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Notícias Art/Gente

17 de outubro de 2017

Jennifer Lawrence e Reese Witherspoon compartilham histórias de abuso

Em evento em Los Angeles, Witherspoon contou ter sido assediada por diretor aos 16 anos e Lawrence lembrou de teste 'humilhante'.

Jennifer Lawrence e Reese Witherspoon falaram sobre suas experiências com episódios de abuso em Hollywood nesta segunda-feira (16), durante o evento Elle Women, em Los Angeles (EUA). As declarações foram feitas em meio a um escândalo envolvendo acusações contra o produtor Harvey Weinstein.

Witherspoon contou ter sido assediada aos 16 anos por um diretor, que não teve o nome revelado. "Eu sinto nojo do diretor que me assediou quando eu tinha 16 anos e raiva dos agentes e produtores que me fizeram acreditar que o silêncio era a condição para conseguir um trabalho", disse a vencedora do Oscar por "Johnny & June" (2005).


Reese Witherspoon chega à cerimônia do Oscar 2015 (Foto: Jordan Strauss/Invision/AP)

O episódio foi o primeiro, mas não o último, segundo ela. "Tive várias experiências de assédio e agressão sexual e não falo muito sobre elas", afirmou.

"Mas depois de ouvir todas essas histórias nos últimos dias e ouvir essas mulheres corajosas falarem sobre coisas que nos ensinam a varrer para debaixo do tapete, isso me fez querer falar e falar muito alto porque eu realmente me sinto menos sozinha nesta semana do que eu me senti em toda a minha carreira."

Nua em teste

Lawrence lembrou de uma situação que viveu no início da carreira e descreveu como "humilhante". Segundo ela, produtores de um filme lhe pediram que perdesse mais de seis quilos em duas semanas, alegando que outra atriz havia sido demitida por não emagrecer rápido o suficiente.


Jennifer Lawrence chega para a 24ª edição do Elle Women, em Los Angeles (EUA) (Foto: Jordan Strauss/Invision/AP)

"Nessa época, uma produtora me mandou fazer um teste nu com outras cinco mulheres que eram muito, muito mais magras que eu. Nós ficamos lado a lado, apenas com uma fita cobrindo nossas partes íntimas", contou. "Depois desse teste degradante, a produtora disse que eu deveria usar as fotos nua como inspiração para minha dieta."

A atriz disse que tentou argumentar e pedir ajuda a um outro produtor. "Ele disse que não sabia por que todo mundo me achava tão gorda, ele disse que me achava 'perfeita para f*'"

Lawrence afirmou que se sentiu "presa" após a experiência. "Eu me deixei ser tratada de uma certa maneira porque senti que tinha que fazer isso pela minha carreira", disse. "Ainda estou aprendendo que não tenho que sorrir quando um homem me deixa desconfortável. Todo ser humano deveria ser tratado com respeito simplesmente por ser humano."

16 de outubro de 2017

'Cresci faz um tempo', diz Carla Diaz sobre título de 'ex-atriz mirim'

Com passagens pela Record, seus maiores sucessos, entretanto, foram durante sua infância como a Maria de "Chiquititas" (SBT) e a Khadija de "O Clone"(Globo).

Atualmente no papel de Carine em "A Força do Querer" (Globo), Carla Diaz, 26, já tem bagagem na televisão brasileira.

Com passagens pela Record, seus maiores sucessos, entretanto, foram durante sua infância como a Maria de "Chiquititas" (SBT) e a Khadija de "O Clone" (Globo).

A atriz Carla Diaz está atuando na novela 'A Força do Querer' (Foto: Divulgação)

Hoje, constantemente lembrada como "ex-atriz mirim", Diaz acredita que essa associação é uma criação jornalística. 

"Ninguém me vê mais como criança. Eu acho engraçado quando eu vejo as manchetes: 'Carla Diaz cresceu'. Eu tenho 26 anos. Cresci faz um tempo já", diz a atriz em entrevista à revista "Quem".

