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Notícias Economia

22 de março de 2019

Justiça libera R$ 7,2 bilhões para pagar atrasados do INSS

Justiça libera R$ 7,2 bilhões para pagar atrasados do INSS

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões em todo o país, que vão beneficiar 144.190 segurados ganhadores de 124.629 processos.

Mais segurados que venceram o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na Justiça, após ação de concessão ou revisão de benefícios, vão receber os atrasados neste mês de março.

O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou nesta quinta-feira (21) a verba para quitar os precatórios e as RPVs (Requisições de Pequeno Valor). Os precatórios saem apenas uma vez por ano. Já as RPVs são pagas todos os meses.

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões em todo o país, que vão beneficiar 144.190 segurados ganhadores de 124.629 processos. Em geral, são ações que discutem direito a aposentadoria, pensões e auxílios.

Desse total, R$ 6,2 bilhões são para os precatórios previdenciários e vão cair na conta de 66.244 segurados. O restante (R$ 1 bilhão) será pago para 77.946 beneficiários, que vão receber por meio de RPV.

Os segurados de São Paulo e Mato Grosso do Sul têm o dinheiro depositada pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) em contas abertas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. A estimativa do tribunal é encerrar os pagamentos até o final da semana que vem.

Para esses beneficiários, o valor total dos precatórios é de R$ 2,1 bilhões, destinados a quitar as contas com 16.794 segurados. No caso das RPVs, serão pagos, ao todo, R$ 221,6 milhões para 13.592 vencedores de 12.058 ações contra o INSS.

Para saber se vai receber os valores, o segurado deve fazer a consulta no site www.trf3.jus.br. 

Os precatórios pagos neste lote foram liberados pelo juiz entre os dias 1º de julho de 2017 e 2 de julho de 2018. Eles têm valor maior do que 60 salários mínimos. No caso das RPVs, que são de até 60 mínimos, o dinheiro foi autuado em fevereiro.

Preços dos remédios devem subir até 4,3%, anuncia indústria farmacêutica

Preços dos remédios devem subir até 4,3%, anuncia indústria farmacêutica

O índice ainda não está confirmado, informou o Ministério da Saúde. Dificilmente, porém, a estimativa da indústria apresentará discordância em relação ao valor oficial.

Os preços dos medicamentos poderão ser reajustados em até 4,33% a partir de 31 de março, segundo estimativa do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). O aumento está acima da inflação oficial de 2018, que fechou o ano em 3,75%, conforme apurado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O valor antecipado pela indústria é apurado com base em critérios de reajustes divulgados pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O índice ainda não está confirmado, informou o Ministério da Saúde. Dificilmente, porém, a estimativa da indústria apresentará discordância em relação ao valor oficial.

A diferença entre o aumento geral do custo de vida e o reajuste autorizado está relacionado a questões específicas do mercado de medicamentos, de acordo com o representante da indústria.

O presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini, considera que o índice deste ano deverá repor os custos do ano passado, quando a alta do dólar encareceu a atividade do setor farmacêutico. "Em razão da alta concorrência, provavelmente os valores não serão repassados de maneira integral no varejo."

O sindicato ainda argumenta que a inflação dos medicamentos fechou o ano passado em 1,63%, abaixo, portanto, do índice de reajuste autorizado pelo governo para 2018, que foi de 2,43%, na média.

O índice de reajuste de 2019 deverá valer para todos os grupos de medicamentos, prevê o sindicato. Na maioria dos anos anteriores, o governo estabeleceu três diferentes percentuais, sendo o maior aplicado aos produtos mais ofertados no mercado.

A adoção de três faixas para ajustar os preços depende do índice de produtividade do setor, conforme o padrão estabelecido pela Cmed. Como a produtividade apurada foi zero, o índice de reajuste deve ser linear. O Ministério da Saúde não confirma a adoção do índice único.

O aumento de 4,33% foi calculado com base na inflação, da qual foi descontada a produtividade da indústria farmacêutica e à qual foram somados os custos de produção não captados pelo IPCA, como a variação cambial e os insumos.

BNDES seleciona 79 projetos inovadores para desenvolvimento

BNDES seleciona 79 projetos inovadores para desenvolvimento

Iniciativa pretende dar musculatura a empreendedores e empresas, para que elas possam gerar novos negócios por meio de desenvolvimento de modelos focados na atração de potenciais investidores e clientes.

Setenta e nove projetos inovadores de diferentes segmentos da economia foram escolhidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que sejam executados, a partir de abril, dentro do Programa BNDES Garagem.

Desse total, 49 se encaixam no módulo criação, voltado para apoiar equipes de empreendedores com propostas de negócios inovadores, e 30 no módulo aceleração, destinado a “startups” (empresas emergentes que desenvolvem produtos ou serviços inovadores, com potencial de rápido de crescimento) já em operação.

Os nomes dos projetos foram anunciados pelo BNDES e podem ser acessados neste endereço eletrônico.

A primeira edição do programa é promovida em parceria pelo banco com a Wayra, hub (lugar ou forma de conectividade) de inovação aberta pela Vivo no Brasil e Telefônica no mundo, e a Liga Ventures, primeira aceleradora focada em conectar “startups” e grandes corporações do Brasil, informou o banco.

A iniciativa do BNDES pretende dar musculatura a empreendedores e empresas, para que elas possam gerar novos negócios por meio de desenvolvimento de modelos focados na atração de potenciais investidores e clientes.

Temas de interesse

Nessa primeira fase do programa, foram inscritos mais de cinco mil projetos oriundos de todas as regiões brasileiras.

Os programas selecionados abrangem  temas de interesse apontados pelo BNDES, que são saúde e bem-estar, sustentabilidade social e ambiental, economia criativa, segurança, soluções financeiras (Fintechs), educação, IoT (Internet das Coisas) e Blockchain (tecnologia de registro distribuído), além de outros importantes setores da economia.

Critérios como oportunidade de negócio, características e tamanho do mercado, consistência e potencial de escala do modelo de negócio foram determinantes para a seleção dos projetos.

Segundo o BNDES, os projetos escolhidos serão acompanhados por profissionais e contarão com estrutura física, apoio tecnológico, administrativo, jurídico, contábil e de comunicação.

“A extraordinária resposta à chamada feita pelo BNDES Garagem evidencia a extensão e o dinamismo do ecossistema de inovação, especialmente digital, no Brasil”, informou o banco.

Acrescentou que “o acesso a novas ideias e a formas inovadoras de trabalhar são importantes ingredientes para o aumento da produtividade das empresas brasileiras e a expansão dos tipos de produtos e serviços que elas podem oferecer”. O BNDES quer construir possibilidades de parcerias, para permitir ao setor privado investir em startups e no desenvolvimento de soluções para suas respectivas necessidades.

O programa BNDES Garagem Aceleração terá duração de seis meses, estendendo-se de 8 de abril a 27 de setembro deste ano, enquanto o BNDES Garagem Criação vai de 8 de maio a 27 de setembro.

Governo leiloa nesta sexta quatro áreas portuárias

Governo leiloa nesta sexta quatro áreas portuárias

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, disse que o critério para julgamento dos arrendamentos portuários será o de maior valor de outorga.

O governo vai leiloar quatro áreas portuárias hoje (22), a partir das 10h, na Bolsa de Valores de São Paulo: três em Cabedelo (PB) e uma em Vitória (ES). Os investimentos previstos nos quatro terminais são de R$ 199 milhões. O leilão faz parte dos planos do governo federal de promover 23 concessões, incluindo portos, aeroportos e ferrovia, dentro dos primeiros 100 dias da gestão.

O valor mínimo de outorga começará em R$ 1. Valor que, segundo o Ministério de Infraestrutura, justifica-se no interesse do governo federal de promover investimentos, melhorar prestação dos serviços dos portos e reduzir custos logísticos.

O valor mínimo de outorga começará em R$ 1 (Foto: Divulgação)

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, disse que o critério para julgamento dos arrendamentos portuários será o de maior valor de outorga, ou seja, maior lance pelas áreas, em reais.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, estará presente. Anteriormente, ao anunciar o leilão, o ministério informou que as quatro áreas são destinadas à movimentação e armazenagem de granéis líquidos (combustíveis).

Avaliações

Para Tarcísio Gomes de Freitas, o modelo levará à dinamização do setor portuário. “O setor privado quer investir no Brasil, quer investir no setor e terá no ministério um parceiro do empreendedorismo. Nosso foco principal de atuação é a transferência de ativos para a iniciativa privada”, disse.

De acordo com o ministério, as três áreas que serão concedidas são classificadas como brownfield – regiões já existentes que vão receber melhorias operacionais com contratos mais modernos e eficientes.

O prazo de arrendamento é de 25 anos. A AI-01 tem 18.275 metros quadrados de extensão, e serão exigidas pelo menos 19 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem.

A área AE-10 tem 18.344 metros quadrados, e a previsão de investimento é de R$ 36,5 milhões. Para o atendimento da capacidade estática de armazenagem, estão previstos investimentos em tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação) e de uma estação de descarga e de carregamento.

