará em produção de forma facultativa para o contribuinte em 1º de outubro deste ano e será obrigatório em 2019. No período de 1º de outubro de 2018 a 14 de janeiro de 2019 o CEI coexistirá com o Caepf, diz a instrução normativa.


Foto: Agência Brasil

Obrigatoriedade

Estão obrigadas a inscrever-se no Caepf as pessoas físicas que exercem atividade econômica nas seguintes situações: contribuinte individual; quem tem segurado que lhe preste serviço; produtor rural cuja atividade constitua fato gerador da contribuição previdenciária; titular de cartório; e pessoas que compram produção rural para venda no varejo.

Para fazer a inscrição no Caepf, a pessoa física deve acessar o portal do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) ou ir a uma das unidades de atendimento da Receita.

A inscrição no Caepf deverá ser efetuada no prazo de 30 dias, contados do início da atividade econômica exercida pela pessoa física.

Indústria recua em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em julho

As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de junho para julho deste ano. As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

Também tiveram quedas acima da média nacional (0,2%), os estados do Mato Grosso (0,9%) e do Rio de Janeiro (0,3%). Outros recuos foram observados no Ceará e em Pernambuco, ambos de 0,2%.

Por outro lado, tiveram crescimento as produções do Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (4,6%), Pará (2,7%), Amazonas (2,5%), Santa Catarina (1,9%) e Bahia (1%). A Região Nordeste que é avaliada em conjunto teve uma alta de 0,5%.


Foto: Agência Brasil

Outras comparações

Na comparação com julho de 2017, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais, com destaque para o Rio Grande do Sul (13,9%) e Pará (13,7%). Nos outros três locais, a maior queda foi registrada em Goiás (4,9%).

No acumulado do ano, houve alta em 11 dos 15 locais, sendo a maior delas no Amazonas (14,1%). Dentre os quatro locais em queda, se destacam Goiás (3,8%) e Espírito Santo (3,7%).

Já no acumulado de 12 meses, houve taxas positivas em 13 dos 15 locais, com destaque para o Amazonas (11,3%) e o Pará (10%). Dois locais tiveram recuo na produção: Espírito Santo (2,3%) e Minas Gerais (0,8%).

Cultura do consumismo impede cidadãos de pouparem dinheiro

Segundo pesquisa do CNDL, apenas 18% dos brasileiros pouparam dinheiro no mês de junho

Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 18% dos brasileiros pouparam dinheiro no mês de junho. Em média, o valor guardado foi de R$ 520, aponta o indicador. A maioria dos entrevistados na pesquisa, o que corresponde a 73%, afirmou ter terminado o mês sem nenhuma reserva. E as justificativas são muitas. Entre elas, a renda muito baixa (44%), o que inviabiliza guardar dinheiro. Outros motivos apontados foram imprevistos (17%), ausência de renda por desemprego (15%) e reconhecimento de descontrole sobre os próprios gastos (14%).

A estudante Juliana Andrade faz parte dessa estatística e diz que não tem o hábito de poupar, dificuldade compartilhada com sua mãe. Ela conta que apenas o pai dela se organiza mais nesse sentido. “Eu gasto muito. Meu pai é que ainda tenta fazer com que a gente tenha uma disciplina na questão financeira. Ele gosta de ler livros sobre educação financeira e pede pra gente ler também em casa, eu e minha mãe, porque a gente não poupa muito. Eu tenho uma grande dificuldade de poupar. Se eu pego em dinheiro, na mesma hora que eu vejo qualquer besteira, eu compro. Às vezes, eu nem preciso”, confessa.

Contudo, o economista Stefano Lopes explica que a dificuldade de economizar não é apenas em decorrência da crise econômica ou desemprego. Ele reconhece que a crise agrava essa dificuldade, porque muita gente perde o emprego ou, quando consegue se alocar no mercado, fica em uma função onde ganha menos do que antes. “É obvio que a crise tem um impacto nisso, mas a razão principal não é essa. A grande dificuldade das pessoas em poupar dinheiro vem da própria cultura, que geralmente não temos uma cultura de poupar, economizar. A cultura que prevalece hoje em dia é a do consumo”, analisa.