Em "A Força do Querer", a personagem de Diaz entrou para abalar a trama de um dos casais principais da novela, Bibi (Juliana Paes) e Rubinho (Emilio Dantas).

"Eu entrei para fazer uma participação na novela e eu não sabia quanto tempo duraria. Mas a personagem foi crescendo, a parceria com a Juliana Paes e o Emílio Dantas deu tão certo, assim como a aceitação do público, que ela acabou ficando até o fim da trama. Estou muito feliz", diz ela.

O que ela não esperava, no entanto, era que sua personagem fosse querida pelo público -como amante de Rubinho, Carine tem algumas atitudes que não são bem vistas socialmente.

"Todo mundo está me abordando agora, da vovozinha às crianças. É impressionante. Eu não achei que essa personagem fosse ser tão querida por ter algumas atitudes que a maioria da população considera errada. Mas ela é."

E não só gostam dela como a desejam: "Recebo um pedido de casamento por dia. Mas nenhum real. Tudo só na brincadeira", comenta a atriz, que é a capa da edição digital da revista "Quem" desta semana.

Livro mostra como intelectuais do século XX apoiaram regimes totalitários

Mark Lilla traça o perfil filosófico-político de seis pensadores que, na visão do autor, se deixaram levar por ideologias tiranas.

Ao longo da história, certos intelectuais receberam de braços abertos regimes totalitários fascistas e comunistas. Esta é a premissa do historiador americano Mark Lilla no livro “A mente imprudente”, lançamento da Editora Record. Em forma de ensaios, Lilla traça o perfil filosófico-político de seis pensadores do século XX, que, na visão do autor, se deixaram levar por ideologias e fecharam os olhos ao autoritarismo, à brutalidade e ao terrorismo de Estado.

O historiador conta a trajetória do filósofo alemão Martin Heidegger e sua entrada no partido nazista em maio de 1933, ainda que hoje já se saiba que pelo menos dois anos antes ele já tinha manifestado apoio a Hitler. A decisão de seguir o nazismo complicou a vida de seu amigo  Karl Jaspers e de Hannah Arendt, com quem Heidegger viveu um romance.

“Jaspers era um amigo, Arendt fora sua amante, e ambos admiravam Heidegger como um pensador que, segundo acreditavam, tinha revivido sozinho o autêntico ato de filosofar. Agora eles tinham de se perguntar se sua decisão política refletia apenas uma fraqueza de caráter ou se havia sido preparada pelo que Arendt chamaria mais tarde de seu “pensamento apaixonado”. Neste último caso, significaria que seu próprio apego intelectual/erótico a ele como pensador estava comprometido? Acaso haviam se equivocado apenas a respeito de Heidegger ou também sobre a filosofia e sua relação com a realidade política?”, indaga o autor.

Assim como Heidegger, o filósofo alemão Carlos Schmitt apoiou publicamente os nazistas nos primeiros dias do Terceiro Reich.  Lilla analisa também como Walter Benjamin, considerado um dos intelectuais mais importantes do século XX, expressa em suas cartas que era um pensador teologicamente inspirado e politicamente instável. Ele conta que nos anos 30, Benjamin se mantivera calado sobre “processos exemplares” em Moscou e ao longo da década não foi capaz de criticar Stalin publicamente, nem quando a militante e diretora teatral Asja Lacis, com quem se envolveu amorosamente, foi levada a um gulag, campo de trabalho forçado para onde iam “inimigos” do Estado.

O filósofo francês Michel Foucault

O historiador relata ainda aspectos controversos na trajetória do filósofo russo Alexandre Kojève, do franco-argelino Jacques Derrida e de Michel Foucault,  que se declarava discípulo do Marquês de Sade e se divertia com as gravuras de Goya retratando a carnificina da guerra:

“Assistimos ao processo mediante o qual uma obsessão intelectual com a transgressão culminou numa perigosa dança com a morte”, afirma.

