Projeto pretende proteger banco de sementes criolas

Projeto pretende proteger banco de sementes criolas

16/04/2019 14:15h

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O deputado Francisco Limma (PT) tratou hoje (16) da implantação de um projeto de lei criando e fomentando a valorização de um banco de sementes criolas no Piauí, visando proteger a biodiversidade e conhecimentos acumulados ao longo dos séculos pelas comunidades do Estado.

 

“Agora as empresas querem cobrar royalties dos pequenos produtores, dos agricultores familiares. Ocorre que esses saberes, que esses conhecimentos, foram produzidos pelas pequenas comunidades rurais do Piauí. Isso é de propriedade dos agricultores familiares e não das empresas”, afirmou.

 

Para ele, esse banco de sementes precisa ser defendido por uma legislação estadual, uma vez que eles estão contidos em três biomas diferentes: os cerrados, a caatinga e a pré-amazônia. “É um potencial que vem sendo acumulado desde o início da existência humana. Temos o potencial apícola, temos a produção das sementes que são adaptadas às condições de solo e clima, além dos valores culturais locais”, afirma.

 

Em aparte, o deputado Franzé Silva (PT) louvou o projeto de Limma e disse que ele, dentro de um curto tempo, vai valorizar os agricultores familiares e a produção de sementes criolas, fortalecendo a reorganização do setor, no sentido de abraçar os pequenos produtores.

 

A deputada Teresa Britto (PV) disse que o projeto é de grande valia, pois mantém viva a produção de sementes criolas e a tradição. “Elas são resistentes e apesar da produção ser menor e o tempo de colheita ser mais demorado, os produtos são orgânicos”, acentuou.

 

Encerrando o seu pronunciamento, Francisco Limma disse que se a oposição quiser será feito um debate comparando os dados de 2002 e os indicadores atuais e até mesmo de anos anteriores. “Em 2015 eram 190 mil alunos matriculados, agora são 350 mil. O ICMS era de R$ 2,7 bilhões e agora já passa de R$ 4 bilhões. O Ideb era de 2,7% em 2005 e agora passa de 4,9%. Estamos prontos para o debate. O que não podemos é discutir com superficialidade”, cobrou.

 

 

Durvalino Leal - Edição: Caio Bruno 


Fonte: Alepi
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Fonte: Alepi

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