Ministério Público Federal prorroga por 6 meses trabalhos da Lava Jato no Rio

A força-tarefa da Lava Jato no Rio foi criada em junho de 2016 para trabalhar em 20 processos sobre desvios na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cuja sede fica no estado.

25/07/2017 13:39h

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) autorizou nesta terça-feira (25) a prorrogação por seis meses da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos 11 membros do conselho, presidido pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, e integrado também por sua sucessora, Raquel Dodge, que assumirá o comando da PGR em setembro.

A força-tarefa da Lava Jato no Rio foi criada em junho de 2016 para trabalhar em 20 processos sobre desvios na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cuja sede fica no estado. De início com três procuradores, o grupo conta hoje com 10.

A decisão desta terça-feira do CSMPF prorrogou por mais seis meses a dedicação exclusiva de cinco procuradores que atuam na força-tarefa da Lava Jato no Rio, que nos últimos meses passou a cuidar também de outras dezenas de processos oriundos das investigações sobre desvios na administração do ex-governador Sérgio Cabral.

Durante a reunião, Janot elogiou a indicação de Dodge como sua sucessora, destacando que o Ministério Público passará pela primeira vez a ser comandado por uma mulher.


Foto: José Cruz/Agência Brasil

Cabral pede afastamento de Bretas da Calicute após declaração sobre joias

A defesa do ex-governador Sérgio Cabral pediu o afastamento do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio após as declarações do magistrado sobre a finalidade das joias compradas na H. Stern, joalheria alvo da operação Calicute. Bretas investiga Cabral pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os advogados de Cabral atacaram a entrevista dada pelo juiz ao jornal Valor, na qual afirmou que era preciso analisar se houve, de fato, crime de lavagem de dinheiro na compra das joias. "Na questão das joias existe uma dúvida ainda, eu ainda não decidi a respeito, se a joia era propina e ostentação ou se era lavagem de dinheiro. Isso tenho que ver com calma”.

Eles afirmaram que houve prejulgamento da causa e parcialidade do magistrado por antecipar juízo de valor, sem que o acusado tivesse sido questionado sobre o processo em andamento, cabendo portanto um pedido de “exceção de suspeição” contra Bretas. A defesa também pediu que o processo seja interrompido até julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

O pedido da defesa, feito na última sexta-feira (21), aponta demonstração de parcialidade de Bretas, antes do julgamento do caso. "Mais que a parcialidade confessada, teve-se o adiantamento, pelo excepto, do mérito da causa que ele ainda julgaria, quando deixou claro que condenaria o excipiente, embora ainda não saiba por qual delito".

A defesa ainda alega que "a literalidade das declarações deixa claro o seu convencimento sobre a efetiva ocorrência de crime (...), a única ideia que não passa pela mente do Juiz Federal questionado, ao que parece, é a possibilidade de uma absolvição, malgrado a demanda ainda esteja em fase embrionária e, sequer tenha havido oferta de resposta à acusação por parte do excipiente".

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Fonte: Jornal do Brasil

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