“A mente imprudente” chega às livrarias neste mês de outubro pela Editora Record.

Sobre o autor

Mark Lilla nasceu em Detroit, EUA, em 1956. É professor na Universidade de Columbia e escreve regularmente para a revista New York Review of Books e outras publicações ao redor do mundo. É autor, entre outros, dos livros The Stillborn God: Religion, Politics and the Modern West e G.B Vico: Tha Making of na Anti-Modern, além de The Legacy of Isaiah Berlin, com Ronald Dworkin e Robert B. Silvers. Em 2015, venceu o prêmio de Melhor Comentarista de Notícias Internacionais concedido pelo Overseas Press Club of America, pela Coluna “On France”, da New York Review of Books.

14 de outubro de 2017

09 de outubro de 2017

'Preferi protegê-lo', diz Tatá sobre ausência de namorado no 'Lady Night'

A atriz e apresentadora também justifica o porquê de seus participantes repercutirem tanto: “Encontros são diferentes"

A partir dessa noite, os fãs de Tatá Werneck poderão rir novamente com as peripécias e entrevistas da apresentadora na nova temporada de “Lady night”, no Multishow. E no sofá do programa estarão estrelas que vão se mostrar na TV como nunca antes em entrevistas. 


Com memes, a apresentadora está divulgando a chegada da segunda temporada do 'Lady Night' em suas redes sociais. Foto: Reprodução/instagram

“Por terem visto a primeira temporada, os convidados chegavam ansiosos para se divertirem. Vi Daniela Mercury rolando pelo chão como parafuso, tomei lambida da Pablo Vittar, Caio Castro ficou de cueca, Cauã me deu um beijo, assim como Marina Ruy Barbosa, Preta Gil e Cleo. Todos foram muito disponíveis e me surpreenderam”, conta Tatá.

A atriz e apresentadora também justifica o porquê de seus participantes repercutirem tanto: “Encontros são diferentes. Um encontro meu com a Cleo não será o mesmo que um encontro dela com o Porchat ou com o Bial, que, aliás, sou fã e acho os dois geniais. E eu me exponho antes de qualquer um dos meus convidados. Falo das minhas intimidades, quero deixá-los à vontade para dar uma entrevista de pessoa “física” e não “jurídica”. Tento criar esse ambiente de papo entre amigos”. Sobre a ausência do namorado Rafael Vitti como entrevistado, a estrela brinca: “Até pensamos nessa possibilidade, mas preferi protegê-lo de mim mesma”, brinca Tatá.


Tatá Werneck e Rafael Vitti assumiram o namoro no aniversário da apresentadora, em agosto. Foto: Reprodução/Instagram

08 de outubro de 2017

Neymar e Bruna Marquezine se reaproximam no casamento de Marina Ruy Barbosa

Segundo um dos convidados do casamento, Neymar chegou a roubar um selinho da Bruna enquanto ela ria de um comentário ao pé do ouvido.

Risos, conversas ao pé do ouvido e até um selinho roubado. O reencontro de Bruna Marquezine e Neymar no casamento de Marina Ruy Barbosa e Xande Negrão reaproximou o ex-casal depois de três meses do anúncio do fim do namoro de quase um ano, em junho.

A atriz, que chegou atrasada e até perdeu a cerimônia religiosa, bem que tentou fugir do atacante no início da festa. Ela acenou de longe ao ver o ex-namorado com Daniel Alves, mas aos poucos o astro da seleção brasileira e do Paris Saint-Germain foi se aproximando e, na metade da festa, os dois já estavam na mesma rodinha de conversa entre amigos.

Bruna Marquezine e Neymar (Foto: Reprodução/ Instagram)

Segundo um dos convidados do casamento, Neymar chegou a roubar um selinho da Bruna enquanto ela ria de um comentário ao pé do ouvido.

"Aposto que eles vão voltar a namorar. Deram muita pinta de apaixonados", contou uma pessoa convidada por Marina Ruy Barbosa ao UOL por WhatsApp.

