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Notícias Economia

23 de janeiro de 2020

Pedidos de seguro-desemprego atrasados por saque do FGTS são liberados

Governo diz ainda que pedidos que não tinham outros impedimentos já foram liberados e que novas solicitações não devem ser bloqueadas

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, divulgou que reprocessou os 67.523 pedidos de seguro-desemprego que estavam atrasados por causa da modalidade do saque imediato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Trabalhadores que haviam aderido ao resgate de até R$ 500 por conta do Fundo -valor que, em alguns casos, pode chegar a R$ 998- relataram que estavam com o benefício bloqueado.

"Foram reprocessados os pedidos dos trabalhadores que não estavam conseguindo acessar o seguro-desemprego por conta da nova modalidade de saque do FGTS. O pagamento das parcelas já está agendado para começar em 28 de janeiro", diz a pasta.

As regras para o seguro-desemprego estabelecem que a liberação da primeira parcela ocorra 30 dias após a data do requerimento. As demais são pagas com intervalo de um mês contado da primeira parcela.

A Secretaria diz ainda que pedidos que não tinham outros impedimentos já foram liberados e que novas solicitações não devem ser bloqueadas. Caso isso ocorra, afirma, haverá um novo reprocessamento.

É possível consultar o andamento da solicitação do seguro-desemprego no site www.gov.br ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. 

Falha

A Secretaria Especial de Trabalho e Previdência diz que a falha no seguro-desemprego afetou todos os demitidos sem justa causa pois, durante o cruzamento de dados realizado para a liberação do seguro, a movimentação da conta do FGTS faz com que o sistema barre o pagamento. 

O governo diz que os relatos de falhas começaram na segunda quinzena de dezembro. 

A secretaria também não explicou porque o conflito de informações só começou a aparecer quase três meses depois do início das liberações de valores. "Antes do fim de 2019 não houve manifestação dos trabalhadores", disse a secretaria, em nota, na última semana. 

A negativa do pedido resultava na necessidade de apresentação de um recurso administrativo. Quem não apresentou essa medida, não precisa mais pedir, pois, segundo o governo, a liberação será automática.

Em média, a Secretaria de Trabalho recebe 520 mil pedidos do benefício mensalmente. 

Quando o trabalhador pede o seguro-desemprego, o sistema deveria informar que o registro mais recente em seu extrato foi o da demissão sem justa causa, que dá o direito ao benefício temporário.

Com o saque do FGTS, em muitos casos a informação que aparecia era a de retirada, o que o sistema entendia como pendência, barrando a liberação.


09 de janeiro de 2020

Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Recuo interrompe três meses de crescimento

A produção industrial brasileira teve queda de 1,2% na passagem de outubro para novembro de 2019. O recuo interrompe três meses de crescimento e elimina parte da alta de 2,2% acumulada entre agosto e outubro daquele ano. De setembro para outubro, a indústria havia crescido 0,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018, 1,1% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2019 e 1,3% no acumulado de 12 meses. Na média móvel trimestral, a queda foi 0,1%.

De outubro para novembro, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda: bens de consumo duráveis (-2,4%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-1,3%), e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,5%).

Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção, com destaque para produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores (-4,4%), indústrias extrativas (-1,7%), outros produtos químicos (-1,5%) e máquinas e equipamentos (-1,6%).

Por outro lado, dez atividades tiveram alta e evitaram um desempenho mais negativo da indústria, com destaque para produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (1,6%), impressão e produção de gravações (24%) e produtos de borracha e material plástico (2,5%).

08 de janeiro de 2020

BNB fecha 2019 com R$ 3,6 bilhões em aplicações de crédito no Piauí

BNB fecha 2019 com R$ 3,6 bilhões em aplicações de crédito no Piauí

Para o segmento de micro e pequenas empresas, o Banco do Nordeste destinou R$ 218,5 milhões somente no Piauí.

O Banco do Nordeste encerrou o ano com R$ 3,6 bilhões aplicados no Piauí, considerando todas as fontes de recursos, por meio de financiamentos de curto e longo prazo, beneficiando diversos setores econômicos em todo o estado. Os resultados incluem R$ 2,4 bilhões aplicados com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), perfazendo mais de 61 mil operações de crédito realizadas ao longo do ano. Do volume investido, foram contratados ainda R$ 1,14 bilhão por meio do programa de microcrédito produtivo e orientado do Banco do Nordeste, o Crediamigo que realizou cerca de 483,8  mil operações.

A maior parte aplicada com o Fundo (60,4%) foi destinada a empreendimentos localizados em zonas de Semiárido. Foi mais de R$ 1 bilhão que estimulou a dinâmica econômica de localidades menos favorecidas. O FNE é a principal fonte de recursos utilizada pelo BNB desde a criação dos fundos constitucionais federais, em 1988. Sua aplicação tem o intuito de fomentar o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável em todo o Nordeste e assim servir de incentivo a redução da pobreza e das desigualdades inter e intrarregionais.

Para o segmento de micro e pequenas empresas, o Banco do Nordeste destinou R$ 218,5 milhões somente no Piauí. Ao todo, foram contratadas mais de 2 mil operações de crédito, o que representou crescimento de 22, 6% em relação a 2018.

O volume de crédito aplicado no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) superou a marca de R$ 66,6 milhões, contabilizando cerca de 2,6 mil operações contratadas no período. Quanto aos negócios realizados por meio do programa de microcrédito rural do Banco, o Agroamigo, o BNB atingiu R$ 278 milhões no Piauí.