A área AE-11 tem 20.465 metros quadrados e apresenta capacidade estática de 12.962 metros quadrados, com previsão de aumento para 31.288. Estão previstos investimentos de tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação), de uma estação de descarga e de uma estação de carregamento. A previsão de investimentos é da ordem de R$ 35 milhões.

O terminal VIX30, localizado no Porto de Vitória (ES), é um projeto greenfield, uma área nova, sem estrutura física, com prazo de arrendamento de 25 anos. A previsão de investimento é de R$ 128 milhões. A área a ser arrendada tem aproximadamente 74 mil metros quadrados e serve para movimentação de granéis líquidos (combustíveis).

21 de março de 2019

Jovens têm menos chance de contratação e mais de demitissão

Jovens têm menos chance de contratação e mais de demitissão

No trimestre (móvel) formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%.

O mercado de trabalho é mais severo com as pessoas de 18 a 24 anos. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os jovens enfrentam mais dificuldades para conseguir trabalho e, quando empregados, são os mais vulneráveis à demissão.

“A probabilidade de o jovem estando desempregado conseguir emprego é menor do que os outros trabalhadores. E uma vez empregado, a probabilidade de ele ser demitido é muito maior do que a dos outros trabalhadores. É uma conjuntura muito ruim para os jovens”, analisa a diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras.

Entre as pessoas de 18 a 24 anos, houve retração de 1,3% na taxa de ocupação no trimestre móvel (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

De acordo com a Carta de Conjuntura publicada pelo instituto nesta nessa quarta-feira (20), o crescimento da população ocupada perdeu ritmo ao longo de 2018 e na passagem do ano. O estudo é feito com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre (móvel) formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento e sim, retração de 1,3%.

Segundo Andreia Lameiras, os jovens são mais penalizados porque têm menor experiência profissional e podem demandar mais treinamento para ingressar no trabalho. “Quando a economia está em crise, e uma empresa vai dispensar trabalhadores, [o empresário] acaba por afastar aqueles que julga que a saída irá impactar menos na produtividade”. Além disso, “sempre pesa o fato de que os mais jovens não são chefes de família”, lembrou a diretora.

Lameiras ressalta que mesmo no mercado informal e no trabalho por conta própria, os mais jovens desempregados têm mais dificuldades de ingresso. Assim, agrava-se a possibilidade de que desistam de procurar trabalho, mantenham-se como dependentes, e ingressem no contingente de “desalentados”. Em janeiro, a taxa de pessoas desalentadas (todas as idades) teve alta de 6,7% na comparação com o ano anterior.

Nota do Ipea acrescenta que a lenta recuperação do mercado de trabalho, com regressão da ocupação entre os mais jovens, “vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho”.

De acordo com o Ipea, a Pnad do IBGE registrou cerca de 16 milhões de casas sem renda proveniente do trabalho no último trimestre de 2018, “o que equivale a 22,2% das quase 72 milhões de residências no país”. No mesmo período de 2017, a proporção era de 21,5%. Antes da recessão [final de 2013], o percentual era de 18,6%.

Federações empresariais apoiam decisão do BC sobre taxa Selic

Federações empresariais apoiam decisão do BC sobre taxa Selic

A Força Sindical considera a taxa ainda alta e diz que isso vai prejudicar a geração de empregos.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou apoio à manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano, o menor nível desde 1986.

Para a entidade, “diante do cenário de ainda elevada ociosidade no mercado de trabalho e na capacidade instalada, assim como inflação e expectativas inflacionárias alinhadas dentro da meta determinada, a manutenção da taxa de juros em patamar historicamente baixo segue adequada”.

A entidade indicou que, para o país manter um crescimento econômico por longos períodos, com juros baixos e inflação na meta, é necessário que haja o equilíbrio das contas públicas. “Por isso, a aprovação da reforma da Previdência é tão importante. Trata-se do primeiro passo na direção do crescimento econômico sustentável do país”, afirmou a Firjan, em nota.

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a manutenção dos juros é positiva. “A medida foi acertada e demonstra que a instituição é independente do governo, é um órgão do Estado”, afirmou a entidade em nota.

Banco Central manteve taxa de juros (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

“Conforme a federação havia previsto, a manutenção é justificada pela inflação mais controlada, mas, por outro lado, sem espaço para redução de juros no ambiente de câmbio ainda volátil e restando muitas incertezas políticas”, completou.

A expectativa da federação é que, no médio prazo e com as reformas aprovadas, o país passe por um ajuste fiscal, com queda de juros e recuperação do emprego, renda, consumo e produção. Para a federação, isso deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Redução

A Força Sindical considera a taxa ainda alta e diz que isso vai prejudicar a geração de empregos. Em nota assinada por seu presidente, Miguel Torres, a central criticou o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central.

“O Banco Central perdeu uma ótima oportunidade para promover uma drástica redução na taxa básica de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país. Ou seja: mais uma vez o Banco Central frustra os anseios dos trabalhadores”, diz Torres.

Segundo ele, os juros altos “sangram o país e inviabilizam o desenvolvimento”. “Geração de empregos com mais renda, transporte de qualidade e moradias dignas só serão possíveis com juros em patamares baixos”, escreve Torres.

20 de março de 2019

Comissão de Ética cobra time de Guedes por vínculos com empresas de TI

Comissão de Ética cobra time de Guedes por vínculos com empresas de TI

Decisão foi tomada por unanimidade na terça-feira (12), após o jornal Folha de S.Paulo noticiar que os principais cargos da equipe foram ocupados por sócios de empresas de TI e informática.

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu cobrar explicações de integrantes do time digital montado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre seus vínculos com empresas de tecnologia da informação (TI) e informática.

A decisão foi tomada por unanimidade na terça-feira (12), após o jornal Folha de S.Paulo noticiar que os principais cargos da equipe foram ocupados por sócios de empresas desses dois setores, potenciais interessadas nas políticas públicas da pasta.

Em 2018, os gastos do governo federal com TI foram de R$ 8,4 bilhões.

A Comissão de Ética pretende obter informações dos nomeados para avaliar possíveis situações de conflito do interesse público com o privado.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o secretário de Governo Digital, Luís Felipe Salin Monteiro, um dos principais nomes do projeto de desburocratização do governo, tem participação na LFM Tecnologia e Desenvolvimento de Sistemas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

As principais atividades da empresa são a criação de programas sob encomenda e a prestação de serviços de consultoria em TI.

A empresa foi criada em 2005 e consta como ativa nos registros da Receita Federal. O secretário sustenta, no entanto, que a firma está inoperante e não tem contratos com o governo federal.

Cabe à secretaria de Monteiro planejar, por exemplo, a digitalização de serviços públicos e a criação de um documento de identidade único, no celular, para os brasileiros.

Segundo pessoas do governo, essa missão passa pela definição de custos, softwares e tecnologias a serem implementados.

Uma das premissas do governo Bolsonaro é não usar softwares livres (programas de computador que podem ser operados, modificados e copiados gratuitamente), recorrendo àqueles oferecidos por empresas privadas, nos casos em que entenda que o custo-benefício para o Executivo será maior.

Nova presidente da Dataprev, empresa de soluções tecnológicas para a execução das políticas sociais do governo, Christiane Almeida Edington é sócia da Edington Estratégia e Consultoria de Negócios.

A empresa presta serviços de TI e avaliação de gestão de negócios. Foi criada em 2016 e, até o início de fevereiro, tinha Christiane como administradora.

Ela alega que a empresa não trabalha para governos e não informa quais são os outros clientes, justificando que os contratos são confidenciais.

Marido de Christiane e seu sócio na Edington Estratégia, Luís Carlos Tourinho Edington é dono da Newcom World Comércio e Serviços.

Segundo a Receita, a empresa comercializa equipamentos de informática, telefonia e comunicação, além de fazer manutenção e serviços de TI.

A legislação brasileira não proíbe que integrantes do governo sejam sócios de empresas privadas, desde que não exerçam funções administrativas e gerenciais. Barra, porém, situações que configurem conflito de interesse. É papel da Comissão de Ética avaliar caso a caso se há irregularidade.

Para comandar a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, o ministro Guedes escolheu o advogado Paulo Uebel, ex-secretário de Gestão da Prefeitura de São Paulo no governo do tucano João Doria (janeiro de 2017 a abril de 2018).

Ele era sócio e executivo do grupo Webforce, espécie de incubadora que cria, desenvolve e negocia empresas, inclusive de TI.

No período em que esteve no grupo, entre agosto de 2018 e janeiro, Uebel foi responsável pela montagem de um fundo de investimentos em empresas desse setor.

O desligamento se deu entre dezembro e janeiro, para assumir o cargo, a convite do ministro.

Para a presidência do Serpro, a empresa de TI do governo, Uebel indicou a Guedes Caio Mário Paes de Andrade, fundador, ex-executivo e também sócio de empresas da Webforce.

