Casos de peste suína clássica no Piauí é debatida em audiência pública

Casos de peste suína clássica no Piauí é debatida em audiência pública

29/04/2019 13:15h

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Os focos de peste suína descobertos no estado do Piauí foram debatidas em Audiência Pública realizada hoje (29) na Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado sob a presidência do deputado Henrique Pires (MDB). A audiência foi solicitada pelo deputado Gustavo Neiva (PSB).
O parlamentar disse que o objetivo da audiência “é conhecer os problemas e saber as providências do Governo do estado para erradicar a peste suína no município de Lagoa do Piauí”. A doença está prejudicando a exportação e a economia local, impondo barreiras comerciais e a necessidade do sacrificamento do rebanho suíno no município.
O primeiro a se pronunciar foi o vereador Ilmar Pereira de Alencar, representante do Secretário de Agricultura do município de Lagoa do Piauí. Ele disse que a preocupação no momento é o pagamento de indenização aos produtores pelo Governo do Estado. Hoje, segundo ele, 70% do pessoal do setor de suínos está no prejuízo.
O mesmo questionamento foi fortalecido pelo prefeito do município do Lagoa do Piauí, Antônio Francisco de Oliveira Neto. Segundo ele, mais de animais foram abatidos na região por conta da peste mas nenhum foi abatido para consumo e venda dos produtores.
Em resposta aos questionamentos, o Antônio José Pereira, representante da Superintendência de Desenvolvimento Rural do Piauí (SDR), anunciou que o Governo já liberou cerca R$ 200 mil para indenizar os produtores.
Situação da ADAPI – Outro ponto bastante debatido durante a reunião foi a situação da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI). Segundo Guilherme Takeda, chefe da Divisão de Sanidade dos suínos do Ministério da Agricultura em Brasília, a ADAPI tem feito muito com pouco. “É fato que os servidores são altamente comprometidos com o serviço de defesa sanitária aqui no estado do Piauí, mas é fato que temos feito muito com pouco. A falta de material tem comprometido algumas ações nossas e isso precisa ser resolvido”, disse.
Gregório da Silva Costa Júnior, representante do Sindicato dos Servidores da Adapi, também falou sobre a falta de trabalho estrutura da categoria. Os 80 técnicos agropecuários do Piauí, segundo ele, “não recebem hora extra, gratificação noturna, alimentação, e não possuem condições especiais de trabalho”.
Anísio Ferreira Lima Neto, do Conselho de Medicina Veterinária, disse que é necessário que o Estado encare a defesa sanitária como algo necessário e reclamou de o Conselho não estar sendo informado diretamente das ações de prevenção contra a peste suína.
Aírton Leôncio, da Superintendência do Ministério da Saúde no Piauí, presente na audiência, explicou como funciona o processo de auditoria de defesa sanitária animal do Ministério.
Em explicação, o presidente da ADAPI, Bernildo Duarte Val contextualizou a situação da peste suína no Estado, dizendo que o Estado do Ceará passou pelo mesmo momento no ano de 2018 e que a ADAPI está realizando todas as ações para prevenir expansão da doença. Idílio Moura, técnico da ADAPI, também explicou que todas as ações estão sendo todas para impedir a expansão doença. Segundo ele, a Adapi está promovendo ações de vigilância e foram inspecionadas 200 propriedades e animais passaram por exames clínicos.
O vereador de Teresina Aluísio Sampaio (Progressistas) esteve presente na audiência e demostrou a preocupação a respeito dos abates clandestinos de animais que acontecem em todo o Piauí e a proximidade da Lagoa do Piauí com Teresina.
Deputados – O líder do Governo na Casa, deputado Francisco Limma (PT) disse que o Governo está empenhado em resolver a problemática da peste suína no Estado, reforçando que o dinheiro para a indenização dos agropecuaristas já está disponível.
A deputada Teresa Britto (PV) cobrou do Estado mais empenho para resolver a problemática e uma maior estruturação da ADAPI. O deputado Gustavo Neiva (PSB) também pediu a maior estruturação da ADAPI para o foco de outras doenças não apareçam no Estado.
Emerson Brandão e Laryssa Saldanha

Os focos de peste suína clássica confirmados no Piauí foram debatidos em audiência pública realizada hoje (29) na Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, sob a presidência do deputado Henrique Pires (MDB). A audiência foi solicitada pelo deputado Gustavo Neiva (PSB).