A reportagem também apurou que a noiva Marina Ruy Barbosa foi quem deu uma de cupido na reaproximação de Bruna e Neymar. Ela chamou a amiga e colega de elenco da próxima novela das 19h na Globo "Deus Salve o Rei", conversou algo no ouvido de Marquezine, que logo depois foi sentar-se perto de Neymar.

Depois de muita conversa, Neymar e Bruna foram para pista de dança e trocaram carinhos. Animados, vários convidados fizeram vídeos, que rapidamente caíram nas redes sociais para alegria dos milhões de fãs que ainda torcem por uma volta do ex-casal.

07 de outubro de 2017

Após 45 anos de sua morte, obras inéditas de Torquato Neto vêm à tona

Em vida, Torquato editou 34 letras, número esticado para 100 desde a sua morte, graças às pesquisas no acervo

Quarenta e cinco anos após sua morte, o poeta Torquato Neto (1944-1972) segue uma trajetória de mito resistente da contracultura brasileira. Em Teresina (PI), terra natal, a edição de textos desconhecidos vem iluminando pontos obscuros da obra do tropicalista, também associado à poesia marginal.

Em 2012, a revisita ao seu acervo resultou no lançamento de duas coletâneas de poemas inéditos, "O Fato e a Coisa" e "Juvenílias" (UPJ Produções), por iniciativa do publicitário e professor George Mendes, 60, primo do piauiense e curador do arquivo.

Um terceiro livro de inéditos expõe seu ofício de letrista, principalmente na fase posterior às canções "Geleia Geral" e "Marginália 2" (com Gilberto Gil), que contribuíram para definir o programa estético do tropicalismo.

Três cadernos espiralados alimentaram "Fragmentos Poéticos - A Palavra em Construção", a sair pela UPJ, volume revelador da carpintaria de Torquato em letras como as de "Nenhuma Dor" (com Caetano Veloso), "Todo Dia é Dia D" (com Carlos Pinto), "Andarandei" (com Renato Piau) e "Três da Madrugada" (com Carlos Pinto).

Uma onda torquatiana reforça as homenagens piauienses. O documentário "Torquato Neto: Todas as Horas do Fim", de Eduardo Ades e Marcus Fernando, estreia no Festival do Rio neste sábado. E o tropicalista será o homenageado da 12ª Balada Literária, em São Paulo, entre 8 e 12 de novembro.

Ainda neste ano, a editora Autêntica levará às livrarias uma antologia poética selecionada pelo poeta e ensaísta Italo Moriconi.

Fragmentos

"Fragmentos Poéticos" será lançado na 12ª Balada Literária, que neste ano prepara atividades em Teresina, Salvador e São Paulo, onde se encerra com o documentário "Todas as Horas do Fim".

O livro procura manter a ordem dos cadernos, que chegaram a ser consultados na pesquisa de "Os Últimos Dias de Paupéria", a primeira reunião de escritos de Torquato, organizada em 1973 pelo poeta Waly Salomão (1943-2003).

"Não devo dizer que seja a gênese de sua poesia, até mesmo porque a parte mais lida, ouvida, conhecida é aquela que referencia os tempos da tropicália. Melhor seria dizer que demarca os tempos pós-tropicália", diz o curador George Mendes.

Mas "certamente", segue ele, "o conteúdo dos cadernos permite conhecer mais a fundo o processo criativo, o estica, puxa, recorta, recupera que ganhará forma final". Há poemas ou letras que não foram levados adiante, "embora registrem uma intenção, um bom fio da meada".

Ciclo  pesado

A viúva de Torquato, Ana Duarte, que morreu aos 72 em 2016, entregou o acervo a Mendes em janeiro de 2010.

"Ana, você sempre disse que tinha queimado tudo!", surpreendeu-se o publicitário, ao aceitar a oferta de livros, roteiros, fotos, quadros, recortes de jornais, postais, alguns discos -e os cadernos. Com o gesto, ela fechava um "ciclo pesado".