Stefano lembra que existe muita informação de incentivo ao consumo circulando. Algumas delas são propagandas mostrando descontos, frete grátis em compras na internet e parcelamento sem juros no cartão de crédito. Para ele, todo esse apelo da mídia leva às pessoas ao consumismo e não à economia.

“Se você junta um ambiente onde não há a cultura de economizar e cada vez mais a tecnologia lhe impulsiona para o consumismo, é claro que dificulta você conseguir poupar”, destaca.

Outro fator que Stefano enfatiza é a falta de uma orientação na família. “Pais e mães não têm esse domínio sobre conhecimento de economia doméstica e educação financeira. Por isso, os filhos acabam não aprendendo”, assinala, acrescentando que observa que algumas escolas, tanto da rede pública quanto da privada, têm se atentado para isso, passando a trabalhar educação financeira dentro do currículo escolar.

10 de setembro de 2018

Petrobras reduz estimativa da dívida líquida para US$ 69 bilhões

Presidente informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017.

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo.

Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficou para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro.

De acordo com o presidente da estatal, a companhia tem mantido uma administração com mais transparência, em sintonia com os interesses dos investidores, adotando uma política de preços alinhada com o mercado internacional e recorrendo a estratégia de proteção como operações de hedge para obter bons resultados.

Entre os fatos para justificar esse mecanismo de proteção por meio do mercado de capitais, citou a volatilidade cambial característica desse período de eleições para a sucessão presidencial no país e adventos climáticos externos que sempre pressionam as cotações dos derivados de petróleo.

O executivo também informou que a empresa tem recebido equipes econômicas de candidatos à Presidência da República. Sem citar os nomes, revelou que a esses interlocutores têm sido repassadas dados do bom desempenho da estatal entre os quais os que vêm sendo obtidos por meio da produção do pré-sal, que atingiu uma média diária de 1,38 milhão de barris, no primeiro semestre deste ano.

Eletrobras vai reabrir programa de demissão voluntária em outubro

Empresa propõe pagar multa do FGTS, somada ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio.

A Eletrobras vai reabrir em outubro o Plano de Demissão Consensual (PDC). Segundo o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, o objetivo é desligar cerca de 2,4 mil funcionários que são um excedente de mão de obra no momento. “A tecnologia que é mais avançada, a padronização e a organização dos processos vão permitir ao grupo Eletrobras, como um todo, reduzir em torno de 2,4 mil empregados”, disse o presidente sobre as razões que tornam o quadro maior do que o necessário. Ferreira participou hoje (10) de um almoço com empresários na capital paulista.


Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)


Na primeira etapa do PDC, houve adesão de 736 empregados. Ferreira disse que espera terminar a gestão na empresa com um quadro de funcionários reduzido à metade do que quando assumiu o cargo. De acordo com ele, eram 24 mil empregados em junho de 2016. Com as privatizações e programas de demissão, Ferreira pretende entregar a companhia com 12 mil funcionários no início do ano que vem.

A empresa propôs o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco anos de plano de saúde para quem aderir ao plano de demissão.

Privatização

A próxima etapa no programa de privatizações da Eletrobras é a venda da Amazonas Distribuidora de Energia, prevista para o dia 26 de setembro. O negócio evitaria, segundo Ferreira, um processo de liquidação da empresa. “É o pior que pode acontecer”, disse sobre a medida que, de acordo com ele, prejudicaria funcionários e credores. Das seis distribuidoras que eram controladas pela estatal, quatro já foram leiloadas.

A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) teve o leilão suspenso devido a uma decisão judicial do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo a venda da companhia, após ação movida pelo governo de Alagoas.

Ferreira defendeu, no entanto, que a Eletrobras deve vender parte de suas ações para se capitalizar e ter dinheiro para fazer os investimentos necessários no setor elétrico brasileiro. “É uma companhia que tem tamanho, representação, que deveria demandar investimentos na casa de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. E hoje ela tem capacidade, mesmo arrumada, de R$ 4 bilhões”, afirmou.