O parlamentar disse que o objetivo da audiência foi conhecer os problemas e saber as providências do Governo do Estado para erradicar a peste suína no município de Lagoa do Piauí. A doença está prejudicando a exportação e a economia local, impondo barreiras comerciais e a necessidade do sacrificamento do rebanho suíno no município.

O primeiro a se pronunciar foi o vereador Ilmar Pereira de Alencar, representante da Secretaria de Agricultura do município de Lagoa do Piauí. Ele disse que a preocupação no momento é o pagamento de indenização aos produtores pelo Governo do Estado. Hoje, segundo ele, 70% do pessoal do setor de suínos está no prejuízo.

O mesmo questionamento foi fortalecido pelo prefeito do município do Lagoa do Piauí, Antônio Francisco de Oliveira Neto. Segundo ele, mais de animais foram abatidos na região por conta da peste mas nenhum foi abatido para consumo e venda dos produtores.

Em resposta aos questionamentos, o Antônio José Pereira, representante da Superintendência de Desenvolvimento Rural do Piauí (SDR), anunciou que o Governo já liberou cerca R$ 200 mil para indenizar os produtores.

ADAPI

Outro ponto bastante debatido durante a reunião foi a situação da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI). Segundo Guilherme Takeda, chefe da Divisão de Sanidade de Suínos do Ministério da Agricultura em Brasília, a ADAPI tem feito muito com pouco.

“É fato que os servidores são altamente comprometidos com o serviço de defesa sanitária aqui no estado do Piauí, mas é fato que temos feito muito com pouco. A falta de material tem comprometido algumas ações nossas e isso precisa ser resolvido”, disse.

Gregório da Silva Costa Júnior, representante do Sindicato dos Servidores da Adapi, também falou sobre a falta de trabalho estrutura do órgão. Os 80 técnicos agropecuários do Piauí, segundo ele, “não recebem hora extra, gratificação noturna, alimentação, e não possuem condições especiais de trabalho”.

Anísio Ferreira Lima Neto, do Conselho de Medicina Veterinária, disse que é necessário que o Estado encare a defesa sanitária como algo necessário. Ele reclamou de o Conselho não estar sendo informado diretamente das ações de prevenção contra a peste suína.

Aírton Leôncio, da Superintendência do Ministério da Saúde no Piauí, presente na audiência, explicou como funciona o processo de auditoria de defesa sanitária animal do Ministério.

Em explicação, o presidente da ADAPI, Bernildo Duarte Val contextualizou a situação da peste suína no Estado, dizendo que o Estado do Ceará passou pelo mesmo momento no ano de 2018 e que a ADAPI está realizando todas as ações para prevenir expansão da doença.

Idílio Moura, técnico da ADAPI, também explicou que todas as ações estão sendo todas para impedir a expansão doença. Segundo ele, a Adapi está promovendo ações de vigilância e foram inspecionadas 200 propriedades e animais passaram por exames clínicos.

O vereador de Teresina Aluísio Sampaio (Progressistas) esteve presente na audiência e demostrou a preocupação a respeito dos abates clandestinos de animais que acontecem em todo o Piauí e a proximidade da Lagoa do Piauí com Teresina.

Deputados

O líder do Governo na Casa, deputado Francisco Limma (PT), disse que o Governo está empenhado em resolver a problemática da peste suína clássica no estado, reforçando que o dinheiro para a indenização dos agropecuaristas já está disponível.

A deputada Teresa Britto (PV) cobrou do Estado mais empenho do governo e uma maior estruturação da ADAPI. O deputado Gustavo Neiva (PSB) também pediu mais estrutura para a Adapi para que outras doenças não apareçam no Estado.


Emerson Brandão e Laryssa Saldanha

 


Fonte: Alepi
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Fonte: Alepi

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