Tragédia do Parque Rodoviário é debatida em audiência

Tragédia do Parque Rodoviário é debatida em audiência

20/05/2019 13:15h - Atualizado em 20/05/2019 13:20h

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Laleska Setúbal

Repórter 

A tragédia do Parque Rodoviário, ocorrida no dia 5 de abril deste ano, foi tema de discussão hoje (20) na Comissão de Defesa do Consumidor,  Meio Ambiente e Acompanhamento dos Fenômenos da Natureza da Assembleia Legislativa do Piauí.

A audiência pública foi solicitada pelo deputado Henrique Pires (MDB), que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, do Meio Ambiente e Fenômenos da Natureza. O objetivo é acompanhar todas as medidas realizadas para famílias e para o meio ambiente após a tragédia do Parque Rodoviário.

“Esse é um momento de muita conversa, eu acho que mais importante que o diálogo, é trazer soluções. A Assembleia mesmo já fez a sua parte quando cada deputado destinou 10 mil reais para suprir as necessidades imediatas das famílias. Mais do que isso, há a necessidade de recuperar as casas, inclusive tem família que perdeu tudo”, afirma Evaldo Gomes (PTC).

Teresa Britto (PV)  lembra que é preciso falar de responsabilidade sobre o que aconteceu. “É preciso ver de fato quem vai indenizar essas famílias, buscar os prejuízos e recuperar essas áreas prejudicas, que foram afetadas com esse desastre que ceifou ate uma vida”, relembra a deputada.

Mais de 100 famílias foram atingidas e cerca de 70 estão cadastradas no programa Cidade Solidária da Prefeitura de Teresina. Segundo o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira soluções foram tomadas o mais rapidamente possível. “A prefeitura tem se destacado para empreender esforços para melhor diminuir os problemas ocorridos, portando fez todo o acolhimento, está num planejamento de reconstrução da comunidade, cuidou da limpeza, da reconstrução da via que foi interrompida com a passagem da água. Todo o trabalho tem sido no sentido de cuidar bem dessas pessoas”, ressalta.  

A Ordem dos Advogados do Piauí acompanha o caso dos moradores para saber se todos estão recebendo os repasses do programa. “A nossa Comissão vem acompanhando essa tragédia desde o dia do ocorrido. Eu tenho contato direto com vítimas e acompanho a questão do atendimento delas por parte do poder público, saber se elas realmente estão recebendo o que o poder público diz que está fornecendo, que a é a questão da cesta de alimentos, do aluguel social. Muitas estão se utilizando de casas alugadas, em que são inclusas em programas da prefeitura que pagam esse aluguel. Nós estamos acompanhando porque é uma questão de cidadania, é um direito da pessoa ser assistida”, explica Justina Vale, da Comissão de Promoção da Cidadania  da OAB/PI.

Além de acompanhar as famílias, a OAB/PI também apura quem são os responsáveis pela tragédia.  “Nós estamos aqui buscando respostas e estamos acompanhando, vigilantemente, este caso porque tivemos vítimas, ainda existem vítimas, as casas ainda estão sob risco então a OAB está aqui vigilante”, afirma André Almeida, da Comissão de Direito Difusos e Coletivos.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcos Ayres, disse que “já foi feito um projeto e formada uma comissão para trabalhar no setor de geologia na área do acidente, onde algumas casas serão recuperadas".  

Presidente da reunião, o deputado Henrique Pires leu uma mensagem enviada pela direção da Oi, que tem sido acusada de omissão da tragédia, ao não impedir o acúmulo de água no terreno que lhe pertence. Segundo a direção da Oi o convite não chegou a tempo para eles prepararem a defesa. O convite teria chegado só na sexta-feira, para a audiência pública que seria realizada na segunda-feira.


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Fonte: Alepi

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