Para ele, as possibilidades da empresa como estatal se esgotaram. “Eu acho que a companhia avançou muito e pode avançar mais, mas não como estatal”, ressaltou.

Bolsa sobe pelo segundo pregão consecutivo após ataque a Bolsonaro

Nesta segunda, o banco BTG divulgou nova pesquisa de intenção de votos, realizada por telefone no final de semana. Bolsonaro alcança 30% das intenções de voto, ante os 26% registrados há uma semana.

A Bolsa brasileira abriu em alta nesta segunda-feira, ampliando os ganhos registrados após o ataque ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). Ele foi esfaqueado na quinta-feira (6), durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Às 10h30, o Ibovespa era negociado em alta de 0,91%, a 77.118 pontos.

"Como o mercado mostrou no final da sessão de quinta-feira, a consolidação de Bolsonaro no segundo turno parece agradar investidores", escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Nesta segunda, o banco BTG divulgou nova pesquisa de intenção de votos, realizada por telefone no final de semana. Bolsonaro alcança 30% das intenções de voto, ante os 26% registrados há uma semana. Ciro Gomes (PDT) aparece na segunda posição com 12% das indicações, mas empatado na margem de erro com Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), os três com 8% da preferência dos eleitores. Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) têm cada um 3% das intenções de voto.

O levantamento, registrado no TSE sob o número o BR-01522/2018, ouviu 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiança de 95%.

"Ainda é bastante difícil conjecturar quais os ganhos (para Bolsonaro) e as perdas para os demais. Muito provavelmente as próximas pesquisas Datafolha e Ibope devem trazer muito ruído e não devem serem tomadas a valor de face (vide 2014)", escreveu a equipe da Guide Corretora nesta manhã.

Na noite desta segunda-feira (10) será divulgada pesquisa Datafolha coletada também após o ataque a Bolsonaro e a primeira do instituto sem o ex-presidente Lula, impedido de concorrer por decisão da Justiça. Estão previstas ainda nova pesquisa Ibope na quinta-feira (13) e novo Datafolha na sexta (14).

Vitória é a capital com mais famílias com dívidas em atraso

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Vitória, no Espírito Santo, é capital brasileira com mais famílias com dívidas em atraso, aponta a 8ª edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, divulgada hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Quase metade da população da capital capixaba (49%) têm débitos não-pagos. Considerando todas as capitais, o percentual é de 26%. Os dados são relativos a 2017.

A cidade de Porto Alegre está em segundo lugar, com 46% das famílias com dívidas em atraso, seguida por Macapá (43%), Boa Vista (42%) e Manaus (38%).

A análise da FecomércioSP é feita com base em informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias de João Pessoa são as que menos têm dívidas em atraso, com 5%. Em seguida, estão os brasilienses (11%), as famílias de Porto Velho e Palmas, ambas com 13%, e Teresina, com 14%. O valor médio mensal das dívidas é de R$ 2.766 em Belo Horizonte, que tem o maior valor. Belém, por sua vez, tem o menor valor médio mensal, com R$ 623.

Considerando o volume de famílias endividadas – não necessariamente as que estão com pagamento em atraso -, Curitiba lidera o ranking, tendo 91% acessado algum crédito. Boa Vista é segunda colocada, com 83%, seguida por Florianópolis (80%), Natal (79%) e Brasília (79%). As capitais com menor nível de endividamento são Goiânia (38%), Belém (40%), Salvador (51%), Porto Velho (52%) e Teresina (52%).

“À primeira vista aquilo que pode parecer pejorativo, na realidade, quanto maior o número de famílias endividadas, melhor, porque nenhuma economia do mundo consegue subsistir sem tomada de crédito”, explicou Altamiro Carvalho, economista da FecomércioSP. Ele destaca que os números refletem a retomada gradual da economia. Outro fator positivo considerado por ele é que a parcela da renda familiar comprometida com a dívida está em torno de 30%, na média nacional, que é considerado “sob controle”.


Capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Capitais

As capitais que têm as famílias com maior comprometimento da renda mensal são Teresina e Boa Vista, com uma parcela da renda mensal de 43%. Belo Horizonte é a segunda colocada com 40%, seguida por Brasília (35%) e Fortaleza (34%). João Pessoa tem as famílias com menor parcela da renda mensal comprometida, com 11%, seguida de Belém (13%), Vitória (21%), Cuiabá (24%) e Aracaju (25%).

O estudo mostra também uma melhora no rendimento total das famílias em 2017 na comparação com 2015. A radiografia faz o comparativo com 2015 por considerar que este foi o período transitório de início da recuperação econômica. A massa total de rendimentos atingiu R$ 277,9 bilhões no mês de dezembro, alta de 5,5% em relação aos R$ 263,3 bilhões de dezembro de 2015. Considerando a elevação de 1,6% no número total de famílias nesse mesmo período, a renda média mensal familiar passou de R$ 4.250,37 para R$ 4.416,95, uma alta de 3,9%.

Para os economistas da FecomercioSP, três fatores explicam a recomposição da renda no período: forte queda da inflação (de 10,67% em 2015 para 2,95% em 2017); avanço na taxa de ocupação, embora concentrada no mercado informal; e aumento da massa de rendimento dos aposentados.

08 de setembro de 2018

Desvalorização do peso deixa viagem para Argentina até 20% mais barata

A queda nos preços é oportunidade para o país vizinho retomar a liderança em viagens internacionais

A desvalorização do peso argentino - que passou dos 100% nos últimos 12 meses - barateou os preços dos pacotes de viagem e colocou a Argentina novamente no topo dos países mais atraentes para os brasileiros que buscam uma viagem internacional mais barata.

Na cotação da última quinta-feira (6), era preciso de 37 pesos argentinos para comprar US$ 1.

De acordo com levantamento feito pela agência de turismo CVC, os preços de serviços, como hospedagem e passeios, já caíram quase 20% desde o início da desvalorização do peso argentino.

Os preços mais atraentes devem fazer com que aumente o número de brasileiros embarcando para o país vizinho.

Segundo Rodrigo Vaz, diretor de produtos internacionais da CVC Corp para Américas e Caribe, a queda nos preços é oportunidade para o país vizinho retomar a liderança em viagens internacionais, posto que foi perdido para os Estados Unidos, há três anos".

De acordo com Magda Nassar, presidente em exercício da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens), Buenos Aires sempre foi uma das primeiras escolhas dos turistas brasileiros que iriam fazer sua primeira viagem internacional.

Nos últimos anos, outras cidades argentinas como Bariloche têm atraído atenção. "O brasileiro já é um viajante de esqui e as estações de Bariloche tem sido cada vez mais procuradas", afirma.

O Airbnb também registrou aumento nas buscas por casas no país. Somente em agosto, a rede registrou um aumento de 55% no número de brasileiros em Buenos Aires, em comparação com o mesmo período de 2017.

Magda aponta que a valorização do dólar pode, em alguns casos, baratear as passagens aéreas. "Dá para encontrar passagem para Buenos Aires por US$ 150", diz. Ela explica que a alta do dólar, associada ao período de crise, reduziu o número de passageiros, levando as companhias aéreas a fazerem promoções para poder "encher" os aviões.

"O brasileiro é o principal turista da Argentina e também o que mais gasta. É interessante para todo o setor manter preços baixos para atrair esses consumidores", diz.

O caminho inverso, porém, preocupa os especialistas. Os argentinos buscam as praias brasileiras no início do ano e, segundo Magda, de janeiro a março deste ano o movimento no setor foi positivo.

"Tivemos um bom movimento no primeiro trimestre de 2018, mas com a recente subida do dólar, pode ser que o setor registre uma queda no fim do ano", afirma Magda. "Por isso, nós não podemos perder também os turistas argentinos".

De acordo com o Ministério dos Transportes da Argentina, pela primeira vez em 16 anos, o número de voos domésticos foi menor do que os internacionais em agosto, evento causado pela alta desvalorização do peso.





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