“O foco, a competência, a ética e o conhecimento compartilhado corporativamente, nos ajudam a caminhar rumo a excelência dos resultados”, afirmou o superintendente estadual do BNB no Piauí, Expedito Neiva.

A contribuição do BNB à dinâmica econômica regional também inclui financiamento a projetos de grande porte do setor de infraestrutura. Em 2019, o Banco aplicou R$ 733 milhões em Infraestrutura com recursos do FNE, possibilitando a implantação de projetos, principalmente, em projetos referentes à linhas de transmissão.

Em 2019, o Banco do Nordeste também empenhou esforços para regularização de crédito com campanhas de renegociação de dívidas. Como resultado, concluiu o ano com mais de 4,1 mil operações regularizadas no estado por meio da lei n.º 13.340/2016, totalizando R$ 348,4 milhões em dívidas renegociadas. 

Confira quanto você vai pagar de seguro DPVAT em 2020

Confira quanto você vai pagar de seguro DPVAT em 2020

O valor pago no ano passado continua valendo para o exercício de 2020, variando entre R$ 16,21, para automóveis, e R$ 84,58 para motocicletas.

Os proprietários de veículos automotores devem realizar o pagamento do DPVAT de 2020 até as datas de vencimento da cota única ou da primeira parcela do IPVA de cada estado, segundo a Seguradora Líder, empresa privada responsável pela administração do seguro obrigatório. 

A primeira parcela do IPVA vence em janeiro em diversos estados. O valor pago no ano passado continua valendo para o exercício de 2020, variando entre R$ 16,21, para automóveis, e R$ 84,58 para motocicletas. O seguro DPVAT deve ser pago uma única vez ao ano. 

O pagamento dos tributos, além de eventuais multas, é indispensável para fazer o licenciamento anual do veículo, realizado diretamente no Detran (departamento de trânsito). 

O pagamento do seguro obrigatório neste ano ocorre em meio a uma disputa judicial.

Em novembro, o governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que extinguia o DPVAT a partir de 2020. Em dezembro, porém, o STF suspendeu os efeitos da medida.

O Conselho Nacional de Seguros Privados, vinculado ao Ministério da Economia, editou então uma resolução reduzindo em até 86% o valor do seguro. Mas uma liminar (decisão provisória) do presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu a redução dos valores.

Por isso os valores do DPVAT de 2020 são os mesmos do ano passado. O Supremo ainda deverá julgar a questão, mas não há uma data prevista para isso.

É possível consultar o vencimento de todos os estados no site da Seguradora Líder.

Criado em 1974, o DPVAT tinha como objetivo criar uma ampla rede de pagadores -os donos dos veículos- responsáveis pela indenização de qualquer vítima do trânsito, inclusive pedestres.

Em dez anos, indenizou mais de 4,5 milhões de acidentados no trânsito. Além de indenizações por mortes, também cobre gastos hospitalares e sequelas permanentes. 

Orçamento deve ser estruturado com mapeamento de receitas e despesas

Orçamento deve ser estruturado com mapeamento de receitas e despesas

Economista dá dicas de como começar o ano se planejando melhor financeiramente

Ter mais equilíbrio financeiro é uma meta constante dentro do planejamento das pessoas em todo início de ano. Para alcançá-lo, mais que vontade, é necessário disciplina. Fazer um mapeamento das receitas e despesas é o que orienta o economista Fernando Galvão para que as pessoas possam lidar não só com os gastos do início do ano, mas também com o planejamento financeiro ao longo dos outros meses.

E, sem dúvidas, fazer isso no início do ano é fundamental, já que janeiro é um mês exigente quanto à organização. Tem IPTU, IPVA, material escolar, cartão de crédito com os gastos das festas e, muitas vezes, das férias para lidar. Por isso, Fernando Galvão orienta a criação de um mapeamento.

“É muito importante mapear todas as fontes de receitas e importante também mapear todos os gastos. No que deve ser pago, fazer uma classificação do que são gastos fixos, como a prestação do carro, a prestação da casa, a parcela da fatura do cartão e classificar, também, os que são variáveis, a exemplo do lazer”, considera.

A partir desses mapeamentos, de acordo com o especialista, se estabelecem as prioridades. O pagamento do cartão de crédito e a não utilização de recursos como o cheque especial devem, também, estar entre as preocupações. Isso porque os juros médios do cheque especial são de 12,25% ao mês. Do cartão de crédito, 12,89%. Por isso, Galvão orienta que, em caso de necessidade de recurso extra, é melhor recorrer a empréstimos em instituições financeiras, cujos juros circulam por volta de 4,2% com empréstimo pessoal e, do consignado, 2,1% ao mês.

“O consumidor deve procurar juros mais baixos. Se buscar um consignado ligado ao desconto em folha de pagamento, consegue-se reduzir mais ainda o juros; se for um servidor público, consegue mais baixos ainda, então, você faz esse empréstimo e vai canalizar pelo menos pra um único lugar essas despesas que podem estar a mais do orçamento”, destaca.

Poupar seis vezes mais que os rendimentos

Além de estabelecer um planejamento para gerenciar ganhos e gastos, pensar em poupar também é fundamental para a saúde financeira. “A poupança é a parte da renda que a gente não consome, a gente tem que formar um colchão financeiro, que é uma reserva para que eu não possa comprometer meus gastos. Isso servirá também para uma despesa médica de última hora ou algo urgente, mas a ideia é não mexer com essa reserva até juntar um patamar de dinheiro para fazer alguma aplicação financeira”, destaca Fernando.

