Piracuruca

Piracuruca: acusado de tentar matar advogada deve ser transferido para Penitenciária

O empresário Maurício de Nassau Arcanjo responderá pelo crime de tentativa de feminicídio

15/10/2021 13:14h - Atualizado em 17/10/2021 10:23h

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O empresário Maurício de Nassau Arcanjo (50), acusado de tentativa de feminicídio contra a advogada Antônia Marlúcia Brito Escórcio, na última segunda-feira (11), no município de Piracuruca (a 208 km de Teresina) foi preso e está à disposição da Justiça. O homem está detido na delegacia do município aguardando uma vaga no sistema prisional. Ele responderá pelo crime de tentativa de feminicídio.

A prisão ocorreu em flagrante na terça-feira (12), um dia após o crime. Maurício de Nassau estava escondido em um matagal. De acordo com o delegado Williams Pinheiro, o crime teria sido motivado porque o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento com a advogada.

A advogada Antônia Marlúcia Brito Escórcio foi vítima de tentativa de feminicídio (Foto: Reprodução/redes sociais)

“Ele tentava reatar o relacionamento, mas a advogada não queria. Eles já estavam separados há um mês. No dia do crime, ele esteve na casa dela pela manhã no escritório, tentando fazer aquela perseguição psicológica. No início da tarde novamente, insiste em conversar com ela, e na varanda da casa puxou uma faca que estava na cintura dele e desferiu um golpe no peito, do lado esquerdo, da advogada. Ela gritou, pediu socorro à família que estava na casa e foi socorrida”, conta.

Segundo o delegado, os familiares ainda tentaram impedir que Maurício de Nassau fugisse, mas ele utilizou uma motocicleta e evadiu da cena do crime. A polícia iniciou as diligências e chegou a fazer campana em locais onde o acusado poderia se esconder. A prisão aconteceu na zona rural de Piracuruca. 

Williams Pinheiro ressaltou que, ao longo dos quase cinco anos de relacionamento, Antônia Marlúcia Brito Escórcio não registrou nenhum boletim de ocorrência contra Maurício de Nassau. 

“Não há registros de agressões praticadas por ele. Não houve registros na delegacia, se não chegou ao nosso conhecimento, então ela não tem medida protetiva”, disse o delegado.

Violência contra a mulher

O delegado Williams Pinheiro alerta que, “ao menor sinal de agressão, ameaça ou outra forma de violência, a mulher deve procurar a delegacia da Polícia Civil. Relate o fato que nós vamos tomar as precauções devidas”, reforça.

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