Livres de vício, ex-fumantes comemoram respiração mais leve e menos ansiedade

Preocupação com a saúde e o bem-estar leva jovens a abandonarem o vício de fumar.

31/05/2017 08:12h

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Hoje, 31 de maio, é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, data que a Organização Mundial de Saúde (OMS) aproveita para chamar atenção para a redução do tabagismo e os malefícios que este uso traz à saúde. Na edição desta quarta-feira, o Jornal ODIA traz uma reportagem com pessoas que fumaram durante anos e decidiram abandonar o vício buscando melhor qualidade de vida. 
É o caso do estudante Victor*, de 28 anos. Com apenas 15 anos, ele começou a fumar, por influência dos amigos e, desde então, não parou mais. O vício também era acompanhado por bebida alcoólica e, ao longo de uma década, o uso passou a ser frequente. 

Problemas de saúde motivam fumantes a lutarem contra o vício (Foto: Folhapress)
Porém, há cinco anos, o estudante decidiu parar de fumar, principalmente em prol da saúde e do seu bem-estar. “A minha respiração estava ficando ruim, com falta de ar, e meus dentes estavam amarelados. E de dois anos para cá, eu passei a fumar só no fim de semana e agora vai fazer um mês que não fumo”, conta. 

Segundo Victor, abrir mão do cigarro lhe trouxe muitos benefícios, como menos cansaço ao longo do dia, respiração mais leve e até menos ansiedade. O jovem conta que praticamente todos seus amigos fumam e, quando está ao lado deles, surge a vontade de fumar novamente. 
“Quando eu saio com eles para beber e fica todo mundo fumando, dá muita vontade, mas no outro dia fiquei feliz por não ter fumado. Minha relação com eles está normal, mas, por enquanto, estou evitando ir para lugares fechados e que tenha gente fumando”, pontua. 
Fumante desde os 17 anos, a auxiliar de enfermagem Walquíria Soares também abandonou o fumo após um susto. Há três anos, ela teve um mal súbito durante o trabalho e, por pouco, não chegou a desmaiar. Segundo Walquíria Soares, ela teve uma tontura e a vista ficou completamente preta. 
Por trabalhar em um hospital, ela foi socorrida e um médico cardiologista informou que sua pressão estava muito elevada, mas não chegou a associar o mal-estar com o uso do cigarro. A partir de então, a auxiliar de enfermagem decidiu abandonar o cigarro em prol de sua saúde. 
“O médico não me garantiu que foi por causa do cigarro, mas como na família alguns parentes já morreram por conta do cigarro, inclusive um tinha câncer de pulmão, então tudo isso me fez querer parar. Eu trabalho com saúde, em uma clínica que atende pacientes com câncer, e passar pelo que passei me deu muito medo”, fala. 
*Nome fictício utilizado para preservar a identidade do entrevistado 
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Por: Isabela Lopes

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