Este patamar, segundo indicado pelo economista, é seis vezes o valor do rendimento total que a pessoa possua. No caso, se ela ganha um salário de R$ 2 mil, a reserva financeira indicada seria de 12 mil para, assim, começar a fazer investimentos.

Uma das opções de investimento mais conhecidas, o Tesouro Direto, é muito procurado por quem quer começar a investir. Na prática, ele funciona como um empréstimo: você empresta o dinheiro ao Governo e ele o devolve com juros.

Nessa modalidade, é possível investir a partir de R$ 30 e retirar o valor a qualquer momento em caso de necessidade. Trata-se de um investimento de renda fixa, ou seja, no momento da aplicação, o investidor consegue prever como será remunerado.


07 de janeiro de 2020

Planejamento é fundamental para aquisição do tão sonhado imóvel

Planejamento é fundamental para aquisição do tão sonhado imóvel

Para boa parte das pessoas, adquirir a casa ou apartamento é uma importante conquista.

Ano novo é sinônimo de planos e metas novas. Para boa parte das pessoas, adquirir a casa ou apartamento é uma importante conquista, por isso é fundamental organização financeira, planejamento adequado e auxílio de profissionais capacitados. Quanto antes começar a planejar, e com o direcionamento correto, melhor e mais rápido suas metas serão alcançadas.

O mercado tem aumentado as facilidades, como ao reduzir a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) para 5%. Esse e outros fatores têm propiciado condições cada vez mais favoráveis para aquisição do tão sonhado imóvel. De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no segundo semestre de 2019, as vendas de imóveis tiveram um aumento de 16% quando comparado ao mesmo período no ano anterior. Já em relação ao semestre, o aumento atingiu a marca de 12,1%.

Barreto Neto, perito e especialista em imóveis, ressalta que é fundamental avaliar bem antes de investir

Para que tudo ocorra com segurança e de forma confortável, especialistas no ramo afirmam que é preciso planejar com cautela. Barreto Neto, perito e especialista em imóveis, ressalta que é fundamental avaliar bem antes de investir e conhecer todos os fatores que englobam o processo de aquisição do imóvel, já que a dívida será de longo prazo.

“Quem deseja realizar a compra, também precisa visualizar o investimento para além do financiamento. O recomendável é que para maior seguridade, os planos também envolvam acúmulo de capital para dar entrada no imóvel desejado. Logo após confirmar que o ambiente é o ideal para você, juntamente com o profissional que poderá lhe fornecer todas as informações, é fundamental fazer uma criteriosa avaliação para verificar se toda a parte burocrática está regulamentada”, explica o corretor.

Nesse processo, é imprescindível escolher excelentes profissionais do segmento para dar todo o suporte necessário. Com a recuperação do mercado, as perspectivas para os próximos anos são muito positivas.

06 de janeiro de 2020

Juntar R$ 100 por mês é uma maneira de começar a investir em 2020

Juntar R$ 100 por mês é uma maneira de começar a investir em 2020

Investir é um hábito, e dá para começar com pouco dinheiro.

De acordo com Valter Police Júnior, da empresa de planejamento financeiro Fiduc, é possível iniciar uma carteira de investimentos com apenas R$ 100.

"O brasileiro tem três problemas graves [em relação a dinheiro]: só pensa no curto prazo, acha que não vale a pena investir pouco e quer ficar rico rapidamente", disse. "Por isso, não percebe as vantagens de começar a poupar, e não consegue montar uma carteira de investimentos. Essas três coisas precisam ser desmistificadas."

Antes de mais nada, o plano deve ser construir uma reserva de emergência. O mais prudente, disse o planejador financeiro, é guardar, pelo menos, o equivalente a seis vezes o valor das despesas mensais. Se você gasta R$ 1.000 por mês com as contas do dia a dia, como supermercado, aluguel e gasolina, precisa juntar até atingir R$ 6.000.

Esse dinheiro deve ir para uma aplicação que tenha liquidez, ou seja, que possa ser sacada a qualquer momento sem perder rendimento. A aplicação não pode ser de alto risco, como a Bolsa. "Se você aplica na Bolsa, pode ter que sacar justo na hora em que a ação se desvalorizou. Aí você perde dinheiro", disse.

Mais do que obter um ganho extraordinário, o objetivo é preservar o valor do dinheiro, para não vê-lo ser corroído pela inflação. "Para quem está fazendo uma reserva, não faz diferença se a aplicação vai render 4% ou 4,5%", afirmou.


Onde aplicar 

Os produtos que atendem a essas recomendações são Tesouro Selic, fundo DI e CDB, os três com opções no mercado que permitem aplicações a partir de R$ 100. Todos sofrem o desconto de Imposto de Renda e, caso o saque ocorra em menos de 30 dias, de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

- Tesouro Selic: é a aplicação mais conservadora em títulos do governo, com rendimento baseado na taxa básica de juros, a Selic. A vantagem é não perder dinheiro se precisar sacar antes do vencimento. Há cobrança de taxa de custódia, de 0,125% sobre o total aplicado. Alguns bancos e corretoras podem cobrar taxa de administração.

- CDB: ao comprar esse título, é como se emprestasse dinheiro ao banco em troca de uma taxa de juros. Há CDBs que permitem resgate diário, e o produto tem a vantagem de ser coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que garante ressarcimento ao investidor, até um valor limite, caso o banco quebre.

- Fundo DI: outro investimento com liquidez diária. O investidor deve ficar atento porque o gestor do fundo pode cobrar taxa de administração.

Com R$ 100, aplicações nesses três produtos vão render, ao fim de um ano, algo como R$ 4. É pouco, mas o objetivo maior do aplicador é usar essa conta para criar o hábito de sempre aplicar uma quantia por mês.


