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Notícias Economia

15 de agosto de 2019

Caixa inicia pagamento de abono para nascidos em agosto; R$ 1,4 bilhão

Caixa inicia pagamento de abono para nascidos em agosto; R$ 1,4 bilhão

Pagamentos são disponibilizados de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do trabalhador.

A Caixa Econômica inicia nesta quinta-feira (15) o pagamento do abono salarial do calendário 2019/2020 para os beneficiários nascidos em agosto. Os pagamentos são disponibilizados de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do trabalhador. Os titulares de conta individual na Caixa, com cadastro atualizado e movimentação na conta, receberam o crédito automático antecipado no dia 13 de agosto.

Confira o calendário de pagamento 2019/2020

O valor total disponibilizado pela Caixa para os nascidos em agosto é de R$ 1,4 bilhão para 1,6 milhão de trabalhadores em todo Brasil. O valor do benefício pode ser sacado até 30 de junho de 2020, e pode ser consultado no aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo canal "Atendimento Caixa ao Cidadão": 0800 726 0207.

Quem tem direito a sacar?

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2018 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2018.

Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento da Caixa. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta Caixa, o valor pode ser retirado em qualquer agência da Caixa, apresentando o documento de identificação. O trabalhador com vínculo a empresa pública possui inscrição Pasep e recebe o pagamento pelo Banco do Brasil.

13 de agosto de 2019

81% dos brasileiros estão dispostos a praticar o consumo colaborativo

81% dos brasileiros estão dispostos a praticar o consumo colaborativo

Caronas, aluguel de residências e compartilhamento de roupas são modalidades mais usadas; internet e redes sociais contribuem para adoção de práticas colaborativas.

O consumo por meio de trocas e compartilhamento vem ganhando espaço no cotidiano dos brasileiros. Enquanto alguns já adotam essas práticas, muitos se veem como futuros adeptos. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, em um ano, aumentou de 68% para 81% o número de brasileiros que estão dispostos a adotar mais práticas de consumo colaborativo no seu dia a dia nos próximos dois anos, percentual que se mantém próximo em todas as faixas etárias e classes sociais.

No geral, 74% das pessoas ouvidas já utilizaram ao menos uma vez, ainda que sem frequência definida, alguma modalidade de consumo colaborativo. Para muitos, o consumo compartilhado é um caminho sem volta: 88% dos entrevistados acreditam que essas práticas vêm ganhando espaço na vida das pessoas. E essa mudança de paradigma é impulsionada, principalmente, pelas novas tecnologias. Para 85%, a internet e as redes sociais contribuem para o desenvolvimento de confiança entre os envolvidos nesse tipo de prática.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a sociedade está, gradativamente, se reinventado em direção a um modelo mais sustentável. “A economia compartilhada une dois propósitos, que é fazer o orçamento render e contribuir para um mundo melhor, a partir do uso racional de bens e serviços. A internet ampliou exponencialmente esse movimento, colocando essas pessoas em contato por meio de sites e aplicativos. Ao mesmo tempo em que parece inovador, consumir de forma compartilhada é uma volta às origens. Bem antes da invenção do dinheiro, era pelo escambo que as pessoas obtinham diversos itens”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Caronas, aluguel de residências e compartilhamento de roupas são modalidades mais usadas; internet e redes sociais contribuem para adoção dessas práticas

De acordo com o levantamento, as modalidades de consumo colaborativo com maior potencial de utilização, ou seja, aquelas que os brasileiros mais reconhecem que poderiam experimentar no futuro, são o coworking, que consistente no compartilhamento do espaço físico de trabalho (61%), o aluguel ou troca de brinquedos (59%) e a hospedagem de animais de estimação na casa de terceiros (59%).

Entre os que já são adeptos de alguma prática, as mais comuns são as caronas para ir ao trabalho, faculdade, passeios ou viagem (42%), o aluguel de residências para curtas temporadas (38%), além do compartilhamento e da locação de roupas (33%). 

No geral, 91% dos usuários se dizem satisfeitos com relação às práticas de compartilhamento que já utilizaram. Além disso, a maioria (70%) dos entrevistados já refletiu sobre o tamanho da economia que a prática rende, sendo que 40% consideram grande os recursos poupados.

A internet (55%) e as redes sociais (48%) foram os meios que mais contribuíram para que os interessados conhecessem melhor as práticas de consumo colaborativo. Há ainda um número relevante de 37% de pessoas que contaram com a recomendação de amigos e conhecidos. “A economia colaborativa fortalece o senso de comunidade, contribuindo para um estilo de vida mais sustentável. Trata-se de uma relação de benefício mútuo, em que ambas as partes envolvidas na negociação obtêm algum tipo de retorno, seja o lucro financeiro, a economia de recursos ou a satisfação de uma necessidade”, analisa o educador financeiro Vignoli.

Economia é o que mais atrai adeptos do consumo colaborativo, mas 44% querem contribuir com a sociedade e meio ambiente

A pesquisa mostra que 98% dos brasileiros, sejam eles adeptos ou não, enxergam alguma vantagem na prática do consumo colaborativo, sendo que as principais são a oportunidade economizar dinheiro (45%), evitar o desperdício (44%) e diminuir o consumo excessivo (43%). Outros aspectos positivos são poupar energia e recursos naturais (34%) e poder ajudar outras pessoas (33%).

Quando a pesquisa se detém às pessoas que já experimentaram alguma prática de consumo compartilhado, a chance de economizar dinheiro (57%) foi o que mais pesou na decisão pessoal delas. Outros 44% recorreram a economia colaborativa para contribuir com a sociedade e o meio ambiente, enquanto 33% queriam ajudar as demais pessoas e 29% economizar tempo.

45% reclamam da falta de confiança e 42% entre os que não dariam caronas têm receio de lidar com estranhos

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras. Na avaliação dos entrevistados, as principais são a falta de confiança entre as pessoas e o medo de serem passados para trás (45%), a falta de informação (43%), o perigo de lidar diretamente com pessoas estranhas (38%) e a ausência de garantias em caso de não cumprimento do acordo (33%).

Além disso, nem sempre é uma tarefa simples compartilhar roupas e outros itens de uso pessoal, assim como a moradia ou o espaço de trabalho com estranhos. São casos que exigem uma boa dose de desprendimento. No caso do consumo compartilhado, os maiores índices de rejeição, ou seja, aqueles itens que os entrevistados possuem, mas jamais dividiriam com outros, estão o compartilhamento de moradia, também conhecido como cohousing (41%), o aluguel de roupas (33%) e de residências para temporadas (32%).