Andrade também se afastou da maioria das empresas do grupo, mas ainda tinha, até o início de março, participação na Webforce Empreendimentos e Participações Ltda.

O Ministério da Economia afirma que os profissionais já apresentaram, logo após suas nomeações, declarações confidenciais de informações à Comissão de Ética, o que evidencia que "tiveram o máximo cuidado de dar a máxima clareza às situações de potencial conflito de interesses".

A pasta explica que houve análise da Casa Civil quanto ao preenchimento dos cargos. E argumenta que as empresas que são ou foram ligadas até recentemente aos quatro gestores não têm contratos com o setor público federal.

"Todos [os gestores] foram selecionados e escolhidos com base nos seus méritos profissionais e na capacidade de gerar resultados positivos para as organizações em que trabalham", afirmou a pasta em nota enviada à reportagem.

"[Eles] Deverão atuar de maneira profissional, eticamente correta e respeitando todas as normas legais, sempre de maneira transparente e prestando contas. Deverão, também, evitar qualquer ação ou medida que possa gerar conflito de interesses."

PIB brasileiro cresceu 0,3% de dezembro para janeiro, diz FGV

PIB brasileiro cresceu 0,3% de dezembro para janeiro, diz FGV

Na comparação com janeiro de 2018, a alta chegou a 1,1%. Também houve crescimentos de 0,2% no trimestre encerrado em janeiro.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, começou o ano em alta, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o Monitor do PIB, da FGV, o Produto Interno Bruto cresceu 0,3% de dezembro de 2018 para janeiro deste ano.

Na comparação com janeiro de 2018, a alta chegou a 1,1%. Também houve crescimentos de 0,2% no trimestre encerrado em janeiro, na comparação com o trimestre encerrado em outubro do ano passado, de 0,7% na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2018. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1%.

Na comparação com janeiro de 2018, a alta chegou a 1,1% (Foto: Agência Brasil)

Na passagem de dezembro para janeiro, três grandes setores produtivos tiveram alta: agropecuária (4,8%), serviços (0,7%) e indústria (0,2%). Entre os serviços, os principais destaques foram outros serviços (1%) e serviços imobiliários (0,9%). Na indústria, o único segmento com alta foi o de geração de eletricidade (1,5%).

Sob a ótica da demanda, o consumo dos governos cresceu 3,6% e o consumo das famílias, 0,7%. A formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, por outro lado, caíram 1,8%. As exportações cresceram 10,7% e as importações, 9,3%.

Na comparação do trimestre encerrado em janeiro com o trimestre encerrado em outubro de 2018, a alta de 0,2% foi puxada pelos setores agropecuário (1,9%) e de serviços (0,3%). A indústria recuou 0,4%.

Sob a ótica da demanda, tiveram alta os consumos das famílias (0,4%) e dos governos (1,5%). Os investimentos recuaram 2,5%. As exportações cresceram 8,4%, enquanto as importações recuaram 0,1%.

GM anuncia investimentos de R$ 10 bilhões em São Paulo

GM anuncia investimentos de R$ 10 bilhões em São Paulo

A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação.

A montadora General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (19) que vai investir R$ 10 bilhões em duas fábricas do estado de São Paulo. Segundo o presidente da empresa na América do Sul da empresa, Carlos Zarlenga, os recursos serão usados para lançar novos produtos nas unidades de São José dos Campos, no interior do estado, e em São Caetano do Sul, na região do grande ABC.

A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação. O anúncio foi feito no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, ao lado do governador, João Doria.

Fábrica da General Motors em Gravataí, Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação)

Com os investimentos, a GM poderá se beneficiar dos incentivos fiscais concedidos pelo governo de São Paulo às montadoras que ampliarem os negócios no estado. No último dia 8, Doria concedeu descontos de até 25% no valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas que apresentarem planos de construção ou ampliação de plantas industriais em valores superiores a R$ 1 bilhão. Para se beneficiarem das reduções tributárias, as companhias precisam ainda gerar pelo menos 400 novos postos de trabalho.

Doria afirmou que a ampliação das fábricas no estado são resultado de uma negociação iniciada com a GM no final do ano passado. Segundo o governador, na ocasião, a montadora o informou, como candidato eleito, que pretendia fechar as unidades de São José e São Caetano. Assim, ainda na fase de transição de governo, começaram as conversas para oferecer as condições para que a montadora mantivesse os negócios no estado.

A GM não deu, no entanto, detalhes sobre como os recursos serão aplicados ou quais são os valores destinados a cada uma das unidades. “Não estamos divulgando o número específico. Mas são investimentos muito significativos nas duas fábricas”, afirmou Carlos Zarlenga.

Segundo o presidente para América do Sul da empresa, foi feita ainda uma intensa negociação com os principais fornecedores. “Muitos segurando [os repasses da] inflação e outros dando até redução de preços”, disse, sobre as condições que foram conseguidas para garantir novos contratos de longo prazo.

A estimativa é que a montadora, além dos 15 mil funcionários, seja responsável por 50 mil empregos indiretos em todo o estado. Para o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, a ampliação das fábricas são uma vitória na “competição mundial por investimentos”. “Estamos aqui impulsionando toda a economia brasileira”, disse.

Ford

O governo estadual não conseguiu, entretanto, reverter a decisão da Ford de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo, deixando o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, não serão mais de comercializadas as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. A planta de São Bernardo será desativada no decorrer deste ano.

Doria disse que está buscando um comprador para a unidade de forma a manter os cerca de 4 mil empregos. Até o momento, o governador disse que foram recebidas três propostas que aproveitariam a estrutura e manteriam os trabalhadores.

19 de março de 2019

Abertura comercial do país deve ser lenta, gradual e segura, diz Mourão

Abertura comercial do país deve ser lenta, gradual e segura, diz Mourão

Em palestra a empresários e industriais, Mourão observou que se a abertura comercial for feita sem antes ser aprovada uma reforma tributária, haverá um "massacre" na produção nacional.

 O presidente interino, Hamilton Mourão, defendeu nesta terça-feira (19) que a abertura comercial do país deve ser "lenta, gradual e segura".

A trilogia foi utilizada pelo general Ernesto Geisel, durante o regime militar, para definir o processo de transição para o regime democrático.

Em palestra a empresários e industriais, Mourão observou que se a abertura comercial for feita sem antes ser aprovada uma reforma tributária, haverá um "massacre" na produção nacional.

"Nós temos de abrir a economia para o comércio mundial. Mas essa abertura tem que ser lenta, gradual e segura. Porque, enquanto não reformarmos o sistema tributário, será um massacre para nossa produção local", disse.

O general da reserva defendeu a implementação de um forte ajuste fiscal e a redução da carga tributária para cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto).

"Nós temos que reformar o nosso sistema tributário. Ele é caótico, ele é uma carga pesada, ele está hoje na faixa de 34% ou 35% do PIB", ressaltou.

Para ele, antes de diminuir a carga tributária, é necessário organizar o sistema atual. E, em um segundo momento, colocar toda a sociedade na base de pagamento, reduzindo o percentual sobre cada cidadão.

No almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, o Lide, Mourão defendeu o presidente Jair Bolsonaro e disse que ele "não é uma ameaça à democracia".

"Ele tem firme compromisso com a Constituição Federal", disse. "É um estadista que não está pensando nas próximas eleições, mas nas próximas gerações", acrescentou.

Mourão indicou ainda que a ideia é que Bolsonaro não dispute uma reeleição ao cargo na disputa presidencial de 2022.

"Quando deixarmos o governo, no início de 2023, queremos que todos neste país estejam experimentando as liberdades essenciais, como de expressão e de religião", disse.

Em um contraponto aos demais eventos do Lide, os veículos de imprensa não foram autorizados a entrar no salão principal do evento. A limitação foi imposta pela Presidência da República, que alegou questão de segurança.

Bettina não sabe quanto investiu para chegar a R$ 1 milhão

Bettina não sabe quanto investiu para chegar a R$ 1 milhão

Ela aparece em um anúncio virtual da Empiricus, casa de análise que se apresenta como site de conteúdo financeiro.

Milhares de investidores e usuários de redes sociais passaram os últimos dias ouvindo a história de Bettina, 22, que, em três anos, transformou R$ 1.520 em R$ 1,042 milhão.

Bettina existe. Trata-se de Bettina Rudolph. Ela trabalha há um ano na Empiricus Research como "copywritter", é redatora de campanhas de venda dos relatórios da empresa.

A mais recente -e que a transformou em uma celebridade da internet- foi feita com base na carteira de investimentos dela.

Mas Bettina não sabe quanto efetivamente investiu para chegar ao seu primeiro milhão -não foram só os R$ 1.520 anunciados, é claro.

"Não sei, porque foi mês a mês. Nunca parei para fazer essa conta", diz em sua primeira entrevista sobre a polêmica "de R$ 1 mil a R$ 1 milhão em três anos".

Antes, falou a outros sites vinculados ao grupo que controla a Empiricus.

Quando investe, uma pessoa tende a querer saber qual foi o lucro obtido com a aplicação. No caso Bettina, não se sabe qual foi o retorno dos investimentos.