Além da reserva

Após formar a reserva, é hora de começar a montar uma carteira, ou seja, aplicar em outros investimentos. "Para quem está começando a investir, a forma mais segura de diversificar é buscando fundos de investimento", afirmou o planejador financeiro.

Isso significa buscar investimentos que tenham um pouco mais de risco. São produtos de renda fixa, por exemplo, que aplicam também em títulos de empresas, as chamadas debêntures, e não apenas em títulos do governo. Ou, ainda, fundos que aplicam uma parte dos recursos em ações.

Mesmo que o rendimento desses produtos oscile muito, você poderá esperar o melhor momento para sacar. Afinal, para as emergências, haverá sempre aquela reserva que começou a ser formada com R$ 100.


01 de janeiro de 2020

Salário mínimo é reajustado e passa a ser de R$ 1.039 em 2020

Salário mínimo é reajustado e passa a ser de R$ 1.039 em 2020

Novo valor entrou em vigor nesta quarta-feira

O presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória (MP) que aumenta o salário mínimo de R$ 998 para em R$ 1.039 a partir desta quarta-feira (1º). O novo valor corresponde ao reajuste da inflação do ano, que encerrou 2019 em 4,1%, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a primeira vez na história que o salário mínimo ultrapassa a faixa de R$ 1 mil desde o início do Plano Real, em 1994. A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira (31).

Em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, aprovada pelo Congresso Nacional há duas semanas, o valor ficou R$ 8 mais alto. Isso porque a previsão anterior do governo federal para a inflação de 2019 era de 3,3%, mas o percentual acabou ficando em 4,1%, de acordo com a última estimativa medida pelo IBGE.

Novo valor do salário mínimo passa a valer a partir desta quarta-feira em todo o país (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em nota, o Ministério da Economia informou que o aumento do valor da carne nos últimos meses pressionou o crescimento geral nos preços no final do ano, ampliando o percentual de inflação apurado.

"Anteriormente, o governo projetou o salário mínimo de R$ 1.031 por mês para 2020, conforme a Mensagem Modificativa ao Projeto da Lei Orçamentária de 2020 (PLOA-2020). A recente alta do preço da carne pressionou a inflação e, assim, gerou uma expectativa de INPC mais alto, o que está refletido no salário mínimo de 2020. Mas como o valor anunciado ficou acima do patamar anteriormente estimado, será necessária a realização de ajustes orçamentários posteriores, a fim de não comprometer o cumprimento da meta de resultado primário e do teto de gastos definido pela Emenda Constitucional nº 95", informou a pasta.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo.

12 de dezembro de 2019

Acordo com bancários barra abertura de agências aos sábados

Acordo com bancários barra abertura de agências aos sábados

Esta semana banqueiros e bancários assinaram uma complementação ao acordo da categoria, garantindo que as regras atuais de jornada de trabalho serão mantidas até o fim do próximo ano.

A liberação do trabalho aos sábados e o aumento na jornada dos bancários, previstas na Medida Provisória 905, não terá validade até dezembro de 2020. 

Esta semana banqueiros e bancários assinaram uma complementação ao acordo da categoria, garantindo que as regras atuais de jornada de trabalho serão mantidas até o fim do próximo ano.

O aditivo à convenção coletiva prevê que nenhuma mudança na legislação tenha efeito sobre o que está prevista nesse documento. 

A MP foi encaminhada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional no início de novembro, para a criação de um programa de estímulo ao emprego de jovens. 

O texto enviado embutiu também uma reforma trabalhista, com a revogação de diversos pontos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e mudanças nas legislações específicas de profissões.

A presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, coordenadora do comando nacional dos bancários, diz que o aditivo garantiu expressamente a manutenção da jornada de segunda a sexta-feira e com a duração de seis horas.

Além do trabalho aos sábados, o acordo fechado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) também estipulou que o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) continuará sendo negociada com a participação do sindicato.

A proposta do governo liberava a definição desses valores por acordo entre a empresa e uma comissão de empregados, sem a obrigação da presença de um representante sindical.

A possibilidade de os bancos abrirem aos sábados já tinha sido tentada pelo governo na MP da Liberdade Econômica. 

11 de dezembro de 2019

Inflação para família de baixa renda tem alta de 0,54% em novembro

Inflação para família de baixa renda tem alta de 0,54% em novembro

Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou alta de 0,54% para as famílias de renda mais baixa, até R$ 1.643,78 por mês, em novembro. Para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda domiciliar maior que R$ 16.442,40, a alta foi de 0,43% no mesmo mês. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Cerca de 70% da alta inflacionária registrada entre as famílias mais pobres se explica pela variação de preços nos grupos de alimentação e habitação, com reajuste de 8,1% nas carnes e 2,2% nas tarifas de energia elétrica - com a mudança da bandeira tarifária de verde para amarela.

“No caso das famílias mais ricas, embora o reajuste das carnes e da energia também tenha pressionado suas taxas de inflação, o menor peso desses itens em sua cesta de consumo acaba por aliviar seus impactos altistas”, disse o Ipea. Em contrapartida, os aumentos de 0,78% no preço dos combustíveis, de 4,4% nas passagens aéreas e de 24,4% nos jogos lotéricos foram os que mais pressionaram a inflação nas classes mais altas.