Entre os projetos futuros, a Casa Torquato Arte & Criação, para abrigar o acervo, e o disco "Torquato Neto / Inéditas / Entre Nós", produzido a partir de 17 poemas musicados por artistas do Piauí.

Torquato enfrentou o alcoolismo e a depressão, sofreu quatro internações e cometeu suicídio em 1972.

No prefácio de "Fragmentos Poéticos", o letrista Carlos Rennó atenta para "a difícil e atormentada condição psíquica e emocional do autor" nas passagens em que são visíveis "a sua delicada tristeza, a solidão básica de sua existência, uma situação autoconsciente -nem por isso autopiedosa- de abandono".

Dedicado ao jornalista e pensador da contracultura Luiz Carlos Maciel, o inédito "A Tragédia do Viaduto" – provavelmente escrito em novembro de 1971, depois do desabamento do viaduto Paulo de Frontin, que deixou 29 mortos na Tijuca– é um "poema-processo" que o país não permitiu caducar.

"Ainda vai cair muita corrupção na cabeça das pessoas", repete o texto, em seus cinco versos datilografados numa folha solta.

Numa fase severa da ditadura militar, o governo Médici, Torquato preservou a atenção para a política enquanto transitava pelo desbunde.

"Você não tem que me dizer/ O número do seu mundo/ Você não me engana/ Este país não me engana/ E o futuro é claro e fundo", anotou em um dos cadernos.

"Nos escritos há uma espécie de inventário feito por ele de músicas em parceria. Algumas não foram gravadas, mas desenvolvidas com artistas conhecidos", conta Mendes, referindo-se às colaborações com Caetano, Gil, Jards Macalé, Toquinho, Luiz Carlos Sá e Luiz Melodia.

Em vida, Torquato editou 34 letras, número esticado para 100 desde a sua morte, graças às pesquisas no acervo.

Enquanto "Juvenílias" revela 56 poemas inéditos (1961-63), boa parte remontando à juventude no Piauí e na Bahia, "O Fato e a Coisa" -concebido mas jamais publicado por Torquato- reúne 29 poemas escritos entre 1962 e 1964, alguns deles citados na biografia "Pra Mim Chega" (Nossa Cultura), de Toninho Vaz.

O tema da morte, visitado em fragmentos autobiográficos e letras, ressurge. "Como um derradeiro suicida de após bomba/ procuro aniquilar o inseto impossível/ que continuo sendo/ a zumbir sobre minha própria cabeça/ em mirabolantes circunvoltas", escreveu em "A Crise".

“Fiquei um pouco incrédulo”, conta Alok sobre sua parceria com Mick Jagger

DJ é uma das atrações de festival que acontece neste sábado em SP

Alok, atualmente, é o principal nome da música eletrônica comercial do Brasil. Lotando shows em todo o país, com uma carreira internacional em plena expansão, e com faixas como “Hear Me Now” reconhecidas por um público cada vez mais diverso, o DJ goiano, filho de Djs, está trilhando um caminho distinto. Entre algumas de suas conquistas está justamente a possibilidade de fazer parte do line-up de um festival sertanejo como o Villa Mix Festival que acontece neste sábado, 7, sem que ninguém ache isso estranho. 

Logo de entrada, Alok comenta que sua boa recepção no mercado internacional, algo que vem acontecendo desde 2016, em conjunto com a expansão da sua carreira no Brasil é algo novo pra ele e por isso não dá pra ter uma noção concreta de como tudo tem afetado sua música. “Enxergo como uma grande chance de termos uma cena respeitada e repleta de oportunidades. Na minha carreira e na minha música eu tive que me adaptar e encontrar o que eu mais gostava de fazer em conjunto com a melhor recepção do público. É sensacional saber que o caminho trilhado é o certo. Isso me deixa extremamente grato”.