Ela conta que poupa cerca de metade do salário todos os meses. Bônus, quase 100%. Após os R$ 1.520, aplicou os R$ 35 mil que o pai poupou para ela desde que nasceu.

"Eu tinha privilégio, sim, eu não pagava a conta de luz, eu não pagava escola. Eu pegava toda a minha fonte de renda e colocava em ações", diz.

Desde março de 2018, quando foi contratada pela Empiricus e se mudou de Blumenau de volta a São Paulo, paga todas as suas despesas. A exceção é a conta de celular, que ainda é de Santa Catarina.

Bettina diz que começou a trabalhar aos 15 anos, dando aulas de dança. Fez bicos como modelo.

"Na época eu já trabalhava em mil coisas, eu sempre fui a menina dos bicos. Onde tinha dinheiro eu tava indo."

A entrada no mundo dos investimentos veio justamente por meio dos relatórios da Empiricus, conhecida pelo seu marketing agressivo.

Alguns desses anúncios renderam punições de órgãos reguladores, como "A estratégia capaz de transformar R$ 1.500 em mais de R$ 227 mil em apenas um mês".

O pai era cliente da Empiricus e enviava os relatórios para a Bettina e o irmão. Um dia ela começou a ler e a se interessar pelo tema.

Chegou a ter 98% do patrimônio em ações -a exceção era uma debênture e um título público. Diz que talvez isso tenha sido irresponsável, mas não se arrepende.

"Eu entrei numa época muito boa. Se você pegar o gráfico de micro caps [empresas de pequeno porte listadas na Bolsa] em 2016, estava a preço de banana. Aí eu comecei a ganhar dinheiro rápido e comecei a me apaixonar", afirma.

Segundo ela, essas ações triplicaram de valor no período. Como comparação, entre junho de 2016, quando Bettina começou, e esta segunda-feira (18), o Ibovespa, o principal índice do mercado acionário, subiu 104%.

Já a debênture ela carrega até hoje -com decepção, afirma.

"Eu fiz o erro de comprar uma debênture que eu só vou poder resgatar neste ano. Quando eu fui colocar esse dinheiro, meu pai falou 'vai nessa que é uma boa'. Eu não sabia que ia ficar preso esse dinheiro", diz.

"Eu não gosto de correr risco de crédito privado. A minha parte de renda fixa, eu quero ter só em título público e deixar para correr risco em ações."

Atualmente, a carteira de Bettina é bem mais diversificada.

Metade do milhão está aplicada em títulos públicos, sendo o valor dividido de forma mais ou menos equivalente entre Tesouro Selic e Tesouro IPCA+. A carteira tem ainda as ações compradas no passado, quatro fundos de ação, três ETFs (fundos que seguem índice, como o Ibovespa). Ela tem também dinheiro em fundos multimercado e imobiliários.

Em criptomoedas, investiu US$ 1.000 em março do ano passado: perdeu 60% do valor, mas não vai se desfazer do investimento.

A mudança feita no portfólio fará com que o patrimônio cresça em uma velocidade mais devagar daqui para frente, admite.

Ela reclama que atualmente não pode comprar ações individualmente, apenas por meio de fundos. Uma imposição por trabalhar na Empiricus, o que evita conflitos de interesse. Parte do investimento passado ela mantém.

"De uma carteira de 30 e poucas ações, eu perdi dinheiro com uma só. Foi a Technos." Comprou a pouco mais de R$ 4, vendeu por R$ 3. Atualmente o papel é negociado a R$ 2,38.

Bettina contou a história da família, queria reconhecer que, sim, tem privilégios, mas não na dimensão que as redes sociais fizeram parecer.

Cresceu em São Paulo, morando em uma casa grande em Alphaville. Quando o pai perdeu o emprego em uma multinacional, percebeu o problema de não fazer investimentos.

"Do dia para noite, eu vi meu pai desesperado. Não que eu passei fome, mas eu lembro do trauma de ver meu pai chorando."

Em 2012, sem conseguir um novo emprego, a família se mudou para Blumenau. Ele passou a trabalhar na empresa fundada pelo avô de Bettina, que era tocada pelo tio. É outro tema amplamente explorado pelas redes sociais.

"Meu pai tem menos de 10% empresa", diz.

A radiografia foi levantada e ela explica: cerca de R$ 500 mil é a fatia que o pai tem na companhia, o patrimônio total dele em empresas é de R$ 600 mil --uma delas é uma holding da família usada para planejamento tributário.

"Nem meu pai é milionário no Google", diz.


Empresários comemoram dispensa de vistos para entrar no Brasil

Empresários comemoram dispensa de vistos para entrar no Brasil

Estarão isentos americanos, australianos, canadenses e japoneses

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) e do Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município (SindHotéis Rio), Alfredo Lopes, comemorou a decisão do governo federal de isentar de vistos de entrada no Brasil, os cidadãos americanos, australianos, canadenses e japoneses, conforme determina o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado na edição de ontem(18) do Diário Oficial da União.

O dirigente espera um incremento em torno de 25% no número de visitantes, principalmente, de americanos, o que gera perspectivas de impacto em vários segmentos do setor.

“Não somente para a rede hoteleira, mas em toda a cadeia de serviços que orbitam em torno do setor de Turismo, como comércio, alimentação e transportes, entre tantos outros. É claro que esta ação precisa vir acompanhada de investimentos em promoção, mas já é um importante passo a ser comemorado”, destacou.

Alfredo Lopes ressaltou que o trade turístico brasileiro há três décadas pede a redução de barreiras nesse processo. "[Da forma como estava] engessa o turismo internacional e desvia esses potenciais turistas para outros países mais receptivos diplomaticamente.”

Segundo o presidente da ABIH-RJ,  esse mercado está deprimido há anos em decorrência das exigências. “Isso chega em uma hora muito boa, um momento em que o Brasil começa a ter uma relação mais profícua com os Estados Unidos, o que certamente irá ampliar não somente o fluxo de turistas de lazer, mas também em grande número de executivos”, disse.

18 de março de 2019

Projeção de crescimento da economia cai de 2,28% para 2,01%

Projeção de crescimento da economia cai de 2,28% para 2,01%

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,28% para 2,01% neste ano. Foi a terceira redução consecutiva.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Ela é divulgada às segundas-feiras, pelo Banco Central.

Inflação

A estimativa para a inflação este ano subiu pela segunda vez seguida. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,89%.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%).

Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Amanhã (19) e quarta-feira (20), será realizada a segunda reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a Selic. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 8% ao ano para 7,75% ao ano. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Copom inicia amanhã reunião para definir taxa básica de juros

Copom inicia amanhã reunião para definir taxa básica de juros

Instituições financeiras preveem que a Selic deve permanecer este ano no atual patamar. Para 2020, a expectativa é de aumento da taxa, encerrando o período em 8% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia amanhã (19) a segunda reunião de 2019 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Na quarta-feira (20), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa.

Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Antonio Cruz / Arquivo Agência Brasil)

Instituições financeiras preveem que a Selic deve permanecer este ano no atual patamar. Para 2020, a expectativa é de aumento da taxa, encerrando o período em 8% ao ano.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia da reunião, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Histórico

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico, 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom.

16 de março de 2019

Setor de telecomunicações lidera queixas de consumidores

Setor de telecomunicações lidera queixas de consumidores

Entre junho de 2014, quando o site do consumidor foi lançado, e dezembro de 2018, foram registradas mais de 1,5 milhão de reclamações

As empresas de telecomunicações voltaram a liderar, em 2018, o ranking das companhias cujos serviços mais provocaram reclamações de consumidores.

Segundo dados da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 40% das 609.644 mil reclamações registradas no site consumidor.gov.br são queixas contra o setor.

Já nos Procons, o percentual de contestação contra o segmento atingiu 29%. As informações são da Agência Brasil.

No site administrado pela Senacon, entre os que mais recebem reclamações estão bancos e financeiras (22%); empresas de gestão de bancos de dados e cadastros de consumidores (10%); comércio eletrônico (8,5%); transporte aéreo (4,7%); fabricantes de eletroeletrônicos, produtos de telefonia e de informática (2,5%); empresas de intermediação de serviços (1,8%) e companhias de energia elétrica, gás, água e esgoto (1,3%).

Entre junho de 2014, quando o site do consumidor foi lançado, e dezembro de 2018, foram registradas mais de 1,5 milhão de reclamações. No mesmo período, mais de 1,1 milhão de usuários e 478 empresas se cadastraram no site.

Em média, 81% das queixas apresentadas foram resolvidas -considerando apenas as operadoras de telecomunicações, este percentual sobe para 90%. No geral, o prazo médio para as companhias responderem aos consumidores insatisfeitos é de 6,5 dias.

No geral, os problemas mais comuns envolvem consulta, coleta e repasse de dados pessoais ou financeiros sem autorização dos consumidores; cobrança indevida, incluindo a cobrança por serviços e produtos não adquiridos ou não informados previamente; demora na entrega de produtos; cálculo de juros sobre saldos devedores; dificuldade para receber a devolução de valores, dentre outros.