No acumulado em 12 meses encerrados em novembro, todos os segmentos de renda tiveram elevação inflacionária, sendo de 3,40% para a faixa de renda muito baixa e de 3,26% para as famílias de renda alta.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado mensalmente, com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

03 de novembro de 2019

Poupança de hoje rende quase metade do que rendia em 2012

Poupança de hoje rende quase metade do que rendia em 2012

Na prática, isso quer dizer que muitos investimentos no futuro terão um retorno negativo, ou seja, o dinheiro vai perder valor

A Selic renovou novamente a sua mínima histórica, com um novo corte de 0,5%. A taxa, usada como base para o cálculo dos investimentos em renda fixa, chegou aos 5%. Para se ter uma ideia do quanto as reduções impactam na renda fixa, o Financista do Canal 1Bilhão, Fabrizio Gueratto, fez um levantamento de como ficam os investimentos com a nova redução. “A poupança teve seu rendimento modificado em 2012, passando para 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano. Porém, quando a taxa Selic está menor que 8,5%, o cálculo da poupança é 70% da taxa Selic do momento, mais TR (Taxa Referencial), que atualmente está em zero. Então, com a Selic em 5%, o rendimento atual da poupança é 3,5% ao ano, ou 0,287% ao mês. Os outros títulos, como LCI, debêntures, CDBs e os RDBs dos bancos digitais são precificados na taxa DI, que é sempre 0,1% abaixo da Selic Meta. O valor também é chamado de Selic Over”, explica.

Fazendo os cálculos podemos encontrar uma diferença grande nos rendimentos do início e do fim do ano. Por exemplo, o ano iniciou com a taxa Selic em 6,5%. Com essa taxa a poupança rendia 4,55% ao mês, 0,4% acima dos 4,15% que os CDBs vão render atualmente com a taxa nos 5%. Isso quer dizer que, se colocados na poupança no começo do ano, R$ 1.000,00 renderiam R$ 45,00. Se você deixar esses mesmos R$ 1.000,00 em uma conta que rende 100% do CDI atualmente, como a maioria dos bancos digitais oferece, no final deste ano você teria 12,5% a menos, ou R$ 40,00. O Tesouro Direto, por exemplo, apresenta um resultado pior ainda. Para cada R$ 1.000,00 investidos, o retorno em 1 ano é de R$ 38,00. “A poupança sempre renderá menos do que o CDI. Porém, o mais importante que o investidor precisa entender é que, o tal do investimento que paga 100% do CDI também hoje é ruim”, diz o Financista.

A previsão da maioria dos analistas do mercado é da que aconteça pelo menos mais uma ou duas reduções, logo, o ciclo de cortes dos juros básicos da economia terminaria em 4%. Com isso, o rendimento do Tesouro Direto, por exemplo, ficaria em 3,03% ao ano. O valor é metade do que renderia a poupança no início do governo Temer. Onde a taxa Selic era 14,25% e o rendimento da poupança 6,17%. Nesse caso, os mesmos R$ 1.000,00 renderiam R$ 61,68 na poupança da época. Com a taxa em 4%, o Tesouro Direto renderia R$ 30,29, ou 3,03% ao ano. As contas digitais, como o das fintechs, não ficam muito diferentes disso. Com a taxa DI em 3,9%, seu rendimento ficaria em R$ 32,31.


“A redução não é só preocupante quando comparada com os rendimentos futuros. A essa taxa a inflação pode chegar muito perto de igualar esses valores. A projeção de inflação do ano que vem, segundo o relatório Focus, é de 3,82%. Esse valor é superior, aos 3,3% de rendimento anual dos CDBs e os 3,03% do Tesouro Selic, quando a taxa de juros bater 4%. Usando esses valores, com R$ 1 mil investido em um CDB, você teria em poder de compra R$ 995,69, ou seja, estaria perdendo dinheiro. O mesmo vale para o Tesouro Selic, que apresentaria o rendimento negativo de R$ 992,07. Na poupança, com essa taxa, você teria perdido 1% do seu investimento, ficando com R$990,00. Na prática, isso quer dizer que muitos investimentos no futuro terão um retorno negativo, ou seja, o dinheiro vai perder valor”, explica o Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira, Fabrizio Gueratto.

O Canal 1Bilhão Educação Financeira leva educação financeira em uma linguagem simples, resumida e disruptiva, para que o investidor aprenda a acumular riquezas, preservar o poder de compra e aumentar a sua rentabilidade com investimentos com alta expectativa de retorno. Fundado pelo jornalista, escritor e palestrante Fabrizio Gueratto, eleito em 2018 com um dos mil paulistanos mais influentes e que atua a mais de 12 anos no mercado informações financeiras. O canal tem como o slogan “investimento não é cassino” e foca em desconstruir na cabeça do brasileiro a ideia de que é preciso acertar sempre o investimento da moda. O planejamento patrimonial de qualquer pessoa, independente da sua classe social deve começar ainda na infância e continuar até o final da vida. Além disso, o conteúdo também revela as pegadinhas que existem dentro do mercado financeiro e como desviar delas.

31 de outubro de 2019

Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para novembro

Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para novembro

Acréscimo na conta será de R$ 4 para cada 100 kWh consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária para o mês de novembro será a vermelha, no patamar 1, quando há um acréscimo de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em outubro, a bandeira foi a amarela, cujo acréscimo na conta é de R$ 1.

De acordo com a agência, a decisão de elevar o patamar da bandeira se deve ao fato de que, apesar de novembro ser o mês de início do período chuvoso nas principais bacias hidrográficas do país, o regime de chuvas está abaixo da média histórica.