Comentando sobre seu movimento em direção a novos mercados, com contrato com a Spinnin’ Records (recentemente adquirida pela Warner Music) Alok afirma que a trajetória que vem fazendo é diferente. “Nosso mercado eletrônico é maduro, mas o caminho que escolhi ainda é novo e através das referências externas de como lidar com isso que eu aprendi ainda mais”, pondera. E como parte dessa projeção mundial, um dos grandes momentos na história do brasileiro foi o remix criado para “Gotta Get a Grip” de Mick Jagger. Alok comenta que conheceu o vocalista dos Rolling Stones em uma festa e nesta oportunidade aconteceu o convite para que o remix fosse produzido. “O convite aconteceu numa festa onde nos conhecemos. Eu nem esperei muito porque fiquei um pouco incrédulo e quando vi o contato dele por email, fiquei extremamente feliz”, e segue, “sem dúvida alguma, [este projeto] foi uma das maiores honras da minha vida”.

Ainda falando sobre parcerias, só em 2017 o brasileiro já lançou colaborações importantes com nomes como Tiesto e Oliver Heldens (dois nomes de peso da cena eletrônica), mas fora do espectro da e-music, o DJ anunciou também uma parceria com Anitta, que “está a caminho”, e comentou que adoraria produzir algo com Kendrick Lamar, “[...] ando curtindo bastante e acho ele extremamente criativo e competente no que faz”. Isso sem contar o projeto para um novo show: “Estou focado no meu show. Um show completo e muito melhor do que qualquer coisa que já fizemos. Meu sonho é ter isso completamente formatado”, confessa.

Por fim, Alok se apresenta em um dos festivais de música sertaneja mais conhecidos do país, mostrando seu bom trânsito por públicos que há pouco tempo não dialogavam, algo que ele credita aos produtores do evento que “acreditaram nisso e fizeram com que a música eletrônica fosse tão importante quanto os outros gêneros”, e também a equipe que trabalha com ele.

Recentemente Alok lançou mais um single com Bruno Martini e Zeeba, parceiros de “Hear Me Now”, para criar a faixa "Never Let Me Go".

05 de outubro de 2017

Eliana posa com Manuela e avalia pausar vida pelos filhos

Apresentadora exibiu a filha recém-nascida dormindo em seu colo, no Instagram, nesta quinta-feira (5)

Quase um mês após o nascimento de Manuela, Eliana começou a voltar à rotina depois de passar por complicações nos primeiros meses de gravidez. Nesta quinta-feira (5), a apresentadora, afastada de seu programa do SBT, refletiu sobre pausar a vida pelos filhos com um texto da blogueira Fernanda Marques em seu Instagram.

"Pausar a vida pelos filhos... Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase 'não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem'; como uma forma disfarçada de menosprezar a dedicação materna. Cria-se o filho pro mundo, todo mundo diz. As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe. Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas. Por 9 meses, pausa o vinho. Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual."

A apresentadora, que comemorou os primeiros dias com Manuela, listou todas as pausas que as mães precisam fazer pelos herdeiros na maternidade: "Por muitas e muitas noites pausa o sono, pausam a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil. A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro. A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles. Criar para o mundo. O que isso seria? Suponho que minha mãe me criou 'para o mundo', sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou. Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela".

Para finalizar a postagem, Eliana refletiu que é nos momentos íntimos com os filhos que os laços são criados: "Então eu penso, enquanto tomo meu chá e com saudades da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo. Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio às dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães".

04 de outubro de 2017

Museu de Arte do Rio discorda de Crivella sobre veto a 'Queermuseu'

O prefeito carioca afirmou em vídeo publicado nas redes sociais na domingo (1º) que não queria que a mostra fosse para o MAR (Museu de Arte do Rio).

Após anúncio de que não abrigará a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", o MAR (Museu de Arte do Rio) se pronunciou novamente a respeito da mostra e afirmou que não concorda com a ordem do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB-RJ).

O museu afirma que os debates propostos em prol da arte não deveriam ser interrompidos. "Silenciar as discussões é não encarar conflitos inerentes à sociedade", diz a nota divulgada nesta quarta (4).