TELES
Segundo o secretário Nacional do Consumidor, Luciano Timm, o setor de telecomunicações ocupa o topo do ranking de reclamações desde a criação do site, em 2014.

Segundo Timm, a plataforma, pública e gratuita, vem se tornando conhecida pouco a pouco, atraindo cada vez mais consumidores que optam pela praticidade de usar um computador com acesso à rede mundial de computadores para registrar suas queixas sem precisar sair de casa ou do trabalho para ir pessoalmente a um Procon.

Só entre 2017 e 2018, o número de reclamações registradas na plataforma aumentou cerca de 30% - ao passo que o percentual de resolução de conflitos se manteve estável.

O principal objetivo do site, segundo Timm, é proporcionar um canal de mediação de conflitos entre consumidores insatisfeitos e fornecedores de bens e serviços com o propósito de conseguir que as reclamações cheguem aos tribunais de Justiça. "Vale a pena investir em soluções por outras vias que não a judicial", disse.

De acordo com o secretário, a Senacon procura elaborar políticas públicas a partir dos dados recolhidos dos Procons de todo o país e da plataforma consumidor.gov.br.

Em resposta a algumas das queixas mais comuns no ano passado, a secretaria deve enfatizar, neste ano, o estímulo à regulação do marketing por telefone e do crédito consignado, além da atualização da Lei do Serviço de Atendimento ao Consumidor.


15 de março de 2019

TCU pede informações antes de decidir sobre leilão de ferrovia

TCU pede informações antes de decidir sobre leilão de ferrovia

Na segunda-feira (11), o Ministério Público de Contas entrou com um pedido de medida cautelar para suspender o leilão da Norte-Sul.

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu hoje (14) mais informações à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à Valec sobre o leilão da Ferrovia Norte-Sul. Nardes solicitou os esclarecimentos após o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira, pedir a suspensão do leilão, marcado para o próximo dia 28. O prazo para os esclarecimentos é de cinco dias.

O ministro Augusto Ribeiro Nardes (Foto: Sandra Fado / Ascom TCU)

Na segunda-feira (11), o Ministério Público de Contas entrou com um pedido de medida cautelar para suspender o leilão da Norte-Sul. Para o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, o edital do leilão estaria direcionado para atender aos interesses de concessionárias que já atuam em outros trechos ferroviários, as empresas Rumo e VLI. As empresas e o governo negam qualquer tipo de favorecimento.

O procurador também argumenta que faltam estudos que justifiquem o modelo centralizado de operação previsto para a subconcessão da Ferrovia Norte Sul - Tramo Central, inclusive com a falta de regras para direito de passagem. De acordo com Oliveira, faltariam também estudos sobre a demanda de trechos para o transporte de passageiros. O procurador diz que a realização do leilão com as regras previstas no edital traria potencial risco de prejuízo ao erário. Pelo regimento, Nardes tem 15 dias para decidir sobre o pedido.

Conforme o despacho de Nardes, o Ministério da Infraestrutura e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (SPPI/PR) também poderão se manifestar, se julgarem necessário. 

O governo pretende leiloar, pelo lance mínimo de R$ 1,3 bilhão, o trecho da Norte-Sul entre os municípios de  Porto Nacional, no Tocantins, e Estrela d’Oeste, em São Paulo. O governo estima que quem vencer o leilão deverá investir cerca de R$ 2,8 bilhões.

As obras de construção da ferrovia foram iniciadas em 1987. O trecho entre Açailândia, no Maranhão, e Anápolis, em Goiás, com cerca de 1.550 quuilômetros, está pronto para uso. Já o trecho entre Ouro Verde, em Goiás, e Estrela d'Oeste, de 682 quilômtros, está com as obras em andamento.

Serviços recua 0,3% em janeiro, mas evolui em relação a início de 2018

Serviços recua 0,3% em janeiro, mas evolui em relação a início de 2018

Duas das cinco atividades monitoradas pela pesquisa recuaram frente a dezembro de 2018. O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 0,6% e o setor de serviços de informação e comunicação, 0,2%.

O volume de serviços na economia brasileira recuou 0,3% em janeiro frente a dezembro de 2018, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta (15). 

Por outro lado, na comparação com janeiro do ano passado, o setor acumulou ganho de 2,1%. É a maior evolução nessa base de avaliação desde março de 2015, quando cresceu 2,3%.

"Em uma análise mais ampla, essa ligeira queda no resultado mensal não chegou a anular a média que se acumulou entre novembro de 2018 e janeiro deste ano", afirmou em nota o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Duas das cinco atividades monitoradas pela pesquisa recuaram frente a dezembro de 2018. O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 0,6% e o setor de serviços de informação e comunicação, 0,2%. 

Juntos, os dois setores representam 63% dos serviços no país.

Na nota, o IBGE atribui boa parte da queda no serviços de informação e comunicação à menor receita na atividade de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador no período, o que seria normal em início de trimestre.

Dos setores que cresceram, serviços profissionais, administrativos e complementares subiu 1,7%, após ter caído 1,6% em dezembro.

Também foram registradas altas de 4,8% em outros serviços, que engloba atividades como compra, venda e aluguel de imóveis e manutenção de veículos automotores, e de 1,1% em serviços prestados às famílias. 

Os serviços das atividades turísticas cresceram tanto em relação a dezembro de 2018 (3,2%) quanto em comparação com janeiro de 2018 (3,8%) interrompendo quatro quedas seguidas nessa comparação.

Leilão de 12 aeroportos deve arrecadar mínimo de R$ 2,1 bi

Leilão de 12 aeroportos deve arrecadar mínimo de R$ 2,1 bi

Em 30 anos, concessionários privados investirão cerca de R$ 3,5 bilhões.

O governo federal tem a meta mínima de arrecadar R$ 2,1 bilhões (valor de outorga) com a concessão de 12 aeroportos, em três blocos regionais, no leilão de hoje (15), a partir das 10h, na B3, antiga Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo. A estimativa é que até 12 empresas participem do leilão. Os prováveis participantes, mapeados pelo governo, têm capital nacional e estrangeiro, e poderão apresentar suas propostas consorciados.

A informação é do secretário de Aviação Civil, Roney Glanzmann, em entrevista à NBR (EBC). “Estamos esperando um leilão bastante competitivo, muitos operadores estrangeiros e brasileiros, todos de primeira linha que já operam grandes aeroportos pelo mundo devem participar”, disse o secretário.

O secretário Nacional de Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, analisa a realização do leilão (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)

Em seguida, Glanzmann afirmou que: “Já tem mais de um ano que estamos falando semanalmente com esses operadores estrangeiros e todos estão animados com essa modelagem de concessão do governo federal. Acreditamos que vamos atrair grandes operadores mundiais de aeroportos”.

Conforme o secretário, a projeção oficial é de que os futuros concessionários invistam R$ 3,5 bilhões em melhorias e na capacidade de atendimento dos aeroportos durante 30 anos.

Blocos

No bloco Nordeste, serão leiloados os aeroportos de vocação turística Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa e Campina Grande (ambos na Paraíba).

No bloco Sudeste, serão concedidos aeroportos que atendem especialmente a indústria de petróleo e gás: Vitória (ES) e Macaé (RJ).

No bloco Centro-Oeste, estarão em negociação os aeroportos que atendem o agronegócio no Mato Grosso: Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta.

Juntos os aeroportos que formam os três blocos respondem por 9,5% do mercado doméstico (20 milhões de passageiros por ano).

De acordo com Roney Glasmann, é a primeira vez que o governo federal faz concessão de aeroportos em blocos. “Nos unimos aeroportos mais atrativos, de maior volume de passageiro e carga, com aeroportos menores da aviação regional”, disse.

Custos

Segundo informação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), “os lances iniciais mínimos serão de R$ 171 milhões para o bloco Nordeste; R$ 46,9 milhões para o bloco Sudeste; e R$ 800 mil para o bloco Centro-Oeste”.

Essa é a quinta rodada de concessões de aeroportos, iniciadas em 2011 (com o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante - RN). “Não há envolvimento de recurso público nessa rodada. Todos recursos a serem investidos serão captados pela iniciativa privada, trazendo expertise, know how e boas práticas internacionais de gestão para os nossos aeroportos”, disse o secretário.

“Na experiência que nós temos com a concessão de aeroportos, melhora bastante a qualidade de serviço para a população. Melhora porque recebe investimento, são atraídos novos parceiros comerciais, grandes marcas de alimentação e varejo. O nível de conforto e a experiência de viagens dos passageiros têm melhorias significativas”, disse.

Glanzmann salientou que a concessão “não prevê em hipótese alguma qualquer aumento de tarifa ou onera de qualquer jeito o passageiro”. Como disse na entrevista, “o passageiro vai continuar pagando a mesma taxa de embarque de que ele já paga hoje nos aeroportos operados pela Infraero”

O governo deve anunciar também nesta sexta-feira, concessões de mais 22 aeroportos na sexta rodada de leilões - a ser realizada em agosto de 2020. Conforme cronograma oficial, a sétima e última rodada de concessões, com 21 aeroportos, ocorrerá até o primeiro trimestre de 2022.