"O regime de chuvas regulares nessas regiões tem se revelado significativamente abaixo do padrão histórico. A previsão hidrológica para o mês também aponta vazões afluentes aos principais reservatórios abaixo da média, o que repercute diretamente na capacidade de produção das hidrelétricas, elevando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF)", explicou a Aneel.

A agência disse ainda que nesse cenário aumenta a demanda de acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais alto, o que incide sobre da energia.

Sistema

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

No dia 21 de maio, agência aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento, o acréscimo cobrado na conta pelo acionamento da bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2 da bandeira passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.


Ministro comenta acionamento de bandeira vermelha para energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse hoje (28) que há a uma boa expectativa de chuvas para o próximo verão. Na avaliação do ministro, deve haver recuperação dos reservatórios das usinas hidrelétricas nos próximos meses, apesar da baixa nas precipitações ter levado a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a acionar a bandeira tarifária vermelha. “As expectativas são positivas no sentido do regime de chuvas para o próximo período de verão”, disse ao comentar a alta dos preços da eletricidade após participar da abertura 19º Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar Etanol.

Na última sexta-feira (25), a Aneel informou que a bandeira tarifária para o mês de novembro será a vermelha, no patamar 1, quando há um acréscimo de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em outubro, a bandeira foi a amarela, cujo acréscimo na conta é de R$ 1.

De acordo com a agência, a decisão de elevar o patamar da bandeira se deve ao fato de que, apesar de novembro ser o mês de início do período chuvoso nas principais bacias hidrográficas do país, o regime de chuvas está abaixo da média histórica. Segundo a agência, nesse cenário aumenta a demanda de acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais alto, o que incide sobre da energia.

Albuquerque disse que a decisão foi tomada em cumprimento às normas que regulam o setor. Entretanto, é esperada uma melhora nos próximos meses. “As expectativas hidrológicas são até positivas, mas nós trabalhamos com fatos. O fato é que nos últimos dois meses não houve um regime de chuvas onde ficam os reservatórios. Então, como nós estamos cumprindo a norma, [adotamos] a bandeira vermelha”, ressaltou.

09 de outubro de 2019

Receita libera consulta ao quinto lote de restituição do IR

Receita libera consulta ao quinto lote de restituição do IR

O crédito bancário para 2.703.715 contribuintes será realizado no dia 15 de outubro, totalizando R$ 3,5 bilhões.

Está disponível para consulta o quinto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física  (IRPF) 2019. O lote de restituição inclui também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018

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O crédito bancário para 2.703.715 contribuintes será realizado no dia 15 de outubro, totalizando R$ 3,5 bilhões. Desse total, R$180.177.859,42 referem-se ao quantitativo de contribuintes com preferência: 4.848 contribuintes idosos acima de 80 anos, 32.634 contribuintes entre 60 e 79 anos, 4.281 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave, e 17.056 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com o aplicativo, será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre a liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

26 de setembro de 2019

Pesquisa do IBGE traz Piauí como 3º maior produtor de mel do Brasil

Pesquisa do IBGE traz Piauí como 3º maior produtor de mel do Brasil

Pesquisa também traz números referentes a criação bovina e caprina do estado. Picos lidera produção de mel do estado seguida de Simplício Mendes.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados da Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal 2018 (PPPM), que fornece informações sobre as atividades pecuárias existente nos municípios do Brasil referente ao ano de 2018.

No Piauí o destaque desta edição ficou para a produção de mel de abelha, que alcançou a maior produção da história atingindo cerca de 5.224.833 Kg, o que representa 12,3% da produção nacional

Os números colocam o Piauí como o terceiro maior estado produtor de mel do Brasil ficando atrás apenas dos estados do Rio Grande do Sul (15,2%) e do Paraná (14,9%). O resultado de 2018 segue a tendência de crescimento registrada pelo IBGE. Do ano de 2017 para 2018 verificou-se um aumento da produção de mel no Piauí em cerca de 820 mil quilos, o equivalente a 18,62%.

O município de Picos lidera a produção do estado, com 457.815 quilos, o equivalente a 8,76% da produção total do Estado, seguido de Simplício Mendes, com 397.818 quilos.

Municípios do piauí que mais produziram mel no ano de 2018. (Foto: reprodução IBGE)

No retrospecto dos últimos dez anos (2009 a 2018), o crescimento foi um pouco maior, de cerca de 22,13%, tendo passado de 4.278.146 quilos em 2009 para 5.224.833 quilos em 2018, o equivalente a um aumento da produção de mel em aproximadamente 950 mil quilos.

Apesar do crescimento, a produção de mel no Piauí , entretanto, sofre com a interferência climática, dependendo sobremaneira de um bom período de chuvas o que permite uma boa floração para que as abelhas possam atuar na fabricação do mel .  

O relatório do IBGE mostra em um gráfico que nos anos de seca intensa a produção caiu e recuperou-se bem nos anos com um bom nível de chuva.


Além do mel, o relatório do instituto também traz os dados referentes aos rebanhos bovino e caprino. Em 2018 o Piauí encerrou o ano com um efetivo de rebanho bovino da ordem de 1,46 milhão de unidades, o equivalente a cerca de 0,69% do total do país, o que coloca o Estado na 19ª posição dentre as unidades da Federação.

O município do Piauí com o maior efetivo bovino em 2018 foi Parnaguá, que contava com 42.739 cabeças, 2,92% do total do Estado, seguido de Corrente, com 30.258 cabeças, o equivalente a 2,07% do total.

O maior efetivo bovino do país estava no Estado do Mato Grosso, que detinha 30,19 milhões de unidades, representando 14,14% do total.