Entre essa parcela que rejeita a possibilidade de compartilhar algum item pessoal, a pesquisa revela que o medo de lidar com estranhos é a principal barreira para dar caronas (42%), assim como para compartilhar o local de moradia (38%). O fato de não gostarem da sensação de dividir o próprio espaço com terceiros é também o que impede o compartilhamento de moradias (26%). Já o receio de que o bem emprestado seja danificado é fonte de preocupação no caso do aluguel de veículos (44%), bicicletas ou patinetes (40%). A incerteza de que as pessoas não devolvam o item emprestado é o que mais afasta as pessoas do aluguel ou compartilhamento de brinquedos (29%), por exemplo.

“O medo do desconhecido continua sendo um problema a ser superado na economia compartilhada, mas assim como a tecnologia proporciona a aproximação de pessoas, ela também vem se aprimorando no quesito segurança. Hoje, muitos sites e aplicativos deste mercado já contam com filtro de reputação, que avalia tanto quem presta o serviço quanto o cliente, seguindo uma série de atributos como pontualidade na devolução, cuidado na utilização, estado de conservação e pagamento. Trata-se de uma interação que exige uma confiança mútua”, avalia o educador financeiro.

62% compraram algum produto usado nos últimos 12 meses; livros, móveis e automóveis lideram ranking

Outro aspecto investigado pela pesquisa é o mercado de compra e venda de usados, que é uma alternativa para gastar menos ou ganhar uma renda extra. De acordo com o levantamento, em cada dez consumidores, seis (62%) compraram algum produto usado nos últimos 12 meses. Dentre esses clientes, a maioria (96%) ficou satisfeita com a compra.

A tecnologia também vem facilitando as formas de contato entre compradores e vendedores de produtos de segunda-mão, permitindo negociações rápidas e seguras. A internet é o meio que mais impulsiona esse tipo de compra, principalmente por meio dos aplicativos ou sites especializados (69%) e redes sociais (54%). Outros 46% chegaram a esse mercado por meio de amigos ou conhecidos.

Em alguns casos, é tão mais vantajoso adquirir um produto usado, que essa é a primeira opção do consumidor. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados costumam verificar a possibilidade de adquirir um item usado em bom estado antes de comprar um novo. Os que não têm esse hábito somam 21% da amostra. Os itens que ganham destaque são os livros (51%), móveis (50%), automóveis (49%), celulares (49%), eletrônicos (46%) e eletrodomésticos (46%). “Em um período em que muitos enfrentam dificuldades financeiras, essa pode ser uma saída para quem deseja fazer compras a preços acessíveis ou vender objetos que apenas ocupam espaço em casa”, analisa Vignoli.

Metodologia

A pesquisa ouviu 837 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros, de todas as classes sociais e que residem nas 27 capitais do país. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

07 de agosto de 2019

Número de pessoas que recorreram ao crédito em junho cresce 3%

Número de pessoas que recorreram ao crédito em junho cresce 3%

Mesmo com o avanço recente, a sondagem constatou certa dificuldade na obtenção de crédito. Dois em cada dez consumidores (21%) ouvidos tiveram o acesso ao crédito negado em junho. Um terço dos brasileiros está no vermelho.

No último mês de junho, o número de consumidores que recorreram ao crédito cresceu 3% na comparação com maio passado. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que o Indicador de Uso de Crédito atingiu 32,1 pontos — o maior índice desde o início da série, em 2017, quando foi registrado 27,9 pontos. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior o uso das modalidades; quanto mais distante, menor o uso.

Segundo a CNDL e o SPC Brasil, o avanço no índice aponta uma tendência de recuperação do ambiente econômico no país. 

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, ainda há um bom espaço para o crédito avançar. “Se confirmada a recuperação da economia, o crédito entrará em um novo momento com o cadastro positivo, que deve impactar o consumo das famílias em breve“, explica Pellizzaro Júnior.

Mesmo com o avanço recente, a sondagem constatou certa dificuldade na obtenção de crédito. Dois em cada dez consumidores (21%) ouvidos tiveram o acesso ao crédito negado em junho, principalmente por estarem com nome nos cadastros de devedores (7%) ou por terem excedido o limite de crédito (3%). Em contrapartida, 5% não souberam declarar qual o motivo.   

Além disso, mais da metade (59%) mencionou que o financiamento foi a modalidade mais difícil de obter aprovação no período. Já 54% dos consumidores disseram ter tido algum tipo de dificuldade ao buscar empréstimo, enquanto 40% citaram o crediário e outros 40% o cartão de crédito.

Cartão de crédito continua sendo a modalidade preferida dos brasileiros. Valor médio da fatura foi de R$ 912; 18% entraram no rotativo   

No total, 49% dos entrevistados utilizaram, ao menos, uma modalidade de crédito no mês de junho, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários ou cartões de crédito. É o maior percentual observado desde janeiro de 2017. Em contrapartida, pouco mais da metade (51%) não recorreu a nenhuma modalidade no período. O cartão de crédito segue liderando entre as demais modalidades, citado por 43%. Em segundo lugar aparece o crediário (13%) e em terceiro, o cheque especial (8%). Há ainda 8% de consumidores que fizeram empréstimos e 6% que contrataram financiamento.

No caso do cartão de crédito, 18% entraram no rotativo em junho. Os que honraram os compromissos em dia somam 81% dos entrevistados. O valor médio da fatura foi de R$ 911,94, sendo que para 38% dos consumidores houve um aumento em relação a maio, para 37% foi mantido um valor aproximado e para 22% aconteceu uma redução.

O levantamento mostra ainda que as despesas básicas foram as mais realizadas com cartão de crédito: 69% dos entrevistados citaram compra de alimentos, 52% gastos com remédios, 44% aquisição de roupas e calçados, 40% despesas com combustíveis, 37% ida a bares e restaurantes. Outro destaque é o crescimento das assinaturas de serviços, como streaming e revistas, que passou de 15% em janeiro para 32% em junho.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta sobre uso do cartão para a compra de itens essenciais. “A falta de disciplina no controle do orçamento pode provocar uma desoganização e até levar o consumidor a entrar no rotativo, com o crescimento exponencial da dívida”, comenta.

41% dos consumidores têm a percepção de que os juros aumentaram; um terço dos brasileiros está no vermelho

Mesmo com o ciclo recente de queda dos juros, há uma percepção de alta para quatro em cada dez (41%) consumidores. Por outro lado, 25% acreditam que os juros continuam estáveis e apenas 2% acham que houve uma queda. Essa sensação de alta deve-se ao fato de que os juros ainda permanecem muito elevados, levando o consumidor à percepção de que eles estão sempre aumentando.

Quando questionados sobre a sua realidade financeira, 36% afirmaram estar no zero a zero, ou seja, não sobra nem falta dinheiro. Já 33% reconheceram estar no vermelho e 20% no azul. Entre os consumidores no vermelho, a maior parte (43%) justifica ter se endividado em razão do aumento de preços. Além disso, 24% explicam que tiveram diminuição na renda, 20% perderam o emprego e outros 20% se depararam com um imprevisto. Ao longo de julho, 52% dos consumidores desejavam reduzir seus gastos com relação ao mês anterior.