14 de março de 2019

Indústria avança em 9 dos 15 locais pesquisados em janeiro

Indústria avança em 9 dos 15 locais pesquisados em janeiro

Seis estados puxaram a queda nacional da indústria: Mato Grosso (-5,4%), Espírito Santo (-2,6%), Bahia (-2,2%), São Paulo (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,3%) e o Ceará (-0,4%).

Apesar da queda de 0,8% na produção industrial nacional, nove dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram alta na passagem de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. O maior crescimento foi observado no Amazonas (5,2%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados hoje (14).

Outros estados com alta foram Pernambuco (3,0%), Rio Grande do Sul (2,6%), Goiás (2,6%), Pará (1,7%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,7%) e o Paraná (0,7%). A Região Nordeste, que também é pesquisada pela soma dos seus nove estados, teve crescimento: 1%.

Por outro lado, seis estados puxaram a queda nacional da indústria: Mato Grosso (-5,4%), Espírito Santo (-2,6%), Bahia (-2,2%), São Paulo (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,3%) e o Ceará (-0,4%).

Outras comparações

Na comparação com janeiro de 2018, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda. As maiores delas foram observadas no Amazonas (-10,5%) e em Mato Grosso (-9,2%). Dos cinco locais com alta na produção, o Paraná teve o melhor resultado (8,1%).

No acumulado de 12 meses, oito dos 15 locais tiveram queda, com destaque para Goiás (-4,2%), e sete tiveram alta, com o melhor resultado sendo observado no Pará (8,2%).

Déficit de contas públicas deve ficar em R$ 98,17 bilhões neste ano

Déficit de contas públicas deve ficar em R$ 98,17 bilhões neste ano

A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo, de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central – passou de R$ 99,560 bilhões para R$ 98,175 bilhões em 2019.

A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo, de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia todos os meses, com base em informações do mercado financeiro.

Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é de déficit de R$ 68,405 bilhões, contra R$ 65,462 bilhões previstos em fevereiro. A meta de déficit primário para o próximo ano é R$ 110 bilhões.

A previsão das instituições financeiras para as despesas passou de R$ 1,423 trilhão para R$ 1,419 trilhão, neste ano, e de R$ 1,482 trilhão para R$ 1,483 trilhão, em 2020. A estimativa de receita líquida do Governo Central permaneceu em R$ 1,322 trilhão em 2019, e passou de R$ 1,417 trilhão para R$ 1,420 trilhão no próximo ano.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 78% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) neste ano. Essa previsão é a mesma do mês passado. Para 2020, a estimativa ficou em 79,24% do PIB, ante 79,30% previstos em fevereiro.

Comércio varejista tem alta de 0,4% de dezembro para janeiro

Comércio varejista tem alta de 0,4% de dezembro para janeiro

De acordo com a pesquisa, o varejo teve altas de 0,5% na média móvel trimestral, de 1,9% na comparação com janeiro do ano passado e de 2,2% no acumulado de 12 meses.

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro teve crescimento de 0,4% na passagem de dezembro do ano passado para janeiro deste ano, depois de um recuo de 2,1% no mês anterior. O dado é a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, o varejo teve altas de 0,5% na média móvel trimestral, de 1,9% na comparação com janeiro do ano passado e de 2,2% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de dezembro para janeiro, sete das oito atividades pesquisadas tiveram crescimento no volume de vendas, com destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%).

Varejo teve altas de 0,5% na média móvel trimestral (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Também tiveram crescimento os segmentos de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), combustíveis e lubrificantes (0,5%), móveis e eletrodomésticos (0,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,1%).

A única queda foi no setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,5%).

O comércio varejista ampliado, que também pesquisa o comportamento dos materiais de construção e do segmento de veículos e peças, cresceu 1% na passagem de dezembro para janeiro. As vendas de veículos tiveram alta de 5,7%, enquanto os materiais de construção cresceram 0,1%.

O varejo ampliado teve altas de 0,2% na média móvel trimestral, de 3,5% na comparação com janeiro de 2018 e de 4,7% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo teve altas de 0,8% na comparação com dezembro, de 0,1% na média móvel trimestral, de 4,8% na comparação com janeiro do ano passado e de 5% no acumulado de 12 meses. A receita do varejo ampliado também teve alta em todos os tipos de comparação: com dezembro (1,4%), com janeiro de 2018 (5,8%), média móvel trimestral (0,2%) e acumulado de 12 meses (6,9%).

13 de março de 2019

Endividamento e inadimplência das famílias crescem em fevereiro

Endividamento e inadimplência das famílias crescem em fevereiro

A parcela de inadimplentes, ou seja, aqueles que têm dívidas ou contas em atraso, subiu de 22,9% em janeiro para 23,1% em fevereiro deste ano.

O percentual de famílias com dívidas (em atraso ou não) no país atingiu 61,5% em fevereiro deste ano. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa é superior aos 60,1% de janeiro deste ano e aos 61,2% de fevereiro do ano passado.

A parcela de inadimplentes, ou seja, aqueles que têm dívidas ou contas em atraso, subiu de 22,9% em janeiro para 23,1% em fevereiro deste ano. Apesar da alta mensal, o percentual ficou abaixo dos 24,9% observados em fevereiro de 2018.

Outro indicador que teve aumento de janeiro para fevereiro foi o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas, o qual passou de 9,1% para 9,2%. Assim como a inadimplência, esse indicador ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2018 (9,7%).

Inadimplência e endividamento de brasileiros segue alta (Foto: Marcello Casal Jr. / Arquivo Agência Brasil)

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 64,9 dias em fevereiro de 2019, estável em relação aos 64,9 dias de fevereiro de 2018. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,8 meses, sendo que 26,2% delas estão comprometidas com dívidas até três meses e 29,7%, por mais de um ano.

A parcela média da renda comprometida com dívidas das famílias endividadas diminuiu na comparação anual, passando de 29,4% em fevereiro de 2018 para 29,1% em fevereiro de 2019.

O cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 78,5% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 13,9%, e, em terceiro, por financiamento de carro, para 9,8%.

Produção industrial recua 0,8% de dezembro para janeiro,diz IBGE

Produção industrial recua 0,8% de dezembro para janeiro,diz IBGE

A queda chegou a 2,6% na comparação com janeiro de 2018. Na média móvel trimestral, a queda é 0,2%. No acumulado de 12 meses, a indústria acumula crescimento de 0,5%.

A produção industrial nacional caiu 0,8% na passagem de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. Essa é a maior queda desde setembro do ano passado (-1,9%) e veio depois de uma alta em dezembro (0,2%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda chegou a 2,6% na comparação com janeiro de 2018. Na média móvel trimestral, a queda é de 0,2%. Já no acumulado de 12 meses a indústria acumula crescimento de 0,5%.

Na passagem de dezembro para janeiro, a indústria recuou em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-3%).

Também tiveram queda os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,1%), e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%). Por outro lado, os bens de consumo duráveis tiveram alta de 0,5%.

Treze das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção de dezembro para janeiro, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,3%), indústrias extrativas (-1%) e máquinas e equipamentos (-2,9%).

Treze atividades tiveram alta, sendo os principais crescimentos registrados nos segmentos de produtos alimentícios (1,5%), bebidas (6,1%) e outros produtos químicos (3,6%).

Recuperações judiciais diminuem 44,7% e falências avançam 27,1%

Recuperações judiciais diminuem 44,7% e falências avançam 27,1%

Para os economistas da Serasa Experian, as oscilações refletem “o quanto a atividade empresarial segue influenciada pelos efeitos da estagnação da economia, que persiste diante dos sinais de recuperação muito abaixo das expectativas”.

Os pedidos de recuperação judicial no país caíram 44,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Em relação a janeiro, foi registrado recuo de 23,2%. No total, foram 73 requerimentos em fevereiro deste ano e 95 em janeiro. As micro e pequenas empresas lideraram os pedidos, com 36, seguidas pelas grandes (20) e médias (17).

As falências, por outro lado, avançaram 27,1% em relação a fevereiro de 2018. Foram 122 pedidos em fevereiro deste ano, ante 96 no ano passado. Na comparação com janeiro, houve acréscimo de 62,7% no total de requerimentos. Em janeiro, foram 75 registros de falência. O destaque, novamente, são as micro e pequenas empresas com 59 pedidos no segundo mês do ano, enquanto os médios e os grandes empreendimentos fizeram 39 e 24 pedidos, respectivamente.

Para os economistas da Serasa Experian, as oscilações refletem “o quanto a atividade empresarial segue influenciada pelos efeitos da estagnação da economia, que persiste diante dos sinais de recuperação muito abaixo das expectativas”.