Na análise comparativa dos dez últimos anos (2009 a 2018) houve queda de 12,95% no efetivo bovino do Estado, o equivalente a uma diminuição do rebanho em cerca de 218 mil cabeças no período.

As dificuldades que essa atividade apresenta para os pequenos e médios produtores é o principal fator da queda, já que exige custos elevados de manutenção, bem como decorrentes das constantes estiagens que assolam o Estado.

Na produção de caprinos o Piauí encerrou 2018 com 1,83 milhão de cabeças de caprinos, o equivalente a 17% do total do rebanho do país, o que coloca o Estado na quarta posição dentre os Estados. O maior rebanho caprino do Brasil está na Bahia, com 3,2 milhões de cabeças, quase um terço do efetivo total do país.

O município do Piauí com o maior efetivo caprino em 2018 foi Dom Inocêncio, que contava com 82.387 cabeças, 4,49% do total do Estado, seguido de São Raimundo Nonato, com 45.518 cabeças, o equivalente a 2,48% do total.

De 2017 para 2018 verificou-se um pequeno aumento do rebanho caprino no Piauí em cerca de 23 mil cabeças, o equivalente a 1,3%. 

Contudo, numa série histórica dos últimos dez anos (2009 a 2018), temos que o crescimento foi bem mais relevante, de cerca de 32%, tendo passado de 1,38 milhão de cabeças em 2009 para 1,84 milhão de cabeças em 2018, o equivalente a um aumento do rebanho em cerca de 446 mil unidades, motivada pela substituição da criação de animais de grande porte pela de animais de médio porte.


17 de setembro de 2019

Confira detalhes e preços no novo Hyundai HB20 2020

Confira detalhes e preços no novo Hyundai HB20 2020

Montadora divulgou nesta segunda nova geração do carro popular. Veja tabela de preços de alguns modelos.

Foi revelada nesta segunda-feira (17) a nova geração da linha Hyunday HB20.

marca Hyundai  apresentou de uma só vez os modelos hatch, sedã (HB20S) e aventureiro (HB20X). 

O carro traz várias inovações nesta nova versão, como alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência a até 50 km/h e alerta de mudança de faixa, itens inéditos na categoria de hatches compactos.

Nova linha Hyundai HB20 2020 é divulgada pela montadora. (Foto: Divulgação)

Os preços podem ser conferidos abaixo:

Veja preços da linha HB20 2020: 

+ HB20 Sense 1.0: R$ 46.490 

Ar-condicionado, direção elétrica, volante multifuncional com comandos de som e Bluetooth, vidros elétricos dianteiros, painel de instrumentos analógico, ganchos para fixação de cadeirinhas Isofix, banco do motorista com regulagem de altura e calotas aro 14. 

+ HB20 Vision 1.0: R$ 48.990 (sem multimídia) / R$ 50.490 

Todos os itens da versão Sense mais espelhos retrovisores elétricos, central multimídia com tela tátil de 8 polegadas, entrada USB para carregamento rápido de smartphones, chave do tipo canivete, alarme, vidros elétricos nas quatro portas, maçanetas externas e retrovisores externos na cor da carroceria, porta-objetos com tampa deslizante. 

+ HB20 Evolution 1.0: R$ 53.790 

Todos os itens da versão Vision mais rodas de liga leve de 15 polegadas, vidros elétricos nas quatro portas, ar-condicionado digital, sensores de estacionamento traseiros, controles de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampas, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, painel digital e grade dianteira cromada. 

+ HB20 Vision 1.6: R$ 57.990 (MT) / R$ 62.790 

Todos os itens da versão Vision mais assistente de partida em rampas, piloto automático com limitador de velocidade, apoio de braço central para o motorista. 

12 de setembro de 2019

CPMF pesaria mais no bolso da população de baixa renda, diz economista

CPMF pesaria mais no bolso da população de baixa renda, diz economista

Economista explica ainda que retorno do imposto gera desestímulo do uso das instituições financeiras e insegurança.

Assunto recente no noticiário nacional, a possível volta do imposto CPMF (Contribuição Permanente sobre Movimentação Financeira) tem causado dúvidas e receio em muitas pessoas que utilizam diariamente os serviços bancários

Em entrevista ao O Dia News, da ODiaTV, nesta quinta-feira (12), a economista Renata Borges explicou alguns pontos que devem ser considerados sobre a possível volta do imposto .

De acordo com a economista, a volta do imposto traria maior peso para as pessoas de baixa renda, que gastam seu dinheiro mais em relações de consumo do que em renda e por se tratar de um imposto regressivo. As consequências práticas vão desde o desestímulo de uso do sistema financeiro, já que o imposto seria cobrado a cada transação bancária, até o aumento da sonegação.


"Esse imposto sobre as transações financeiras acaba criando um imposto que a gente chama de regressivo, que é mais prejudicial pra população de baixa renda, já que ela acaba gastando a maioria de sua renda em consumo e não em poupança. Então quem ia mais sentir era a população carente", afirma Renata.

O imposto, que segundo Renata tem um custo político, acaba afetando não somente a população comum, como também toda cadeia produtiva do país.

Na esfera industrial a economista explica que o impacto geraria a verticalização para aquisição de insumos próprios e deixaria de contratar os fornecedores externos, reduzindo o fluxo de capital entre as empresas. 

"Ela [indústria] passaria a não contratar mais os fornecedores externos, passaria a produzir seus próprios insumos, suas próprias necessidades, e essa verticalização da industria causa o efeito que a gente chama de ineficiente pra sociedade como um todo, porque a economia acaba se tornando ineficiente", explica a economista.