Metodologia

O Indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.  Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

05 de agosto de 2019

Mercado financeiro prevê taxa Selic em 5,25% ao ano no fim de 2019

Mercado financeiro prevê taxa Selic em 5,25% ao ano no fim de 2019

Para o fim de 2020, a previsão continua em 5,5% ao ano. Também não houve alteração na expectativa para o final de 2021 e 2022: 7% ao ano.

Com a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que caiu para 6% ao ano na semana passada, analistas do mercado financeira reduziram a estimativa para a taxa no final de 2019. A expectativa passou de 5,5% ao ano para 5,25% ao ano.

Para o fim de 2020, a previsão continua em 5,5% ao ano. Também não houve alteração na expectativa para o final de 2021 e 2022: 7% ao ano. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal em instituições financeiras, feita pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras, pela internet.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,82%, neste ano, 2,1%, em 2020, 2,5%, em 2021 e 2022.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), não foi alterada, permanecendo em 3,8% este ano. Também não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,9%, em 2020, 3,75%, em 2021, 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, em 2019, 4%, em 2020, 3,75%, em 2021, 3,5%, em 2022, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano permanece em R$ 3,75 e, para 2020, em R$ 3,80.

02 de agosto de 2019

Governo reduz a zero alíquota sobre diversos bens de capital

Governo reduz a zero alíquota sobre diversos bens de capital

Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo.

Portaria do Ministério da Economia amplia a lista de bens de capital que terão sua alíquota de imposto de importação reduzida a zero. Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2).

Por meio dessa portaria, que começará a vigorar no prazo de dois dias, o governo pretende tornar equipamentos desse tipo, que nem sempre são produzidos no Brasil mas que são necessários para a modernização ou para o aumento da produção industrial, mais acessíveis para o setor. O governo já havia publicado portaria similar em maio.

Bens de capital são maquinários, ferramentas, instalações e outros tipos de equipamentos utilizados para a fabricação de produtos para consumo (Foto: José Paulo Lacerda/CNI)

Entre os equipamentos citados pela portaria há diversos tipos de caldeiras, motores, elevadores de escavadeiras, motobombas, centrífugas, rotores, fornos, cabeçotes, chapas, hidrolisadores, secadores, máquinas de laminação, rotativas, filtros, rotuladoras, embaladoras, balanças, dosadores, envernizadores, esmaltadores, lavadoras, guinchos, propulsores, guindastes, empilhadeiras, carenagens, cintas, descascadores, polidores, moedores, amassadeiras, masseiras, tostadeiras, fatiadoras, serras, desfibradores, impressoras, cilindros, tornos, perfuradores, prensas, moinhos, misturadores, pavimentadoras, trançadeiras, trituradores, engrenagens, ultrassom, cabos e até máquinas automáticas de café expresso.

01 de agosto de 2019

Com aumentos nos planos de saúde, pacientes devem conhecer seus direitos

Com aumentos nos planos de saúde, pacientes devem conhecer seus direitos

Advogado especialista em defesa do consumidor, Sérgio Tannuri elaborou uma cartilha digital com os principais direitos e deveres dos pacientes e familiares.

A Agência Nacional de Saúde autorizou aumento nas mensalidades dos planos de saúde individual e coletivo e muita gente está preocupada com o reajuste. Segundo dados da agência, mais de 3 milhões de pessoas deixaram os planos de saúde nos últimos 5 anos, porque ficaram desempregados ou não puderam mais pagar, migrando para operadoras mais em conta, optaram por clínicas populares ou passaram a usar o SUS. 

Advogado especialista em defesa do consumidor, Sérgio Tannuri elaborou uma cartilha digital com os principais direitos e deveres dos pacientes e familiares, com informações básicas até casos mais complexos, como:

  • é dever do médico prescrever a receita médica de forma legível, para que o paciente e o farmacêutico entendam o que foi prescrito;
  • em hospitais particulares, o paciente deve ter acesso a todos os preços cobrados pelos serviços médicos e hospitalares; para qualquer plano de saúde é vedado o estabelecimento de prazo máximo de internação hospitalar, seja em enfermaria, apartamento ou leitos de alta tecnologia (CTI, UTI ou similares); e
  • é proibida, em qualquer situação, a exigência de cheque-caução, depósito de qualquer natureza, nota promissória ou quaisquer outras formas de garantia de pagamento por parte da rede prestadora no ato ou anteriormente à prestação do serviço.

No material, Tannuri destaca um capítulo importante sobre os direitos do paciente de câncer.

O ebook é gratuito e deve ser baixado pelo site - http://www.pergunteprotannuri.com.br/pdfs/Direitos_dos_Pacientes_e_Familiares_SergioTannuri_2019.pdf 

31 de julho de 2019

Caixa anuncia redução de até 40% nos juros do cheque especial

Caixa anuncia redução de até 40% nos juros do cheque especial

Banco também lança pacote de serviços com taxas menores.

Os clientes da Caixa Econômica Federal pagarão menos juros nas principais linhas de crédito e terão acesso a um pacote de serviços com taxas mais baixas. A redução valerá tanto para pessoas físicas como para empresas.

A taxa máxima do cheque especial passará de 13,45% ao mês (pessoa física) e 14,95% ao mês (empresas) para 9,99% para os dois tipos de clientes. Os correntistas que aderirem a um novo pacote de serviços, o Caixa Sim, pagarão juros ainda menores para o cheque especial: 8,99% ao mês.

O banco público também diminuiu a taxa mínima do crédito pessoal de 4,99% ao mês para 2,29% ao mês, o que representa redução média de 21%. Nessa modalidade, as taxas variam conforme o perfil do cliente.

A Caixa anunciou ainda a isenção da anuidade no cartão de crédito para pessoas físicas. Segundo a instituição, a isenção melhora a competitividade do banco num momento de liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Para as empresas, haverá redução de 11% nos juros de linhas para capital de giro nas operações com aval de sócios (com taxa mínima de 1,69% ao mês) e de 13% nas operações de capital de giro com aval de sócios para quem tem imóvel financiado ou aplicação financeira na caixa (com taxa mínima de 0,99%/mês ou 0,95%/mês, respectivamente).

Redução dos juros valerá tanto para pessoas físicas como para empresas (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Caixa Sim

Para os clientes do pacote Caixa Sim, a redução dos juros do cheque especial chegará a 40% para empresas e 33% para pessoas físicas. Disponível tanto para pessoas físicas como para empresas, o novo pacote de serviços estará disponível a partir de 19 de agosto e custará R$ 25 por mês. A tarifa poderá ser convertida em bônus para linhas de celular.