Bimestre

No primeiro bimestre do ano, os pedidos de recuperação judicial caíram 13,8% em relação a igual período do ano passado, somando 168 requerimentos. Em janeiro e fevereiro de 2018, foram registradas 195 solicitações. As micro e pequenas empresas lideram o número de pedidos, com 98 ocorrências, seguidas pelas médias (42) e grandes empresas (28).

Em relação às falências, houve um aumento de 12,6% no primeiro bimestre do ano na comparação com janeiro e fevereiro de 2018. Foram 197 pedidos neste ano e 175 no ano passado. Novamente, destacam-se as micro e pequenas empresas com 98 falências requeridas. As médias empresas somaram 59 requerimentos e as grandes, 40.

12 de março de 2019

Inflação oficial fica em 0,43% em fevereiro, aponta IBGE

Inflação oficial fica em 0,43% em fevereiro, aponta IBGE

O IPCA acumula taxas de 0,75% no ano e de 3,89% em 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses ficou pouco abaixo da meta da inflação do governo federal, que é 4,25%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro deste ano. A taxa é superior ao 0,32% em janeiro, segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA acumula taxas de 0,75% no ano e de 3,89% em 12 meses, de acordo com o IBGE. A inflação acumulada em 12 meses ficou pouco abaixo da meta da inflação do governo federal, que é 4,25%.

A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos alimentos, que tiveram inflação de 0,78% no mês, e pelos gastos com educação, que cresceram 3,56% no período.

IPCA ficou em 0,43% em fevereiro deste ano (Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil)

Entre os responsáveis pela alta de preços do grupo alimentação estão o feijão-carioca (51,58%), a batata-inglesa (25,21%), as hortaliças (12,13%) e o leite longa vida (2,41%).

Os gastos com educação foram puxados pelos reajustes praticados no início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram, em média, 4,58% e foram o item individual que mais contribuiu para o resultado do IPCA em fevereiro.

Também registraram inflação os grupos habitação (0,38%), artigos de residência (0,2%), saúde e cuidados pessoais (0,49%) e despesas pessoais (0,18%). Os custos com comunicação permaneceram estáveis em relação a janeiro.

Por outro lado, registraram deflação (queda de preços) os grupos vestuário (0,33%) e transportes (0,34%).

Indicador de tendências do mercado de trabalho recua

Indicador de tendências do mercado de trabalho recua

Segundo economista Rodolpho Tobler, a queda não parece significar uma reversão da tendência de alta que vinha ocorrendo nos meses anteriores.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,8 ponto de janeiro para fevereiro e chegou a 99,3 pontos, em uma escala de zero a 200. A queda veio depois de o indicador subir 10,3 pontos nos três meses anteriores. O Iaemp busca antecipar tendências futuras do mercado de trabalho, com base na opinião de consumidores e empresários da indústria e dos serviços.

Segundo o economista Rodolpho Tobler, a queda em fevereiro não parece significar uma reversão da tendência de alta que vinha ocorrendo nos meses anteriores. O resultado sugere apenas que a recuperação do mercado de trabalho continuará ocorrendo de forma lenta e gradual.

Outro índice de mercado de trabalho, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), no entanto, apresentou melhora de janeiro para fevereiro. Calculado com base na opinião de consumidores sobre o desemprego atual, o indicador recuou 2,4 pontos em fevereiro, para 92,1 pontos, em uma escala de zero a 200 (em que quanto menor a pontuação, melhor o resultado).

Com isso, a queda fica acumulada em 8,1 pontos nos últimos quatro meses. De acordo com Tobler, embora ainda se encontre em patamar elevado, a queda no indicador sinaliza evolução favorável da taxa de desemprego neste início de ano.

Outro índice de mercado de trabalho, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), no entanto, apresentou melhora de janeiro para fevereiro (Foto: Marcela Pacheco / Arquivo O DIA)

11 de março de 2019

Receita libera consulta a lote residual de restituição de imposto de renda

Receita libera consulta a lote residual de restituição de imposto de renda

O crédito bancário das restituições residuais para 77.749 contribuintes será realizado no dia 15 de março, totalizando o valor de R$ 220 milhões.

A Receita Federal liberou a consulta ao lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referentes aos exercícios de 2008 a 2018.

O crédito bancário das restituições residuais para 77.749 contribuintes será realizado no dia 15 de março, totalizando o valor de R$ 220 milhões. Desse total, mais de R$ 112,5 milhões são para contribuintes com preferência no recebimento: 2.709 idosos acima de 80 anos, 14.528 com idade entre 60 e 79 anos, 2.064 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 4.968 cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte pode contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Mercado aumenta projeção de inflação e reduz alta do PIB

Mercado aumenta projeção de inflação e reduz alta do PIB

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%).

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), aumentaram levemente a estimativa para a inflação este ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,85% para 3,87%.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%. As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Com a finalidade de controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Atividade econômica

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,30% para 2,28%.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,70% para 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Novo presidente do BC fará 1º discurso oficial quarta-feira

Novo presidente do BC fará 1º discurso oficial quarta-feira

Roberto Campos Neto tomou posse no último dia 28 de fevereiro.

O novo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, fará o primeiro discurso oficial nesta quarta-feira (13), na cerimônia de transmissão de cargo, marcada para as 15h. A solenidade terá a presença de autoridades como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e de convidados do mercado financeiro.

Depois de terem a indicação aprovada pelo Senado no último dia 26, Campos Neto e os novos diretores de Política Monetária, Bruno Serra Fernandes, e de Organização do Sistema Financeiro, João Manoel Pinho de Mello, tomaram posse no último dia 28. Campos Neto foi empossado em reunião privada no Palácio do Planalto. Os diretores receberam o cargo na tarde do mesmo dia, no Banco Central.

 Roberto Campos Neto, novo presidente do Banco Central (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Um dos formuladores da política econômica do governo, Campos Neto havia sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado. No entanto, ele e os novos diretores precisavam ser aprovados pelo Senado para poder assumir, o que estendeu a permanência do ex-presidente Ilan Goldfajn até o fim de fevereiro.

Mesmo antes de assumir o comando do BC, Campos Neto reunia-se regularmente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e integrou a equipe brasileira que foi ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro deste ano.

Durante a sabatina no Senado, Campos Neto defendeu a autonomia do Banco Central e afirmou que terá como foco estabilizar o poder de compra da população e assegurar um sistema financeiro sólido e eficiente.

Perfil

Nascido em 1969, Roberto de Oliveira Campos Neto é bacharel e mestre em economia pela Universidade da Califórnia. O novo presidente do BC tem longa trajetória no sistema financeiro, iniciou a carreira no Banco Bozano Simonsen e trabalhou no Banco Santander por vários anos.

Ele é neto do economista, diplomata e escritor Roberto Campos (1917-2001), defensor do liberalismo econômico, que participou do governo Juscelino Kubitschek e foi ministro do Planejamento do governo Castello Branco.


* Colaborou Andreia Verdélio

09 de março de 2019

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

08 de março de 2019

Jair divulga vídeo de deputado youtuber sobre Previdência

Jair divulga vídeo de deputado youtuber sobre Previdência

O deputado federal Vinicius Poit, 33, desponta como um dos maiores defensores da reforma da Previdência nas redes sociais.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) divulgou nesta sexta-feira (8) em sua conta oficial no Twitter um vídeo do deputado federal Vinicius Poit (Novo-SP) sobre a reforma da Previdência. 

"Em esclarecedores 4 minutos: possivelmente os 5 maiores equívocos contados sobre a Previdência.", escreveu o presidente ao publicar o vídeo do parlamentar.

O deputado federal Vinicius Poit, 33, desponta como um dos maiores defensores da reforma da Previdência nas redes sociais.

Desde o envio da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) à Câmara, o congressista de primeiro mandato vem martelando o assunto diariamente em todos os seus canais digitais, sem economizar nos termos "a mamata vai acabar", "corte na carne" e "fim de privilégios".

Desidratar a reforma

O presidente afirmou durante transmissão ao vivo no Facebook, nesta quinta-feira (7), que a reforma da Previdência vai combater privilégios e desigualdades.

"O parlamentar vai se aposentar com o teto do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], em torno de R$ 5.000", disse. "Os militares também estarão sujeitos às novas regras, respeitando suas especificidades."

Bolsonaro afirmou ainda que a reforma é necessária para garantir o desenvolvimento do Brasil. "Não é porque eu quero, nós precisamos fazer uma reforma da Previdência", disse o presidente.

Hoje, o parlamentar que concluir 35 anos de mandato garante uma aposentadoria pelo valor integral do salário, equivalente aos atuais R$ 33.763. Com quatro anos, aquele que se aposentam pelo PSSC (Plano de Seguridade Social dos Congressistas) terá garantida a aposentadoria de R$ 3.858,62, tomando como base o salário atual. O valor sobe para R$ 7.717,26 após dois mandatos completados.

Mais cedo nesta quinta, Bolsonaro escreveu no Twitter posts em defesa da proposta da reforma da Previdência, encaminhada pelo seu governo dia 20 de fevereiro.