Economista Renata Borges em entrevista ao Em Dia News da TV O Dia. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Mesmo com o incentivo que traria para o sistema financeiro, a alíquota de 0,4% ainda não corresponderia às expectativas do Governo. A economista explica que para suprir a demanda que o governo espera a alíquota giraria em torno de 0,5%. 

Com a cobrança do imposto , a tendência é que muitas pessoas preferiram guardar dinheiro em casa do que deixar nos bancos o que traz como consequência a insegurança, já que o aumento do fluxo poderia atrair mais índices de criminalidade. Em nível internacional, a economista explica que o imposto não é bem visto. 

"A gente vai ver a adoção desse imposto na Argentina, que chega a 1,2%, na Venezuela, que chega a 2%. Então não é um imposto que tem boa prática internacional", finaliza Renata.

06 de setembro de 2019

Empresas assinam contrato de concessão de aeroportos leiloados

Empresas assinam contrato de concessão de aeroportos leiloados

Segundo o Governo Federal, no total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,398 bilhões

As vencedoras da 5ª rodada de leilão de aeroportos realizaram nesta sexta (6) a assinatura simbólica dos contratos de concessão com o Ministério da Infraestrutura e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao todo foram três empresas e a cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto. 

O leilão ocorreu em 15 de março, na B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), em São Paulo, e superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram  R$ 2,398 bilhões. O terminal de Teresina ficou de fora desta rodada de leilões .

“Esse resultado extraordinário significa confiança. Isso mostra que o investidor confia no Brasil, confia na política econômica, confia na direção que está sendo dada, na direção liberal, confia que nós estamos no caminho correto”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro destacou que essa confiança vem sendo recuperada com as ações dos seus 22 ministros em diversas áreas. 

“Sem confiança nada pode ser materializado. E as ações do ministro Tarcísio ao longo desses meses de governo tem, sim, nos projetado dentro e fora do Brasil. Ficamos felizes com a confiança dos empresários”, disse Bolsonaro. 


Aeroportos terão nova gestão após assinatura dos contratos de concessão. Foto: Divulgação/Infraero

“O trabalho do Ministério da Infraestrutura tem nos ajudado muito. Sem infraestrutura a economia não tem como ir para frente”, completou.

Foram concedidos 12 aeroportos, divididos em três blocos, nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos, na ampliação e manutenção dos aeroportos.

“Há uma série de obrigações em termos de segurança, de conforto de terminal, de velocidade de operação, investimentos em pista e pátio. Há uma série de investimentos obrigatórios previsto e alguns que são demandados por gatilho. A partir do momento que demanda cresce, para manter o padrão de prestação de serviço, o investimento passa a ser requerido”, explicou Freitas.

Redução de tarifas

De acordo com o ministro, o conjunto de movimentos que vem sendo realizado vai levar ao aumento da concorrência e, para ele, só a concorrência vai reduzir o preço das passagens aéreas. Freitas citou a abertura do capital estrangeiro nas companhias de aviação; a manutenção do pagamento para o despacho de bagagens, que, segundo ele, incentiva as empresas low cost; a redução em alguns estados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação; os acordos de céu aberto que estão sendo firmados com outros países; e as próprias concessões, com a entrada de operadores estrangeiros e maior busca por voos e destinos.

“E quando a gente junta todos esses fatores com investimento pesado na infraestrutura, a gente só pode esperar crescimento vigoroso do setor no Brasil, que vai proporcionar mais competição, mais oportunidades para o usuário e isso vai ter um reflexo nas tarifas, que hoje é um anseio dos consumidores”, disse Freitas.

Terminais concedidos

Juntos, os terminais concedidos recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação.

O bloco do Nordeste, formado pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande, ambos na Paraíba; do Recife, em Pernambuco; de Maceió, em Alagoas; de Aracaju, em Sergipe; e de Juazeiro do Norte, no Ceará, foi arrematado pelo grupo espanhol Aena Desarrollo Internacional, que pagou R$ 1,917 bilhão, um ágio de 1.010% .

A empresa suíça Zurich Airport Latin America venceu o leilão do bloco Sudeste, com pagamento de R$ 441 milhões, ágio de 830%. O bloco é formado pelos terminais de Macaé, no Rio de Janeiro, e de Vitória, no Espírito Santo.

O bloco Centro-Oeste, formado pelos aeroportos de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta, em Mato Grosso, foi concedido ao Consórcio Aeroeste por R$ 40,4 milhões, um ágio de 4.739%. O consórcio é formado pelas empresas brasileiras Socicam Terminais Rodoviários e Sinart-Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário.

Novos leilões

De acordo com o ministro Tarcísio de Freitas, já estão previstas a 6ª e 7ª rodada de leilões de aeroportos da Infraero, que incluem aeroportos localizados em todas as cinco regiões brasileiras. A 6ª deve acontecer em outubro de 2020, com três blocos, que inclui aeroportos na Amazônia, de Goiânia (GO), no Nordeste e aeroportos importantes no Sul, como Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A 7ª rodada está prevista  para até o início de 2022, também com três blocos importantes de aeroportos, que incluem os terminais de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Com isso, todos os aeroportos operados pela Infraero estarão concedidos e a empresa vai se dedicar a terminais regionais, junto com estados e municípios. 

“A empresa está sendo revocacionada. Ela tem feito alguns convênios para gestão de aeroportos regionais. Ela vai emprestando seus conhecimentos e capacidade técnica no desenvolvimento da aviação regional, que vai compor essa malha aérea e vai ajudar a alimentar esses aeroportos maiores”, explicou o ministro.