Para os demais clientes, o corte nos juros do cheque especial ficará em 26% (pessoas físicas) e 33% (pessoas jurídicas). Além dos juros de 8,99% ao mês no cheque especial, os clientes pessoa física do Caixa Sim pagarão juros de 2,29% no crédito pessoal e terão direito a um cartão de crédito internacional sem anuidade com juros do rotativo em 8,99% ao mês. Os juros podem ficar ainda mais baixos caso o cliente tenha conta salário ou investimentos no banco.

As empresas que aderirem ao pacote terão linha de capital de giro a partir de 0,95% ao mês, antecipação de recebíveis de a partir de 1,85% ao mês e cartão de crédito com a primeira anuidade gratuita.

Lei que autoriza mototaxistas a realizarem delivery é sancionada em Teresina

Lei que autoriza mototaxistas a realizarem delivery é sancionada em Teresina

Segundo vereador, objetivo é conferir maior segurança ao trabalho dos mototaxistas e daqueles que contratam seus serviços.

O projeto de lei que altera a Lei dos Mototáxis, incluindo a licença para realizar também o transporte de mercadorias, foi sancionado pelo prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB).

A proposta, apresentada no mês de março pelo vereador Aluísio Sampaio (Progressistas), tem o objetivo de conferir maior segurança ao trabalho dos mototaxistas e daqueles que contratam seus serviços.

“Com a sanção do projeto, temos a regulamentação de uma atividade que já existe. Os mototaxistas já estão desempenhando esse trabalho e tenho certeza que a lei vai fortalecer o serviço de mototáxi e de entregas na cidade de Teresina”, avalia o vereador.

A Lei Federal nº 12.009/2009, trouxe regras gerais para a atividade exercida pelos mototaxistas e motoboys, que realizam o transporte de passageiros e de mercadorias, respectivamente. 

Aluísio afirma que a nova lei preenche a lacuna que foi surgindo devido ao aumento da demanda por transporte via aplicativos e à queda na procura pelos mototaxistas. 

Com a proliferação de aplicativos como Uber Eats e iFood, muitos mototaxistas passaram a ficar muito tempo ociosos, e, portanto, começaram a sofrer prejuízos. Por conta disso, eles decidiram cobrar do Legislativo a aprovação de uma lei com a regulamentação para que eles possam também atuar transportando alimentos e outros itens. 

O vereador Aluísio Sampaio observa que, com a nova lei em vigor, os mototaxistas passam a ter seu campo de atuação ampliado. “A lei amplia as possibilidades dos mototaxistas para regulamentar o transporte de pequenas mercadorias, abaixo de 5 kg”, explica o vereador.

Aluísio ressalta ainda que nenhum direito dos mototaxistas foi retirado com a aprovação da medida, mas gerada uma nova oportunidade de trabalho. “Na verdade nós estamos adicionando a possibilidade de quando o trabalhador estiver ocioso, ele possa transportar bens, documentos e mercadorias. Estamos legalizando o ‘motoboy’ dentro da licitação dos mototaxistas. Acredito que precisamos legalizar essa função, para regulamentar também várias atividades que já são executadas e que, muitas vezes, não regularizadas”, destacou o parlamentar.

25 de julho de 2019

Economista diz que liberar o FGTS não basta para fazer o PIB crescer

Economista diz que liberar o FGTS não basta para fazer o PIB crescer

Professor do Departamento de Economia da UFPI acredita que boa parte dos trabalhadores vão usar dinheiro extra para pagar contas, não para consumir mais.

O economista Osmar Alencar Júnior, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Piauí, avalia que a liberação de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) não será suficiente para proporcionar uma recuperação da economia do país.

Na última quarta-feira, após o governo anunciar as regras para os saques do FGTS e do PIS/Pasep, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que a medida deve permitir um crescimento extra de 0,35 ponto percentual do Produto Interno Bruto brasileiro ao longo dos próximos 12 meses, além de proporcionar a criação de 2,9 milhões de empregos formais durante os próximos dez anos. Além dos saques iniciais de até R$ 500, que poderão ocorrer entre setembro e dezembro deste ano, os trabalhadores poderão continuar sacando parte dos recursos de suas contas ativas ou inativas do FGTS ao longo dos próximos anos, sempre no mês de aniversário. 

Segundo o economista Osmar Alencar Júnior, a tendência é que a maioria dos trabalhadores usem os recursos para pagar contas atrasadas, tendo em vista a grande quantidade de brasileiros inadimplentes no país. Por esta razão, ele acredita que a medida anunciada pelo governo não conseguirá, de forma isolada, fazer o PIB crescer, tampouco gerar postos de trabalho. 

O economista Osmar Alencar Júnior, professor do Departamento de Economia da UFPI (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), até abril deste ano havia 62,6 milhões de pessoas inadimplentes no Brasil, o que representa quase 41% da população adulta.

No primeiro semestre de 2019, em comparação com o fim do ano passado, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 9%.

"A situação econômica do país é muito grave. Vários economistas estão apontando uma tendência de queda no PIB, podendo cair até 1%, ou seja, uma tremenda recessão. Nós temos indicadores alarmantes de desemprego no nosso país, beirando 14 milhões, fora os desalentados, que são aqueles que nem estão mais procurando emprego. Nós temos um consumo muito reprimido, por conta da redução da renda da população, do aumento da pobreza e da miséria em nosso país [...] O próprio governo afirma que cerca de 80% das contas de FGTS têm saldo de até R$ 500, e essa é a grande massa que fará os saques. Mas esses R$ 500 será que são suficientes para gerar emprego? Talvez esse dinheiro seja usado pela maior parte da população para quitar alguma dívida com o sistema financeiro. Mas não acredito que isso vá implicar geração de emprego e aumento de produtividade", avalia Osmar Alencar Júnior.

Osmar Alencar foi entrevistado no programa O DIA News 1ª Edição (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

O economista também diz entender que, até agora, a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tomou mais medidas que podem aumentar a crise no país do que combatê-la. 

"Nesses primeiros meses do governo Bolsonaro, nós não temos enxergado medidas no sentido de mudar essa lógica recessiva e até depressiva da economia brasileira. Pelo contrário, a política implementada até agora é uma política de ajuste fiscal, com cortes nos gastos do governo e com uma série de privatizações, o que, na minha opinião, implica consequências de mais recessão para o país. Ora, se o PIB é composto pelo consumo privado, pelos investimentos, pelos gastos do governo e pelas exportações e importações, quando eu deprimo esses indicadores a tendência é que o PIB caia. E a gente não vê, por exemplo, uma política do governo no sentido de gerar emprego", opina o economista.