"Os avanços que o Brasil precisa dependem da aprovação da Nova Previdência. É a partir dela que o país terá condições de estabilizar as contas, potencializar investimentos, viabilizar uma rígida reforma tributária e enxugar ainda mais a máquina pública, reduzindo nossas estatais", escreveu.

Na série de três postagens, Bolsonaro escreveu ainda que foi pensando nessas mudanças que a equipe econômica elaborou a proposta de reforma, que, afirma, combate privilégios. No texto, ele afirma ainda que a reforma incluirá militares.

Depois, Bolsonaro acrescentou o pronunciamento oficial. O vídeo havia sido publicado inicialmente no dia em que a proposta do governo foi entregue ao Congresso.

07 de março de 2019

Zuckerberg anuncia integração de WhatsApp, Messenger e Instagram

Zuckerberg anuncia integração de WhatsApp, Messenger e Instagram

A mudança, sem data para acontecer, fortalecerá interações privadas, criptografia, interoperabilidade e armazenamento seguro.

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, anunciou na quarta-feira (6) que as mensagens do Messenger, do WhatsApp e do Instagram serão integradas em um canal de comunicações "focado em privacidade".

De acordo com o texto publicado na rede social, a empresa permitirá que usuários enviem mensagens para seus contatos usando qualquer um dos serviços do Facebook. A interoperabilidade será estendida também ao SMS, muito utilizado nos EUA.

Segundo Zuckerberg, o usuário poderá manter as contas separadas se desejar. "Acredito que uma plataforma de comunicações com foco em privacidade se tornará mais importante do que as plataformas abertas de hoje."

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook (Foto: Divulgação)

Em um discurso que cita privacidade 25 vezes - comportamento esperado diante do escrutínio que a empresa enfrenta de reguladores - Zuckerberg destaca que a troca de mensagens será mais segura.

A mudança, sem data para acontecer, fortalecerá interações privadas, criptografia, interoperabilidade e armazenamento seguro. Sobre o último ponto, Zuckerberg diz o Facebook não guardará dados confidenciais de usuários em países que atacam direitos como privacidade e liberdade de expressão.

A afirmação pode ser um indicativo de que ele finalmente desistirá de um espaço na China, onde o governo controla o conteúdo da internet.

Há alguns anos, Zuckerberg tenta levar o Facebook ao gigante mercado chinês, mas sofre negativas do governo.

O país conta com o WeChat, aplicativo nacional, líder entre os cidadãos e que reúne uma série de serviços e de diferentes fontes de monetização -de comunicações interpessoais a transporte e alimentação.

Apelidado de superapp, ele vem inspirando outros aplicativos ao redor do mundo, incluindo o Facebook. Ao integrar suas plataformas, a empresa de Zuckerberg demonstra que busca mais uma fórmula de gerar receita, embora ela ainda não esteja clara.

"O WhatsApp não tem um modelo de negócios consolidado. A compra foi cara e ele precisa dar um retorno financeiro. O WhatsApp Business é uma tentativa, mas não tem gerado um grande retorno", diz Francisco Brito Cruz, diretor e pesquisador do Internet Lab.

Segundo o especialista, o Facebook terá que resolver a contradição de tentar tornar seus canais de mensagens cada vez mais seguros, interpessoais e fechados à medida que o WhatsApp ganha o perfil de "praça pública" em países emergentes, com a disseminação irrestrita de informações.

O anúncio desta quarta surge um ano após o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, consultoria contratada pela equipe de Donald Trump que direcionou propaganda política a pessoas que não autorizaram o uso de suas informações a um aplicativo na rede social.

Começa hoje o prazo para entregar a declaração do IR

Começa hoje o prazo para entregar a declaração do IR

As restituições são liberados prioritariamente para idosos acima de 80 anos, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Começa nesta quinta-feira (7) o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2019. Os contribuintes terão até 30 de abril para acertar as contas com a Receita. As regras para a entrega do ajuste anual estão na Instrução Normativa 1871/2019, da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União de 22 de fevereiro. De acordo coma a Receita Federal, quem tem restituição para receber, quanto mais cedo enviar a declaração mais rapidamente receberá o valor.

As restituições são liberados prioritariamente para idosos acima de 80 anos, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

O programa para fazer a Declaração do Imposto de Renda deste ano está disponível desde a última semana. O Fisco espera receber neste ano 30,5 milhões de declarações. No ano passado, foram entregues 29,27 milhões. Do total previsto para 2019, a expectativa é que entre 700 mil e 800 mil declarações sejam feitas por tablets e smartphones. Em 2018, 320 mil declarações foram feitas por meio de dispositivos móveis.

A Receita promete acelerar o processamento da declaração este ano. Assim, o contribuinte pode checar no e-CAC se há alguma pendência na declaração e fazer correções.

No site da Receita, é possível conferir uma série de perguntas e respostas sobre a declaração deste ano.

Depois do Prazo

A declaração depois do prazo deve ser apresentada pela internet, utilizando o PGD IRPF 2019 ou o serviço “Meu Imposto de Renda”, ou em mídia removível, nas unidades da Receita Federal, durante o seu horário de expediente.

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% ao mês ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o Imposto sobre a Renda devido, com valor mínimo de R$ 165,74, e máximo de 20% do Imposto sobre a Renda devido.

Lotes de restituição

As restituições do Imposto de Renda serão feitas em sete lotes, a partir de junho deste ano: o primeiro sairá no dia 17 de junho; o segundo em 15 de julho; o terceiro, no dia 15 de agosto; o quarto em 16 de setembro; o quinto, no dia 15 de outubro; o sexto em 18 de novembro; e o sétimo em 16 de dezembro.

Programa

A declaração pode ser feita de três formas: pelo computador, por celular ou tablet ou por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Pelo computador, será utilizado o Programa Gerador da Declaração - PGD IRPF2019, disponível no site da Secretaria da Receita Federal.

Também é possível fazer a declaração com o uso de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda”. O serviço também está disponível no e-CAC no site da Receita, com o uso de certificado digital, e pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração.

O contribuinte que tiver apresentado a declaração referente ao exercício de 2018, ano- calendário 2017, poderá acessar a Declaração Pré-Preenchida no e-CAC, por meio de certificado digital. Para isso, é preciso que no momento da importação do arquivo, a fonte pagadora ou pessoas jurídicas tenham enviado para a Receita informações relativas ao contribuinte referentes ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018, por meio da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed), ou a da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob).

Segundo a Receita, o contribuinte que fez doações, inclusive em favor de partidos políticos e candidatos a cargos eletivos, também poderá utilizar, além do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2019, o serviço “Meu Imposto de Renda”.

Para a transmissão da Declaração pelo PGD não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao IRPF 2019. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão da declaração.

O serviço Meu Imposto de Renda não pode ser usado em tablets ou smartphones para quem tenha recebido rendimentos superiores a R$ 5 milhões.

Obrigatoriedade

Estará obrigado a apresentar a declaração anual o contribuinte que, no ano-calendário de 2018, recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50

Também estão obrigadas a apresentar a declaração pessoas físicas residentes no Brasil que no ano-calendário de 2018:

- Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;

- Obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

- Pretendam compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos com a atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018;

- Tiveram, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00;

- Passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontravam-se em 31 de dezembro; ou

- Optaram pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato.

CPF de dependentes

Neste ano, é obrigatório o preenchimento do número do CPF de dependentes e alimentados residentes no país. A Receita vinha incluindo essa informação gradualmente na declaração. No ano passado, era obrigatório informar CPF para dependentes a partir de 8 anos.

Dados sobre imóveis e carros

Em 2019, não será obrigatório o preenchimento de informações complementares em Bens e Direitos relacionadas a carros e casas. A previsão inicial da Receita era que essas informações passassem a ser obrigatória neste ano, mas devido à dificuldade de contribuintes de encontrar os dados, o preenchimento complementar não precisa ser feito.

Desconto simplificado

A pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, correspondente à dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34.

Deduções

O limite de dedução por contribuição patronal ficou em R$ 1.200,32, devido ao reajuste do salário mínimo. No ano passado, o limite era R$ 1.171,84. Se não houver nova lei, este é o ultimo ano em que há a possibilidade dessa dedução de contribuições pagas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por patrões de empregados domésticos com carteira assinada. Essa medida começou a valer em 2006 para incentivar a formalização dos empregados domésticos.

A dedução por dependente é de, no máximo, R$ 2.075,08 e, para instrução, de R$ 3.561,50.

Os contribuintes também podem deduzir valores gastos com saúde, sem limites, como internação, exames, consultas, aparelhos e próteses, e planos de saúde. Nesse caso é preciso ter recibos, notas fiscais e declaração do plano de saúde e informar CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.

As chamadas doações incentivadas têm o limite de 6% do Imposto de Renda devido. As doações podem ser feitas, por exemplo, aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a Receita, neste ano o formulário sobre as doações ao ECA vai ficar mais visível.

Aqueles que contribuem para um plano de previdência complementar – Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) - podem deduzir até o limite de 12% da renda tributável.