O prefeito carioca afirmou em vídeo publicado nas redes sociais na domingo (1º) que não queria que a mostra fosse para o MAR (Museu de Arte do Rio). "Só se for no fundo do mar", disse o político.

Procurado pela reportagem, Crivella afirma que "a população do Rio de Janeiro não tem o menor interesse em exposições que promovam zoofilia ou pedofilia".

Gaudêncio Fidélis, curador do "Queermuseu", diz que recebeu convite de outras cidades para abrigar a exposição como Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Salvador. Entretanto, ele prefere não dizer quais instituições demonstraram interesse a fim de "poupá-las de protestos".

Cancelado

O Santander Cultural suspendeu a mostra em Porto Alegre no dia 10 de setembro após pressão de grupos que a consideram ofensiva. Contra recomendação do Ministério Público, a instituição decidiu não reabrir a exposição.

O Conmar ainda recomenda que o MAR realize programação cultural em consonância com as regras do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e que inclua classificação indicativa e sinalizações sobre o teor das obras expostas, "de forma a estabelecer relações com e entre as diversas perspectivas culturais e ideológicas de todos os seus públicos."

'Nunca deixei que um homem me mandasse calar a boca', diz Fernanda Lima

Neste mês, a artista é a capa da revista "Claudia", publicação do grupo Abril. Lima foi entrevista por Ana Paula Padrão, que assumiu a redação do veículo.

Fernanda Lima está de mudança para os Estados Unidos com os filhos, os gêmeos João e Francisco, e o marido, o apresentador Rodrigo Hilbert. 

A família vai passar nove meses na Califórnia para depois, na volta, "aumentar" -palavras da própria apresentadora da Globo. 

A apresentadora Fernanda Lima (Foto: Divulgação)

"Eu até tenho um medinho, uma gravidez nessa idade [Lima tem 40 anos] significa recuperação física mais difícil. Mas o Rodrigo quer muito e ele está sempre do meu lado, ele merece. E não vai demorar, segundo ela. Na volta planejamos a gravidez", diz.

Neste mês, a artista é a capa da revista "Claudia", publicação do grupo Abril. Lima foi entrevista por Ana Paula Padrão, que assumiu a redação do veículo. 

Durante a entrevista, Lima também falou sobre o feminismo. "Se eu pensar no meu passado, minha trajetória toda foi feminista. Eu nunca deixei que um homem me mandasse calar a boca, nunca me deixei ser violentada a ponto de não me defender, nunca desisti de nada por ter alguém competindo comigo", disse. 

"Então eu tenho direito de estar aqui e de gostar de quem eu sou, explica. Ela afirma que precisou questionar muita coisa e aprender outras. Nós bebemos do machismo na mamadeira. A gente vive dessa opressão a vida inteira", completou. 

Polêmica com Silvio Santos

Em julho, Lima se viu envolta numa polêmica com Silvio Santos, dono do SBT, que comentou em seu programa um vídeo no qual a apresentadora aparecia. "Com essas pernas finas e essa cara de gripe, ela não teria nem amor nem sexo", disse Silvio.

Logo depois, Fernanda, em entrevista ao "Pânico na Band", rebateu. "Acho que o Silvio é o maior comunicador vivo brasileiro, mas, nesse quesito, eu perguntaria 'Silvio, por que não te calas?'. "Depois, Silvio novamente retrucou em seu programa: "Não me calo mais"."

A Padrão, Lima não deixou o assunto em branco. "Quantas mulheres morrem de bulimia, anorexia, dismorfia porque se olham no espelho e se veem gordas. Quantas mulheres ele [Silvio] oprimiu chamando de gordas. Quantas mulheres sofrem com a gordofobia... Não é justo comigo as pessoas acharem que eu tô  chateadinha porque fui chamada de magra. Não é comigo, é com todas as pessoas, e não é o Silvio Santos, são todos", diz.