24 de julho de 2019

Liberação do FGTS deve criar 2,9 milhões de empregos em 10 anos

Liberação do FGTS deve criar 2,9 milhões de empregos em 10 anos

Estimativa foi apresentada pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.

A liberação de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) permitirão à economia crescer 0,35 ponto percentual adicional nos próximos 12 meses, disse há pouco o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. Segundo ele, 2,9 milhões de empregos formais deverão ser criados nos próximos dez anos com as medidas anunciadas hoje (24).

Na solenidade de anúncio das novas regras para saque do FGTS, do PIS e do Pasep, o secretário confirmou que apenas a liberação do dinheiro, limitada a R$ 500 por conta, em 2019, e equivalente a um percentual mais um valor fixo a partir do próximo ano, injetará R$ 30 bilhões na economia neste ano – R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep – e R$ 12 bilhões em 2020.

“Não me parece um efeito pequeno. A medida vai gerar 0,35 ponto percentual de crescimento nos próximos 12 meses. Mas não para por aqui. Além do crescimento de curto prazo, a liberação do saque vai elevar em 2,6% o PIB [Produto Interno Bruto] per capita [por habitante] nos próximos dez anos, e aumentar 5,6% a população ocupada no mesmo período. Isso significa que 2,9 milhões de pessoas vão ser empregadas nos próximos dez anos”, disse Sachsida.

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)

Medida estrutural

O ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou que a medida não é apenas de curto prazo, porque o saque na conta do trabalhador ocorrerá todos os anos. Segundo ele, as novas regras reduzem a rotatividade e aumentam a produtividade, porque o trabalhador que precisa de algum dinheiro em momento de desespero deixará de pedir para ser demitido e para receber o FGTS, permanecendo na empresa e se aprimorando.

“O trabalhador terá um salário extra para o resto da vida. [A nova regra de saque] não é um teco do voo da galinha. É um aumento de renda permanente para quem ficar empregado, lutar para ficar empregado, se aprimorando e aumentando a produtividade”, disse o ministro.

Ele também ressaltou que, diferentemente do saque das contas inativas em 2017, que liberou R$ 44 bilhões para 25 milhões de pessoas, o governo está liberando R$ 42 bilhões em 2019 e 2020 para 96 milhões de trabalhadores. “Existem 19 alternativas diferentes para o saque do FGTS, como demissão sem justa causa e compra da casa própria. Criamos mais uma alternativa, com fortíssimo conteúdo social, que deve beneficiar quase 100 milhões de brasileiros”, disse.

Entenda as mudanças

Saque imediato de R$ 500

Ao todo, o governo anunciou quatro ações para flexibilizar o saque das contas do FGTS, do PIS e do Pasep. A primeira, que se aplica às contas ativas e inativas do FGTS, será a liberação de um saque imediato de até R$ 500 por conta vinculada. As retiradas começarão em setembro e irão até dezembro. Segundo Sachsida, 81% das contas do FGTS têm saldo de até R$ 500, o que reforça o caráter social da medida.

Aniversário

A segunda ação é a autorização para o saque no mês de aniversário de cada trabalhador, o que permitirá uma renda extra e a possibilidade de aplicar o dinheiro em investimentos que rendam mais que o FGTS (3% ao ano mais a taxa referencial). Segundo o governo, a mudança será opcional. Os interessados em migrar para esta modalidade terão que comunicar à Caixa Econômica Federal, a partir de outubro de 2019. O trabalhador poderá voltar para a modalidade tradicional de saque, mas só depois de dois anos a partir da data do pedido de migração.

A multa de 40% em caso de demissão sem justa causa para quem migrar para o saque-aniversário será mantida, independentemente da opção de saque do trabalhador. No entanto, quem optar pelo saque-aniversário não poderá mais retirar o saldo em caso de rescisão de contrato de trabalho.

A Caixa divulgará um calendário especial do saque-aniversário de 2020. A partir de 2021, a liberação ocorrerá no primeiro dia do mês de aniversário do cotista até o último dia útil nos dois meses subsequentes. Caso o trabalhador não retire o recurso, ele volta automaticamente para a conta no FGTS. Ao todo, haverá sete faixas de saques: começando em 50% do saldo para quem ganha até R$ 500 e terminando em 5% para contas acima de R$ 20 mil. Contas acima de R$ 500 poderão também retirar um valor fixo, que começa em R$ 50 (para saldos entre R$ 500,01 e R$ 1 mil) e termina em R$ 2,9 mil (para contas com saldo a partir de R$ 20.000,01).

Divisão de lucros

O governo também aumentou a distribuição dos lucros do FGTS. Atualmente, o cotista recebe 50% dos ganhos do fundo. As novas regras aumentam para 100% o repasse dos resultados, permitindo que o trabalhador receba todo o lucro obtido pelo fundo um ano. A rentabilidade continua em 3% ao ano mais a taxa referencial (TR).

Garantia de empréstimo

O trabalhador que migrar para o saque-aniversário poderá usar os recursos retirados anualmente do FGTS como garantia para empréstimo pessoal. O modelo é similar à antecipação da restituição do Imposto de Renda (IR). As parcelas do empréstimo serão descontadas diretamente da conta do trabalhador no fundo, na hora em que for feito o saque. Segundo Sachsida, o modelo funciona como um empréstimo consignado, que permite ao trabalhador conseguir empréstimos a juros baixos.

Saque do PIS/Pasep

O governo reabriu os saques os recursos do fundo PIS/Pasep. Diferentemente das retiradas anteriores, não há prazo determinado para a retirada do dinheiro. Os cotistas com recursos referentes ao PIS poderão sacar na Caixa; e os do Pasep, no Banco do Brasil. O saque para herdeiros será facilitado. O dependente terá apenas de apresentar a certidão de dependente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os herdeiros terão de apresentar uma declaração de consenso entre as partes e também declarar que não há outros herdeiros conhecidos.

Caixa disponibiliza R$ 7,5 bilhões para crédito rural no ano safra 2019/2020

Caixa disponibiliza R$ 7,5 bilhões para crédito rural no ano safra 2019/2020

Volume de recursos será 50% maior que o oferecido no ano passado.

A Caixa abriu as contratações de crédito rural para a safra 2019/2020, destinado a produtores rurais, cooperativas e agroindústrias. Para o ano, serão disponibilizados mais de R$ 7,5 bi, destinados às operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização.

"A aplicação de recursos neste ano safra terá grande disponibilidade de recursos obrigatórios. Serão destinados mais de R$ 4 bilhões para cooperativas e agroindústrias, com taxas de juros especiais e customizadas. O destaque é a linha de industrialização, em que a Caixa pretende aplicar mais de R$ 2,5 bilhões neste ano safra, ante R$ 1,69 bilhão aplicado no ano safra 18/19", detalha o banco.

A Caixa também deve aplicar R$ 1 bilhão no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), valor 93,5% superior ao ano safra anterior. Para esta safra foi incluída a linha de Pronamp investimento, com limite de até R$ 430.000 por beneficiário, com taxa efetiva de juros prefixada de até 7,0% a.a., e prazos de reembolso de acordo com o projeto financiado.

Para este ano safra, a Caixa pretende ampliar a atuação com a diversificação da fonte de recursos, sendo uma delas a LCA, em que há a pretensão de aplicar mais de R$ 1,5 bilhão para as linhas de custeio.

Para Julio Volpp, vice-presidente de Modelos de Varejo da Caixa, a safra que se inicia é um marco na atuação da Caixa no segmento, que amplia sua participação neste importante setor. “O compromisso da Caixa é ser um agente público que atua na concretização da política agrícola estabelecida pelo Governo Federal. Nossa atuação preza em atender o cliente em todo o ciclo produtivo de forma sustentável, ofertando o crédito no momento adequado para o produtor”, destacou.

Para obter o financiamento, os produtores rurais podem procurar uma das 1.700 agências da Caixa autorizadas a operar com Crédito Rural. A Caixa conta ainda com mais de 2.500 consultores rurais conveniados, distribuídos por todo território nacional, e que prestam assistência técnica e extensão rural (ATER).

Agronegócio

Com atuação no agronegócio desde o ano safra 2012/2013, a Caixa informa ter investido mais de R$ 33 bilhões em crédito rural destinados a cerca de 46 mil empreendimentos, atendendo aproximadamente 20 mil clientes pessoa física e jurídica, em mais de 1.200 municípios.

A Instituição conta com gerentes especializados no agronegócio, que atuam regionalmente, com o objetivo de melhor atender aos produtores, apoiando as Agências e rede de Consultores Rurais conveniados e estreitando o relacionamento da Caixa com entidades representativas do setor, como associações, federações e sindicatos rurais.

23 de julho de 2019

ANS limita reajuste de planos de saúde individuais e familiares a 7,3%

ANS limita reajuste de planos de saúde individuais e familiares a 7,3%

A ANS mudou a metodologia do cálculo que define o limite do reajuste, após oito anos de estudos e discussões com o setor e a sociedade.

O reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares com aniversário entre maio de 2019 e abril de 2020 não poderá ultrapassar 7,35%. O limite foi anunciado hoje (23) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (24). 

A ANS mudou a metodologia do cálculo que define o limite do reajuste, após oito anos de estudos e discussões com o setor e a sociedade. Pela primeira vez, a agência combinou o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), calculado por ela própria, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem o subitem plano de saúde. O IPCA é o indicador oficial que mede a inflação na economia brasileira e é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IVDA mede a variação dos custos com atendimento aos beneficiários de planos de saúde e tem peso de 80% nessa nova metodologia da ANS. Já o IPCA (sem o subitem planos de saúde) tem peso de 20% e serve para considerar os custos das operadoras com despesas de outras naturezas, como as administrativas. 

O percentual máximo para reajuste autorizado para 2019 é o menor desde 2010. No ano passado, a agência autorizou reajustes de até 10% para os planos individuais e familiares, e, nos três anos anteriores, o reajuste máximo ficou na casa dos 13%.

A agência orienta os beneficiários a observarem se os reajustes aplicados serão iguais ou inferiores a esse limite e se a cobrança reajustada está sendo feita a partir do mês de aniversário do contrato. 

Segundo dados da agência reguladora, em 2018 o número de procedimentos realizados com a cobertura dos planos de saúde aumentou 5,4%, enquanto o número de beneficiários permaneceu praticamente estável, variando de 47,15 milhões em 2017 para 47,26 milhões em 2018. 

O limite de reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Esse grupo inclui atualmente 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica - aproximadamente 8 milhões de usuários. 

19 de julho de 2019

Após acumular quedas, vendas a prazo crescem pelo 2º ano seguido em junho

Após acumular quedas, vendas a prazo crescem pelo 2º ano seguido em junho

Apesar do resultado positivo, crescimento desacelera na comparação com 2018, acompanhando revisões de crescimento da economia para baixo.

Depois de amargar três anos consecutivos de resultados no vermelho, as vendas a prazo no varejo voltaram a crescer pelo segundo ano seguido. Dados apurados pelo Indicador de Atividade do Varejo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as consultas de CPFs para vendas parceladas cresceram 2,15% no acumulado em 12 meses até junho deste ano. O número comprova a trajetória de recuperação do comércio, porém a um ritmo menor, uma vez que em junho de 2018, as vendas haviam crescido 3,13%.

No auge da recessão, entre os anos de 2015 e 2017, as vendas a prazo no varejo registraram quedas de -2,06%, -5,16% e -4,34%, respectivamente. O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas de CPFs e é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos. 

No auge da recessão, entre os anos de 2015 e 2017, as vendas a prazo no varejo registraram quedas de -2,06%, -5,16% e -4,34%, respectivamente (Foto: Agência Brasil)

Outro dado também apurado pelo indicador é o nível de atividade no comércio atacadista. Nesse caso, que não leva em consideração a venda de veículos e motocicletas, o crescimento no acumulado em 12 meses até junho foi de 3,62%, dado abaixo dos 14,20% verificados no mesmo período de 2018.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora o volume de vendas do varejo não tenha alcançado os patamares anteriores da crise, os números começam a se distanciar dos resultados negativos observados nos piores momento da crise. “O varejo exibe melhora desde meados de 2017, depois do período mais agudo da crise. Mesmo crescendo, infelizmente, ainda não vimos a melhora da confiança se traduzir em aceleração das vendas, algo que poderá se concretizar com as medidas de estímulo previstas para sair depois da aprovação da reforma da previdência”, analisa.

Metodologia

O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas de CPF indicam a intenção de compra a prazo por parte do consumidor e podem resultar, ou não, na obtenção de crédito. Para a construção do Indicador, considera-se apenas as consultas feitas pelo setor de Comércio. Os dados podem ser abertos por Comércio varejista e atacadista a de bens não duráveis e semiduráveis. Acesse a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

18 de julho de 2019

Carro próprio lidera ranking de bens mais financiados, mostra pesquisa

Carro próprio lidera ranking de bens mais financiados, mostra pesquisa

Oito em cada dez consumidores garantem ter checado orçamento antes de contratar financiamento; 14% estão com alguma parcela em atraso.

Embora o sonho da casa própria ainda figure entre as principais motivações para a contratação de financiamento (15%), o automóvel é a preferência nacional quando se trata dessa modalidade de crédito. Cinco em cada dez consumidores que contrataram financiamento no ano anterior ao estudo (49%) utilizaram o serviço para a compra de carros. É o que indica pesquisa realizada nas 27 capitais brasileiras pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Segundo o levantamento, 16% dos brasileiros contrataram algum tipo de financiamento nos 12 meses anteriores à pesquisa – um aumento de seis pontos percentuais na comparação com a pesquisa passada. Por outro lado, 81% do total de entrevistados preferiram não se comprometer com parcelas durante o período.

Além de casas e automóveis, outras razões mencionadas pelos entrevistados que contrataram financiamento foram a aquisição de eletrônicos (15%) e de eletrodomésticos (14%) – a maioria motivada pela possibilidade de realizar um sonho de consumo (45%), especialmente na opinião dos homens (55%). Imprevistos e necessidades (28%) foram outros motivos, seguidos de empréstimos realizados para ajudar amigos ou familiares (16%).

“O financiamento pode ser um grande passo na vida de uma pessoa ou de uma família: É a chance de sair do aluguel, de adquirir bens de valor maior, para começar um negócio, enfim, as possibilidades são infinitas. Mas todo o sucesso do projeto dependerá de um bom planejamento financeiro”, ressalta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Oito em cada dez consumidores garantem ter checado orçamento antes de contratar financiamento; 14% estão com alguma parcela em atraso

Os brasileiros que fizeram algum financeiro possuem, em média, 19 parcelas para pagar, o que indica se tratar de um compromisso financeiro que afeta as finanças pessoais ou familiares por um período considerável. Tendo isso em mente, oito em cada dez consumidores (82%) que contrataram um financiamento nos últimos 12 meses garantem ter checado seu orçamento antes de assinar o contrato. Ainda assim, 10% resolveram arriscar sem verificar a real possibilidade de cumprir com as prestações ao longo do período contratado.

“Contratar qualquer modalidade de crédito sem saber se as parcelas caberão no orçamento é um grande risco, pois estamos falando de um contrato de anos, geralmente. Se o bem adquirido for um carro, por exemplo, não basta calcular apenas a prestação, mas também os novos custos que vão impactar o orçamento mensal, como combustível, seguro, IPVA, etc”, alerta Vignoli.

A maioria (74%) dos usuários de financiamento garante realizar o controle do pagamento das parcelas, sendo que 32% preferem realizar as anotações em papel, seja em agendas ou cadernos, outros 30% são adeptos da planilha digital e 13% utilizam algum aplicativo de finanças pessoais. Por outro lado, 23% negligenciam a tarefa, alguns alegando fazer de cabeça (19%) e outros 4% admitindo, de fato, não controlar.

O controle parece estar sendo efetivo: oito em cada dez dos entrevistados afirmam estar com todas as prestações em dia (76%), enquanto 14% possuem pelo menos uma parcela em atraso. Quase 40% dos que atrasaram o pagamento foram negativados pela inadimplência com as parcelas do financiamento.

Três em cada dez consumidores (29%) optaram por contratar o financiamento no banco de que já eram clientes

De acordo com a pesquisa, 89% dos que fizeram financiamento tiveram a oportunidade de escolher a instituição de sua preferência. Nesse quesito, a fidelidade foi um ponto crucial: três em cada dez deles (29%) optaram por contratar o serviço do banco de que já eram clientes, enquanto 24% foram atrás dos menores juros e taxas. Por outro lado, 6% deles não tiveram poder de escolha, tendo que ficar com a única instituição que liberou o financiamento. A maioria buscou meios de obter o crédito por iniciativa própria (61%), mas 19% aceitaram ofertas de bancos ou instituições financeiras e 11% admitiram ter pedido para um terceiro contratar o serviço para eles.

“Outra dica importante é pesquisar bem antes de assinar o contrato, pois os juros e demais tarifas podem variar bastante entre as instituições, assim como os prazos de pagamento”, destaca Vignoli.

Indo na contramão do conselho do educador financeiro do SPC Brasil, um em cada dez consumidores (11%) admitiu não ter analisado as taxas e os juros cobrados antes de contratar o financiamento. Ainda assim, a grande maioria (84%) garante ter dado a devida atenção a essas informações na hora de assinar o contrato, sendo que 31% julgou as tarifas e juros como altas e 18% as consideraram abusivas. Por outro lado, 48% acharam as taxas razoáveis (43%) ou baixas (5%).

Nos três meses anteriores ao estudo, 23% tentaram fazer algum tipo de financiamento

O número representa um aumento de sete pontos percentuais em relação ao ano passado. Por outro lado, 77% nem sequer tentaram contratar financiamentos. O automóvel lidera também as tentativas frustradas de financiamento: 24% dos que não obtiveram sucesso tentaram financiar carros, 19% eletrodomésticos, 15% imóveis, 13% motos e 12% a faculdade.

Um em cada dez consumidores (10%) foram bem-sucedidos na tentativa (aumento de 4% em relação a 2018) e 12% não – especialmente entre as classes C, D e E. Nome sujo foi o principal motivo para a falta de sucesso na contratação do financiamento (38%), seguido de renda insuficiente (37%) e falta de garantias solicitadas pelos credores (16%).

Metodologia

A pesquisa ouviu 805 consumidores de 18 anos ou mais, ambos os sexos e todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

17 de julho de 2019

Crediamigo do Banco do Nordeste supera R$ 5 bilhões em contratações em 2019

Crediamigo do Banco do Nordeste supera R$ 5 bilhões em contratações em 2019

Recursos foram distribuídos em 2,3 milhões empréstimos, destinados aos microempreendedores dos nove estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Maior programa de microcrédito urbano produtivo e orientado da América do Sul, o Crediamigo do Banco do Nordeste acaba de superar a marca de R$ 5 bilhões contratados em 2019.

Os recursos foram distribuídos em 2,3 milhões empréstimos, destinados aos microempreendedores dos nove estados nordestinos e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os números representam crescimento de 11,55% e 5,11%, respectivamente, em valores aplicados e quantidade de operações, na comparação com o desempenho alcançado no mesmo período do ano passado.

No Piauí, já foram contratados R$ 566,1 milhões, alta de 12,9% em relação a 2018, em mais de 248,9 mil operações de microcrédito no período, 7,26 % a mais do que no ano anterior.

Uma das novidades do programa é a ampliação, para R$ 21 mil, do teto de empréstimo. O Crediamigo também passou a atender clientes com faturamento anual de até R$ 200 mil.

O programa possui mais de 2 milhões de clientes ativos e já atendeu 5,6 milhões de pessoas ao longo dos seus 20 anos de atuação.

Crediamigo

O Crediamigo facilita o acesso ao crédito a empreendedores pertencentes aos setores informal ou formal da economia (microempresas, enquadradas como microempreendedor individual, empresário individual, autônomo ou sociedade empresária).

O programa atua na concessão de créditos em grupo solidário ou individual. Associado ao crédito, o Crediamigo oferece aos empreendedores acompanhamento e orientação para melhor aplicação do recurso, a fim de integrá-los de maneira competitiva ao mercado.

15 de julho de 2019

Governo paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2019

Governo paga segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2019

Estarão nesse grupo 3.164.229 contribuintes que receberão juntos cerca de R$ 5 bilhões.

A Receita Federal pagará na segunda-feita (15) o segundo lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2018. Estarão nesse grupo 3.164.229 contribuintes que receberão juntos cerca de R$ 5 bilhões.

O acesso referente à restituição pode ser obtido pelo site da Receita Federal, contribuinte também pode ligar para o telefone 146. Neste ano o contribuinte também já pode saber se está na malha fina e quais os erros que levara a esta situação, para isso basta acessar a área do "Meu Imposto de Renda" (e-CAC).

Como aumentar

Contudo, um destaque desta situação é que muitos brasileiros ficam insatisfeitos com o que ganham de restituição e a pergunta que fica: Como ganhar mais dinheiro de restituição de Imposto de Renda no próximo ano ou utilizar esses valores para doações?

Saiba que isso é possível com algumas ações bem simples, mas essas devem ser feitas durante 2019 para ter efeito em 2020. Ocorre que muitos contribuintes ficam revoltados, pois acreditavam que o valor a ser recebido poderia ser muito maior ou melhor utilizados, mas não fazem nada para reverter essa situação.

Um dos principais pontos em relação ao tema a ser frisado é que a preocupação sobre o assunto fica limitada aos meses de março e abril. Se o contribuinte começar a pensar no imposto que paga com antecedência, fará não só com que as preocupações com erros sejam menores, como também possibilitará que se recupere mais dinheiro ou utilizá-lo para beneficiar quem precisa.

Como aumentar os valores

"Apesar de o ano estar chegando o meio do ano, ainda é possível aumentar os valores a serem recebidos, principalmente, com previdência privada e doações que podem ser abatidas. Mas é importante correr, pois, depois que acabar o ano nada mais pode ser feito. A tão falada cultura do brasileiro de deixar o imposto de renda para última hora não tem apenas reflexo em erros que podem levar a malha fina, ela também tem como resultado a diminuição da restituição dos contribuintes. Existem ferramentas legais que fazem com que essa restituição seja muito maior", explica Welinton Mota, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil.

As ações podem ser desde as mais simples, como guardar adequadamente todos os comprovantes de gastos com educação e saúde até mesmo as mais sofisticadas como doações e realização de previdências privadas. Contudo, Welinton Mota alerta, "a primeira coisa que deve ser avaliada para ter a restituição, é se houve valores retidos, caso contrário não há o que se restituir".

Para quem quer abater plano de previdência privada, é importante deixar claro que isso apenas poderá ocorrer quando é feito no modelo PGBL, em um limite de 12% do valor tributável total, antes de qualquer dedução. Também é dedutível do IR para quem já contribui para os sistemas previdenciários oficiais, como trabalhador do setor privado, autônomo ou funcionário público.

Nos casos de despesas médicas, odontológicas, instruções, pensões alimentícias judiciais para garantir a restituição basta guardar adequadamente os documentos. É importante não passar informações nessas áreas que não estejam em conformidade com a realidade. "O Fisco está fechando o cerco às informações irregulares a partir de evoluções tecnológicas e cruzamento de informações, tudo o que for declarado deve ser comprovado adequadamente", conta o diretor da Confirp.

Doações são ótimas saídas

Mota acrescenta que as doações podem ser uma forma de direcionar o dinheiro que paga ao Governo para ações que tragam benefícios para a comunidade, mas somente para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. O limite é de 6 % do imposto de renda devido é para as destinações aos fundos de direitos da criança e do adolescente, as doações e os patrocínios para projetos enquadrados como incentivo a atividades culturais, artísticas e incentivos a atividades audiovisuais.

12 de julho de 2019

Piauí acumula queda de 5% no setor de serviços em 2019, diz IBGE

Piauí acumula queda de 5% no setor de serviços em 2019, diz IBGE

Desempenho de maio em relação a abril foi negativo (-2,3%). Comparando-se maio de 2019 a maio de 2018, a retração é de 6,2% no setor de serviços no estado.

O Estado do Piauí vem apresentando um desempenho negativo no setor de serviços nos cinco primeiros meses de 2019. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os dados revelam que o estado apresenta uma retração no setor de serviços de 5% no acumulado do ano, ou seja, observando-se o desempenho geral mês a mês de janeiro a maio. 

Fazendo-se a média, é como se o volume de serviços no Piauí decrescesse cerca de um por cento por mês. Observando-se os demais meses do ano, percebe-se que a retração observada em maio só é menor que o observado em março, quando o acumulado do setor de serviços no ano chegou a uma taxa negativa de 5,4%.

A situação é considerada preocupante, porque não é só no acumulado do ano que o Piauí vem apresentando taxas negativas no setor de serviços. Segundo mostra o IBGE, o volume deste setor de atividade no Estado teve um desempenho de menos 2,3% em maio deste ano, em comparação com abril (série com ajuste sazonal), após ter avançado 1,3% em abril, 1,1% em março e 3,5% em janeiro. Maio já é o segundo mês do ano em que o setor de serviços no Piauí apresenta desempenho negativo em relação aos 30 dias anteriores: fevereiro também teve uma retração de menos 0,7% em relação a janeiro.

Brasil sobe e Piauí desce

Com a retração de 5% no acumulado do ano no setor de serviços, o Piauí vem seguindo na contramão do que se observa no Brasil. É que o país registrou um acréscimo de 1,4% no volume do setor de serviço ao longo de 2019, com ganho de dinamismo frente aos acumulados até março (1,1%) e abril (0,6%).

Em relação a maio de 2018, o volume de serviços no país aumentou 4,8%. No entanto, a nível estadual, o Piauí apresentou crescimento negativo neste indicador: em relação a maio de 2018, o volume de serviços no estado retraiu 6,2%. O Piauí já vem tendo um histórico de queda no desempenho do setor ao longo deste ano, se comparado com o ano passado: março, por exemplo, registrou uma diminuição no volume de serviços de 8,5% em relação ao mesmo mês de 2018.

Na comparação com maio de 2018, o avanço do volume de serviços no Brasil (4,8%) foi acompanhado por somente 18 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (8,3%), que mostrou crescimento no volume de serviços, com destaque para: informação e comunicação (15,4%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,4%). Vale citar ainda os avanços vindos de Minas Gerais (5,0%), de Santa Catarina (11,7%) e do Paraná (5,5%).

Por outro lado, a influência negativa mais importante veio do Rio de Janeiro (-3,0%), pressionado, exclusivamente, por apenas uma das cinco atividades investigadas: informação e comunicação (-13,7%).